Jorge Trabulo Marques - Jornalista , autor das descobertas e dinamizador das celebrações dos equinócios e solstícios nos Templos do Sol
Dia Mundial da Fotografia - Meu Tributo a José Manuel Ribeiro/Reuters - O primeiro repórter a divulgar a imagem da Pedra da Cabeleira, para todo o mundo -
E a outros também bons amigos e artistas: Arlindo Homem e António Vale, Pedro Daniel e Adriano Ferreira. David. José Lebreiro, Jorge Esteves da RTP reportar. além de outros amigos . Que me têm dado o prazer fotografar e acompanhar pelos Templos do Sol, eventos e outros belos momentos - Esta data comemorativa celebra a arte de fotografar. Desde o fotógrafo amador ao profissional, neste dia o objetivo é reviver o amor pela fotografia.
José Manuel Ribeiro/Reuters - O primeiro repórter a divulgar a imagem da Pedra da Cabeleira, para todo o mundo - através da Agência Reuters . é um dos mais prestigiados fotógrafos portugueses. -
Ocorreu no Equinócio do Outono, de 2006
Posteriormente, já lá voltou, e, vimos que a sua satisfação foi duplamente conseguida: novas belíssimas fotos e a alegria de ter participado num momento único, de rara beleza!
«É dos profissionais que sabe aproveitar sempre o ângulo mais original. Estamos-lhes muito reconhecido.
A vida de andarilho não te permite estares em todo lado ao mesmo tempo - Mas sempre que possas e queiras dar-nos o prazer da tua presença, serás sempre bem-vindo
"Sente-se realizado com o trabalho de agência, onde trabalha exclusivamente com máquinas digitais. José Manuel Ribeiro salienta a importância dos mais recentes e rápidos formatos de fotografia, que o mercado editorial exige cada vez mais
Estudou no Instituto Português de Fotografia e frequentou a Escola Superior de Belas- -Artes de Lisboa, embora nunca tenha concluído este curso. José Manuel Ribeiro, fotógrafo da agência noticiosa Reuters, passou por inúmeras publicações (“Público”, revista “Época”, entre outras) e também pela Lusa, mas acaba por ingressar na agência internacional, onde se encontra desde 1996 e descobre a sua verdadeira paixão
Comecei a aprender fotografia com amigos em um laboratório de revelação na escola, experimentando e errando, e mais tarde frequentei uma escola de fotografia. Acredito que a edição especial da revista francesa *Photo*, sobre o décimo aniversário das revoltas de maio de 1968 em Paris, tenha sido meu primeiro contato com o fotojornalismo.
No final da década de 1970, eu participava de um grupo de espeleologia e me pediram para fotografar a topografia de uma caverna com mais de 10 km de extensão, situada a 80 metros abaixo da superfície. Levei uma semana inteira nessa tarefa, cercado de lama e com uma umidade superior a 95%. Ao mostrar as fotos de dezenas de rolos de filme em preto e branco aos meus amigos, percebi que é preciso fazer uma edição fluida e criteriosa para encontrar as melhores imagens — que nem sempre são as mais difíceis de capturar.
Em 1994, visitei um hospital psiquiátrico tradicional nos arredores de Luanda, em Angola. O local atendia ex-combatentes e civis afetados pela guerra civil. No pátio, dezenas de pacientes estavam acorrentados a pesadas peças de sucata metálica, com as cabeças raspadas e pintadas de branco. De vez em quando, ainda me lembro daqueles rostos vazios e serenos.
Observar o oceano perto de casa é minha maior fonte de inspiração; ali, brinco com minhas memórias visuais e anotações escritas, recarregando-as, rebobinando-as e congelando-as. O noticiário também inspira meu trabalho, assim como conversar com amigos sobre histórias e assistir a documentários.
Quando saio para uma pauta, começo imaginando e editando mentalmente as fotos que irei fazer. No momento do clique, continuo editando enquanto decido para onde apontar a câmera. Mais tarde, tento fazer uma pausa entre a fotografia em si e a edição propriamente dita. Esse é o cenário ideal, mas muitas vezes acabo realizando as três etapas simultaneamente.
Tenho ficado menos estressado e mais capaz de concentrar o foco na essência da história. Também desenvolvi uma maior sensibilidade para captar a atmosfera ao redor do sujeito, elemento que passou a ter um papel mais importante nas minhas fotos. É maravilhoso ter um lugar na primeira fila no meu trabalho. Mas a pior parte é não ter mais do que 24 horas no dia.
