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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Aniversário de António Costa - De Parabéns! O Presidente do Conselho Europeu, nasceu em Lisboa em 17 de Julho de 1961. Filho de Maria Antónia Palla. A primeira mulher que assumiu a presidência da Caixa de Previdência dos Jornalistas, desempenhando esse cargo durante doze anos.


Jorge Trabulo Marques - Jornalista

Aniversário de António Costa- De Parabéns! Abençoada Mãe que filhos dignos tem. Nasceu em Lisboa em 17 de Julho de 1961. Filho de Maria Antónia Palla, A primeira mulher que assumiu a presidência da Caixa de Previdência dos Jornalistas, e teve uma carreira longa e marcante no jornalismo. Casou-se aos vinte anos, com Orlando da Costa, fez reportagem pelo mundo todo, mostrou uma mulher a abortar na televisão e foi dispensada da RTP

Orlando António Fernandes da Costa (1929–2006) um conceituado escritor e poeta português de origem goesa. Militante do Partido Comunista Português e opositor ao Estado Novo, esteve preso pela PIDE. É o pai do antigo primeiro-ministro António Costa e do jornalista Ricardo Costa.

António Luís Santos da Costa. Mais conhecido por António Costa, licenciou-se em advocacia - atividade profissional que exerceu até ingressar definitivamente na política - e pós-graduado em Estudos Europeus. O seu percurso político iniciou-se na Juventude Socialista e é um dos mais prolíficos e brilhantes da democracia portuguesa:

Foi Deputado da Assembleia Municipal de Lisboa, Deputado da Assembleia da República, Vereador da Câmara Municipal de Loures, Secretário de Estado e Ministro dos Assuntos Parlamentares do XIII Governo, Ministro da Justiça do XIV Governo, Presidente do Grupo Parlamentar do PS, Deputado e Vice-Presidente no Parlamento Europeu, Ministro de Estado e da Administração Interna e é atualmente, em segundo mandato, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa .António Costa vive em Lisboa com a mulher e os dois filhos

Trajetória Política -O seu percurso na política institucional começou cedo, com passagens pela Assembleia Municipal de Lisboa e pela Câmara Municipal de Loures. Ao longo da sua carreira, assumiu vários cargos de relevo no panorama nacional e internacional:

Governos Nacionais: Desempenhou funções como Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Ministro dos Assuntos Parlamentares, Ministro da Justiça e Ministro de Estado e da Administração Interna.

Câmara Municipal de Lisboa: Foi eleito presidente da autarquia lisboeta em 2007, cargo que ocupou até 2015
Liderança Nacional: Assumiu a liderança do Partido Socialista em 2014 e foi Primeiro-Ministro de Portugal durante três mandatos consecutivos, de novembro de 2015 a abril de 2024.
Cenário Europeu: Atualmente, serve como Presidente do Conselho Europeu, um mandato iniciado a 1 de dezembro de 2024

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Exposição «Nos 50 Anos da Aprovação da Constituição»,em Ferreira do Alentejo,dia 17 às 18:30h do fotojornaista que fotografou a coluna militar de Salgueiro Maia que, após o golpe de 25 de Abril de 1974, em Lisboa, regressou ao quartel da escola prática de Cavalaria

 

Exposição «Nos 50 Anos da Aprovação da Constituição»,em Ferreira do Alentejo,dia 17 às 18:30h do fotojornaista que fotografou   a coluna militar de Salgueiro Maia que, após o golpe de 25 de Abril de 1974, em Lisboa, regressou ao quartel da escola prática de Cavalaria   





ACONTECIMENTO A NÃO ESQUECER    O jornalista e escritor Fernando Assis Pacheco e o foto-jornalista Inácio Ludgero “escoltaram” o regresso a casa de Salgueiro Maio.  

 A mostra reúne 15 imagens captadas pelo fotógrafo ao serviço do diário «A Capital» e do semanário «O Jornal» durante os trabalhos da Assembleia Constituinte. As fotografias fixam rostos, gestos e episódios que marcaram o processo que conduziu à aprovação da Constituição de 1976 e à consolidação da democracia portuguesa.

 Entre os momentos retratados destacam-se o anúncio dos resultados das eleições para a Assembleia Constituinte, a 25 de abril de 1975, na Fundação Calouste Gulbenkian, o chamado «caso República» e o 25 de Novembro de 1975, em Tancos.  

 A exposição constitui um testemunho visual de um período decisivo da história contemporânea portuguesa.   Salgueiro Maia chega a casa em Santarém – a revolução estava feita  “E, DE REPENTE… os portugueses acordaram livres!”. 

