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terça-feira, 16 de junho de 2026

Solstício do Verão 21 de Junho 2026 - A celebrar em Chãs, de Foz Côa, 18.30 h - 20 h45 no Stonehenge Português, um dos alinhamentos sagrados ali existentes - Calendários solares alinhados com o nascer ou pôr-do-sol do 1º dia dos ciclos das estações do ano - os Solstícios e Equinócios - Vivendo momentos de grande alegria e espiritualidade. que nos fazem recordar ou transportar à incomparável beleza e monumentalidade da herança megalítica das sociedades neolíticas, harmonizadas às festividades dos ciclos astronómicos, com a agricultura e a fertilidade

  Jorge Trabulo Marques - Coordenador e dinamizador do evento, desde há mais de duas décadas

  Solstício do Verão 21 de Junho 2026 - A celebrar em Chãs, de Foz Côa, 18.30 h - 20 h45 no Stonehenge Português, um dos alinhamentos sagrados ali existentes -  Calendários solares alinhados  com o nascer ou pôr-do-sol  do 1º dia dos ciclos das estações do ano -  os Solstícios e Equinócios - Vivendo momentos de grande alegria e espiritualidade. que nos fazem recordar ou transportar à incomparável beleza e  monumentalidade da  herança megalítica das sociedades neolíticas, harmonizadas às festividades dos ciclos astronómicos, com a agricultura e a fertilidade 


O Solstício de Verão 2026, o dia mais longo do ano para o Hemisfério Norte, o tão desejado, vai ser celebrado a partir das 18 h 30, desde o adro da igreja da aldeia em direção aos monumentais calendários pré-históricos, com o tradicional cortejo celta, composto por personagens envergando túnicas brancas, representando o papel dos lendários sacerdotes druidas, lembrando os seus antigos rituais ou tradições, ação evocativa esta abrilhantado pelo grupo de Gaiteiros Tok d'gaita de Miranda do Douro

Pudendo, não deixe de se associar a celebração do inicio da estação  associada aos dias de descontração no campo florestado ou nas praias marítimas ou insulares, aos dias longos sim, a ,esta maravilha megalítica alinhada com os raios solares da despedida do dia maior do ano no Hemisfério Noite   - 

Como já vai sendo habitual, o convite é dirigido não só à população da aldeia, do concelho e da região, mas também a estudiosos, investigadores, aos adoradores do sol e a todos aqueles que se interessem em aprofundar o passado histórico e cultural destas terras, em celebrar os ciclos da natureza, as tradições e os seus cultos ancestrais.

A extraordinária imagem, configurando uma gigantesca esfera terrestre ou a esplendorosa configuração de um enorme globo solar projetando os seus dourados raios, a poente, foi por mim registada, e pela primeira vez, cerca das 20.45 horas do dia 21 de Junho de 2003

Observado pela face voltada a norte, faz-nos lembrar um busto feminino, com orelha e nariz  apontado a poente. Do lado oposto, um perfil de cariz masculino.

Trata-se. vom efeito, de um imponente bloco granítico de forma arredondada, com três metros de diâmetro e a configuração do globo solar e da esfera celeste, que se supõe ter sido posto de observação astronómico e local de culto por antigos povos que habitaram a área -Desde o neolítico e calcolítico, civilizações de que existem abundantes vestígios - Porém, observado de perfil voltado a ponte, o referido monumento assume a estranha forma de um curioso busto humano.


De referir que existem vários destes alinhamentos, inseridos no âmbito da Arqueoastronomia, que " é o estudo da astronomia praticada por povos pré-históricos, por meio dos seus monumentos construídos pela observação dos astros que deu início à organização dos ciclos e contagem do tempo. Estuda os sítios arqueológicos onde existem construções de interesse da astrologia que foram posicionados usando-se conhecimentos de astronomia entre eles Stonehenge e a posição de algumas esculturas de barro como as pirâmides".



