Jorge Trabulo Marques- Jornalista e dinamizador cultural
Junto ao altar do santuário da Pedra da cabeleira de Nº Sªa , cuja gruta é atravessada pelos raios do nascer do sol nos equinócio - Vídeo neste post
Dia da Língua Mirandesa 17 Set. Homenagem prestada ao Poeta Amadeu Ferreira, pioneiro da 2ª Língua Portuguesa, nos Templos-do-Sol, no Solstício do Verão - 21-07-2026 - Com poema lido em mirandês por Júlio Meirinhos.
O Presidente da República publicou esta quinta-feira uma mensagem em mirandês, para celebrar o dia desta língua, a segunda com reconhecimento
A 2ª A língua oficial de Portugal, reconhecida, há 28 anos, a 17-09- 1998, pela Assembleia da República . Continua a ser falada pelos nativos de Miranda do Douro. É ensinada nas escolas, carecendo, no entanto, de apoios para salvaguardar este importante património cultural
.O Presidente da República publicou esta quinta-feira uma mensagem em mirandês, que a descreve como "uma língua que se guardou na boca das pessoas, nas histórias de lareira, nos cantares e nas conversas de todos os dias, e que hoje também se encontra nos livros, que são a forma de a fazer durar". "Uma língua que se escreve é uma língua que fica. Por isso o Dia da Língua Mirandesa e a Festa do Livro em Belém dizem a mesma coisa de duas maneiras: que a cultura portuguesa é feita de muitas vozes, e que todas elas merecem ser lidas", afirma.
A próxima celebração é a do Equinócio do Outono, dia 23, às 08 horas e ao pôr-do-sol, em Chãs- de V. N de Chãs - Foz Côa , junto ao altar do Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nª Sraª com momentos poéticos e evocação à memória do Dr José Azeredo Perdigão, 37 anos na presidência da Fundação Gulbenkian, bem como de sua esposa Madalena Maria Madalena de Azeredo Perdigão, outro rosto, Criativo, Dinamizador, Tutelar e Mítico da Gulbenkian - Uma das maiores e mais importantes fundações da Europa e do mundo
O monumental megálito está orientado no sentido nascente poente, possui uma gruta em forma de semiarco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada no seu eixo no momento em que o Sol se ergue no horizonte, proporcionando uma imagem invulgar -Longe do habitual bulício urbano, em perfeita comunhão com a Natureza e com os olhos postos numa das mais esplendorosas imagens solares
. E, a partir das 19H no alinhamento da Pedra do caranguejo, cuja caverna. em forma de pequeno semiarco, é atravessada pelos raios solares, ao esconderem-se por detrás da linha do horizonte, na cordilheira que se estende de Sul para Norte da margem esquerda do maravilhoso vale da Ribeira Centieira
O monumental megálito está orientado no sentido nascente poente, possui uma gruta em forma de semiarco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada no seu eixo no momento em que o Sol se ergue no horizonte, proporcionando uma imagem invulgar -Longe do habitual bulício urbano, em perfeita comunhão com a Natureza e com os olhos postos numa das mais esplendorosas imagens solares
O primeiro manual destinado ao 1.º Ciclo do Ensino Básico em mirandês foi elaborado por professores de língua mirandesa e especialistas da EMPLM e da Associaçon de Lhéngua i Cultura Mirandesa (ALCM).
