jorge Trabulo Marques - Jornalista
96ª Feira do Livro de Lisboa- 14-06-2016. Oportunamente, divulgarei entrevistas e outras imagens - Pois terei que me ocupar com a celebração do solsticio do Verão, na minha aldea- Chãs- Foz Côa
jorge Trabulo Marques - Jornalista
96ª Feira do Livro de Lisboa- 14-06-2016. Oportunamente, divulgarei entrevistas e outras imagens - Pois terei que me ocupar com a celebração do solsticio do Verão, na minha aldea- Chãs- Foz Côa
Feira do Livro de Lisboa- Espaço de diálogo, de convívio e memória. - Não perca as imagens e videos que temos ainda para lhe oferecer na postagem seguinte - Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador
Neste dia, há cinco anos faleceu António Torrado Figura central da literatura infantil portuguesa, publicou mais de 120 obras –Entre contos, poesia, teatro e adaptações de tradição oral – distinguindo-se pelo humor, lirismo e defesa de valores como a liberdade e o respeito pela diferença. Recebeu o Grande Prémio Calouste Gulbenkian em 1988.Escritor, pedagogo, jornalista e dramaturgo português
António Torrado nasceu em Lisboa em 1939 e se destacou como um dos autores mais importantes da literatura infantil portuguesa. Faleceu, em Lisboa, aos 81 anos, em casa, em consequência de doença prolongada. Poeta e dramaturgo premiado, antigo professor do ensino secundário, António Torrado esteve desde cedo ligado à pedagogia, à produção literária para os mais novos, à recuperação e reinterpretação do conto tradicional e à promoção da leitura.
"O mercador de coisa nenhuma", "A chave do castelo azul e outras histórias" e "O veado florido" são algumas das obras escritas por António Torrado, distinguido em 1988 com o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens
Licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Coimbra e começou a escrever aos 18 anos. Torrado foi professor, jornalista, editor e dramaturgo, e sua obra inclui mais de 120 títulos, sendo muitos recomendados pelo Plano Nacional de Leitura. Ele foi galardoado com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para Crianças em 1988 e tem colaborado em diversos programas de televisão e cursos de formação de professores. Torrado é conhecido por sua capacidade de abordar temas complexos de forma acessível e lúdica, e sua obra é uma contribuição significativa para a literatura infantil em Portugal~
Foi produtor da RTP de programas infantis, entre os quais a Rua Sésamo, fundou duas editoras e um colégio infantil e primário, em Lisboa. Foi membro da Direção da Sociedade Portuguesa de Autores Entrevistei-o, em 2014, na Feira do Livro de Lisboa, tendo-me falado da “Donzela Guerreira, do então seu último livro, baseado num conto tradicional – E confessado, que, o total das suas obras, medidos na sua prateleira, atingiria precisamente sua sua altura, ou seja, 1.75
Nascido a 21 de Novembro de 1939, em Lisboa, António Torrado tinha raízes em Vizela, de onde os pais eram originários. Mas foi por Lisboa que cresceu, no seio de uma família que se dedicava ao pequeno comércio. Foi com a ideia de ajudar o pai que, inicialmente, escolheu estudar Ciências Económicas. Mas, acabou por dar por si em Filosofia"
Acabaria por se ver a braços com as palavras e, daí até estar a escrever, foi um passo. Começou no Diário Popular. Foi, porém, quando passou pel’A Capital, em 1970, que se cruzou com José Jorge Letria, na época jornalista no Diário de Lisboa. “Ficámos muito amigos”, sublinha o também escritor. Daí que, quando lhe pedimos para falar de António Torrado, não se iniba de dissertar sobre o homem: “bom (e esta é uma grande virtude), solidário, construtivo, cavalheiro, atento”. Afinal, considera, José Jorge Letria é importante sublinhar as qualidades dos que partem.PÚBLICO Carla B. Ribeiro
Jorge Trabulo Marques - Jornalista - E antigo navegador solitário em pirogas no Golfo da Guiné


