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terça-feira, 5 de julho de 2016
Portugal - País de Gales - Portugal finalista com o brilho de Cristiano Ronaldo
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Renato Sanches - O diamante da seleção que o Benfica gerou e o Bayern Munique comprou - Vai longe - A cintilante estrela, da Constelação Cristiano Ronaldo, que ainda agora sob no horizonte – Nado e criado alfacinha mas de origem santomense e cabo-verdiana
Jorge Trabulo Marques - Jornalista
Impetuoso, habilidoso e fogoso, de farta
cabeleira desgrenhada ao vento, cuja auspiciosa carreira só agora mostra um
pouco do muito que tem ainda para revelar
- Este é o perfil do genial talento, de seu nome Renato Sanches, a mais jovem estrela do futebol português, que vai juntar-se à brilhante constelação do
Cristiano Ronaldo - Nascido em Lisboa, filho
de pais oriundos de S. Tomé e de Cabo Verde - tinha mesmo que ali haver sangue, entre o trópico
de Câncer e o Equador, - que, aos oito anos, dava os primeiros chutos nos Águias da Musgueira, após o que, um ano
depois, o Benfica o pesca para treinar
com outros talentosos gaúchos
VIDEO DE IMAGENS DO JOGO BENFICA - ACADÉMICA
Reza o currículo que fez a sua estreia pelo Benfica B, na segunda
divisão, em 5 de outubro de 2014, jogando 46 minutos no empate fora de casa por
2–2 contra o C.D. Feirense. Após um ano, atuando pela equipe B, Sanches é
promovido para a equipa principal
De inicio nos treinos, até que, em 30 de Outubro de 2015, aos 18 anos, Sanches faz a sua
estreia na equipa principal do Benfica, substituindo Jonas nos últimos minutos do
segundo tempo, em que a equipa da luz cilindrou
o Tondela, com uma tunda de 4-0
Apreciada
e comprovada a sua arte, em Dezembro de
2015, Sanches assina novo contrato com o Benfica até 2021, com uma
clausula de rescisão de 45 milhões de euros. No dia 25 de novembro, fez a seu
primeiro jogo pela Liga dos Campeões da UEFA, jogando 90 minutos num empate por
2–2 com Astana na fase de grupos. Em 4 de Dezembro, num jogo contra o
Académica ganho por 3–0 pelo Benfica, Sanches, marcou o seu primeiro golo
Estávamos lá, vimos e fotografámos o fulgurante
brilharete, que levou ao delírio o Estádio da Luz, de cujo jogo aqui reproduzimos algumas das imagens em video – Estava traçada a
consagração da nova estrela benfiquista, e
também de uma das maiores transferências
milionárias do Benfica
Mesmo assim, muito aquém do valor que
poderia ser valorizado se a venda
tivesse sido feita ao Bayern de Munique, depois do Mundial – Por certo, que, tanto o jogador, como o
clube, encaixariam mais alguns milhões – Porém, quem deverá estar a torcer a
orelha, é o Manchester, que rondou, Luís Filipe Vieira, mas não o comprou – Agora,
é tarde demais – até para o Benfica, que deixou escapar um dos jogadores mais
geniais e valiosos. Resta-lhe a glória
de o ter gerado e de ter arrecado 35 milhões – quase a custo zero - milhões estes que bem jeito lhe deverão dar aos seus cofres.
Salgueiro Maia - Memória histórica de um dos símbolos dos capitães de Abril – Completaria hoje 72 anos mas partiu aos 50 – Registo em vídeo de como foi sentida a sua morte, a 4 de Abril de 1992, por camaradas, oficiais generais e outras personalidades, designadamente, pelo Almirante Rosa Coutinho, Mário Soares, Hermínio Monteiro do PRD, António Roque Gameiro – Ontem, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, atribuiu-lhe, a título póstumo, a Grã-Cruz da Ordem do Infante.
Morreu há 24 anos - Fernando José Salgueiro, nasceu
em Castelo de Vide, no dia 1 de julho de 1944, completaria hoje 72 anos, se
fosse vivo – Faleceu no dia 4 de Abril de 1992 – Tinha então a patente de tenente
Coronel – Foi um dos um dos capitães do Exército Português que liderou as forças
revolucionárias da Revolução de 25 de Abril de 1974, que marcou o final da
ditadura
.
A sua morte, aos 50 anos, foi então muito
sentida, tanto por camaradas de armas, que o haviam acompanhado na madrugada daquela histórica
data, como por várias personalidades, e também pelos portugueses, em geral, que
compreenderam a importância do 25 Abril, como caminho aberto à liberdade, ao
fim da guerra colonial e aos ideais democráticos
O seu corpo esteve em câmara ardente na
capela da Academia militar, junto à qual registei para a então Rádio Comercial-RDP,
breves declarações, de várias personalidades, militares e civis, acerca da sua memória,
incluindo um general, cujo nome, já não me ocorre, assim como do Almirante Rosa Coutinho,
de Mário Soares, Hermínio Martinho, do então PRD e António Roque Gameiro.
DEPOIMENTOS ACERCA DE UM HOMEM CORAJOSO,
HONRADO E HONESTO – UM DOS SÍMBOLOS DA REVOLUÇÃO DO 25 DE ABRIL
“Um dos homens responsáveis pela democracia
em Portugal e um do símbolos dos capitães de Abril – Um dos militares que
arriscou a própria vida e nunca se arrependeu dessa sua ação meritória
Um homem honrado honesto, com brio, um
apatriota e é com muita mágoa que se vê perder uma camarada que ainda estava na
flor da vida “ – Palavras de um general, cujo nome me não ocorre
Rosa Coutinho - Todos nós que fizemos a
Revolução de Abril, consideramos Salgueiro Maia, um dos nossos, vemos,
portanto, o seu falecimento como uma perda significativa. É evidente que os capitães
de Abril irão morrendo: é pena que, no caso de Salgueiro Maia, e de outros,
tenha sido tão cedo. Mas recordá-lo-emos sempre, como um homem muito digno! Um
homem de grande coragem moral e física! Um homem de isenção exemplar. Um homem
que nunca procurou honrarias, que nunca procurou benefícios pessoais e, cuja
atitude, como Capitão de Abril, perdoará para a história: um homem com grande capacidade
de sacrifício, não apreciando a Ribalta nem militar nem política
Mário Soares – Senti imenso a morte do
Tenente-Coronel, Salgueiro Maia: além de tudo o mais era um amigo dele mas fui
sempre um admirador: foi um militar íntegro! Foi um herói do 25 de Abril! Participou
no 25 de Novembro! Foi um combatente da liberdade. Devemos-lhe muito!
