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sábado, 17 de setembro de 2022

Feira do livro de Lisboa 92ª edição – Sorrisos e livros - Imagens de escritores e poetas, editores e visitantes dos últimos dias


Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador

Nos últimos dois dias da 92ª Feira do Livro de Lisboa,  que encerrou dia 11 de Setembro, demos um giro pelas duas áleas do magnífico Parque Eduardo VII, onde tivemos o prazer de estabelecer vários diálogos e registos de imagens.

Lá encontramos, entre os autores e editores, outros rostos, cujo percurso literário e editorial, acompanhamos desde os anos 80, pelo que é sempre com renovada alegria que saudamos figuras que conhecemos e muito admiramos, cujas vozes, algumas das quais, ainda constam no vasto arquivo sonoro, que ainda conservamos dos tempos das entrevistas e reportagens na extinta RDP-Rádio Comercial.



De entre as imagens, que tivemos oportunidade  de registar, nomeadamente em sessões de autógrafos, aqui deixo, pois, neste vídeo, um extenso friso de sorrisos, alguns deles  bem conhecidos  pelos leitores e público em geral

Na tarde do encerramento,  o Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, voltou a percorrer o certame e a comprar alguns livros, segundo informação recolhida no local – A cerimónia do final da maratona deste emblemático repositório literário, que este ano contou com 340 pavilhões distribuídos por 140 expositores, editores e livreiros, representando 961 marcas editoriais e milhares de autores, teve a presença do presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, decorreu no pavilhão principal APEL, onde teve lugar um debate com várias personalidades e visitantes.



Lá vimos, pois, Lídia Jorge, acompanhada do jornalista Carlos Albino, seu amado esposo, autografando o livro, “Em Todos os Sentidos”  Um 
conjunto de quarenta e uma crónicas que

Lídia Jorge leu, ao longo de um ano, aos microfones da Rádio Pública, Antena 2, corresponde a essa definição

A  seu lado, igualmente no espaço da Leya, vimos também dois poetas: Nuno Júdice com o livro “ Regresso a um Cenário Campestre  - “Livro que começou a ser escrito nos últimos meses de 2019 e terminou na transição da epidemia para a pandemia, já em 2020.  E  Salvador Santos – Autografando “Selvagem” – “ O primeiro livro do autor.


José Gomes Ferreira – O Jornalista e escritor – Rosto bem conhecido da SIC, esteve autografar “FACTOS ESCONDIDOS DA HISTÓRIA DE PORTUGAL “ Em que defende que “os portugueses chegaram à América décadas antes de Colombo, descobriram a Austrália, participaram nos planos da viagem de Fernão de Magalhães… e outros dados históricos comprovados que permanecem na sombra.

“A MAIS BREVE HISTÓRIA DA RÚSSIA” –  De “José Milhazes, o grande especialista português da Rússia, propõe neste livro uma viagem fascinante que atravessa séculos e séculos da história, cultura e civilização russas, que começa nos povos eslavos vários séculos antes de Cristo e acaba na actualidade, com Putin.

 “Manual de Anti-Protocolo” – De Henrique Silveira Borges “Embaixador em países tão diferentes como a Suécia, Argentina, Coreia do Sul e Arábia Saudita, Henrique Silveira Borges leva-nos numa viagem única e bem-humorada pelo mundo da diplomacia, já depois de apagadas as luzes e fechadas as portas dos salões.”

“A Grande Aventura” De autoria  de Mário Correia  - Reporta-se  ao centenário da travessia de Gago Coutinho e Sacadura Cabral – Livro “escrito com base nos relatórios dos dois aviadores e ilustrado por imagens da época, esta é a história de uma grande aventura que revolucionou a aviação, impressionou o mundo, elevou o nome de Portugal e deu ânimo a um país afundado numa grave crise económica e política.


“Cov -19 – RELATO DE UM SOBREVIVENTE – De Daniel Sampaio. O diário começa a 17 de janeiro de 2021, há pouco mais de meio ano, dia em que pela primeira vez Daniel Sampaio desconfia de que está infetado pelo coronavírus. Nos dias que se seguiram viveu esta incerteza na companhia de sua mulher, Maria José, receando mais por ela que por si próprio.  A 28 de janeiro é ele próprio internado, e nesse mesmo dia «pelas 14.30h, disseram-me que o meu estado se tinha agravado e que iria ser transferido para os cuidados intensivos. Senti uma enorme angústia e pela primeira vez pensei a sério que poderia morrer».

