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sábado, 8 de agosto de 2026

Vinhas do Douro em risco. Vale do Côa, bom vinho mas fraco apoio à viticultura Avança a desertificação o envelhecimento da população - E a mão-de-obra é maioritariamente externa - Vinda dos país africanos de expressão portuguesa e árabes - É que nos tem valido para que o abandono não seja ainda mais expressivo.

Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Natural da Freguesia de Chãs - V. N. de Foz Côa


Vinhas do Douro em risco. Vale do Côa, bom vinho mas fraco apoio à viticultura Avança a desertificação o envelhecimento da população - E a mão-de-obra é maioritariamente externa - Vinda dos país africanos de expressão portuguesa e árabes .



Quinta da Ervamoira


 Os produtores antecipam dificuldades para a campanha vitivinícola e exigem medidas do Governo que garantam que as uvas sejam pagas a preços justos, defendendo um valor na ordem de 1 euro por quilograma.

A intranquilidade marcou os testemunhos apresentados durante o plenário de viticultores, que preveem uma vindima marcada por profundas desigualdades de oportunidades na Região Demarcada do Douro.
Segundo os produtores, nos últimos anos, a importação de mosto concentrado de Espanha e de aguardente de França tem criado sérias dificuldades ao escoamento das uvas produzidas na região duriense, contribuindo para a redução do preço pago por cada pipa de vinho, equivalente a 550 litros.


Mais um dia de regresso às minha raízes ancestrais, à antiga quinta cerealífera de Santa Maria, onde nasceu o meu pai, Manuel da Quinta e todos os seus irmãos e irmãs, com o mesmo apelido e que dantes pertenceu ao termo de Chãs, mas que, desde a década 70, foi vendida a Ramos Pinto, anexada ao termo de Muxagata e passada ao cultivo exclusivo de vinha, cujas colheitas são ecoadas pela minha aldeia, através de um dos mais maravilhosos cenários de vinhas, olivais, amendoais e figueiras carregadas de figos, por uma calçada à portuguesa de cerca de 6 Km.
rNa verdade, já por estas encostas, debruçadas sobre a margem esquerda do Vale do Côa, com as de Castelo Melhor, de fronte na outra margem, se colhem saborosos cachos de uvas , que depois são transportados para a Quinta dos Bons Ares, onde vão fermentar para deliciosos vinhos generosos ou vinhos de mesa

Mas também a beleza do cenário que liga esta quinta a Muxagata, ao caminho parcialmente usado para a visita do tesouro paleolítico às gravuras dos Piscos, não fica atrás, com a sua singularidade e especial encanto. - À freguesia onde nasceu a minha avó Maria Morgado e as suas irmãs.

Os viticultores queixam-se de que as uvas estão a ser pagas abaixo dos custos de produção, enquanto os encargos com a atividade continuam a aumentar.

Por esse motivo, vão voltar a manifestar-se para exigir ao Governo medidas concretas que garantam a sustentabilidade económica da viticultura duriense.

No ano passado, a quebra da produção acabou por contribuir para o escoamento das uvas produzidas na região. O que levou o IVDP a autorizar uma produção de 76 mil pipas este ano; um aumento de mil pipas relativo ao ano de 2025.

Viticultores do Douro exigem concretização imediata de medidas para escoamento das uvas a preços justos e sem medidas que assegurem o futuro da Região Demarcada do Douro. Gastam-se milhares de euros em festarolas e despreza-se agricultura

Foz Côa é mais do que gravuras: é também a terra de quem a trabalha. Tal como sublinha O Prof.. Olímpio Sobral, as gravuras rupestres são, sem dúvida, um motivo de orgulho, trouxeram projeção, visitantes e criaram algumas oportunidades de emprego, para alguns. Mas Foz Côa não pode ser vista apenas como um destino turístico ou como uma paisagem de pedra gravada há milhares de anos.