Portugal, hoje, democrático e pluralista, deve muito à ação pessoal de Salgueiro Maia e, por isso, todos nós portugueses, se devem inclinar sobre a sua morte, que representa uma grande perda para o país foi, digamos, um Campeão da Liberdade
Portugal, hoje, democrático e pluralista, deve muito à ação pessoal de Salgueiro Maia e, por isso, todos nós portugueses, se devem inclinar sobre a sua morte, que representa uma grande perda para o país foi, digamos, um Campeão da Liberdade
Herminio Martino - Salgueiro Maia era um amigo
especial e uma amigo particular: pela sua postura na vida, pela sua integridade,
pela grande dignidade, com que se comportava e conduzia toda a sua vida, eu
penso que ele é merecedor do maior respeito e admiração dos portugueses: pela
coragem e determinação, com que conduziu a sua vida, penso que lhe devem muito:
não só os portugueses, em geral, como o regime democrático, em que hoje
felizmente vivemos
António Roque Gameiro - Não era pessoa de criar o mais pequeno conflito,
fosse com quem fosse; em cada um com quem se relacionava, era uma amigo Era uma
honestidade muito grande e não se aproveitou de nada
Salgueiro Maia condecorado em gesto de "reparação histórica"
EXPRESSO - Se fosse vivo, o capitão de Abril Fernando Salgueiro
Maia, faria 72 anos esta sexta-feira. Por causa de uma deslocação oficial, o
Presidente da República antecipou a condecoração a título póstumo e a Grã-Cruz
da Ordem do Infante foi entregue ontem à viúva do rosto mais conhecido da
Revolução dos Cravos
Marcelo diz que este é um
gesto de “reconhecimento da pátria portuguesa”, porque nunca é tarde para uma
“reparação histórica”. A condecoração foi entregue a Natércia Salgueiro Maia,
viúva do capitão de Abril, que se sentiu “reconfortada” com o gesto do PR.
Natércia recordou que o marido viveu momentos de “mágoa e tristeza
pela forma como era tratado. Algumas vezes ouvi-o desabafar: Tratam-me como se
eu fosse um traidor à Pátria, então, que me julguem. Infelizmente, o meu marido
já não está entre nós. Por ele, sinto-me reconfortada pela decisão do senhor
Presidente em lhe atribuir esta condecoração”. Agradeceu o gesto do PR
considerando-o extensivo a todos os “implicados no 25 de Abril”, expressão que
o marido gostava de utilizar. Marcelo condecora Salgueiro Maia
Biografia
Fernando José Salgueiro, natural de Castelo de Vide, 1 de julho de 1944, tendo
falécio em Lisboa, 4 de abril de 1992), foi um dos capitães do Exército Português que
liderou as forças revolucionárias durante a Revolução de 25 de Abril de 1974,
que marcou o final da ditadura.
Filho de um ferroviário, Francisco da Luz
Maia, e de sua mulher, Francisca Silvéria Salgueiro, frequentou a Escola
Primária em São Torcato, Coruche, fixando-se subsequentemente em Tomar;
concluiu o ensino secundário no Liceu Nacional de Leiria (hoje Escola
Secundária Francisco Rodrigues Lobo), ingressando, em outubro de 1964, na
Academia Militar, em Lisboa. Acabado o curso, Salgueiro Maia foi colocado na
Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém, para frequentar o tirocínio. Na
mesma instituição, ascendeu a comandante de instrução e integrou uma companhia
dos comandos na Guerra Colonial. Depois da revolução, viria a licenciar-se em
Ciências Políticas e Sociais, no Instituto Superior de Ciências Sociais e
Políticas, em Lisboa
Em 1973 iniciam-se as reuniões
clandestinas do Movimento das Forças Armadas e, Salgueiro Maia, como Delegado
de Cavalaria, integra a Comissão Coordenadora do Movimento. Depois do 16 de
Março de 1974 e do Levantamento das Caldas, foi Salgueiro Maia, a 25 de Abril desse
ano, quem comandou a coluna de blindados que, vinda de Santarém, montou cerco
aos ministérios do Terreiro do Paço forçando, já no final da tarde, a rendição
de Marcelo Caetano, no Quartel do Carmo, que entregou a pasta do governo a
António de Spínola. Salgueiro Maia escoltou Marcelo Caetano ao avião que o
transportaria para o exílio no Brasil. Na madrugada de 25 de Abril de 74,
durante a parada da Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém, proferiu o
célebre discurso: Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de
Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o estado a que
chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De
maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto.
Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui! Todos os 240
homens que ouviram estas palavras, ditas de forma serena mas firme, tão
característica de Salgueiro Maia, formaram de imediato à sua frente. Depois
seguiram para Lisboa e marcharam sobre a ditadura.[1] [2] A 25 de Novembro de
1975 sai da EPC, comandando um grupo de carros às ordens do Presidente da
República. Será transferido para os Açores, só voltando a Santarém em 1979,
onde ficou a comandar o Presídio Militar de Santarém. Em 1984 regressa à EPC. Excertos de Salgueiro Maia – Outros elementos também
em Biografia de Salgueiro Maia (
quarta-feira, 29 de junho de 2016
Arthur Cupertino de Miranda – Confissões inéditas do Banqueiro Mecenas Visionário -1892-1988 - poeta, prosador, escritor - Ilustre Minhoto, famalicense e cidadão de Portugal e do Mundo – Fundador da Fundação, a que deu o seu nome, instituída em 1964, dotada de Museu, de uma Biblioteca e de um Auditório – Ofereceu-me um livro de sua autoria, autografado, tendo-me lido alguns dos seus poemas
Jorge Trabulo Marques – Jornalista e investigador
O banqueiro mecenas, fundador da Fundação Arthur Cupertino de Miranda, em Famalicão, sede do seu torrão natal, e a quem Salazar recorreu, em aperto de crise, para fundar um banco, com a solidez que não existia, houve quem lhe chamasse, um predestinado para outras funções diferentes de cantor de musas e de ninfas, do poeta, prosador, escritor
Em Outubro de 1987, pouco depois de completar 95 anos, e um ano antes da sua morte, Arthur Cupertino de Miranda, dava-me o prazer e a honra de me receber na sua residência, em Lisboa – Ia para mais uma das minhas entrevistas, ao serviço da Rádio Comercial, às grandes personalidades nacionais, em vários domínios – Sim, entre os mais diversos trabalhos de reportagem, de gente anónima e nos vários sectores da sociedade, também fiz questão de conhecer gente ilustre e distinta - E de o fazer mesmo em sua casa.
Arthur Cupertino de Miranda -

A minha visita, não fora previamente combinada - e, a bem dizer, confesso que também nem eu conhecia muito bem o passado de quem ia entrevistar, senão de uma curta biografia inserida numa revista de personalidades, com que por vezes me orientava, já que, naquela altura, a informação disponibilizada pela Internet, dos dias de hoje, não passava ainda um sonho - Mesmo assim, sabendo da sua avançada idade, preferia agir pela surpresa, olhos nos olhos, cativando a simpatia do próximo interlocutor , pois depreendia, que, o famoso banqueiro, nos seus noventas e tais, não estaria muito inclinado
a quebrar a sua rotina para receber um
inoportuno repórter.Felizmente, fui bem sucedido - Creio que, desta vez, em boa parte, graças à minha companheira, daquela altura – De origem judia, nascida numa das antigas colónias francesas, do norte de África, simpática e bonita, e, para desbravar obstáculos, não havia melhor companhia de que a dela: bastava aquele seu jeito de expressão amável, caloroso, espontâneo e sorridente, a que ninguém recusava uma palavra amiga ou corresponder com idêntico sorriso – E foi na verdade o que sucedeu, após hesitação, nos primeiros momentos, de Cupertino de Miranda, mas logo superados pelo breve diálogo travado em fluente francês, tendo-nos imediatamente franqueado a entrada em sua casa
E o curioso, é que, além da primeira surpresa, que se me estampava numa das paredes da sala, com a imagem de um famoso quadro, daqueles que só são possíveis de ver nos grandes museus ou em réplicas de postais ilustrados ou então em livros da arte mundial, afinal, quem vou ali
encontrar é justamente um homem, embora franzino - mas ainda cheio de uma grande cordialidade e jovialidade , a fazer-me lembrar Azeredo Perdigão, que havia entrevistado, igualmente acima dos 90 e ainda muito ativo – O mais complicado era no falar: pois, tal como nos explicara, ele recusava-se a usar prótese dentária, recomenda pelo seu médico, o que dificultava a articulação de algumas
palavras, e, como a gravação se destinava a uma estação de rádio, esse era realmente o maior handicap – Daí a razão de praticamente a maior parte da entrevista, ainda hoje se conservar inédita. Fora esse aspeto, ficava com a impressão de que, o peso dos anos, não contavam na magra e estatura daquele simpático, famoso e dialogante cidadão, de quase centenária idade – E, pelos vistos, em parte graças a uma certa disciplina, tanto em horários, como em distribuição de tarefas, imposta por ele, levando uma vida metódica e organizada, preenchida de ginástica matinal e de alguns passeios, com o carinhoso apoio da governanta de sua casa, a D. Irene, a quem ele chamava por seu anjo da Guarda.
ROUBADO, EM 1965, DE VALIOSOS QUADROS DA SUA COLEÇÃO DE ARTE - POR GENTE QUE LHE ERA PRÓXIMA - E QUE LHA FOI LEILOAR EM LONDRES NA CHRISTIE´S
Com 75 anos - Ainda longe dos 96 anos da sua morte mas também é das tais idades em que, nas famílias ou da parte de amigos ou entes próximos, se farejam mais as heranças de que as afectividades e recordações vividas ou deixadas.

Foi um diálogo, muito
interessante, uma excelente oportunidade para conhecer o perfil de um notável português, alguns dos passos de uma vida exemplar e coroada de extraordinários êxitos, mas também conhecedor de algumas vicissitudes, deferidas pelo velho regime, com alguns dias nos calabouços pela PIDE, e , até mesmo após o 25 de Abril, com a privatização das suas empresas - Cujo conteúdo integral da entrevista espero poder vir a reproduzir,, em texto - talvez em forma de pequena brochura - e também em vídeo, com uma reprodução técnica mais aprimorada, que não disponho neste momento, pois o registo foi feito em cassete e já conta quase 30 anos - Mas não só por esse facto, pela articulação das suas expressões, pelas razões atrás explicadasPor agora, apenas aqui reproduzo, um breve excerto, nomeadamente do grande desgosto que sofreu pelo roubo de muitos dos mais famosos quadros da sua coleção de arte - Mas não apenas pela perda irreparável de famosas obras, avaliadas em milhões de dólares - que hoje valariam,por certo, ainda muito mais - mas sobretudo por saber quem tinha sido o autor do roubo e, por razões de ordem sentimental, se ver impedido em apresentar queixa crime.