“ENSAIO SOBRE A SURDEZ “ – Do Maestro Victorino d´ Almeida - Editado por uma gráfica caldense, a obra retrata o que pensa “sobre aquilo que se está a passar na música, que é uma anorexia cultural e estética, onde uma pessoa só ouve temas porque está na moda”.”…

A boa música é para ser ouvida – hoje e sempre! . Lê-se na contracapa da sua obra, apresentada nas Caldas  Rainha, onde o autor esclareceu  que “há coisas que não podemos acumular ou simplesmente estar calados”. … “era intolerável assistir e ouvir as pessoas reduzirem o seu grau de audição, ouvindo apenas o que está na moda”.

“ AS SOMBRAS DE UMA AZINHEIRA – De Laborinho Lúcio – “Portugal, nos quarenta e cinco anos que antecederam o 25 de Abril, contado através da história familiar e política de João Aurélio; e Portugal, nos quarenta e cinco anos que se seguiram à revolução, narrado pelo percurso indagador de Catarina.

“ASPECTOS DO LEGADO PESSOANO” De Fernando J.B. Martinho”  - “…este volume de ensaios reúne textos dispersos sobre surrealistas, neo‑realistas, críticos como Adolfo Casais Monteiro e Eduardo Lourenço ou poetas leitores do poeta — Sophia, Cesariny, O’Neill, Belo, entre outros”. Diz Paula Morão

“Os Templários em Tomar”  - “ «A presente obra de José Armando Vizela Cardoso, destinto General da Força Aérea Portuguesa, cujas referências de vida e permanência se referenciam por Tomar, entra também na galeria dos estudos templários…

 DEUS DARÁ” – De Alexandra Lucas Coelho” -  Uma cidade que pulsa entre a euforia e o caos: o Rio de Janeiro contemporâneo, apocalíptico. Sete personagens transitam em um "reino cósmico" olhando no presente 500 anos de história entre Brasil e Portugal. Nos preparativos para as Olimpíadas, em meio a um conturbado momento político, sete personagens atravessam a geografia do Rio de Janeiro, em sete dias ao longo de três anos, se movimentando entre os desejos, os desafios, as frustrações e os sonhos do cotidiano intenso da metrópole tropical”

 "NOVISSIMAS FLORES PARA CRIANÇAS - De Fernando Cardoso  - "Quinze temas ( adivinhas, anedotas, canções, charadas, contos, curiosidades, fábulas, jogos, lendas, magia, palavras cruzadas, poesias, provérbios, trabalhos manuais e teatro) completam este livro que vale pelo conteúdo, apresentação e linguagem

Avó, Onde é Que Estavas no 25 de Abril?” De Ana Markl. " – “É o novo livro que te fala da revolução, com texto da autora e ilustrações de Christina Casnellie. A premissa é simples: afinal, o que sabes sobre o 25 de Abril? Está bem, é feriado… Mas o que mudou na nossa vida e porque é que há pessoas a passear com cravos nesse dia?

"A História de Roma" de Joana Bérthol”  “Duas pessoas que foram outrora um casal encontram-se passados dez anos de se separarem. Ela, lisboeta, condu-lo a ele, o estrangeiro, por diferentes percursos na sua cidade, enquanto desnovelam memórias. Na tentativa de estabelecer um passado comum, raros são os trajectos que coincidem. Resta-lhes os nomes de certas ruas, de certas cidades — Buenos Aires, Berlim, Marselha, Beirute — que se tornam topografias íntimas, que não poderão mais ser visitadas, como o nome da filha que nunca tiveram.

Portugal e a Crise do Século - O terramoto da desigualdade” - De Susana Peralta, “reputada economista e professora de Economia, analisa o país e as pessoas no rebentar da maior crise global do século XXI

“O Clube dos Cientistas” – De Mariana Francisca Macedo  “Vais divertir-te a ler as suas histórias empolgantes e cheias de ação! Se fores como eles, não vais resistir a ler o Caderno de Experiências até ao fim e pôr mãos à obra



quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Passadiços do Côa - Percurso pedonal entre o Museu do Côa e a estação ferroviária do Côa, é já outro momento histórico nas margens do Douro e do  Rio Côa

 

Jorge Trabulo Marques - Jornalista 

Inaugurados os  “Passadiços do Côa”, no  passado dia 9 de Setembro – Este equipamento em madeira, com uma extensão aproximada de novecentos metros, vencendo um desnível de aproximadamente cento e cinquenta metros, adaptado  elevação e às curvas de nível do terreno e perfeitamente enquadrado na paisagem local, vai permitir uma ligação pedonal entre o planalto onde se situa o museu.

