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sábado, 28 de março de 2026

Recordada a Manifestação das Gravuras Não Sabem Nadar – 30 anos depois. recriada por iniciativa da fundação do Museu do Côa, inserida no âmbito das diversas atividades previstas para assinalar o 30ª Aniversário da do Vale do Côa

Reportagem, que, 30 anos depois tive o prazer de voltar a fazer -Há ainda um video por editar

                                                      Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador

Recordada a Manifestação das Gravuras Não Sabem Nadar – 30 anos depois. Não perca a reportagem que tive o prazer de voltar a fazer  e que,  este sábado , foi recriada por iniciativa da fundação do Museu do Côa, inserida no âmbito das diversas atividades previstas  para assinalar o 30ª Aniversário da do Vale do Côa Parque Arqueológico ,que continua a revelar-nos a extraordinária arte rupestre do Vale do Côa e a reforçar a importância da sua preservação e valorização. E que vão estender-se , desde 15 de Março até 10 de Agosto, dia do aniversário



A recriação da efeméride, alusiva ao movimento das Gravuras Não Sabem Nada, contou com uma calorosa e alegre participação, tanto de alunos antigos, como atuais, bem como professores e outras  pessoas:. É referido que teriam estado  430 alunos e professores, vindos de diversos pontos do pais , tendo reunido estudantes da Faculdade Letras do Porto e da Faculdade de Belas Artes do Porto e de Coimbra

A concentração dos alunos, tal como há 30 anos, partiu da Escola Secundária Tenente Coronel Adão Carrapatoso, em Vila Nova de Foz Côa, no distrito da Guarda, em direção ao largo dos Paços do Concelho.

Depois das intervenções do José Ribeiro, do então presidente do Conselho Diretivo da  Escola Secundária Adão Carrapatoso, do Presidente do Município Pedro Duarte, e do Presidente da  Fundação Côa Parque, a manifestação rumo em direção ao Museu do Côa,

Sempre em constante ambiente de calorosa  e expressiva manifestação, com as palavras de ordem como "as gravuras não sabem nadar" ou "este património é de todos", ao som da música dos Black Company "Nadar", que acabaria por se tornar o "hino" das lutas da altura, acaloradas por empunhados megafones

Sou autor das fotografias das :1ªs Revistas Pró-Côa e 1º Guia da Região do Vale do Côa, sob a orientação Júlio Meirinhos, Coordenador do Programa de Desenvolvimento de Vale do Côa. Além de dezenas de artigos e reportagens no Jornal ÉCÔA.

Peregrinei por 9 municípios e por todas as suas freguesias – Minha colaboração ativa e voluntária, em defesa das Gravuras Rupestres do Vale do Côa e seu património natural, em milhares de fotografias e de variadíssimos artigos no jornal ECÔA, ao longo de cinco anos, sem esperar qualquer compensação monetária ou contrapartida ,que nunca tive.- Senão o apoio de Abílio Constâncio Pereira, então Presidente da Adega Cooperativa de V. N. de Foz Côa, entidade que passou até a receber as diversas personalidades, nacionais e internacionais, que ali se deslocavam, enquanto não foi formalizado, pelo Governo de António Guterres, o programa Pró-Côa. - Isto, porque, naquele período polémico, o executivo camarário, apostava mais na construção da barragem.

Recordando a entrevista a António Guterres no Vale do Côa, Dez 1988. Registos de imagens desde 1995 do vasto arquivo do repórter à defesa da herança paleolítica a Património da Humanidade pela UNESCO - Que ilustraria o 1º Guia da Região do Vale do Côa                                            


Minha colaboração ativa e voluntária, em defesa das Gravuras Rupestres do Vale do Côa e seu património natural, em milhares de fotografias e de variadíssimos artigos no jornal ECÔA, sem esperar qualquer compensação monetária ou contrapartida ,que nunca tive.

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Acompanhei e fotografei as manifestações a favor da defesa das gravuras, assim como as visitas oficiais que decorreram naquele período.: desde o Rei de Espanha Juan Carlos, Jorge Sampaio, António Guterres Mário Soares, Manuel Maria Carrilho, Ferro Rodrigues, Jorge Coelho, Carlos Carvalhas do PCP, Príncipe Hans-Adam II do Liechtenstein - Entre outras personalidades.

