expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Inaugurada a Exposição. “Por este Côa Acima”, átrio da Faculdade de Letras de Lisboa com a presença inesperada de António José Seguro, sem televisões e repórteres,

                                                        Jorge Trabulo Marques - Jornalista





Inaugurada a Exposição. “Por este Côa Acima”, átrio da Faculdade de Letras de Lisboa com a presença inesperada de António José Seguro, sem televisões e repórteres, excetuando a minha presença, que não quis deixar de manifestar a sua satisfação por este evento, tendo lembrado, quando foi candidato pelo PS da Guarda, e que, António Guterres, lhe perguntara a sua opinião sobre as gravuras, a que respondeu: São Importantes! São para salvar
A inauguração ocorreu pelas 16 h 30, dia 5 de Fevereiro no átrio da Faculdade de Letras de Lisboa, onde vai estar presente até ao dia 26, depois de ter estado no Museu Arqueológico do Carmo, de novembro de 2024 a março de 2025







Além da presença do Presidente da Fundação Côa Parque, Jo
ão Paulo Sousa, Diretor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Professor Doutor Hermenegildo Fernandes, da diretora do Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa Prof.ª Doutora Mariana Diniz. que fizeram abertura da exposição, preferindo palavras muito esclarecedoras sobre a importância deste património arqueológico, classificado Património da Humanidade contou também com o arqueólogo, Thierry Aubry, Coordenador Técnico-Científico do Parque Arqueológico do Vale do Côa, que proferiu uma interessante e pormenorizada conferência sobre o referido património arqueológico, num dos auditórios desta faculdade, da qual reprodizimos, igualmente, um breve excerto no video que compusemos .

De registar, entre outras presenças, a do arqueólogo João Zilhão responsável científico pela criação do Parque Arqueológico do Côa e sua classificação como Património Mundial, cuja colaboração foi importantíssima em busca e classificação das gravuras e dos mais diversos achados paleolíticos.
Devido às condições atmosféricas, o tempo não era o mais propício e convidativo para atrair a curiosidade exterior. Mas o seu objetivo é mais de carácter didático, académico, informativo e pela sua continuada perservação, pois, tal como sublinhou o Dr joão Paulo Sousa, "as gravuras continuam a não saber nadar", pelo que não deixará de merecer as atenções de alunos e professores desta faculdade ou até mesmo de outras pessoas quando os dias melhorarem.

E, de facto, tendo meu pai nascido no Vale do Côa, na Quinta de Santa Maria, atual Ervamoira, não podia também deixar de me associar a esta importante iniciativa e de .a registar para a posteridade., que felicito vivamente, dado empenho que sempre manifestei pela sua defesa e preservação, designadamente nas páginas do jornal ÉCOA, além de milhares fotografias, tanto às gravuras e suas investigações, como nas várias freguesia e concelhos do então plano do Pró-Côa

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

São Tomé .Que o Massacre do Batepá:03-02-1953. nunca se repita. Fui o 1º jornalista a divulgar imagens, entrevistar sobreviventes.Ia-me custando a vida de represálias de colonos. Não se repita! Foi das páginas mais brutais da colonização portuguesa do século XX



 São Tomé vive dias de agitação política.  Que o Massacre do Batepá:03-02-1953. não se repita. Fui o 1º jornalista a divulgar imagens, entrevistar sobreviventes.Ia-me custando a vida de represálias de colonos. Não se repita! Foi das páginas mais brutais da colonização portuguesa do século XX

Sim, fui o 1º jornalista a divulgar imagens e entrevistas - 20 anos depois. do horrendo crime, que me ia custando a vida por alguns colonos e militares– Puseram-me uma forca à porta de minha casa e espancaram-me, furaram-me os pneus do meu carro à navalhada.

