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segunda-feira, 20 de março de 2023

Equinócio da Primavera 2023 – Celebrado nos Templos do Sol, nesta segunda-feira, dia 20 e ontem, de véspera .aldeia de Chãs- Foz Côa no Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nª Srª, com momentos de maravilhoso esplendor solar e de belos momentos poéticos alusivos à Primavera e ao dia do pai

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista e dinamizador do evento - Videos da celebração

Maravilha Pré-Histórico de  Portugal - Equinócio da Primavera 2023  nos Templos do Sol



Celebrado nos dias 19  e 20,  no Santuário  no Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nª Srª, aldeia de Chãs- Foz Côa com momentos de maravilhoso esplendor solar e de belos momentos poéticos alusivos à Primavera e ao dia do pai  

Com poemas de Miguel Torga, Natália Correia, Manuel Daniel, David Mourão Ferreira, António Lobo de Almada Negreiros, pai de Almada Negreiros, de Manuel  Alegre, Maria de Assunção Carqueja, esposa do Prof Adriano Vasco Rodrigues, a quem ficamos a dever o primeiro estudo da Pedra da Cabeleira de Nª Sra. Dom Manuel dos Santos, ex-Bispo da diocese de STP, que já nos deu o prazer da sua visita a este antiquissimo santuário, de Sophia de Mello Breyner Andresen, de Joaquim Trabulo e de minha autoria

A cerimónia teve início às 07.00 horas da manhã, momentos antes  dos raios solares  atravessarem a gruta do majestoso megálito Pedra da cabeleira de Nossa Senhora

Imagem de celebrações anteriores

O templo sacrificial, está orientado no sentido nascente-poente, ergue-se no alto de um maciço rochoso, próximo de um antigo castro, no perímetro do Parque Arqueológico e a curta distância da Pedra do Solstício.

Tem a forma de um gigântico crânio, atravessado, na sua base, por uma gruta em forma de semi-arco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada pelo seu eixo no preciso momento em que o Sol nasce.

Situa-se nos arredores da aldeia de Chãs, no monte dos Tambores, cenário mítico, e já habitual, para assinalar a entrada da estação mais florida do ano

Verdadeiro observatório astronómico primitivo, que os antigos povos sabiamente teriam aproveitado não só como calendário, mas também para ali realizarem os seus cultos, festividades e rituais, com uma forte ligação à agricultura, à fertilidade e às estações do ano".

Equinocio do Outono 2014, com Adriano V. Rodrigues

Da mesma opinião partilha também o Prof. Adriano Vasco Rodrigues, que já em 1956 havia visitado o recinto, que então o classificou como “um local de sacrifícios ou culto do crânio”, remontando ao período "da transição do paleolítico para o neolítico". O investigador,  profundo conhecedor do passado histórico da região, no estudo que então efetuou, aludiu ainda à lenda cristianizada, pela qual, na tradição popular, passou a ser conhecida de Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora. Isto, pelo facto do povo associar a existência de uma pintura rupestre, “que parece a pintura de uma cabeleira humana”  aos cabelos da Virgem Maria, ”na sua caminhada para o Egipto”.

Poucos, mas imbuídos por uma forte e calorosa espiritualidade – Numa cerimónia simples, mas prenhe de esplendor e magia, precisamente no momento em que a graciosa gruta em forma semicircular era atravessada pelos raios solares do nascer do sol

Neste video, poemas do saudoso poeta Manuel Daniel, bem  como um de autoria de Dom Manuel António Mendes dos Santos, com votos de parabéns pelos seus 63 anos, completados neste dia 20 de Março - Natural de São Joaninho, concelho de Castro Daire, diocese de Lamego   

A alvorada do dia, tanto do dia de ontem, como de hoje, foi um bocada fria mas de um céu azul purríssimo, que, à medida que o sol ia subindo no horizonte, ia também iluminado a extensa cordilheira da margem do maravilhoso vela da ribeira centeeira, e, naturalmente, também a superfície granítica planáltica das quebradas, mancheia e maciço dos Tambores, onde se localizam os ancestrais templos do sol


Hoje, tivemos a presença de António Filipe, um estudioso e dedicado radiestesista, apaixonado por estes antiquíssimos calendários solares, que aqui se tem deslocado, com frequência, e que, desta vez, veio prevenido com um drone fotográfico, tendo registado maravilhosos imagens, cujos vídeos teve a gentileza de nos oferecer - Membro do IPRAD, a primeira instituição portuguesa dedicada inteiramente à promoção da divulgação e desenvolvimento da Radiestesia, Radiónica e Geobiologia.


