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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Pico Cão Grande em S. Tomé-. 12-10-1975 Dia da conquista mais vertical da Terra e da Guiné Equatorial celebrar a independência do 12-10-1968, sobre o jugo do regime franquista de Espanha - Sete anos depois, a minha equiapa atingia a crista do emblemático símbolo basáltico de quem visita o sul desta maravilhosa Ilha, o mais atraente ícone do ecoturismo africano, depois de sucessivas tentativas, ao longo de quase cinco anos.

                                                          Jorge Trabulo Marques 



Pico Cão Grande em S. Tomé-. 12-10-1975 Dia da conquista mais  vertical da Terra e da Guiné Equatorial  celebrar a  independência  do 12-10-1968, sobre o jugo do regime franquista de Espanha   - 
Sete anos depois, a minha equiapa atingia a crista  do  emblemático símbolo basáltico de quem visita o sul desta maravilhosa Ilha, o mais atraente ícone do ecoturismo africano, depois de sucessivas tentativas, ao longo de quase cinco anos.  

Dois anos sozinho, e, por fim, nos dois anos seguintes, de 73 a 75, com a participação de dois valorosos santomenses, o Cosme Pires dos Santos e o Constantino Bragança, além da valiosa colaboração dos guias e carregadores, do Sebastião e do Chico, atingia-se a crista de um dos mais difíceis e caprichosos monólitos do planeta.

Mas foi na companhia do Constantino que iniciei as primeiras escaladas - E, obviamente, com os meus inseparáveis guias: o Chico, trabalhador da Roça Ribeira Peixe, que nos acompanhava, sempre que podia, especialmente aos fins de semana


Lisboa - Julho 2022

Guiné Equatorial de Parabéns – Celebra hoje o 58 aniversário da sua independência, já com a pena de morte abolida – Proclamada em 12 de outubro de 1968, como nação livre, pelo Governo da ditadura franquista – Colónia Portuguesa de 1471 a 1778 - Cedida a Espanha pelo tratado de San Ildefonso – País membro da CPLP; desde de 2014

Com o Emb. Tito Mba Ada -Num 12 de Outubro

Foram navegadores portugueses os primeiros europeus a explorar o golfo da Guiné, em 1471. Fernão do Pó situou a ilha de Bioco nos mapas europeus nesse ano, ao procurar uma rota para a Índia: ele baptizou a ilha Formosa (no entanto, foi no início conhecida pelo nome de seu descobridor).As ilhas permaneceram em mãos portuguesas até Março de 1778.

Graças a Deus estou vivo e o devo ao humanismo e à compreensão do então Comandante Obiang, atual Presidente, que, no dia em que ia ser executado, me chamou ao seu gabinete, quando, pouco depois de sair acorrentado da minha estreita e nauseabunda cela, um inesperado telefonema, soando no corredor, ordenou ao Comissário da cadeia, que seguia a liderar a minha execução com dois guardas, fosse levado à sua presença.





Pico Cão Grande em S. Tomé- A conquista do pico mais aprumo da Terra, o emblemático símbolo basáltico de quem visita o sul desta maravilhosa Ilha, o mais atraente ícone do ecoturismo africano. que a minha equipa conquistou, pela primeira vez, em 12 de Outubro de 1975, depois de sucessivas tentativas, ao longo de quase cinco anos.

O Monte Thor é uma montanha em Nunavut, no Canadá, tida  com a maior queda vertical da Terra. Sim, mas apenas num dos pontos e não é um monólito arredondado , enquanto o Pico Cão é em toda à volta  “É referido que é uma escarpa aterradora”, com uma saliência média de 15 graus em relação à vertical. É tão íngreme que se curva sobre si mesmo.  

