Jorge Trabulo Marques - Jornalista e antigo navegador solitário em pirogas de S. Tomé
Na madrugada de 28 de agosto, houve um eclipse parcial da Lua, visto, em Portugal continental e na Madeira, a fase parcial do eclipse começou às 3.33 horas de 28 de agosto e atingiu o máximo às 5.12 horas
Eclipse total da Lua visto por um náufrago ao 30º dia a bordo de uma piroga no Golfo da Guiné, na noite de 18 para 19 de Nov de 1975 - Na madrugada de 28-08-2026 ocorreu um eclipse parcial lunar, visto em Portugal
Só acostaria à Ilha de Bioko ao 38º dia - Recordo a noite em que um eclipse total da Lua escureceu o mar e o céu numa tumultuosa cortina de trevas. Não se enxergava um palmo à frente do meus olhos - Nem sequer os contornos da piroga - Naquele mar de trevas foi como se o mundo não existisse. -Sucedeu na noite de 18 para 19-11-1975
O mar e o céu pareciam unidos nas mesmas sombras e pela mesma escuríssima cortina - Senti uma profunda solidão! - Tanto mais que havia mais nuvens que abertas, que por sua vez iam também eclipsando as estrelas e tornando-as ainda mais longínquas - Além de que o mar permaneceu toda a noite muito cavado. Mas não poderei dizer que fosse uma noite muito anormal - Pior teria sido se chovesse. Direi que a observação daquele Eclipse lunar foi apenas um episódio em mais uma longa noite de vigília e de reflexões na minha vida.
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Referem registos que “O eclipse lunar de 18 de novembro de 1975 foi um eclipse eclipse total,o segundo e último de dois eclipses lunares do ano. Teve magnitude penumbral de 2,1352 e umbral de 1,0642. Teve duração total de 40 minutos.[2]
Um eclipse total raso viu a Lua em relativa escuridão por 40 minutos e 12 segundos. A Lua tinha 6% de seu diâmetro na sombra umbral da Terra, e possivelmente adquiriu uma tonalidade vermelha-alaranjada brilhante, mais escuro ao sul e visivelmente mais brilhante ao norte, que estava mais próxima da borda umbral. O eclipse parcial durou 3 horas e 29 minutos no total.
A Lua mergulhou dentro da metade sul da sombra da Terra, em nodo descendente, dentro da constelação de Touro.

O fenómeno acontece quando a Terra passa entre o Sol e a Lua, fazendo com que a sombra do nosso planeta seja projetada sobre o seu satélite natural. Neste caso, apenas uma parte da Lua ficará dentro da sombra da Terra, pelo que não se tratará de um eclipse lunar total.
Vem um vento grande lá fora,Um vento cavo, triste e profundoVem soprando!Vem soprando!.... Soprando!.Varridos dos confins do Mundo!Aqui vou sozinho e mudoEsperando o instante que passaAlheio a nada, desconfiando de tudoPuro, como a sombra que esvoaça.Mas serei eu porventura assimQue por esta noite escura vou indoIndo comigo e fora de mimPreso a um desejo, sentindo?!...É muito difícil a respostaImpossível talvez responderSei que a tristeza me bateu à portaSei donde venho, é o que posso dizerNão sei todavia onde estouNão sei tão pouco a que venhoNão sei tão pouco onde vou..Jorge Trabulo Marques
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