Poema lido, em mirandês, por Júlio Meirinhos nos Templos do Sol a um dos maiores investigadores da língua mirandesa: contista, dramaturgo, ensaísta e ficcionista, no passado dia 21 de Junho na celebração do Solstício do Verão, no Stonhenge Português- Chãs -Concelho de V. N de Foz Côa
Gaiteiros de Miranda do Douro - Numa das anteriores celebrações
A língua mirandesa tem a sua origem num dos romances que se formaram na Península Ibérica a partir do latim, o romance que deu origem à família de línguas astur-leonesas –onde a língua mirandesa se integra – ,que se formaram entre os séculos VI-VIII. Toda a região estava integrada no império romano e era habitada pelo povo Astur, e era a tribo dos Zoelas ou Zelas que tinha assento no que é hoje a terra de Miranda, embora ocupando uma área mais vasta que abrangia uma parte importante do actual distrito de Bragança, em Portugal, e a região de Carvalheda, de Alba e de Aliste, delimitada pela serra de Culebra e os rios Esla e Douro, na actual província de Zamora, em Espan
Amadeu José Ferreira nasceu a 29 de julho de 1950 em Sendim, Miranda do Douro. Faleceu, em Lisboa, no dia 1 de março de 2015) foi um advogado, escritor e professor universitário português e um estudioso e divulgador da l
íngua mirandesa. Foi ordenado comendador da Ordem do Mérito em 2004
Traduziu várias obras de referência da literatura portuguesa e universal para mirandês, nomeadamente, Os Lusíadas, de Camões, Mensagem, de Pessoa, os clássicos romanos de Horácio, Virgílio e Cátulo, os quatro evangelhos do Novo Testamento e ainda dois volumes da banda desenhada francesa Astérix. Chegou a escrever sob os pseudónimos Francisco Nebro, Marcus Miranda e Fonso Roixo.
Júlio Meirinhos, Líder do PROCOA da salvaguarda das gravuras do Vale do Côa: Uma figura bem conhecida em toda a região duriense e no pais. Possuidora de um prestigiado currículo, que ficou ainda conhecido como mentor da chamada Lei do Mirandês, a segunda língua oficial em Portugal, após a aprovação da lei na Assembleia da República, em 17 de setembro de 1998, que conferiu este estatuto ao idioma falado no Nordeste Transmontano, a que nos referiremos nos vídeos das suas intervenções.
Ambos nos empenhamos na defesa das gravuras do Vale do Côa- Isto, porque, naquele período polémico, o executivo camarário, apostava mais na construção da barragem.
O dia era de intenso calor: mesmo assim a iniciativa constituiu um grande sucesso, nas palavras sublinhadas pelos participantes e convidados –Júlio Meirinhos, Líder do PROCOA da salvaguarda das gravuras do Vale do Côa:
Uma figura bem conhecida em toda a região duriense e no pais. Possuidora de um prestigiado currículo, que ficou ainda conhecido como mentor da chamada Lei do Mirandês, a segunda língua oficial em Portugal, após a aprovação da lei na Assembleia da República, em 17 de setembro de 1998, que conferiu este estatuto ao idioma falado no Nordeste Transmontano, a que nos referiremos nos vídeos das suas intervenções.
Ambos nos empenhamos na defesa das gravuras do Vale do Côa- Isto, porque, naquele período polémico, o executivo camarário, apostava mais na construção da barragem.
Júlio Santana Meirinhos, foi o mais jovem presidente de Câmara do país: a de Miranda do Douro, a terra onde cresceu e se fez homem. Ex-deputado pelo PS e ex-governador civil de Bragança
.Cidadão honorário do Município de Miranda do Douro – Grau Ouro Agraciado pelo Estado Português com o grau de Comendador da Ordem Nacional do Infante D. Henrique. Eleito o “Melhor.Autarca do ano de 1986” – Prémio Telex de Prata – AN Membro do Comité das Regiões em Bruxelas
OUTRA DESTACADA PRESENÇA - Albertino Melo, natural de Viseu, Diretor Geral no sistema financeiro, atualmente consultor internacional, em Luxemburgo, tendo sido o mais jovem dos Presidentes eleitos do Académico de Viseu, que liderou ao longo de vários anos, desportista, consultor e viajante por muitas terras: que já nos deu o prazer da sua presença, há uns 4 anos, num percurso desta aldeia à Ervamoira, e com o qual também já nos reencontramos, em Lisboa, numa visita diplomática
Em vídeos a editar, teremos, pois, igualmente o prazer de destacar as palavras proferidas por Júlio Meirinhos, Albertino Melo , Olímpio Sobral e José Lebreiro.