Foz Côa é também a terra de homens e mulheres que, geração após geração, cuidaram das suas vinhas, dos deus amendoais, dos seus olivais e das suas terras. São os pequenos viticultores que mantêm viva uma identidade agrícola única, mas que hoje enfrentam dificuldades cada vez maiores para sobreviver.

Enquanto se celebra o património que trouxe reconhecimento internacional ao concelho, muitos produtores locais sentem que o seu próprio trabalho permanece esquecido. O preço pago pela uva, os custos de produção, a burocracia, as dificuldades de comercialização e a falta de renovação geracional tornam cada vez mais difícil continuar a cultivar a terra.

A paisagem que encanta quem visita Foz Côa não nasceu apenas das gravuras. Foi também moldada pelo esforço dos agricultores, pelo trabalho das famílias que construíram socalcos, trataram das vinhas e preservaram um território que hoje todos valorizam.

O Alto Douro conhecido principalmente pela produção de vinho do Porto e pela sua paisagem classificada como Património Mundial da UNESCO engloba concelhos das sub-regiões do Douro Vinhateiro, Douro Superior e parte do Trás-os-Montes:

Murça Sabrosa Santa Marta de Penaguião Peso da Régua Mesão Frio Carrazeda de Ansiães Torre de Moncorvo Freixo de Espada à Cinta Vila Nova de Foz Côa Armamar Lamego Tabuaço

O Alto Douro é uma região de enorme valor cultural, histórico e económico, sendo um dos territórios mais emblemáticos de Portugal.

Historicamente, o comércio do vinho do Porto esteve fortemente associado a empresas britânicas. No século XVII, mercadores ingleses começaram a importar grandes quantidades desse vinho, e o Tratado de Methuen, em 1703, fortaleceu ainda mais essa relação comercial. Empresas britânicas como a Croft, fundada em 1588 ( Por meados do século XVII, a firma Thompson’s tinha começado a importação de tecido para Portugal. Desde a assinatura do Tratado de Windsor em 1386, que Inglaterra e Portugal tinham sido parceiros comerciais muito próximo

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Aniversário memória do Maestro Jaime Mendes. Nasceu em Évora 04.08.1903 – 1997 – Entrevista ao autor de 150 peças de Teatro de Revista, que me concedeu na Brasileira do Chiado, anos 80, numa tertúlia entre amigos

Jorge Trabulo Marques - Jornalista 

Maestro Jaime Mendes – Nasceu em Évora 04.08.1903 – 1997 – Autor de 150 peças de Teatro de Revista –  Chegou a ser convidado para dirigir a orquestra da BBC - Recordando a entrevista que me concedeu na Brasileira do Chiado, anos 80, numa tertúlia entre amigos  “Nenhum artista em Portugal é rico: sou um ilustre reformado da nossa terra” - Todavia, era considerado um dos maiores músicos que dirigiram  as nossas orquestras e um compositor muito popular”  - Fotos de diversas origens - Exceptuando os filmes  - E, naturalmente, a  entrevista
Como dizia, o Eça: eu sou como a República de Andorra, não tenho histórias  - Dizem que nós estamos ultrapassados! Que somos velhos! Mas esquecem-se, quando a gente fala, que a gente não tem presente

Desapontado por  já não existir o  espirito de tertúlia de amizade, como nos outros tempos.  E da importância que já não davam aos artistas: A gente via um autor e tirava-lhe o chapéu



A Orquestra da Emissora Nacional, quase  já não dá concertos e ,quando os dá, já não tem aquele ambiente que tínhamos dantes
Confessou que gostava mais do campo que a cidade: Eu sou campónio, , sou de Évora! Do Alentejo! E que o futebol: é um espetáculo com muita emoção, muito colorido e muito bonito! Alem  do mais, sou sócio do Benfica, desde os bancos da escola
Questionado de haver quem diga que o futebol é alienante, respondeu que que há muito musica que é alienante e é ouvida.
Fiz até uma fita, chamada Bola ao centro” A fita não teve grande êxito, porque, nesse tempo, estava na moda dizer mal dos portugueses
Não sou praticante católico, mas gostava de ser cristão - A mote  para mim é uma coisa que agora a  vejo todos os dias. Não choro por isso; que me chorem os outros, quando morrer.
O melhor prémio que nós tínhamos antes, era ir comer um  bife às duas da manhã ao Café Lisboa

