Castro do Tapadão - Muxagata e Castro do Curral da Pedra - Chãs - De Foz Côa -Fortificações da Idade do Ferro e do Bronze, desprezadas e convém preservar para melhor entender a origem e a identidade dos povos que aqui viveram e se fixaram
Castro do Curral da Pedra - Chãs
O Castro do Curral da Pedra, situado próximo de Chãs (Vila Nova de Foz Côa), é um sítio arqueológico pré-histórico notável situado num afloramento granítico conhecido como Quebradas-Tambores. Esta área é rica em vestígios arqueológicos e fica perto de núcleos de arte rupestre do Vale do Côa, como a Ribeira dos Piscos e Penascosa.
Tal como é reconhecido por investigadores, Chãs, um adjectivo feminino, denuncia bem a morfologia plana e lisa, de um planalto seco de campos e baldios. Em tempos, seria conhecida por Torre, indício de uma eventual vigia medieval, entretanto perdida. A meio caminho de dois dos núcleos principais da arte rupestre do Côa, Santa Comba e Ervamoira, partilha com freguesias vizinhas uma história semelhante.
Ribeira dos Piscos
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Visita ao Castro do Tapadão, de Muxagata - Foz Côa. Erguido num dos pontos mais altos e belos da margem direita da Ribeira dos Piscos, Não perca as imagens que tenho para lhe mostrar na companhia de Agostinho Soares e esposa
Trata-se de um sítio arqueológico de interesse regional inserido numa zona rica em vestígios da Idade do Ferro, da romanização e da proximidade ao Parque Arqueológico do Vale do Côa. Lamentável que o Parque Arqueológico o ignore, tal como Castro do Curral da Pedra, no alto do maciço da Mancheia- Tambores. freguesia de Chãs. Continuam a olhar mais para antiguidade de que para espantosa monumentalidade megalítica do neolítico e início da Idade do Cobre, fase em que surgiram as primeiras muralhas e a sedentarização
O Neolítico foi o período mais revolucionário da humanidade porque o ser humano passou de nómada recoletor a produtor sedentário através da agricultura e da domesticação de animais. Este estilo de vida está profundamente ligado à arquitetura megalítica, que marcou a paisagem com grandes monumentos de pedra para rituais e culto dos mortos.
O percurso recomendável e mais acessível é o que vai da aldeia das Chãs em direção a Quinta de Ervamoira, em piso empedrado/terra batida e revela a paisagem profunda do Vale do Côa. Pelo caminho, destacam-se as vinhas
Sim, sítios há em que a natureza fala e é benéfica, edifica as suas cúpulas e consagra os seus templos ao Grande Espírito Universal; noutros, pelo contrário, é muda e hostil, avara e maléfica. Aquelas pedras, a que me refiro, são um prodígio de generosidade! Autêntico milagre do inanimado silencioso para o animado vibrátil e etéreo musical. Que, as aves, tão bem entendem e conhecem! Pois, quantas vezes, não são atraídas pelo misterioso fascínio e musicalidade dessas mesmas pedras! E para quê?...
Apenas para repousarem, fazerem, ali, os seus ninhos, e se protegerem dos depredadores? Ou, por exemplo, ali pousarem ainda, porque a intuição as chama por uma razão mais profunda e misteriosa?!... Eu inclino-me, também, para esta segunda hipótese:
Todo o concelho de Vila Nova de Foz Côa é possuidor de um importantíssimo património arqueológico e histórico, a começar pelas gravuras rupestres do Vale do Côa - A freguesia de Chãs, a que pertence, é um dos exemplos: tanto na área xistosa da margem esquerda do Rio Côa, no termo do qual foi descoberto o fabuloso núcleo das gravuras paleolíticas da Quinta da Barca, como na zona granítica, quer mesmo onde se situa a própria aldeia, como nalguns dos seus arredores, apresentam vestígios das várias civilizações pré-históricas."
