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terça-feira, 14 de junho de 2016

Solstício do Verão - 20 de Junho – 2016 – É Celebrado na Pedra do Sol – Monte dos Tambores – Chãs – Foz Côa - 20.00-20.45 h – Com o tradicional cortejo celta, acompanhado pelo Grupo Lua Nova-Gaiteiros de Mogadouro – Francisco Moita Flores, autor do Dia dos Milagres, o convidado de honra, no Maior Dia do Ano – Juntamente com Joaquim Manuel Trabulo, autor de duas importantes monografias desta freguesia



Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Autor das descobertas e coordenador do evento

As cerimónias evocativas têm inicio às  18 horas, com o cortejo druida, que partirá do adro da igreja, às 18.30 até aos Templos do Sol, no Maciço dos Tambores e termina às 20.45, junto ao altar solsticial, no momento em que o rubro disco soltar fica alinhado com o enorme bloco de forma esférica - Majestoso megálito, este, que se ergue sobranceiro ao aprazível vale da Ribeira Centeeira, que ao deixar o graben de longroiva  e ao entrar no íngreme canhão dos Piscos, passa a ser designada pela Ribeira dos Piscos, na foz da qual se situa um dos mais belos núcleos da arte rupestre do Paleolítico



Este evento tem  o apoio da Câmara Municipal de Foz Côa, da Junta de Freguesia de Chãs e Associação Foz Côa Friends e da Quinta Calcaterra - Meda - Depois da celebração, seguir-se-á a noite sanjoanina, com os tradicionais comes e bebes

O solstício de verão de 2016 ocorre a 20 de Junho, mais precisamente às 22h34 em Portugal. - Momento astronómico que marcará oficialmente o início da estação mais desejada do ano  - Vai ser assinalado, ao fim da tarde, como a já tradicional cerimónia evocativa, com os “sacerdotes druidas vestidos com as suas túnicas brancas, junto a um antigo altar de pedra,   de forma esférica, numa zona castreja, nos arredores de Chãs,  do concelho de Foz Côa 
http://www.calendarr.com/portugal/solsticio-de-verao/

A celebração, já conhecida, como a do sotonhenge português, terá inicio no adro da aldeia, com o tradicional cortejo celta,  que partirá às 18-30, ao som de gaita de fole e tambores Grupo Lua Nova-Gaiteiros de Mogadouro, em direção a uma antiga calçada romana, que depois tomará o caminho dos chamados Templos do Sol, com uma breve passagem pelo Santuário da Pedra da Cabeleira de Nª Sra, imponente bloco megalítico,   atravessado pelos raios solares nos equinócios do Outono e da Primavera..
Às 20.45,  os participantes na acção poderão  testemunhar a "passagem dos raios solares sobre o eixo da Pedra do Solstício,  onde serão repetidos gestos, cânticos e orações ás forças da Natureza, ato esse que  evocará sacrifícios e rituais celtas, num momento carregado de significado místico e histórico 

“Estavam à entrada  do Templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de 25 homens de costas para o Templo do Senhor, com os rostos para o oriente; eles adoravam o sol virados para oriente” Ezequiel 8.16

GRUPO DE GAITEIROS LUA NOVA - DE MOGADOURO

Formado há 4 anos, em Mogadouro,  é constituído por  Rui Preto,  Micael Mesquita (a estudar em Coimbra) e pelo Bruno Lopes, agente da PSP, em Lisboa - Bom desempenho musical   e um elevado profissionalismo, assim como um grande entusiasmo  em todas as participações com que nos brindaram.






Desde a antiguidade que o povos atribuíam ao sol um poder mágico e terapêutico e lhes votavam os seus cultos.  Alguns desses rituais e festividades coincidiam  com as mudanças ocorridas na natureza, especialmente nos solstícios e equinócios, e revestiam-se de uma forte ligação à agricultura e à fertilidade. Além disso acreditava-se que nesses dias sagrados os seus deuses lhes conferiam  proteção e benesses especiais, a troco de oferendas e sacrifícios. Para os adoradores do sol da atualidade estas celebrações  são a busca de uma fonte de equilíbrio e de harmonia com a natura, em perfeita comunhão com as transformações dos ciclos energéticos das estações do ano.








