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sábado, 14 de março de 2026

Equinócio da Primavera 20-03- 2026 - Em Chãs- V.N. de Foz Côa às 07Horas no Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nª Srª-– Num dos raros calendários pré-históricos que resistiram ao desgaste de várias civilizações e milénios

Jorge Trabulo Marques - Coordenador do evento

Venha contemplar, com os seus próprios olhos,  uma das maiores maravilhas da pré-história – Num dos raros calendários que resistiram ao desgaste de várias civilizações e  milénios







início da primavera  2026 , em Portugal, ocorre 20 de março, sexta-feira. E  o  horário muda na primavera, o que acontece no dia 29 de março de 2026, último domingo de março. Nesse dia, a 1 hora da madrugada, deve-se adiantar o relógio uma hora 

Vem aí a Primavera 2026 – Dia 20, às 07 horas- Junte-se a nós e venha celebrar, ao nascer do sol, a estação mais florida do ano, momento em que a Terra é iluminada de igual modo no hemisfério sul como no hemisfério norte, aldeia de Chãs, do concelho de V. N. de Foz Côa.

Jorge Trabulo Marques - Coordenador do Evento - E, entre outras colaborações, especialmente de António Lourenço, José Lebreiro, Agostinho Soares, Adriano Ferreira, Pedro Daniel  .A Radiestesia de António Filipe. E, por várias vezes, com a presença do Dr. João Paulo Sousa, quer na qualidade de Vereador da Cultura, quer posteriormente como Presidente da CM de V. Nova de Foz Côa -E que, em Nov de /2025 passou assumir a gestão e a salvaguarda do Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC) e do Museu do Côa (MC)


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Escritor Francisco Moita Flores, em 2016. Convidado de honra: leu poemas e falou-nos da sua obra literária: do então mais recente livro Dia dos Milagres",- Aqui recordo, com muito prazer, alguns desses belos momentos, na celebração do solticio do Verão, em 20 de Junho 2016 - Noutro dos calendário solares, ali existentes Este alinhado com o pôr-do-sol do dia maior do ano.

Francisco Moita Flores- Escritor, comentador, investigador, antigo inspetor da Polícia Judiciária e antigo Presidente da Câmara Municipal de Santarém, Francisco Moita Flores é o verdadeiro homem dos sete ofícios.

Se as condições atmosféricas o permitirem, os participantes "poderão ali viver momentos de raro esplendor, alegria e misticismo, tal como, em tempos idos, os antepassados, que ali se fixaram, os teriam vivido, quando ali celebravam e saudavam os seus  ídolos. Num local Sagrado de cura, cruzado pelas energias benfazejas terrestres, que os homens da era da pedra lascada edificaram, cultuaram e veneravam com o seus ritos ancestrais -  40º 59´ 39.94" N - 7º 10´ 35-46" W

Vários têm sido os investigadores deste santuário, que a estes espaços se têm deslocado e debruçado sobre o monumental megálito:

Além dos primeiros estudos de Adriano Vasco Rodrigues, que classificou, o recinto da Pedra da Cabeleira, como "local de culto ou de sacrifícios" e do levantamento arqueológico da área, levado a acabo por Sá Coixão e por técnicos do Parque Arqueológico, já aqui se deslocaram, entre outros estudiosos e imvestigadores, Gonçalves Guimarães, Lima Garcia, o astrónomo Máximo Ferreira, e, posteriormente, Moisés Espírito Santo, bem como o autor do famoso livro - Agulhas de Pedra, A Acupunctura da Terra – o escritor e radiestesista, Tom Graves, que veio expressamente da Austrália para visitar o local

E também prestigiadas presenças: desde os poetas Manuel Pires Daniel e Fernando Assis Pacheco; netos do poeta João e Deus; Francisco Moita Flores; do pintor e poeta Carlos Nascimento e sua amada esposa ;Dom Manuel dos Santos, então Bispo da diocese de S. Tomé e Príncipe; assim como outras distintas figuras santomenses

Vem aí a Primavera 2026 – Dia  20, às 07 horas-  Junte-se a nós e venha celebrar, ao nascer do sol,  a  estação mais florida do ano, momento em que a Terra é iluminada de igual modo no hemisfério sul como no hemisfério norte 

De uma forma singela, mas prenhe de esplendor, de encantamento e de alegria,  lendo poemas , alusivos à Primavera e em louvor da Mãe Natureza, no recinto amuralhado do Santuário Sacrificial da Pedra da Cabeleira, Maciço dos Tambores, arredores da aldeia de Chãs, concelho de Vila Nova de Foz Côa, Portugal

