Dois videos - Um de quem o conheceu e com ele conviveu, outro com um dos investigadores que primeiro estudaram os milhares de documentos da arca de Fernando Pessoa - Foi o caso de José Pessoa
Jorge Trabulo Marques - Jornalista - "Fernando Pessoa, não ligava a mais pequena importância aos versos que fazia…em regra, à mesa do café… E depois lia-os a um ou outro amigo, que estava à mesa do café, que estava presente… E outras vezes, nem sequer o fazia… Estava ele sozinho… e pegava neles de deitava-os ao cesto dos papéis!... Diz o seu vizinho e amigo, o escritor Luíz Oliveira Guimarães.
Fernando Pessoa - De seu nome completo, Fernando António Nogueira Pessoa, nasceu em Lisboa, frente ao teatro S. Carlos, em Lisboa, a que ele chamou a sua aldeia, em 13 de junho de 1888 – Faleceu, nesta mesma cidade, em 30 de novembro de 1935
Poeta, filósofo, dramaturgo, ensaísta, tradutor, publicitário, astrólogo, inventor, empresário, correspondente comercial, crítico literário e comentarista político português. – O mais universal poeta português. Por ter sido educado na África do Sul, numa escola católica irlandesa, chegou a ter maior familiaridade com o idioma inglês do que com o português ao escrever os seus primeiros poemas nesse idioma. O crítico literário Harold Bloom considerou Pessoa como "Whitman renascido" e o incluiu no seu cânone entre os 26 melhores escritores da civilização ocidental, não apenas da literatura portuguesa mas também da
inglesa.
José Pessoa , foi um dos primeiros investigadores e historiadores que teveacesso ao vasto espólio do poeta da Mensagem e aos seus documentos mais íntimos- Gostou do que viu masnão se apaixonou pela sua obra, considerando mesmo que ela ofuscou outrospoetas de grande valor - Sim, foi este investigador, com o mesmo apelido(depreendi que não por afinidade familiar), que compulsou os milhares de papéisdo legado pessoano, que Mário Cesariny apelidava da Virgem Negra - Ficou surpreendido pelo talento e misticismo com que deparou no vasto espolio acautelado pelo poeta, que, em sua vida, teve o cuidado de organizar e salvar uma boa parte de sua intensa produção literária numa arca, mas nem por isso se apaixonou pelo que leu
Não se compreende a razão que, anos mais tarde, levou a que o espolio fosse
leiloado, quando deveria ser considerado património público - Imagine-se,
leiloado no Centro Cultural de Belém por milhares de euros isto, porque, tanto Manuela Nogueira, como o seu irmão, sobrinhos de Fernando Pessoa, decidiram pôr à venda o espólio herdado do seu tio através do referido leilão - Considerando que os muitos documentos não têm valor para os estudiosos, apenas para colecionadores - Claro o mais importante era acautelar os euros
Luiz de Oliveira Guimarães, entrevistado por mim, em 1981, disse-me: O “Fernando Pessoa, foi meu vizinho… (..) . Eu morava em Campo de Ourique, ele morou também lá: - muitas vezes, íamos os dois para a baixa; ele frequentava aquele Café da Arcada! Eu, às vezes, ia lá a cavaquear com ele e dávamo-nos muito bem.(..) “Não ligava a mais pequena importância aos versos que fazia…”
LUIZ DE OLIVEIRA GUIMARÃES - O SINGULAR PERFIL DE INTELETUAL PORTUGUÊS
Magistrado, escritor, jornalista, dramaturgo, ensaísta, cronista, advogado, conferencista, humorista, com cerca de meia centenas de obras publicadas, inúmeras crónicas e artigos da imprensa - Nascido na Quinta do Castelo em Espinhal (Penela), de seu nome completo Luíz de Abreu Alarcão de Oliveira Guimarães, tendo ido para Lisboa, aos 6 anos de idade, cidade na qual passaria depois toda a sua vida.
Jurista de profissão, Luís de Oliveira Guimarães considerado um criativo e humorista por convicção, tendo colocado o seu saber e a sua pena ao serviço das letras como pedagogo humorista, como cronista irónico e como dramaturgo satírico. Figura ímpar da Vila do Espinhal, em particular, mas também uma figura do panorama cultural português do século XX, que assumia na mesma pessoa, a singeleza da cultura de raiz popular, com o fino espírito dos intelectuais do seu tempo
Jorge Trabulo Marques - Jornalista - O manuscrito da obra "Praça da Canção", da autoria de Manuel Alegre, foi o mote de uma sessão comentada na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, no dia 13 de junho.
Um dos poetas lidos nas celebrações dos Templos do sol e que contamos também ler, entre outros poetas, na celebração do Solsticio do Verão, dia 21, à despedida do maior dia do ano.
– Neste dia 13 de Junho de 2022, a Biblioteca Geral da Universidade de
Coimbra (BGUC) mostra a versão do original utilizado para imprimir, em 1965, a
obra “Praça da Canção” (datilografado por Manuel Alegre).
A iniciativa, que é promovida pela instituição e pela Liga dos Amigos da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, contou com intervenções a cargo de António Pedro Pita, professor da
Faculdade de Letras da UC, e de António Eugênio Maia do Amaral, Diretor-Adjunto
da BGUC , além da presença do poeta Manuel Alegre na sessão.