O sol, ao pôr-se a vários quilómetros no horizonte - na margem oposta ao vale, sobranceiro ao monte dos Tambores, estende os seus raios em perfeito alinhamento com a crista de uma gigantesca estrutura megalítica e no mesmo enfiamento de um pequeno círculo cavaco na rocha, proporcionando uma imagem de raro esplendor e signifi

A cerimónia decorre no lugar de Quebradas-Tambores, num planalto sobre o Vale da Ribeira de Piscos, em cujo curso se situam alguns dos principais núcleos de gravuras rupestres classificados como Património da Humanidade


 

Alinhamento sagrado com os Equinócios da Primavera e do Outono


MARAVILHA DE UM PORTUGAL DE MISTÉRIOS  E DE VALIOSA HERANÇA ANCESTRAL-   É umas das enormes pedras que os povos da pré-história terão erguido  para celebrar o dia maior do ano, cultuar os seus deuses, num dos cruzamentos ou  veios da Terra, que os radiestesistas classificam de pontos nodais, com propriedades telúricas, energéticas ou talvez mesmo curativas.

“NO GRAU ZERO DA CIVILIZAÇÃO”Vergílio Correia – Conta Corrente  - 1990 

Frente ao antigo Castro do Curral da Pedra
Estamos no grau zero de uma civilização e não há absolutamente nada visível para além de nós próprios. Nenhuma causa se pode inventar para se morrer por ela, como foi sempre grande sonho do homem. É o vazio do irrespirável e temos que o respirar. Todos os mitos se dissiparam e nada hoje em nós segregar um novo. Estamos no grau zero . E só em nós próprios podemos inventar  o calor que nos reanima.  10 de Sete – Vergílio Correia – Conta Corrente  - 1990 – E ainda a procissão  ia no adro 
VÁRIOS INVESTIGADORES TÊM-SE DESLOCADO PROPOSITADAMENTE AO LOCAL, ASSISTIDO ÀS CELEBRAÇÕES E PRESTADO OS SEUS CONTRIBUTOS CIENTÍFICOS

Tom Graves, o autor “Agulhas de Pedra, A Acupunctura, da Terra”, que se tem notabilizado pela publicação de obras que procuram dar respostas e abrir novos caminhos para a investigação no campo da radiestesia aplicada à arqueologia, veio da Austrália para ali fazer os seus estudos - O conceituado escritor inglês defende que os lugares sagrados não foram escolhidos, pelos antigos povos, por obra do acaso. Concluiu que são centros para os quais muitas das linhas de água convergem umas com as outras e também com os centros padrões de linhas acima do solo, à semelhança do que acontece com as artérias do corpo humano

A freguesia de Chãs, tal como o nome indica, deriva de chã, povoado plano  situado  no topo de um monte - E assim terá sido esta a localização  das primeiras casas que lhe deram o nome,  erguidas nos pontos de confluência de vários caminhos romanos, que, surgindo, em pequenas quintas dispersas pelas partes mais férteis dos vales e áreas mais planas dos vários requebros e quebradas, onde se vai perder um dos extremos da meseta ibérica, com o decorrer do tempo se foram aglutinando e aproximando, formando um único povoado, denominado Chãs.

Não esquecendo, Tom Graves, autor do livro Acupunctura da Terra e Adriano Vasco Rodrigues - quem primeiro se debruçou sobre a importância do Santuário Rupestre da Pedra da cabeleira de Nª Srª, bem como a Sá Coixão - a que o nosso concelho deve o levantamento da carta arqueológico dos principais sítios de reconhecido interesse, bem como importantes escavações.

Mas também outros especialistas, de reconhecido mérito e prestígio, ali estiveram. Refiro-me ao astrónomo Máximo Ferreira ao sociólogo, Moisés Espírito Santo. Cujas observações, no plano interpretativo da toponímia da área, nos disponibilizou

Para bem da existência humana, o nosso planeta é contemplado com muitos desses privilegiados lugares, onde, dir-se-ia, até as pedras falam, e através delas se pode escutar a voz de Deus!

Nos dias de hoje, para muita gente, talvez já não seja fácil tal perceção, porém, no passado, quando os homens viviam em estreita ligação com a Natureza, de que dependia a sua própria sobrevivência, eles compreendiam o maravilhoso, e sabiam-no interpretar, muito bem.