Este poderia ser o título da exposição de Inácio Ludgero sobre o regresso a casa, em Santarém, de Salgueiro Maia, que, dois dias antes, tinha comandado a coluna militar que, partindo da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, ocupou o Terreiro do Paço e cercou o Quartel do Carmo, em Lisboa, culminando na rendição de Marcello Caetano e na queda do Estado Novo.


Inácio Ludgero Gomes Fernandes, conhecido por Inácio Ludgero, nasceu na Amadora, a 19 de dezembro de 1950. Utilizou, por vezes, o pseudónimo “Alfredo António”, nome do seu bisavô. Frequentou o curso de Escultura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, iniciando a sua carreira como fotojornalista em 1972, no vespertino A Capital. Em 1975, foi um dos fundadores do semanário O Jornal, no qual se manteve até ao encerramento, em 1992. Assumiu, depois, a função de editor de fotografia da revista Visão, permanecendo no projeto até 2008. Ao serviço da revista, realizou inúmeras reportagens, algumas das quais foram premiadas. Fez a cobertura de acontecimentos em Angola, Moçambique, S. Tomé e Príncipe, Guiné, Ruanda, Uganda, Kosovo, Bósnia, Timor, entre outros países. 

Ficou célebre a fotografia, que intitulou “Pietà Negra”, tirada num cenário de conflito em Huambo, Angola, pela qual recebeu o Prémio Gazeta de Fotojornalismo, em 1994. Mais tarde, a imagem veio a ser considerada, pela Associated Press, uma das 50 fotografias do século XX. Colaborou com a Sociedade Portuguesa de Autores, tendo, ao longo do seu percurso, organizado várias exposições e inúmeros livros de fotografia, como Uma porta para o Alentejo, Lisboa: capital do coração, Timor Lorosae: 24 fotos e Soares sempre fixe. Em 2022, uma antologia do seu trabalho de 50 anos como fotojornalista foi apresentada na exposição “Vencer o Tempo”, na Casa de Imprensa, em Lisboa. No mesmo ano, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou-o com a Comenda da Ordem de Mérito. Continua, ainda hoje, a trabalhar como freelancer, lecionando em cursos de fotografia. É presidente da Associação Grémio Ibérico Cultural e Social.


quarta-feira, 15 de julho de 2026

Pintor Carlos Botelho - 1899-1982" Minha entrevista ao emblemático pintor de Lisboa no ano da sua morte . Continuarei aprender até à última tela da minha vida - Ilustrador, pintor expressionista e caricaturista, um dos pioneiros da Banda Desenhada em Portugal

Por Jorge Trabulo Marques -  Entrevista a Carlos Botelho um dos mais notáveis artistas da pintura portuguesa do século XX      


Entrevista no ano da sua morte  - Autor de banda desenhada (BD), decorador, desenhador, ilustrador e pintor português, Carlos António Teixeira Bastos Nunes Botelho, mais conhecido por Carlos Botelho,  nasceu a 18 de Setembro de 1899, em Lisboa, e faleceu a 18 de agosto de 1982, na mesma cidade. 


Carlos Botelho – “Insiste-se sempre! Porque aprende-se sempre: até à última tela que eu farei na minha vida, eu estou aprender! – Declarou-me no final da breve entrevista que me concedeu, em sua casa,  a cinco meses antes da sua morte, a 18 de Agosto de 1982, ou seja, um mês antes de completar 83 anos. Ouvinte da rádio, quando trabalhava pela manhã, confessou-me que gostava de ouvir o programa para o qual eu fazia as habituais reportagens.




Recebeu-me por três vezes em sua casa. Sempre com uma  visível amabilidade, simplicidade e bom humor. Esta última vez foi para lhe pedir umas palavrinhas sobre ao 3º aniversário do  programa de rádio onde era repórter.  A penúltima havida sido para o semanário Tal & Qual, acerca da “Primeira vez”, inserida no conjunto de entrevistas a várias personalidades, sobre  a primeira relação sexual, entre outras perguntas, para se aferir como iam as desinibições a nível da nossa elite artística e intelectual com a democracia. 

Depois de nos voltar a manifestar o seu agrado pelo programa. Diz-nos o seguinte:

C.B. - O curioso nestas entrevistas que eu tenho dado é que o nosso amigo repórter do “Hora Ora”, me aparece sempre de surpresa. E, com tanta sorte que me apanha sempre ; porque, em geral da parte da manhã, é quando trabalho, quando pinto, sou uma espécie de fã da Fundação Gulbenkian, a que eu chamo aquilo o meu clube, porque há sempre um filme, uma conferência, um concerto, uma exposição; há sempre qualquer coisa com interesse

J.T.M – O programa “Hora Ora” comemora agora três anos: o que é que diz ao facto?
C.B. – Três anos?!... Isso para mim não é nada…É que eu já estou com 82 vírgula seis!... De maneira que isso até me faz rir… Isso não vale nada, é poucachinho.