Tive de fugir de canoa para a Nigéria, ao longo de 13 dias .O Zé Mulato, carrasco do Campo de Concentração de Fernão Dias , com raízes angolanas e portuguesas, confessou-me que foi uma máquina bruta a matar. Regressei a S. Tomé, 39 anos depois, tendo aproveitado para fazer outras entrevistas e registos, bem como nos anos seguintes, em que ali voltei

No Portugal de Salazar e de Marcelo Caetano, não só houve o Batepá, em S. Tomé: - também houve o massacre da aldeia do Colmeal - Um dos episódios mais negros da História de Portugal-

"FUI UMA MÁQUINA BRUTA A MATAR" - A uns matava-os a soco, outros a tiro, à paulada ou à machinada! Alinhava-os ao longo da vala para não me darem muito trabalho.Alguns ainda gritavam lá dentro, mas calava-os imediatamente, com umas quantas pazadas de terra. Nem era eu que as deitava, mas a outra "empreitada" que vinha logo a seguir. - ...Fui duro!... Bem sei... Tinha de ser...E não me pergunte se estou arrependido,não senhor! Não estou!!.. - Outros amarrava-os à cadeira dos choques eléctricos!... "até pulavam!...Até gritavam!...

O que se passou tem de ser interpretado à luz da ignorância e das trevas da época - em que apenas uma reduzida elite, parasita e corrupta, vivendo à sombra do regime colonial e ditatorial, tirava proveito e fazia o que bem lhe apetecia - Há que não ignorar esse passado mas olhar em frente, sem remorsos e com os olhos confiantes num futuro melhor: Portugal e S. Tomé falam a mesma língua - e ambos os povos foram vítimas do ignominioso e longo período colonial fascista. .E, afinal, muitos de nós cresceram e viveram à sombra da mesma bandeira -Porém, a história não pode ser nem apagada nem esquecida: faz parte dos dois países

Os Massacres do Batepá, começaram num remoto lugarejo, com o mesmo nome, perdido no mato e que depois se estenderam a várias aldeias, vilas e aos habitantes da cidade, lamentavelmente não é caso único, que só o 25 de Abril lograria terminar. É também o da mártir aldeia do Colmeal situada algures numa escondida encosta da Serra da Marofa, Figueira de Castelo Rodrigo, que prefiguraria , igualmente, uma das páginas mais negras da História da Lusitânia moderna sob jugo e ocupação portuguesa. -
Entrevistei sobreviventes e publiquei fotografias que me valeram - por duas vezes todos os pneus do meu carro à navalhada,- isto já depois de uma tentativa de ser abalroado na estrada, posta uma forca de corda pendurada por colonos à porta de minha casa, ainda voltei a ser alvo de muitas cenas de ódio
e afrontosas patifarias! - Uma ocasião invadiram o Palácio, e, quando me viram, eram milhares de colonos à pedrada atrás de mim:

Salvou-me o facto de ver uma porta aberta e subir pelas escadas e me esconder no telhado - Felizmente houve quem assistisse à perseguição e visse o meu esconderijo: um santomense, pela calada da noite, chamou-me e levou-me para o seu humilde casebre,algures fora da cidade, onde me tratou dos ferimentos e, durante duas semanas, me acolheu generosamente. Quando voltei à minha modesta casa - um simples quarto alugado num edifício de escritórios, o seu estado era irreconhecível:
partiram-me tudo - roupa rasgada, máquina de escrever destruída, de inteiro não ficara nada..

Falei com o "Homem Cristo", o único sobrevivente que, entre três dezenas de aprisionados,
numa cela de polícia, irrespirável, minúscula e apertada, logrou resistir e pôde escapar-se a uma saraivada de balas!
Pois, de manhã, o carcereiro ao abrir a porta munido de uma arma, vendo-o a fugir, apresou-se a carregar sobre ele toda a metralha crivando-o, quase completamente, com dezenas de disparos.

Mostrou-me, em sua casa, as calças completamente esburacadas por onde cada bala fizera a sua perfuração, desde os pés, às pernas e quase à cintura, fora os disparos que o atingiram noutras partes do corpo.
Confesso que fiquei incrédulo: nem queria acreditar no mistério assombroso que teria estado na sua salvação. Mas a verdade é que ele estava vivo e estava ali à minha frente.
Era de carne e osso como eu.Era um ser humano. Não se sentia nem inferior nem superior a nada.Nem era nenhum espírito de outro mundo, duende ou fantasma.