O nosso abraço, pois, a todos os peregrinos, que nos deram o prazer da sua presença e de se associar a esta significativa e tradicional celebração, que temos organizado e realizado, desde há mais de duas ´décadas, visando não esquecer mas perdurar, a herança do património megalítico, especialmente dos alinhamentos sagrados dos equinócios.
Num evento que voltou a afirmar-se como um importante momento de valorização do património histórico, cultural e paisagístico do concelho de Foz Côa, da região e do país.-A celebração principal vai decorrer no santuário rupestre da Pedra da Cabeleira - Espelho solar de Hórus - A lembrar o antigo símbolo da mitologia egípcia, que a lenda cristã batizou de Pedra da Cabeleira de Nª Sra, como tendo ali deixado os cabelos gravados, na gravura escura existentes, quando ali se abrigou na sua fuga para o Egito
Jorge Trabulo Marques - Jornalista, fotojornalista, investigador e coordenador dos eventos, desde 2002
Equinócio do Outono 23-09-2023- A celebrar nos Templos-do-sol, em Chãs, de Foz Côa, às 08 horas em cujos amplos e purificadores espaços, Fernando Assis Pacheco - Poeta e Jornalista - abriu seus braços um mês antes de partir para eternidade.
Foi em Outubro de 1995. Estava-se em plena polémica das gravuras. Encontrei-o a meio da tarde desse dia, em Foz Côa, e já de regresso do Vale do Côa, para onde fora destacado, em reportagem, pela revista Visão.
Embora visivelmente cansado da jornada, saudou-me com um ar de muita satisfação e alegria, parecendo não dar por perdido o esforço da sua missão, cujo contentamento acentuou ainda mais quando me perguntou se eu era daqui. Respondi-lhe que era natural de uma aldeia que também tinha bonitas gravuras, no seu termo, as da Quinta da Barca, junto ao Côa, e uma fragas muito curiosas, nas proximidades, que gostaria que visitasse.
-Mais tarde, em 2001, quando ali descobri os alinhamentos solares com o nascer e pôr-do-sol, no ciclo das estações do ano, batizei a dita pedra de Pedra dos Poetas, elegendo o caprichoso altar como um local de peregrinação e evocação poética, tendo passado ali a ler poemas alusivos ao sol e às estações do ano ou ao espírito sensível dos inspirados pela Natureza ou pelas Musas
Fernando Assis Pacheco nasceu em Coimbra, 1 de fevereiro de 1937, cidade onde se licenciou em Filologia Germânica e onde viveu até iniciar o serviço militar, em 1961. Na juventude, foi ator de teatro
A celebração principal vai decorrer no santuário rupestre da Pedra da Cabeleira - Espelho solar de Hórus - A lembrar o antigo símbolo da mitologia egípcia, que a lenda cristã batizou de Pedra da Cabeleira de Nª Sra, como tendo ali deixado os cabelos gravados, na gravura escura existentes, quando ali se abrigou na sua fuga para o Egito
A próxima celebração do Equinócio do Outono, é dia 23, com momentos poéticos e evocação à memória do Dr José Azeredo Perdigão, 37 anos na presidência da Fundação Gulbenkian, bem como de sua esposa Madalena Maria Madalena de Azeredo Perdigão, outro rosto, Criativo, Dinamizador, Tutelar e Mítico da Gulbenkian - Uma das maiores e mais importantes fundações da Europa e do mundo
A voz de José Azeredo Perdigão - Tributo à sua memória do jornalista que o entrevistou e o que vai recordar na celebração do equinócio do Outono, dia 23 do corrente, às 08 horas, num dos alinhamentos sagrados dos templos-do-sol, em chãs, de V. N. de foz Côa. quatro dias depois de passarem 130 anos do seu nascimento
Fundação Gulbenkian - Azeredo Perdigão – 1896-1993 Recordando a voz e o homem na 1ª pessoa –“Administração da Fundação Gulbenkian, absorve-me toda a minha atividade... Hoje a minha vida é esta cadeira, onde estou sentado” - “Eu não sou velho, sou antigo!... Que é uma coisa diferente.