Quando, a dado passo do diálogo, lhe observei que "o Sr. Cupertino de Miranda, era um grande apaixonado pela arte", ele começou a chorar e tive que suspender a gravação por alguns minutos para a voltar a retomar, pouco depois - Não vou aqui apontar nomes nem ele me indicou nome algum Porém, tanto ele com a Sr. Irene, foram muito claros em apontar a origem da autoria desse crime - Levada a cabo por pessoa que lhe era próxima - Mas essa é uma questão que não dizia - nem mesmo hoje - diz respeito ao repórter mas aos herdeiros da sua fortuna.
Na sua resposta, que a seguir se reproduz e gravada da cassete para o video que aqui edito, com algumas fotos gentilmente oferecidas pela Câmara Municipal de Famalicão - cortesia essa que aqui desejo sublinhar - , sim, creio estarem implícitas pelo menos as razões pelas quais o levaram a retrair-se num doloso sofrimento e a coibir-se de apresentar a devida queixa crime, que o roubo justificaria - E até estou em crer que, um tal desabafo, o fazia pela primeira vez, além da esfera íntima e restrita, que dava mostras de manter com o seu anjo da guarda e única confidente, ou seja, a D. Irene - Pois pareceu-me, que, naquele momento, foi mais a emoção que superou a frieza racional, que, no seu ponto de vista, o caso aconselharia, face à preservação do que ele, certamemnte, consideraria a defesa de certos princípios e valores pelos quais orientara a sua vida e da sua família: desde os filhos aos netos.
Arthur Cupertino de Miranda – Banqueiro Mecenas - No vídeo o breve enxerto de uma extensa entrevista.
Excerto de alguns minutos de uma entrevista de meia hora
Excerto de alguns minutos de uma entrevista de meia hora
JTM - O Sr. Cupertino de Miranda, sempre gostou da arte! Teve sempre uma grande inclinação para a arte!
ACM - Tive uma coleção dos artistas mais célebres, que me roubaram, em 1965…Gauguin! Renoir! Matisse! Salvador Dali! Tive obras notabilíssimas, que hoje valiam mais de 20 milhões de dólares!... Uma das quais vendida na leiloeira Christie's, por milhão e meio de dólares
JTM - E então a Policia, a Interpol, não tomou medidas?
Não, não tomei…
JTM – Não se importou?!...
ACM – Sofri muito!...Sofri muito!... Mas não podia tomar medidas….
JTM - Mas, desse roubo, o roubo foi total ou ainda ficaram algumas obras?
ACM – Ficaram algumas poucas…Ainda tenho aí uma Madona, que deve valer mais de um milhão de dólares”… Ainda tenho lá em Casa do Louro um quadro de um pintor francês… Tenho Silva Porto! Malhoa, Tenho Columbano! Pousão e vários.
JTM - E, em relação aos artistas contemporâneos, tem algum gosto especial pela atual pintura que se faz em Portugal?
Tenho dado à Fundação mas tenho três painéis de Cargaleiro à entrada de minha casa
JTM – E Vieira da Silva?
ACM – Já tive… Mas…
JTM - Desapareceram.
ACM – Pois…
JTM – Naturalmente que, para um Homem, não é só o valor pecuniário, que está em causa mas a estimativa, o gosto…
ACM – Tínhamos muita coisa!.. Mas em minha Casa do Louro, ainda tenho muita coisa!....
JTM – Mas eu queria sublinhar o seguinte: - Para si não foi só a perda, em termos materiais! Mas também o valor estimativo, que tinham essas obras... Naturalmente que sofreu por isso!...
ACM – Não é só a estimativa mas adoração que tenho pelas artes!... Mas ainda tenho Soares dos Reis! Teixeira Lopes! E outros…
JTM – Olhe, para além da poesia, nunca pintou? – Já que tem assim um gosto, tão grande, pelas artes plásticas?
ACM – Pintar, nunca pintei… Não sei pintar.
JTM – Gosta de ver…
ACM – às vezes, pinto o diabo!..
JTM – Como disse?... Pinta o diabo?!- sorrindo - O Sr. tem mau feitio, às vezes?... Às vezes, irrita-se, é?... Quando a vida não lhe corre… Mas o Sr. é um pessoa calma, não é?
ACM - Sou. Outras vezes, sou impetuoso!
JTM – Gosta que as coisas avancem!... Não gosta que as coisas parem!.. É por isso, não é!... Mas, em casa, é um pessoa calma?
ACM – Sou, sou uma pessoa muito calma
Ao leu lado, estava a D. Irene, a governanta da casa, que ele apelidou de Anjo da Guarda.
JTM – Eu queria-lhe perguntar se teve oportunidade de conhecer gente ilustre das nossas letras e das nossas artes?
ACM – Conheci o Sampaio Bruno! Conheci o Guerra Junqueiro! – Quando eu era ainda era rapaz do Liceu. Conheci o Teixeira de Pascoaes! Conheci o Leonardo Coimbra! – fui íntimo de Leonardo Coimbra!... De Aquilino Ribeiro!... – íntimo!
ARTHUR CUPERTINO DE MIRANDA - TALVEZ O ÚNICO BANQUEIRO COM TÃO RARA SENSIBILIDADE E SENTIDO VISIONÁRIO
O banqueiro mecenas,
fundador da Fundação Arthur Cupertino de Miranda, em Famalicão, sede do seu torrão
natal, e a quem Salazar recorreu, em
aperto de crise, para fundar um banco,
com a solidez que não existia, houve quem lhe chamasse, um predestinado para outras funções diferentes de cantor de
musas e de ninfas, do poeta, prosador, escritor - Sim, inegavelmente, além do grande banqueiro
visionário, que fundou o primeiro banco
comercial em Angola e em S. Tomé e Príncipe, do autor de alguns livros e poemas
dispersos em jornais, revistas e obras literárias, na verdade, se os acasos dos
destino não o tivessem encaminhado pelos negócios financeiros, em Portugal, no
Brasil e em África, o mais certo era que o seu nome apenas estivesse associado
às mais belas páginas da literatura portuguesa, pois talento e mestria, não lhe
faltavam - Sem dúvida, uma figura de
rara sensibilidade e também de generosidade – Longe de ser a imagem do
banqueiro usurário, egoísta, açambarcador e monopolista – Mas um homem
cultivador de ideais - E esforçando-se
por os materializar – Tendo mesmo chegado a ser preso pela antiga polícia ditatorial
do chamado Estado Novo, visto que, os
seus ideais, eram os democráticos, que havia abraçado com a implantação da
República.