O original para a imprensa de “Praça da Canção”, datilografado
por Manuel Alegre, foi oferecido à BGUC, pela autora, em 1984 e é considerado .um tesouro, uma das obras de referência de um poeta grande, composta ainda num tempo de ditadura [foi editada em 1965]», disse João Gouveia Monteiro, diretor da BGUC, à agência Lusa
O livro, escrito pelo poeta, hoje com 86 anos, que foi Prémio Camões em 2017 e é uma das figuras históricas do PS, foi reeditado em 2015, altura em que se completaram 50 anos da sua publicação. A 1.ª edição de «Praça da Canção» foi proibida e apreendido pela PIDE, a polícia política do antigo regime, tendo circulado clandestinamente, nomeadamente entre os estudantes da UC.- Lê-se em https://www.facebook.com/BibliotecaGeralUniversidadeCoimbra
Manuel Alegre nasceu em 1936 e estudou na Faculdade de Direito de Coimbra, onde participou activamente nas lutas académicas. Cumpriu o serviço militar na guerra colonial em Angola. Nessa altura, foi preso pela polícia política (PIDE) por se revoltar contra a guerra. Após o regresso exilou-se no norte de África, em Argel, onde desenvolveu actividades contra o regime de Salazar. Em 1974 regressou definitivamente a Portugal, demonstrando, nos vários cargos governamentais que tem desempenhado ao longo dos anos, uma intervenção fiel aos ideais da Liberdade.
MANUEL ALEGRE: - Um dos poetas exaltado nas celebrações nos Templos do Sol,
Chãs- Foz Côa – Neste vídeo pela voz de José Lebreiro nos equinócio da
Primavera de 2021 e 2022 - Vai ser também lembrado no solstício do Verão, no
Stonehenge Português, à despedida do pôr-do-sol no dia maior do ano, no próximo
dia 21, entre poetas desta nossa região, Manuel Daniel, Maria da Assunção
Carqueja, Hamilton Tavares, Amadeu Ferreira, além da singela homenagem ao Prof
Adriano Vasco Rodrigues, ao som dos acordes da violinista Raquel Cravino -
Nesta coordenada - 40º 59' 39.94'' N - 7º 10' 35.46'' W,
A cerimónia evocativa, terá inicio a partir das 18 horas do adro da igreja
da aldeia, com o tradicional cortejo druida abrilhantado por gaiteiros de
Miranda do Douro, os Gaitaralhos de Strelibeta
Todos os grandes poetas são o barómetro da vida, da terra, do país e do
mundo em que vivem - Como profetas e visionários que são, têm o dom de antever
os desastres iminentes do seu tempo e, do mesmo modo, exaltar ou temperar o
ânimo das horas de declínio ou crepusculares e de trevas da sua pátria. Porque,
só eles, participantes ativos na grande aventura coletiva, imbuídos de uma
renovada consciência social, são capazes de, sob as ruínas e o caos, com a
ironia e ou a lírica dos seus versos, edificaram uma nova sociedade.
Manuel Alegre é um desses poetas: poeta completo, na verdadeira aceção do
termo. Ele não é dos que verseja ou faz quadras pelo simples prazer de juntar
uns quantos versos e os fazer rimar – A sua poesia é muito sofrida, sentida e
vivida – É ao mesmo tempo um apelo ao pensamento e ao sentimento. De libertação
e de ousadia. Passado, presente e futuro. De feitos e adversidades, de
perturbações, mágoas e alegrias.
Quem a percorrer, encontrará de tudo. É como que o retrato dos dias que se
vão vivendo. Uma espécie de meteorologia emocional e social. Nos seus versos há
variadíssimos motivos de inspiração, que, tanto impelem ao desassossego, como à
mais inesperada emoção - Vasta temática em que o seu autor é ao mesmo tempo o
observador e o ativo interveniente: reflexo de um viajante na sua pátria, mesmo
quando a ditadura o força a exilar-se em terras de Argélia, mesmo lá longe,
sente-a de perto, está no seu posto, qual sentinela vigilante.
Breve diálogo à mistura com sons de fado de Coimbra, ocorrido espontaneamente, a um dos atores mais famosos portugueses, que recusava dar entrevistas e que passou grande parte da sua vida fora do seu país - Do meu extenso arquivo de repórter da RDP-Rádio Comercial
Por Jorge Trabulo Marques -
Neste dia, em que se assinala o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, recordo o canto e a Voz de um dos mais famosos atores portugueses do século XX
O
mais internacional galã do Cinema Português – Lisboa 13-11- 1912 – Madrid
16-08-1995 - Que imortalizou na 7ª arte a personagem de Camões, um filme português
de Leitão de Barros que relata a vida e os feitos do grande poeta Luís de
Camões - Concorreu à primeira edição do Festival de Cinema de Canes, em 1846
António Vilar – o Ator mais célebre do cinema português dos anos 50, tanto no
país como no estrangeiro (nomeadamente em Espanha, França, Itália, Argentina e
Brasil)
Lisboa – 1981 - Registo gravado espontaneamente num gravador de cassetes e agora recuperado para vídeo – Do ator mais célebre do cinema português dos anos 50 - Actor português, nascido em 1912 em Lisboa e falecido em Madrid em 1995. Contracenou com Brigitte Bardot, no filme La Femme et le Pantin de Julian Duvivier (1959). Mais nenhum português pode dizer que teve a Bardot nos braços. . Foi um dos actores mais famosos do seu tempo, trabalhando tanto no país como no estrangeiro (nomeadamente em Espanha, França, Itália, Argentina e Brasil), com uma projecção internacional, numa carreira nunca igualada.
CONSIDERAVA-SE PROFUNDAMENTE CONSERVADOR - Disse-me que veio ao Botequim para "conversar com a Natália e tomar uma copa e depois se ir deitar " - O ator português que mais anos passou fora do seu país.