Ontem dia 19, não podemos contar com alguns dos nossos habituais peregrinos, por motivos inadiáveis, José Lebreiro e Agostinho Soares, a quem dirigimos o nosso abraço amigo e votos de dias felizes e com saúde


Foi, pois, com a preciosa colaboração de António Lourenço, que, ao longo de mais de 30 anos serviu a causa autárquica desta nossa freguesia e que tem sido também um inestimável e dedicado animador e colaborador das nossas já tradicionais celebrações – Além dele, esteve também Carlos Palma, um fervoroso Peregrino, residente nas proximidades de Vila Franca de Xira, e que já aqui se deslocou pela segunda vez.

O nosso abraço amigo, igualmente, à preciosa colaboração de Pedro Daniel, filho do saudoso poeta Manuel Daniel, também ele outro dos fervorosos peregrinos destes sagrados espaços

Foz Côa e a tradicional romagem da Nª Senhora da Veiga – Devotos e peregrinos, acompanharam na manhã deste último domingo, dia 19, o andor da venerada imagem de Nº Srª da Veiga, desde a sua capela, até à igreja matriz

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista 


A tradicional romagem da Nossa Senhora da Veiga – Devotos e peregrinos, acompanharam na manhã deste último  domingo, dia 19, o andor da venerada imagem de Nº Srª da Veiga, desde a sua capela, – no lugar das Cortes – até à igreja matriz de Vila Nova de Foz Côa


Previsto ficar uma semana, ao longo da qual decorrerá  uma novena de oração e pregação, além da calorosa homilia  que ali foi celebrada, pelos sacerdotes , Diogo Dias Martinho e José Fonseca Soares. No final da qual, se procedeu à entrega de um diploma à comissão de mordomos, que ali foram agraciados e pousaram para a fotografia da posteridade.


Após o andor ali ter dado entrada na sequência de uma extensa romagem de duas horas, desde  da margem esquerda do douro, ao longo de belíssimas paisagens, subindo risonhas colinas, por caminhos, estradas para depois percorrer as principais ruas e avenidas desta cidade, capital de dois patrimónios da Humanidade.

Trata-se, com efeito,  de um culto que começou pelo século XIII com peregrinações espontâneas das gentes de Vila Nova de Foz Côa e dos povos vizinhos.

Há registos de que no século XIX já havia uma festa anual com data marcada: segunda-feira de Páscoa. No final do século XIX, com a confraria de Nossa Senhora da Veiga, a data estipulou-se desde o último domingo de agosto até ao primeiro de setembro. Em 1914, para pedir que os soldados fozcoenses da primeira guerra mundial regressassem com vida, começou-se a “peregrinação de março” ao dia 25 (solenidade da Anunciação do Anjo). Esta peregrinação, pouco tempo depois, passou a ser realizada desde o penúltimo domingo antes do domingo de Ramos até ao domingo antes do domingo de Ramos.

 

sexta-feira, 17 de março de 2023

BEM-VINDO ao Vale Maravilha, da Ribeira Centeeira, Mêda-Foz Côa - Neste domingo 19 ou segunda feira, dia 20, aldeia de Chãs, na celebração da Primavera, 07 horas - Santuário Pré-Histórico da Pedra da Cabeleira de Nª Srª

Jorge Trabulo Marques - Jornalista, investigador e animador cultural

SEDE BEM-VINDO ao Vale Maravilha, da Ribeira Centeeira, Mêda-Foz Côa, que vos levará às portas hospitaleiras da minha aldeia, e daqui ao Santuário da Pedra da Cabeleira de Nª Srª, neste domingo ou segunda feira, aldeia de Chãs, na celebração da Primavera, com início às 07 da manhã, contemplando a amplidão dos grandes espaços, peregrinando por silenciosos caminhos e atalhos, trilhos milenares, que vos hão-de levar ao reino misterioso do maciço dos Tambores, Quebradas e Castro do Curral da Pedra da mancheia