Maior museu do mundo a céu aberto do Paleolítico criado há 28 anos no Côa




.O Vale do Côa é considerado "o mais importante sítio com arte rupestre paleolítica de ar livre O sítio arqueológico divide-se em dois eixos fluviais principais: 30 quilómetros ao longo do rio Côa - Faia, Penascosa, Quinta da Barca, Ribeira de Piscos, Canada do Inferno - e 15 quilómetros pelas margens do rio Douro

Em 3 de Março de 1995, num fim de semana, em plena polémica sobre a barragem no rio Côa, que ameaçava  submergir as gravuras rupestres encontradas no ano anterior, o então secretário-geral do PS, fazia a sua primeira visita ao Vale do Côa, e depois dos técnicos da UNESCO se terem igualmente pronunciado pela sua defesa, : tendo declarado que, se estivesse no governo, já teria mandado suspender as obras da barragem, sublinhando que o seu receio é chegar demasiado tarde.

Em outubro de 1995, António Guterres é eleito sem maioria mas, que, no entanto, viria conseguir cumprir os quatro anos de legislatura. Caso único na história dos Governos constitucionais portugueses

Em Janeiro de 1996, António Guterres, ordena a suspensão  dos trabalhos de construção da barragem de Foz Côa, empreendimento que iria submergir o maior núcleo de arte rupestre paleolítica de ar livre conhecido até então. A medida visava, em primeiro lugar, esclarecer a dimensão e importância científica e patrimonial dos painéis rupestres identificados até à data — “num quadro de serenidade e rigor científico” —
Em 10  de Agosto de 1996 é inaugurado o Parque Arqueológico do Vale do Côa, são estabelecidos circuitos de visita aos núcleos rupestres, constituídas equipas de investigação para actuar no terreno, construídos centros de acolhimento a visitantes, produzida legislação apropriada, em suma, foram criadas todas as infra-estruturas técnicas, científicas e humanas necessárias para dar cumprimento e justificar a decisão política tomada em prol da salvaguarda deste património.

Em 2 de Dezembro de 1998, a Arte Rupestre do Vale do Côa é, inscrita na Lista de Património Mundial da UNESCO como testemunho excepcional do génio criativo da humanidade. E, o então PM António Guterres, desloca-se de novo a V. N de Foz Côa e a visitar as gravuras, onde é é saudado e recebido de forma muito calorosa

Em Março de 2011, a poucos dias do final do último Governo liderado por José Sócrates, é criada a Fundação Côa Parque para gerir estes núcleos culturais (Museu e Parque Arqueológico), num território de riqueza ímpar em termos patrimoniais e paisagísticos, mas desertificado e em depressão económica.

Como uma imensa galeria ao ar livre, o Vale do Côa apresenta mais de 1.200 rochas, distribuídas por 20 mil hectares de terreno com manifestações rupestres, sendo predominantes as gravuras paleolíticas, executadas há mais de 25.000 anos, e distribuídas por quatro concelhos: Vila Nova de Foz Côa, Figueira de Castelo Rodrigo, Pinhel e Mêda

Meus Parabéns – Aos arqueológos e técnicos auxiliares. Aos Jovens da Escola Secundária Adão Carrapatoso de Foz Côa e seus professores, que estiveram unidos numa luta e objetivo comum: defender um dos maiores tesouros da Humanidade


Há pelo menos 80 mil anos os humanos já andavam pelo Vale do Côa  "Arqueólogos e outros especialistas internacionais apresentaram no Museu do Côa as últimas descobertas no que toca à arte rupestre. Thierry Aubry representou a equipa da casa para falar de mais uma rocha com “gravuras animadas” e de um “buraco” que faz recuar a ocupação humana do vale. Já sabíamos que os neandertais por lá tinham passado, mas não sabíamos que o tinham feito tão cedo

  Jorge Trabulo Marques - Jornalista

Arte Vinícola do Côa e Douro - Em foto-vinicultura - O primeiro vinho a promover o Vale Sagrado e as suas Gravuras, partiu da iniciativa da extinta Adega Cooperativa de V. N. de Foz Côa, com fotos de minha autoria, sob a Presidência de Abílio Pereira e da orientação técnica do enólogo Fernando Azevedo, sim, antes de ser vendia ao desbarato - Numa destas sessões fotográficas, dei um trambolhão, mas, graças a Deus, salvo uns arranhões, lá me segurei a umas giestas e não me despenhei por ali abaixo do precipício do Fariseu.