A primeira referência do imponente megálito, que sugere a existência de um antigo culto solar e posto de observação astronómico, foi feita por Adriano Vasco Rodrigues, no seu estudo publicado em 1982, sobre a História Remota de Meda., de cuja investigação aqui transcrevemos, com a devida vénia, um pequeno excerto: “Também na freguesia de Chãs, que foi outrora anexa de Longroiva e agora pertence ao concelho de Vila Nova de Foz Côa, localizei, a curta distância da povoação, na Lapa de Nossa Senhora, no interior de um penedo com forma de crânio, um nicho contendo algo que parece a pintura de uma cabeleira humana”  

 “O penedo tem o seu assento sobre uma vasta superfície rochosa granítica. A face poente está desbastada como uma enorme testa. Na parte interior rasga-se uma abertura com cerca de um metro de diâmetro, que dá entrada para uma espaçosa câmara com o exterior por outra abertura rasgada na face ocidental.” 
 “No tecto desta câmara notam-se manchas avermelhadas de uma pintura de ferro parecendo resultarem de uma pintura destruída pela erosão produzida pela corrente de ar, estabelecida pelas duas entradas.


Em 1957, tive oportunidade de estudar a fraga conhecida com o nome da Cabeleira de Nossa Senhora, que classifiquei como santuário pré-histórico, integrado cronologicamente na revolução neolítica। Pelas suas características sugere a existência de um culto ao crânio, característico, na Península Hispânica, da transição do Paleolítico para o Neolítico, segundo o Prof. Pericot. A identificação com uma entidade feminina, que sofreu consagração à Virgem Maria, acompanhada de lenda popular, sugere um culto inicial à Deusa Mãe, símbolo da fertilidade.



Video de um dia especial






Equinócio da Primavera 20 de Março 2026- A celebrar em Chãs- V.N. de Foz Côa às 07Horas no Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nª Srª- Uma  das maiores maravilhas da pré-história – Num dos raros calendários que resistiram ao desgaste de várias civilizações e  milénios


Poeta Manuel Daniel – Momentos a recordar no dia em que partiu para a eternidade  -  Video de tributo de  saudade à voz do autor o "Mar da Minha Terra é de Granito e outros belos poemas 

Deixou-nos,   em 22 de Janeiro de 2021 - Recordamos a sua voz e outros dos belos momentos poéticos, em sua casa e nos Templos do Sol, do autor de “O Coração Acordado”, entre muitas outras obras literárias – Foi uma das vitimas da Convid 19 - Natural de Meda, tendo residido, desde há vários anos, em V.N. de Foz Côa, onde fez grande parte da sua vida - Advogado, escritor, jornalista, poeta, dramaturgo, autor de 40 peças de teatro, nomeadamente para crianças, 20 das quais ainda inéditas - Espírito solidário e associativo, de sensibilidade relevante, em associações de solidariedade social, nomeadamente no Lar da Santa Casa da Misericórdia e na Associação Humanitária dos bombeiros de Foz Côa na qual foi seu Presidente da Assembleia Geral, 20 anos, desde 1979 a 1999


Profundo estudioso, um homem de cultura, tendo dedicado muitos anos da sua vida à função pública e à vida autárquica, cujos olhos, desde há alguns anos, tinham deixado de ver a luz do dia, despediu-se da vida,–aos 86 anos - Faleceu no Hospital da Guarda, onde havia sido internado,


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O início da agricultura está ligado ao culto da Deusa Mãe, privilegiando a germinação das plantas. Foi trazido do Médio Oriente para o Ocidente peninsular pelos primeiros povos agricultores.

Junto deste santuário localizei uma pequena cavidade em forma de concha, que poderá ter servido para recolha de sangue proveniente de sacrifícios. Em frente de uma das entradas do abrigo interior daquela fraga, havia uma pedra quadrangular, com 1,5 m. de lado, em forma de arco, que se adaptava perfeitamente, deixando uma abertura suficiente para permitir a entrada dos raios solares..


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O jornalista Jorge Trabulo Marques, natural das Chãs, do concelho de Vila Nova de Foz Côa, que meritoriamente tem pesquisado toda esta área, levantou o problema de se tratar de um calendário solar, tendo o homem pré-histórico aproveitando este monumento natural e adaptando-o, como se comprovou pela presença da pedra, que atrás referi। Esta hipótese não foi levantada despropositadamente, pois está comprovado por testemunhos de períodos coevos em que foram levantados calendários relacionados com a marcação de solstícios de Verão e de Inverno। O culto ao Sol é fundamental nas sociedades primitivas e o conhecimento do calendário das estações para poderem fazer as sementeiras। O culto à Deusa Mãe e ao Sol dos primeiros agricultores está relacionado।

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Também já num tempo pré-histórico mais próximo dos nossos dias, temos o exemplo de Stonehenge, convidando à observação do Sun rose e do summer solstice. Na Irlanda, o túmulo chamado New Grange, mostra uma abertura pela qual entra a luz solar no dia do solstício de Inverno percorrendo a câmara até à sua parede final.