Penso que foi o que nestes amplos e maravilhosos espaços, teriam feito os antigos povos, que aqui se fixaram, ao tirarem partido da enorme riqueza e fertilidade do magnífico vale, sobranceiro, escolhendo a fabulosa fortaleza granítica, que aqui se ergue, aproveitando-se dos seus abrigos naturais , das suas cavernas e de outros sítios privilegiados, sepultando ali os seus mortos, e cultuando e adorando os seus deuses.

Desde o neolítico a outros períodos posteriores e ocupações, nomeadamente, pelos tão lendários celtas e cétiberos, sim, pelos tais famosos povos dos vasos e dos mágicos bosques, que também por ali andaram nos tempos em que aquelas fragas se florestavam de carrascos, sobreiros e carvalhos, e, por isso, se acredita que ali teriam exercido os seus ritos, nomeadamente ao Deus Sol: com festividades que coincidiriam com as mudanças ocorridas na natureza, exteriorizando, assim, o seu forte enraizamento às suas tradições campestres e à terra, ao ambiente que os rodeava e às suas crenças, neste caso com a data em que o Deus Sol atinge o seu máximo esplendor, as flores vão ao rubro com as suas cores; em que em todos e em tudo se expande de alegria, plenitude, fertilidade e abundância

A participação de Dom Manuel dos Santos, Bispo da Diocese de S. Tomé e Príncipe, na celebração do Equinócio do Outono, na manhã de 23 de Setembro 2015,  junto ao altar da Pedra da Cabeleira de Nª Srª, embora norteada por espírito académico ou curiosidade científica, sim, sendo ele possuidor de  elevada formação religiosa mas  também de fina sensibilidade poética,  multirracial e  multicultural,  é, indubitavelmente, um magnífico exemplo de coragem e de tolerância  pelo  respeito e defesa dos valores patrimoniais da nossa mais recuada  ancestralidade, quer de matriz mística, cultural ou histórica.  https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2015/09/equinocio-do-outono-2015-chas-foz-coa.html

Espantoso achado, encontrado nos Tambores  – pelo autor deste blogue – Denota faltar-lhe uma parte e a ponta - 




Na anta da Cunha·Baixa (Mangualde), a que me referi a cima, Pág.71, encontrei um objecto de granito, com a conformação indicada na figura 73: o objecto tem de comprimento 1m,20 e de maior largura om,20, apresentando ao longo uma serie de sulcos feitos com toda a regularidade; estava deitado à entrada da camara. Não me parece fácil determinar precisamente o uso d'este objecto. Nunca vi outro igual, conquanto tenha encontrado dentro das antas pedras mais ou menos compridas e irregulares, que talvez lá não fossem postas sem especial intuito I. Num livro do sr. Joly s vem o desenho de um objecto que represento na fig. 74, o qual não deixa de ter alguma parecença com o de cima, embora  talvez seja muito menor, e de outra substância; o A. denomina-o registre-se de  comptes, Inclino-me a crer que o objecto Cunha-Baixa representa um troféu, designado os sulcos


No princípio, criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre a águas

Dias virão em que não ficará pedra sobre pedra” – Disse Cristo, aos apóstolos





 
O PODER DAS ARMAS
 NUCLEARES É VERDADEIRAMENTE DEVASTADOR E MORTIFEROTodavia, a insensatez do homem atual, faz  desfilar em grandes paradas, exibindo-as como meros brinquedos de humanos crescidos – Que  pasmam o olhar mas que dão profundamente que pensar a quem as olha seriamente e com preocupação.

Claro que não vão apodrecer indefinidamente nos seus paióis: um dia cumprirão a função cruel e odiosa por que foram concebidas – Mesmo assim, não será o fim … Pois este será apenas um episódio na longa jornada civilizacional  humana - 

Dias virão, em que, das cinzas e dos poucos que sobreviverão, se empreenderá outra caminhada e se levantarão outras espécies e outros seres. – A imagem da explosão atómica, que aqui lhe apresento, faz parte de um conjunto de diapositivos, que me foram oferecidos por António Lima de Paiva,  antigo legionário português (uma das quais publicadas, sob minha autorização no semanário Expresso,  Nº1194 ),  Não fui o autor sequência que foi fotografada, a escassa distância e fora do abrigo, mas fazem parte do meu vasto espólio fotográfico, tendo autorizado a sua  publicação no sumário Expresso, creio que nos finais da década de  80