A Fundação Cupertino de Miranda, fundação privada de interesse geral,
com sede em Vila Nova de Famalicão, foi instituída por iniciativa de
Arthur Cupertino de Miranda (1892-1988) e sua esposa, D. Elzira Celeste
Maya de Sá Cupertino de Miranda, (1892-1978) que à mesma afectaram bens
pessoais e a constituíram por estatutos de 15 de Agosto de 1963,
aprovados pela entidade tutelar a 2 de Outubro de 1963. Inaugurada a 8
de Dezembro de 1972 foi dotada de um Museu, de uma Biblioteca e de um
Auditório, de forma a desenvolver actividades de promoção e divulgação
de iniciativas culturais nas diferentes áreas de expressão.
A actividade da Fundação, na sua vertente cultural, tem-se evidenciado,
no plano educativo e cultural, através do apoio que a sua valiosa
Biblioteca presta à comunidade bem como numa programação sistemática no
sector das Artes Plásticas. Neste âmbito podem ser apreciadas no seu
Museu, obras do acervo da Fundação e ainda outras exposições
temporárias.
Mário de Oliveira, no seu texto intitulado, Arthur Cupertino de Miranda - Um Homem - começa por referir o seguinte:
Para se falar de um homem como Arthur Cupertino de Miranda não basta conhecer a sua triunfante obra como banqueiro. Torna-se necessário fazer um conhecimento directo: conviver. Foi precisamente a convivência que tive com Cupertino de Miranda que me revelou uma personalidade extraordinária, de aquelas que aparecem muito pouco em cada país e em cada geração.
É que o homem, só é verdadeiramente homem quando faz história, ou quando é história. E, Arthur Cupertino de Miranda é um Homem histórico até porque, no futuro, ele será sempre lembrado, já pela sua acção no domínio das finanças em que teve sempre um alto sentido dos problemas económicos já ainda como homem de espírito, que no silêncio do seu «habitat» ( onde o rodeiam magníficas obras de arte), ele soube encontrar na literatura dos clássicos portugueses o seu melhor «hobby» para se esquecer da vida fatigante que o destino lhe colocou no caminho.
É que o autêntico Homem - como é o caso de Arthur Cupertino de Miranda - vive no seu mundo físico aquilo que ele afinal criou sem mais finalidade do que servir-se desse cenário para representar a sua vida dentro de um trabalho ordenado numa completa harmonia entre o individual e o social. Procurando no fim uma integração entre os valores espirituais com os materiais, quando ele é realmente união entre a cidade terrena e a cidade de Deus.
Diz a dado passo, Rebelo Mesquita, num extenso e curiosíssimo texto publicado também em "Tudo Começou no Louro
Pois, tal como se lê num dos textos, assinado por Mário de
Oliveira, no livro “Tudo Começou no Louro, alusivo à inauguração da Fundação Cupertino
de Miranda, em 8 de Dezembro de 1972, “a
vida do banqueiro Cupertino de Miranda; homem de ânimo criador para prosperar
nos negócios, é uma vida também cheia de ideais, pois nunca esquece que a
cultura faz parte integrante do homem e dá a este o direito de viver a sua vida
e sentir essa transcendente necessidade vital de estar com Deus. A frase feliz
de São Paulo: - «Cada homem se converteu em uma lei para si mesmo»; é bem
adaptada a Cupertino de Miranda.
Para se falar de um homem como Arthur Cupertino de Miranda não basta conhecer a sua triunfante obra como banqueiro. Torna-se necessário fazer um conhecimento directo: conviver. Foi precisamente a convivência que tive com Cupertino de Miranda que me revelou uma personalidade extraordinária, de aquelas que aparecem muito pouco em cada país e em cada geração.
Nascido de uma família relativamente abastada de Vila Nova de Famalicão, cedo começou a revelar o seu destino para a vida. De seus pais herdou qualidades que o adornam: trabalhador incansável, um amor à terra natal que depois transmudará no amor da Pátria, uma fé religiosa, um estrito sentido de vida familiar e uma capacidade para analisar os temas financeiros a uma dimensão universal e não meramente local ou nacional. Homem de inteligência superior, vontade e energia, de uma enorme rapidez mental permanecendo, sempre, profundamente humano, é ao mesmo tempo, um homem de pensamento e um homem de acção.
Disse Heródoto que o ânimo do homem é o seu destino. Foi, efectivamente, o ânimo que traçou todo o destino da vida de
Cupertino de Miranda, uma vida cheia de fé, francamente positiva - que no tempo perspectivado, já fez história.
É que o homem, só é verdadeiramente homem quando faz história, ou quando é história. E, Arthur Cupertino de Miranda é um Homem histórico até porque, no futuro, ele será sempre lembrado, já pela sua acção no domínio das finanças em que teve sempre um alto sentido dos problemas económicos já ainda como homem de espírito, que no silêncio do seu «habitat» ( onde o rodeiam magníficas obras de arte), ele soube encontrar na literatura dos clássicos portugueses o seu melhor «hobby» para se esquecer da vida fatigante que o destino lhe colocou no caminho.
Para mim, Cupertino de Miranda foi sempre um homem de espírito, porque sempre o tenho encontrado quer em conferências, quer em exposições de arte, quer em concertos de música, quer ainda em homenagens a intelectuais seus amigos. E nesses encontros sempre abordamos temas referidos à vida artística e intelectual- a perene vida do espírito.