De facto, tal como temos referido, a avaliar pelos vestígios arqueológicos, já estudados, o maciço dos Tambores, mancheia e quebradas é um importantíssimo livro aberto da pré-história: sobranceiro a um dos mais belos e férteis vales da hidrografia do Vale do Côa, ali se refugiaram povos muito antigos, nomeadamente do neolítico, calcolítico, da idade do ferro e do bronze, que, aproveitando os naturais abrigos, as cavernas abertas nos enormes megálitos, as concavidades e grutas dos encastelados afloramentos, ali implantaram os seus acampamentos, valendo-se de grotescas lascas e pedras soltas, de cujas construções ainda prevalecem abundantes vestígios
MACIÇO DOS TAMBORES - CHÃS
SETE ALINHAMENTOS
No Maciço dos tambores, até à presente data, foram descobertos sete alinhamentos: Pedra da Cabeleireira de Nª Senhora, atravessada pelos raios solares do nascer do sol nos Equinócios; a Pedra do Solstício, alinhada com o pôr do sol do Solstício do Verão; "As Portas do Sol, alinhada com o nascer do sol do Solstício do Inverno e o pôr do sol do Verão; Pedra Phallus Impudicus, alinhada com o nascer do sol do Solstício do Inverno ;a Pedra da Ursa Maiorcom as sete fossetes, alinhada com os Equinócios e com simbologia ou enquadramento com Ursa Maior e a Pedra Caranguejo, atravessada pelos raios solares do pôr do sol dos equinócios
Espantoso achado, encontrado nos Tambores – pelo autor deste site – Denota faltar-lhe uma parte e a ponta - J. Leite de Vasconcelos, em Religiões da Lusitânia, designa um parecido, de troféu
“Na anta da Cunha·Baixa (Mangualde), a que me referi a cima, Pág.71, encontrei um objecto de granito, com a conformação indicada na figura 73: o objecto tem de comprimento 1m,20 e de maior largura om,20, apresentando ao longo uma serie de sulcos feitos com toda a regularidade; estava deitado à entrada da camara. Não me parece fácil determinar precisamente o uso d'este objecto. Nunca vi outro igual, conquanto tenha encontrado dentro das antas pedras mais ou menos compridas e irregulares, que talvez lá não fossem postas sem especial intuito I. Num livro do sr. Joly s vem o desenho de um objecto que represento na fig. 74, o qual não deixa de ter alguma parecença com o de cima, embora talvez seja muito menor, e de outra substância; o A. denomina-o registe-se de comptes, Inclino-me a crer que o objecto Cunha-Baixa representa um troféu, designado os sulcos
Esta extraordinária imagem,configurando uma gigantesca esfera terrestre ou a esplendorosa configuração de um enorme globo solarprojectando os seus dourados raios, a poente, foi registada, pela primeira vez, cerca das 20.45 horas do dia 21 de Junho de 2003 e poderá repetir-se,todos os anos,ao fim do dia mais longo do ano e à mesma hora, caso as condições atmosféricas o permitam. - Vista da face sul para Norte, prefigura um busto masculino, enquanto do lado oposto, faz lembar um perfil feminino.
A partir do ponto onde o sol então se pôs ( evoltará a pôr-se) começa o Verão e, de igual modo,a grande estrela-fiel inicia o movimento aparente da sua declinação para o Hemisfério Sul – E, até atingir esse ponto extremo, no Solstício do Inverno, distam vários quilómetros: ou seja, desde o ponto do horizonte, onde ele se vai pôr, emperfeito alinhamento com a crista do esférico bloco e o centro do pequeno círculo que se encontra cavado, a alguns metros a oriente, na mesma laje da sua base de apoio.
solstício 2008
Ergue-se sobranceiro ao aprazível vale da Ribeira Centieira, num ponto tal que, à primeira vista, apesar da sua brutal grandeza, parece que,só com um simples empurrão, alguém o poderia fazerresvalar até ao fundo da escarpada encosta. Fica a curta distânciado Santuário Rupestre da Cabeleira de Nossa Senhora.Visto, perpendicularmente, em direcção ao pôr-do-sol no solstício, assume a forma redonda. Observado, porém, noutro ângulo, deforma-se e toma a forma de um busto feminino, de perfil a norte e, masculino, de perfil a sul
PEDRAS QUE NÃO SÃO APENAS PEDRAS - TÊM HISTÓRIA E TRANSMITEM ENERGIA - SITUAM-SE EM LUGARES ESPECIAIS DA TERRA, TAL COMO O TRIÂNGULO DE FÁTIMA, SÃO LOCAIS DE CURA -
Os calendários solares, ali existentes, fazem parte dos chamados alinhamentos sagrados, com a mesma orientação de muitas igrejas da antiguidade, ou, recuando ainda mais no tempo, tal como outros observatórios pré-históricos, que ainda perduram em várias partes do mundo - São locais de cura, atravessados por linhas ou energias geodésicas especiais, que os saberes e a experiência de antigas civilizações, que viviam em estreita ligação com a Natureza, escolheram para seu benefício próprio e, ali, se dirigirem às suas divindades. De referir que as duas vertentes do vale são atravessadas pela falha sísmica do “graben" de Longroiva, nome de antiga vila de origem celta ,a que a freguesia de Chãs, já pertenceu, e onde existe uma das mais antigas estâncias termais do país.