Interrogava-me de como teria sido possível resistir ao despejar de carregadores de balas, suportar tanta metralha e ficar vivo?!...- Oh, sim.. Pobre homem!... Foi um milagre! Estou a imaginar o sofrimento e a enorme aflição por que passou na sua atormentada mas tão espetacular fuga!
- Claro que foi um homem de sorte!... Apesar de fortemente baleado,

Exposiçao Por este Côa Acima! - Faculdade de Letras de Lisboa - De 5 a 26 de Fevereiro - Oportunidade a não perder

                                                    Jorge Trabulo Marques

                                             EXPOSIÇAO A NÃO PERDER 


A inauguração realizar-se-á no Átrio Nobre da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no próximo dia 5 de fevereiro de 2026, pelas 16h30.
Seguir-se-á uma comunicação proferida pelo Coordenador Técnico-Científico do Parque Arqueológico do Vale do Côa, Dr. Thierry Aubry.
Contamos consigo!- Convite lançado pelo  
Presidente da Fundação Côa Parque, Dr. João Paulo Sousa

"No âmbito da já longa parceria existente entre o Centro de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa – UNIARQ e a Fundação Côa Parque, expõe-se, a partir do dia 5 de Fevereiro, no Átrio Principal da Faculdade de Letras, a Exposição Por este Côa acima. Depois de apresentada no Museu Arqueológico do Carmo, esta ex fosição dirige-se agora para um espaço académico, procurando assim atingir um mais numeroso e diversificado número de visitantes. Até ao dia 26 de Fevereiro, não só a Comunidade FLUL, mas todos os interessados poderão ficar a par dos trabalhos de investigação que se tem desenrolado no Parque Arqueológico do Côa, desde 1998, classificado como Património Mundial da Humanidade, e um dos lugares decisivos para acompanhar a trajectória do pensamento simbólico das comunidades humanas que desde o Paleolítico percorrem aquele território.

À abertura, agendada para as 16.30, segue-se uma conferência proferida pelo Coordenador Técnico-Científico do Parque Arqueológico do Vale do Côa, Thierry Aubry.

Juntamo-nos ao Director da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e ao Presidente da Fundação Côa Parque, neste convite aberto a todos.https://www.letras.ulisboa.pt/pt/agenda/exposicao-por-este-coa-acima



segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Vitória do Sporting 2-1 ao CD Nacional da Madeira. Jogo em noite de temporal termina em rejubilosa têmpera leonina ao minuto final.

                                          Jorge Trabulo Marque



 Vitória do Sporting 2-1 ao CD Nacional da Madeira. Jogo em noite de temporal termina em rejubilosa têmpera leonina ao minuto final.

O Sporting venceu o CD Nacional por 2-1 na 20.ª jornada da Primeira Liga,mesmo no minuto final, aos 96’ do prolongamento da partida pelo colombiano Luís Soárez, depois do paraguaio Alan Nuñez ‘anular’, aos 76, a primeira vantagem dos visitantes com um golo de Pedro Gonçalves, aos 72.em encontro da 20.ª jornada

Esta foi a terceira vitória consecutiva dos bicampeões nacionais nos descontos, que lograram aproximar-se a quatro pontos do líder FC Porto, que só joga na segunda-feira.

Na classificação, os ‘leões’, que na próxima ronda visitam o Dragão, passaram a somar 51 pontos, contra 55 do FC Porto, que defronta na segunda-feira o Casa Pia, em Rio Maior, enquanto o Nacional manteve-se com 20, no quarteto que partilha o 11.º posto

sábado, 31 de janeiro de 2026

ANTES QUE SEJA TARDE Livro de Manuel Araújo.Tributo ao Jornalista e Escritor Uma vida plural (cita minhas aventuras) transformada em palavras: não é livro para ler de uma sentada. É para abrir, fechar, voltar. Como a vida

                                         Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador

Livro ANTES QUE SEJA TARDE de Manuel Araújo.Tributo ao Jornalista e Escritor Uma vida plural  (cita minhas aventuras)  transformada em palavras: não é livro para ler de uma sentada. É para abrir, fechar, voltar. Como a vida.