Espero que, aos 100 anos, eu ainda esteja mostrando e contando histórias por meio das minhas fotos.
Museu do Côa- PR António José Seguro :"Há 30 anos, preservámos o Côa. Agora temos de preservar e criar futuro para as pessoas que fazem do interior de Portugal a sua casa. Não pode haver um país do litoral e um país do interior. Há só um Portugal”, frisou
O Presidente da República assinalou, na tarde de segunda-feira, 10, tendo descerrado uma placa alusiva à efeméride, abrilhantada com a participação de uma peça de teatro “As Bacantes” de Eurípedes com a companhia Filandorra – Teatro do Nordeste
Seguro repetiu o apelo já deixado durante a manhã, durante uma viagem de comboio na Linha do Douro: “deem uma oportunidade ao interior”.
À chegado ao Museu do Côa, Seguro falou com o foscoense Dr. José Lebreiro que trazia um cartaz preso às costas onde se lia: “Promessas… comboio tás a vê-lo?”, referindo já conhecer a causa da reativação da Linha do Douro entre o Pocinho e Barca d´Alva.
Antes tinha passado pela Pousada da Juventude de Vila Nova de Foz Côa, cuja obra lançou enquanto secretário de Estado da Juventude, durante o Governo de António Guterres.
“Começo por dizer-vos que as causas em que acreditamos valem a pena. Há trinta anos, eram poucos os que, olhando para este vale, imaginavam que hoje estaríamos aqui. É evidente que foi preciso mais do que acreditar. Porém, se não acreditássemos que isto era possível, então nada mais seria possível”, afirmou António José Seguro, num discurso no Museu do Côa, onde hoje se celebrou o 30.º aniversário do Parque Arqueológico do Vale do Côa.
Seguro acrescentou que “olhar para este vale não é um pormenor, é um exercício de contemplação da humanidade, como o é toda a cultura e todo o nosso trabalho com o património, seja imaterial ou edificado”.
Hoje, segundo o Presidente da República, o museu do Côa e o auditório António Guterres são uma realidade, o parque já recebeu mais de 400 mil visitantes desde a sua abertura e Vila Nova de Foz Côa “entrou no mapa das referências culturais”.
Por isso, frisou que falar deste parque é “referir um trabalho em construção permanente”, porque acredita “no papel da cultura como cimento das comunidades e dos territórios”.
“Ou seja, para falarmos claro, não basta falarmos dos 30 anos de vida do parque arqueológico, nem dos 20 mil anos que contemplamos e nos contemplam, se não tivermos uma visão integrada do território e da coesão territorial”, salientou.
A criação deste parque, desta fundação e deste Museu é a prova, para António José Seguro, “de que é possível, fora dos circuitos dominantes, manter instituições importantes e memoráveis”.
João Paulo Sousa, presidente da Fundação Côa Parque, no discurso de 30 anos do Parque Arqueológico do Vale do Côa, destacou a importância de uma visão integrado território e da coesão territorial, afirmando que não basta apenas falar dos 30 anos de vida do parque arqueológico, mas também dos 20 mil anos que contemplamos e nos contempla
«Hoje, o território continua a revelar a sua verdadeira dimensão, com mais de 1.600 rochas, espalhadas por 104 sítios arqueológicos. Só em 2026, 69 rochas foram descobertas em seis sítios diferentes», indicou.
Também na celebração dos 30 anos do PAVC, o presidente da Câmara de Vila Nova de Foz Côa, Pedro Duarte, sublinhou que o reconhecimento do Vale do Côa pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade foi "a afirmação de um território extraordinário».