J.T.M - Bom, mas de qualquer modo, já são três anos! São muitos esforços!...
C.B. Bem, mas isso que acredito eu. Vocês terem de dar de comer, todos os dias a uma baleia, a um camaleão, como é a rádio, eu tenho realmente muita consideração: deve ser muito difícil manter, durante tantas horas, um programa que possa satisfazer todas as classes, desde as mais eruditas às mais populares.

(…) Pinto ao relentim… Agora já não pinto como quando trinta anos, mas não deixo de trabalhar todos os dias, porque a parte oficinal é muito importante… e a trabalhar é que a gente aprende… Eu lembro-me muito, até, de uma frase do Ramalho Ortigão: dizia ele que estava sempre a escrever e, quando aparecia a inspiração, agarrava-a!.... E nós é a mesma coisa: a gente vai sempre pintando!... E se vem a inspiração, ajuda!

J.T.M – Quer então dizer que há dias em que a inspiração não ajuda, lá muito!... Mas insiste-se!
C.B. – Insiste-se sempre! Porque aprende-se sempre: até à última tela que eu farei na minha vida, eu estou aprender!


 CARLOS BOTELHO - "FOI NO BAIRRO ALTO COM A MENINA "AMÉLIA DOS 20" 

Felizmente, os alemães perderam a guerra. Quando não, Carlos Botelho, consagrado pintor português, com obras altamente cotadas no mercado, seria hoje, como ele garante, «simples abat-jour de modesto candeeiro». Mas, os alemães perderam e o homem de Berlim em Lisboa não pôde punir a ousadia de um artista que todas as semanas crucificava Hitler no «Sempre Fixe» e fazia do Führer trinta por uma linha, sempre que pegava no lápis. 

Se os alemães tivessem ganho a guerra, Carlos Botelho não teria ido a S. Francisco, em 1951, envergonhar o fabuloso Salvador Dali, a quem deixou num modesto segundo lugar, numa exposição internacional. 
Bem: se eles tivessem saído vencedores, Carlos Botelho não estaria possivelmente aqui, hoje, a falar da sua ... vida amorosa, designadamente a sua «primeira vez”

"Como foi isso, Carlos Botelho?  - Leia em  Foi no Bairro Alto com a menina Amélia” - Confidências


Biografia
"A sua atividade desenvolveu-se ao longo de um período dilatado do século XX e repartiu-se por uma multiplicidade de atividades. Nos anos de 1920 Botelho foi um dos pioneiros da  banda desenhada nacional, trabalhou em artes gráficas  e no desenho de humor; na década seguinte pertenceu à equipa de decoradores do SPN, o que lhe deu oportunidade para viajar e tomar contacto com a dinâmica artistica do seu tempo. A partir dessa altura desenvolveu uma obra plástica autónoma que o destaca como uma das figuras maiores da 2ª geração de pintores modernistas portugueses 2 .
A paisagem urbana ocupa um lugar central na sua obra. Na etapa inicial, marcada por um pendor declaradamente expressionista, pinta cidades, retratos, narrativas. Tema recorrente desde a primeira hora, a sua cidade natal irá afirmar-se como tema central, acompanhando a evolução do seu modo de pensar e fazer. Será Lisboa a protagonista do apaziguamento expressivo e acentuação poética da década de 1940; será Lisboa a servir de mote às experiências abstratizantes dos anos de 1950; e será Lisboa a ocupá-lo, quase em exclusivo, nas décadas finais". Carlos Botelho – Wikipédia,

"Autor de banda desenhada (BD), decorador, desenhador, ilustrador e pintor português, Carlos António Teixeira Bastos Nunes Botelho nasceu a 18 de setembro de 1899, em Lisboa, e faleceu a 18 de agosto de 1982, na mesma cidade.
Aos 30 anos ingressou na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, tendo saído um ano depois, frustrado com um ensino marcadamente clássico, rumando para França, num ambiente muito mais propício ao contacto com a vanguarda artística da época. Em Paris estudou nas Academias de Chaumière e de Colarossi. De regresso a Portugal, expôs no Salão dos Independentes (1930).
Esteve ligado ao ABCzinho, onde publicou banda desenhada (1924-1929) e foi presença assídua no suplemento "Sempre Fixe" do Diário de Lisboa, onde semanalmente apresentou uma página de BD, os "Ecos da Semana". Viu publicadas 1177 páginas de BD dos "Ecos", em que abordava assuntos, nacionais ou estrangeiros que tinham sido referência na semana anterior. Como se calcula, várias foram as páginas censuradas, que discretamente assinalou desenhando um mocho, tendo os "Ecos da Semana" sido publicados durante 22 anos e meio, entre 17 de maio de 1928 e 14 de dezembro de 1950. – excerto de
Carlos Botelho -