NESQIECÍVEL CONQUISTA


Pessoalmente, pude sentir o grande prazer – misto de glória, apreensão e receio – de, com o Cosme Pires dos Santos (mas também graças ao apoio do Constantino Bragança e dos meus guias, do Sebastião e do Chico), desfraldarmos, no topo do seu cume, a 663 metros de altura acima do nível do mar a Bandeira Nacional de São Tomé e Príncipe, depois de nas sucessivas escaladas, antes da Independência, termos erguido a Bandeira Portuguesa, trepando as suas vertiginosas faces, que se erguem aprumo no mais denso manto da selva verde.

De sermos os primeiros seres humanos - pois há aves que lá nidificam – a pisar as rochas da sua monumental crista!Que se ergue no coração da floresta equatorial, área integrada no Parque Natural Obô, com mais de 700 espécies de plantas e 143 tipos diferentes de aves

Já lá vão 51 anos todavia as memórias, permanecem ainda hoje tão vivas, tão vibrantes, como se o tivesse acabado de escalar – O que parecia custar aceitar era o não reencontro, a não partilha dessas mesmas emoções, com o valoroso Pires dos Santos – Mas, felizmente quis o destino que, finalmente, na tarde de 5 de Agosto, 2015, nos reencontrássemos, num abraço fraternal e amigo na companhia da sua mulher, e dois dos seus irmãos e do jornalista Adilson Castro.
- Cão grande não é Pico! É cabeça de bicho, senhor!...Quem subir ele, morre ou então tem poder no seu corpo!...

Estas algumas das afirmações que, por várias vezes, ouvi de velhos angolares (autóctones de uma conhecida etnia fixada ao sul de S. Tomé), entre outras histórias de feitiços e de homens gabões; designação dada aos trabalhadores das roças, vindas de outras colónias, em situação de degredo ou sujeitos a contratos miseráveis, que preferiam o refúgio do interior do espesso obó ao regime brutal e de semiescravidão em que prestavam serviços nas grandes propriedades agrícolas, acabando, enfim, por ali viverem no mais completo abandono e isolamento, decididamente arredados de tudo e de todos, já que a própria condição insular do meio não lhes permitia outra alternativa.

Por isso, o Cão Grande, assim como toda aquela vasta área de obó que o circunda, desde a perseverança ao Novo Brasil e Monte Mário, zonas de “capoeira” enorme e cerrada, foram pois lugares que, pela sua singularidade, muitas histórias, mitos e lendas alimentaram ao longo dos tempos da colonização.

É certo que nunca por lá se me depararam quaisquer desses homens de barbas até à cintura e com mais de trinta e tantos anos de mato, como por vezes me contavam. Mas acreditei que lá os houvesse, pois apercebi-me dos vestígios da sua presença, nomeadamente cabanas de folhagem e até de buracos nas rochas

. E, à noite, quando pernoitava, lá pelas alturas do Pico, também tive ocasião de ver pequenos clarões de fogueiras a refulgirem por entre o negrume espesso e rumorejante da floresta, donde, aliás, chegavam , simultaneamente, como que sussurros de vozes humanas, em jeito de cânticos ou monólogos em surdina, misturados com o vozear dos macacos e com outros sons característicos do obó, dando-me, por isso, a indicação segura por ali estariam acoitados alguns seres humanos

domingo, 11 de outubro de 2026

No corredor da Pena de Morte -Libertado a 04--12-1975. O Dia Mundial Europeu contra a Pena de Morte., foi ontem, 10-10-2026

 Condenado à forca- Conheci o corredor da pena da morte na Guiné Equatorial - Lá me salvei a escassos metros da forca por milagre  




Jorge Trabulo Marques - Jornalista e antigo navegador solitário de três aventuras em canoas no Golfo da Guiné -  De S. Tomé ao Príncipe- 3 dias -Preso pela PIDE; de S. Tomé à Nigéria 13, hospitalizado: de Ano Bom a Bioko, após 38 dias  preso e condenado à forca por suspeita de espionagem Libertado ao 5º dia, depois de ter percorrido meio corredor rumo à forca- Pormenores a seguir

No corredor da Pena de Morte -Libertado a 04--12-1975. O Dia Mundial Europeu contra a Pena de Morte., foi ontem, 10-10-2026 Não esqueço os 5 dias numa cela onde mal me podia estender no chão.. Salvei-me a escassos metros de ser enforcado A União Europeia reafirma, nesta data, a sua oposição à pena capital em todas as circunstâncias, em consonância com o artigo 2.º da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, relativo ao direito à vida, que estabelece que ninguém pode ser condenado à pena de morte, nem executado.