DP – 21-5-77   - NA PEUGADA DO MUNDO DO PÓS-HOMEM  - O PERÍODO DE VIDA PODERÁ DUPLICAR OU TRIPLICAR
Por Jorge Trabulo Marques


Pelas leis naturais do princípio evolucionário, que de modo algum penso ter esgotado todos os seus infindáveis recursos para a cedência e inspiração de novos  valores e artificialismos no capítulo das espécies vivas, é mais que evidente e logicamente admissível  que a passagem de ser humano  para outro ser qualquer se irá consumar com incrível progressividade  no seu imparável percurso pelos tempos vindouros

Não alimento a menor incerteza. Tal facto será inevitável. O ser humano primeiramente começará por ultrapassar a sua inteligência. Daí em diante desenvolverá exordiaria  força torça produzida pela sua mente, cuja energia libertada e concentrada pela atenção poderá vir a atingir poderes com uma capacidade mais poderosa que qualquer das bombas atómicas que se constroem actualmente. Ou não será através da sua mente que as mesmas são concebidas e construídas? E, pela ordem natural das coisas, o progenitor e artificiador de determinada coisa ou objecto é sempre superior a essas criações. Inclusivamente, além de lhe saber dar o destino que melhor entender, mesmo que se trate de um engenho explosivo, pode despoletá-lo. Ora o engenho por si não o pode fazer. Claro que até pode servir para a autodestruição da mente que o imaginou. Bem, mas até isso ainda dependerá do seu querer.


BENEFÍCIOS E FILOSOFIA DO SOL

Tem sido até agora – o cintilante
E antigo Sol, amigo da Harmonia,
Que me tem ensinado, cada dia.
 A  desprezar a Morte, escura e errante.

As densas nuvens de porvir distante
Desenha-as a sua épica alegria,

E a sua heroica e sã filosofia
Nada, até hoje, iguala e é semelhante.

Decerto: é grato ao sofrimento insano
Dos tristes, quando surge o rosto humano
Da lua, abrandecer o céu com ais…

Mas quando é que dobrou a Sorte,
A alma do faquir – paciente e forte, -
Mais sereno que as plantas e os metais?

In Claridades do Sul – Gomes

segunda-feira, 15 de junho de 2026

96ª Feira do Livro de Lisboa- 14-06-2026. Oportunamente, divulgarei entrevistas e outras imagens - Pois terei que me ocupar com a celebração do solsticio do Verão, na minha aldea- Chãs- Foz Côa

jorge Trabulo Marques - Jornalista 

96ª Feira do Livro de Lisboa- 14-06-2016. Oportunamente, divulgarei entrevistas e outras imagens - Pois terei que me ocupar com a celebração do solsticio do Verão, na minha aldea- Chãs- Foz Côa

96ª Feira do Livro de Lisboa.Alguns dos meus registos do último dia 14-06-2016. Oportunamente, divulgarei entrevistas e outras imagens Decorreu no Parque Eduardo VII entre 27 de maio e 14 de junho de 2026, , mantendo-se como um dos principais acontecimentos culturais do país e um dos maiores eventos dedicados ao livro e à leitura em Portugal.
É referido que mais de 800 mil pessoas passaram pelo Parque Eduardo VII nestes 19 dias de Feira do Livro. A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros faz um balanço positivo.
Nos 350 pavilhões, estiveram representadas 900 marcas editoriais, com uma oferta de 85 mil livros e os indicadores mostram que os índices de leitura estão a aumentar.

Com destaque para um aumento nas vendas e para o crescimento da categoria de ficção infantojuvenil, a 96.ª edição da Feira do Livro chegou ao fim.