Jaime Mendes (Évora/04.08.1903 – 1997) foi aluno da Casa Pia de Lisboa e nisso tinha orgulho por ter sido lá que aprendera música, arte a que dedicou a sua vida como instrumentista, maestro e compositor, tendo também  estudado no Conservatório de Lisboa as disciplinas de Rudimentos e de Harmonia e Composição. Aos 16 anos o maestro Fernandes Fão foi buscá-lo para iniciar carreira na Banda de Música da Guarda Nacional Republicana. Passou também pela Orquestra do Teatro Nacional de São Carlos e, a partir de 1934 pela Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional, dirigida pelo maestro Pedro Freitas Branco, bem como pela Orquestra Sinfónica de Pedro Blanch que dava concertos aos domingos no Teatro Municipal de São Luiz.
Jaime Mendes também musicou inúmeras revistas e operetas, sendo o  autor de mais de 150 peças, tendo a sua estreia nesta área ocorrido em 1926, em «A Feira», uma revista do Teatro do Gymnasio, em Lisboa.

No campo do cinema, compôs música para cerca de 40 filmes portugueses, no período de 1942 a 1979, tendo o êxito de alguns deles muito ficado a dever à música inspirada de Jaime Mendes, sendo de destacar o «Fado da Sina» cantado por Hermínia Silva no filme «O Homem do Ribatejo» (1946), o «Fado Marialva» ou «Fado das Iscas» interpretado por Estevão Amarante ou, o tema  «Ninguém foge ao seu destino» cantado por Laura Alves e Amarante na opereta «José do Telhado» (1944). Destaque-se ainda as suas partituras musicais para os filmes «O Costa do Castelo» (1943), «O Leão da Estrela» e «Fado, História de uma Cantadeira» (ambos em 1947), «A Menina da Rádio» ou «O Noivo das Caldas» (1956), «A Costureirinha da Sé» (1959) e «O Passarinho da Ribeira»(1960).
Em 1951, mudou-se para o Brasil, onde dirige o Orfeão Português, regressando ao país no período de 1958 a 1960 para se radicar no Porto como director da Companhia de Operetas do Porto. Nos 8 anos seguintes volta para o Brasil de onde sai em 1968 para Angola, para trabalhar com o seu filho em teatro de revista, que acumulará com a Orquestra Sinfónica de Luanda, a programação de Música erudita da Emissora Oficial e como professor da Academia de Música de Luanda. Regressou a Portugal em 1975, e aqui faleceu em 1997, com 94 anos. https://toponimialisboa.wordpress.com/2013/12/04/o-compositor-do-fado-da-sina-no-bairro-do-oriente/

Um dos mais prolíficos e populares compositores portugueses dos anos quarenta e cinquenta, o alentejano Jaime Mendes assinou música e canções para alguns dos mais populares filmes portugueses desde sempre.
Natural de Évora, onde nasceu em 1903, Jaime Mendes foi aluno da Casa Pia, de onde transitou para o Conservatório, onde o serviço militar o apanha, levando-o a ingressar na banda da Guarda Nacional Republicana. Daí irá para a Orquestra do Teatro de São Carlos, e, em 1934, para a Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional, como flautista, embora nessa altura já tivesse escrito e colocado as suas primeiras canções - data de 1926 a sua estreia na composição com A Feira, criada por Leonor d'Eça numa revista do Teatro do Gymnasio, em Lisboa.
No período entre 1934 e 1951 - altura em que se muda para o Brasil, onde dirige até 1959 o Orfeão Português - torna-se num dos mais requisitados compositores portugueses, com especial destaque para as centenas de revistas e operetas que musicou e para as dezenas de filmes para os quais escreveu canções. Devem-se-lhe as partituras musicais e as composições de filmes como O Costa do Castelo, O Leão da Estrela, A Menina da Rádio ou Um Homem do Ribatejo, e criações como o Fado da Sina, o Fado Marialva ou Lenda das Algas. Regressaria fugazmente a Portugal em 1959, retornando ao Brasil em 1960 e mudando-se para Angola em 1968, onde ficaria até 1975. Faleceu em 1997, com 94 anos. http://www.macua.org/biografias/jaimemendes.html