Uma iniciativa do Município de Vila Nova de Foz Côa, que, em colaboração com a Fundação Côa Parque, visa criar novas condições de visita que harmonizem de forma distinta a Arte Rupestre do Vale do Côa e a Paisagem do Douro Vinhateiro, ambas classificadas Património Mundial pela UNESCO. 

Diz o Presidente da Câmara Municipal . de V.  de Foz Côa, Dr. João Paulo Sousa, citando Paulo Freire, que "ninguém caminha sem aprender a caminhar, sem aprender a fazer o caminho caminhando, refazendo e retocando o sonho pelo qual se pôs a caminhar" – Palavras de contentamento, proferidas na cerimónia inaugural, com a presença da Secretária de estado do Turismo, Eng.ª Rita Marques, que igualmente se congratulou pelo belíssimo empreendimento.

Para o Presidente do  Município Fozcoense,  este projeto pretende assim responder à valorização dos recursos endógenos, promovendo a melhoria da competitividade territorial, bem como a prática de parcerias entre instituições Município e Fundação Côa Parque, na valorização dos recursos singulares deste território que levará certamente à criação de empresas locais nesta área de turismo.

A construção dos passadiços do Côa tem em vista o aumento do número de visitantes ao concelho, concretamente ao Vale do Côa, às gravuras rupestres e ao Museu do Côa e ainda a criação de novas empresas na área do turismo que promoverão visitas guiadas aos núcleos de Arte Rupestre e ao património natural na foz do rio Côa.

O custo total elegível da obra é de 467.892,47 euros, contando com um apoio financeiro da União Europeia de 305.150,00 euros. O projecto é da responsabilidade do município de Vila Nova de Foz Côa, em colaboração com a Fundação Côa Parque. Numa segunda fase, está prevista a construção de um cais de embarque junto ao rio Douro, fazendo a ligação através dos passadiços.


Francisco Moita Flores sofreu ataque cardíaco na tarde do último dia da Feira do Livro de Lisboa, numa sessão de autógrafos –Foi operado na madrugada de segunda-feira, 12 de setembro. – Tínhamos ali acabado de chegar quando vimos a ambulância do INEN no espaço da Leya para o transportar - Foi homenageado nos Templos do Sol, no solsticio do Verão de 2016

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador - Coordenador das celebrações


Um médico cardiologista presente no local, acorreu a prestar-lhe os  primeiros socorros até à chegada dos paramédicos do INEM. Já estabilizado, foi de seguida transportado para o Hospital de Santa Marta, onde permanece internado.

Os acessos do exterior ao recinto da editora, local onde já por várias vezes o fotografámos e até entrevistámos, foram impedidos pela segurança do grupo editorial, pelo que apenas pudemos fotografar a viatura que o iria transportar - Desejamos, ardentemente, que a sua recuperação seja breve e possa regressar ao seu oficio de escrita e a uma vida com saúde, tranquila e feliz

No próximo dia 23, vamos celebrar o Equinócio do Outono 2022, às 08h00- 08.30, com a presença dos artistas João Canto e Castro e do Prof e músico João Paulo Dinis, com o apoio do Município de V. N. de Foz Côa,  prestando simbólicas homenagens  a duas personalidades de reconhecido mérito à causa pública e democrática, com profundos laços ao distrito da Guarda, à nossa região:     aos exemplares percursos de vida de Francisco Pinto Balsemão e António Gouveia – Independentemente da possibilidade de poderem ou não estar presentes, nem por isso deixaremos de os saudar neste local sagrado.  https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2022/09/celebracao-do-equinocio-do-outono-2022.html

De recordar, que,  Francisco Maria Moita Flores, de 69 anos natural de Moura, 23 de fevereiro de 1953,  escritor, analista, investigador, antigo inspetor da Polícia Judiciária e antigo Presidente da Câmara Municipal de Santarém, sofreu imenso com a perda de seu querido pai, antigo inspetor da Polícia Judiciária falecido em Fevereiro do ano passado,  aos 97 anos, dias depois de ter vencido a Covid-19, que ele considerava como sendo também o seu herói..


