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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Celebração do Equinócio do Outono, 23-09-2026 às 08 Horas Templos-do-Sol Chãs- Foz Côa - Com Singela Homenagem à memória do Dr José Azeredo Perdigão, 37 anos na presidência da Fundação Gulbenkian e sua esposa Maria Madalena de Azeredo Perdigão, outro rosto, Criativo, Dinamizador, Tutelar e Mítico da fundação mais importante de Portugal e do Mundo. Junto ao altar de uma mas maiores maravilhas da astroarqueologia megalítica


(postagem atualizada) EQUINÓCIO DO OUTONO 2026 - Véspera 22 09 2026 Templos-do-sol Chãs - Foz Côa Estive lá hoje sozinho dia 22- Véspera do Equinócio do Outono. Confiante de que, ás 08 H de Quarta-feira, 23-09-2026 , possam partilhar desta maravilha megalítica mais peregrinos , no alinhamento sagrado do Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira Chãs- Foz Côa. Com Singela Homenagem à memória do Dr José Azeredo Perdigão, 37 anos na presidência da Fundação Gulbenkian e sua esposa Maria Madalena de Azeredo Perdigão, outro rosto, Criativo, Dinamizador, Tutelar e Mítico da fundação mais importante de Portugal e do Mundo. Junto ao altar de uma mas maiores maravilhas da astroarqueologia megalítica


Associe-se à maravilha do Olho de Hórus no Equinócio do Outono 23-09-2026 às 08 horas. Um dos símbolos mais fascinantes da mitologia egípcia - A contemplar num dos altares dos Templos-do-Sol, arredores da aldeia de Chãs. de V. N. de Foz Côa erguido no Maciço dos Tambores, onde termina a Meseta Ibérica e principia o reino do xisto - A que uma lenda cristã, passou a chamar de Pedra da Cabeleira de Nª Sra, por ali ter deixado os cabelos gravados durante a sua fuga para o Egito

Local mágico, pleno de história e de misticismo, dos tais lugares da terra onde a beleza e o esplendor solar podem repetir-se à mesma hora e com a mesma imagem contemplativa de há vários milénios pelos povos que habitaram a área: longe do habitual bulício urbano, em perfeita comunhão com a Natureza e com os olhos postos numa das mais esplendorosas imagens solares

Poeta João de Deus – Lido e cantado numa câmara de ressonância pré-histórica Por António Ponces de Carvalho, e de sua esposa Filomena
O Dia dos Milagres” Nos Templos do Sol – de Francisco Moita Flores - Solstício do Verão 2016


O monumental megálito do Olho de Hórus, conhecido por Pedra da Cabeleira de Nª Srª, está orientado no sentido nascente poente, possui uma gruta em forma de semiarco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada no seu eixo no momento em que o Sol se ergue no horizonte, proporcionando uma imagem invulgar -Situa-se num pardo ermo de um impressionante afloramento granítico, conhecido por Tambores, numa vasta área de abundantes vestígios pré-históricos, entre os quais avulta o Castro do Curral da Pedra


Símbolo de Hórus

CASTRO DO CURRAL DA PEDRA  - Povoado pré-histórico localizado na freguesia de Chãs, no concelho de Vila Nova de Foz Côa.
situado num dos pontos mais proeminentes e  vistosos da margem direita do Vale da Ribeira Centeeira, nas proximidades do qual se erguem    alinhamentos sagrados com os equinócios e solstícios  que, avaliar pelas referências descritas na inquirições de Dom Dinis,  ter-se-á chamado de povoação de Izeda - Nome  derivado de Ísis (ou Isidis, na sua forma latina) tida originalmente como a  deusa da maternidade, da magia, da cura e da proteção.

Nos templos do Sol, saudamos os ciclos da Natureza, com momentos de poesia, iluminados pelo esplendor solar e por  sons musicais, sempre que nos é possível, mas também honramos  e recordamos personalidade de reconhecido mérito, que não devem se esquecidas - Da região, no país ou do estrangeiro

                        Jorge Trabulo Marques - Jornalista, investigador de arqueologia e dinamizador cultural

 um dos 

Celebração do Equinócio do Outono, 23-09-2026  às 08 Horas  Templos-do-Sol Chãs- Foz Côa - Com   Singela Homenagem à memória do Dr José Azeredo Perdigão, 37 anos na presidência da Fundação Gulbenkian e sua esposa  Maria Madalena de Azeredo Perdigão, outro rosto, Criativo,  Dinamizador, Tutelar  e Mítico da  fundação mais importante de Portugal e do Mundo. Junto ao altar de uma mas maiores maravilhas da astroarqueologia megalítica



