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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Chãs - Foz Côa - Antiga Escola Primária votada ao capricho da natureza: cabe ao município a resposta Portugal envelhecido e a que caminho da extinção dos Portugueses? A extinção das escolas e a lei da extinção de 1165 freguesias, em 2012, a grande machadada




Chãs - Foz Côa - Antiga Escola Primária votada ao capricho da natureza: cabe ao município a resposta Portugal envelhecido e a que caminho da extinção dos Portugueses?  A extinção das escolas e a lei da extinção de 1165  freguesias, em 2012, foi a grande  machadada  



                                      LONGE VÃO OS DIAS DESTA IMAGEM

 Não esquecer:" 8 nov 2012,Governo decide liminar 1165 freguesias de 230 municípios. O novo mapa territorial corta 25 por cento das atuais 4050.1168 freguesias foram agregadas  e agora, em 2025, o Parlamento aprovou a desagregação (reposição) de cerca de 302 freguesias, que veio a ser vetado pelo P.R 


O PRIMEIRO GOLPE COMEÇOU COM AS ESCOLAS PRIMÁRIAS

O primeiro golpe ao Portugal profundo, ao Portugal Rural, começou com a extinção das escolas primárias – É compreensível que, nos casos em que havia um ou dois alunos, houvesse necessidade  de os juntar noutras escolas . Mas o objectivo não era nem continua a ser esse: mas o de matar e descaracterizar o que resta da nossa identidade – Politico da grande cidade, nunca viu a província e  o campo com bons olhos. A estes salteadores,  as aldeias, vilas e pequenas cidades do interior (que não tenham praias para se estenderem ao sol),  não lhe dizem absolutamente nada. O seu património e as suas gentes, é vista como se fossem  de   uns apátridas, de uns esfomeados parasitas, que urge extinguir



O Prof. Olímpio Sobral, natural da freguesia de Chãs, que durante vários anos lecionou em França, país europeu para onde seu pai emigro e, que, desde a sua adolescência, nunca deixou de estar atento à vida social, rural, histórica e cultural, ultimamente na política, eleito como vereador na Junta de freguesia, pelo Partido Socialista, em nome da lista do PS, dirigiu uma carta ao Executivo Camarário, solicitando esclarecimentos sobre a situação da antiga escola da freguesia de Chãs, edifício público atualmente desativado e em avançado estado de degradação.
Paralelamente, será divulgada uma carta aberta , alertando para a degradação do imóvel e a necessidade de ações concretas para a sua requalificação. Ambas as iniciativas têm como objetivo promover transparência, responsabilidade política e debate público sobre o futuro deste património municipal

Chãs, 30 de Janeiro de 2026
Assunto: Requalificação da escola na freguesia de Chãs
Exmo. Senhor Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz-Côa
Exmos. Senhores Vereadores,
Nos termos do direito de participação dos cidadãos na vida pública e no acompanhamento da atividade das autarquias locais, vimos por este meio solicitar esclarecimentos formais relativamente à situação da antiga escola localizada na freguesia de Chãs, imóvel integrante do património dessa Câmara Municipal, atualmente devoluto e em avançado estado de degradação.

O referido edifício encontra-se há vários anos sem qualquer utilização, sem intervenção de conservação e sem que tenha sido tornado público qualquer projeto, deliberação ou procedimento administrativo tendente à sua reabilitação ou afetação a fins de interesse público. Esta situação constitui uma omissão prolongada no dever de gestão, conservação e valorização do património municipal, dever esse que decorre das atribuições legais da Câmara Municipal e dos princípios da boa administração.
A ausência de uso e de conservação de um imóvel municipal contraria o interesse público e os princípios de boa gestão do património, conduzindo ao agravamento de custos futuros e a prejuízos para o concelho e para a freguesia de Chãs.
Importa sublinhar que o imóvel em causa apresenta condições objetivas para uma requalificação com relevância económica e social. A inexistência de qualquer iniciativa concreta por parte da Câmara Municipal não pode ser justificada por inércia administrativa nem por ausência de decisão política. A inação prolongada traduz-se numa opção administrativa com consequências negativas diretas para a freguesia de Chãs.
Nestes termos, exigimos que a Câmara Municipal:
• Apresente publicamente a sua posição quanto ao futuro do edifício;
• Esclareça se existe ou não qualquer estudo, projeto ou procedimento em curso;
• Indique prazos concretos para a definição de uma solução;
• Avalie a possibilidade de promover parcerias destinadas à reabilitação do imóvel, nomeadamente para a sua reconversão numa pequena unidade turística, solução compatível com o interesse público e suscetível de gerar atividade económica e benefícios sociais locais.
A degradação continuada de património público não pode prosseguir sem responsabilidade política e administrativa. O silêncio institucional ou a ausência de decisão não são aceitáveis. A freguesia de Chãs não pode continuar a assistir à transformação de um edifício público em ruína por mera omissão do poder local. A degradação continuada do património não pode ser normalizada. A freguesia de Chãs tem direito a uma resposta e a uma perspectiva concreta de resolução.
Na expetativa de um retorno da V. Exa, apresentamos os nossos melhores cumprimentos,
Lista PS – AF Chãs
ps.chasfc@gmail.com é ao final do ano, 