Chegou a ser das Adegas Cooperativas da região duriense, a mais próspera e mediática: em qualidade e em quantidade de produção, com as contas em dia e sem dívidas: pagando aos seus associados e empregados

sexta-feira, 27 de março de 2026

Agripina Costa Marques- 1929 -2023 - Meu Tributo à saudosa poetiza´que dedicou um belo poema. às minhas aventuras em pirogas - Esposa do poeta António Ramos Rosa –1924-2013 -

                                                             


Jorge Trabulo Marques  - Jornalista - Entrevista um ano antes de partir para a eternidade e a leitura d o poema que dedidou ao meu espírito aventuras nas travessias em pirogas solitárias no Golfo da Guiné


                 

Meu Tributo à saudosa poetiza Agripina Costa Marques- 1929 -2023 - Dedicou-me um belo poema. Esposa do poeta António Ramos Rosa –1924-2013 - Ambos meus bons amigos, que muitas vezes me deram o prazer de me receber em sua casa – Ambos admiravam o espirito das minhas ousadas aventuras marítimas nas frágeis pirogas no Golfo da Guiné - Recordo hoje o de Agripina Costa Marques,




Piroga usada na travessia de S. Tomé ao Principe
É na ampla latitude em que te encontras:
Tu que na vida és ávido.
Tua exigência extrema não tem comum medida
com esquemas intermédios;
não pode acomodar-se à vida por metade.
Tudo ou nada. E a vida se te impõe
em intensidade e risco, na vertigem do abismo:
porque tocas o abismo quando o fruis
em inultrapassável densidade;
quando já nada pode separar-te
dos soltos elementos; a voz da tua voz.
Um só furor; a mesma plenitude.
Uma só descoberta: quanto em ti próprio és
toda a potência cósmica em desmesura.
Na dimensão do excesso a vida em ti se cumpre.
Mareante nostálgico da aventura ancestral,

em gesta solitária ( e os rudimentares aprestos
que te bastam em teu despojamento
superando-te ante adversas forças)
ao recriares em ti o “mundo novo”
buscas ainda do instante o último limite.
Agripina Costa Marques
12.08.94

Agripina Costa Marques: costuma dizer-se, que, por detrás de um grande homem, está uma grande mulher – Foi justamente o que se passou com este apaixonado casal - António Ramos Rosa, era, na verdade, um poeta de corpo inteiro – Uma simples palavra, que ouvisse pronunciar e de que gostava, era o bastante para arrancar dali um poema. Pude testemunhar essa espontânea inspiração. Tendo-me confiado, vários dos seus originais manuscritos para os passar a letra de imprensa, assim como me ter oferecido seis poemas para o projeto de um livro, que acompanharia fotos minhas, com textos de Oliveira Marques e Lídia Jorge, que ainda não cheguei a editar, por culpa de uma editora que me reteve o projeto seis anos, tendo acabado por lho retirar.
Agripina Costa Marques – Sem dúvida, uma mulher de grande sensibilidade, que não ficava atrás da sensibilidade poética do seu querido marido, mas, que, de algum modo, se deixou eclipsar para que ele pudesse ainda mais brilhar. Possuidora de uma bela voz, tendo mesmo gravado alguns fados de Coimbra, acompanhada à guitarra de Carlos Paredes - Não chegaram a ser editados mas deixados unicamente em cassete.
Também ela autora de belos poemas, entre os quais, Ciclos, Fragmentos, Idades, que, segundo, já foi sublinhado, se inscrevem justamente na categoria desses livros que, pela sua rareza, reinventa a literatura e a poesia.
De seu nome completo, Agripina Jacinta Costa Marques Ramos Rosa, Nasceu em Lisboa, em Julho de 1929 Passou os últimos anos da sua vida na Residência Faria Mantero, no Restelo, propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
Faleceu aos 94 anos:, trabalhou como tradutora para as Publicações Europa-América e dirigiu o sector de exportações e importações numa empresa sedeada na mesma cidade. Revela-se nos anos noventa do século passado como poeta. A sua primeira obra Rotações (1991), tem como coautores Carlos Poças Falcão e António Ramos Rosa, seu companheiro de vida desde 1963. Seguem-se O Centro Inteiro (1993), em colaboração com António Magalhães e Ramos Rosa. No mesmo ano a escritora publicou ainda Instantes. Permanência (1993; com 2ª ed. em 2004) dando corpo a uma obra literária que passa por Diário Intermitente (1996), Ciclos, Fragmentos, Idades (1998), Sonhos (2000, com 2ª ed. em 2001) e Morada Recôndita (2012).