"Foi o mais internacional galã do cinema português. Estreou-se nos palcos em 1931 na peça Romance, no Nacional e, no mesmo ano conseguiu um pequeno papel no primeiro filme sonoro português, Severa, de Leitão de Barros."
Não foi fácil arrancar-lhe algumas palavras. A voz soltava-se-lhe facilmente para cantar mas não para ser entrevistado – Não vinha ali para entrevistas: “Vim ao Botequim da Natália para conversar um pouco com ela, tomar uma copa e depois vou-me deitar” –Declarou-me, entre outras coisas, que poderá ouvir no vídeo.
“Quando eu era pequenina"
Adicionar legenda
“Quando eu era pequenina/ Acabada de nascer”- Composição popular, imortalizada pela Amália Rodrigues, que, o actor António Vilar, cantou naquela noite, entre outras canções populares e fados de Coimbra, acompanhado ao piano pelo maestro António Vitorino, com quem ia acertando o tom do piano com o da sua voz.
As tertúlias no boletim eram habitualmente musicadas. Os sons não perturbavam o convívio e as conversas. Bem pelo contrário, era um condimento desejável. Por isso, não faltavam improvisações musicais: umas vezes para harmonizar o ambiente, outras para acompanhar quem se sentisse dotado ou inspirado no momento. Foi o que sucedeu na noite em que ali encontrei o famoso ator António Vilar, expondo os seus dotes musicais , que, nalguns dos filmes e peças de teatro onde participou, também chegou a revelar o seu talento de cantor e tocador de guitarra e viola.
Com um pequeno gravador à mão, com que habitualmente fazia vários registos no exterior para a reportagem de um programa matinal na Rádio Comercial (sim, muitas das vezes, quase nem dormia, quer na procura de motivo, quer depois, em casa, nas horas gastas com a seleção das faixas e redação dos textos), pois, ao ver cantar, António Vilar, ao lado do piano, aproveitei a oportunidade (depois de ter feito uma divertidíssima entrevista, ao Mestre Martins Correia, sobre a reencarnação, que ainda cobservo), sim, de juntar mais um apontamento à minha reportagem dessa noite. .
“Você abusou, tirou partido de mim” – esta dedicada no final ao repórter
Já me tinha apercebido que ele não gostava de dar entrevistas a ninguém, e, chegou mesmo a dizer-me, que não aceitava estar a “toureá-lo, ou mesmo é dizer, a fintá-lo; a lograr os meus intentos, porém, lá o fui conseguindo, com alguma persistência e tato, ora gravando-o a cantar ora dialogando com ele, acabando, no fim, por ser prendado com a popular cantiga brasileira, de Toquinho: Você abusou, tirou partido de mim, abusou / Você abusou / Tirou partido de mim, abusou / Tirou partido de mim, abusou / Tirou partido de mim, abusou!”
A última grande tertúlia de Lisboa - que marcou cultural e politicamente várias décadas portuguesas - teve lugar no Botequim, bar do Largo da Graça criado e projetado por Natália Correia. Tive o prazer de ter sido um dos frequentadores – Quer na qualidade de repórter de rádio (onde é gravado este apontamento, entre outros), quer pela admiração que tinha pela personagem de Natália e pelo, gosto das noites que ali se viviam
“Nele fizeram-se, desfizeram-se revoluções, governos, obras de arte, movimentos cívicos; por ele passaram presidentes da República, governantes, embaixadores, militares, juízes, revolucionários, heróis, escritores, poetas, artistas, cientistas, assassinos, loucos, amantes em madrugadas de vertigem, de desmesura.
A magia do Botequim tornava-se, nas noites de festa, feérica. Como um iate de luxo, navegava-se delirantemente em demanda de continentes venturosos, de ilhas de amores a encontrar. O futuro foi ali, como em nenhuma outra parte do País, festivamente antecipado. Nunca houve, nem por certo haverá, nada igual entre nós “ – Fernando Dacosta, na contracapa do referido livro sobre o Botequim
Se puder não deixe de ler - Natália Correia – “O Livro dos Mortos” – “Quando me derem por morta de lágrimas nem uma pinga” - Ouça estas palavras na voz de quem as escreveu e que vamos homenagear na Pedra dos Poetas e na Pedra do Solstício do Verão, aldeia de Chãs, Foz Côa, 21 de Junho https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2015/05/natalia-correia-o-livro-dos-mortos.html
Biografia de António Vilar
"Ator português, de seu nome completo António Vilar Justiniano dos Santos, nascido a 13 de outubro de 1912, em Lisboa, e falecido em Madrid a 16 de agosto de 1995. Foi um dos atores mais famosos do seu tempo, trabalhando tanto no país como no estrangeiro (nomeadamente em Espanha, França, Itália, Argentina e Brasil). Nos anos 50, tornou-se a par de Virgílio Teixeira, num dos atores nacionais com maior projeção internacional. Com apenas 18 anos, tornou-se ator amador, até que foi descoberto pelo realizador Leitão de Barros que o convidou para um pequeno papel em A Severa (1931), o primeiro filme sonoro português. Continuou a conciliar a sua carreira teatral com a cinematográfica, tendo desempenhado pequenos papéis em Feitiço do Império (1940) e Pão Nosso (1940). Mas o seu rosto só se tornou familiar do público português com a sua prestação em O Pátio das Cantigas (1942), onde desempenhou o papel do guitarrista Carlos Bonito e contracenou com Laura Alves, António Silva, Vasco Santana e Ribeirinho. Gradualmente, tornou-se num dos galãs mais requisitados do cinema nacional: foi Simão Botelho em Amor dePerdição (1943), onde fez par romântico com Carmen Dolores, e em Inês de Castro (1944) encarnou D. Pedro, o Justiceiro. Personificou Luís Vaz de Camões em Camões (1946), antes de assentar arraiais em Espanha, onde viveu até ao fim dos seus dias.- Excerto de António Vilar
A pintora portuguesa uma das mais aclamadas e premiadas artistas do nosso país a nível internacional, morreu esta quarta-feira, em Londres, aos 87 anos, “morreu calmamente em casa, junto dos filhos”. – Fui um dos participantes na inauguração da exposição, no Palácio de Belém, destinada a comemorar os 85 anos da pintora, inaugurada pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, subordinada ao tema, “Da Encomenda à Criação. Paula Rego no Palácio de Belém, à qual teceu os maiores elogios
Resultado do trabalho criativo encomendado pelo antigo Presidente da República, Jorge Sampaio, à artista portuguesa. Paula Rego, a primeira mulher e artista a pintar qualquer Presidente da República.