A voz de José Azeredo Perdigão - Tributo à sua memória do jornalista que o entrevistou e o que vai recordar na celebração do equinócio do Outono, dia 23 do corrente, às 08 horas, num dos alinhamentos sagrados dos templos-do-sol, em chãs, de V. N. de foz Côa.  quatro dias depois de passarem 130 anos do seu nascimento

Fundação Gulbenkian - Azeredo Perdigão – 1896-1993 Recordando a voz e o homem na 1ª pessoa –“Administração da Fundação Gulbenkian, absorve-me toda a minha atividade... Hoje a minha vida é esta cadeira, onde estou sentado” - “Eu não sou velho, sou antigo!... Que é uma coisa diferente. 

Sim, graças a Deus, tive o privilégio - o grande prazer de entrevistar - algumas das mais importantes figuras da vida nacional, em vários domínios. José Azeredo Perdigão, foi uma dessas figura

Meus votos de melhoras e de recuperação rápida  de Agostinho Soares- Habitual  peregrino e colaborador  nas celebrações dos tempos-do-sol -  Que recentemente teve um acidente de mota, estando internado no Hospital da Guarda

Agostinho Soares ao lado de sua esposa

O Neolítico foi o período mais revolucionário da humanidade porque o ser humano passou de nómada recoletor a produtor sedentário através da agricultura e da domesticação de animais. Este estilo de vida está profundamente ligado à arquitetura megalítica, que marcou a paisagem com grandes monumentos de pedra para rituais e culto dos mortos.




Jorge Esteves, o rosto da RTP , mais atento aos Templos-do-Sol e ao distrito da Guarda, desde 2004 ano em que foi convidado a exercer as funções de jornalista e de coordenador da delegação comum da rádio e da televisão públicas na cidade da Guarda -Sim, já por várias vezes se deslocou a fazer a cobertura dos alinhamentos sagrados existentes no Maço dos Tambores e Mancheia, nos arredores da aldeia de Chãs, concelho de Foz Côa - Sendo , aproxima celebração, dias 23, às 8 horas

Não se importando de se encaminhar a estas celebrações, muito antes do nascer do sol para ali estar no momento em que os raios solares atravessam a graciosa gruta do majestoso calendário megálito que ali se ergue, como uma das maiores maravilhas da herança dos antigos povos que por ali se fixaram. Nos arredores de antigo castro, que as inquirições de Dom Dinis, apontam como tendo sido a povoação de Izeda, que poderia ter a ver com a derivação de Isete ou de Isis, representando a deusa da maternidade, da fertilidade e da magia na mitologia

Manuel Daniel - Imagem e a voz de um rosto que não podemos deixar de recordar: os  bons momentos de diálogo, que tivemos o prazer de partilhar com a sua simpatia, sensibilidade e saber - Sem dúvida, um admirável exemplo de labor e de tenacidade, de apaixonado pelas letras e de sentido e dedicação ao bem comum

Autor de uma vasta obra - “Caminhada Imperfeita”; “Mar da Minha Terra” ; "Coração Acordado"; "A Porta do Labirinto"; Intermitências". "Auto da Juventude"; "Eram meninos como nós" (teatro); " "O Feriado Municipal de S. Martinho" - Entre outros livros - Com cerca de uma vintena de peças de teatro para crianças e jovens, algumas das quais, inéditas - Advogado, poeta, escritor, ensaísta, dramaturgo e jornalista na imprensa e na rádio

Diversos investigadores têm-se debruçado sobre o estudo dos dois monumentos megalíticos: - Um apontado aos Equinócios e o outro ao Solstício de Verão. Desde o historiador Prof. Adriano Vasco Rodrigues, que foi quem primeiro classificou a Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora, como local de culto ou de sacrifícios, remontando ao período "da transição do paleolítico para o neolítico", ao arqueólogo Prof. António Sá Coixão, outro dos historiadores e investigadores que, à semelhança de Vasco Rodrigues, tem desenvolvido um trabalho notabilíssimo nos concelhos de Foz Côa e Mêda.


quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Dia da Língua Mirandesa 17 Set. Homenagem prestada ao Poeta Amadeu Ferreira, pioneiro da 2ª Língua Portuguesa - Nos Templos-do-Sol - Chãs - Foz Côa no Solstício do Verão - 21-07-2026 - Próxima celebração é do Equinócio do Outono, às 08 horas e ao pôr-do-sol


                                 Jorge Trabulo Marques- Jornalista e dinamizador cultural

Junto ao altar do santuário da Pedra da cabeleira de Nº Sªa , cuja gruta é atravessada pelos raios do nascer do sol nos equinócio   - Vídeo neste post 

Dia da Língua Mirandesa 17 Set. Homenagem prestada ao Poeta Amadeu Ferreira, pioneiro da 2ª Língua Portuguesa, nos Templos-do-Sol, no Solstício do Verão - 21-07-2026 - Com poema lido em mirandês por Júlio Meirinhos.

