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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Meu tributo ao Pintor Ramanefer de Miranda do Douro, que enalteceu a raça bovina mirandesa .da terra que o viu nascer Brilhou no Brasil e buscou na simbologia egípcia a expressão universal na sua arte. Um belo quadro que tenho o prazer de possuir.

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista, investigador, alpinista,  navegador solitário e organizador das celebrações dos equinócios e solstícios, na sua aldeia, Chãs. concelho de V. N de Foz Côa



Expressiva obra do artista  Ramanefer, óleo sobre tela, 80X65,  pintada  em 1994, que tenho o prazer de possuir- Magistral imagem tauromáquica, de linhas e  cores, fortíssimas, como que num arrebatado e transcendente duelo entre o toureiro e o animal, mesmo cravado de bandarilhas,   elevando ambos como que a superarem-se, sem, todavia, chocar ou ferir  susceptibilidades, como geralmente acontece, na crueldade das  imagens ensanguentadas que se observam  nas praças tauromáquicas ou que são mostradas em reportagens televisivas. 

 Isto porque, as telas em Ramanefer, tiveram sempre um cunho místico e  transcendental – A busca de emprestar, mesmo aos motivos naturais, algo irreal, fantástico e sublimado, como que espelhados pelos recuados tempos da simbologia solar egípcia

É com especial prazer que  venho manifestar a minha admiração por outro grande artista mirandês- Depois  de ter  recordado a  memória do poeta Amadeu Ferreira, no passado dia 29 de Julho. em que, se fosse vivo completaria  76 anos, referente à homenagem que lhe foi prestada  na celebração do Solstício do Verão, no Stonhenge Português- Chãs, pelo seu conterrâneo, Júlio Meirinhos, outra figura relevante de Miranda do Douro - ex-Coordenador do PROCOA-PPDR - Da salvaguarda das gravuras do Côa, inserido no Programa de Desenvolvimento de Vale do Côa  https://canoasdomar.blogspot.com/2026/07/aniversario-memoria-do-poeta-amadeu.html      https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2026/07/aniversario-memoria-do-poeta-amadeu.html




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De sublinhar que "a raça bovina mirandesa destacou-se na primeira metade do século XX como a mais importante e influente população de bovinos em Portugal, graças à sua excecional rusticidade, grande capacidade de trabalho agrícola e adaptação ao norte transmontano. Sendo também uma das carnes mais apreciadas 


Meu tributo ao Pintor  Ramanefer  de Miranda do Douro, que enalteceu  a raça bovina mirandesa .da terra que o viu nascer  Brilhou no Brasil e buscou na simbologia egípcia  a expressão universal na sua arte. Um belo quadro que tenho o prazer de possuir.


O artista transmontano Francisco António Rodrigues, que assina suas pinturas com o pseudônimo Ramanefer,   nasceu em Portugal, na aldeia de Duas Igrejas, no concelho de Miranda do Douro (distrito de Bragança. Teve um prestigiado destaque no Brasil, onde viria a falecer em 20 de Novembro de 2013, 

Viveu por 25 anos em São Paulo - Brasil. Onde sua carreira artística brilhou lado da carreira de negócios.  Por quase três anos Ramanefer reside em Lisboa, onde fez algumas exposições, bem como no Porto.   Seu nome e já conhecida além fronteiras, nomeadamente nos EUA. Alemanha, Suécia, França, Espanha, etc., Onde alcançou grande sucesso em diversas exposições individuais e coletivas

Imigrou para o Brasil aos 15 anos, onde transformou-se empresário, sem nunca largar a pintura que iniciara de maneira autodidata desde os 8 anos Viaja com frequência adquirindo conhecimento da arte Universal, que adota em seus trabalhos numa mescla de estudos esotéricos e técnicas revolucionárias dentro da pintura. Retorna a Portugal aos 43 anos, e dedica-se exclusivamente a sua arte. Aos 47 anos, o artista inclina-se definitivamente a sua arte, e passa a realizar obras primas que o situaram dentro dos maiores nomes da arte ocidental. Expõe por todo Portugal, e passa a ter destaque nos meios artísticos e sociais, desenvolvendo-a intensamente sua vocação artística.

 No Brasil, iniciou o "Green Stage", talvez as memórias do lugar onde foi criado, paisagens pintura, flores, borboletas, toda a natureza.   Depois veio o "Stage Acadêmico", inicialmente fazendo auto-retratos varia. A perfeição dos traços a serem observados, parecem deixar em sua alma. Ramanefer recria pessoas, coisas e animais cheios de imaginação e sensibilidade. 