A pintora Paula Rego morreu na manhã desta quarta-feira, 8 de junho, em Londres, no Reino Unido. A artista tinha 87 anos e "morreu calmamente em casa, junto dos filhos", segundo o galerista Rui Brito à agência Lusa, avança a CNN Portugal.
Paula Rego partiu muito nova para Londres, onde acabou por formar-se em artes na Slade School of Fine Art, até 1956. Um ano depois voltou a Portugal e ficou a morar na Ericeira e por cá desenvolveu algumas das obras mais marcantes da carreira. Na década de 80 voltou para Londres, onde acabou por ficar, criar mais obras e lecionar na escola onde se formou.
Dois anos depois, Marcelo Rebelo de Sousa lembra "artista muito completa" sugerindo que seja decretado luto nacional
Em declarações aos jornalistas em Braga, o Presidente da República reagiu à morte de Paula Regro. Marcelo Rebelo de Sousa começou por lembrar que que esteve muito recentemente na inauguração da retrospetiva na Tate, em Londres, com o filho da artista.
"Depois em Haia e depois em Málaga, em Espanha. Era uma exposição que era uma homenagem, numa altura em que se sabia que Paula Rego estava já doente", sublinhou.
"É uma artista plástica muito completa, a artista plástica portuguesa com maior projeção no mundo certamente desde que nos deixou Vieira da Silva, há várias décadas. Teve uma projeção muito longa, muito rica e muito prestigiante para Portugal", destacou.
Paula Rego estudou nos anos 1960 na Slade School of Art, em Londres, onde se radicou definitivamente a partir da década de 1970, mas com visitas regulares a Portugal, onde, em 2009, foi inaugurado um museu que acolhe parte da sua obra, a Casa das Histórias, em Cascais.
Maria Paula Figueiroa Rego, nascida em Lisboa a 26 de janeiro de 1935, numa família de tradição republicana e liberal, começou a desenhar ainda criança, um talento que lhe foi reconhecido pelos professores da St. Julian´s School, em Carcavelos, e partiu para a capital britânica com 17 anos, para estudar na Slade School of Fine Art.
Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian para fazer pesquisa sobre contos infantis, em 1975, e em Londres viria a conhecer o futuro marido, o artista inglês Victor Willing, cuja obra Paula Rego exibiu por várias vezes na Casa das Histórias, em Cascais.
Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Coordenador
dos eventos - Contamos atualizar com mais informação em próxima postagem - Nomeadamente da honrosa presença do Prof . Aadriano Vasco Rodrigues - O primeiro investigador a estudar um dos templos solares, aqui existentes - O Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nº Srª, atravessada pelos raios solares do nascer do sol dos Equinócios da Primavera e Outono
Solsticio do verão - Celebrado o tradicional cortejo evocativo druida abrilhantado pelos Gaitarolas de Strekibeta, grupo de gaiteiro de Miranda do Douro e a leitura de poemas na Pedra do Solsticio e na Pedra dos poetas, de Manuel Daniel, natural de Mêda, Maria da Assunção Carqueja, de Moncorovo, Amadeu Ferreira, concelho de Miranda do Douro, Orlando Marçal, de V. N. de Foz Còa, todos já falecidos - E dos poetas vivos: Manuel Alegre, natural de Águeda e de Hamilton Tavares, natural do nosso concelho - Se houver disponibilidade, poderão ser lidos também poemas de outros autores - Ao som dos acordes da violinista Raquel Cravino, docente de violino no Conservatório de Música da Metropolitana e na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa -
Celebração do Solstício do Verão – No "Stonehenge português"
- On the Stone of the Summer Solstice, na Pedra do Solsticio,
em Chãs. V.N. de Foz Côa, com festejos à despedida do pôr-do-sol no dia maior do ano - Nesta
coordenada - 40º 59' 39.94'' N - 7º 10' 35.46'' W. 17.30 Horas – Em Chãs -
Arruada pelos Gaitarolas de Strekibeta, grupo de gaiteiro de Miranda do Douro, nas ruas da aldeia - 18.00 – Partida do
cortejo celta do adro da igreja 19.00 – visita à Pedra da
Cabeleira de Nª Srª Das 19.45 às 20.45 –
Celebração do dia maior do ano na Pedra do Solstício, com a leitura de poemas a
condizer com o espírito da estação -21.00 horas – Última sessão de poesia, no Altar dos Poetas
p
Gaitarolas de Sreikibeta
O solstício de verão de 2022 no Hemisfério Norte, ocorre a 21 de junho (terça-feira) em Portugal, às 10 h 14, marcando oficialmente o início do verão.