O Presidente da República publicou esta quinta-feira uma mensagem em mirandês, para celebrar o dia desta língua, a segunda com reconhecimento


A 2ª A língua oficial de Portugal, reconhecida, há 28 anos, a 17-09- 1998, pela Assembleia da República . Continua a ser falada pelos nativos de Miranda do Douro. É ensinada nas escolas, carecendo, no entanto, de apoios para salvaguardar este importante património cultural

.O Presidente da República publicou esta quinta-feira uma mensagem em mirandês, que a descreve como "uma língua que se guardou na boca das pessoas, nas histórias de lareira, nos cantares e nas conversas de todos os dias, e que hoje também se encontra nos livros, que são a forma de a fazer durar". "Uma língua que se escreve é uma língua que fica. Por isso o Dia da Língua Mirandesa e a Festa do Livro em Belém dizem a mesma coisa de duas maneiras: que a cultura portuguesa é feita de muitas vozes, e que todas elas merecem ser lidas", afirma.


A próxima celebração é a do Equinócio do Outono, dia 23, às 08 horas e ao pôr-do-sol, em Chãs- de V. N de Chãs - Foz Côa ,  junto ao altar do Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nª Sraª com  momentos poéticos e evocação à memória do Dr José Azeredo Perdigão, 37 anos na presidência da Fundação Gulbenkian, bem como de sua esposa Madalena Maria Madalena de Azeredo Perdigão, outro rosto, Criativo, Dinamizador, Tutelar e Mítico da Gulbenkian - Uma das maiores e mais importantes fundações da Europa e do mundo



O monumental megálito está orientado no sentido nascente poente, possui uma gruta em forma de semiarco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada no seu eixo no momento em que o Sol se ergue no horizonte, proporcionando uma imagem invulgar  -Longe do habitual bulício urbano, em perfeita comunhão com a Natureza e com os olhos postos numa das mais esplendorosas imagens solares    


. E, a partir das 19H no alinhamento da Pedra do caranguejo, cuja caverna. em forma de pequeno semiarco, é atravessada  pelos raios solares,  ao esconderem-se por detrás da linha do horizonte, na cordilheira que se estende de Sul para Norte da margem esquerda do maravilhoso vale da Ribeira Centieira 

                           O monumental megálito está orientado no sentido nascente poente, possui uma gruta em forma de semiarco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada no seu eixo no momento em que o Sol se ergue no horizonte, proporcionando uma imagem invulgar  -Longe do habitual bulício urbano, em perfeita comunhão com a Natureza e com os olhos postos numa das mais esplendorosas imagens solares


O primeiro manual destinado ao 1.º Ciclo do Ensino Básico em mirandês foi elaborado por professores de língua mirandesa e especialistas da EMPLM e da Associaçon de Lhéngua i Cultura Mirandesa (ALCM).

Poema lido, em mirandês, por Júlio Meirinhos nos Templos do Sol a um dos maiores investigadores da língua mirandesa: contista, dramaturgo, ensaísta e ficcionista, no passado dia 21 de Junho na celebração do Solstício do Verão, no Stonhenge Português- Chãs -Concelho de V. N de Foz Côa





 Gaiteiros de Miranda do Douro - Numa das anteriores celebrações

A língua mirandesa tem a sua origem num dos romances que se formaram na Península Ibérica a partir do latim, o romance que deu origem à família de línguas astur-leonesas –onde a língua mirandesa se integra – ,que se formaram entre os séculos VI-VIII. Toda a região estava integrada no império romano e era habitada pelo povo Astur, e era a tribo dos Zoelas ou Zelas que tinha assento no que é hoje a terra de Miranda, embora ocupando uma área mais vasta que abrangia uma parte importante do actual distrito de Bragança, em Portugal, e a região de Carvalheda, de Alba e de Aliste, delimitada pela serra de Culebra e os rios Esla e Douro, na actual província de Zamora, em Espan