-Os meus parabéns e o meu sincero agradecimento pelo envio autografado desta sua tão interessante obra, que já tive oportunidade e o prazer de ler,  bem como do artigo que publicou na Revista Lusitano de Zurique, do Centro Lusitano de Zurique, a mais antiga da comunidade portuguesa na Suíça., em Janeiro de 2025  a respeito de algumas das minhas experiências e andanças da vida, designadamente da minha carreira jornalística e das minhas aventuras em pirogas no Golfo da Guiné, através de um contacto telefónico, que tivemos o prazer de estabelecer

JORGE TRABULO MARQUES- O Fuzilado - Titulo de um capitulos do livro

O caso de Jorge é idêntico a outros. Nunca lhe apertei a mão, nem tomámos café juntos. Mas parece que  que esteve sempre por perto, ali ao lado. O Jorge carrega história sobre resistência, verdade e força de espírito humano que merece ser reconhecida. Um homem que sobreviveu ao próprio fuzilamento , enfrentou  tubarões 38 dias no mar e descobriu evidências  que questionam  a história oficial de São Tomé.

Jorge Trabulo Marques, nascido em Foz Côa, encontrou um punhal árabe e uma espada e uma espada antiga em São Tomé. Provas de civilizações anteriores à chegada Portuguesa. Dois anos depois naufragou , foi condenado à morte por espionagem. Salvo por telefonema presidencial a caminho do fuzilamento. Á deriva no Golfo da Guiné por 38 dia, lutou contra tubarões com uma catana, bebeu água do mar e comeu peixe voadores capturados com as mãos



- Se não tivesse combatido, não estaria aqui hoje – afirma sobre os predadores que cercavam a sua frágil piroga.

Hoje, das águas-furtadas em Lisboa, prepara um livro  sobre as suas experiências no blogue”canoasdomar”. Mais que sobrevivente, é guardião de verdades que a história oficial prefere esquecer.

 MINHA SINGELA HOMENAGEM NUM DOS TEMPOS DO SOL - Na celebração do Solstício do Inverno, no passado dia 21 de Dezembro 2025

Esta a razão pela qual não quis deixar de lhe prestar a minha singela homenage, num dos momentos da celebraação do Solsticio do Inverno, no passado dia 21 de Dezembro, num dos calendários pré-históricos, alinhados com o primeiro dia das quatro estação do ano,  existentes no Maciço dos Tambores, aldeia de Chãs, freguesia de V. n de Foz Côa. 

ANTES QUE SEJA TARDE 

Este livro  reúne  textos diversos – memórias, crónicas, reflexões políticas  e sociais, textos de opinião e crítica. Não é uma narrativa contínua, mas uma miscelânea de peças autónomas, todas unidas pelo mesmo fio condutor: memória, observação crítica e um humor mordaz que recusa abdicar do pensamento próprio.

Muitas histórias ficaram de fora – por prudência , por lealdade ou simplesmente por não caberem  nas páginas – e outras foram condensadas ou adaptadas. Aqui encontrará apenas fragmentos de que gostaria de contar, mas creio que o essencial  da viagem está preservado. A leitura, é acima de tudo, um convite acompanhar-me neste percurso pelos tempos, pelos lugares e pelas pessoas que marcaram a minha vida. Diz Manuel Araújo

Aqui encontrará:
A infância marcada por um professor violento e uma professora luminosa.
A guerra na Guiné, onde a fome era tão real quanto o perigo.
Vinte anos na Suíça, entre hospitalidade e solidão de emigrante.
Jornalismo honesto que custou sustos, pneus cortados e ameaças de morte.
Histórias de bruxas, OVNIs, exorcismos falsos — e a dúvida que fica.
Manuel Araújo não escreve para agradar. Escreve porque ainda há verdades por dizer. E porque o silêncio protege os poderosos, enquanto a palavra liberta os que ousam usá-la


Quem vestiu farda por obrigação, em África, sabe distingui-la do camuflado eleitoral, do saudosista ditador que quer ser Presidente da República e do mercenarismo moderno.

O resto é teatro — e mau. Estejamos atentos.

Manuel Araújo nasceu em Caldelas, a 16 de Abril de 1952. Trabalhou na indústria Hoteleira, foi militar ns  Guerra Colonial, emigrou para a Suíça onde viveu 2º anos , fundou um jornal, denunciou  poluição de fontes e rios, enfrentou ameaças por fizer o que via.