É celebrado no "Stonehenge português" - On the Stone of the Summer Solstice, Chãs. V.N. de Foz Côa, abrilhantado pelos Gaitarolas de Strekibeta, grupo de gaiteiro de Miranda do Douro, depois de um arruada pelas ruas da aldeia, às 17.30
TALVEZ DOS ÚNICOS LUGARES DA TERRA ONDE AINDA PERSISTEM ALINHAMENTOS SAGRADOS COM TODAS AS ESTAÇOES DO ANO
Local mágico, pleno de história e de misticismo, dos tais lugares da terra onde a beleza e o esplendor solar podem repetir-se à mesma hora e com a mesma imagem contemplativa de há vários milénios pelos povos que habitaram a área.
São conhecidos por alinhamentos sagrados, remontam ao período megalítico e existem em várias partes do mundo, mas sobretudo na Europa. Sendo o mais famoso o Stonehenge. Muitos destas gigantes estruturas estão em perfeito alinhamento com os corpos celestes, especialmente com os Equinócios e os Solstícios - Perpetuam memórias de verdadeiros calendários astronómicos, que antigas civilizações elegeram como especiais locais de culto – No maciço dos Tambores
19.45 - Stone of the Summer Solstice, ou Pedra do Solsticio, onde decorrerá a cerimónia evocativa de saudação ao primeiro dia do Verão, com a leitura de alguns poemas, a exibição dos gaiteiros e momentos de expressão expontânea, incuindo danças.
A extraordinária imagem, configurando uma gigantesca esfera terrestre ou a esplendorosa configuração de um enorme globo solar projetando os seus dourados raios, a poente, foi por mim registada, pela primeira vez, cerca das 20.45 horas do dia 21 de Junho de 2003, na sequência de outra descoberta, em 2001, alinhada com os equinócios e repete-se todos os anos, ao fim do dia mais longo do ano e à mesma hora, desde que as condições atmosféricas o permitam num dos calendários pré-históricos do já mítico “Stonehenge Português”
Pelas 21horas, após a cerimónia solsticial, junto à "PEDRA DO SOL", o cortejo dirigir-se-á para a "PEDRA DOS POETAS", junto ao Castro do Curral de Pedra, nas proximidades, onde, à semelhança dos anos anteriores, se fará uma homenagem evocativa e simbólica, àqueles que, de uma forma ou de outra, incarnaram nas suas vidas, o amor à Natureza e ao próximo, aos valores da arte, da cultura, da beleza e poesia.
Houve um tempo, já recuado, ou seja o tempo da cultura megalítica, em que, gigantescas pedras foram erigidas e transformadas em dolmens, cromeleques, menires, megálitos, e, mais tarde - em posteriores civilizações - , toscamente estilizadas e talhadas em enormes estátuas, como sejam as, atualmente famosas estátuas da Ilha da Páscoa, enigmáticas figuras gigantes com os olhos voltadas ao céu, ou ainda, nos Andes, a não menos impressionante estátua de Tihahuanaco, ou da gigantesca porta do sol, talhadas num único bloco de andesite, presume-se que da cultura Asteca, expressando a mais estreita aliança entre o céu e a terra e a união do espírito com a matéria - Isto para já não falar do circulo de Stonehenge. das famosas pirâmides do Egito e de outros imponentes altares do género, noutros pontos das Américas, da Europa (Grécia, Inglaterra, por exemplo)China, Índia, e em tantos outros pontos do mundo. Os templos do sol, no afloramento granítico dos Tambores, Mancheia e Quebradas, fazem parte dessa majestosa herança
A Pedra do Solsticio, ergue-se obranceira ao maravilhoso e fertilíssimo Vale da Ribeira Centeeira, no qual se estende o chamado Graben de Longoiva, uma estrutura geológica, de direção global NE-SW, constituída por uma falha ativa, que se desenvolve desde a Serra da Estrela (Unhais da Serra, Manteigas) a sul, passando pelo local das Quintãs, geologicamente conhecido por graben de Longroiva, e evolui até à Vilariça, já a norte do Rio Douro, com continuidade mais para norte, para Espanha. A Falha da Vilariça corresponde a um desligamento esquerdo com cerca de 5,5 km de rejeito, sendo o resultado de um acidente complexo.s, o amor à Natureza e ao próximo, aos valores da arte, da cultura, da beleza e poesia.
O STONEHENGE PORTUGUÊS
Enquanto em Stonehenge, os neodruídas e milhares de seguidores e de curiosos, se reúnem à volta do famoso círculo de pedras, por trás da famosa Heel Stone, ao nascer do sol, para saudarem a entrada do dia maior do ano, em Portugal, o Verão, é festejado, ao pôr-do-sol, junto a um antigo altar de pedra localizado no patamar da uma impressionante vertente rochosa, numa das faldas de zona castreja, conhecida pelo castro do Curral da Pedra
Todos os nossos actos evocativos, são preenchidos com momentos poéticos, quer de autores nacionais ou regfionais, quer dos Palop ou de outros países
Da sua presença, das suas palavras e do seu rosto, jamais o esqueceremos - Advogado, escritor, poeta, dramaturgo, estudioso, um homem de cultura, tendo dedicado muitos anos da sua vida à função pública e à vida autárquica. A par de vários livros de poesia, colaborações de artigos e poemas na imprensa regional e nacional, Nasceu em Vila de Meda (hoje cidade) em 18 de Novembro de 1934. Faleceu em 21 de Janeiro de 2020
Maria da Assunção Carqueja - Deu-nos o prazer de também ter estado presente numa das nossas celebrações - Saudosa esposa do Prof. Adriano Vasco Rodrigues - Foi técnica Científica da União Europeia na área da Filosofia da Schola Europaea. Membro da Association International des Professeurs de Philosophie. Autora de trabalhos de investigação,tais como: “A dimensão moral nas comunidades africanas de expressão bantu”, in Áfricana, n.º 3, s.l., 1988; Felgar: história, indústrias artesanais, património, s/d; Noções de Filosofia: 7.º ano liceal, Porto, Porto Editora, s/d; Personalismo, Liberdade e Compromisso; Documentos medievais de Torre de Moncorvo, Torre de Moncorvo, Câmara Municipal de Torre de Moncorvo, 2007.