O solstício de verão de 2026 ocorre a 21 de junho (domingo) - Com início da celebração às 18.30, aldeia de Chãs. de V. N de Foz Côa  desde o largo da igreja, marcando oficialmente o início do verão. No  hemisfério norte, o dia do solstício do verão é o dia mais longo do ano.Vai ser celebrado na Pedra do Sol, também conhecida como a Pedra do Solstício, com  a já tradicional cerimónia mística, junto a um dos calendários pré-históricos, que estão alinhados com o inicio das estações do ano
Assista ao pôr-do-sol no Solstício do Verão, junto a um gigantesco bloco de granito,    de forma  esférica, com 3 metros de diâmetro, situado sobranceiro ao Castro do Curral da Pedra e na vertente da margem esquerda do magnífico Vale da Ribeira Centieira, lugar da Mancheia - Tambores, zona integrada no perimetro do Parque Arqueológico do Vale do Côa, onde observará um raro fenómeno natural e cultural que se supõe ter origem no período megalítico ou na cultura pré-céltica.


 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Feira do Livro de Lisboa- Espaço de diálogo, convívio e memória. Neste dia, há cinco anos faleceu António Torrado Figura central da literatura infantil portuguesa, publicou mais de 120 obras –Foi um escritor, pedagogo, jornalista e dramaturgo português, em particular para a infância,

 Feira do Livro de Lisboa- Espaço de diálogo, de convívio e memória.  - Não perca as imagens e videos que temos ainda para lhe oferecer na postagem seguinte - Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador

Neste dia, há cinco anos faleceu António Torrado Figura central da literatura infantil portuguesa, publicou mais de 120 obras –Entre contos, poesia, teatro e adaptações de tradição oral – distinguindo-se pelo humor, lirismo e defesa de valores como a liberdade e o respeito pela diferença. Recebeu o Grande Prémio Calouste Gulbenkian em 1988.Escritor, pedagogo, jornalista e dramaturgo português

António Torrado nasceu em Lisboa em 1939 e se destacou como um dos autores mais importantes da literatura infantil portuguesa. Faleceu, em Lisboa, aos 81 anos,  em casa, em consequência de doença prolongada. Poeta e dramaturgo premiado, antigo professor do ensino secundário, António Torrado esteve desde cedo ligado à pedagogia, à produção literária para os mais novos, à recuperação e reinterpretação do conto tradicional e à promoção da leitura.

"O mercador de coisa nenhuma", "A chave do castelo azul e outras histórias" e "O veado florido" são algumas das obras escritas por António Torrado, distinguido em 1988 com o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens

Licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Coimbra e começou a escrever aos 18 anos. Torrado foi professor, jornalista, editor e dramaturgo, e sua obra inclui mais de 120 títulos, sendo muitos recomendados pelo Plano Nacional de Leitura. Ele foi galardoado com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças em 1988 e tem colaborado em diversos programas de televisão e cursos de formação de professores. Torrado é conhecido por sua capacidade de abordar temas complexos de forma acessível e lúdica, e sua obra é uma contribuição significativa para a literatura infantil em Portugal~

Foi produtor da RTP de programas infantis, entre os quais a Rua Sésamo, fundou duas editoras e um colégio infantil e primário, em Lisboa. Foi membro da Direção da Sociedade Portuguesa de Autores Entrevistei-o, em 2014, na Feira do Livro de Lisboa, tendo-me falado da “Donzela Guerreira, do então seu último livro, baseado num conto tradicional – E confessado, que, o total das suas obras, medidos na sua prateleira, atingiria precisamente sua sua altura, ou seja, 1.75

Nascido a 21 de Novembro de 1939, em Lisboa, António Torrado tinha raízes em Vizela, de onde os pais eram originários. Mas foi por Lisboa que cresceu, no seio de uma família que se dedicava ao pequeno comércio. Foi com a ideia de ajudar o pai que, inicialmente, escolheu estudar Ciências Económicas. Mas, acabou por dar por si em Filosofia"

Acabaria por se ver a braços com as palavras e, daí até estar a escrever, foi um passo. Começou no Diário Popular. Foi, porém, quando passou pel’A Capital, em 1970, que se cruzou com José Jorge Letria, na época jornalista no Diário de Lisboa. “Ficámos muito amigos”, sublinha o também escritor. Daí que, quando lhe pedimos para falar de António Torrado, não se iniba de dissertar sobre o homem: “bom (e esta é uma grande virtude), solidário, construtivo, cavalheiro, atento”. Afinal, considera, José Jorge Letria é importante sublinhar as qualidades dos que partem.PÚBLICO Carla B. Ribeiro