Convidado de honra das celebrações do Solstício do Verão, no dia 21 de Junho de 2016 e também participante no cortejo celta e nos atos evocativos, que decorreram, a partir do meio da tarde do primeiro dia do Verão, nos Templos do Sol, aldeia de Chãs, de Vila Nova de Foz Côa, a que já se fez referência detalhada - em - https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2016/06/solsticio-do-verao-celebrado-nos.html

O autor do livro O DIA DOS MILAGRES, explicou aos participantes, o motivo que o levou a escrever este livro e associar, aquela data histórica, a um verdadeiro Dia dos Milagres.

Pois, se não tem havido a sublevação dos bravos de 1640, "a nossa língua era hoje uma língua regional, do tamanho do Catalão, do Galego ou do barço, – E,por esse facto, seguramente que “estávamos aqui a evocar o sol e o solstício, em castelhano" - disse o escritor, que ainda haveria de ler um poema de António Botto e outro de sua autoria



 Imagens e sons inesquecíveis do dia mais longo do ano, que vale a pena recordar, ao som do Grupo Lua Nova-Gaiteiros de Mogadouro,  num dos lugares mais belos e místicos da Pré-História de Portugal, com a evocação das  mais antigas tradições, que caldearam as  raízes da lusitanidade  e, também  recordando a  história de há três séculos,  do  dia em que, Portugal, em 1 de Dezembro 1640, reconquistou a soberania, defendeu a sua língua e   preservou o  seu futuro, graças à valentia  de um punhado de corajosos heróis, momento épico, esse, que o escritor, Francisco Moita Flores, transpôs para uma espantosa obra literária,  a que deu o título de “O Dia dos Milagres.


 

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Sporting 2 Tottenham 0 – Jogo de emoções no relvado e nas bancadas dos leões - Vitória merecedissima

Jorge Trabulo Marques - Foto-jornalismo  - Video com imagens 









Estádio de 

Alvalade – De verde ao rubro – Sporting 2 – Tottenham 0 – A equipa portuguesa venceu a inglesa por 2-0, em jogo da 2ª jornada da Liga dos campeões e passou a liderar isolado o Grupo D. –– Os golos foram apontados nos minutos finais – Ao 90’ por Paulinho , e Arthur Gomes, 3 ‘ depois, já no período das compensações.

Nos minutos iniciais, da primeira parte, a equipa londrina entrou a pressionar  os onze da casa, que parecia algo desconcentrado, a encostar-se demasiado ao seu reduto defensivo

No entanto, foi aos 7 que surgiria a primeira oportunidade à equipa leonina de inaugurar a partida,  numa jogada de  Marcus Edwards a entregar a Pote, que obrigaria  o guarda-redes inglês a uma grande defesa.

Porém, a história do jogo, esta, ficaria reservada para os últimos minutos – A equipa visitante, pese o seu recheio de estrelas e poder de domínio, não logrou chamar a si nenhuma das oportunidade que teve e acabou  por ser derrotada por dois golos: o  primeiro aos 45 do 2º tempo. Após cobrança de Escanteio, Paulinho fez o golo de cabeça. Instantes depois, aos  47, era a vez de Arthur Gomes, de culminar a vitória com um  golo de antologia, deixando o estádio ao rubro e todos os jogadores envolvidos em fortes abraços..

 

terça-feira, 13 de setembro de 2022

NATÁLIA CORREIA E A SUA VOZ - Se fosse viva completaria hoje 99 anos - Nasceu, em Fajã de Baixo, São Miguel, 13 de Setembro de 1923 - Faleceu, em Lisboa, 16 de Março de 1993 - A grande musa da poesia portuguesa - Jamais a esquecerei. Devo-lhe muito, à grande Poeta e mulher da Cultura Portuguesa


 Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador - Apontamento com videos

Em Memória de Natália Correia e do Botequim - Em Noites Loucas, de alegria, música, convívio e poesia . Um dos raros bares da boémia lisboeta, na década de 70 e 80, onde a poesia, o convívio, a tertúlia, em qualquer momento se soltavam e davam largas à sua expressão mais alegre e calorosa. Era conhecido pelo Botequim de Natália Correia – A mais ilustre filha açoriana, fez história e deixou memória – Tanto no meio intelectual, como musical e politico - (Fajã de Baixo, São Miguel,13 de Setembro de 1923 — Lisboa, 16 de Março de 1993)