O Presidente da República, António José Seguro, salienta este sábado, no Dia Mundial e Europeu contra a Pena de Morte, a sua "total e absoluta oposição à pena capital", que qualifica como "um ato cruel, desumano e degradante".

Durante o seu governo (1968–1979), Francisco Macías Nguema ordenou a prisão, tortura e execução de opositores políticos, ministros, líderes religiosos e membros da etnia bubi, o que levou à morte ou ao exílio de grande parte da população do país.

A pena de morte foi oficialmente retirada do Código Penal da Guiné Equatorial em setembro de 2021 (promulgada por Teodoro Obiang), cumprindo um compromisso assumido aquando da adesão do país à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O embaixador da Guiné Equatorial em Lisboa,Tito Mba Ada, garantiu h que a pena de morte não é aplicada no seu país, um compromisso da adesão à CPLP, após uma recente condenação de dois homens à pena máxima naquele país.

NUMA CELA PARA SER EXECUTADO NO PÁIS DO TERROR SUPREMO- Após 38 dias à deriva numa canoa de S. Tomé - escavada num tronco de ocá -Por suspeita de espionagem - Depois de ter acostado na Ilha de Bioko, historicamente conhecida como Fernão do Pó, a principal ilha da República da Guiné Equatorial, localizada no Golfo da Guiné, na costa ocidental de África

Que atrevimento foi o teu de vires aqui espionar a nossa ilha?!!...Que barco te largou?!!...Que abuso foi o teu de entrares clandestinamente na República da Guiné Equatorial?!!...Não sabes que te podemos matar?!!...Ou não tens consciência da gravidade do crime que cometestes?!...Vá! Responde!!...

Chefe! Não cometi crime nenhum! Não venho espionar a vossa Ilha. Sou um náufrago!... (...) Não vê que estou com o corpo fraco; já há muitos dias que não como nada e necessitava que me prestassem a vossa assistência, fossem misericordiosos para comigo ou me levassem para um hospital.. Não mintas!! Não sejas fingido e mentiroso!!!...Daqui a bocado, já te digo onde é o hospital.

Depois de 38 dias e noites de tantas incertezas de tempestades e sufocantes calmarias equatoriais, numa frágil piroga escavada num tronco de árvore, ainda ter que suportar tamanho sufoco e instabilidade - Mas vá lá, que, a escassos metros de ser enforcado, toca o telefone e era levado à presença de Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, sobrinho do então ditador Francisco Macías Nguema e que me liberta

Na manhã do dia 3 de Dezembro, quando menos esperava, um carcereiro chegou à porta da minha cela, algemou-me e ordenou-me que o acompanhasse - Senti logo um embate no meu coração, que não deveria ser levado para melhor destino - Mal transpus a cela, sou imediatamente agarrado por outro guarda, tendo à minha frente o Comissário da Cadeia, que já me tinha torturado com infindáveis interrogatórios para me conduzirem ao sítio das execuções.

Sucedeu, porém, que, por um feliz acaso, talvez milagroso (pelos vistos, a sorte protege os audazes), soa o telefone no corredor da morte - Era o então o Comandante Teodoro Obaing Nguema Mbasongo, atual Presidente da República da Guiné Equatorial, sobrinho do todo poderoso, Francisco Macías Nguema, a ordenar ao Comissário da Prisão para ser conduzido à presença, ao gabinete do então supremo comandante das policias e das forças armadas, que me recebeu, inicialmente de forma austera e desconfiada: com estas palavras: " O que se passa contigo?!... Porque te meteste num canuco e o que vieste aqui fazer?!.. Lamento mas tenho que cumprir as ordens de Sua Excelência e tenho de o executar hoje!...