Nesta fase, Ramanefer pinta um expressivo "A Última Ceia", quase em tamanho natural; Cristos e Madonnas Anjos também fazem parte desta fase.   Ramanefer passa "Phase mitológico" pintar o mar, sereias e tudo o que é visto entre o céu eo mar. mbém fazem parte desta fase.   Ramanefer passa "Phase mitológico" pintar o mar, sereias e tudo o que é visto entre o céu e o mar.



Tal como é referido nos seus dados biográficos, o pintor luso-brasileiro, falecido em 2013,  viveu  25 anos em São Paulo,  “onde sua carreira artística brilhou ao lado da carreira de negócios”.


RAMANEFER “Viaja com frequência adquirindo conhecimento da arte Universal, que adota em seus trabalhos numa mescla de estudos esotéricos e técnicas revolucionárias dentro da pintura. Retorna a Portugal aos 43 anos, e dedica-se exclusivamente a sua arte. Aos 47 anos, o artista inclina-se definitivamente a sua arte, e passa a realizar obras primas que o situaram dentro dos maiores nomes da arte ocidental. Expõe por todo Portugal, e passa a ter destaque nos meios artísticos e sociais, desenvolvendo-a intensamente sua vocação artística. http://ramanefer.blogspot.com/2013/09/blog-post_2374.html

“Pintou seu primeiro quadro aos 8 anos, usando a tela como um pedaço de folha de idade. Para ele, a desenhar e pintar e uma afirmação da personalidade, uma realização tão convincente e natural como tristeza e conversar.


Ao longo dos anos sua arte foi tomando dimensões, classificadas em 5 fases,  que levariam” a uma maturidade técnica e espiritual.

No Brasil, iniciou o "Green Stage", talvez as memórias do lugar onde foi criado, paisagens pintura, flores, borboletas, toda a natureza. 


Depois veio o "Stage Académico", inicialmente fazendo autor-retratos varia. A perfeição dos traços a serem observados, parecem deixar em sua alma. Ramanefer recria pessoas, coisas e animais cheios de imaginação e sensibilidade. Nesta fase, Ramanefer pinta um expressivo "A Última Ceia", quase em tamanho natural; Cristos e Madonnas Anjos também fazem parte desta fase.

Ramanefer passa "Phase mitológico" pintar o mar, sereias e tudo o que é visto entre o céu e o mar. http://newsmerchandising.blogspot.com/2014/07/artes-em-exposicao-e-vendas.html