Vale Maravilha da Ribeira Centeeira - Na margem de lá o xisto, na de cá o granito e as ladeiras da minha aldeia - A separar parcialmente o termo de Mêda e o de Foz Côa - Sim, este é o famoso Graben de Longroiva, das suas termas sulfurosas e nas suas roupagens primaveris, "na depressão tectónica formada com o desnivelamento dos blocos laterais e abatimento do bloco central de uma fracturação paralela numa faixa de 0,5 a 1 km de largura na Falha da Vilariça. O bloco Oeste desenvolve-se em patamares desde a Ribeira da Centeeira, que corta o vale, a altitudes da ordem de 300m, até à região de Mêda, a altitudes de 650 a 750 m. O bloco Este forma uma escarpa de falha de 150 a 200 metros de altura.


A Falha da Vilariça é uma estrutura geológica, de direção global NE-SW, constituída por uma falha ativa, que se desenvolve desde a Serra da Estrela (Unhais da Serra, Manteigas) a sul, passando pelo local das Quintãs, geologicamente conhecido por graben de Longroiva, e evolui até à Vilariça, já a norte do Rio Douro, com continuidade mais para norte, para Espanha. A Falha da Vilariça corresponde a um desligamento esquerdo com cerca de 5,5 km de rejeito, sendo o resultado de um acidente complexo

 

quinta-feira, 16 de março de 2023

Equinócio da Primavera 2023 – Bem-Vindo à aldeia de Chãs- Foz Côa - Ocorre dia 20 – Celebrámo-lo também na véspera, domingo, dia 19 – Às sete da manhã, no Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nº Srª

Jorge Trabulo Marques - Jornalista e Investigador 




NASCER DO SOL NA PEDRA NO SANTUÁRIO RUPESTRE DA PEDRA DE Nª SRª da  CABELEIRA, ASSINALA  A ENTRADA DA PRIMAVERA 
Equinócio da Primavera 2019



Este instante marca o início da Primavera no Hemisfério Norte. -

Este ano ocorre no dia 20 de março de 2023 às 21h24. Celebrámo-lo também na véspera, domingo, dia 19 – Às sete da manhã, no Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nº Srª

VENHA CONTEMPLAR UMA DAS MARAVILHAS ASTRONÓMICAS DA PRÉ-HISTÓRIA   - Conhecer a esplendorosa réplica da imagem e o poder energético do símbolo mais antigo da civilização egípcia, que os homens da pré-história ali terão ido buscar às suas raízes ancestrais mais longínquas - Lugar místico e lendário já conhecido pelo "Stonhenge Português"

Olho de Hórus  - também conhecido como Olho de Rá, era o símbolo do poder real dos faraós, sendo um dos amuletos mais venerados no Egito, em todas as dinastias. Segundo a mitologia, Hórus é um deus da mitologia egípcia cuja representação era um falcão. Entre os antigos egípcios, Hórus era o deus do sol nascente e personificava a luz. Filho de Osíris e Ísis, era inimigo de Seth, o deus que representava a violência e a desordem. Numa guerra contra Seth, Hórus perdeu um dos olhos, que foi substituído por um amuleto com formato de serpente, símbolo que os faraós utilizavam na frente de suas coroas, e que ficou conhecido como o Olho de Hórus. Após sua recuperação, Hórus organizou novo exército e conseguiu a vitória sobre Seth.


Os equinócios ocorrem duas vezes por ano, na primavera e no outono, nas datas em que o dia e a noite têm igual duração. A partir daqui até ao início do outono, o comprimento do dia começa a ser cada vez maior e as noites mais curtas, devido ao Sol percorrer um arco mais longo e mais alto no céu todos os dias, atingindo uma altura máxima no início do Solstício de Verão. É exatamente o oposto no Hemisfério Sul, onde o dia 20 de março marca o início do Equinócio do Outono.