Respondi-lhe que era um náufrago e para me soltarem as algemas e lhe mostrar a mensagem do MLSTP, que trazia no bolso atrás das minhas calças - Como estava carimbada, não duvidou da sua autenticidade e, ao sentar-se na sua cadeira de vime(enquanto eu ia permanecendo sempre de pé e à sua frente) me passou a questionar de forma mais descontraída e simpática

Bom, lá tive que voltar a repetir o que já havida dito várias vezes, que não era espião e as razões pelas quais me havia metido na canoa e ido ali parar - Mas, quando o vi soltar uma gargalhada e pedir-me para que lhe contasse mais alguns pormenores dos meus longos dias no mar, disse cá para os meus botões: este é dos meus!... Estou a ver que está a gostar da minha aventura. Por volta do meio-dia, depois de me ouvir, ordenava ao Comissário para me soltarem

POUCOS DIAS DE CATIVEIRO, MAS AUTÊNTICAS ETERNIDADES -

A cadeia não fornecia alimentação: tinham de ser os familiares. Nos primeiros três dias, quem me passou alguma comida (massa de mandioca, regada com óleo de palma, que mais das vezes a vomitava para a lata das necessidades, pois eu estava magríssimo e, o meu estômago, já não estava habituado a comer alimentos sólidos, há muitos dias), sim, quem me deu alguma comida, foram os próprios condenados, que trepavam curiosos à minha janela gradeada, durante o curto recreio que dispunham, num átrio para a qual a minha cela estava voltada. Creio que, naquela altura, devia ser o único europeu preso.


 

sábado, 10 de outubro de 2026

Santo Tirso - Secular Escola Profissional Agrícola de futuro indefinido. Ministro Fernando Alexandre não garante apoio além deste ano - Vídeos de Imagens e recordações do tradicional almoço convívio do 5 de Outubro da escola que reuniu mais de centena e meia de alunos

Jorge Trabulo Marques - Jornalista e antigo aluno

ESCOLA PROFISISIONAL AGRICOLA, EM SANTO TIRSO TEM DE CONTINUAR A EXISTIR

Santo Tirso - Escola Profissional Agrícola Conde São Bento, Santo Tirso. Vídeos de Imagens e recordações do tradicional almoço convívio do 5 de Outubro da escola que reuniu mais de centena e meia de alunos

O tradicional convívio de 5 de outubro foi caloroso e participado mas deixa travos de incerteza - Vereadora da Educação da Câmara Municipal de Santo Tirso, Sílvia Tavares, bem como de Paulo Fernando de Sousa Ramalho, Vice-Presidente da CCDR NORTE- Mostraram-se empenhados na sua continuidade

 A iniciativa tem vindo a ser promovida pela  Associação dos Antigos Alunos da Escola Agrícola de Santo Tirso,  da mais antiga instituição de ensino agrícola em Portugal, com vista a contribuir para a promoção da escola e da agricultura na comunidade, assim como defender  o legado da instituição e dinamizar atividades de convívio, encontros de antigos alunos e jornadas técnicas


Reuniu mais de centena e meia de alunos e contou com as honras presenças da Vereadora da Educação da Câmara Municipal de Santo Tirso, Sílvia Tavares, bem como de Paulo Fernando de Sousa Ramalho, Vice-Presidente da CCDR NORTE para as áreas da Agricultura e Pescas, que teceram elogiosas palavras, tanto a esta iniciativa, como pela importância do ensino aqui ministrado, desde há longos anos, sim, que, no passado 23 de Junho, assinalou o seu 𝟭𝟭𝟯.º 𝗮𝗻𝗶𝘃𝗲𝗿𝘀𝗮́𝗿𝗶𝗼 com uma cerimónia comemorativa que reuniu a comunidade educativa e diversas entidades convidadas.