Amadeu Ferreira - Outro poeta da nossa região, já falecido - Contamos recordar a sua memória - Poeta e jurista, autor e tradutor de uma vasta obra em português e em mirandês, onde assinava com os pseudónimos Fracisco Niebro, Marcus Miranda e Fonso Roixo. Natural de Sendim, Miranda do Douro, 29 de julho de 1950, faleceu em Lisboa 1 de março de 2015 - Traduziu para a língua mirandesa obras como Os Quatro Evangelhos, Os Lúsiadas, de Luís Vaz de Camões, Mensagem, de Fernando Pessoa, dois volumes de Astérix, e obras de Horácio, Vergílio e Catulo, entre muitos outros. Foi, além disso, colaborador, sobretudo em mirandês, de diversos meios de comunicação social
Manuel Alegre - Já o temos lido e voltaremos a ler a sua poesia - Personagem polifacetada da vida cultural portuguesa, Manuel Alegre nasceu a 12 de maio de 1936, em Águeda - O Poeta da Liberdade, Manuel Alegre cantou contra a Guerra Colonial portuguesa e mobilizou gerações com uma poesia que virou símbolo antifascista. De expressão humanista e universalista -. Passou dez anos exilado em Argel, onde foi dirigente da Frente Patriótica de Libertação Nacional. Aos microfones da emissora «A Voz da Liberdade», a sua voz converte-se num símbolo de resistência e liberdade.
PROGRAMA
Pelas 18.30, ocorrerá, o tradicional cortejo druída, ao som de gaitas de foles e rufar de tambores desde o adro da igreja, que se dirigirá ao local através de um antigo caminho romano - Parte da calçada, já irreconhecivel mas é uma memória que também não deve ser esquecida. - Se bem que haja ainda troços, noutras vias que por aqui se cruzavam, com as suas pedras ainda bem visíveis
19.00 - Breve paragem de vista ao Santuário da Pedra da Cabeleira de Nº Srª, cuja gruta, em semi-arco, é atravessada pelos raios solares do nascer do sols no Equinócio do Outono e da Primavera .
1Adriano V. Rodrigues, ao lado do pastor Miguel
A primeira referência do imponente megálito, foi divulgada por Adriano Vasco Rodrigues - Natural de Longroiva, Professor na Universidade Portucalense, em Gaia, num estudo publicado em 1982, sobre a História Remota de Meda - Nestes termos:.
“O território delimitado pelos concelhos de Meda e de Vila Nova de Foz Côa é de comprovada antiguidade, oferecendo por vezes surpresas e imprevistos arqueológicos. Há mais de 50 anos que venho estudando a Pré-História desta região, tendo em 196 encontrado testemunhos da presença do Homem do Paleolítico, num abrigo conhecido por Gruta do Cavalinho, onde estava drepresentada a gravura de um cavalo. Esta gruta situa-se perto da Ribeira Teja, na freguesia do Poço do Canto, Meda. Outros testemunhos da arte paleolítica vieram juntar-se a este, principalmente no Vale do Côa e mais a norte do Douro e Vale do Sabor.
Em 1957, tive oportunidade de estudar a fraga conhecida com o nome da Cabeleira de Nossa Senhora, que classifiquei como santuário pré-histórico, integrado cronologicamente na revolução neolítica। Pelas suas características sugere a existência de um culto ao crânio, característico, na Península Hispânica, da transição do Paleolítico para o Neolítico, segundo o Prof. Pericot. A identificação com uma entidade feminina, que sofreu consagração à Virgem Maria, acompanhada de lenda popular, sugere um culto inicial à Deusa Mãe, símbolo da fertilidade.
O início da agricultura está ligado ao culto da Deusa Mãe, privilegiando a germinação das plantas. Foi trazido do Médio Oriente para o Ocidente peninsular pelos primeiros povos agricultores.
Junto deste santuário localizei uma pequena cavidade em forma de concha, que poderá ter servido para recolha de sangue proveniente de sacrifícios. Em frente de uma das entradas do abrigo interior daquela fraga, havia uma pedra quadrangular, com 1,5 m. de lado, em forma de arco, que se adaptava perfeitamente, deixando uma abertura suficiente para permitir a entrada dos raios solares..
O jornalista Jorge Trabulo Marques, natural das Chãs, do concelho de Vila Nova de Foz Côa, que meritoriamente tem pesquisado toda esta área, levantou o problema de se tratar de um calendário solar, tendo o homem pré-histórico aproveitando este monumento natural e adaptando-o, como se comprovou pela presença da pedra, que atrás referi
Esta hipótese não foi levantada despropositadamente, pois está comprovado por testemunhos de períodos coevos em que foram levantados calendários relacionados com a marcação de solstícios de Verão e de Inverno। O culto ao Sol é fundamental nas sociedades primitivas e o conhecimento do calendário das estações para poderem fazer as sementeiras। O culto à Deusa Mãe e ao Sol dos primeiros agricultores está relacionado
Também já num tempo pré-histórico mais próximo dos nossos dias, temos o exemplo de Stonehenge, convidando à observação do Sun rose e do summer solstice. Na Irlanda, o túmulo chamado New Grange, mostra uma abertura pela qual entra a luz solar no dia do solstício de Inverno percorrendo a câmara até à sua parede final.