Associe-se à maravilha do Olho de Hórus no Equin
CASTRO DO CURRAL DA PEDRA - Que se ergue nas proximidades, poderá ter-se chamado a povoação de Izeda - Nome porventura derivado deÍsis (ou Isidis, na sua forma latina) tida originalmente como a deusa da maternidade, da magia, da cura e da proteção.
É recordado por Joaquim Trabulo, filho do irmão de minha mãe, Acácio Trabulo, no seu livro"Por Veredas do Vale do Côa - Roteiros de Chãs, acerca da origem da chamada Pedra da Cabeira de Nª Sra, cuja gruta em forma de semiarco é atravessada pelos raios solares do nascer do sol no 1º dia dos Equinócios do Outono e da Primavera, " que o lugar do santuário rupestre parece conter uma certa magia e um certo segredo! (...)
"Sabemos que no antigo Egipto do concelho de Longroiva, que abrangia esta zona até ao Côa, existiu uma povoação chamada Izeda. Nas inquirições de D. Dinis, a descrição do julgado de Longroiva diz o seguinte: "Dizem as testemunhas de Longronha e Muxagata e Izeda e outros lugares que o herdamento do Temple tragem tudo por honra" (...) Ora, Pinho Leal, no seu dicionário Corográfico, diz que "Ized"a (...) também pode ser derivada de Isidis e cujo culto se propagou por quase todo o mundo, sendo também adoptado pelos Suevos"
Isis chegou a ser considerada no mundo romano a imagem da deusa universal; e em sua honra celebraram-se mistérios iniciáticos e grandes festas públicas. Para os egípcios era a deusa da fertilidade e os gregos compararam-na a Frodite, a protetora do amor. Isis casou com Osiris, seu irmã, tendo resultado desse casamento um filho - Hórus, o terceiro membro da trindade egípcia."
O maciço dos Tambores, a curta distância da aldeia de Chãs, de Vila Nova de Foz Côa, uma vez mais vai ser o cenário evocativo para assinalar a celebração do Equinócio do Outono Em cerimónia simples, mas de expressivo simbolismo, pendor místico e histórico, frente ao portal do antigo altar sacrificial do santuário rupestre, conhecido por Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora, com belos momentos de poesia, bem-dizendo e festejando os dias da estação mais nostálgica do ano. Justamente, no dia em que, a luz se reparte com a das trevas, em que o dia e noite, tem aproximadamente a mesma duração de 12 horas, o que só sucede, e durante todo o ano, na linha do Equador
Esta é a estação marcada por migrações de animais e pelas colheitas e o cair da folha de muitas árvores, recebemo-la hoje no recinto amuralhado do Santuário Sacrificial da Pedra da Cabeleira, localizado numa zona castreja em Chãs, concelho de Vila Nova de Foz Côa.
O enorme penedo está orientado no sentido nascente-poente e possui uma gruta em forma de semi-arco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada no seu eixo no momento em que o Sol se ergue no horizonte, proporcionando uma imagem invulgar
Castro do Curral da Pedra
Está situado no lugar de Quebradas-Tambores, num rochoso planalto sobre o Vale da Ribeira de Piscos, em cujo curso se situam alguns dos principais núcleos de gravuras rupestres classificados como Património da Humanidade. Mas o fenómeno poderá começar a ser visto de véspera, a 21, Domingo – Oportunidade excelente para principiar bem um santo dia. Num local agreste mas encantador - Longe do habitual bulício urbano, em perfeita comunhão com a Natureza e com os olhos postos numa das mais belas imagens solares!!
Alcandorado na vertente do afloramento granítico, e num ponto predominante, existe ainda um outro calendário pré-histórico, conhecido pela Pedra do Sol, apontado ao pôr-do-sol do dia maior do ano. onde decorrem as celebrações do Solstício do Verão, já consideradas como o Stonehenge português.