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Meu tributo ao Pintor Ramanefer de Miranda do Douro, que enalteceu a raça bovina mirandesa .da terra que o viu nascer Brilhou no Brasil e buscou na simbologia egípcia a expressão universal na sua arte. Um belo quadro que tenho o prazer de possuir.

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista, investigador, alpinista,  navegador solitário e organizador das celebrações dos equinócios e solstícios, na sua aldeia, Chãs. concelho de V. N de Foz Côa



Expressiva obra do artista  Ramanefer, óleo sobre tela, 80X65,  pintada  em 1994, que tenho o prazer de possuir- Magistral imagem tauromáquica, de linhas e  cores, fortíssimas, como que num arrebatado e transcendente duelo entre o toureiro e o animal, mesmo cravado de bandarilhas,   elevando ambos como que a superarem-se, sem, todavia, chocar ou ferir  susceptibilidades, como geralmente acontece, na crueldade das  imagens ensanguentadas que se observam  nas praças tauromáquicas ou que são mostradas em reportagens televisivas. 

 Isto porque, as telas em Ramanefer, tiveram sempre um cunho místico e  transcendental – A busca de emprestar, mesmo aos motivos naturais, algo irreal, fantástico e sublimado, como que espelhados pelos recuados tempos da simbologia solar egípcia

É com especial prazer que  venho manifestar a minha admiração por outro grande artista mirandês- Depois  de ter  recordado a  memória do poeta Amadeu Ferreira, no passado dia 29 de Julho. em que, se fosse vivo completaria  76 anos, referente à homenagem que lhe foi prestada  na celebração do Solstício do Verão, no Stonhenge Português- Chãs, pelo seu conterrâneo, Júlio Meirinhos, outra figura relevante de Miranda do Douro - ex-Coordenador do PROCOA-PPDR - Da salvaguarda das gravuras do Côa, inserido no Programa de Desenvolvimento de Vale do Côa  https://canoasdomar.blogspot.com/2026/07/aniversario-memoria-do-poeta-amadeu.html      https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2026/07/aniversario-memoria-do-poeta-amadeu.html




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De sublinhar que "a raça bovina mirandesa destacou-se na primeira metade do século XX como a mais importante e influente população de bovinos em Portugal, graças à sua excecional rusticidade, grande capacidade de trabalho agrícola e adaptação ao norte transmontano. Sendo também uma das carnes mais apreciadas 


Meu tributo ao Pintor  Ramanefer  de Miranda do Douro, que enalteceu  a raça bovina mirandesa .da terra que o viu nascer  Brilhou no Brasil e buscou na simbologia egípcia  a expressão universal na sua arte. Um belo quadro que tenho o prazer de possuir.


O artista transmontano Francisco António Rodrigues, que assina suas pinturas com o pseudônimo Ramanefer,   nasceu em Portugal, na aldeia de Duas Igrejas, no concelho de Miranda do Douro (distrito de Bragança. Teve um prestigiado destaque no Brasil, onde viria a falecer em 20 de Novembro de 2013, 

Viveu por 25 anos em São Paulo - Brasil. Onde sua carreira artística brilhou lado da carreira de negócios.  Por quase três anos Ramanefer reside em Lisboa, onde fez algumas exposições, bem como no Porto.   Seu nome e já conhecida além fronteiras, nomeadamente nos EUA. Alemanha, Suécia, França, Espanha, etc., Onde alcançou grande sucesso em diversas exposições individuais e coletivas

Imigrou para o Brasil aos 15 anos, onde transformou-se empresário, sem nunca largar a pintura que iniciara de maneira autodidata desde os 8 anos Viaja com frequência adquirindo conhecimento da arte Universal, que adota em seus trabalhos numa mescla de estudos esotéricos e técnicas revolucionárias dentro da pintura. Retorna a Portugal aos 43 anos, e dedica-se exclusivamente a sua arte. Aos 47 anos, o artista inclina-se definitivamente a sua arte, e passa a realizar obras primas que o situaram dentro dos maiores nomes da arte ocidental. Expõe por todo Portugal, e passa a ter destaque nos meios artísticos e sociais, desenvolvendo-a intensamente sua vocação artística.