EXPOSIÇÕES  E DISTINÇÕES
1975 - Diploma e medalha ?ANA NERI?
Diploma Condição no Grau de Cavaleiro
Diploma e medalha ?GL Barão de Taquari?, com a obra ?as rosas?
Diploma de Comendador pela S.B.E.I ? Sao Paulo
1978 - Diploma e homenagem de S.B.E.I. Imigração Japonesa no Brasil ? Sao Paulo
1979 - Diploma e medalha ?mérito Artístico Carlos Gomes?, com a obra ?as Mulatas?
1977 - Diploma e medalha ?João Ramalho? - Sao Paulo
1980 - Diploma e medalha do ?Mérito Municipalista? ? Sao Paulo
1980 - Diploma e medalha cultural e cívica ?Olavo Bilac? ? Sao Paulo
1981 - Diploma e medalha ?Tiradentes?, conferida pela S.B.E.I ? Sao Paulo
1981 - Diploma de mérito da Associação Dos Deficientes Físicos do Brasil ? Sao Paulo
Diploma da ordem do mérito municipalista no grau de cavalheiro ? Sao Paulo
1983 - Diploma e medalha de honra ao mérito ?Guilherme de Almeida? ? Sao Paulo
1984 - Diploma admitindo RAMANEFER no grau de grande oficial pela S.B.E.I - Sao Paulo
1984 - Diploma conferido como "Mestre" no 3° salão MAAC - Sao Paulo
1984 - Diploma do 2° encontro de artes plásticas ?Adelfha Figueiredo? ? Sao Paulo
1987 - Diploma de mérito por sua colaboração ao ?Clube dos Bancários do Brasil? ? Sao Paulo
1990 - Diploma da casa de Portugal (A.B.A.S e Ass. Paulista de Belas Artes) - Sao Paulo
1986 - Diploma pela exposição ?Expo Portuguesa d?alem Mar?- feira internacional de Lisboa ? Associação industrial Portuguesa Lisboa ? Portugal
1982 - Medalha de ouro pela obra ?Paisagem Brasileira?, 1° salão de artes plásticas de Iguape ? Sao Paulo
1983 - Medalha comemorativa à visita de ?sua Santidade o Papa João Paulo II? ao Brasil por sua obra ?A família Hebraica?- Sao Paulo
1984 - Medalha de ouro pela obra ?A Família? - VIII salão Arquidiocesano de belas artes
1984 - Medalha de honra ao mérito pela obra ?Floresta tropical? exposição de arte da semana da pátria - São Paulo
1984 - Medalha do mérito da ABCD, Associação Brasileira de Cultura pela obra ?inocência de Maio? salão do circulo militar ? Sao Paulo
1990 - Medalha da Comunidade Portuguesa do Estado de Sao Paulo por serviços prestados
1983 - Certificado ?mansão honrosa Padre Manuel da Nóbrega?, oferecido pelo instituto histórico e cultural Pero Vaz de Caminha - Sao Paulo
1984 - Certificado do instituto historio e cultural Pero Vaz de Caminha, pelo valor artístico e cultural de suas obras ? Sao Paulo
1984 - Certificado com o premio ?Menção especial?, atelier de Carmo ? Sao Pauo
"REPRESENTANTE - BELAS ARTES"
1985 - Representante ? Sócio da A.B.A.S, Academia de belas artes de Santana - Sao Paulo
1985 - Representante internacional da A.B.A.S - Sao Paulo
1986 - Representante em Portugal da diretoria da A.B.A.S, secção assuntos internacionais - Sao Paulo
1984 - Associado n° 14: secção pintura do grupo português de artes ?Jose Malhoa? - Sao Paulo
1992 - FIAP - artes PORTIGUAL"
FIAP 1992 - Festival Internacional de las Artes de los pequeños formatos Porto - Portugal CASINO DE ESTORIL - PORTUGAL
2008 - CAVAS Hotel Hilto São Paulo - amostra de obras acervo do artista http://ramanefer.blogspot.com/



sexta-feira, 31 de julho de 2026

Exposição em S. Tome 29-30-31-07-2015 38 dias à Deriva Numa Piroga. De muitas recordações de quem lutou no mar e pela independência. "Experiência de vida única que é também a demonstração do querer humano sobre as adversidades” “davam um filme” – Palavras de Olinto Daio”, do então Ministro Educação, Cultura e Ciência,

 Jorge Trabulo Marques 


                                                               

 Acontecimento cultural, que contou com a presença do Ministro da Educação, Cultura e Ciência, Olinto Daio, Presidente do Tribunal de Contas José António Monte Cristo, da Ministra da Saúde, Maria dos Santos Trovoada e o Secretário do Gabinete do Sr. Primeiro-Ministro, Mário Gomes Bandeira, do Bispo de S.T.P., Dom António Manuel dos Santos, acompanhado pelo Rev. Padre Fausto, - Presidente da Comissão Eleitoral, Alberto Pereira,  vários membros do Gabinete da Presidência da República, nomeadamente, Coronel Victor Monteiro e  Amaro Pereira de Couto,  Chefe da Casa Civil;  Embaixador do Brasil,  José Carlos de Araújo Leitão; ex-primeiro Ministro Leonel D’Alva;  Adido da Defesa da Embaixada de Portugal, Sr. Coronel Lourenço Saúde; Diretora do Centro Cultural Português, Margarida Mendes; os excelentíssimos representantes das embaixadas da Guiné Equatorial e da Nigéria, respetivamente, Teodoro Elangui e Aburime Kenneth, assim como  da poetiza e escritora, Conceição Lima, o historiador e escritor Albertino Bragança, Maria Alves, Luís Beirão, Ambrósio Quaresma, Ana Ribeiro e Nuno Bruno, Cláudio Coralle, Manuel da Trindade Costa, artistas  da Associação Pica Pau, entre outras personalidades, empresários, muitos santomenses anónimos ou dos mais diversos setores de atividades  (a que conto vir ainda a referir-me) e alguns meus compatriotas, residentes ou em gozo de férias




Nestes últimos três dias, revivi tantas emoções, sim,  ao confrontar-me com as imagens das minhas aventuras, narrando alguns dos episódios, não só às várias personalidades, que me honraram com a sua presença, como também às muitas pessoas anónimas que me distinguiram com as suas palavras amigas, que outra expressão não me ocorre, senão a de começar por expressar  um profundo agradecimentos  a todos.