Amadeu José Ferreira nasceu a 29 de julho de 1950 em Sendim, Miranda do Douro. Faleceu, em Lisboa, no dia 1 de março de 2015) foi um advogado, escritor e professor universitário português e um estudioso e divulgador da l
íngua mirandesa. Foi ordenado comendador da Ordem do Mérito em 2004

Traduziu várias obras de referência da literatura portuguesa e universal para mirandês, nomeadamente, Os Lusíadas, de Camões, Mensagem, de Pessoa, os clássicos romanos de Horácio, Virgílio e Cátulo, os quatro evangelhos do Novo Testamento e ainda dois volumes da banda desenhada francesa Astérix. Chegou a escrever sob os pseudónimos Francisco Nebro, Marcus Miranda e Fonso Roixo.

Júlio Meirinhos, Líder do PROCOA da salvaguarda das gravuras do Vale do Côa: Uma figura bem conhecida em toda a região duriense e no pais. Possuidora de um prestigiado currículo, que ficou ainda conhecido como mentor da chamada Lei do Mirandês, a segunda língua oficial em Portugal, após a aprovação da lei na Assembleia da República, em 17 de setembro de 1998, que conferiu este estatuto ao idioma falado no Nordeste Transmontano, a que nos referiremos nos vídeos das suas intervenções.

Ambos nos empenhamos na defesa das gravuras do Vale do Côa- Isto, porque, naquele período polémico, o executivo camarário, apostava mais na construção da barragem.

O dia era de intenso calor: mesmo assim a iniciativa constituiu um grande sucesso, nas palavras sublinhadas pelos participantes e convidados –Júlio Meirinhos, Líder do PROCOA da salvaguarda das gravuras do Vale do Côa:

Uma figura bem conhecida em toda a região duriense e no pais. Possuidora de um prestigiado currículo, que ficou ainda conhecido como mentor da chamada Lei do Mirandês, a segunda língua oficial em Portugal, após a aprovação da lei na Assembleia da República, em 17 de setembro de 1998, que conferiu este estatuto ao idioma falado no Nordeste Transmontano, a que nos referiremos nos vídeos das suas intervenções.
Ambos nos empenhamos na defesa das gravuras do Vale do Côa- Isto, porque, naquele período polémico, o executivo camarário, apostava mais na construção da barragem.


Júlio Santana Meirinhos, foi o mais jovem presidente de Câmara do país: a de  Miranda do Douro, a terra onde cresceu e se fez homem. Ex-deputado pelo PS e ex-governador civil de Bragança

.Cidadão honorário do Município de Miranda do Douro – Grau Ouro Agraciado pelo Estado Português com o grau de Comendador da Ordem Nacional do Infante D. Henrique. Eleito o “Melhor.Autarca do ano de 1986” – Prémio Telex de Prata – AN Membro do Comité das Regiões em Bruxelas

OUTRA DESTACADA PRESENÇA - Albertino Melo, natural de Viseu, Diretor Geral no sistema financeiro, atualmente consultor internacional, em Luxemburgo, tendo sido o mais jovem dos Presidentes eleitos do Académico de Viseu, que liderou ao longo de vários anos, desportista, consultor e viajante por muitas terras: que já nos deu o prazer da sua presença, há uns 4 anos, num percurso desta aldeia à Ervamoira, e com o qual também já nos reencontramos, em Lisboa, numa visita diplomática

Em vídeos a editar, teremos, pois, igualmente o prazer de destacar as palavras proferidas por Júlio Meirinhos, Albertino Melo , Olímpio Sobral e José Lebreiro.


O nosso abraço, pois, a todos os peregrinos, que nos deram o prazer da sua presença e de se associar a esta significativa e tradicional celebração, que temos organizado e realizado, desde há mais de duas ´décadas, visando não esquecer mas perdurar, a herança do património megalítico, especialmente dos alinhamentos sagrados dos equinócios.