 No Brasil, iniciou o "Green Stage", talvez as memórias do lugar onde foi criado, paisagens pintura, flores, borboletas, toda a natureza.   Depois veio o "Stage Acadêmico", inicialmente fazendo auto-retratos varia. A perfeição dos traços a serem observados, parecem deixar em sua alma. Ramanefer recria pessoas, coisas e animais cheios de imaginação e sensibilidade. 

Nesta fase, Ramanefer pinta um expressivo "A Última Ceia", quase em tamanho natural; Cristos e Madonnas Anjos também fazem parte desta fase.   Ramanefer passa "Phase mitológico" pintar o mar, sereias e tudo o que é visto entre o céu eo mar. mbém fazem parte desta fase.   Ramanefer passa "Phase mitológico" pintar o mar, sereias e tudo o que é visto entre o céu e o mar.



Tal como é referido nos seus dados biográficos, o pintor luso-brasileiro, falecido em 2013,  viveu  25 anos em São Paulo,  “onde sua carreira artística brilhou ao lado da carreira de negócios”.


RAMANEFER “Viaja com frequência adquirindo conhecimento da arte Universal, que adota em seus trabalhos numa mescla de estudos esotéricos e técnicas revolucionárias dentro da pintura. Retorna a Portugal aos 43 anos, e dedica-se exclusivamente a sua arte. Aos 47 anos, o artista inclina-se definitivamente a sua arte, e passa a realizar obras primas que o situaram dentro dos maiores nomes da arte ocidental. Expõe por todo Portugal, e passa a ter destaque nos meios artísticos e sociais, desenvolvendo-a intensamente sua vocação artística. http://ramanefer.blogspot.com/2013/09/blog-post_2374.html

“Pintou seu primeiro quadro aos 8 anos, usando a tela como um pedaço de folha de idade. Para ele, a desenhar e pintar e uma afirmação da personalidade, uma realização tão convincente e natural como tristeza e conversar.


Ao longo dos anos sua arte foi tomando dimensões, classificadas em 5 fases,  que levariam” a uma maturidade técnica e espiritual.

No Brasil, iniciou o "Green Stage", talvez as memórias do lugar onde foi criado, paisagens pintura, flores, borboletas, toda a natureza. 


Depois veio o "Stage Académico", inicialmente fazendo autor-retratos varia. A perfeição dos traços a serem observados, parecem deixar em sua alma. Ramanefer recria pessoas, coisas e animais cheios de imaginação e sensibilidade. Nesta fase, Ramanefer pinta um expressivo "A Última Ceia", quase em tamanho natural; Cristos e Madonnas Anjos também fazem parte desta fase.

Ramanefer passa "Phase mitológico" pintar o mar, sereias e tudo o que é visto entre o céu e o mar. http://newsmerchandising.blogspot.com/2014/07/artes-em-exposicao-e-vendas.html