Passagens  do meu Diário gravado num pequeno gravador que foi preservado com a máquina fotográfica no interior de um caixote do lixo  contentor vulgar de plástico

EXPOSIÇÃO DE VÁRIAS ODISSEIAS NO MAR E EM TERRA, –  EM TUDO NA VIDA,  O MAIS IMPORTANTE NEM  É  TANTO O QUE SE VIVE MAS O EXEMPLO QUE PERDURA E SE TRANSMITE



É um facto, que, uma exposição – seja fotográfica ou pictórica – presta-se sempre às mais diversas interpretações – Sobretudo, se for de  cunho  eminentemente abstrato, subjetivo ou  artístico  – Não era propriamente o caso: nesta minha exposição, além da beleza de algumas imagens, havia abundante informação: tanto na do realismo e  dramatismo, implícito na leitura das próprias imagens, como na documental –  e, como é sabido, uma boa imagem vale por mil palavras  Mas, sobretudo, o exemplo que desta exposição é possível extrair:

Isto, porque “estas fotografias não são apenas o registo mecânico de uma aventura no meio do mar” Mas “ pontos de relevo num mapa de sonhos. (…) Imagens recuperadas dum naufrágio subitamente colocado ao contrário pela rápida transformação duma derrota em vitória,” – dizia o poeta e escritor, José do Carmo Francisco, no catálogo da  exposição, que, em meados de 1994, inaugurara no Padrão dos Descobrimentos.














Na verdade, há momentos que, por tão tormentosos e solitários na vasta imensidão oceânica,  são verdadeiras eternidades – Que o digam todos aqueles que passaram pela dramática e dificílima situação de náufragos. Outros, nunca o terão podido expressar, visto terem ficado sepultados para sempre no silêncio eterno do fundo dos  abismos submarinos. Pessoalmente, quis Deus ou o destino que fosse um dos  sobreviventes, de entre os milhares de vitimas, que, por esta ou por aquela razão,  anualmente, são tragados pela voragem dos oceanos e  pudesse transmitir o testemunho daquilo  que o engenho, a força de vontade e o querer humano, poderão lograr, face às maiores provações.







quinta-feira, 30 de julho de 2026

Aniversário do Rui Veloso! De parabéns! – Um caso singular na música portuguesa – Conheço-o desde o início da sua carreira

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista



Hoje é o aniversário do  Rui Veloso! Está de parabéns! – Um caso singular na música portuguesa – Conheço-o desde o início da sua carreira - É sobrinho do saudoso General Pires Veloso, o oficial superior (então Coronel) a quem o movimento das Forças Armadas, confiou a descolonização de S. Tomé, liderando uma transição, embora polémica mas pacifica, evitando que os roceiros, comandados por  Ricardo Durão, pegassem nas armas que dispunham  nos armazéns – O ano passado, no 10 de Junho, o autor do “Chico Fininho”, foi a grande atração nas Ilhas Verdes do Equador, como que numa romagem de saudade do maravilhoso pais equatorial, de que seu tio, tanto amava e lhe ouvira falar

Conheci-o, pela primeira vez, em 1980. Como o tempo passa!… Ainda o estou a ver a chegar a uma estação de rádio, acompanhado do David Ferreira: ia ser entrevistado pelo Júlio Isidro, creio que no programa da Grafonola Ideal. Depois vi-o no programa televisivo “Febre de Sábado de Manhã. Por essa altura, tive oportunidade de falar com ele. E também mais vezes: uma das quais, a poucos dias do seu casamento: encontrei-o, já não sei a onde e teve a amabilidade de me mostrar a sua nova casa: era para os lados da Avenida da República. Ainda a estava por mobilar. Mas agora já há uns anos que não o vejo pessoalmente. Espero que um dia calhe. Para lhe dar um grande abraço: mas que, desde já,  aqui já lhe envio, com os desejos de mais canções, de boa música e muitas felicidades e alegrias - para ele, para os que acompanham e os que ouvem e admiram. Que os longínquos astros o continuem a iluminar e a propiciar muitos amigos e admiradores e que nunca se sinta sozinho: senão na letra da canção mas não no sentimento, nas suas qualidades artísticas, nas daqueles que o acompanham, na sua extraordinária sensibilidade e talento, nada falte ao seu generoso coração.