"Não foi sem razão que os antigos Persas edificaram/as aras nos mais elevados lugares, no cume/das montanhas que contemplam a terra, e assim escolhem/um templo verdadeiro e sem muros, onde encontram/o Espírito para quem tão pequeno é o valor dos santuários erguidos pelas nossas mãos. /Vinde então comparar colunas e altares de ídolos, góticos ou gregos,/com os lugares sagrados da Natureza, a terra e o ar,/e não vos confineis a templos que limitam as vossas preces.”  Byron




Há quem pense que o mundo da luz e do conhecimento só começou com a descoberta da eletricidade. Mas os que assim pensam estão enganados. O homem existe há milhões de anos! E, por conseguinte, desde há muito que que ele aprendeu a aperfeiçoar as suas técnicas de sobrevivência, a conviver  com a natureza,  e a conhecer-lhe muitos dos seus segredos, que, certamente, se foram perdendo à medida que se foi divorciando do seu contacto.



Todas as coisas, mesmo as inertes, estão marcadas e interligadas pela influência do cosmos; mesmo a mais pequena partícula de areia, tem as suas qualidades físicas e psíquicas. A natureza, é inteligente, e, nós humanos, somos uma poeira dessa Suprema Inteligência. Tudo faz  parte integrante do mesmo Mistério!  Há, em todas as coisas, uma vontade oculta, ou até muito visível (tudo depende como se observam)de se exteriorizar ou de participar na incomensurável Obra da Criação. Por isso, tudo o que os nossos olhos veem, tudo o que os nossos ouvidos ouvem, é mera ilusão: é apenas uma parte da realidade. Há uma outra, que é a mais fantástica! É a que existe no mundo invisível. Esta, sim, é muito difícil apercebermos-nos dela, mas não impossível. Até porque, se se vir bem(e tem-se confirmado isso tantas vezes), nada existe à face da Terra, que, ou antes de se  realizar, não seja sonhado, ou,  já depois de se materializar, mesmo que se desconheça, não deixe de se imaginar.

Decerto, que nem tudo deixará marcas, muito palpáveis, pois realidades há, que, por  demasiado frágeis, tão depressa aparecem como desaparecem; outras, pelo contrário, são perenes como as fragas, só ao poder das erosões de muitos milénios, de muitos milhões de anos, se desfiguram completamente, se desfazem  - Se é que, os próprios rochedos, muitos deles, sendo praticamente da idade da Terra, ou pelo menos desde da altura em que o magma,  esfriando, começou  a tomar forma físicas, alguma vez desapareçam, antes  da vida se extinguir por completo, e a Terra se fundir à expansão do Sol.
           
Sem dúvida, o sol e a pedra, são filhos da mesma ígnea massa; são pois, as duas grandes vias, mais genuínas, pelas quais se poderá  chegar, mais diretamente,  a Deus!
            

 Eis, pois, a razão pela qual a pedra é sagrada, e, nas suas grutas ou cavernas,  muitas civilizações, ao longo dos tempos,  especialmente no cimo das mais agrestes altas montanhas, ou nos vastos desertos, mas em pontos ermos e destacados, além de se refugiarem, também edificassem  os seus santuários -





VISTA DO QUADRANTE NORTE OU DO QUADRANTE SUL TOMA A FORMA DE UM ESTRANHO CRÂNIO - TAL COMO A PEDRA DA CABELEIRA VISTA DE TRÁS


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O maciço  dos Tambores, a curta distância da aldeia de Chãs, é uma vez mais o cenário mítico para assinalar a entrada das estações do ano – Eventos que já se impuseram, naturalmente, nas celebrações dos calendários pré-históricos mundiais,   pela sua visível ligação ao passado histórico antiquíssimo destes mesmos lugares.