EXPOSIÇÕES  E DISTINÇÕES
1975 - Diploma e medalha ?ANA NERI?
Diploma Condição no Grau de Cavaleiro
Diploma e medalha ?GL Barão de Taquari?, com a obra ?as rosas?
Diploma de Comendador pela S.B.E.I ? Sao Paulo
1978 - Diploma e homenagem de S.B.E.I. Imigração Japonesa no Brasil ? Sao Paulo
1979 - Diploma e medalha ?mérito Artístico Carlos Gomes?, com a obra ?as Mulatas?
1977 - Diploma e medalha ?João Ramalho? - Sao Paulo
1980 - Diploma e medalha do ?Mérito Municipalista? ? Sao Paulo
1980 - Diploma e medalha cultural e cívica ?Olavo Bilac? ? Sao Paulo
1981 - Diploma e medalha ?Tiradentes?, conferida pela S.B.E.I ? Sao Paulo
1981 - Diploma de mérito da Associação Dos Deficientes Físicos do Brasil ? Sao Paulo
Diploma da ordem do mérito municipalista no grau de cavalheiro ? Sao Paulo
1983 - Diploma e medalha de honra ao mérito ?Guilherme de Almeida? ? Sao Paulo
1984 - Diploma admitindo RAMANEFER no grau de grande oficial pela S.B.E.I - Sao Paulo
1984 - Diploma conferido como "Mestre" no 3° salão MAAC - Sao Paulo
1984 - Diploma do 2° encontro de artes plásticas ?Adelfha Figueiredo? ? Sao Paulo
1987 - Diploma de mérito por sua colaboração ao ?Clube dos Bancários do Brasil? ? Sao Paulo
1990 - Diploma da casa de Portugal (A.B.A.S e Ass. Paulista de Belas Artes) - Sao Paulo
1986 - Diploma pela exposição ?Expo Portuguesa d?alem Mar?- feira internacional de Lisboa ? Associação industrial Portuguesa Lisboa ? Portugal
1982 - Medalha de ouro pela obra ?Paisagem Brasileira?, 1° salão de artes plásticas de Iguape ? Sao Paulo
1983 - Medalha comemorativa à visita de ?sua Santidade o Papa João Paulo II? ao Brasil por sua obra ?A família Hebraica?- Sao Paulo
1984 - Medalha de ouro pela obra ?A Família? - VIII salão Arquidiocesano de belas artes
1984 - Medalha de honra ao mérito pela obra ?Floresta tropical? exposição de arte da semana da pátria - São Paulo
1984 - Medalha do mérito da ABCD, Associação Brasileira de Cultura pela obra ?inocência de Maio? salão do circulo militar ? Sao Paulo
1990 - Medalha da Comunidade Portuguesa do Estado de Sao Paulo por serviços prestados
1983 - Certificado ?mansão honrosa Padre Manuel da Nóbrega?, oferecido pelo instituto histórico e cultural Pero Vaz de Caminha - Sao Paulo
1984 - Certificado do instituto historio e cultural Pero Vaz de Caminha, pelo valor artístico e cultural de suas obras ? Sao Paulo
1984 - Certificado com o premio ?Menção especial?, atelier de Carmo ? Sao Pauo
"REPRESENTANTE - BELAS ARTES"
1985 - Representante ? Sócio da A.B.A.S, Academia de belas artes de Santana - Sao Paulo
1985 - Representante internacional da A.B.A.S - Sao Paulo
1986 - Representante em Portugal da diretoria da A.B.A.S, secção assuntos internacionais - Sao Paulo
1984 - Associado n° 14: secção pintura do grupo português de artes ?Jose Malhoa? - Sao Paulo
1992 - FIAP - artes PORTIGUAL"
FIAP 1992 - Festival Internacional de las Artes de los pequeños formatos Porto - Portugal CASINO DE ESTORIL - PORTUGAL
2008 - CAVAS Hotel Hilto São Paulo - amostra de obras acervo do artista http://ramanefer.blogspot.com/



sexta-feira, 31 de julho de 2026

Exposição em S. Tome 29-30-31-07-2015 38 dias à Deriva Numa Piroga. De muitas recordações de quem lutou no mar e pela independência. "Experiência de vida única que é também a demonstração do querer humano sobre as adversidades” “davam um filme” – Palavras de Olinto Daio”, do então Ministro Educação, Cultura e Ciência,

 Jorge Trabulo Marques 


                                                               