RUI VELOSO - HÁ QUEM LHE  IMITE AS CANÇÕES MAS NÃO A SINGULARIDADE E MANEIRA DE SER  - COMO PESSOA E ARTISTA

O Rui Veloso é único no seu género musical e na sua pessoa. É uma espécie de cometa onde as estrelas se confundem umas com as outras. É este o panorama sob a abóbada do nosso pequeno firmamento que se ergue no estreito retângulo à beira-mar plantado. Nasceu a 30 de Julho de 1957, em Lisboa, mas ainda foi bebé ( com três meses) para o Porto. Não tem nada de Lisboeta. É um típico tripeiro: no falar e no à-vontade de comunicar: os lisboetas são mais sisudos e convencidos. Não quer dizer que sejam todos assim: mas o faduncho triste e a indolência dos mouros do sul têm bastantes dissemelhanças da garra e vivacidade dos lusitanos ou celtas do Norte. Herda do signo Leão as melhores qualidades e virtudes. A determinação, o talento e a generosidade. Simples e ao mesmo tempo nobre de carácter. Completou agora 30 anos de carreira mas eu desejo-lhe que toque e cante mais trinta. Por muitas Primaveras bonitas que apetecem viver, mesmo dos dias que "tão depressa brilham como depressa estão a chover". Que viva ainda por muitas mais. Não sou um fã da musica rock. Mas gosto de o ouvir cantar e apreciei muito o seu "Chico Fininho," antes de ele ser mais uma "estrela no céu". Claro, das que verdadeiramente cintilam e brilham!



Sem dúvida, no começo dos anos 80, foi uma grande pedrada nos convencionalismos do charco. Dos convencidos que inovavam mas repetiam-se e imitavam-se até ao enfado. Era uma música que trazia uma nova lufada e incarnava simultaneamente uma personagem da nova geração, que, desiludida, já dos políticos e, para curtir a falta de guita nas algibeiras, despontava para as "curtes" ou "speeds". Marcou o começo de um período e um outro estilo. E o pronúncio dos shoppings e dos grandes centros comerciais que desertificam a cidade, a massificam e desumanizam ainda mais, os alvores do flagelo dos ácidos que corroem e matam como a "estricnina". E (com a sua "camponesa") até do abandono dos campos. Ele meio agarotado meio romântico de um tempo pós exageros revolucionários, pós mazelas e fascismos da guerra colonial e prenúncio dos democratismos fingidos e hipócritas. Que parece jamais ter sarado. Aliás, se agravaram com a peste dos mercado global e dos liberalismo selvagens. .Que cada vez mais se reflete nos bairros da fome, da merda, da solidão e da miséria. E que então parecia já rever-se no próprio intérprete. Que o denunciava meio a sério meio a brincar. Talvez com mais eficácia das então já estafadas e comprometidas baladas militantes.

Ele também escorreito e magro, afável e carinhoso, popular e desprendido, simpático e meio matreiro, amigo do seu amigo mas sempre ele mesmo ("por mais amigos que tenha, sinto-me sempre sozinho") com o mesmo olhar e sem vaidades. Hoje está um bocadinho mais cheiinho. Mas é ainda a voz e imagem emblemáticas do eterno Rui das baladas, canções e músicas inimitáveis! O sentir e as preocupações da juventude do pós 25 de Abril e das atuais. gerações. Cujas letras e o canto, vão sendo apreciadas e lembradas pelos que agora - tal como ele - já são pais. Num meio quase submerso e invadido pelo género pimba, cujo amolecimento pseudo-romântico, com resquícios de provincianismo piegas parece difícil de curar, ele aí está, o Rui Veloso, igual a si próprio, ainda a cintilar, tal como dantes, com a mesma alegria e matriz como principiou, tal como a estrela da manhã, ao raiar no horizonte. Igual no seu brilho mas sempre o despontar de uma nova alvorada. Sem porém lograr ocultar as duras realidades sociais da vida que a matizam. Ele continua a ser a estrela brilhante da noite ou da manhã que ao mesmo tempo que traz o brilho, alegria; é ainda aquela que é o bordão do pastor e atenta vigia