António Ramos Rosa - "Destacado poeta e crítico português nascido em Faro em 1924. Foi militante do MUD (Movimento de União Democrática) e conheceu a prisão política. Trabalhou como tradutor e professor, tendo sido um dos diretores de revistas literárias como Árvore e Cassiopeia. O seu primeiro livro de poesia, O Grito Claro, foi publicado em 1958. A sua obra poética ultrapassa os cinquenta títulos. É ainda autor de ensaios, entre os quais se salienta A Poesia Moderna e a Interrogação do Real (1979-1980). Em 1988 foi distinguido com o Prémio Pessoa. Faleceu em setembro de 2013.



segunda-feira, 23 de março de 2026

V. N de Foz Côa e a tradicional romagem em Honra de Nª Srª da Veiga- 2026

Joge Trabulo Marques - Jornalista - Há ainda um 3ª video a editar nesta página



V. N de Foz Côa e a tradicional romagem em Honra de Nª Srª da Veiga- 2026 - Devotos e peregrinos, acompanharam na manhã deste último domingo, dia 22, o andor da venerada imagem, desde a igreja matriz até à sua capela, erguida na margem esquerda do Rio Douro

Após uma semana, desde a sua capela à Igreja matriz, ao longo da qual decorrera uma novena de oração e pregação, além das homilias, quer à chagada como à despedida, pelo sacerdote da paróquia, o Reverendo Pe. Luciano Moreira, decorreu o cortejo de retorno




                 

A tradicional romagem da Nossa Senhora da Veiga, que decorreu desde o dia 15 a 22 de Março –depois de uma semana de cultura e muita animação, com a comunidade co concelho e de outros peregrinos, vindos de outros pontos do distrito ou do país, terminou c com o procissão da venerada imagem, desde a igreja matriz até à sua capela, que se ergue sobranceira à maravilhosa encosta da margem esquerda do Rio Douro no lugar das Cortes, num percurso. através do qual, além de cada participante poder partilhar momentos de elevada e calorosa espiritualidade, ao longo de belíssimas paisagens, por estradas e caminhos, desta cidade, capital de dois patrimónios da Humanidade.





Trata-se, com efeito, de um culto que começou pelo século XIII com peregrinações espontâneas das gentes de Vila Nova de Foz Côa e dos povos vizinhos.

Há registos de que no século XIX já havia uma festa anual com data marcada: segunda-feira de Páscoa. No final do século XIX, com a confraria de Nossa Senhora da Veiga, a data estipulou-se desde o último domingo de agosto até ao primeiro de setembro. Em 1914, para pedir que os soldados fozcoenses da primeira guerra mundial regressassem com vida, começou-se a “peregrinação de março” ao dia 25 (solenidade da Anunciação do Anjo). Esta peregrinação, pouco tempo depois, passou a ser realizada desde o penúltimo domingo antes do domingo de Ramos até ao domingo antes do domingo de Ramos







domingo, 22 de março de 2026

Primavera 2026 ao 2º Dia nos Templos do Sol -Chãs- Foz Côa - Imagens em videos de espaços de Magia, Poesia e Energia Física e Espiritual



Primavera 2026 ao 2º Dia nos Templos do Sol -Chãs- Foz Côa - Imagens em videos  de espaços de Magia, Poesia e Energia Física e Espiritual

               



Por Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador - Coordenador do evento



Primavera 2026 - Video da visita no 2º Dia nos Templos do Sol - Espaços de Magia, Poesia e Energia. com peregrinos que até vieram de Coimbra –A manhã voltou a alvorecer sem o brilho da luz: no entanto, para aquém aqui peregrinou, mesmo assim deixou de ter o seu encanto, quer pela vibração subtil e energética do local, quer pela beleza das giestas floridas em toda a área envolvente.