PEDRA DA CABELEIRA DE Nª SENHORA . ALINHADA COM O NASCER DO SOL NOS EQUINÓCIOS
O enorme penedo está orientado no sentido nascente-poente e possui uma gruta em forma de semi-arco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada no seu eixo no momento em que o Sol se ergue no horizonte, proporcionando uma imagem verdadeiramente invulgar
Jorge Trabulo Marques - Jornalista , autor das descobertas e dinamizador das celebrações dos equinócios e solstícios nos Templos do Sol
Dia Mundial da Fotografia - Meu Tributo a José Manuel Ribeiro/Reuters - O primeiro repórter a divulgar a imagem da Pedra da Cabeleira, para todo o mundo -
E a outros também bons amigos e artistas: Arlindo Homem e António Vale, Pedro Daniel e Adriano Ferreira. David. José Lebreiro, Jorge Esteves da RTP reportar. além de outros amigos . Que me têm dado o prazer fotografar e acompanhar pelos Templos do Sol, eventos e outros belos momentos - Esta data comemorativa celebra a arte de fotografar. Desde o fotógrafo amador ao profissional, neste dia o objetivo é reviver o amor pela fotografia.
José Manuel Ribeiro/Reuters - O primeiro repórter a divulgar a imagem da Pedra da Cabeleira, para todo o mundo - através da Agência Reuters . é um dos mais prestigiados fotógrafos portugueses. -
Ocorreu no Equinócio do Outono, de 2006
Posteriormente, já lá voltou, e, vimos que a sua satisfação foi duplamente conseguida: novas belíssimas fotos e a alegria de ter participado num momento único, de rara beleza!
«É dos profissionais que sabe aproveitar sempre o ângulo mais original. Estamos-lhes muito reconhecido.
A vida de andarilho não te permite estares em todo lado ao mesmo tempo - Mas sempre que possas e queiras dar-nos o prazer da tua presença, serás sempre bem-vindo
"Sente-se realizado com o trabalho de agência, onde trabalha exclusivamente com máquinas digitais. José Manuel Ribeiro salienta a importância dos mais recentes e rápidos formatos de fotografia, que o mercado editorial exige cada vez mais
Estudou no Instituto Português de Fotografia e frequentou a Escola Superior de Belas- -Artes de Lisboa, embora nunca tenha concluído este curso. José Manuel Ribeiro, fotógrafo da agência noticiosa Reuters, passou por inúmeras publicações (“Público”, revista “Época”, entre outras) e também pela Lusa, mas acaba por ingressar na agência internacional, onde se encontra desde 1996 e descobre a sua verdadeira paixão
Comecei a aprender fotografia com amigos em um laboratório de revelação na escola, experimentando e errando, e mais tarde frequentei uma escola de fotografia. Acredito que a edição especial da revista francesa *Photo*, sobre o décimo aniversário das revoltas de maio de 1968 em Paris, tenha sido meu primeiro contato com o fotojornalismo.
No final da década de 1970, eu participava de um grupo de espeleologia e me pediram para fotografar a topografia de uma caverna com mais de 10 km de extensão, situada a 80 metros abaixo da superfície. Levei uma semana inteira nessa tarefa, cercado de lama e com uma umidade superior a 95%. Ao mostrar as fotos de dezenas de rolos de filme em preto e branco aos meus amigos, percebi que é preciso fazer uma edição fluida e criteriosa para encontrar as melhores imagens — que nem sempre são as mais difíceis de capturar.
Em 1994, visitei um hospital psiquiátrico tradicional nos arredores de Luanda, em Angola. O local atendia ex-combatentes e civis afetados pela guerra civil. No pátio, dezenas de pacientes estavam acorrentados a pesadas peças de sucata metálica, com as cabeças raspadas e pintadas de branco. De vez em quando, ainda me lembro daqueles rostos vazios e serenos.
Observar o oceano perto de casa é minha maior fonte de inspiração; ali, brinco com minhas memórias visuais e anotações escritas, recarregando-as, rebobinando-as e congelando-as. O noticiário também inspira meu trabalho, assim como conversar com amigos sobre histórias e assistir a documentários.