Poderei citar muitos mais testemunhos da riqueza pré-histórica da região, os quais localizei através das minhas prospecções, entre eles, necrópoles, grutas, abrigos, castros e dos mais representativos a Estátua-menhir de Longroiva, representando um homem, possivelmente um caçador, acompanhado pelo mesmo equipamento do homem encontrado na geleira do Tirol, em Setembro de 1991, entre a Itália e a Suíça, conhecido por Ossi.https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2009/03/profadriano-vasco-rodrigues-primeiro.html
A aldeia de Chãs - Polo de cruzamento de várias calçadas romanas -Todos o caminhos vão dar a roma - E os que se cruzaram por esta aldeia, são um desses exemplos. Um dos quais com ramificações à via que ligava a Lusitânia a Augusta Emerita, a actual Mérida, em Espanha, também referida como Emerita Augusta, antiga colónia romana estabelecida por volta de 25 a.C.
Nos arredores desta aldeia, persistem ainda abundantes vestigios, desde o neolitico, além dos que existem, no núcleo das gravuras paleoliticas, da Quinta da barca, no seu termo da margem esquerda do Côa - Tal como refere, Joaquim Manuel Trabulo, meu estimado primo, em "Chãs de Foz Côa, a sua história e as suas gentes", a que veio juntar "Por Veredas do Vale do Côa, "as velhas calçadas romanas, muito contribuiram para o deenvolvimento das regiões
MACIÇO DOS TAMBORES, MANCHEIA E QUEBRADAS - A Maravilha dos ídolos
É um facto
que a magia destas terras, não só encantou os antigos povos que por aqui
se fixaram e ergueram os seus majestosos Templos do Sol, sítios onde veneravam
os seus deuses e regulavam o principio das estações do ano, desde as
sementeiras, passando pela floração, às colheitas, como constituem um atrativo
para todos aqueles que demandem estes montes e planalto, estes larguíssimos
horizontes, que seduzem o corpo e o espírito, parecendo levar o olhar aos
confins do Mundo ou do Universo.Um grupo de caminheiros do Clube de Campismo do Porto e do Clube de Campismo de São
João da Madeira, também
já por aqui passou em 2013 https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2013/06/marcha-do-clube-de-campismo-do-porto-e.html
ESTAS SINGULARES FORMAS DAS PEDRAS NÃO SÃO SIMPLES OBRA DA NATUREZA
Lugares míticos e de singular beleza.
Venha juntar-se a nós para celebrar o Solstício do Verão, junto ao altar sacrificial da Pedra do Sol, mais
conhecida por Pedra do Solstício, pelo facto da crista do esférico e
imponente megálito estar em perfeito alinhamento com o pôr do sol no dia maior
do ano – Ergue-se nos penhascos da vertente do Castro do Curral da Pedra,
Mancheia, Maciço dos Tambores.
Este é um dos raros lugares da Europa – e talvez do mundo – onde ainda persistem calendários pré-históricos alinhados com todas as estações do ano
Na verdade,
lugares há que são uma tentação, um verdadeiro centro de emanações e de
eflúvios, propensos ao deleite, ao esquecimento e à sublimação. Para bem da
Humanidade, o planeta Terra está cheio desses lugares privilegiados, onde emanam
sons e vibrações especiais, dir-se-ia, onde até as pedras falam ou através
delas se pode escutar a voz ou o cântico divino. O Maciço dos
Tambores, Mancheia e Quebradas, lugares onde se erguem vários
calendários-pré-históricos, são, pois, o mais espantoso exemplo desses
privilegiados centros aglutinadores das energias benfazejas da Natureza .
Um permanente convite, áurea unção e arroubamento aos sentidos.
Ora foi precisamente esta a teoria que o conhecido escritor e investigador
aceitou ali testar. Pelos vistos, com êxito, durante largas e pacientes horas
de sucessivas triangulações com a sua varinha de radiestesista. Tendo
confirmado a existência de vários veios de água que convergem para aqueles
sítios - De seguida, tendo peregrinado por vários trilhos do Maciço
dos Tambores, além do encantamento que esta área lhe infundiu e de ter
podido observar importantes vestígios arqueológicos, alertava-me para o
facto de que poderiam existir outros alinhamentos e outras simbologias noutras
pedras, algumas das quais fotografara e assinalara com as respetivas
coordenadas, dado lhe terem chamado especial atenção
E, na
verdade, não se enganou – . Achava que esta área, o vasto e acidentado
maciço planáltico, com aquela exposição solar, não só podia induzir os povos,
que ali se abrigaram, a rituais e a cultos pagãos, como aproveitarem os penedos
para fazerem deles seus observatórios astronómicos
Tom Graves é um
defensor do uso das faculdades intuitivas e da interpretação do “espírito do
lugar”. Pois considera que só é possível ir ao encontro das verdadeiras raízes
da história e da compreensão dos fenómenos naturais através da chamada
linguagem vibratória dos sentidos. Tais observações escapam a muitos
investigadores que apenas descobrem o óbvio, quando esse óbvio encontra
um muro, uns cacos, uns desenhos gravados e não interpretam o que, embora
aparenta ser obra da natureza, pode ocultar uma intervenção humana. -
Pormenores em https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2008/10/tom-graves-veio-da-australia-para.html
De igual modo, assim terá pensado, o Prof. Moisés Espírito Santo - uma das
figuras mais prestigiadas no estudo da sociologia das religiões e de
levantamentos toponímicos. O Professor Catedrático e Jubilado da Universidade
Nova de Lisboa, já por duas vezes, se deslocou ao Monte dos Tambores. No estudo
que ofereceu à Comissão das Celebrações nos Templos do Sol, disse,
nomeadamente, o seguinte: “Visitei o monte dos Tambores para observar o calendário
rupestre e dei particular atenção aos nomes dos sítios e das pedras que
constituíram o calendário” E fez esta curiosa interpretação:
“O que vou expor não consta nos livros de História de Portugal onde notamos
uma crassa ignorância e uma verdadeira fobia quanto à cultura dos nossos
antepassados lusitanos। Os historiadores e arqueólogos procuram fazer-nos
crer que os lusitanos eram uma horde de selvagens, atrasados e ignorantes,
quando foram o povo que «durante mais tempo se opôs aos romanos», segundo
Estrabão” - E coloca esta pergunta: “Porquê são assim ignorados pelos
historiadores os nossos antepassados? Porque eram libertários e ciosos da sua
independência e cultura, e porque se opuseram aos colonizadores”.Ver mais
pormenores em https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2009/03/estudo-inedito-do-prof-moises-espirito.html
António Sá Coixão, Lima Garcia e o astrónomo Máximo Ferreira – foram outras
das personalidades que estiveram presentes nas nossas festividades e nos
prestaram os seus contributos científicos
DESCOBERTA DO SOLSTÍCIO DO INVERNO - POR ALBANO CHAVES.