Radioamador, fotógrafo, jornalista – sempre incómodo, sempre frontal. Casado com Joana desde 1980, pai e avô, vivi hoje entre Coimbra e as memórias de uma vida que não cabe numa única categoria

PREFÁCIO De  Aragonez Marques - Também autor de várias obras 

Uma das minhas filhas, quando era pequena, tinha uma amiga invisível que se se chamava Glória. Algumas vezes. Eu e a minha mãe ficávamos apreensivos, quando colocava mais uma cadeira na mesa  e dizia que trouxéssemos mais um prato, pois a Glória, tinha vindo almoçar com ela.

Nunca eu pensei, tantos anos depois que, viria a ter, com os anos que tenho, um amigo invisível chamado Manuel Araújo.

Chamo-lhe invisível porque nunca o vi, não nos conhecemos pessoalmente mas, temos como base uma amizade que ano após ano se tem reforçado.  

Raro é o dia  em que não falamos por telefone, que não  partilhamos as nossas vidas, que não trocamos os nossos segredos, angústias e alegrias

Liga-nos  a Revista Lusitano de Zurique a que estamos ligados mensalmente e pretexto  para falarmos todos os dias.

Quando me pediu que fizesse o prefácio deste livro decidi-me logo a fazê-lo, pois também tinha ele feito  o prefácio do meu último livro

O que tem nas mãos é um conjunto de textos que refletem o seu rico passado de vivências, com histórias mirabolantes  mas curtas, que  nos remetem para um passado que no fundo é comum a toda uma geração mas, nos mostram o homem  que fala disso na primeira pessoa.

Disse-me ser um “saco de gatos” a que acrescento “solta numa exposição canina”.

Entre neste livro e recorde muitas situações do nosso passado que a memória vai apagando.

Obrigado ao autor pela oportunidade de ser o primeiro a fazê-lo

Um dia faço com a minha família e entro na sua casa como ela fazia entrar Glória na minha, pedindo o prato à mãe que a  cadeira já lá estava.

Reserve-me uma cadeira, o prato, levo-o eu.

RAÍZES – A Geografia da Alma

SOBRE MIM

Nasci em 1952, sete anos depois da guerra. Portugal do Estado Novo. A maioria trabalhava a terra. poucos sabiam ler. Um país atrasado, sim, mas chio de vida.

Desde cedo quis traçar o meu próprio caminho. Comecei a trabalhar na hotelaria aos 17 anos, perto de casa, contrariando os sonhos dos meus pais que gostariam de ver com um diploma. A minha vida profissional tornou-se um mosaico : da hotelaria à farmácia, do jornalismo à fotografia, do radio-amadorismo  à web, sempre com uma vontade insaciável de aprender.

Em 1980 casei-me com Joana e,  no mesmo ano, emigrei para a Suíça. Por lá vivi vinte anos, tendo trabalhado em diferentes funções e aprendendo línguas, técnicas e ofícios  que moldaram a minha experiência . A paixão pela fotografia e pela rádio acompanhou-me em cada etapa, criando memórias que guardo com carinho.

Regressei a Portugal em 2000, para gerir a redação da Gazeta Lusófona  em Caldelas e continuar a escrever, reportar e fotografar para a comunidade  portuguesa. Hoje, como avô, olho para trás e vejo uma vida construída com retalhos do Minho e do mundo. E Caldelas está sempre no coração.

Este sou eu: Manuel Araújo Silvestre da Mota Araújo- um homem de experiências múltiplas, aprendiz constante  e observador do mundo, pronto a partilhar histórias e lições de uma vida plena

      DESAFIOS - De Jorge Trabulo Marques


NO Golfo da Guiné, onde Jorge sobreviveu por 38 dias numa piroga improvisada, é palco de algumas das suas histórias mais impressionantes. Ele enfrentou tubarões, tempestades e a fome numa batalha contra os elementos que moldou não apenas a sua vida, mas também a sua visão do mundo. "Não há palavras para descrever o que é a fome no mar”, escrevia ele no seu blogue, canoasdomar.