Para pouparem alguns milhões, que não poupam obviamente, pois tiram-no de um lado e gastam-no do outro, no período trokista de Passos Coelho, começaram por fazer desaparecer “Cerca de mil juntas de freguesia”, que segundo as noticias, de então,  vão ser reduzidas «sem dúvida nenhuma» até ao final do ano, .Governo: mil freguesias desaparecerão até final do ano ................Governo vai cortar 1165 freguesias.........Já fecharam 14 mil empresas este ano e a criação de novos negócios caiu 15%

De recordar que "O Estado português deixou fugir 189 milhões de euros de investimentos na economia portuguesa que resultavam da compra das viaturas Pandur para o Exército e para a Marinha. E quem foi o mãos largas? Paulo Portas. Se tivéssemos governantes competentes, só isso dava e sobrava para pagar as despesas de as tais mil freguesias que pretendem extingui


De recordar que "O Estado português deixou fugir 189 milhões de euros de investimentos na economia portuguesa que resultavam da compra das viaturas Pandur para o Exército e para a Marinha. E quem foi o mãos largas? Paulo Portas. Se tivéssemos governantes competentes, só isso dava e sobrava para pagar as despesas de as tais mil freguesias que pretendem extinguir



Enquanto Portugal for governado por políticos urbanos, ou mesmo por outros, que, não sendo de origem dos grandes burgos, foram paridos nas melhores maternidades ou clínicas privadas, que nasceram e cresceram à sombra de um papá e de uma mamã, sempre solícitos e mãos largas para os ruizitos, zezitos e pedritos, que nunca  faltaram com coisa alguma ao menino e à menina, dificilmente esta casta de privilegiados, muitos deles unidos através das famigeradas lojas maçónicas, poderá fazer de Portugal a Pátria de Todos os Portugueses,  mas a coutada para o vil gamanço e oportunismo.

Encerraram-se dezenas de empresas e de lojas - fábricas, que já não existem - enquanto as lojas do comércio e indústria oriental não para  de prosperar e de se estender - Não há vila, por mais recôndita, que não tenha mais de que um bazar chinês -  Mas o pior é que não ficam por aí: já  tomaram conta da EDP e, ão só...  

Em Lisboa, não há rua que não tenha uma frutaria de indianos, chineses ou paquistaneses, abertas das nove à meia-noite   - E qualquer dia sucede o mesmo noutras cidades; se é que já não aconteceu. 
Os gregos expulsaram o comércio parasita (que foge aos impostos e muda de local e de nome, enquanto o diabo esfrega um olho)  e veio enfear-se em Portugal - País dos brandos costumes: com dirigentes políticos, sempre de braços abertos para os estrangeiros e madrastros e traiçoeiros para o Zé Povo  - Isto para já não falar do assalto da corrupta elite angolana, . Daqueles a quem o dinheiro não custa a ganhar - De facto, por este caminho, Portugal, que envelhece a passos largos, qualquer dia, além de irreconhecível, já nem do seu passado, os versos de Camões, serão lembrados - Na verdade, Salazar, se ressuscitasse da sua tumba, desmaiava e caía logo na mesma sepultura - 


 A ELITE DO LIBERALISMO SELVAGEM ATUAL AINDA CONSEGUE SER  PIOR QUE DOS SALAZARISTAS

Fui preso e sovado pela PIDE, pelo que  não posso admirar o regime Salazarista . Contudo, não deixo de reconhecer que Salazar, dentro das suas convicções,  era um patriota. Mais honesto do que muitos dos actuais democratas. Oriundo de famílias humildes, não se aproveitou nem  deixou fortuna - Muitos dos que, agora, se auto-proclamam democratas, no que pensam é aproveitarem-se dos bens públicos.

