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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Exposição «Nos 50 Anos da Aprovação da Constituição»,em Ferreira do Alentejo,dia 17 às 18:30h do fotojornaista que fotografou a coluna militar de Salgueiro Maia que, após o golpe de 25 de Abril de 1974, em Lisboa, regressou ao quartel da escola prática de Cavalaria

 

Exposição «Nos 50 Anos da Aprovação da Constituição»,em Ferreira do Alentejo,dia 17 às 18:30h do fotojornaista que fotografou   a coluna militar de Salgueiro Maia que, após o golpe de 25 de Abril de 1974, em Lisboa, regressou ao quartel da escola prática de Cavalaria   





ACONTECIMENTO A NÃO ESQUECER    O jornalista e escritor Fernando Assis Pacheco e o foto-jornalista Inácio Ludgero “escoltaram” o regresso a casa de Salgueiro Maio.  

 A mostra reúne 15 imagens captadas pelo fotógrafo ao serviço do diário «A Capital» e do semanário «O Jornal» durante os trabalhos da Assembleia Constituinte. As fotografias fixam rostos, gestos e episódios que marcaram o processo que conduziu à aprovação da Constituição de 1976 e à consolidação da democracia portuguesa.

 Entre os momentos retratados destacam-se o anúncio dos resultados das eleições para a Assembleia Constituinte, a 25 de abril de 1975, na Fundação Calouste Gulbenkian, o chamado «caso República» e o 25 de Novembro de 1975, em Tancos.  

 A exposição constitui um testemunho visual de um período decisivo da história contemporânea portuguesa.   Salgueiro Maia chega a casa em Santarém – a revolução estava feita  “E, DE REPENTE… os portugueses acordaram livres!”. 

Este poderia ser o título da exposição de Inácio Ludgero sobre o regresso a casa, em Santarém, de Salgueiro Maia, que, dois dias antes, tinha comandado a coluna militar que, partindo da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, ocupou o Terreiro do Paço e cercou o Quartel do Carmo, em Lisboa, culminando na rendição de Marcello Caetano e na queda do Estado Novo.


Inácio Ludgero Gomes Fernandes, conhecido por Inácio Ludgero, nasceu na Amadora, a 19 de dezembro de 1950. Utilizou, por vezes, o pseudónimo “Alfredo António”, nome do seu bisavô. Frequentou o curso de Escultura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, iniciando a sua carreira como fotojornalista em 1972, no vespertino A Capital. Em 1975, foi um dos fundadores do semanário O Jornal, no qual se manteve até ao encerramento, em 1992. Assumiu, depois, a função de editor de fotografia da revista Visão, permanecendo no projeto até 2008. Ao serviço da revista, realizou inúmeras reportagens, algumas das quais foram premiadas. Fez a cobertura de acontecimentos em Angola, Moçambique, S. Tomé e Príncipe, Guiné, Ruanda, Uganda, Kosovo, Bósnia, Timor, entre outros países. 

Ficou célebre a fotografia, que intitulou “Pietà Negra”, tirada num cenário de conflito em Huambo, Angola, pela qual recebeu o Prémio Gazeta de Fotojornalismo, em 1994. Mais tarde, a imagem veio a ser considerada, pela Associated Press, uma das 50 fotografias do século XX. Colaborou com a Sociedade Portuguesa de Autores, tendo, ao longo do seu percurso, organizado várias exposições e inúmeros livros de fotografia, como Uma porta para o Alentejo, Lisboa: capital do coração, Timor Lorosae: 24 fotos e Soares sempre fixe. Em 2022, uma antologia do seu trabalho de 50 anos como fotojornalista foi apresentada na exposição “Vencer o Tempo”, na Casa de Imprensa, em Lisboa. No mesmo ano, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou-o com a Comenda da Ordem de Mérito. Continua, ainda hoje, a trabalhar como freelancer, lecionando em cursos de fotografia. É presidente da Associação Grémio Ibérico Cultural e Social.


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