Cupertino de Miranda esteve sempre ligado aos problemas da criação artística: e lembro-me - é mesmo uma das mais gratas lembranças da minha vida de estudante no Porto - de quando, assiduamente, frequentava a sua bela casa das Antas e muito «matreiramente» procurava as horas de jantar para assim receber um convite para ficar. A Pensão onde estávamos não era muito propícia a alegrar os estômagos - e discretamente Dona Elzira instava para eu jantar com o fim de trocarmos impressões sobre Arte ...
Recordo-me, como se fosse hoje, que no fim de um desses jantares, Cupertino de Miranda, se dirigiu para uma paisagem de Artur Loureiro e me disse: - «Cada vez estou mais convencido de que a arte é um dos maiores lenitivos para a vida do homem. Sempre que analiso esta paisagem; sinto a natureza em toda a sua infinita beleza; e os meus nervos tranquilizam-se».
Também me recordo das suas viagens a Paris e das obras de arte que o acompanhavam no seu regresso ao 'Porto.
É que o autêntico Homem - como é o caso de Arthur Cupertino de Miranda - vive no seu mundo físico aquilo que ele afinal criou sem mais finalidade do que servir-se desse cenário para representar a sua vida dentro de um trabalho ordenado numa completa harmonia entre o individual e o social. Procurando no fim uma integração entre os valores espirituais com os materiais, quando ele é realmente união entre a cidade terrena e a cidade de Deus.
A vida do banqueiro Cupertino de Miranda; homem de ânimo criador para prosperar nos negócios, é uma vida também cheia de ideais, pois nunca esquece que a cultura faz parte integrante do homem e dá a este o direito de viver a sua vida e sentir essa transcendente necessidade vital de estar com Deus. A frase feliz de São Paulo: - «Cada homem se converteu em uma lei para si mesmo»; é bem adaptada a Cupertino de Miranda.
O triunfo na vida deste singular Homem; explica-se por ter ânimo para traçar o seu destino e para o converter também numa lei para si mesmo.
Por tal razão é que ele ama a arte e por ela; ainda teve sempre pelos artistas uma grande simpatia e um sincero carinho a tal ponto que tem sido um verdadeiro Mecenas para muitos, mormente para que tiveram ou sentiram enormes necessidades materiais nos princípios da sua carreira artística , e a quem Cupertino de Miranda sempre ajudou com o maior entusiasmo.
"O HOMEM , O BANQUEIRO E O BENEMÉRITO"
Diz a dado passo, Rebelo Mesquita, num extenso e curiosíssimo texto publicado também em "Tudo Começou no Louro
(...) No·
Liceu e na Escola Politécnica faz-se rodear dos melhores amigos. A fulgurância
do seu talento, a cativante verbosidade, o brilho da sua palavra sempre fluente
e de arroubos literários, a sublimidade dos seus conceitos tudo revelando um
estudante de excepcional envergadura, tornam o nome de Arthur Cupertino de Miranda
conhecido e estimado.
Cultiva
as relações e passa a viver em permanente convívio com os artistas, escritores,
jornalistas e tribunos. :É uma das revelações da academia, que diremos mesmo o
último abencerragem.
Durante
o período de estudos, onde é um dos mais aplicados estudantes de economia e
finanças, não deixa de se dedicar, sempre que possível. à vida literária, que é
uma das suas mais curiosas facetas e uma das suas mais estuantes paixões.
E
sempre que vinha ao Louro no remanso das fertilíssimas propriedades e nas
margens românticas do Este, Arthur Cupertino de Miranda, em plena e radiosa mocidade,
continua a versejar, a sentir e amar as musas .
Jovem
poeta com 18 anos apenas - escreveu em
1911 este outro soneto que não nos furtamos à tentação de transcrever de Andorinhas.
Partiste!
E ao partir ainda ficaste
Em
saudade a ocupar todo o. meu ser!
Rosa
que o vento desprendeu da haste,
Seu
perfume ficou-me a entontecer.
Partiste!
E ao partir não reparaste
Que
em meu peito ficavas a viver,
Por
isso hás-de voltar – é forte o engaste
Deste
amor que jamais pode morrer!
Também
as andorinhas, pelo azul
Do
céu, voam em busca do arminho
De
uma longa, infinda primavera...
Desiludidas,
breve, asas do sul
Batendo,
voltam a construir seu 'ninho
No
dúlcido beiral que as espera.
Arthur Cupertino de Miranda nasce a 15 de Setembro de
1892 na Quinta de Felgueiras, na freguesia de Santa Lucrécia do Louro, concelho
de Vila Nova de Famalicão. Filho de um casal de abastados lavradores, Francisco
Cupertino de Miranda e Joaquina Nunes de Oliveira, é o mais novo de quatro
irmãos – José, Augusto, António e Arthur.Com apenas 19 anos, casa com Elzira Celeste Maya de Sá Cupertino de Miranda e fixa residência no Porto.
Torna-se pela sua visão financeira e profícua actividade numa das maiores figuras da banca portuguesa. Em 1919, abre no Porto, com o seu irmão Augusto, a Casa Bancária Cupertino de Miranda & Irmão, Lda., transformada em 1942 no Banco Português d Atlântico.
Nos anos 60, adquire uma quinta no Algarve, com 1700 hectares, e concebe um grande projecto turístico, dotado de marina, hotéis, casino e campos de golfe, fundando deste modo a Lusotur.
Deu vitalidade a várias empresas, como a Companhia Vidreira Nacional (Covina), a Companhia Vidreira Brasileira (Covibra), a Companhia de Fomento Colonial e a Sociedade Algodoeira de Portugal.
Foi condecorado com a Comenda da Ordem Militar de Cristo (1934); Grã-Cruz da Ordem de Mérito Civil, de Espanha (1964); Medalha de Ouro da Municipalidade de Vila Nova de Famalicão (1964); Comenda da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul (1965); Medalha da Imperatriz Leopoldina, do Instituto Histórico-Geográfico de São Paulo, Brasil (1967); Grã-Cruz da Ordem de Benemerência, de Portugal (1969); Medalha de Ouro da Cidade do Porto (1969).