-Paradoxalmente, o  Nazismo pugnava por um Estado forte "Pedimos a nacionalização de todas as empresas que atualmente pertencem a trusts;Pedimos uma participação nos lucros das grandes empresas;Pedimos um aumento substancial das pensões de reforma;Pedimos a criação e proteção de uma classe média sã, a entrega imediata das grandes lojas à administração comunal e o seu aluguer aos pequenos comerciantes a baixo preço. Deve ser dado prioridade aos pequenos comerciantes e industriais nos fornecimentos ao Estado, aos Länder ou aos municípios; Pedimos uma luta sem tréguas contra todos os que, pelas suas atividades, prejudicam o interesse nacional. Criminosos de direito comum, traficantes, agiotas, etc., devem ser punidos com a pena de morte sem consideração de credo  religioso ou raça"etc. etc.

 Obviamente, o nazismo foi o que foi - Um crime que  não deixou saudades - Um programa forjado de nacional-socialismo mas que degenerou na maior aberração da Humanidade. A verdade é que o programa dos partidos nos regimes democráticos, são apresentados aos eleitores, com mil promessas e falham a todas, traindo-os e favorecendo os  privilegiados de sempre.


 E O QUE É ESTES PEDEM -..... Reduzir as ditas "Gorduras do Estado" e aumentar os cofres dos grandes trusts  Governo vai alargar programa de privatizações -******Austeridade - Ausência de medidas para reduzir despesa pública é chocante - Mira Amaral



E QUANTO DINHEIRO É DESTINADO PARA SOCORRER AS VITIMAS DA  SECA?

Governo angolano tem milhões para as vaidades da sua burguesia e para comprarem empresas em Portugal - E então quanto sobra para socorrem os milhões de pessoas que estão morrendo à fome?

A proposta de Orçamento Geral do Estado (OGE) para o próximo ano, que prevê receitas e despesas na ordem de 6,6 triliões de kwanzas, foi ontem oficialmente entregue pelo Executivo à Assembleia Nacional para discussão e aprovação.A proposta do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2013, que prevê receitas e despesas na ordem de 6,6 triliões de kwanzas, foi ontem oficialmente entregue pelo Executivo à Assembleia Nacional.

Una enfermera de MSF atiende a un niño herido en Angola. (Foto: Francesco Zizola/Magnum/MSF)

O novo colonialismo de angola, com os seus amigos colonialistas portugueses, quer comprar (vai comprar) a RTP, despendendo milhões de euros que bem falta fazem ao povo angolano - Os mais afetados são dois milhões de angolanos pequenos agricultores, que dependem da chuva para suas plantações para sobreviver - Milhares de crianças em vias de morrerem por falta de apoio"-

 Até agora, tem havido pouca resposta da comunidade internacional. As eleições nacionais, realizadas em agosto desviou a atenção para longe da crise de segurança alimentar. Agências humanitárias estão a envolver activamente o governo a assegurar uma resposta rápida e ampliados, especialmente para apoiar crianças em risco de desnutrição grave e agricultores que precisam urgentemente plantar para poder colher a primeira safra em janeiro. Contra esses riscos, a Sociedade Nacional está apelando para a ajuda internacional urgente para reduzir a insegurança alimentar nas áreas mais afetadas.Angola: Food Insecurity Emergency Appeal.....Emergency Appea
 
DIREITOS HUMANOS SALVAGUARDADOS? DE QUEM?  DO MENINO FILOMENA E DA MENINA ISABELINHA?!...