Num evento que voltou a afirmar-se como um importante momento de valorização do património histórico, cultural e paisagístico do concelho de Foz Côa, da região e do país.- A celebração principal vai decorrer no  santuário rupestre da Pedra da Cabeleira - Espelho solar de Hórus - A lembrar o antigo símbolo da  mitologia egípcia, que a lenda cristã batizou de Pedra da Cabeleira de Nª Sra,  como tendo ali deixado os cabelos gravados, na gravura escura existentes, quando ali se abrigou na sua fuga para o Egito  






quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Equinócio do Outono 23-09-2023- A celebrar nos Templos-do-sol, em Chãs, de Foz Côa, às 08 horas em cujos amplos e purificadores espaços, Fernando Assis Pacheco - Poeta e Jornalista - abriu seus braços, nestes amplos e belos espaços, um mês antes de partir para eternidade




Jorge Trabulo Marques - Jornalista, fotojornalista, investigador e coordenador dos eventos, desde 2002



Equinócio do Outono  23-09-2023- A celebrar nos Templos-do-sol, em Chãs, de Foz Côa, às 08 horas  em cujos amplos e purificadores espaços,  Fernando Assis Pacheco - Poeta e Jornalista - abriu seus braços um mês antes de partir para eternidade.


Foi em Outubro de 1995. Estava-se em plena polémica das gravuras. Encontrei-o a meio da tarde desse dia, em Foz Côa, e já de regresso do Vale do Côa, para onde fora destacado, em reportagem, pela revista Visão. 

Embora visivelmente cansado da jornada, saudou-me com um ar de muita satisfação e alegria, parecendo não dar por perdido o esforço da sua missão, cujo contentamento acentuou ainda mais quando me perguntou se eu era daqui. Respondi-lhe que era natural de uma aldeia que também tinha bonitas gravuras, no seu termo, as da Quinta da Barca, junto ao Côa, e uma fragas muito curiosas, nas proximidades, que gostaria que visitasse. 

-Mais tarde, em 2001, quando ali descobri os alinhamentos solares com o nascer e pôr-do-sol, no ciclo das estações do ano, batizei a dita pedra de Pedra dos Poetas, elegendo o caprichoso altar como um local de peregrinação e evocação poética, tendo passado ali a ler poemas alusivos ao sol e às estações do ano ou ao espírito sensível dos inspirados pela Natureza ou pelas Musas

Fernando Assis Pacheco nasceu em Coimbra,  1 de fevereiro de 1937, cidade onde se licenciou em Filologia Germânica e onde viveu até iniciar o serviço militar, em 1961. Na juventude, foi ator de teatro 


A celebração principal vai decorrer no  santuário rupestre da Pedra da Cabeleira - Espelho solar de Hórus - A lembrar o antigo símbolo da  mitologia egípcia, que a lenda cristã batizou de Pedra da Cabeleira de Nª Sra,  como tendo ali deixado os cabelos gravados, na gravura escura existentes, quando ali se abrigou na sua fuga para o Egito  

A próxima celebração do Equinócio do Outono, é dia 23, com  momentos poéticos e evocação à memória do Dr José Azeredo Perdigão, 37 anos na presidência da Fundação Gulbenkian, bem como de sua esposa Madalena Maria Madalena de Azeredo Perdigão, outro rosto, Criativo, Dinamizador, Tutelar e Mítico da Gulbenkian - Uma das maiores e mais importantes fundações da Europa e do mundo

A voz de José Azeredo Perdigão - Tributo à sua memória do jornalista que o entrevistou e o que vai recordar na celebração do equinócio do Outono, dia 23 do corrente, às 08 horas, num dos alinhamentos sagrados dos templos-do-sol, em chãs, de V. N. de foz Côa.  quatro dias depois de passarem 130 anos do seu nascimento

Fundação Gulbenkian - Azeredo Perdigão – 1896-1993 Recordando a voz e o homem na 1ª pessoa –“Administração da Fundação Gulbenkian, absorve-me toda a minha atividade... Hoje a minha vida é esta cadeira, onde estou sentado” - “Eu não sou velho, sou antigo!... Que é uma coisa diferente. 


Associe-se à maravilha do Olho de Hórus no Equin



CASTRO DO CURRAL DA PEDRA  - Que se ergue nas proximidades, poderá ter-se chamado a povoação de Izeda - Nome porventura derivado de Ísis (ou Isidis, na sua forma latina) tida originalmente como a deusa da maternidade, da magia, da cura e da proteção.


É recordado por Joaquim Trabulo, filho do irmão de minha mãe, Acácio Trabulo, no seu livro"Por Veredas do Vale do Côa - Roteiros de Chãs, acerca da origem da chamada Pedra da Cabeira de Nª Sra, cuja gruta em forma de semiarco é atravessada pelos raios solares do nascer do sol no 1º dia dos Equinócios do Outono e da Primavera, " que o lugar do santuário rupestre parece conter uma certa magia e um certo segredo! (...)