FRANCISCO MOITA FLORES - O CONVIDADO DE HONRA  - Na mesma pedra onde, um mês antes de partir para eternidade. o poeta, jornalista e escritor, Fernando Assis Pacheco,  se postava perante os céus e a largueza daqueles vastos espaços, talvez  numa já instintiva premonição como quem se despede de um dos lugares belos e sagrados e espera que outro maravilhoso e eterno o acolhesse    - Passou a ser chamada a Pedra dos Poetas - 


Em todas as nossas celebrações, quer nos equinócios do Outono ou da Primavera e  no  Solstício, temos procurado saudar os ciclos da natureza e ao mesmo tempo celebrar os poetas ou homenagear outras figuras que achemos que se enquadrem no espírito destes eventos. Desta vez, além da justíssima homenagem, proposta pela Comissão Organizadora,  a  Joaquim Manuel Trabulo, pessoa muito estimada nesta aldeia, autor de duas importantes monografias, que publicou por sua conta e risco,  vamos também poder contar com a  presença do escritor Francisco Moita Flores - E quem, em Portugal, não conhece a voz e o rosto de um maiores especialistas da criminologia, sempre afável e disponível para contribuir para o esclarecimento e formação da opinião pública, através dos jornais, da rádio ou da televisão - E, naturalmente, do contributo da  vasta obra literária, de que é autor, em múltiplos aspetos e vertentes históricas, cientificas, ficcionistas  e culturais.

FRANCISCO MOITA FLORES – CONHECIDO POR SER UM TRABALHADOR INCANSÁVEL, MINUCIOSO E RIGOROSO - Esta uma das referências que lhe são  feitas por biógrafos.


“Francisco Moita Flores é reconhecido do público pela sua obra literária e pelo seu trabalho como dramaturgo para televisão, cinema e teatro. Tem uma vasta obra publicada e produzida; os romances: Mataram o Sidónio!, A Fúria das Vinhas, o Bairro da Estrela Polar, entre muitos, e séries : A Ferreirinha, o Processo dos Távora, Alves dos Reis, João Semana, Quando os Lobos Uivam. Considerado pela crítica como o melhor argumentista do país, foi distinguido em Portugal e no estrangeiro pela qualidade da sua obra, foi condecorado pelo Presidente da República com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante pela carreira literária e pública. Colaborador em vários órgãos como comentador tem marcado a sua intervenção pelo rigor e clareza com que aborda os temas da sua especialidade. Francisco Moita Flores - Woo

Francisco Moita Flores nasceu no ano de 1953. É casado com a actriz e produtora Filomena Gonçalves. Tem três filhos e é avô de três netos. Nasceu em Moura onde estudou até aos 15 anos. Depois continuou nos seus estudos em Beja e depois em Lisboa
Fez o bacharelato em Biologia e até 1977 foi professor do ensino secundário.
Nesta ano ingressou na Polícia Judiciária e foi o primeiro classificado no curso de investigação criminal
Até 1990 pertenceu a brigadas de furto qualificado, assalto à mão armada e homicídios.

Varias vezes louvado deixou aquela instituição para se dedicar á vida académica – Excerto de - Portal da Literatura

 JOAQUIM MANUEL TRABULO - Natural desta aldeia, autor da monografia, CHÃS DE FOZ-CÔA  - A sua  história e a sua gente  - e ainda de outra interessantíssima obra: POR VEREDAS DO VALE DO CÔA, acerca dos percursos mais antigos e sugestivos desta freguesia


Joaquim Manuel Trabulo nasceu a 2 de Maio de 1938, embora o respetivo registo aponte a data de 2 de Julho do mesmo ano, na freguesia de Chãs, concelho de Vila Nova de Foz Côa, tendo ali vivido durante a infância e parte da juventude.
Fez o curso Geral dos Liceus, em Lisboa, e exerceu a atividade bancária em Lisboa e Porto, encontrando-se, presentemente, na situação de aposentado.
Faz parte do Grupo Coral de Professores e Educadores de Vila Nova de Gaia, desde 1996.