 Acontecimento cultural, que contou com a presença do Ministro da Educação, Cultura e Ciência, Olinto Daio, Presidente do Tribunal de Contas José António Monte Cristo, da Ministra da Saúde, Maria dos Santos Trovoada e o Secretário do Gabinete do Sr. Primeiro-Ministro, Mário Gomes Bandeira, do Bispo de S.T.P., Dom António Manuel dos Santos, acompanhado pelo Rev. Padre Fausto, - Presidente da Comissão Eleitoral, Alberto Pereira,  vários membros do Gabinete da Presidência da República, nomeadamente, Coronel Victor Monteiro e  Amaro Pereira de Couto,  Chefe da Casa Civil;  Embaixador do Brasil,  José Carlos de Araújo Leitão; ex-primeiro Ministro Leonel D’Alva;  Adido da Defesa da Embaixada de Portugal, Sr. Coronel Lourenço Saúde; Diretora do Centro Cultural Português, Margarida Mendes; os excelentíssimos representantes das embaixadas da Guiné Equatorial e da Nigéria, respetivamente, Teodoro Elangui e Aburime Kenneth, assim como  da poetiza e escritora, Conceição Lima, o historiador e escritor Albertino Bragança, Maria Alves, Luís Beirão, Ambrósio Quaresma, Ana Ribeiro e Nuno Bruno, Cláudio Coralle, Manuel da Trindade Costa, artistas  da Associação Pica Pau, entre outras personalidades, empresários, muitos santomenses anónimos ou dos mais diversos setores de atividades  (a que conto vir ainda a referir-me) e alguns meus compatriotas, residentes ou em gozo de férias




Nestes últimos três dias, revivi tantas emoções, sim,  ao confrontar-me com as imagens das minhas aventuras, narrando alguns dos episódios, não só às várias personalidades, que me honraram com a sua presença, como também às muitas pessoas anónimas que me distinguiram com as suas palavras amigas, que outra expressão não me ocorre, senão a de começar por expressar  um profundo agradecimentos  a todos.

Passagens  do meu Diário gravado num pequeno gravador que foi preservado com a máquina fotográfica no interior de um caixote do lixo  contentor vulgar de plástico

EXPOSIÇÃO DE VÁRIAS ODISSEIAS NO MAR E EM TERRA, –  EM TUDO NA VIDA,  O MAIS IMPORTANTE NEM  É  TANTO O QUE SE VIVE MAS O EXEMPLO QUE PERDURA E SE TRANSMITE



É um facto, que, uma exposição – seja fotográfica ou pictórica – presta-se sempre às mais diversas interpretações – Sobretudo, se for de  cunho  eminentemente abstrato, subjetivo ou  artístico  – Não era propriamente o caso: nesta minha exposição, além da beleza de algumas imagens, havia abundante informação: tanto na do realismo e  dramatismo, implícito na leitura das próprias imagens, como na documental –  e, como é sabido, uma boa imagem vale por mil palavras  Mas, sobretudo, o exemplo que desta exposição é possível extrair:

Isto, porque “estas fotografias não são apenas o registo mecânico de uma aventura no meio do mar” Mas “ pontos de relevo num mapa de sonhos. (…) Imagens recuperadas dum naufrágio subitamente colocado ao contrário pela rápida transformação duma derrota em vitória,” – dizia o poeta e escritor, José do Carmo Francisco, no catálogo da  exposição, que, em meados de 1994, inaugurara no Padrão dos Descobrimentos.














Na verdade, há momentos que, por tão tormentosos e solitários na vasta imensidão oceânica,  são verdadeiras eternidades – Que o digam todos aqueles que passaram pela dramática e dificílima situação de náufragos. Outros, nunca o terão podido expressar, visto terem ficado sepultados para sempre no silêncio eterno do fundo dos  abismos submarinos. Pessoalmente, quis Deus ou o destino que fosse um dos  sobreviventes, de entre os milhares de vitimas, que, por esta ou por aquela razão,  anualmente, são tragados pela voragem dos oceanos e  pudesse transmitir o testemunho daquilo  que o engenho, a força de vontade e o querer humano, poderão lograr, face às maiores provações.