MAS HÁ NÉVOAS QUE DEIXAM ALGUMA INCERTEZA NO FUTURO DESTA SECULAR ESCOLA

Pois não são de esquecer as afirmações do ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre,  que, em janeiro passado, disse que o futuro da Escola Profissional Agrícola Conde S. Bento, em Santo Tirso, “vai depender da CCDR Norte e da autarquia”, sublinhando que o Governo não tomou qualquer decisão estrutural sobre a continuidade da instituição para além do contrato de arrendamento válido por um ano firmado com a Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso, proprietária das instalações onde funciona o estabelecimento, contrariando declarações públicas feitas pelo PSD local no início de 2025. 

As afirmações foram feitas durante uma audição na Assembleia da República, motivada por intervenções das deputadas Andreia Neto, do PSD, e Sofia Andrade, do PS, ambas centradas no futuro de uma escola centenária que funciona nas atuais https://sapo.pt/artigo/futuro-da-escola-agricola-depende-da-ccdr-norte-e-da-autarquia-diz-ministro-da-educacao-69721d8538a4edf9cef73255

Câmara Municipal de Santo Tirso manifestou-se “totalmente surpreendida” com as recentes declarações do ministro da Educação, Fernando Alexandre, que a 21 de janeiro de 2026 afirmou no Parlamento que o futuro da Escola Profissional Agrícola Conde de S. Bento dependeria da CCDR Norte e da autarquia. O ministro sublinhou que o Governo não tomou decisões estruturais além de um contrato de arrendamento de apenas um ano (não renovável), remetendo a continuidade da instituição para decisões locais e regionais. Mas o executivo municipal refuta a ideia de que a responsabilidade seja sua, considerando as declarações contraditórias, uma vez que a escola é uma instituição de ensino sob tutela direta do Ministério da Educação. https://oregioes.pt/camara-de-santo-tirso-surpreendida-com-declaracoes-de-ministro-sobre-futuro-de-escola-agricola/








Dois antigos alunos ao lado de novos alunos naturais de S. Tomé 
Prezo-me de ter sido antigo aluno - Foi esta escola que me abriu os caminhos à vida - Aos ensinamentos que ali aprendi, devo muito do que hoje sou, tal como a generalidade dos alunos que ali concluíram os seus cursos, tal como também o podem testemunhar as palavras e as imagens que registei nestes dois vídeos.

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A Escola Agrícola Conde S. Bento, encontra-se instalada nas Quintas do Mosteiro de S. Bento, em Santo Tirso, junto da margem esquerda do rio Ave.. E tem-se afirmado, como uma referência incontornável do ensino agrícola em Portugal desde 1899, como uma casa de formação profissional e cívica, por isso é imperioso salvaguardar, projetar o futuro e não destruir.

Em outubro de 1915, passou a chamar-se Escola Prática de Agricultura Conde de São Bento. Em Nov de 1979, a Escola Secundária Conde de São Bento. – E no ano letivo de 1992/1993 a Escola Profissional Agrícola Conde de São Bento




Esta Escola Agrícola, faz parte dos roteiros mais atrativos de Santo Tirso – Quem visitar esta cidade, mesmo que não chegue a transpor os portões e as cancelas das duas quintas, se optar pela passagem da ponte sobre o Ave, dificilmente fica indiferente ao encantador quadro paisagístico e construído, que lhe é dado admirar : é-lhe impossível passarem-lhes despercebidos tão aprazíveis campos à beira do rio. Mas o melhor é mesmo lá entrar: é o que faz muita gente que demanda, em época de veraneio, a mais famosa Capital dos Pasteis Jesuítas



De facto, cada terra tem a sua singularidade, que a faz distinguir das demais. Porém, há características que marcam a diferença e que tornam essas terras ou lugares únicos, míticos, incomparáveis. É o caso da cidade de Santo Tirso. E o que a distingue, sobretudo, é o múltiplo verde da sua paisagem e a toalha líquida de um rio chamado Ave, que lhe corre aos pés, de uma forma repousada – salvo nas enxurradas ou quando as suas águas se despenham em cascata do açude que torna o seu leito num extenso espelho


quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Inauguração do Santuário da Beata Alexandrina, em Balasar - É dia 11 de Outubro - O Reitor do Santuário Monsenhor Manuel Casado Neiva e peregrinos, antecipam momentos de calorosa espiritualidade, devoção e encantamento.

