Jorge Trabulo Marques
Por ladeiras e socalcos dourienses da minha aldeia e de outras freguesias- Tempo de vergar a espinha dos que não fazem greves selvagens e têm que ganhar o pão de cada dia - E alguns ainda até rapazinhos. Com o suor do teu rosto comerás o teu pão, até que voltes ao solo, pois da terra foste formado; porque tu és pó e ao pó da terra retornarás!"
- Curvados obre a enxada, lavrando a terra ou apanhando as vides da vinha e não se reivindica – Recordando um Rosário de Sacrifícios, dos tempos em que, se trabalhava de sol a sol e quase por um côdea de Pão – Na minha adolescência, uma mulher ganhava 7$50 e um homem 15$00 - Mas nos tempo de hoje, a vida também não é fácil, sobretudo para quem não dependa do Estado. - Se bem que a generosidade do Estado, geralmente não privilegie quem mais se arrisca e esforce
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Douradas e lindas terras da minha avó materna, a Maria Morgado! Percorridas por rebanhos de gado, onde férteis hortas, havia! Desde os primores do belo tomate, ao repolho, à fava e à ervilha! Mas tudo é já memória do passado, pra saudade e tristeza minha! Resta o perfume da giesta, da amendoeira, do freixo e amieiro, do rosmaninho, sabugueiro, salgueiro, choupo, hortelã brava! Do cheiro da flor da oliveira, pereira, macieira e mato rasteiro! Assim como o belo canto da passarada, o trinado da cotovia, a inconfundível sonoridade da perdiz e do poético rouxinol do piar agourento do mocho, do corvo, do grifo e da águia ao soturno noitibó, quebrado pelo repetitivo rolhar mole da pomba nos pombais e o cantar adormecido da rola nos olivais. – Tudo isso ainda encanta os espaços! O teto místico e puro do ar!




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