"Sabemos que no antigo Egipto do concelho de Longroiva, que abrangia esta zona até ao Côa, existiu uma povoação chamada Izeda. Nas inquirições de D. Dinis, a descrição do julgado de Longroiva diz o seguinte: "Dizem as testemunhas de Longronha e Muxagata e Izeda e outros lugares que o herdamento do Temple tragem tudo por honra" (...) Ora, Pinho Leal, no seu dicionário Corográfico, diz que "Ized"a (...) também pode ser derivada de Isidis e cujo culto se propagou por quase todo o mundo, sendo também adoptado pelos Suevos"

Isis chegou a ser considerada no mundo romano a imagem da deusa universal; e em sua honra celebraram-se mistérios iniciáticos e grandes festas públicas. Para os egípcios era a deusa da fertilidade e os gregos compararam-na a Frodite, a protetora do amor. Isis casou com Osiris, seu irmã, tendo resultado desse casamento um filho - Hórus, o terceiro membro da trindade egípcia."

  

O maciço dos Tambores, a curta distância da aldeia de Chãs, de Vila Nova de Foz Côa,  uma vez mais vai ser o cenário evocativo para assinalar a celebração do Equinócio do Outono Em cerimónia simples, mas de expressivo simbolismo, pendor místico e histórico, frente ao portal do antigo altar sacrificial do santuário rupestre, conhecido por Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora, com belos momentos de poesia, bem-dizendo e festejando os dias da estação mais nostálgica do ano.  Justamente, no dia em que, a luz se reparte com a das trevas, em que o dia e noite, tem aproximadamente a mesma duração de 12 horas, o que só sucede, e durante todo o ano, na linha do Equador



Esta é a  estação marcada por migrações de animais e pelas colheitas e o cair da folha de muitas árvores, recebemo-la hoje no recinto amuralhado do Santuário Sacrificial da Pedra da Cabeleira, localizado numa zona castreja em Chãs, concelho de Vila Nova de Foz Côa.

O enorme penedo está orientado no sentido nascente-poente e possui uma gruta em forma de semi-arco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada no seu eixo no momento em que o Sol se ergue no horizonte, proporcionando uma imagem invulgar

Castro do Curral da Pedra
Está situado no lugar de Quebradas-Tambores, num rochoso planalto sobre o Vale da Ribeira de Piscos, em cujo curso se situam alguns dos principais núcleos de gravuras rupestres classificados como Património da Humanidade. Mas o fenómeno poderá começar a ser visto de véspera, a 21, Domingo – Oportunidade excelente para principiar bem um santo dia. Num local agreste mas encantador - Longe do habitual bulício urbano, em perfeita comunhão com a Natureza e com os olhos postos numa das mais belas imagens solares!!

Alcandorado na vertente do afloramento granítico, e num ponto predominante, existe ainda um outro calendário pré-histórico, conhecido pela Pedra do Sol, apontado ao pôr-do-sol do dia maior do ano. onde decorrem as celebrações do Solstício do Verão, já consideradas como o Stonehenge português.
A primeira referência ao Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora. foi feita por Adriano Vasco Rodrigues, no seu estudo publicado em 1982, sobre a História Remota de Meda., que o classificou como local de culto ou de sacrifícios.

O MAR DA MINHA TERRA É DE GRANITO” – Diz o poeta, escritor, dramaturgo, jornalista e advogado,  Manuel Daniel, natural de Meda, mas que , depois de ter peregrinado por várias partes do pais, dedicado à causa pública, em Pombal, S. João da Pesqueira, Reguengos de Monsaraz, Guarda, nas tesourarias e repartições de Finanças,   acabaria por  se fixar em Vila Nova de Foz Côa, a cuja cidade se entregaria com grande amor e paixão, como se fosse terra sua, tendo aqui exercido, a par do trabalho da advocacia e do jornalismo e  de um intenso gosto pela literatura, que desde bem cedo cultivou, com vários livros publicados nos diferentes géneros literários.

Pedro Daniel  - filho de Manuel Daniel 
MANUEL DANIEL - HOJE OS OLHOS DO POETA JÁ NÃO PODEM CONTEMPLAR A LUZ DO DIA  - ESTÁ COMPLETAMENTE CEG  - 

Mas nós não o esquecemos de, uma vez mais, ali lermos, com muito gosto,  versos de sua autoria, justamente  no pequeno altar dos poetas, onde, no solstício de Junho de  2011, ali ergueu a sua voz para se associar  à evocação   do poeta Fernando Assis Pacheco