Institui uma Fundação com o seu nome, para fins de educação, cultura e assistência. Dela foi fundador, juntamente com sua mulher, D. Elzira Cupertino de Miranda, e Presidente vitalício do seu Conselho de Administração.
Após a morte de D. Elzira, em 1978, fixa residência em Lisboa.
Arthur Cupertino de Miranda faleceu, em Lisboa, a 13 de Julho de 1988.
terça-feira, 28 de junho de 2016
Portugal - Polónia - Obviamente que em frente - E com passaporte carimbado para as meias-finais
A seleção polonesa tem feito boa figura e conta com habilidosos craques, nomeadamente na defensiva. Não permitindo que o seu reduto seja violado – A Equipa Lusa, a bem dizer também tem sido junto à área da sua baliza, que mais heroicidade tem manifestado – Às hostes do ataque, tem faltado alguma inspiração e também alguma pontinha de sorte – Mesmo assim, não se podem queixar de todo – Os empates permitiram-lhe ascender aos oitavos e, quase sobre a maratona dos 120 minutos, um golo milagroso, provindo de um chuto que sai dos pés de Ronaldo, desliza nas pontas dos dedos do arqueiro croata e é enfiado no seu galinheiro, sem apelo nem agravo, deu-lhes o passaporte para os quartos de final
Mas vamos acreditar que, mais uma vez , a boa estrelinha vai brilhar à gesta lusa. Vamos pegar na nossa pedrinha e torcer por eles - Aliás, de um talismã destes não se pode queixar Fernando Santos, pois que lhe passei um para as suas mãos, no início do jogo de preparação da nossa seleção Portugal França; não o ganhámos, pois também não era a sério - Tal como, de resto, havia feito com Mourinho, no jogo inaugural do Estádio do Dragão, a quem ofereci uma pequena - 15-11- 2008 josé mourinho - templos do sol - tambores-mancheia -
Claro que não são os talismãs que determinam o desfecho de um jogo mas eu creio, que, como bons catalisadores energéticos, não deixam de ter o seu peso - Que mais não seja no redobrar da fé e da confiança de quem os possui - Logo, pois, a podê-la convictamente transmitir aos seus jogadores
sábado, 25 de junho de 2016
Portugal - Croácia - Em frente - Um começo sem chama mas a candeia que mais ilumina é a que vai na frente - E essa luz ainda está na Lusa-gente
O jogo é ao fim desta
tarde e, Portugal, tem agora a oportunidade de fazer a diferença e de passar em
frente mais esta etapa - Vamos acreditar na habilidade de Ronaldo e nos demais
magníficos porque o sol é de Verão e de sorriso à lusa-gente - Neste
site em 06/05/2009 -cristiano Ronaldo
na senda de gloriosos títulos - templos do sol ...
Cristiano Ronaldo - A estrela luzente que os "Templos do Sol" apadrinharam aos 26 anos - Ultimamente nem sempre tem sido bem sucedido - No final de época, o desgaste é imenso em quem deu o máximo das suas energias e talento, ao serviço da sua equipa, todavia, ainda continua a ser o menino de oiro decisivo nos momentos cruciais, em quem os portugueses e milhões de admiradores (de expressão luso-especialmente) por esse mundo fora, podem confiar - Obviamente que não é uma andorinha que faz a Primavera mas há andorinhas que, sem elas, a Primavera não seria tão alegre e enriquecida
Neves de Sousa – Um repórter que andarilhou por todos os continentes , foi o rosto das maratonas da Grande Noite de Fado da Casa da Imprensa e, a sua memória, deixou muitos amigos e imensas saudades.
Por Jorge Trabulo Marques - Jornalista

Recordando Neves
de Sousa – Ele foi o rosto, que deu corpo e alma à organização da Grande Noite
de Fado da Casa da Imprensa, ao longo de 16 anos - O Repórter, que se dividia pelos jornais e revistas, a rádio e a televisão, na
crónica e na reportagem, desde o desporto, ao espetáculo, aos mais
variadíssimos acontecimentos, em todas as frentes, tendo viajado por 75 países: a sua palavra e o seu estilo,
a sua voz, era apaixonante, franca, calorosa,
lúcida, independente e inconfundível
Começou aos 19
anos a sua carreira no jornalismo: o seu primeiro trabalho foi impresso, em
Dezembro de 1949, na revista Flama, com uma entrevista ao jogador Félix do Benfica, que não foi fácil de obter,
dado tratar-se de um craque, que fazia gala em fechar-se na sua redoma.
Como referiu Hernâni Carvalho, na SIC, a propósito de Teresa Pais, o Zé "não tropeçou numa caixa de sorte", impôs-se pelo talento e por cá ficou – embora ele saiba que às 7 da madrugada comigo não conta

Recordando Neves
de Sousa – Ele foi o rosto, que deu corpo e alma à organização da Grande Noite
de Fado da Casa da Imprensa, ao longo de 16 anos - O Repórter, que se dividia pelos jornais e revistas, a rádio e a televisão, na
crónica e na reportagem, desde o desporto, ao espetáculo, aos mais
variadíssimos acontecimentos, em todas as frentes, tendo viajado por 75 países: a sua palavra e o seu estilo,
a sua voz, era apaixonante, franca, calorosa,
lúcida, independente e inconfundível
Sportinguista assumido
mas os seus comentários eram apreciados por todos os amantes de futebol, pois nele a franqueza e o sentido da análise critico,
não se deixavam toldar por distorções clubísticas – Informava com emoção, rigor
e verdade. Deixou muitos amigos e admiradores
Hoje, ao
consultar o meu arquivo de algumas centenas de registos, deparo, na mesma cassete,
com duas pequenas entrevistas, que fiz no Páteo Alfacinha, por ocasião dos 40
anos de carreira de Neves de Sousa e os 30 de Rui Castelar, na noite, em que, a gerência daquela afamada casa de fados,
decidira homenagear estes dois grandes profissionais da comunicação social - A do
meu grande amigo, Rui Castelar, com quem tive o prazer de colaborar
nalguns dos seus programas noturnos na Rádio Comercial, ficará para um destes
dias, pois ainda faz parte do nosso convívio, o que não é o caso de Neves de
Sousa, que nos deixou há precisamente 21
anos.