Em 1992 publicou a monografia "CHÃS DE FOZ CÔA - A sua história, a sua gente" e tem colaborado na imprensa local. 





Conheci, pela primeira vez, o escritor Francisco Moita Flores, quando eu era repórter da Rádio Comercial e ele ainda trabalhava na Policia Judiciária - Foi através do jornalista Luís Marques, atual editor da SIC , que se deu essa circunstância de nos conhecermos - Agora, há dias, quis o acaso que nos reencontrássemos na Feira do Livro, onde se encontrava numa sessão de  autógrafos do seu último livro,  Dia dos Milagres, que teve a gentileza  de me oferecer - Foi então que lhe dirigi o convite para nos dar o prazer da sua presença na celebração da festa do Solstício: disse-me que ia consultar a sua agenda e que depois me daria a resposta, já que, como se compreenderá, embora arredado da política, além das horas que lhe absorve o oficio da escrita, está sempre a ser solicitado para esta ou aquela palestra, porém, garantindo-nos, desde logo, que, se não pudesse, podíamos contar com ele numa das próximas celebrações - Mas vamos ter o privilégio de contar com ele já nesta nossa celebração, dia 20





Templos solar e sacrificial - Registo de véspera  - Alinhado com os equinócios - Na mesma área

  O QUE É O DIA DOS MILAGRES?

Lê-se na badana do próprio livro, que " O Dia dos Milagres é uma viagem apaixonante aos últimos dias do regime filipino que haveria de baquear no golpe de Estado que daria início à dinastia de Bragança. 
O autor centra a acção em Vila Viçosa, onde viviam os duques de Bragança, e conduz-nos pelos dias terríveis de ansiedade, vividos entre crenças e superstições, marcados por revoltas e sofrimento, num Portugal pobre e cansado, traumatizado pela tragédia de Alcácer Quibir, de onde espera que chegue o rei D. Sebastião.
Moita Flores cruza os vários ambientes da época. Desde o fatalismo supersticioso, à preparação cautelosa da conspiração que iria mudar o curso da História de Portugal. João de Bragança e Luísa de Gusmão são os protagonistas, a que associa figuras populares como o Laparduço, mercador de ervas milagrosas, e Efigénia Pé de Galinha, bruxa afamada.


O Dia 1 de Dezembro de 1640 foi um momento único da História de Portugal. Uma data que foi desprezada, até deixou de ser feriado, decisão que enxovalha a memória portuguesa. Um punhado de fidalgos, apoiado pelo Povo de Lisboa, enfrentou o mais poderoso Império do mundo. E devolveu a dignidade a Portugal. São os preparativos dessa saga extraordinária que percorrem as páginas deste romance apaixonante, terno, para que a memória colectiva não esqueça, aquilo que os novos servos do nosso tempo esqueceram, julgando Portugal do tamanho de um mero livro de contabilidade.


SETE ALINHAMENTOS 


São conhecidos por alinhamentos sagrados, remontam ao período megalítico e existem em várias partes do mundo, mas sobretudo na Europa. Sendo o mais famoso o Stonehenge. Muitos destas gigantes estruturas estão em perfeito alinhamento com os corpos celestes, especialmente com os Equinócios e os Solstícios - Perpetuam memórias de verdadeiros calendários astronómicos, que antigas civilizações elegeram como especiais locais de culto – No maciço dos Tambores

SETE ALINHAMENTOS 


No Maciço dos tambores, até à presente data, foram descobertos sete alinhamentos: Pedra da Cabeleireira de Nª Senhora, atravessada pelos raios solares do nascer do sol nos Equinócios; a Pedra  do Solstício, alinhada com o pôr do sol do Solstício do Verão; "As Portas do Sol, alinhada com o nascer do sol  do Solstício do Inverno e o pôr do sol do Verão;  Pedra Phallus Impudicus, alinhada com o nascer do sol do Solstício do Inverno ;a Pedra da Ursa Maior com as sete fossetes, alinhada com os Equinócios e com simbologia ou enquadramento com  Ursa Maior e a Pedra Caranguejo,  atravessada pelos raios solares do pôr do sol dos equinócios

