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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Castro do Tapadão - Muxagata e Castro do Curral da Pedra - Chãs - De Foz Côa -Fortificações da Idade do Ferro e do Bronze, desprezadas e convém preservar para melhor entender a origem e a identidade dos povos que aqui viveram e se fixaram


 Castro do Tapadão - Muxagata e Castro do Curral da Pedra - Chãs - De Foz Côa  -Fortificações da Idade do Ferro e do Bronze, desprezadas e convém preservar para melhor entender a origem e a identidade dos povos que aqui viveram e se fixaram

Castro do Curral da Pedra - Chãs


O Castro do Curral da Pedra, situado próximo de Chãs (Vila Nova de Foz Côa), é um sítio arqueológico pré-histórico notável situado num afloramento granítico conhecido como Quebradas-Tambores. Esta área é rica em vestígios arqueológicos e fica perto de núcleos de arte rupestre do Vale do Côa, como a Ribeira dos Piscos e Penascosa.
Tal como é reconhecido por investigadores, Chãs, um adjectivo feminino, denuncia bem a morfologia plana e lisa, de um planalto seco de campos e baldios. Em tempos, seria conhecida por Torre, indício de uma eventual vigia medieval, entretanto perdida. A meio caminho de dois dos núcleos principais da arte rupestre do Côa, Santa Comba e Ervamoira, partilha com freguesias vizinhas uma história semelhante.
Ribeira dos Piscos

Visita ao Castro do Tapadão, de Muxagata - Foz Côa. Erguido num dos pontos mais altos e belos da margem direita da Ribeira dos Piscos, Não perca as imagens que tenho para lhe mostrar na companhia de Agostinho Soares e esposa 

Trata-se de um sítio arqueológico de interesse regional inserido numa zona rica em vestígios da Idade do Ferro, da romanização e da proximidade ao Parque Arqueológico do Vale do Côa. Lamentável que o Parque Arqueológico o ignore, tal como Castro do Curral da Pedra, no alto do maciço da Mancheia- Tambores. freguesia de Chãs. Continuam a olhar mais para antiguidade de que para espantosa monumentalidade megalítica do neolítico   e início da Idade do Cobre, fase em que surgiram as primeiras muralhas e a sedentarização

O Neolítico foi o período mais revolucionário da humanidade porque o ser humano passou de nómada recoletor a produtor sedentário através da agricultura e da domesticação de animais. Este estilo de vida está profundamente ligado à arquitetura megalítica, que marcou a paisagem com grandes monumentos de pedra para rituais e culto dos mortos.

O percurso recomendável e mais acessível é o que vai da aldeia das Chãs em direção a Quinta de Ervamoira, em piso empedrado/terra batida e revela a paisagem profunda do Vale do Côa. Pelo caminho, destacam-se as vinhas




Sim, sítios há em que a natureza fala e é benéfica, edifica as suas cúpulas e consagra os seus templos ao Grande Espírito Universal; noutros, pelo contrário, é muda e hostil, avara e maléfica. Aquelas pedras, a que me refiro, são um prodígio de generosidade! Autêntico milagre do inanimado silencioso para o animado vibrátil e etéreo musical. Que, as aves, tão bem entendem e conhecem! Pois, quantas vezes, não são atraídas pelo misterioso fascínio e musicalidade dessas mesmas pedras! E para quê?...

Apenas para repousarem, fazerem, ali, os seus ninhos, e se protegerem dos depredadores? Ou, por exemplo, ali pousarem ainda, porque a intuição as chama por uma razão mais profunda e misteriosa?!... Eu inclino-me, também, para esta segunda hipótese:

Todo o concelho de Vila Nova de Foz Côa é possuidor de um importantíssimo património arqueológico e histórico, a começar pelas gravuras rupestres do Vale do Côa - A freguesia de Chãs, a que pertence, é um dos exemplos: tanto na área xistosa da margem esquerda do Rio Côa, no termo do qual foi descoberto o fabuloso núcleo das gravuras paleolíticas da Quinta da Barca, como na zona granítica, quer mesmo onde se situa a própria aldeia, como nalguns dos seus arredores, apresentam vestígios das várias civilizações pré-históricas."

De facto, tal como temos referido, a avaliar pelos vestígios arqueológicos, já estudados, o maciço dos Tambores, mancheia e quebradas é um importantíssimo livro aberto da pré-história: sobranceiro a um dos mais belos e férteis vales da hidrografia do Vale do Côa, ali se refugiaram povos muito antigos, nomeadamente do neolítico, calcolítico, da idade do ferro e do bronze, que, aproveitando os naturais abrigos, as cavernas abertas nos enormes megálitos, as concavidades e grutas dos encastelados afloramentos, ali implantaram os seus acampamentos, valendo-se de grotescas lascas e pedras soltas, de cujas construções ainda prevalecem abundantes vestígios

 