VENHA PARTILHAR OS MAIS ESPLENDOROSOS MOMENTOS DE POESIA E DE ENCANTAMENTO  -

O monumetal megálito  está orientado no sentido nascente-poente e possui uma gruta em forma de semi-arco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada no seu eixo no momento em que o Sol se ergue no horizonte, proporcionando uma imagem invulgar

A observação do alinhamento solar decorre, entre as 07.00 e 07.30, no lugar de Quebradas-Tambores, num rochoso planalto sobre o Vale da Ribeira de Piscos, em cujo curso se situam alguns dos principais núcleos de gravuras rupestres classificados como Património da Humanidade. Oportunidade excelente para celebrar o primeiro dia da estação mais  desejada e florida do ano e principiar bem um santo dia. Num local agreste mas encantador - Longe do habitual bulício urbano, em perfeita comunhão com a Natureza e com os olhos postos numa das mais esplendorosas imagens solares

Venha partilhar  momentos de raro esplendor, alegria e misticismo, tal como, em tempos idos, os antepassados, que ali se fixaram, os teriam vivido, quando ali celebravam e saudavam os seus  ídolos. Num local Sagrado de cura, cruzado pelas energias  bem-fazejas terrestres, que os homens da era da pedra lascada edificaram, cultuaram e veneravam com o seus ritos ancestrais  -  40º 59´ 39.94" N - 7º 10´ 35-46" W

Este é um dos raros e maravilhosos Calendários Pré-históricos,  que resistiram às várias adversidades dos séculos e se perpetuaram até aos dias de hoje - Podendo ser observado, tal como o antigos povos o viram nos seus cultos dos ciclos da Natureza - A dúvida que persiste é de como foi possível  e com que meios ergueram tão impressionantes monumentos e com tão espantoso rigor astronómico! - Isto, porque, nos tempo atuais, nada se faz sem recurso aos avançaos da tecnologia - Mas, os homens da pré-história, eles que viviam em contato íntimo com a Mãe-Natureza,  nem por isso deixavam de observar os seus fenómenos e de imaginar a forma de os  contemplar e cultuar - Este é um dos vários exemplos da que é hoje chamada Arqueoastronomia


Video registado na Primavera de 2011

NATÁLIA CORREIA – Faleceu, neste dia, há 30 anos, em 16 de Março de 1993 – Dois poemas gravados no Botequim e uma entrevista- . Alguns dos vários registos que tive a oportunidade e o prazer de gravar no mítico Botequim, situado no Largo da Graça,


Jorge Trabulo Marques - Jornalista 

A 13 de Setembro de 1923 nascia nos Açores, na ilha de São Miguel, a escritora e mulher que viria a dar um dos maiores contributos para a cultura portuguesa do século XX, Natália Correia, culta, ousada e visionária, sim, estava acima de qualquer rótulo politico ou definição social - Era uma personagem de um mundo, ainda por surgir.
Natália Correia faleceu aos 69 anos, no dia 16 de março de 1993, na sua residência em Lisboa.

TOCADA PELO SAGRADO - "Não se tornava fácil compreende-la, nem amá-la. Fazê-lo, exigia sentimentos, disponibilidades especiais. Era um ser tocado pelo sagrado, um desses seres que não cabem no espaço que lhes foi destinado, nem no corpo, nem nas normas, nem nos modelos, nem nos sentimentos. Chegava a assustar."





“Os meus livros são profundamente espiritualistas!.. Porque o materialismo já deu cabo do comunismo, vai dar cabo  do capitalismo e ainda vai dar cabo de muita coisa!... Dar cabo do homem é que não pode dar!.... O erro foi este: socialismo, sim, mas nunca esquecendo a dimensão existencial e espiritual do ser  humano!... Não estou a falar de igrejas, que são todas iguais!" .



segunda-feira, 13 de março de 2023

Equinócio da Primavera 2023 - Associe-se ao esplendor solar e à nossa alegria, aldeia de Chãs- Foz Côa - Ocorre dia 20 – Celebrámo-lo também na véspera, domingo, dia 19 – Às sete da manhã, no Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nª Srª- Há 8 anos, esteve neste sagrado e pré-histórico altar, Dom Manuel dos Santos, que nos encantou com belos poemas, alguns de S. Tomé e Príncipe

Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador - Dinamizador dos eventos 




A celebração dos Equinócios e dos Solstícios, nos chamados Templos do Sol, no afloramento granítico dos Tambores, arredores da aldeia se Chãs, de Foz Côa, já se impuseram, naturalmente, no calendário das festividades dos ciclos das estações do ano, como uma  redescoberta dos saberes ancestrais esquecidos, num retorno à terra, às mais genuínas tradições do homem com a Natureza, da qual tanto se vai  divorciando,  em favor de uma sociedade apologista do culto individual,  egoísta e mercantilista, movida unicamente por  fúteis exibicionismos  e aparências

TAMBORES DEVERIA INTEGRAR ROTEIROS DE TURISMO DE FOZ CÔA-  Defende “Novos Insólitos Noticias Incríveis que nos fazem refletir https://novosinsolitos.blogspot.com/2010/09/tambores-devia-integrar-roteiros.html

 

VENHA CONTEMPLAR UMA DAS MARAVILHAS ASTRONÓMICAS DA PRÉ-HISTÓRIA 

Conhecer a esplendorosa réplica da imagem e o poder energético do símbolo mais antigo da civilização egípcia, que os homens da pré-história ali terão ido buscar às suas raízes ancestrais mais longínquas - Lugar místico e lendário já conhecido pelo "Stonhenge Português"

Olho de Hórus,   também conhecido como Olho de Rá, era o símbolo do poder real dos faraós, sendo um dos amuletos mais venerados no Egito, em todas as dinastias. Segundo a mitologia, Hórus é um deus da mitologia egípcia cuja representação era um falcão. Entre os antigos egípcios, Hórus era o deus do sol nascente e personificava a luz. Filho de Osíris e Ísis, era inimigo de Seth, o deus que representava a violência e a desordem. Numa guerra contra Seth, Hórus perdeu um dos olhos, que foi substituído por um amuleto com formato de serpente, símbolo que os faraós utilizavam na frente de suas coroas, e que ficou conhecido como o Olho de Hórus. Após sua recuperação, Hórus organizou novo exército e conseguiu a vitória sobre Seth.

Partilhar  momentos de raro esplendor, alegria e misticismo, tal como, em tempos idos, os antepassados, que ali se fixaram, os teriam vivido, quando ali celebravam e saudavam os seus  ídolos. Num local Sagrado de cura, cruzado pelas energias  bem-fazejas terrestres, que os homens da era da pedra lascada edificaram, cultuaram e veneravam com o seus ritos ancestrais  -  40º 59´ 39.94" N - 7º 10´ 35-46" W

Manuel António Mendes dos Santos nasceu a 20 de Março de 1960, em São Joaninho, concelho de Castro Daire, diocese de Lamego, vai completar 63 anos no próximo no primeiro dia da Primava - Bispo de S. Tomé e Príncipe - Sem dúvida, um olhar atento e uma voz amiga do povo são-tomense, um “veterano” de África e destas ilhas, cuja diocese dirigiu ao longo de 15 anos – Vamos ler alguns dos seus poemas também

Esteve no Equinócio do Outono de  2015 https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2015/09/equinocio-do-outono-2015-chas-foz-coa.ht

“Viemos aqui espreitar a história! Viemos aqui procurar um contato com aqueles que já viveram aqui a sua vida e gastaram aqui as suas preocupações!... E, sobretudo, interrogaram-se, como ainda hoje nos interrogamos por quatro grandes pilares: o ESPAÇO, A VIDA E O ALÉM! Expressivas palavras do saudoso poeta Manuel J. Pires Daniel, natural de Meda, em 18 de Novembro de 1934. Deixou-nos,   em 22 de Janeiro de 2021Sem dúvida, um admirável exemplo de labor e de tenacidade, de apaixonado pelas letras e de sentido e dedicação ao bem comum


O monunetal e majestoso magálito  está orientado no sentido nascente-poente e possui uma gruta em forma de semi-arco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada no centro, no momento em que o Sol nasce.