Espantoso achado, encontrado nos Tambores  – pelo autor deste site – Denota faltar-lhe uma parte e a ponta - J. Leite de Vasconcelos, em Religiões da Lusitânia, designa um parecido, de troféu


Na anta da Cunha·Baixa (Mangualde), a que me referi a cima, Pág.71, encontrei um objecto de granito, com a conformação indicada na figura 73: o objecto tem de comprimento 1m,20 e de maior largura om,20, apresentando ao longo uma serie de sulcos feitos com toda a regularidade; estava deitado à entrada da camara. Não me parece fácil determinar precisamente o uso d'este objecto. Nunca vi outro igual, conquanto tenha encontrado dentro das antas pedras mais ou menos compridas e irregulares, que talvez lá não fossem postas sem especial intuito I. Num livro do sr. Joly s vem o desenho de um objecto que represento na fig. 74, o qual não deixa de ter alguma parecença com o de cima, embora  talvez seja muito menor, e de outra substância; o A. denomina-o registre-se de  comptes, Inclino-me a crer que o objecto Cunha-Baixa representa um troféu, designado os sulcos

Ali sepultaram os seus mortos, cultuaram os seus deuses, ergueram  sagrados altares, que tanto podiam servir como locais de culto e de sacrifícios, como de espantosos observatórios astronómicos.  - Assim o testemunham os vários alinhamentos sagrados, já descobertos - direcionados com o fim e o inicio de cada estação do ano - Assim o testemunha o olhar maravilhado de todos aqueles que têm assistido às nossas festas e celebrações, junto desses mesmos altares. 

E, assim, o tem comprovado, a  especial atenção, dispensada por   vários investigadores e estudiosos: nomeadamente, Adriano Vasco Rodrigues, o primeiro investigador a debruçar-se sobre o estudo da Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora; bem como  das monografias (Chãs - de Foz Côa e "Por Veredas do Vale do Côa), de Joaquim Manuel Trabulo)dos achados (punhal em bronze) do Eng. Paulo Almeida); dos valiosos contributos dos arqueólogos, Sá Coixão e Gonçalves Guimarães, que, igualmente, desde há vários anos, se têm debruçado sobre o estudo desta área - E, nomeadamente, por parte do Parque  Arqueológico do Vale do Côa, as escavações levadas, nas Quebradas (ou seja na área geralmente definida de pedras dos Tambores), pelo arqueólogo António Faustino de Carvalho Carvalho, A. F. (1999) - Os sítios de Quebradas e de Quintas  Além de outros importantes contributos, a que já nos ferimos em anteriores postagens.

Além  das observações do astrónomo Máximo Ferreira – , que já ali se deslocou por duas vezes, assim como Mila Smões e das visitas de arqueólogos do Parque Arqueológico do Vale do Côa, no perímetro do qual  os vários monumentos megalíticos, se encontram localizados  - De recordar, particularmente, as escavações levadas a cabo, nas Quebradas, na mesma área, relativamente perto da Pedra da Cabeleira, por António Faustino de Carvalho Carvalho, A. F. (1999) - Os sítios de Quebradas e de Quint Faltava-nos um especialista em Arqueoastronomia  mas também já contamos com os seus valiosos estudos  -  é  o Dr. Albano Chaves.