MACIÇO DOS TAMBORES - CHÃS

SETE ALINHAMENTOS 


No Maciço dos tambores, até à presente data, foram descobertos sete alinhamentos: Pedra da Cabeleireira de Nª Senhora, atravessada pelos raios solares do nascer do sol nos Equinócios; a Pedra  do Solstício, alinhada com o pôr do sol do Solstício do Verão; "As Portas do Sol, alinhada com o nascer do sol  do Solstício do Inverno e o pôr do sol do Verão;  Pedra Phallus Impudicus, alinhada com o nascer do sol do Solstício do Inverno ;a Pedra da Ursa Maior com as sete fossetes, alinhada com os Equinócios e com simbologia ou enquadramento com  Ursa Maior e a Pedra Caranguejo,  atravessada pelos raios solares do pôr do sol dos equinócios

Espantoso achado, encontrado nos Tambores  – pelo autor deste site – Denota faltar-lhe uma parte e a ponta - J. Leite de Vasconcelos, em Religiões da Lusitânia, designa um parecido, de troféu



Na anta da Cunha·Baixa (Mangualde), a que me referi a cima, Pág.71, encontrei um objecto de granito, com a conformação indicada na figura 73: o objecto tem de comprimento 1m,20 e de maior largura om,20, apresentando ao longo uma serie de sulcos feitos com toda a regularidade; estava deitado à entrada da camara. Não me parece fácil determinar precisamente o uso d'este objecto. Nunca vi outro igual, conquanto tenha encontrado dentro das antas pedras mais ou menos compridas e irregulares, que talvez lá não fossem postas sem especial intuito I. Num livro do sr. Joly s vem o desenho de um objecto que represento na fig. 74, o qual não deixa de ter alguma parecença com o de cima, embora  talvez seja muito menor, e de outra substância; o A. denomina-o registe-se de  comptes, Inclino-me a crer que o objecto Cunha-Baixa representa um troféu, designado os sulcos



 



Esta extraordinária imagem,  configurando uma gigantesca esfera terrestre ou a esplendorosa configuração de um enorme globo solar  projectando os seus dourados raios, a poente, foi registada, pela primeira vez, cerca das 20.45 horas do dia 21 de Junho de 2003 e poderá repetir-se,  todos os anos,  ao fim do dia mais longo do ano e à mesma hora, caso as condições atmosféricas o permitam.  - Vista da face sul para Norte, prefigura um busto masculino, enquanto do lado  oposto, faz lembar um perfil feminino.

A partir do ponto onde o sol então se pôs ( e  voltará a pôr-se) começa o Verão e, de igual modo,  a grande estrela-fiel inicia o movimento aparente da sua declinação para o Hemisfério Sul – E, até atingir esse ponto extremo, no Solstício do Inverno, distam vários quilómetros: ou seja, desde o ponto do horizonte, onde ele se vai pôr, em  perfeito alinhamento com a crista do esférico bloco e o centro do pequeno círculo que se encontra cavado, a alguns metros a oriente, na mesma laje da sua base de apoio.

solstício 2008

Ergue-se sobranceiro ao aprazível vale da Ribeira Centieira, num ponto tal que, à primeira vista, apesar da sua brutal grandeza, parece que,  só com um simples empurrão, alguém o poderia fazer  resvalar até ao fundo da escarpada encosta Fica a curta distância  do Santuário Rupestre da Cabeleira de Nossa Senhora.  Visto, perpendicularmente, em direcção ao pôr-do-sol no solstício, assume a forma redonda. Observado, porém, noutro ângulo, deforma-se e  toma a forma de um busto feminino, de perfil a norte e, masculino, de perfil a sul  


PEDRAS QUE NÃO SÃO APENAS PEDRAS - TÊM HISTÓRIA E TRANSMITEM ENERGIA - SITUAM-SE EM LUGARES ESPECIAIS DA TERRA, TAL COMO O TRIÂNGULO DE FÁTIMA, SÃO LOCAIS DE CURA -

Os calendários solares,  ali existentes, fazem parte dos chamados alinhamentos sagrados, com a mesma orientação de muitas igrejas da antiguidade, ou,  recuando ainda mais no tempo, tal como outros observatórios pré-históricos, que ainda perduram em várias partes do mundo - São locais de cura, atravessados por  linhas ou energias geodésicas  especiais, que os saberes e a experiência de antigas civilizações, que viviam em estreita ligação com a Natureza, escolheram para seu benefício próprio e, ali,  se dirigirem às suas divindades. De referir que as duas vertentes do vale são atravessadas pela falha sísmica do “graben" de Longroiva, nome de antiga vila de origem celta ,a que a freguesia de Chãs, já pertenceu, e  onde existe uma das mais antigas estâncias termais do país.

 PEDRA DA CABELEIRA DE Nª SENHORA . ALINHADA COM O NASCER DO SOL NOS EQUINÓCIOS



O enorme penedo está orientado no sentido nascente-poente e possui uma gruta em forma de semi-arco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada no seu eixo no momento em que o Sol se ergue no horizonte, proporcionando uma imagem verdadeiramente invulgar


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