SOBREVIVÊNCIA


Apesar das tribulações em terra, foi no mar que Jorge enfrentou as mais duras provas de resistência. Em travessias solitárias, a bordo de uma canoa esculpida em tronco de árvore, desafiou as forças da natureza. Numa das viagens mais extenuantes, enfrentou fome e sede que testaram os limites do corpo e da mente. Os dias no oceano eram longos, as noites intermináveis. Quando a chuva não caía, Jorge era obrigado a improvisar: "Cheguei a beber água do mar. Eu sabia que era perigoso, mas era isso ou esperar pela chuva que podia não vir. Naquele momento, cada gota contava como vida”. Quando chovia, recolhia água em bidões improvisados. Lutava para manter a canoa estável no meio às ondas traiçoeiras.




A fome era um tormento constante. Quando os mantimentos acabaram, recorria a estratégias de sobrevivência quase sobre-humanas: mascava pedaços de madeira para enganar O estômago vazio e capturava peixes voadores à mão, agarrando-os no ar quando saltavam-sobre a embarcação. "O mar é belo, mas também cruel”, dizia Jorge. "Ele não perdoa fraquezas.”

Os tubarões eram presença constante. Enormes e ameaçadores, rodeavam a canoa e, por vezes, tentavam virá-la. Com uma mistura de coragem e instinto de sobrevivência, enfrentava-os com uma catana: "Eu tinha que os afastar de noite. Era terrível. Ou eu os combatia, ou não estaria aqui hoje.”

A ameaça dos tubarões parecia interminável, mas o pior foi uma tempestade inesperada. O vento castigava, e as ondas altas invadiam a canoa. Em meio ao desespero, usou um bidão vazio como âncora flutuante para estabilizar a embarcação. "O mar não me queria ali, mas eu tinha que continuar. Agarrei-me aos mastros e lutei. Nesses momentos, descobri forças que nem sabia que tinha.” https://canoasdomar.blogspot.com/.../perdido-no-golfo-27...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

A tempestade Kristin é mais outro rasto da sociedade de consumo, de sinais de fenómenos meteorológicos anormais a suceder. Invernos mais gélidos, verões mais secos e tórridos. Incêndios devastadores - Chuvas diluvianas. com enormes inundações e quedas de neves! Verões mais secos e tórridos. Incêndios devastadores

                                              Jorge Trabulo Marques - Jornalista 


Tempestade Kristin outro rasto da sociedade de consumo, de sinais de fenómenos  meteorológicos anormais a suceder. Invernos mais gélidos, verões  mais secos e tórridos. Incêndios devastadores - Chuvas diluvianas. com enormes inundações e quedas de neves! Verões mais secos e tórridos. Incêndios devastadores

A depressão Kristin deixou um rasto de destruição em Portugal continental. Lisboa, Leiria, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Santarém, Setúbal e Guarda foram os distritos mais afetados, segundo informou o IPMA. A tempestade entrou em território nacional pela zona de Leiria e daí progrediu para o interior do país.

Sim, a  tempestade Kristin é o rasto de sinais de outros fenómenos  meteorológicos a suceder  - Este o meu alerta em 2009 - Planeta Terra em Perigo - Invernos mais gélidos, verões  mais secos e tórridos. Incêndios devastadores - Chuvas diluvianas. com enormes inundações e quedas de neves! Verões mais secos e tórridos. Incêndios devastadores https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2009/11/planeta-terra-em-perigo-invernos-mais.html

PORTUGAL  QUEIMADO, VENDIDO A SALDO E  AGORA ENXARCADO “A  limpeza junto às habitações é obrigatória - Há coimas de 200 euros – Cumpram-se as leis - O que esperam os donos das casas que nem sequer limpam o mato em redor das suas casas? – Que sejam os bombeiros a ocuparem-se dessa elementar obrigação?....  Portugal  dominado pelo caciquismo parasita, tem mais semelhanças com a negligência dos países africanos ou do terceiro mundo, que com o resto da Europa 

DA SOCIEDADE DE CONSUMO - O QUE ESPERAR SENÃO O AGRAVAR?

Já lá vão os dias das leituras de livros e jornais nos transportes públicos: agora, lê-se  menos e olha-se mais para o desfilar de imagens nos telemóveis. O que conta é o efeito visual. 