O  que eles apregoam ao povo: "O secretário de Estado para os Direitos Humanos, António Bento Bembe, disse quinta-feira, em Luanda, que a ratificação da Convenção Internacional de Protecção das Pessoas Portadoras de Deficiência, como uma das principais realizações do Executivo no âmbito da promoção e do respeito dos direitos humanos em Angola durante este ano.,,,,Jornal de Angola - Direitos humanos estão inscritos na agenda nacional do Executivo


                                                                            NOTICIAS A NÃO ESQUECER 

 MILHÕES DESBARATADOS EM PROVEITO DA GANÂNCIA COLONIALISTA EM COMPLETO DESPREZO DAS POPULAÇÕES 


PÚBLICO  "A empresa de capitais angolanos dona do semanário Sol anunciou esta quinta-feira que é candidata à privatização ou concessão da RTP se este negócio se revelar “interessante” para as duas partes.

Em comunicado, o conselho de administração do grupo afirma ter “disponibilidade e meios para, isoladamente ou em parceria, apresentar uma candidatura séria com vista a assegurar e garantir a implementação de um projecto verdadeiramente sólido e independente para a RTP”.
A administração diz mesmo que esta sua decisão “não será alterada por quaisquer afirmações de cariz xenófobo, nem tão pouco por processos de intenção ou teorias da conspiração” que possam feitas para “denegrir” a empresa ou os seus accionistas.

(...) Newshold acrescenta que os accionistas têm de facto nacionalidade angolana mas também portuguesa. Para além de terem obtido, fruto do seu trabalho e dos seus negócios, proveitos financeiros em Angola, que agora servem de suporte à sua actividade empresarial em Portugal”. “Em que é que o capital da Newshold com origem em Angola é diferente do capital com origem em Angola que hoje permite em Portugal a sobrevivência de muitas empresas de tantas áreas e que está a auxiliar a recapitalização da banca?”, questiona o grupo.

.(..)“O facto de não ter compromissos nem dívidas para com quaisquer ideologias, regimes ou financiadores externos lhe permite reunir condições únicas para ser completamente independente, com plenas condições para se concentrar única e exclusivamente na qualidade, no rigor e na liberdade de trabalho dos seus profissionais e dos títulos que detém, prosseguindo o objectivo único de servir o público e de ser referência no mercado da comunicação social em Portugal e em todo o mundo lusófono”, lê-se ainda no comunicado Angolana Newshold quer comprar RTP.....Newshold assume queé candidata à compra da RTP -

CONSTÂNCIA CUNHA E SÁ DIZ QUE A PRIVATIZAÇÃO DA RTP É BIRRA DE RELVAS - SÓ ESSA?

A comentadora afirma que «é uma vergonha a duas semanas do fim do ano e ainda ninguém ter percebi do como é que vai ser feito modelo de privatização da RTP» e acrescenta que «a privatização da RTP transformou-se ao longo do ano numa espécie de birra de Miguel Relvas que acha que é dono e senhor da RTP, que decidiu na cabeça dele, contra tudo e contra todos, privatizar a RTP. Só não sabia como».afirma que «é uma vergonha a duas semanas do fim do ano e ainda ninguém ter percebi do como é que vai ser feito modelo de privatização da RTP» e acrescenta que «a privatização da RTP transformou-se ao longo do ano numa espécie de birra de Miguel Relvas que acha que é dono e senhor da RTP, que decidiu na cabeça dele, contra tudo e contra todos, privatizar a RTP. Só não sabia como».


DONDE VEM ESTE DINHEIRO?

O Banco BPI Nas contas do primeiro semestre do ano, apresentou o resultado líquido a crescer 7,5 por cento, face ao período homólogo de 2011, para 85,1 milhões de euros...
Lucro do BPI sobe 7,5% no primeiro semestre para 85,1 milhões ...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Tempestades trágicas repetem-se: ouça os alertas de Gonçalo Ribeiro Teles e António Guterres Secretário-Geral das Nações Unidas, em 2020.

                                                 Jorge Trabulo Marques - Jornalista



Tempestades trágicas repetem-se: Alertas de Gonçalo Ribeiro Teles, e António Guterres Secretário-Geral das Nações Unidas, em 2020. Outra das vozes mais contundentes no alerta contra as alterações climáticas, frequentemente utilizando linguagem forte para descrever as ações humanas que danificam o planeta. Guterres descreve a atual crise como "agressões climáticas" ou "guerra contra a naturez


Gonçalo Ribeiro Telles (1922-2020), arquiteto paisagista e ex-ministro do Ambiente, foi um pioneiro em Portugal na denúncia da urbanização desordenada como causa de futuras "agressões climáticas" e cheias, alertando desde a década de 1960 para a necessidade de respeitar a natureza e a estrutura ecológica.