Um sono milenar está a chegar ao fim. Pedras, enormes umas, mais pequenas
outras, emitem sons, balbuciam palavras continuamente desde há muito. Dez,
quinze, vinte, cinquenta mil anos? Ninguém as ouvia, no entanto. Falam por si,
entre si, estabelecem ligações. Formam figuras geométricas no terreno, que é
preciso olhar, ver, identificar, ler, entender, integrar em expressões, frases,
períodos, textos, crónicas.
São estas as duas únicas pedras neste planalto que até agora têm sido
faladas em relação ao Sol. De cada uma delas não se vê a outra e só do local
que aqui se baptizou como ‘Observatório’ é possível ver as duas.
Pedra do
Sete Estrelo, com sete fossetes (petróglifos)
formando a Ursa Maior, é outro espantoso monumento megalítico da
fabulosa herança ancestral que se mantém até aos dias de hoje
- É uma rocha algo enigmática e
singular, com duas configurações completamente diferentes, que
indica os quatro pontos cardeais. E é sabido que, o sete estrelo,
em todos os tempos, foi uma das constelações com maior simbolismo. Veja as imagens e outros pormenores emhttps://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2014/01/pedra-da-ursa-maior-nos-templos-do-sol.html
No fundo, com
tudo isto, nós queremos interrogar o Universo para saber quem somos e o que
fazemos aqui. Em todo este esforço à volta da contemplação do sol, do fenómeno
da vida e dos movimentos dos astros, em tudo isto há uma interrogação latente: que é o homem que se está a perguntar a si mesmo, quem é ele
e o que faz sobre a terra..
Queremos
saber através destas celebrações, ainda que o não pensemos, a nossa total
identidade” Palavras do saudoso poeta, Dr. Manuel Daniel, atentamente
escutadas, na abertura do colóquio “Os Templos do Sol “ - em 2011, visando abranger “ O Lugar do Sol nas Cosmogonias da Pré-história ao Ocidente
Peninsular” – E, na verdade, acabaria por ser esse o mote, que marcaria uma
belíssima jornada cultural, principiando com uma visita guiada ao Museu do
Vale do Côa, seguida do referido colóquio no auditório do
Centro Cultural, e, por fim, culminando o dia, com outros momentos,
maravilhosos, igualmente interessantíssimos: na aldeia de Chãs.
“Se na
parte antropológica já éramos conhecedores de alguma coisa, a vertente
cosmológica vem aqui lapidar este diamante por lapidar que nós temos no
concelho de Vila Nova de Foz Côa” - Foi deste modo que o vereador, Dr.
Paulo Donas Botto, referindo-se aos Templos do Sol, e pegando numa frase do Dr.
Manuel Daniel, justificava a realização no colóquio, integrado na celebração do
Solstício do Verão. “
Após o que, citando
o investigador inglês Tom Graves, que, há dois anos, se deslocara da Austrália
para estudar os calendários Pré-históricos, em Chãs, frisava o
seguinte: “Existe uma interacção entre as pessoas e os lugares; só é
possível conhecer essa interacção através de uma linguagem vibratória dos
sentidos. É evidente que, para conhecermos os lugares, para conhecermos as
pessoas que estão em interacção com esses lugares, é preciso sentir os
lugares, sentir qual é o papel do ser humano, do homem, dentro do universo que
nós ocupamos” - Pormenores em https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2011/06/2imagens-do-solticio-do-verao-21.html
Há um ano,
celebramo-lo com a presença dos gaiteiros Os Mirandum e a honrosa presença da
peregrina e embaixatriz, Luso- São-Tomense, a escritora e poeta, Olinda Beja,
acompanhada à viola pelo mestre Luís D´Almeida, que declamou, cantou e
encantou, acompanhada à viola pelo mestre Luís de Almeida – Com belos poemas de
longe e de perto - Uns inspirados e dedicados a estas terras durienses, outros
das suas raízes e memórias de África, bem como das terras beirãs, Mangualde,
distrito de Viseu, que a adotaram desde criança