 "Eu sou a Luz do Mundo, diz o Senhor"  
Assim, como Tom Graves: o radiestesista e escritor inglês, vindo expressamente da Austrália, onde reside, para ali confirmar a sua teoria de que «Em toda a parte existe uma intersecção entre as pessoas e o lugar – e o lugar também tem as suas escolhas.» E, no fundo, cremos ter sido também, este, um dos princípios seguidos por Moisés Espírito Santo , Professor Catedrático Jubilado da Universidade Nova de Lisboa, com o qual trouxe à luz do conhecimento, novos dados e revelações, verdadeiramente espantosas, que não constam na Historia de Portugal, facultando-nos um interessantíssimo estudo interpretativo da toponímia da área

Diz o distinto investigador - Moisés Espírito Santo - "Visitei o monte dos Tambores para observar o calendário rupestre e dei particular atenção aos nomes dos sítios e das pedras  que constituíram o calendário. Vou interpretá-los neste artigo"

Adriano Vasco Rodrigues
"Tambores é nome do monte onde encontramos o calendário rupestre. Tambores é uma corrupção fonética do vocábulo cananita e hebraico tabor que, literalmente, significa «umbigo» e, metaforicamente, «centro da terra, parte mais elevada da terra, umbigo da terra», quer dizer, um monte sagrado. Jerusalém é classificada de «umbigo da Terra» (Ezequiel 38:12). Também existiu na Palestina (antiga Fenícia) um monte Tabor onde o Antigo Testamento (Juizes, 9:38, Deuteronómio 33:19)



"Pedra da Cabeleira. É o nome da pedra grande através de cuja fenda se vê o sol nascer nos equinócios. Excluímos a lenda da «cabeleira que Nossa Senhora aí deixou» por ser uma adaptação recente do nome original à religião católica popular. Como a fenda da pedra serve para ver, nos equinócios, o nascer do sol, Cabeleira é uma corrupção de qabal awra [lê-se: cabalaura] em que qabal (do acádico) significa «no meio, mediano, posição ao meio», e awra (do cananita e hebraico) «aurora, nascer do sol». Portanto qabal awra significou literalmente «posição ao meio do nascer do sol», isto é, «posição do nascer do sol ao meio» do ano, «posição mediana do nascer do sol», sendo os equinócios a posição do sol «ao meio» do seu aparente percurso celeste." - Moisés Espírito Santo - Mais pormenores em  - estudo inédito do prof. moisés espírito santo, associa nomes à toponimia dos Templos Históricos, no Monte dos Tambores aldeia de Chãs.

AS IMPORTANTES DESCOBERTAS DE ALBANO CHAVES

"Um sono milenar está a chegar ao fim.". Pedras, enormes umas, mais pequenas outras, emitem sons, balbuciam palavras continuamente desde há muito. Dez, quinze, vinte, cinquenta mil anos? Ninguém as ouvia, no entanto. Falam por si, entre si, estabelecem ligações. Formam figuras geométricas no terreno, que é preciso olhar, ver, identificar, ler, entender, integrar em expressões, frases, períodos, textos, crónicas.



Era  assim que, Albano Chaves,  numa postagem publicada neste site, começava por se referir à sua descoberta, a que deu o nome de Portas do Sol -  Três anos depois, novas observações levam-no a concluir  que a mesma pedra está também alinhada, quer com o solstício do Inverno, quer com o Solstício do Verão.


AS IMPORTANTES DESCOBERTAS DE ALBANO CHAVES, quer com o solstício do Inverno, quer com o Solstício do Verão.




Albano Chaves é natural de Leça de Palmeira mas tem a ligação maternal ao concelho de Vila Nova de Foz Côa, através do apelido Donas-Boto - Tradutor e especialista de línguas germânicas . Foi professor de Alemão, Alemão Comercial e Inglês Comercial no ITFI (Instituto Técnico de Formação Intensiva) e no Instituto Riley de Línguas, no Porto. Orientou o estágio de finalistas do curso de Alemão / Tradução da Faculdade de Letras da Universidade do Porto – Tem vários estudos publicados nas áreas da genealogia, antologia e romances. Em Zurique foi distinguido com o prémio "Tradutor do Ano" – É um investigador apaixonado pela Arqueoastronomia




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