Ainda hoje não se sabe ao certo quantas pessoas faleceram, na tragédia de Nov de 1967: a determinado momento a comissão de censura ordenou aos jornalistas que parassem a "contagem" dos mortos, tendo o número oficial ficado nos 462, mas estudos posteriores avançam com um número a rondar os 700.

A tragédia resultou da combinação de fenómenos meteorológicos extremos e vulnerabilidade social e territorial. Fatores naturais como precipitação sem precedentes e a geomorfologia da região interagiram com fatores humanos como o crescimento urbano clandestino em zonas de risco e a pobreza, agravando enormemente os efeitos. As autoridades da época, sob a ditadura, censuraram informações e promoveram a narrativa de "fatalidade" para desviar a  responsabilidade do regime pelo mau ordenamento do território e falta de habitação social

Hoje, dia 13 de Fevereiro, Coimbra está a preparar-se para uma possível cheia centenária, a A1 está cortada em dois locais, devido a colapso da via e risco de queda de placar, há escolas encerradas e ligações fluviais e ferroviárias suspensas. Eis o estado do país.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

As Festas da Amendoeira em Flor, em Vila Nova de Foz Côa, são muito mais do que um momento de animação- .Diz São Constâncio Representam uma ligação à paisagem, à agricultura e à identidade da nossa terra.



As Festas da Amendoeira em Flor, em Vila Nova de Foz Côa, são muito mais do que um momento de animação- .Diz São Constâncio  Representam uma ligação à paisagem, à agricultura e à identidade da nossa terra.

Todos os anos, as festas atraem visitantes, trazem movimento ao concelho e ajudam a dar vida ao comércio, ao alojamento e aos produtos locais, como a amêndoa, o vinho, o azeite e o artesanato. Acima de tudo, reforçam o orgulho de quem aqui vive e não raras vezes transportam-nos para as festas da nossa infância.

Porém, é impossível ignorar a realidade do interior onde a população é cada vez menor, a restauração é limitada e a produção de amêndoa já não tem a expressão de outros tempos. Se não houver cuidado, a festa corre o risco de se tornar apenas simbólica, uma bonita imagem sem ligação ao que já existiu. Para que a tradição tenha futuro, é preciso usá-la como ponto de partida para recuperar a base produtiva, valorizando a amêndoa como produto económico, criando condições para os agricultores e incentivando a plantação e manutenção das amendoeiras. Mesmo em pequena escala, transformar localmente a amêndoa pode fazer a diferença, sobretudo se envolver jovens e novos produtores.

Num país onde muitas festas acabam por ser parecidas umas com as outras, a nossa “Festa” tem o desafio de manter aquilo que a torna única. A sua força não está em copiar modelos, mas em assumir a sua verdade: a paisagem, a memória agrícola e as pessoas. Reconhecer as fragilidades do território não é um problema, pelo contrário, pode ser o ponto de partida para uma festa mais honesta, mais consciente e mais ligada à comunidade. Quando agricultores, habitantes, escolas e jovens participam ativamente, a festa deixa de ser apenas um evento e passa a ser um compromisso com o futuro.

Mesmo que hoje haja menos amendoais, é importante contar a história, o que existiu, o que ainda existe e o que pode voltar a existir. Durante a festa, pode haver um momento de conversa ou debate onde se fale abertamente sobre metas de plantação, número de produtores e desafios futuros.a

Concertos genéricos e bancas iguais às de outras festas não deixam marca. Em vez disso, vale mais apostar em projetos locais, música tradicional, gastronomia ligada à amêndoa e aos produtos do concelho, e artesanato com identidade própria.

A festa não deve ser o fim, mas o momento visível de um trabalho invisível feito todo o ano!!

Recordo-me, não sei se com toda a exatidão necessária, de uma lenda que li na escola e que contava que um rei mouro, ao casar com uma princesa nórdica triste por não ver neve, mandou plantar milhares de amendoeiras. Quando floriram, os campos brancos pareceram-lhe neve, devolvendo-lhe a alegria. Verdadeira ou não, a lenda ajudou a fixar a amendoeira como símbolo de cuidado. É também símbolo de renovação já que é das primeiras a abrir.