Quando saio para uma pauta, começo imaginando e editando mentalmente as fotos que irei fazer. No momento do clique, continuo editando enquanto decido para onde apontar a câmera. Mais tarde, tento fazer uma pausa entre a fotografia em si e a edição propriamente dita. Esse é o cenário ideal, mas muitas vezes acabo realizando as três etapas simultaneamente.
Tenho ficado menos estressado e mais capaz de concentrar o foco na essência da história. Também desenvolvi uma maior sensibilidade para captar a atmosfera ao redor do sujeito, elemento que passou a ter um papel mais importante nas minhas fotos. É maravilhoso ter um lugar na primeira fila no meu trabalho. Mas a pior parte é não ter mais do que 24 horas no dia.
Espero que, aos 100 anos, eu ainda esteja mostrando e contando histórias por meio das minhas fotos.
Museu do Côa- PR António José Seguro :"Há 30 anos, preservámos o Côa. Agora temos de preservar e criar futuro para as pessoas que fazem do interior de Portugal a sua casa. Não pode haver um país do litoral e um país do interior. Há só um Portugal”, frisou
O Presidente da República assinalou, na tarde de segunda-feira, 10, tendo descerrado uma placa alusiva à efeméride, abrilhantada com a participação de uma peça de teatro “As Bacantes” de Eurípedes com a companhia Filandorra – Teatro do Nordeste
Seguro repetiu o apelo já deixado durante a manhã, durante uma viagem de comboio na Linha do Douro: “deem uma oportunidade ao interior”.
À chegado ao Museu do Côa, Seguro falou com o foscoense Dr. José Lebreiro que trazia um cartaz preso às costas onde se lia: “Promessas… comboio tás a vê-lo?”, referindo já conhecer a causa da reativação da Linha do Douro entre o Pocinho e Barca d´Alva.
Antes tinha passado pela Pousada da Juventude de Vila Nova de Foz Côa, cuja obra lançou enquanto secretário de Estado da Juventude, durante o Governo de António Guterres.
“Começo por dizer-vos que as causas em que acreditamos valem a pena. Há trinta anos, eram poucos os que, olhando para este vale, imaginavam que hoje estaríamos aqui. É evidente que foi preciso mais do que acreditar. Porém, se não acreditássemos que isto era possível, então nada mais seria possível”, afirmou António José Seguro, num discurso no Museu do Côa, onde hoje se celebrou o 30.º aniversário do Parque Arqueológico do Vale do Côa.
Seguro acrescentou que “olhar para este vale não é um pormenor, é um exercício de contemplação da humanidade, como o é toda a cultura e todo o nosso trabalho com o património, seja imaterial ou edificado”.
Hoje, segundo o Presidente da República, o museu do Côa e o auditório António Guterres são uma realidade, o parque já recebeu mais de 400 mil visitantes desde a sua abertura e Vila Nova de Foz Côa “entrou no mapa das referências culturais”.
Por isso, frisou que falar deste parque é “referir um trabalho em construção permanente”, porque acredita “no papel da cultura como cimento das comunidades e dos territórios”.
“Ou seja, para falarmos claro, não basta falarmos dos 30 anos de vida do parque arqueológico, nem dos 20 mil anos que contemplamos e nos contemplam, se não tivermos uma visão integrada do território e da coesão territorial”, salientou.
A criação deste parque, desta fundação e deste Museu é a prova, para António José Seguro, “de que é possível, fora dos circuitos dominantes, manter instituições importantes e memoráveis”.
João Paulo Sousa, presidente da Fundação Côa Parque, no discurso de 30 anos do Parque Arqueológico do Vale do Côa, destacou a importância de uma visão integrado território e da coesão territorial, afirmando que não basta apenas falar dos 30 anos de vida do parque arqueológico, mas também dos 20 mil anos que contemplamos e nos contempla
«Hoje, o território continua a revelar a sua verdadeira dimensão, com mais de 1.600 rochas, espalhadas por 104 sítios arqueológicos. Só em 2026, 69 rochas foram descobertas em seis sítios diferentes», indicou.
Também na celebração dos 30 anos do PAVC, o presidente da Câmara de Vila Nova de Foz Côa, Pedro Duarte, sublinhou que o reconhecimento do Vale do Côa pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade foi "a afirmação de um território extraordinário».