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista 

  1ª Reportagem inserida no roteiro do convívio dos antigos alunos da Escola Agrícola de Santo Tirso

Santuário da Beata Alexandrina, em Balasar - Reitor do Santuário Monsenhor Manuel Casado Neiva e  peregrinos, antecipam momentos de  espiritualidade, devoção   e encantamento.

O místico e inovador Santuário Eucarístico de Balasar, na Póvoa de Varzim, foi construído a poucos metros da casa onde viveu, para honrar a sua memória e receber os muitos peregrinos que todos os anos rumam a Balasar, oriundos de vários pontos do país, especialmente dos concelhos circundantes


A partir do dia 10 de outubro todo o culto em honra da Beata Alexandrina será no novo santuário. A igreja paroquial ficará para o serviço da Paróquia de Santa Eulália de Balasar

Reitor do Santuário Monsenhor Manuel Casado Neiva

O reitor do santuário, monsenhor Manuel Casado Neiva, que está à frente da paróquia  há 16 anos, responsável por levar  acabo a construção do monumental e místico santuário,  diz que vai ser um  lugar de grande espiritualidade e de evangelização para acolher os milhares de peregrinos, vindos dos vários pontos do país, visto a igreja paroquial ser pequena para os devotos que  aqui se deslocam 

A Arquidiocese de Braga e a Fundação Alexandrina de Balasar vão promover, nos dias 10 e 11 de outubro, as cerimónias de dedicação e inauguração do novo Santuário Eucarístico de Balasar, na Póvoa de Varzim. O programa arranca no sábado, 10 de outubro, às 10h00, com a trasladação dos restos mortais de Alexandrina de Balasar 

No domingo, 11 de outubro, às 16 horas, terá lugar a dedicação da igreja e do altar, seguindo-se a inauguração do Santuário Eucarístico. A celebração será presidida por D. Andrés Carrascosa Coso, Núncio Apostólico em Portugal.  As cerimónias integram o programa preparado pela Arquidiocese de Braga e pela Fundação Alexandrina de Balasar para assinalar a abertura do novo espaço religioso.

Feliz coincidência de ter tido a oportunidade de partilhar estes belos momentos de convívio e espiritualidade  - Na véspera do tradicional convívio de antigos alunos da secular Escola Agrícola Conde S.  Bento, em Santo Tirso, ter tido a possibilidade de me deslocar  ao Santuário Alexandrina., na  Freguesia de Balasar  do concelho de Póvoa do Varzim - Meu haja ao Manuel Fernando Ferreira por me ter levado a visitar este maravilhoso templo, que espero venha a transformar-se num profícuo e pacífico espaço de fé e de alento físico e espiritual 

Meu Bem-haja  a esta família que me levou ao Santuário

O reitor do santuário, monsenhor Manuel Casado Neiva, sublinha que a missão “não é construir um edifício, é construir a Igreja viva”. Segundo ele, o projeto do novo santuário foi pensado a partir a espiritualidade da beata Alexandrina, com a Eucaristia como centro. Além disso, busca traduzir arquitetónica e pastoralmente alguns dos elementos essenciais da experiência espiritual da beta: a Eucaristia, a Cruz e a relação com Nossa Senhora.

Segundo a arquidiocese de Braga, dom José Cordeiro disse que quem procurar o santuário de Balasar deve encontro “não apenas um espaço belo”, mas “uma comunidade com capacidade de escutar, acompanhar e cuidar”, particularmente atenta aos doentes, à solidão e às diferentes formas de fragilidade humana.