A amêndoa foi durante séculos um alimento essencial em zonas rurais e a base de doces tradicionais, quem não conhece os tradicionais doces de amêndoa das Mós? Hoje apesar de todo o seu potencial não tem sido valorizada.

A Festa da Amendoeira em Flor em Foz Côa que teve a sua primeira edição em 1980 e realiza-se desde então, celebra um dos tesouros do Concelho, e tenta a cada ano transformar-se num evento cada vez marcante. https://amendoeiraemflor.pt/

 

 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Escritora Lídia Jorge distinguida com o Prémio Pessoa 2025 e Ordem de Santiago

                                                      Jorge Trabulo Marques - Jornalista 


A escritora, Lídia Jorge, é a personagem distinguida com o Prémio Pessoa 2025 e de seguida condecorada, pelo Presidente da República, com a Ordem de Santiago, numa cerimónia, que decorreu ao começo da noite, na Culturgest, em Lisboa, dia 11 de Fev do corrente ano.




Conheço o percurso literário de Lídia Jorge, desde o principio dos anos 80, então, como repórter da RDP-Rádio Comercial, tendo tido o prazer e a honra de entrevistar em várias ocasiões. Pelo que achei que não devia faltar a mais este importante episódio na sua vida Sim, desde o lançamento do seu 1º livro romance O Dia dos Prodígios –


Aqui deixo, pois, além de algumas das imagens de mais uma distinção na sua longa, nobre e profícua carreira literária, , aproveitando para recordar o registo de algumas das palavras que proferiu no lançamento A Noite das Mulheres Cantoras , em 2011, Na FNAC, em Lisboa –

Com pena minha, não pude registar em condições, minimamente O Presidente da República, que discursou antes, salientou o "envolvimento mais direto" de Lídia Jorge "com a realidade política e social portuguesa", a seu convite, como conselheira de Estado e nas últimas comemorações do 10 de Junho. "O que quero assinalar não é que Lídia Jorge tenha assumido nestes anos essa posição atenta e interventiva, mas que a sua atenção e intervenção foram reconhecidas pelo Presidente", declarou.

Reencontro com Libano Monteiro antigo colega da RDP-Rádio Comercial


Boa parte do que se diz hoje acerca de Lídia Jorge tem a ver com o prolongamento e diversificação do seu projeto literário. Mas com Lídia Jorge assistimos, sobretudo, a uma reiteração e densificação -- infelizmente sem continuidade evidente nas gerações posteriores -- do lugar do escritor enquanto cidadão, enquanto alguém que se preocupa e nos diz: preocupem-se", acrescentou.


Lídia Jorge distinguida com o Prémio Pessoa 2025- Meus Parabéns. Conheço o seu belo percurso desde os anos 80. Lídia Jorge, uma das figuras centrais da literatura portuguesa contemporânea e Doutora Honoris Causa pela Universidade de Aveiro, é a vencedora do Prémio Pessoa 2025. Considerado a mais importante distinção atribuída em Portugal, o Prémio Pessoa reconhece anualmente personalidades portuguesas que se tenham destacado na vida científica, artística ou literária.

Na edição deste ano, o Júri destacou a “escrita criativa” de Lídia Jorge, capaz de evocar “momentos históricos decisivos da vida portuguesa do último século”, reafirmando o papel da autora como uma das vozes mais influentes da cultura portuguesa contemporânea.

Segundo o júri, trata-se de um romance de uma rara maturidade discursiva, um hino à leitura, à literatura e ao poder transformador de ambas na vida do humano.

Em 2022, Lídia Jorge venceu por unanimidade o Grande Prémio de Romance e Novela 2022 da Associação Portuguesa de Escritores (APE), com a obra “Misericórdia”.

Segundo o júri, trata-se de um romance de uma rara maturidade discursiva, um hino à leitura, à literatura e ao poder transformador de ambas na vida do humano.

De recordar, que, Lídia Jorge, em junho de 2022, também recebeu o Prémio Vida Literária Vítor Aguiar e Silva, como reconhecimento de “personalidade de invulgares méritos e reconhecimento na atividade cultural” – A cerimónia da entrega decorreu, em Braga, segundo foi então anunciado pelo município.