A festa evocativa do Equinócio da Primavera - momento em que a Terra é iluminada pelo Sol de igual modo nos hemisférios norte e sul - acontece «justamente no momento em que o Sol começar a iluminar a laje e o altar em que esta assenta a sua base»


Nesta celebração, que tem contado especialmente com o apoio do Município fozcoense, serão lidos poemas alusivos à estação, com poetas de poetas da nossa região ou do pais.

Evocando a ancestrais tradições esquecidas no tempo, ao mesmo tempo contemplando o Olho de Hórus, também conhecido como Olho de Rá, era o símbolo do poder real dos faraós, sendo um dos amuletos mais venerados no Egito, em todas as dinastias. Segundo a mitologia, Hórus é um deus da mitologia egípcia cuja representação era um falcão. Entre os antigos egípcios, Hórus era o deus do sol nascente e personificava a luz. Filho de Osíris e Ísis, era inimigo de Seth, o deus que representava a violência e a desordem. Numa guerra contra Seth, Hórus perdeu um dos olhos, que foi substituído por um amuleto com formato de serpente, símbolo que os faraós utilizavam na frente de suas coroas, e que ficou conhecido como o Olho de Hórus. Após sua recuperação, Hórus organizou novo exército e conseguiu a vitória sobre Seth










O templo sacrificial,  que parece desafiar as leis do equilibro e da  gravidade, tal a acentuada inclinação e aparente frágil base de apoio,  ergue-se alpendrado sobre uma enorme laje que descai em forma de altar -  Destacando-se, silenciosa e majestosamente, no requebro do alto de um vasto maciço rochoso, conhecido pelos penhascos dos Tambores na  vertente  granítica do fértil e maravilhoso vale da Ribeira da Centeeira. A mesma linha de água que, depois de correr de sul para  Norte  e penetrar  a leste no  apertado e íngreme canhão   das ladeiras dos picos, vai desaguar ao Côa, junto à foz da qual se situam um dos mais belos núcleos das gravuras paleolíticas do Vale Sagrado



ANTIGO CASTRO DO CURRAL DA PEDRA - EXISTENTE NESTA ÁREA




MEGÁLITO ORIENTADO COM O NASCER DO SOL NOS EQUINÓCIOS 


MEGÁLITO ORIENTADO COM O PÔR-DO-SOL NO SOLSTÍCIO DO VERÃO


ANTIQUÍSSIMAS  CIVILIZAÇÕES, CONQUANTO NÃO DISPUSESSEM DOS INSTRUMENTOS CIENTÍFICOS DA ATUALIDADE, NEM POR ISSO DEIXAVAM DE ORIENTAR AS SUAS VIDAS ATRAVÉS DOS CICLOS DAS ESTAÇÕES – E de erguer gigantecos megálitos, alguns dos quais com feições humanas - Existem também enigmáticas imagens dessas no maciços dos Tambores, configurando bustos de seres humanos, de falos e animais, onde se situam vários calendários pré-históricos, reportado noutro dos meus sites

As imagens que lhe mostramos, identificam, pois, alguns   magníficos exemplos, dos vários alinhamento sagrados ou calendários solares, que ainda se encontram em várias partes do mundo 



O QUE SÃO OS LUGARES DE PODER?

São definidos como locais antigas civilizações,  “entendiam que os locais de poder eram curativos, davam vigor, e geralmente é uma experiência particular. Locais especiais nos ajudam a que possamos reconstruir um momento de plenitude, onde nosso espírito se abre, sentindo abarcar o mundo. http://astroclick.com.br/lugares-de-poder/




Local mágico, pleno de história e de misticismo, dos tais lugares  da terra onde a beleza e o esplendor solar  podem repetir-se à mesma hora e com a mesma imagem contemplativa de há vários milénios pelos povos que habitaram a área.