Beata Alexandrina de Balasar Alexandrina Maria da Costa nasceu em 30 de março de 1904, em Balasar, Póvoa do Varzim, arquidiocese de Braga. Recebeu de sua mãe uma educação cristã, junto com sua irmã Deolinda. Aos 12 anos, teve uma grave infecção que prejudicou sua saúde. Aos 14 anos, aconteceu o fato que mudaria sua vida.

Recorde-se que a Devota da Igreja, Alexandrina de Balasar foi muito visitada mesmo em vida. A sua beatificação ocorreu a 25 de abril de 2004.

Festas em honra da Beata Alexadrina 

Na sequência da inauguração do Santuário, decorre, a 12 e 13 de outubro, as festas em honra da Beata Alexandrina, que assinalam o 71.º aniversário do seu falecimento. 

No dia 12, há procissão de velas desde a casa da Beata Alexandrina até ao santuário, a partir das 21h30. 

No dia seguinte, às 10h30, será celebrada uma missa em honra da Beata e bênção dos doentes, com consagração ao Imaculado Coração de Maria. Para as 15h00 está marcada uma celebração para os Centros Ocupacionais dos I

Sacerdote natural de Marinhas distinguido com título de Monsenhor pelo Papa Leão XIV
De recordar, que, o Papa Leão XIV concedeu o título de Monsenhor ao Padre Manuel Casado Neiva, numa distinção que reconhece o percurso pastoral e o serviço prestado à Igreja.

Natural de Marinhas, no concelho de Esposende, o Padre Manuel Casado Neiva nasceu a 31 de maio de 1952 e foi ordenado presbítero a 27 de março de 1977.

Iniciou o seu percurso pastoral como estagiário na paróquia de São Pedro de Maximinos, em Braga, onde viria também a exercer funções como Vigário Cooperador. Entre 1978 e 1980 desempenhou o cargo de Capelão das Forças Armadas Portuguesas.

A 28 de janeiro de 1980 foi nomeado pároco de Aver-o-Mar, no Arciprestado de Vila do Conde/Póvoa de Varzim. Posteriormente, em 8 de agosto de 1991, assumiu funções como pároco de São Miguel de Apúlia, no Arciprestado de Esposende, tendo desempenhado igualmente o cargo de vice-arcipreste de Esposende entre setembro de 2004 e dezembro de 2008.

Entre julho de 2008 e julho de 2010 exerceu o ministério pastoral como pároco de Santa Marinha de Rio Tinto, no Arciprestado de Esposende, sendo posteriormente nomeado pároco de Santa Eulália de Balasar, na Póvoa de Varzim, função que desempenha desde 18 de julho de 2010.

Desde 2018, exerce também as funções de Arcipreste do Arciprestado de Vila do Conde/Póvoa de Varzim.

A atribuição deste título honorífico constitui um reconhecimento pelo percurso de dedicação pastoral, serviço à comunidade e contributo para a missão da Igreja, sendo motivo de particular regozijo para a comunidade esposendense e, em especial, para a freguesia de Marinhas, terra natal do sacerdote.

Por ocasião do Dia da Cidade e do Município, a 19 de agosto de 2010, a Câmara Municipal de Esposende atribuiu a medalha de mérito municipal ao padre Manuel Casado Neiva, “pela dedicação e serviço incondicional ao bem comum”.

Foi condecorado “pela sua obra espiritual, traduzida na assistência aos movimentos e grupos paroquiais e também pela construção de raiz da nova igreja paroquial da freguesia”.
O Municipio de Esposende felicita o Monsenhor Manuel Casado Neiva por esta distinta homenagem concedida por Sua Santidade o Papa Leão XIV, expressando profundo reconhecimento pelo seu exemplar percurso de dedicação à Igreja, às comunidades que serviu e ao bem comum.

O Município de Esposende felicita o Monsenhor Manuel Casado Neiva por esta distinta homenagem concedida por Sua Santidade o Papa Leão XIV.