Poderei citar muitos mais testemunhos da riqueza pré-histórica da região, os quais localizei através das minhas prospecções, entre eles, necrópoles, grutas, abrigos, castros e dos mais representativos a Estátua-menhir de Longroiva, representando um homem, possivelmente um caçador, acompanhado pelo mesmo equipamento do homem encontrado na geleira do Tirol, em Setembro de 1991, entre a Itália e a Suíça, conhecido por Ossi.







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BENEFÍCIOS E FILOSOFIA DO SOL

Tem sido até agora – o cintilante
E antigo Sol, amigo da Harmonia,
Que me tem ensinado, cada dia.
 A  desprezar a Morte, escura e errante.

As densas nuvens de porvir distante
Desenha-as a sua épica alegria,
E a sua heroica e sã filosofia
Nada, até hoje, iguala e é semelhante.

Decerto: é grato ao sofrimento insano
Dos tristes, quando surge o rosto humano
Da lua, abrandecer o céu com ais…

Mas quando é que dobrou a Sorte,
A alma do faquir – paciente e forte, -
Mais sereno que as plantas e os metais?

In Claridades do Sul – Gomes


 A Celebração do Solstício do Verão nos Templos do Sol, com os raios do pôr-do-sol, em perfeito alinhamento com a crista de um majestoso megalítico de forma esférica e, outra nos Equinócios da Primavera e do Outono, aos nascer-do-sol com seus esplendorosos raios atravessando a gruta de outro surpreendente monólito, que parece desafiar as leis da gravidade, que se erguem no Maciço dos Tambores, arredores da aldeia de Chãs, festividades estas, que já se repetem há mais de duas décadas, com vista a recuperar tradições ancestrais, dão sempre as boas-vindas a todos os espíritos sensíveis e apaixonados pelo nosso passado histórico mais antigo e da Humanidade, independentemente da sua crença religiosa – Em que sol surge como espelho de Deus ou fonte da vida

Vinde, e sede bem-vindo! Em 2015, com a honrosa e mistica presença do Bispo de S. Tomé e Príncipe, Dom Manuel dos Santos,. no equinócio seguinte, o do Outono - Vinde e sede Bem-Vindo às portas hospitaleiras da minha aldeia,
à amplidão dos grandes espaços,
aos silenciosos caminhos e atalhos, trilhos milenares,
que vos hão-de levar ao reino misterioso
das Quebradas e dos tambores, vasto planalto sulcado
por cerros morros, semeado por negros penedos,
rasgado por rudes penhascos,
ladeado por muralhas de ladeiras escalvadas,
denegridos flancos muito agrestes, muito abruptos,
coroados por esfíngicos bustos, desnudadas fragas,
hercúleos titãs, figuras míticas e trágicas,
há muito divinizadas por homens de outrora
e pelos olhares sagrados dos seus deuses
que, em rituais bárbaros, os adoravam e invocavam!

Vinde ver esses calmos e míticos lugares,
esculpidos por estranhos perfis, que ora surgem isolados
ora se amontoam, mesmo nas superfícies planas, não escarpadas
e que, desde o princípio das eras, desde os recuados tempos
em que foram habitados, ainda conservam intacta a sua divina pureza,
ainda hoje, guardam mil segredos, encerram mil mistérios!
- Seduzem-nos, arrebatam-nos! Convidam-nos a deambular,
sem rumo e sem destino, rendidos à contemplação
do que, à nossa frente, aos nossos pés,
a cada passo, vamos descobrindo,
ante o nosso olhar deslumbrado,
o eterno enigma do desconhecido,
a imensidão do infinito!...

Tal como diz o imortal poeta, o iluminado!
Vinde comparar os altares erguidos por nossas mãos
com os sagrados lugares da Natureza, que,
unindo a Terra aos Céus,
não limitam, nem os nossos passos,
nem cerceiam a nossa imaginação,
na infindável procura de se encontrarem
os verdadeiros laços que nos unem a Deus,
em uníssono diálogo e profundo canto interior,
com a Criação, a Sua Vontade Suprema,
as suas maravilhas e os seus prodígios!