António José Seguro. De Regresso às gravuras que defendeu Hoje nas comemorações dos 30 anos do Parque Arqueológico do Côa - O Presidente da República, António José Seguro, vai presidir a sessão comemorativa dos 30 anos do Parque Arqueológico do Côa, nesta próxima segunda-feira, 10 de agosto, no Museu do Côa, em Vila Nova de Foz Côa. A sessão começa pelas 17h30 com a receção às entidades convidadas e visita ao Museu do Côa, seguindo-se a sessão comemorativa com o descerrar de uma placa alusiva ao momento. Pelas 18h30 vai ser inaugurado o mural “Que reflexo do Côa ficou em ti?” e pelas 19 horas é apresentada a peça de teatro “As Bacantes” de Eurípedes com a companhia Filandorra
Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Natural da Freguesia de Chãs - V. N. de Foz Côa
Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Natural da Freguesia de Chãs - V. N. de Foz Côa
Vale do Côa nas Primeiras Vindimas Durienses na 1ª quinzena de Agosto As imagens divulgadas neste vídeo, documentam as primeiras vindimas do Douro. Foram registadas em meados de Agosto 2014, na Quinta da Ervamoira e nas Quinta das Trecadas. Numa área mais alta e que se estende por várias encostas da margem direita da Ribeira dos Piscos, ao lado do caminho que que faz a ligação ao Côa à freguesia de Chãs.
As vindimas no Douro decorrem habitualmente entre o final de agosto e o mês de outubro, marcadas pela apanha manual ou mecânica das uvas nos socalcos vinhateiros classificados. Esta a época crucial para o Vinho do Porto e vinhos DOC Douro aliada à tradição milenar da pisa a pé nos lagares de granito a fortes desafios económicos e de escoamento de produção enfrentados pelos produtores da região Já não é a vindima de outro tempo: - das cestas e dos cestos.
E também dos cantares, que se ouviam por entre a folhagem ou depois da jeira terminada.
Além disso, a mão-de-obra é maioritariamente transportada de várias freguesias de Foz Côa e dos concelhos vizinhos - Mas, entretanto, é praticamente preenchida por imigrantes
Vinhas do Douro em risco. Vale do Côa, bom vinho mas fraco apoio à viticultura Avança a desertificação o envelhecimento da população - E a mão-de-obra é maioritariamente externa - Vinda dos país africanos de expressão portuguesa e árabes .
Quinta da Ervamoira
Os produtores antecipam dificuldades para a campanha vitivinícola e exigem medidas do Governo que garantam que as uvas sejam pagas a preços justos, defendendo um valor na ordem de 1 euro por quilograma.
A intranquilidade marcou os testemunhos apresentados durante o plenário de viticultores, que preveem uma vindima marcada por profundas desigualdades de oportunidades na Região Demarcada do Douro.
Segundo os produtores, nos últimos anos, a importação de mosto concentrado de Espanha e de aguardente de França tem criado sérias dificuldades ao escoamento das uvas produzidas na região duriense, contribuindo para a redução do preço pago por cada pipa de vinho, equivalente a 550 litros.
Mais um dia de regresso às minha raízes ancestrais, à antiga quinta cerealífera de Santa Maria, onde nasceu o meu pai, Manuel da Quinta e todos os seus irmãos e irmãs, com o mesmo apelido e que dantes pertenceu ao termo de Chãs, mas que, desde a década 70, foi vendida a Ramos Pinto, anexada ao termo de Muxagata e passada ao cultivo exclusivo de vinha, cujas colheitas são ecoadas pela minha aldeia, através de um dos mais maravilhosos cenários de vinhas, olivais, amendoais e figueiras carregadas de figos, por uma calçada à portuguesa de cerca de 6 Km.
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Na verdade, já por estas encostas, debruçadas sobre a margem esquerda do Vale do Côa, com as de Castelo Melhor, de fronte na outra margem, se colhem saborosos cachos de uvas , que depois são transportados para a Quinta dos Bons Ares, onde vão fermentar para deliciosos vinhos generosos ou vinhos de mesa
Mas também a beleza do cenário que liga esta quinta a Muxagata, ao caminho parcialmente usado para a visita do tesouro paleolítico às gravuras dos Piscos, não fica atrás, com a sua singularidade e especial encanto. - À freguesia onde nasceu a minha avó Maria Morgado e as suas irmãs.
Os viticultores queixam-se de que as uvas estão a ser pagas abaixo dos custos de produção, enquanto os encargos com a atividade continuam a aumentar.
Por esse motivo, vão voltar a manifestar-se para exigir ao Governo medidas concretas que garantam a sustentabilidade económica da viticultura duriense.
No ano passado, a quebra da produção acabou por contribuir para o escoamento das uvas produzidas na região. O que levou o IVDP a autorizar uma produção de 76 mil pipas este ano; um aumento de mil pipas relativo ao ano de 2025.