Com pena minha, não o tenho acompanhado nos seus concertos mas sei que continua a ser a mesma pessoa. Romântico, risonho, folgazão e desprendido quanto baste. Já não há canções de amor capazes de durarem um dia ou uma noite inteira. Curte uma trip de beijos e depressa fareja outra na esquina. Não vai nos ácidos mas gosta de um bom Porto doce e fininho. E, tal como o chico, conhece à distância os tripados da Ribeira. O seu olhar e o sorriso - onde ainda há muita ternura, bondade e franqueza - não o desmentem. Elevou-se e popularizou-se no panorama musical português - e até já foi distinguido com uma das mais altas condecorações -, no entanto, nem por isso o estrelato lhe subiu à cabeça e lhe modificou a sua maneira de ser. Os egoísmos e a falsa modéstia não moram no rosto dele. O Rui é do melhor que o nosso Genuíno Povo teM


ALGUNS DADOS  BIOGRÁFICOS - Rui Veloso é filho de Aureliano Capelo Veloso, engenheiro de profissão e político por vocação, que foi o primeiro presidente da Câmara Municipal do Porto, no pós 25 de Abril. Com apenas seis anos de idade, o gosto de Rui Veloso pela música já era notório e começou a aprender harmónica.

Em 1972, deixa-se influenciar pelos blues, ouvindo incessantemente nomes como Eric Clapton, B.B. King e Bob Dylan. Com essa idade, começou também a tocar guitarra. Pouco tempo depois, formou a seu primeiro grupo musical.

A banda intitulava-se “Magara Blues Band” e para além dele, integrava Manfred Minneman no piano e Mano Zé no baixo. A banda deu vários concertos em casa de amigos e e em bares. Nesta altura, Rui Veloso cantava sobretudo em inglês.
Em 1976, conheceu Carlos Tê, dando início a uma parceria de sucesso. Para além da amizade que cresceu entre ambos, Carlos Tê seria o autor de um grande número das letras cantadas por Rui Veloso. Carlos Tê também recolheu frutos da sua ligação a Rui Veloso, sendo convidado posteriormente para escrever para outros projetos de relevância, como os Trovante e os Clã.
Em 1979, seria dado o seu primeiro grande passo rumo ao sucesso. Curiosamente, foi a mãe de Rui Veloso que se revelou decisiva em todo o processo, ao enviar duas cassetes com músicas de Veloso e letras escritas por Carlos Tê, para a editora Valentim de Carvalho. Todas as músicas presentes nas cassetes eram cantadas em inglês. A editora ficou agradada com o que ouviu, mas pediu que Rui Veloso apresentasse músicas em português. – Mais pormenores em  http://www.fotosantesedepois.com/rui-veloso/

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Aniversário Memória do Poeta Amadeu Ferreira 29-07-1950 -01-03-2015- -Homenagem de Júlio Meirinhos nos Templos do Sol a um dos maiores investigadores da língua mirandesa: contista, dramaturgo, ensaísta e ficcionista-

                             Jorge Trabulo Marques - Jornalista e coordenador das celebrações

 Gaiteiros de Miranda do Douro - Numa das anteriores celebrações



Aniversário Memória do Poeta Amadeu Ferreira 29-07-1950 -01-03-2015- -Homenagem de Júlio Meirinhos nos Templos do Sol a um dos maiores investigadores da língua mirandesa: contista, dramaturgo, ensaísta e ficcionista-

Poema lido no passado dia 21 de Junho na celebração do Solstício do Verão, no Stonhenge Português- Chãs - com revelações inéditas de Júlio Meirinhos, ex-Coordenador do PROCOA-PPDR - Da salvaguarda das gravuras do Côa, inserido no Programa de Desenvolvimento de Vale do Côa

Amadeu José Ferreira nasceu a 29 de julho de 1950 em Sendim, Miranda do Douro. Faleceu, em Lisboa, no dia 1 de março de 2015) foi um advogado, escritor e professor universitário português e um estudioso e divulgador da língua mirandesa. Foi ordenado comendador da Ordem do Mérito em 2004

Traduziu várias obras de referência da literatura portuguesa e universal para mirandês, nomeadamente, Os Lusíadas, de Camões, Mensagem, de Pessoa, os clássicos romanos de Horácio, Virgílio e Cátulo, os quatro evangelhos do Novo Testamento e ainda dois volumes da banda desenhada francesa Astérix. Chegou a escrever sob os pseudónimos Francisco Nebro, Marcus Miranda e Fonso Roixo.