A primeira referência ao Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora. foi feita por Adriano Vasco Rodrigues, no seu estudo publicado em 1982, sobre a História Remota de Meda., que o classificou como local de culto ou de sacrifícios.
“O MAR DA MINHA TERRA É DE GRANITO” – Diz o poeta, escritor, dramaturgo, jornalista e advogado, Manuel Daniel, natural de Meda, mas que , depois de ter peregrinado por várias partes do pais, dedicado à causa pública, em Pombal, S. João da Pesqueira, Reguengos de Monsaraz, Guarda, nas tesourarias e repartições de Finanças, acabaria por se fixar em Vila Nova de Foz Côa, a cuja cidade se entregaria com grande amor e paixão, como se fosse terra sua, tendo aqui exercido, a par do trabalho da advocacia e do jornalismo e de um intenso gosto pela literatura, que desde bem cedo cultivou, com vários livros publicados nos diferentes géneros literários.
Pedro Daniel - filho de Manuel Daniel
MANUEL DANIEL - HOJE OS OLHOS DO POETA JÁ NÃO PODEM CONTEMPLAR A LUZ DO DIA - ESTÁ COMPLETAMENTE CEGO - Mas nós não o esquecemos de, uma vez mais, ali lermos, com muito gosto, versos de sua autoria, justamente no pequeno altar dos poetas, onde, no solstício de Junho de 2011, ali ergueu a sua voz para se associar à evocação do poeta Fernando Assis Pacheco
Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Organizador das celebrações nos alinhamentos sagrados desde 2002
A próxima celebração do Equinócio do Outono, é dia 23, com momentos poéticos e evocação à memória do Dr José Azeredo Perdigão, 37 anos na presidência da Fundação Gulbenkian, bem como de sua esposa Madalena Maria Madalena de Azeredo Perdigão, outro rosto, Criativo, Dinamizador, Tutelar e Mítico da Gulbenkian - Uma das maiores e mais importantes fundações da Europa e do mundo
A voz de José Azeredo Perdigão - Tributo à sua memória do jornalista que o entrevistou e o que vai recordar na celebração do equinócio do Outono, dia 23 do corrente, às 08 horas, num dos alinhamentos sagrados dos templos-do-sol, em chãs, de V. N. de foz Côa. quatro dias depois de passarem 130 anos do seu nascimento
Fundação Gulbenkian - Azeredo Perdigão – 1896-1993 Recordando a voz e o homem na 1ª pessoa –“Administração da Fundação Gulbenkian, absorve-me toda a minha atividade... Hoje a minha vida é esta cadeira, onde estou sentado” - “Eu não sou velho, sou antigo!... Que é uma coisa diferente.
Associe-se à maravilha do Olho de Hórus no Equinócio do Outono 23-09-2026 às 08 horas. Um dos símbolos mais fascinantes da mitologia egípcia - A contemplar num dos altares dos Templos-do-Sol, arredores da aldeia de Chãs. de V. N. de Foz Côa erguido no Maciço dos Tambores, onde termina a Meseta Ibérica e principia o reino do xisto - A que uma lenda cristã, passou a chamar de Pedra da Cabeleira de Nª Sra, por ali ter deixado os cabelos gravados durante a sua fuga para o Egito
Local mágico, pleno de história e de misticismo, dos tais lugares da terra onde a beleza e o esplendor solar podem repetir-se à mesma hora e com a mesma imagem contemplativa de há vários milénios pelos povos que habitaram a área: longe do habitual bulício urbano, em perfeita comunhão com a Natureza e com os olhos postos numa das mais esplendorosas imagens solares
E, se tocar um instrumento musical, não deixe de o levar para melhor sentir - corporal e espiritualmente - a intrínseca beleza do fenómeno astronómico proporcionado pelo nascer do sol no majestoso alinhamento sagrado. Sim, confiantes de que as condições atmosféricas o permitam: as nuvens não ofusquem os raios solares que atravessam o semiarco da sua gruta marca o início do Outono no Hemisfério Norte.