Viticultores do Douro exigem concretização imediata de medidas para escoamento das uvas a preços justos e sem medidas que assegurem o futuro da Região Demarcada do Douro. Gastam-se milhares de euros em festarolas e despreza-se agricultura
Foz Côa é mais do que gravuras: é também a terra de quem a trabalha. Tal como sublinha O Prof.. Olímpio Sobral, as gravuras rupestres são, sem dúvida, um motivo de orgulho, trouxeram projeção, visitantes e criaram algumas oportunidades de emprego, para alguns. Mas Foz Côa não pode ser vista apenas como um destino turístico ou como uma paisagem de pedra gravada há milhares de anos.
Foz Côa é também a terra de homens e mulheres que, geração após geração, cuidaram das suas vinhas, dos deus amendoais, dos seus olivais e das suas terras. São os pequenos viticultores que mantêm viva uma identidade agrícola única, mas que hoje enfrentam dificuldades cada vez maiores para sobreviver.
Enquanto se celebra o património que trouxe reconhecimento internacional ao concelho, muitos produtores locais sentem que o seu próprio trabalho permanece esquecido. O preço pago pela uva, os custos de produção, a burocracia, as dificuldades de comercialização e a falta de renovação geracional tornam cada vez mais difícil continuar a cultivar a terra.
A paisagem que encanta quem visita Foz Côa não nasceu apenas das gravuras. Foi também moldada pelo esforço dos agricultores, pelo trabalho das famílias que construíram socalcos, trataram das vinhas e preservaram um território que hoje todos valorizam.
O Alto Douro conhecido principalmente pela produção de vinho do Porto e pela sua paisagem classificada como Património Mundial da UNESCO engloba concelhos das sub-regiões do Douro Vinhateiro, Douro Superior e parte do Trás-os-Montes:
Murça Sabrosa Santa Marta de Penaguião Peso da Régua Mesão Frio Carrazeda de Ansiães Torre de Moncorvo Freixo de Espada à Cinta Vila Nova de Foz Côa Armamar Lamego Tabuaço
O Alto Douro é uma região de enorme valor cultural, histórico e económico, sendo um dos territórios mais emblemáticos de Portugal.
Historicamente, o comércio do vinho do Porto esteve fortemente associado a empresas britânicas. No século XVII, mercadores ingleses começaram a importar grandes quantidades desse vinho, e o Tratado de Methuen, em 1703, fortaleceu ainda mais essa relação comercial. Empresas britânicas como a Croft, fundada em 1588 ( Por meados do século XVII, a firma Thompson’s tinha começado a importação de tecido para Portugal. Desde a assinatura do Tratado de Windsor em 1386, que Inglaterra e Portugal tinham sido parceiros comerciais muito próximo
Maestro Jaime Mendes – Nasceu em Évora 04.08.1903 – 1997 – Autor de 150 peças de Teatro de Revista – Chegou a ser convidado para dirigir a orquestra da BBC - Recordando a entrevista que me concedeu na Brasileira do Chiado, anos 80, numa tertúlia entre amigos “Nenhum artista em Portugal é rico: sou um ilustre reformado da nossa terra” - Todavia, era considerado um dos maiores músicos que dirigiram as nossas orquestras e um compositor muito popular” - Fotos de diversas origens - Exceptuando os filmes - E, naturalmente, a entrevista
Como dizia, o Eça: eu sou como a República de Andorra, não tenho histórias - Dizem que nós estamos ultrapassados! Que somos velhos! Mas esquecem-se, quando a gente fala, que a gente não tem presente
Desapontado por já não existir o espirito de tertúlia de amizade, como nos outros tempos. E da importância que já não davam aos artistas: A gente via um autor e tirava-lhe o chapéu
A Orquestra da Emissora Nacional, quase já não dá concertos e ,quando os dá, já não tem aquele ambiente que tínhamos dantes
Confessou que gostava mais do campo que a cidade: Eu sou campónio, , sou de Évora! Do Alentejo! E que o futebol: é um espetáculo com muita emoção, muito colorido e muito bonito! Alemdo mais, sou sócio do Benfica, desde os bancos da escola
Questionado de haver quem diga que o futebol é alienante, respondeu que que há muito musica que é alienante e é ouvida.
Fiz até uma fita, chamada Bola ao centro” A fita não teve grande êxito, porque, nesse tempo, estava na moda dizer mal dos portugueses
Não sou praticante católico, mas gostava de ser cristão - A mote para mim é uma coisa que agora a vejo todos os dias. Não choro por isso; que me chorem os outros, quando morrer.