Publicou igualmente muita obra sua original e colaborou, em língua mirandesa, com meios de comunicação social como o Jornal Nordeste, o Mensageiro de Bragança, o Diário de Trás-os-Montes, o Público (jornal de âmbito nacional para o qual escreveu regularmente durante anos) e a rádio MirandumFM, contribuindo ainda com mais de três mil textos, quase exclusivamente literários, em blogues como Fuontes de l Aire, Cumo Quien Bai de Camino e Froles Mirandesas.

Foi presidente da Associaçon de la Lhéngua i Cultura Mirandesa (Associação da Língua e Cultura Mirandesa), com sede em Lisboa, e fundador e presidente da Academia de Letras de Trás-os-Montes. A nível profissional, foi vice-presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (a entidade reguladora do mercado de capitais em Portugal), professor convidado da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa e membro do Conselho Geral do Instituto Politécnico de Bragança.





Solstício do Verão 21-06-2026- Celebrado no Stonhenge Portiguês- Chãs - com revelações inéditas de Júlio Meirinhos, ex-Coordenador do PROCOA-PPDR - Da s






Desta vez não foi possível contemplar esta imagem .Com o sol a brilhar todo o dia mas toldado por espessas nuvens ao despedir-se do dia maior do ano. Mesmo assim, foi de muita alegria, cconvívio e fraternidade

Junto ao altar do santuário da Pedra da cabeleira de Nº Sªa , cuja gruta é atravessada pelos raios do nascer do sol nos equinócios



O dia era de intenso calor: mesmo assim a iniciativa constituiu um grande sucesso, nas palavras sublinhadas pelos participantes e convidados –Júlio Meirinhos, Líder do PROCOA da salvaguarda das gravuras do Vale do Côa:

Uma figura bem conhecida em toda a região duriense e no pais. Possuidora de um prestigiado currículo, que ficou ainda conhecido como mentor da chamada Lei do Mirandês, a segunda língua oficial em Portugal, após a aprovação da lei na Assembleia da República, em 17 de setembro de 1998, que conferiu este estatuto ao idioma falado no Nordeste Transmontano, a que nos referiremos nos vídeos das suas intervenções.
Ambos nos empenhamos na defesa das gravuras do Vale do Côa- Isto, porque, naquele período polémico, o executivo camarário, apostava mais na construção da barragem.


Júlio Santana Meirinhos, foi o mais jovem presidente de Câmara do país: a de  Miranda do Douro, a terra onde cresceu e se fez homem. Ex-deputado pelo PS e ex-governador civil de Bragança

.Cidadão honorário do Município de Miranda do Douro – Grau Ouro Agraciado pelo Estado Português com o grau de Comendador da Ordem Nacional do Infante D. Henrique. Eleito o “Melhor.Autarca do ano de 1986” – Prémio Telex de Prata – AN Membro do Comité das Regiões em Bruxelas

OUTRA DESTACADA PRESENÇA - Albertino Melo, natural de Viseu, Diretor Geral no sistema financeiro, atualmente consultor internacional, em Luxemburgo, tendo sido o mais jovem dos Presidentes eleitos do Académico de Viseu, que liderou ao longo de vários anos, desportista, consultor e viajante por muitas terras: que já nos deu o prazer da sua presença, há uns 4 anos, num percurso desta aldeia à Ervamoira, e com o qual também já nos reencontramos, em Lisboa, numa visita diplomática

Em vídeos a editar, teremos, pois, igualmente o prazer de destacar as palavras proferidas por Júlio Meirinhos, Albertino Melo , Olímpio Sobral e José Lebreiro.


O nosso abraço, pois, a todos os peregrinos, que nos deram o prazer da sua presença e de se associar a esta significativa e tradicional celebração, que temos organizado e realizado, desde há mais de duas ´décadas, visando não esquecer mas perdurar, a herança do património megalítico, especialmente dos alinhamentos sagrados dos equinócios.

Num evento que voltou a afirmar-se como um importante momento de valorização do património histórico, cultural e paisagístico do concelho de Foz Côa, da região e do país.- Pese o facto, de tanto a autarquia local, como do Município, não se terem feito representar e nem nos terem prestado qualquer tipo de apoio

À exceção de Olímpio Sobral. Membro da Assembleia do PS, que destacou a importância da dinamização de eventos no âmbito do solstício, salientando o potencial destas iniciativas para a valorização cultural da freguesia.