Este é, pois, um dos alinhamentos sagrados, erguidos nas proximidades, das muralhas de um antigo castro, que se situa no ponto mais proeminente do granítico planalto do maciço dos Tambores e Mancheia, no qual termina a Meseta Ibérica e começa o reino do xisto e se localiza um dos principais núcleos de gravuras rupestres classificados como Património da Humanidade. - O Núcleo de gravuras da Ribeira dos Piscos
Poeta João de Deus – Lido e cantado numa câmara de ressonância pré-histórica Por António Ponces de Carvalho, e de sua esposa Filomena
O Dia dos Milagres” Nos Templos do Sol – de Francisco Moita Flores - Solstício do Verão 2016
O monumental megálito do Olho de Hórus, conhecido por Pedra da Cabeleira de Nª Srª, está orientado no sentido nascente poente, possui uma gruta em forma de semiarco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada no seu eixo no momento em que o Sol se ergue no horizonte, proporcionando uma imagem invulgar -Situa-se num pardo ermo de um impressionante afloramento granítico, conhecido por Tambores, numa vasta área de abundantes vestígios pré-históricos, entre os quais avulta o Castro do Curral da Pedra
Poeta Manuel Daniel - Equinócio do Outono 20 21
Antigas civilizações, “entendiam que os locais de poder eram curativos, davam vigor, e geralmente é uma experiência particular. Locais especiais nos ajudam a que possamos reconstruir um momento de plenitude, onde nosso espírito se abre, sentindo abarcar o mundo
Ídolos rochosos que transmitem ciência, saberes e misticismo ancestral perdido ou sensivelmente apegado no tempo, mesmo assim perpetuado em majestosos monumentos megalíticos de Pedra - É o que sucede nos maciços dos Tambores e Mancheia, no termo da freguesia de Chãs, concelho de V. N de Foz Côa,
Artista João Canto e Castro.
Olho de Hórus. Símbolo Sagrado do antigo Egito que significa poder, proteção, cura e regeneração. usado como amuleto para afastar o mau-olhado, energias negativas, inveja e doenças. A que a lenda cristã, passou a dar o nome de Pedra da Cabeleira de Nª Srª: porque: "durante a fuga de Nª Srª para o Egito, ao passar pelo maciço dos Tambores, num acalorado dia de Verão, se teria abrigado por debaixo desta lapinha, deste megalítico, .
E, quando, a Virgem Maria se retirou, que os seus cabelos teriam ficado gravados na rocha, aonde tinha encostado a cabeça " No entanto, para o saudoso Prof. Moisés Espírito Santo, o significado deste símbolo de uma pintura rupestre que ali existe no topo de um nicho à entrada do lado direita deste alinhamento sagrado, teria mesmo o significado de símbolo solar.
Entre outras referências do importante estudo que nos ofereceu, disse: "Visitei o monte dos Tambores para observar o calendário rupestre e dei particular atenção aos nomes dos sítios e das pedras que constituíram o calendário. O que vou expor não consta nos livros de História de Portugal onde notamos uma crassa ignorância e uma verdadeira fobia quanto à cultura dos nossos antepassados lusitanos
E, referindo-se, ao Maciço dos Tambores, sublinhou “Tambores «é o nome do monte onde encontramos o calendário rupestre. Tambores é uma corrupção fonética do vocábulo cananita e hebraico tabor que, literalmente, significa «umbigo» e, metaforicamente, «centro da terra, parte mais elevada da terra, umbigo da terra», quer dizer, um monte sagrado. Jerusalém é classificada de «umbigo da Terra» (Ezequiel 38:12).
Também existiu na Palestina (antiga Fenícia) um monte Tabor onde o Antigo Testamento (Juizes, 9:38, Deuteronómio 33:19) situa um santuário hebraico e sobre o qual Jesus se transfigurou perante alguns discípulos (Mateus 17:1-9). O monte dos Tambores, em Foz-Coa, foi um santuário lusitano/fenício ao Sol, como vamos ver” – Excertos das suas palavras.