São conhecidos por alinhamentos sagrados, remontam ao período megalítico e existem em várias partes do mundo, mas sobretudo na Europa. Sendo o mais famoso o Stonehenge. Muitos destas gigantes estruturas estão em perfeito alinhamento com os corpos celestes, especialmente com os Equinócios e os Solstícios - Perpetuam memórias de verdadeiros calendários astronómicos, que antigas civilizações elegeram como especiais locais de culto – No maciço dos Tambores

SETE ALINHAMENTOS 


No Maciço dos tambores, até à presente data, foram descobertos sete alinhamentos: Pedra da Cabeleireira de Nª Senhora, atravessada pelos raios solares do nascer do sol nos Equinócios; a Pedra  do Solstício, alinhada com o pôr do sol do Solstício do Verão; "As Portas do Sol, alinhada com o nascer do sol  do Solstício do Inverno e o pôr do sol do Verão;  Pedra Phallus Impudicus, alinhada com o nascer do sol do Solstício do Inverno ;a Pedra da Ursa Maior com as sete fossetes, alinhada com os Equinócios e com simbologia ou enquadramento com  Ursa Maior e a Pedra Caranguejo,  atravessada pelos raios solares do pôr do sol dos equinócios

Espantoso achado, encontrado nos Tambores  – pelo autor deste site – Denota faltar-lhe uma parte e a ponta - J. Leite de Vasconcelos, em Religiões da Lusitânia, designa um parecido, de troféu



Na anta da Cunha·Baixa (Mangualde), a que me referi a cima, Pág.71, encontrei um objecto de granito, com a conformação indicada na figura 73: o objecto tem de comprimento 1m,20 e de maior largura om,20, apresentando ao longo uma serie de sulcos feitos com toda a regularidade; estava deitado à entrada da camara. Não me parece fácil determinar precisamente o uso d'este objecto. Nunca vi outro igual, conquanto tenha encontrado dentro das antas pedras mais ou menos compridas e irregulares, que talvez lá não fossem postas sem especial intuito I. Num livro do sr. Joly s vem o desenho de um objecto que represento na fig. 74, o qual não deixa de ter alguma parecença com o de cima, embora  talvez seja muito menor, e de outra substância; o A. denomina-o registre-se de  comptes, Inclino-me a crer que o objecto Cunha-Baixa representa um troféu, designado os sulcos


Adriano Vasco Rodrigues
Adriano Vasco Rodrigues, o primeiro investigador a debruçar-se sobre o estudo da Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora; bem como  das monografias (Chãs - de Foz Côa e "Por Veredas do Vale do Côa), de Joaquim Manuel Trabulo)dos achados (punhal em bronze) do Eng. Paulo Almeida); dos valiosos contributos dos arqueólogos, Sá Coixão e Gonçalves Guimarães, que, igualmente, desde há vários anos, se têm debruçado sobre o estudo desta área - Além  das observações do astrónomo Máximo Ferreira – , que já ali se deslocou por duas vezes, assim como Mila Smões e das visitas de arqueólogos do Parque Arqueológico do Vale do Côa, no perímetro do qual  os vários monumentos megalíticos, se encontram localizados  - De recordar, particularmente, as escavações levadas a cabo, nas Quebradas, na mesma área, relativamente perto da Pedra da Cabeleira, por António Faustino de Carvalho Carvalho, A. F. (1999) - Os sítios de Quebradas e de Quint Faltava-nos um especialista em Arqueoastronomia  mas também já contamos com os seus valiosos estudos  -  é  o Dr. Albano Chaves. http://www.vida-e-tempos.com/2012/03/1-solsticio-do-inverno-nos-templos-do.html

Assim, como Tom Graves: o radiestesista e escritor inglês, que veioexpressamente da Austrália, onde reside, para ali confirmar a sua teoria de que «Em toda a parte existe uma intersecção entre as pessoas e o lugar – e o lugar também tem as suas escolhas.» E, no fundo, cremos ter sido também, este, um dos princípios seguidos por Moisés Espírito Santo ,  Professor Catedrático Jubilado da Universidade Nova de Lisboa, com o qual trouxe à luz do conhecimento, novos dados e revelações, verdadeiramente espantosas, que não constam na Historia de Portugal, facultando-nos um interessantíssimo  estudo  interpretativo da toponímia da área