Tendo sublinhado, que “ É de inteira justiça destacar e agradecer o extraordinário empenho, dedicação e persistência de Jorge Trabulo Marques, cuja ação tem sido determinante na divulgação e promoção dos equinócios e solstícios em Chãs.

Agradecemos igualmente a presença de todos os participantes que, com o seu interesse e entusiasmo, contribuíram para o sucesso desta celebração.

Uma palavra de reconhecimento ao Dr. José Lebreiro, presença constante nestes eventos e profundo conhecedor do património da nossa região, cuja participação muito enriquece estas iniciativas, Técnico Superior Principal da Reitoria da Universidade de Coimbra -Dedicado e generoso peregrino dos Templos dos Sol, aldeia de Chãs – V. N. de Foz Côa,

O nosso agradecimento também ao Dr. Célio Alves, pela sua presença e pelo apoio demonstrado a esta celebração.
Dirigimos ainda um especial agradecimento ao Dr. Albertino Melo, personalidade de reconhecido mérito e prestígio, cuja participação muito honrou este encontro.

Uma referência particularmente especial ao Dr. Júlio Meirinhos, figura ímpar da vida pública portuguesa e transmontana, que exerceu diversos cargos de elevada responsabilidade, entre os quais os de Governador Civil de Bragança, Presidente do Agrupamento de Municípios da Terra Fria Transmontana, Presidente do Conselho da Região da Comissão de Coordenação da Região Norte e Presidente da Região de Turismo do Nordeste Transmontano.

Merece igualmente especial destaque o seu papel como Coordenador do PROCOA – Programa de Desenvolvimento Integrado do Vale do Côa, contribuindo decisivamente para a valorização, promoção e desenvolvimento de um território hoje reconhecido internacionalmente pelo seu património arqueológico e cultural.

O seu percurso de serviço público, a sua dedicação ao desenvolvimento regional e a defesa dos interesses das populações foram reconhecidos pelo Estado Português com a atribuição do grau de Comendador da Ordem Nacional do Infante D. Henrique, entre muitas outras distinções.

A sua presença nesta celebração constituiu uma enorme honra para a nossa aldeia e um motivo de orgulho para todos os presentes.
A todos os que participaram e contribuíram para o sucesso desta celebração, o nosso sincero agradecimento.

Foi ainda proferido um discurso no local pelo membro da oposição na Assembleia de Freguesia, que agradeceu a presença de todos os participantes e dirigiu uma saudação especial aos ilustres visitantes que nos honraram com a sua presença, contribuindo para o prestígio e significado desta celebração:

Boa tarde a todos.
Como membro da Assembleia de Freguesia, é com muito gosto que me associo a esta celebração do Solstício de Verão, um momento que nos convida a olhar para as nossas raízes, para a nossa história e para a riqueza do património que herdámos dos nossos antepassados.

Quero começar por agradecer o empenho, a dedicação e a persistência de Jorge Trabulo Marques na divulgação e promoção dos eventos dos equinócios e dos solstícios. Ao longo dos anos, o seu trabalho tem contribuído para dar a conhecer a nossa aldeia e o seu património a um público cada vez mais vasto, projetando Chãs muito para além das suas fronteiras e despertando o interesse de visitantes, investigadores e meios de comunicação social.


Dirijo uma saudação muito especial ao Senhor Comendador Júlio Meirinhos, nosso convidado de honra, personalidade de grande relevo na região e no país, cuja ação foi determinante na valorização e defesa do património do Vale do Côa. A sua presença é para nós uma grande honra.

Saúdo igualmente o Senhor Albertino Melo, figura de referência da nossa região, cujo percurso profissional e humano muito prestigia as nossas terras. É um privilégio contarmos hoje com a sua presença.

O Solstício de Verão assinala o dia mais longo do ano e marca o início do verão. Desde tempos remotos, este momento era celebrado pelos povos antigos, que observavam atentamente os ciclos da natureza e do céu. Aqui, neste local privilegiado, podemos contemplar o pôr do sol alinhado com esta impressionante pedra, testemunho de uma herança ancestral que continua a despertar fascínio e admiração.

Da mesma forma, a Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora é um local emblemático onde se assinalam os equinócios, reforçando a singularidade do património arqueológico, paisagístico e cultural da nossa aldeia. Estes lugares ligam-nos à memória dos povos que aqui viveram e recordam-nos a importância de preservar e valorizar este legado para as gerações futuras.