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quarta-feira, 10 de junho de 2026

10 de Junho - Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas - Ambos no grandíssimo gólfão nos metemos, Deixando a serra aspérrima Leoa, Co'o cabo a quem das Palmas nome demos.Os navegadores portugueses em 1470. Eu em 1969-70 e 75

Jorge Trabulo Marques - Jornalista  - E antigo navegador solitário em pirogas no Golfo da Guiné

10 de Junho - Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas - Ambos no grandíssimo gólfão nos metemos, Deixando a serra aspérrima Leoa, Co'o cabo a quem das Palmas nome demos.Os navegadores portugueses em 1470. Eu em 1969-70 e 75


Sempre enfim para o Austro a aguda proa
No grandíssimo gólfão nos metemos,
Deixando a serra aspérrima Leoa,
Co'o cabo a quem das Palmas nome demos.
O grande rio, onde batendo soa
O mar nas praias notas que ali temos,
Ficou, com a Ilha ilustre que tomou
O nome dum que o lado a Deus tocou.
Luís de Camões

MINHA SINGELA HOMENAGEM A todos os homens do mar, de todos os continentes e cantos da Terra. Náufragos! De ontem e de Hoje 
Aos marinheiros e navegantes que, do Cais do Tejo, partiram pela barra do rio afora, em frágeis caravelas, rumo ao misterioso oceano, em demanda de novas terras e outras gentes, sofrendo horas infinitas em escaldantes e podres calmarias ou “fugindo à tempestade e ventos duros.”
E, por via disso,e, porventura, devido a desmesurados sonhos ou ao desamor e à compaixão de ímpios deuses, a quantos perigos e adversidades se não expuseram!
Jorge Trabulo Marques


 A todos os homens do mar, de todos os continentes e cantos da Terra. Náufragos! De ontem e de Hoje!
Aqui, elevo aos deuses as preces
que não acabastes de rezar!
As clamorosas súplicas,
que proferistes, em vão,
beijando, perdidos,
enlouquecidos, ícones, rosários,
relíquias sagradas.
E choro,
choro as mesmas lágrimas,
de sal e de dor.
E comungo convosco
os eternos instantes,
as horas infindas de pavor,
o incontável rosário
de todas as vossas aflições!...
Sim, porque, o mar, não mudou;
o mar de hoje é o mar antigo de ontem, de outrora....
É o mar eterno, sem fim e sem história!...
A sua voz é a voz dos tempos!...
O cheiro a maresia é o mesmo,
as ondas continuam a enrolar-se sem descanso
nos areais de todas as praias de todos os continentes!...
Ao largo, o cenário também é igual -
O mesmo círculo a estender-se, indefinidamente -,
e, à volta do círculo, ainda o abandono,
a solidão de todas as eras...
Além disso, sei que, ouvindo o grito grave das gaivotas,
ainda ouço os vossos gritos
à mistura com o uivar desgrenhado do vento
e o cavo ribombar do trovão,
que sucediam aos relâmpagos
que incendiavam e fundiam as espessas trevas!.

Os portugueses foram grandes navegadores - E talvez dos maiores  navegadores daqueles épicos tempos. Um país, tão pequeno e com tão fracos recursos económicos, ter feito o que fez, foi realmente uma verdadeira odisseia. Há, pois, que enaltecer a coragem daqueles bravos pilotos e marinheiros. – Todavia, uma coisa é essa coragem e bravura, outra a verdade história – E está não deve ser  ocultada ou pervertida.

Estive neste local, em 21 de Dezembro de 1970,  a prestar a minha singela homenagem aos corajosos  navegadores portugueses, após ligação de canoa da baía  de Ana  Chaves  àquele local e ali ter pernoitado – Erguendo a bandeira portuguesa.