António Filipe, que desde há vários anos aqui se desloca, estudando as energias bem-fazejas do lugar. visto ser dirigente do IPRAD Instituto Português de Radiestesia, Geobiologia e Radiónica, voltou a dar-nos o prazer da sua presença ao 2º dia da Primavera, acompanhado de um grupo de visitantes, vindos igualmente de Coimbra onde reside, além de Pedro Daniel, nosso amigo e habitual colaborador, especialmente na cobertura fotográfica, vindo de Foz Côa, filho do saudoso poeta Manuel Daniel , cuja memória não podemos esquecer : tanto pelas visitas que aqui fez como pela beleza dos seus versos e da sua personagem:

Deixou-nos, em 22 de Janeiro de 2021 - Foi uma das vitimas da Convid 19 - Natural de Meda, tendo residido, desde há vários anos, em V.N. de Foz Côa, onde fez grande parte da sua vida - Advogado, escritor, jornalista, poeta, dramaturgo, autor de 40 peças de teatro, nomeadamente para crianças, 20 das quais ainda inéditas - Espírito solidário e associativo, de sensibilidade relevante, em associações de solidariedade social, nomeadamente no Lar da Santa Casa da Misericórdia



PEDRAS QUE NÃO SÃO APENAS PEDRAS - TÊM HISTÓRIA E TRANSMITEM ENERGIA - SITUAM-SE EM LUGARES ESPECIAIS DA TERRA, TAL COMO O TRIÂNGULO DE FÁTIMA, SÃO LOCAIS DE CURA - 


Os calendários solares,  aqui existentes, fazem parte dos chamados alinhamentos sagrados, com a mesma orientação de muitas igrejas da antiguidade, ou,  recuando ainda mais no tempo, tal como outros observatórios pré-históricos, que ainda perduram em várias partes do mundo.

São locais de cura, atravessados por  linhas ou energias geodésicas especiais, que os saberes e a experiência de antigas civilizações, que viviam em estreita ligação com a Natureza, escolheram para seu benefício próprio e, ali,  se dirigirem às suas divindades. 



De referir que as duas vertentes do vale são atravessadas pela falha sísmica do “graben" de Longroiva, nome de antiga vila de origem celta ,a que a freguesia de Chãs, já pertenceu, e  onde existe uma das mais antigas estâncias termais do país. 
Por Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador - Coordenador do evento

Achado do autor deste site
A freguesia de Chãs, tal como o nome indica, deriva de chã, povoado plano  situado  no topo de um monte - E assim terá sido esta a localização  das primeiras casas que lhe deram o nome,  erguidas nos pontos de confluência de vários caminhos romanos, que, surgindo, em pequenas quintas dispersas pelas partes mais férteis dos vales e áreas mais planas dos vários requebros e quebradas, onde se vai perder um dos extremos da meseta ibérica, com o decorrer do tempo se foram aglutinando e aproximando, formando um único povoado, denominado Chãs.



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Esse é o meu retiro predilecto, o lugar eleito das minhas fugas da cidade para o campo, onde peregrino, sempre que posso, nos meus devaneios espirituais. Pois é lá, ante a vasta linha daqueles largos horizontes, que eu sinto, bem presente, o vibrar da minha identidade, a suave harmonia das minhas raízes, o genuíno pulsar da minha origem, desde o seu lado mais ancestral até ao mais próximo. Porém, mais de que o torrão que me viu nascer, o que ali revejo e descubro, a cada passo, é a visão de um lugar sagrado, cenário eminentemente espiritual, que convida à contemplação e à purificação do corpo e da alma - À inexplicável percepção de quem tem o privilégio de pressentir ou de escutar um hino de serenidade e de louvor a Deus!



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