Venha contemplar, com os seus próprios olhos, uma das maiores maravilhas da pré-história – Num dos raros calendários que resistiram ao desgaste de várias civilizações e milénios
Jorge Trabulo Marques - Coordenador do Evento - E, entre outras colaborações, especialmente de António Lourenço, José Lebreiro, Agostinho Soares, Adriano Ferreira, Pedro Daniel .A Radiestesia de António Filipe. E, por várias vezes, com a presença do Dr. João Paulo Sousa, quer na qualidade de Vereador da Cultura, quer posteriormente como Presidente da CM de V. Nova de Foz Côa -E que, em Nov de /2025 passou assumir a gestão e a salvaguarda do Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC) e do Museu do Côa (MC)
O início da primavera 2026 , em Portugal, ocorre a 20 de março, sexta-feira. E o horário muda na primavera, o que acontece no dia 29 de março de 2026, último domingo de março. Nesse dia, a 1 hora da madrugada, deve-se adiantar o relógio uma hora (60 minutos) para se entrar no horário de verão.
Se as condições atmosféricas o permitirem, os participantes "poderão ali viver momentos de raro esplendor, alegria e misticismo, tal como, em tempos idos, os antepassados, que ali se fixaram, os teriam vivido, quando ali celebravam e saudavam os seus ídolos. Num local Sagrado de cura, cruzado pelas energias benfazejas terrestres, que os homens da era da pedra lascada edificaram, cultuaram e veneravam com o seus ritos ancestrais - 40º 59´ 39.94" N - 7º 10´ 35-46" W
Vários têm sido os investigadores deste santuário, que a estes espaços se têm deslocado e debruçado sobre o monumental megálito:
Além dos primeiros estudos de Adriano Vasco Rodrigues, que classificou, o recinto da Pedra da Cabeleira, como "local de culto ou de sacrifícios" e do levantamento arqueológico da área, levado a acabo por Sá Coixão e por técnicos do Parque Arqueológico, já aqui se deslocaram, entre outros estudiosos e imvestigadores, Gonçalves Guimarães, Lima Garcia, o astrónomo Máximo Ferreira, e, posteriormente, Moisés Espírito Santo, bem como o autor do famoso livro - Agulhas de Pedra, A Acupunctura da Terra – o escritor e radiestesista, Tom Graves, que veio expressamente da Austrália para visitar o local
E também prestigiadas presenças: desde os poetas Manuel Pires Daniel e Fernando Assis Pacheco; netos do poeta João e Deus; Francisco Moita Flores; do pintor e poeta Carlos Nascimento e sua amada
esposa ;Dom Manuel dos Santos, então Bispo da diocese de S. Tomé e Príncipe; assim como outras distintas figuras santomenses

Deixou-nos, em 22 de Janeiro de 2021 - Recordamos a sua voz e outros dos belos momentos poéticos, em sua casa e nos Templos do Sol, do autor de “O Coração Acordado”, entre muitas outras obras literárias – Foi uma das vitimas da Convid 19 - Natural de Meda, tendo residido, desde há vários anos, em V.N. de Foz Côa, onde fez grande parte da sua vida - Advogado, escritor, jornalista, poeta, dramaturgo, autor de 40 peças de teatro, nomeadamente para crianças, 20 das quais ainda inéditas - Espírito solidário e associativo, de sensibilidade relevante, em associações de solidariedade social, nomeadamente no Lar da Santa Casa da Misericórdia e na Associação Humanitária dos bombeiros de Foz Côa na qual foi seu Presidente da Assembleia Geral, 20 anos, desde 1979 a 1999
Profundo estudioso, um homem de cultura, tendo dedicado muitos anos da sua vida à função pública e à vida autárquica, cujos olhos, desde há alguns anos, tinham deixado de ver a luz do dia, despediu-se da vida,–aos 86 anos - Faleceu no Hospital da Guarda, onde havia sido internado,
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O início da agricultura está ligado ao culto da Deusa Mãe, privilegiando a germinação das plantas. Foi trazido do Médio Oriente para o Ocidente peninsular pelos primeiros povos agricultores.Junto deste santuário localizei uma pequena cavidade em forma de concha, que poderá ter servido para recolha de sangue proveniente de sacrifícios. Em frente de uma das entradas do abrigo interior daquela fraga, havia uma pedra quadrangular, com 1,5 m. de lado, em forma de arco, que se adaptava perfeitamente, deixando uma abertura suficiente para permitir a entrada dos raios solares..
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O jornalista Jorge Trabulo Marques, natural das Chãs, do concelho de Vila Nova de Foz Côa, que meritoriamente tem pesquisado toda esta área, levantou o problema de se tratar de um calendário solar, tendo o homem pré-histórico aproveitando este monumento natural e adaptando-o, como se comprovou pela presença da pedra, que atrás referi। Esta hipótese não foi levantada despropositadamente, pois está comprovado por testemunhos de períodos coevos em que foram levantados calendários relacionados com a marcação de solstícios de Verão e de Inverno। O culto ao Sol é fundamental nas sociedades primitivas e o conhecimento do calendário das estações para poderem fazer as sementeiras। O culto à Deusa Mãe e ao Sol dos primeiros agricultores está relacionado।