Sim, dirigi-me ali de canoa, sozinho, desde a Baía Ana de Chaves - a primeira das minhas aventuras de canoa - depois seguir-se-iam mais três: de S. Tomé ao Principe, 3 dias; de S. Tomé à Nigéria 13 dias e, por fim, de Ano Bom - a Bioko - antiga ilha de Fernão do Pó, 38 dias 

Voltei a este mesmo local, em  Novembro de 2014, mas agora com as duas bandeiras: a de S. Tomé e Príncipe e a de Portugal. Sim, depois de ter vivido uma longa e dramática experiência de náufrago, ao longo de 38 dias, após o que acostei na Ilha de Bioko

Não tanto pela colonização posterior mas orgulho-me dos feitos dos bravos marinheiros portugueses, que, em frágeis caravelas, partindo de um pequeno país, que não ultrapassava um milhão de habitantes, demandaram por mares desconhecidos, deram a conhecer ao mundo novas terras, navegaram por todos os oceanos, mais deles perdendo a vida em dramáticos naufrágios


Viagem de S. Tomé ao Principe - 3 dias 


 


Não há certezas quanto à data exata da descoberta das ilhas  do Golfo da Guiné  - Admite-se, no entanto, que, a Ilha de S. Tomé, teria sido descoberta em 21 de Dezembro de 1470, dia do apóstolo S. Tomé, e , em 17 de Janeiro do ano seguinte,  a Ilha do Príncipe, por João de Santarém e  Pêro Escobar

A Ilha  de Ano Bom, a 565 km a sudoeste da parte continental da Guiné Equatorial e a cerca de 200 km a sul de São Tomé, foi descoberta  por volta de 1475, no 1º de janeiro, de dia de ano-bom - A Ilha de Fernando do Pó, atual Bioko,  foi descoberta pelo navegador do mesmo nome; admite-se que tenha sido em 1472 - Estas duas Ilhas, foram  possessão portuguesa entre 1474 e 1778, ano em passaram para a Coroa Espanhola,   pelo Tratado de El Pardo em troca de terras espanholas na América do Sul, que seriam posteriormente anexadas ao Brasil 

Descobrimentos de S. Tomé e Príncipe – “Não se sabe ao certo quem foram os descobridores nem a data da descoberta” A resposta poderá estar numa antiga inscrição gravada numa rocha, situada na orla marítima  “Bien Faire”  (Bem Fazer) a famosa divisa do Infante D. Henrique 

 "Quando os  primeiros navegadores  portugueses chegavam a uma terra até então desconhecida costumavam gravar nalguma grande árvore ou pedra «este motto do Infante, Talent de Bien Faire» diz o historiador Armando Cortesão 

(Lamentavelmente  esta pedra, que deveria assinalar a chegada dos portugueses a este local, já foi destruída, pude constatar o facto em Maio de 2019)

Dia de Portugal - Luís de Camões e as  “AS LUSÍADAS ” – Obra dedicada às mulheres  -   A inquisição tê-lo-á  forçado  a alterar o título para "OS LUSÍADAS” –Diz Luís Oliveira Guimarães- Autor da obra “O Espírito e a Graça de Camões  

 Entrevista  feita há mais de 40 anos  para o programa Hora Ora! da RDP-Rádio Comercial - pelo autor deste texto - apresentado por Luis Pereira de Sousa




Luís Oliveira Guimarães - 1900-1998 - Amigo e contemporâneo de Fernando Pessoa - Excerto de uma extensa e honrosa entrevista que me concedeu, em sua casa, nos anos 80 - Transmitida parcialmente na Rádio Comercial-RDP- - Magistrado, escritor, jornalista, dramaturgo, ensaísta, cronista,  advogado, conferencista, humorista, autor de uma vasta obra literária,  além de inúmeras crónicas e artigos da imprensa  

“Espírito e Graça de Camões”  - De Luiz de Oliveira Guimarães

Obra literária, com a qual o autor  pretende reconciliar o Camões, com a mocidade, justificando,  que, nos liceus, os jovens “são esfacelados com os métodos de aprendizagem sobre os  Lusíadas: – Saímos do liceu  e da faculdade de Letras, com uma péssima impressão do Camões e nunca o lemos mais, porque, os professores nos conseguem incompatibilizar com o Camões:  porque, em vez de nos explicarem as belezas dos Lusíadas, fazem dos Lusíadas orações e analisarem  o completo direto, o sujeito, o predicado, etc. De maneira, que eles incompatibilizam o rapaz ou a rapariga com o Camões.