Equinócio do Outono 23-09-2026 - Momento em que a Terra é iluminada pelo Sol de igual forma no hemisfério sul como no hemisfério norte - , vai ser celebrado, no próximo dia 23, entre as 08.00 e as 08.30 da manhã, frente ao portal de um antigo santuário rupestre, em Chãs, concelho de V. N de Foz Côa, conhecido por Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora, com momentos de música, de poesia e uma cerimónia religiosa alusiva à bênção dos frutos
Se quer reviver a mesma imagem que os nossos ancestrais veneravam, o mesmo esplendor solar contemplado pelos povos, que se abrigavam nas cabanas ou por entre as concavidades das rochas, em estreita convivência com a natureza e conhecedores de muitos dos seus segredos, não deixe de estar presente, entre as O8.OO e O8.3O, dia 23, em mais um acto evocativo, no Monte dos Tambores, onde será assinalada a entrada do Equinócio do Outono.
Não tinham relógios nem calendários, como hoje os temos, mas nem por isso deixavam de saber quando uma estação terminava e outra começava. Erguiam enormes blocos ou aproveitam-se de outros já existentes e adaptavam-nos para as suas observações astronómicas. Fazendo deles, além de verdadeiros monumentos, também os seus locais de culto e de cura. Muitos caíram no esquecimento ou foram destruídos. Porém, outros, ainda subsistem em vários pontos do Globo: o mais famoso é Stonehenge e, em Portugal, os templos do sol, no maciço dos Tambores, aldeia de Chãs, onde são celebrados os ciclos do ano e evocados, tempos idos.
Bispo Emérito de S. Tomé e Príncipe, Dom Manuel dos Santos - Equinócio de Outono 2015
Alinhamento da Pedra Carangueijo ao pôr do sol - Nos Equinócios
São conhecidos por alinhamentos sagrados, remontam ao período megalítico e existem em várias partes do mundo, mas sobretudo na Europa. Sendo o mais famoso o Stonehenge. Muitos destas gigantes estruturas estão em perfeito alinhamento com os corpos celestes, especialmente com os Equinócios e os Solstícios - Perpetuam memórias de verdadeiros calendários astronómicos, que antigas civilizações elegeram como especiais locais de culto – No maciço dos Tambores
Durante a ocupação romana da Península Ibérica (Lusiânia e Galécia), os cultos orientais expandiram-se por todo o império. O culto à deusa egípcia Ísis e a Serápis chegou ao atual território português. Vestígios arqueológicos — como inscrições epigráficas, estatuetas e amuletos descobertos em cidades romanas como Olisipo (Lisboa), Bracara Augusta (Braga) e Scallabis (Santarém) — comprovam que as populações locais integraram divindades egípcias nos seus rituais religiosos diários há dois mil anos.
É recordado por Joaquim Trabulo, filho do irmão de minha mãe, Acácio Trabulo, no seu livro"Por Veredas do Vale do Côa - Roteiros de Chãs, acerca da origem da chamada Pedra da Cabeira de Nª Sra, cuja gruta em forma de semiarco é atravessada pelos raios solares do nascer do sol no 1º dia dos Equinócios do Outono e da Primavera, " que o lugar do santuário rupestre parece conter uma certa magia e um certo segredo! (...)
"Sabemos que no antigo Egipto do concelho de Longroiva, que abrangia esta zona até ao Côa, existiu uma povoação chamada Izeda. Nas inquirições de D. Dinis, a descrição do julgado de Longroiva diz o seguinte: "Dizem as testemunhas de Longronha e Muxagata e Izeda e outros lugares que o herdamento do Temple tragem tudo por honra" (...) Ora, Pinho Leal, no seu dicionário Corográfico, diz que "Ized"a (...) também pode ser derivada de Isidis e cujo culto se propagou por quase todo o mundo, sendo também adoptado pelos Suevos"
Isis chegou a ser considerada no mundo romano a imagem da deusa universal; e em sua honra celebraram-se mistérios iniciáticos e grandes festas públicas. Para os egípcios era a deusa da fertilidade e os gregos compararam-na a Frodite, a protetora do amor. Isis casou com Osiris, seu irmã, tendo resultado desse casamento um filho - Hórus, o terceiro membro da trindade egípcia."