 Tive o prazer de ter sido um seus frequentadores, daquele emblemático espaço, do qual guardo recordações inesquecíveis – Até no registo dos sons, da leitura de poemas e das entrevistas que me concedeu para a Rádio Comercial - Natália, mais que uma figura inigualável, é hoje uma lenda viva – Quem é que, tendo-a conhecido, hoje esquecerá essa figura? “ Forte , frágil, bela, talentosa, contraditória.. Tal como nos géneros literários que cultivou" –

“O Botequim foi fundado por Natália Correia, em 1968, com Isabel Meyrelles, Júlia Marenha e Helena Roseta. Foi ali que, durante as décadas de 70 e 80, se reuniu grande parte da intelectualidade portuguesa, de Fernando Dacosta a David Mourão-Ferreira, António Alçada Baptista, José-Augusto França, Luiz Pacheco, Ary dos Santos e José Cardoso Pires. Encerrado após a morte de Natália Correia, em 1993, reabre como sede da Fundação José Afonso e mais tarde com o nome Pequeno Herói, uma livraria infantil”


Foto obtida pelo autor deste blogue à saída de uma festa de gala no Casino Estoril - Natália Correia e a sua corte de amizades - No  primeiro, entre outras  Elizabeth; vemos Dórdio Guimarães, fiel companheiro de todas as horas de Natália,  de costas voltadas para o fotógrafo; um pouco mais à esquerda, está  Fernando Grade, e,  quase a servirem de guarda-costas, Francisco Baptista Russo e Fernando Dacosta - Não me ocorre o nome das outras suas amigas.

Os poemas de  Natália Correia, têm sido lidos e recordados, por várias vezes  nas celebrações dos equinócios e do Solstício do verão, nos Templos do Sol – Stonhenge Português  

TOCADA PELO SAGRADO - Diz Fernando Dacosta  - "Não se tornava fácil compreende-la, nem amá-la. Fazê-lo, exigia sentimentos, disponibilidades especiais. Era um ser tocado pelo sagrado, um desses seres que não cabem no espaço que lhes foi destinado, nem no corpo, nem nas normas, nem nos modelos, nem nos sentimentos. Chegava a assustar."

"Os que não a aguentavam combatiam-na não pelas suas ideias, mas pelos seus tiques, não pela sua criação, mas pela sua distracção, tentando reduzi-la a anedotários de efeitos fáceis e falsos."

"Ao mesmo tempo forte e desprotegida, imponente e indefesa, egoísta e generosa, arguta e ingénua, dissimulada e frontal, sentia-se, ante as coisas rasteiras (e as pessoas, e as acções), perdida; só as grandes a tocavam, galvanizando-a. Então, toda ela era golpe de asa, vertigem"

E TAMBÉM “ENERGIA FLUTUANTE”

"Privilegiada  pelo  destino (com o talento, com a sedução), pelos íntimos (com o amor com a entrega), pelos amigos (com a lealdade, com a dádiva), a Natália viu a vida ir ter  consigo, enleando-a, dilatando-a.

A  paixão pelo superior adiantou-a, desde criança, ao seu meio. Entre a realidade que lhe coube partilhar  e a ficção que lhe coube voltear, foi ardendo nas margens da maior  imprevisibilidade."


Creio nos anjos que andam pelo mundo,
Creio na deusa com olhos de diamantes,
Creio em amores lunares com piano ao fundo,
Creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes;

Creio num engenho que falta mais fecundo
De harmonizar as partes dissonantes,
Creio que tudo é eterno num segundo,
Creio num céu futuro que houve dantes,

Creio nos deuses de um astral mais puro,
Na flor humilde que se encosta ao muro,
Creio na carne que enfeitiça o além,

Creio no incrível, nas coisas assombrosas,
Na ocupação do mundo pelas rosas,
Creio que o amor tem asas de ouro. amém.

Creio nos anjos que andam pelo mundo,
Creio na deusa com olhos de diamantes,
Creio em amores lunares com piano ao fundo,
Creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes;

Creio num engenho que falta mais fecundo
De harmonizar as partes dissonantes,
Creio que tudo é eterno num segundo,
Creio num céu futuro que houve dantes,

Creio nos deuses de um astral mais puro,
Na flor humilde que se encosta ao muro,
Creio na carne que enfeitiça o além,

Creio no incrível, nas coisas assombrosas,
Na ocupação do mundo pelas rosas,
Creio que o amor tem asas de ouro.
amém.