Em declarações ao DN, sublinhou: “Esqueçam a ideia de que um romance sobre a velhice é um deserto narrativo, em que apenas se conjuga o verbo esperar. Ou de que aos seus protagonistas só resta despertar a compaixão do leitor. Em Misericórdia, de Lídia Jorge, Maria Alberta é uma das residentes no lar Hotel Paraíso, mas se a noite a assusta e o corpo lhe fraqueja, nem por isso a abandonam o prazer, o sonho, a curiosidade e até um certo tom despótico que usa na relação com a filha. Sobre si mesma, ela dirá: "Mas eu tenho este feitio, quero demais, mando demais, amo demais alguma coisa que não alcanço, e quando não a atinjo, procuro desesperadamente transformar o que existe de modo o objeto defeituoso da realidade inalcançável." Acompanham-na um leque de personagens, entre pessoas cuidadas e seus cuidadores, que desfazem qualquer ideia maniqueísta que se possa ter sobre estes espaços. São pessoas reais, contraditórias nas suas pulsões, vivências, medos e anseios. Como Lídia Jorge há muito nos habituou nos seus livros, também Misericórdia suscita a reflexão sobre o momento que vivemos e o modo como a condição humana a ele reage. E como acontece às personagens deste romance, também desta conversa em torno dum livro se partiu para a vida toda


            


Em declarações ao DN, sublinhou:  “Esqueçam a ideia de que um romance sobre a velhice é um deserto narrativo, em que apenas se conjuga o verbo esperar. Ou de que aos seus protagonistas só resta despertar a compaixão do leitor. Em Misericórdia, de Lídia Jorge, Maria Alberta é uma das residentes no lar Hotel Paraíso, mas se a noite a assusta e o corpo lhe fraqueja, nem por isso a abandonam o prazer, o sonho, a curiosidade e até um certo tom despótico que usa na relação com a filha. Sobre si mesma, ela dirá: "Mas eu tenho este feitio, quero demais, mando demais, amo demais alguma coisa que não alcanço, e quando não a atinjo, procuro desesperadamente transformar o que existe de modo o objeto defeituoso da realidade inalcançável." Acompanham-na um leque de personagens, entre pessoas cuidadas e seus cuidadores, que desfazem qualquer ideia maniqueísta que se possa ter sobre estes espaços. São pessoas reais, contraditórias nas suas pulsões, vivências, medos e anseios. Como Lídia Jorge há muito nos habituou nos seus livros, também Misericórdia suscita a reflexão sobre o momento que vivemos e o modo como a condição humana a ele reage. E como acontece às personagens deste romance, também desta conversa em torno dum livro se partiu para a vida toda. https://www.dn.pt/cultura/lidia-jorgea-imortalidade-da-esperanca-15368934.html

 

 Nascida em 1946, no Algarve, Lídia Jorge estreou-se com a publicação de “O Dia dos Prodígios”, em 1980, um dos livros mais emblemáticos da literatura portuguesa pós-revolução.

Em 1988, “A Costa dos Murmúrios” abriu-lhe as portas para o reconhecimento internacional, tendo sido posteriormente adaptado ao cinema por Margarida Cardoso.

“O Vento Assobiando nas Gruas” (2002) aborda a relação entre uma mulher branca com um homem africano e o seu comportamento perante uma sociedade de contrastes. A obra venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da APE em 2003.

Entre muitas outras, Lídia Jorge escreveu ainda obras como “O Vale da Paixão”, “Combateremos a Sombra”, “Os Memoráveis” ou “O Livro das Tréguas”, a sua estreia na poesia.

À autora foram atribuídos alguns dos principais prémios nacionais, alguns deles pelo conjunto da obra, como o Prémio da Latinidade, o Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores ou o Prémio Vergílio Ferreira.

No estrangeiro, venceu a primeira edição do prémio Albatross da Fundação Günter Grass, o Grande Prémio Luso-Espanhol de Cultura e o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas de Guadalajara, entre outros. https://observador.pt/2023/04/28/lidia-jorge-vence-premio-vida-literaria-vitor-aguiar-e-silva/