(...) O lugar do Santuário Rupestre da Pedra de Nº Sra, que se ergue sobre uma laje de um recinto circular amurado com 150 metros de perímetro, tendo-lhe sido dado o nome de uma lenda cristã, de que "durante a fuga de Nª Srª para o Egipto, ao passarem pelo maciço dos Tambore, num acalorado dia de Verão, descansaram debaixo dessa lapinha. E, quando, a Virgem Maria se retirou, os seus cabelos ficaram gravados na rocha, aonde tinha encostado a cabeça " -Sim, de uma pintura rupestre que ali existe no topo de um nicho à entrada do lado direita deste alinhamento sagrado.
O primeiro dia do Outono, no maciço dos Tambores, pode ainda ser contemplado junto ao altar que eu batizei de Pedra do Caranguejo, que é de facto a configuração que toma um outro megálito, na mesma área, encimado na laje, cuja base é atravessada pelos raios solares do pôr do sol. Uma das anteriores observações, foi presenciada por um grupo de estudiosos e entusiastas pelos chamados lugares de poder, . António Oliveira, Eng Informático; António Filipe , de Coimbra; Leandro Batista, Terapeuta, Teresa, Engª Geotécnica
LUGARES DE PODER, ENERGIA E PURIFICAÇÃO FÍSICA E ESPIRITUAL
SETE ALINHAMENTOS
Este um dos sete alinhamentos existentes no planalto do Maciço dos Tambores e suas vertentes, , sobranceiro ao maravilhoso e férti vale da Ribeira Centeeira, onde termina a Meseta Ibérica da pedra granítica e principia o reino xisto.
Até à presente data, foram descobertos sete alinhamentos: Pedra da Cabeleireira de Nª Senhora, atravessada pelos raios solares do nascer do sol nos Equinócios; a Pedra do Solstício, alinhada com o pôr do sol do Solstício do Verão; "As Portas do Sol, alinhada com o nascer do sol do Solstício do Inverno e o pôr do sol do Verão; Pedra Phallus Impudicus, alinhada com o nascer do sol do Solstício do Inverno ;a Pedra da Ursa Maior com as sete fossetes, alinhada com os Equinócios e com simbologia ou enquadramento com Ursa Maior e a Pedra Caranguejo, atravessada pelos raios solares do pôr do sol dos equinócios
Não são meras obras da Natureza - Mas ancestral herança dos povos que ali se fixaram e de que ainda persistem abundantes vestígios, quer de utensílios, quer de abrigos como das mais variadíssimos sinais da sua presença-
solstício 2008
De facto, a avaliar pelos vestígios arqueológicos, já estudados, o maciço dos Tambores, é um importantíssimo livro aberto da pré-história: sobranceiro a um dos mais belos e férteis vales da hidrografia do Vale do Côa, ali se refugiaram povos muito antigos, nomeadamente do neolítico, calcolítico, da idade do ferro e do bronze, que, aproveitando os naturais abrigos, as cavernas abertas nos enormes megálitos, as concavidades e grutas dos encastelados afloramentos, ali implantaram os seus acampamentos, valendo-se de grotescas lascas e pedras soltas, de cujas construções ainda prevalecem abundantes vestígios -
Ali sepultaram os seus mortos, cultuaram os seus deuses, ergueram sagrados altares, que tanto podiam servir como locais de culto e de sacrifícios, como de espantosos observatórios astronómicos. - Assim o testemunham os vários alinhamentos sagrados, já descobertos - direcionados com o fim e o inicio de cada estação do ano - Assim o testemunha o olhar maravilhado de todos aqueles que têm assistido às nossas festas e celebrações, junto desses mesmos altares.