“Falta-me muito
para ser um bom repórter; eu sou um mediano cronista e um sofrível repórter” - disse-nos - Mesmo grande e expressivo em tudo
o que fazia, nunca perdia o sentido de humildade e de nobreza.
A sua biografia
é vasta e daria matéria para um apaixonante livro – julgo mesmo que o fez – mas
eu vou aqui a reportar-me a algumas das declarações que me concedeu
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| Páteo Alfacinha - WEB |
Começou aos 19
anos a sua carreira no jornalismo: o seu primeiro trabalho foi impresso, em
Dezembro de 1949, na revista Flama, com uma entrevista ao jogador Félix do Benfica, que não foi fácil de obter,
dado tratar-se de um craque, que fazia gala em fechar-se na sua redoma.
Feita a prova na
imprensa escrita, veio depois a da rádio na Rádio Renascença e no antigo Rádio
Clube Português
De entre o múltiplos
trabalhos que fez, recordou-nos o atentado contra o Papa, João Paulo II, em Fátima, que testemunhou a escassos metros de si, as reportagens dos incêndios
do Teatro de D. Maria e da Igreja de S. Domingos, a do choque de combóios no Porto, um desmoronamento de terras, em Gibraltar,
que também fez várias vitimas – E o dia, em que, ao fazer a cobertura das
cheias de Lisboa, tal era devastação, que
se estampava aos seus olhos, que estes também se inundavam de lágrimas, ao mesmo tempo
que tomava as suas notas.
REGISTOS DA SUA
MEMÓRIA
Neves de Sousa (1931 - 1995)
Neves de Sousa
faleceu em 1995, aos 64 anos, sendo conhecido pela energia e dignidade com que
exercia a profissão. Sportinguista lúcido e independente, foi uma
referência deontológica no seu tempo. Considerado uma personalidade no
jornalismo nacional, José Neves de Sousa exerceu a sua actividade
essencialmente no extinto "Diário de Lisboa", tal como em vários
jornais desportivos, entre eles o "Record", “A Bola” e a “Gazeta dos
Desportos”. Colaborou ainda com a Renascença, Antena 1 e Comercial, além de
apontamentos episódicos na RTP.
PARECE QUE FOI ONTEM –
diz Alexandre Pais, num artigo publicado o ano passado, em 29 de Junho
É referência recorrente
nesta página e volta a sê-lo agora, duas décadas decorridas sobre o dia 7 de
Julho de 1995, em que José Neves de Sousa nos deixou, aos 64 anos
O Zé abriu-me, em Fevereiro de 1972, as portas do Diário de Lisboa, então carregado de nomes extraordinários da imprensa portuguesa. Dele colhi não só a oportunidade, mas também regras de ouro que ditaram o meu futuro: a pontualidade – ele era sempre o primeiro a chegar, às 7 da manhã! –, a entrega, a humildade para reconhecer os erros, a capacidade para descobrir o que quer o leitor e, em especial, a virtude que faz a diferença: trabalhar mais do que os outros, sem horas para sair ou namoradas à espera.
O Zé abriu-me, em Fevereiro de 1972, as portas do Diário de Lisboa, então carregado de nomes extraordinários da imprensa portuguesa. Dele colhi não só a oportunidade, mas também regras de ouro que ditaram o meu futuro: a pontualidade – ele era sempre o primeiro a chegar, às 7 da manhã! –, a entrega, a humildade para reconhecer os erros, a capacidade para descobrir o que quer o leitor e, em especial, a virtude que faz a diferença: trabalhar mais do que os outros, sem horas para sair ou namoradas à espera.
Como referiu Hernâni Carvalho, na SIC, a propósito de Teresa Pais, o Zé "não tropeçou numa caixa de sorte", impôs-se pelo talento e por cá ficou – embora ele saiba que às 7 da madrugada comigo não conta
Jornalista único
Bom em tudo, o Zé era insuperável na reportagem
Neves de Sousa jamais permitiu que a jactância dominante na classe o diminuísse pelo facto de a sua maior especialidade ser o futebol. Bom na escrita e na crónica, a editar e a dar notícias – oh, onde já vai no jornalismo essa mania! –, a entrevistar e a produzir opinião, foi na reportagem que o Zé atingiu um nível insuperável. NoDiário de Lisboa, a entrada clandestina na aldeia olímpica de Munique, em 1972, após o atentado terrorista, ou a capacidade, única, para descrever os funerais do toureiro Manuel dos Santos, em 1973, e do ciclista Joaquim Agostinho, em 1984, foram exemplos da sua dimensão como repórter, um repórter extraordinário Neves de Sousa partiu há 20 anos - Alexandre Pais - Sábado
Bom em tudo, o Zé era insuperável na reportagem
Neves de Sousa jamais permitiu que a jactância dominante na classe o diminuísse pelo facto de a sua maior especialidade ser o futebol. Bom na escrita e na crónica, a editar e a dar notícias – oh, onde já vai no jornalismo essa mania! –, a entrevistar e a produzir opinião, foi na reportagem que o Zé atingiu um nível insuperável. NoDiário de Lisboa, a entrada clandestina na aldeia olímpica de Munique, em 1972, após o atentado terrorista, ou a capacidade, única, para descrever os funerais do toureiro Manuel dos Santos, em 1973, e do ciclista Joaquim Agostinho, em 1984, foram exemplos da sua dimensão como repórter, um repórter extraordinário Neves de Sousa partiu há 20 anos - Alexandre Pais - Sábado
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