Estive neste local, em 21 de Dezembro de 1970, a prestar a minha singela homenagem aos corajosos navegadores portugueses, após ligação de canoa da baía de Ana Chaves àquele local e ali ter pernoitado – Erguendo a bandeira portuguesa.
Sim, dirigi-me ali de canoa, sozinho, desde a Baía Ana de Chaves - a primeira das minhas aventuras de canoa - depois seguir-se-iam mais três: de S. Tomé ao Principe, 3 dias; de S. Tomé à Nigéria 13 dias e, por fim, de Ano Bom - a Bioko - antiga ilha de Fernão do Pó, 38 dias
Voltei a este mesmo local, em Novembro de 2014, mas agora com as duas bandeiras: a de S. Tomé e Príncipe e a de Portugal. Sim, depois de ter vivido uma longa e dramática experiência de náufrago, ao longo de 38 dias, após o que acostei na Ilha de Bioko
Não tanto pela colonização posterior mas orgulho-me dos feitos dos bravos marinheiros portugueses, que, em frágeis caravelas, partindo de um pequeno país, que não ultrapassava um milhão de habitantes, demandaram por mares desconhecidos, deram a conhecer ao mundo novas terras, navegaram por todos os oceanos, mais deles perdendo a vida em dramáticos naufrágios
![]() |
| Viagem de S. Tomé ao Principe - 3 dias |
Não há certezas quanto à data exata da descoberta das ilhas do Golfo da Guiné - Admite-se, no entanto, que, a Ilha de S. Tomé, teria sido descoberta em 21 de Dezembro de 1470, dia do apóstolo S. Tomé, e , em 17 de Janeiro do ano seguinte, a Ilha do Príncipe, por João de Santarém e Pêro Escobar
A Ilha de Ano Bom, a 565 km a sudoeste da parte continental da Guiné Equatorial e a cerca de 200 km a sul de São Tomé, foi descoberta por volta de 1475, no 1º de janeiro, de dia de ano-bom - A Ilha de Fernando do Pó, atual Bioko, foi descoberta pelo navegador do mesmo nome; admite-se que tenha sido em 1472 - Estas duas Ilhas, foram possessão portuguesa entre 1474 e 1778, ano em passaram para a Coroa Espanhola, pelo Tratado de El Pardo em troca de terras espanholas na América do Sul, que seriam posteriormente anexadas ao Brasil
Descobrimentos de S. Tomé e Príncipe – “Não se sabe ao certo quem foram os descobridores nem a data da descoberta” A resposta poderá estar numa antiga inscrição gravada numa rocha, situada na orla marítima “Bien Faire” (Bem Fazer) a famosa divisa do Infante D. Henrique
"Quando os primeiros navegadores portugueses chegavam a uma terra até então desconhecida costumavam gravar nalguma grande árvore ou pedra «este motto do Infante, Talent de Bien Faire» diz o historiador Armando Cortesão

Dia de Portugal - Luís de Camões e as “AS LUSÍADAS ” – Obra dedicada às mulheres - A inquisição tê-lo-á forçado a alterar o título para "OS LUSÍADAS” –Diz Luís Oliveira Guimarães- Autor da obra “O Espírito e a Graça de Camões
Entrevista feita há mais de 40 anos para o programa Hora Ora! da RDP-Rádio Comercial - pelo autor deste texto - apresentado por Luis Pereira de Sousa
Jorge Trabulo Marques - Jornalista, investigador e dinamizador cultural
Corte do subsídio cultural que recebia, desde há vários anos - FFC – Fundo de Fomento Cultural Rua Dom Francisco Manuel de Melo, 15, 1070-085 Lisboa TEL + 351 21 384 84 00 EMAIL smc@gepac.gov.pt Nestes termos, e ao abrigo dos artigos 121.º e seguintes do Código do Procedimento Administrativo, fica V. Ex.ª notificado(a), para, querendo, se pronunciar por escrito sobre o sentido provável da decisão de perda do direito ao Subsídio de Mérito Cultural no ano de 2026

SOU UMA DAS ANTIGAS MANCHETES DO JORNAL NIGERIAN CHRONICLE - De Calabar - Uma dando a notica de quando aportei de canoa, numa praia de Calabar, na Nigéria,, após 13 dias desde S. Tomé à Nigéria - Em Março de 1975, -tive que fugir de canoa para evitar ser massacrado por um grupo de colonos por divulgar, na revista angolana Semana Ilustrada, de que era corespondente, as manifestações pró-independência. e as imagens do massacre do Batepá, de 3 de Fev de 1953, bem como de entrevistas a sobreviventes.-
Durante o regime brutal de Francisco Macias Nguema, os trabalhadores nigerianos nem sempre recebiam os seus salários e eram reprimidos com força bruta, o que levava a assassinatos.
Em resumo, direi que sou autor de várias travessias em pequenas pirogas primitivas, nos mares do Golfo da Guiné, por força de muitos treinos, sempre que me era possível, de praia em praia, nas frágeis canoas dos corajosos pescadores de São Tomé, aos quais desejo aqui expressar um abraço de reconhecimento e de admiração, não apenas pela dureza e risco das suas vidas, em que se expõem, sempre que partem para o mar, como também pelos ensinamentos que me prestaram, já que foram eles os meus melhores mestres.
Larguei à meia-noite, clandestinamente, pois sabia que se pedisse autorização esta me seria recusada, dada a perigosidade da viagem, levando comigo apenas uma rudimentar bússola para me orientar. No regresso de avião a São Tomé, fui preso pela PIDE, por suspeita de me querer ir juntar ao movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe, no Gabão, o que não era o caso. Levei três dias e enfrentei dois tornados. À segunda noite adormeci e voltei-me com a canoa em pleno alto mar. Esta era minúscula e vivi um verdadeiro drama para me salvar, debatendo-me como extrema dificuldade no meio do sorvedouro denegrido das águas.