O melhor prémio que nós tínhamos antes, era ir comer um bife às duas da manhã ao Café Lisboa
Jaime Mendes (Évora/04.08.1903 – 1997) foi aluno da Casa Pia de Lisboa e nisso tinha orgulho por ter sido lá que aprendera música, arte a que dedicou a sua vida como instrumentista, maestro e compositor, tendo tambémestudado no Conservatório de Lisboa as disciplinas de Rudimentos e de Harmonia e Composição. Aos 16 anos o maestro Fernandes Fão foi buscá-lo para iniciar carreira na Banda de Música da Guarda Nacional Republicana. Passou também pela Orquestra do Teatro Nacional de São Carlos e, a partir de 1934 pela Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional, dirigida pelo maestro Pedro Freitas Branco, bem como pela Orquestra Sinfónica de Pedro Blanch que dava concertos aos domingos no Teatro Municipal de São Luiz.
Jaime Mendes também musicou inúmeras revistas e operetas, sendo oautor de mais de 150 peças, tendo a sua estreia nesta área ocorrido em 1926, em «A Feira», uma revista do Teatro do Gymnasio, em Lisboa.
No campo do cinema, compôs música para cerca de 40 filmes portugueses, no período de 1942 a 1979, tendo o êxito de alguns deles muito ficado a dever à música inspirada de Jaime Mendes, sendo de destacar o «Fado da Sina» cantado por Hermínia Silva no filme «O Homem do Ribatejo» (1946), o «Fado Marialva» ou «Fado das Iscas» interpretado por Estevão Amarante ou, o tema«Ninguém foge ao seu destino» cantado por Laura Alves e Amarante na opereta «José do Telhado» (1944). Destaque-se ainda as suas partituras musicais para os filmes «O Costa do Castelo» (1943), «O Leão da Estrela» e «Fado, História de uma Cantadeira» (ambos em 1947), «A Menina da Rádio» ou «O Noivo das Caldas» (1956), «A Costureirinha da Sé» (1959) e «O Passarinho da Ribeira»(1960).
Em 1951, mudou-se para o Brasil, onde dirige o Orfeão Português, regressando ao país no período de 1958 a 1960 para se radicar no Porto como director da Companhia de Operetas do Porto. Nos 8 anos seguintes volta para o Brasil de onde sai em 1968 para Angola, para trabalhar com o seu filho em teatro de revista, que acumulará com a Orquestra Sinfónica de Luanda, a programação de Música erudita da Emissora Oficial e como professor da Academia de Música de Luanda. Regressou a Portugal em 1975, e aqui faleceu em 1997, com 94 anos. https://toponimialisboa.wordpress.com/2013/12/04/o-compositor-do-fado-da-sina-no-bairro-do-oriente/
Um dos mais prolíficos e populares compositores portugueses dos anos quarenta e cinquenta, o alentejano Jaime Mendes assinou música e canções para alguns dos mais populares filmes portugueses desde sempre.
Natural de Évora, onde nasceu em 1903, Jaime Mendes foi aluno da Casa Pia, de onde transitou para o Conservatório, onde o serviço militar o apanha, levando-o a ingressar na banda da Guarda Nacional Republicana. Daí irá para a Orquestra do Teatro de São Carlos, e, em 1934, para a Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional, como flautista, embora nessa altura já tivesse escrito e colocado as suas primeiras canções - data de 1926 a sua estreia na composição com A Feira, criada por Leonor d'Eça numa revista do Teatro do Gymnasio, em Lisboa.
No período entre 1934 e 1951 - altura em que se muda para o Brasil, onde dirige até 1959 o Orfeão Português - torna-se num dos mais requisitados compositores portugueses, com especial destaque para as centenas de revistas e operetas que musicou e para as dezenas de filmes para os quais escreveu canções. Devem-se-lhe as partituras musicais e as composições de filmes como O Costa do Castelo, O Leão da Estrela, A Menina da Rádio ou Um Homem do Ribatejo, e criações como o Fado da Sina, o Fado Marialva ou Lenda das Algas. Regressaria fugazmente a Portugal em 1959, retornando ao Brasil em 1960 e mudando-se para Angola em 1968, onde ficaria até 1975. Faleceu em 1997, com 94 anos. http://www.macua.org/biografias/jaimemendes.html