Refere a FNAC  que "Portugal já era um dos países na Europa que menos lia e a FNAC há já vários anos que abraça a causa da promoção da leitura, com diferentes iniciativas tais como a oferta de livros no Dia Mundial do Livro. Mas, pelos vistos, nem por isso o panorama  tem melhorado. 

 Virgílio Castelo, autor do livro "Guerra e Paz", lançou, nesta quarta-feira, dia 28,  na FNAC, em Lisboa "CONSUMO OBRIGATÓRIO", com apresentação de Afonso Pimentel e Filipa Martins

Pelo que pude depreender, trata-se de uma sátira ao desenfreado consumismo, que vem provocando, mais  alterações negativas na Terra de que contribuir para o seu equilíbrio - E os transtornos saltamà vista

É referido tratar-se do "escândalo e a ternura da autobiografia de Virgílio Castelo ao som das guitarras eléctricas, com muitas peças de teatro, filmes, séries e telenovelas a ilustrá-la. A trilogia «sexo, drogas e rock ‘n’ roll», divisa panfletária dos anos 60, chegou a Portugal com dez anos de atraso, mas os jovens da geração de 70 rapidamente se deixaram embalar no pop e no rock e depressa caíram nos mesmos paraísos e nos mesmos infernos que se tinham ouvido e vivido naquele período...

No atual contexto pandémico, o setor dos livros foi um dos mais afetados com uma quebra superior a 60% nos meses de confinamento. Portugal já era um dos países na Europa que menos lia e a FNAC há já vários anos que abraça a causa da promoção da leitura, com diferentes iniciativas tais como a oferta de livros no Dia Mundial do Livro. Durante este período, houve a expectativa que os portugueses aproveitariam o tempo para ler mais, o que não aconteceu.


 Costa da Caparica há 11 anos - Invadida por forte tempestade - António Ramos, conhecido como "Barbas" ou "Barbas do Benfica",, testemunhou também esse fenómeno meteorológico - O afamado adepto e dono do restaurante de peixe e marisco "O Barbas" na Costa de Caparica, foi. então, bastante afetado pelas alterosas vagas do mar . O seu espaço é conhecido por acolher jantares de equipas e exibir milhares de quadros do clube, sendo uma figura icónica ligada ao clube

PLANETA TERRA EM PERIGO - INVERNOS MAIS GÉLIDOS - VERÕES MAIS SECOS E TÓRRIDOS - Incêndios devastadores - Chuvas diluvianas. com enormes inundações e quedas de neves! Verões mais secos e tórridos. Incêndios devastadores. - Grande é a ameaça que paira sobre o nosso planeta - Quem nos acode?! - Quem é capaz de pôr termo ao feroz egoísmo que prevalece na atual sociedade?






Grande é a ameaça que paira sobre o nosso planeta - E, todavia, parece que, dos milhões que o habitam, poucos são aqueles que tomam consciência das ameaças que prevalecem sobre a sua ( nossa) existência - Invernos mais rigorosos e gélidos, com enormes inundações e quedas de neves! Verões mais secos e tórridos, com grandes devastações de incêndios! - Gelos polares que se derretem, colocando em perigo muitas ilhas e grandes superfícies terrenas
Enquanto isso, o deserto do Sahara, vai galopando - a Norte e a Sul - na sua marcha inexorável! - Quem nos acode?! - Quem é capaz de pôr termo ao feroz egoísmo que prevalece na actual sociedade?! - Consequência de um sistema capitalista que já não conhece fronteiras! - Começa a ser tarde demais! - Os efeitos estão à vista dos nossos olhos!






A limpeza de terrenos junto de habitações é obrigatória

A lei determina que os proprietários de terrenos florestais devem manter limpa uma área de 50 metros em redor de qualquer construção, mas, apesar da multa mínima ser de 200 euros, ainda é difícil convencer muita gente a cumprir.Estes casos típicos ocorrem um pouco por todo o país e, segundo cartas que nos chegam, muitos, largas centenas, senão milhares, possuem casas rodeada de árvores por todos os lados e debatem-se com a indiferença dos vizinhos. Multa para quem não limpar os terrenos florestais ::