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Também já num tempo pré-histórico mais próximo dos nossos dias, temos o exemplo de Stonehenge, convidando à observação do Sun rose e do summer solstice. Na Irlanda, o túmulo chamado New Grange, mostra uma abertura pela qual entra a luz solar no dia do solstício de Inverno percorrendo a câmara até à sua parede final.Poderei citar muitos mais testemunhos da riqueza pré-histórica da região, os quais localizei através das minhas prospecções, entre eles, necrópoles, grutas, abrigos, castros e dos mais representativos a Estátua-menhir de Longroiva, representando um homem, possivelmente um caçador, acompanhado pelo mesmo equipamento do homem encontrado na geleira do Tirol, em Setembro de 1991, entre a Itália e a Suíça, conhecido por Ossi.


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.A Celebração do Solstício do Verão nos Templos do Sol, com os raios do pôr-do-sol, em perfeito alinhamento com a crista de um majestoso megalítico de forma esférica e, outra nos Equinócios da Primavera e do Outono, aos nascer-do-sol com seus esplendorosos raios atravessando a gruta de outro surpreendente monólito, que parece desafiar as leis da gravidade, que se erguem no Maciço dos Tambores, arredores da aldeia de Chãs, festividades estas, que já se repetem há mais de duas décadas, com vista a recuperar tradições ancestrais, dão sempre as boas-vindas a todos os espíritos sensíveis e apaixonados pelo nosso passado histórico mais antigo e da Humanidade, independentemente da sua crença religiosa – Em que sol surge como espelho de Deus ou fonte da vida
Certo que sou apenas a ínfima centelha
da Criação! – Mas sou humano! Ó deus inicial!
E, sendo homem, sou, na tua imensa obra,
a única das criaturas a quem deste o privilégio de pensar em ti
e, até, de um dia, ser Uno na Mesma Unidade Universal!
Eis-me, pois, posto às tuas ordens, ó meu Sol!
Para que a tua missão se cumpra, em definitivo
- o que está em baixo seja igual ao que está em cima,
o que esta à superfície da Terra se funda
ao que está além do tecto dos céus!
Eis-me pronto a navegar na tua áurea barca!
Viverei convosco, ó Resplandecente!
acompanhar-vos-ei até à Eternidade! - ó meu Foco
Luminoso! Ó Imagem Fidedigna do Senhor Deus!
Salve ó tu, ó Fonte da Vida,
- Ó Cálice Sagrado, que, na alvorada de cada dia,
quando te ergues da terra aos céus,
quando percorres, lá bem alto,
a infinita abóbada,
a tudo e todos, ó Astro Antigo,
aqueces e iluminas, por igual!
Não distingues o rico do pobre!
A todos e a todas as coisas ofereces
a mesma alegria e o mesmo manjar de Luz!
Não há botão de flor ou de rosa que não desabroche,
olhos dos múltiplos seres que não estejam ávidos
de se extasiarem ou repartirem contigo, o teu fulgor!
A mais pequenina folha de erva, despercebido insecto,
o mais ignorado e desconhecido animal,
translúcida gota de orvalho,
minúsculo grão de areia, pedra ou mineral,
cristal de neve ou partícula de sal,
sim, nada existe sob a incidente chama
dos teus raios – Ó Estrela errante! -,
que te não saúde e resplandeça
aos teus esplendores!
A vós me dirijo, continuamente - Qual incansável peregrino
em busca da sua verdade! - Ó minhas sagradas fragas!
Curiosas críptas! Enormes esferas! Sublimes portais e abóbadas!
Caprichosas formas graníticas, que o tempo esculpiu
e moldou à sua maneira, com a ajuda do perpéctuo cinzel
da Mãe-Natureza, sempre inteligente e cuidadosa,
para eleger e santificar os seus verdadeiros templos,
as suas representações, mais simbólicas e genuínas
que sejam a verdadeira expressão de Deus!
- Outras, contudo, erguidas e moldadas, em Sua Honra,
erigidas pelo hercúleo esforço da própria mão do Homem
em veneração das sagradas divindades que adoravam
e onde viam, segundo a sua intuição,
a cultura do seu tempo, a imagem do Altíssimo,
O Templo e o Abrigo d´Aquele
que estava acima das suas vidas
e de tudo quanto escapava
à sua compreensão! - Oh inigmáticas cavernas,
só vós ocultais esses ancestrais segredos,
só vós, ciosamente, ainda os guardais!..
Jorge Trabulo Marques
Lisboa, 28 de Maio de 2006








