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quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Parabéns a Francisco Pinto Balsemão - Nasceu em 01-09-1937 – Completa hoje 85 anos o Príncipe do Jornalismo Português - Fundador do semanário Expresso, líder do mais importante grupo de comunicação social em Portugal - Primeiro-ministro entre Janeiro de 1981 e Junho de 1983. Com raízes paternas ao distrito da Guarda – Tencionámos prestar-lhe a nossa singela Homenagem no Equinócio do Outono, dia 23, pelas 08.00, nos Templos do Sol, Chãs. V. N de Foz Côa, com outra personalidade da nossa região – O ex-autarca António Gouveia, 1985-2001 – 16 anos à frente dos destinos da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa

Jorge Trabulo Marques - Jornalista 

 

Tenho acompanhado de perto o percurso jornalístico, politico  e empresarial  do Dr. Francisco Pinto Balsemão, tendo-o já tido a honra e o prazer de o entrevistar por duas vezes, quando trabalhei na extinta RDP-Rádio Comercial: uma vez, na galeria de arte do Casino do Estoril, sobre uma exposição de pintura de  Isabel Torres, filha do seu grande amigo, César Torres.

Registo sonoro da entrevista

Mais tarde,  na Redação do Expresso, que então se situava nas proximidades da Praça Marquês Pombal e pronunciar-se-ia sobre a concessão das televisões a operadores privados cujo registo sonoro ainda conservo no meu vasto arquivo e que tomei a liberdade de editar num dos meus blogues e no Youtube- Sem dúvida, o grande pioneiro dos media em Portugal, antes e depois da Revolução de Abril. 

Tal como já foi destacado, Francisco Pinto Balsemão «foi Primeiro-Ministro dois anos e meio, um período curto na sua vida, mas foi um período decisivo para Portugal, pois presidiu aos últimos Governos que asseguraram a transição da revolução para a democracia». - Declarou António Costa, ha um  ano,  na sessão de homenagem a Francisco Pinto Balsemão, por ocasião dos 40 anos da tomada de posse do VII Governo Constitucional da Democracia Portuguesa, na residência oficial do Primeiro-Ministro, em Lisboa.


Francisco José Pereira Pinto Balsemão, embora tendo nascido em Lisboa, no dia  1 de setembro de 1937, o ex primeiro-ministro de Portugal entre Janeiro de 1981 e Junho de 1983, tem profundos laços familiares ao  distrito da Guarda,, ao mesmo distrito onde no próximo dia 23,  vamos celebrar o Equinócio do Outono, num dos templos do sol, existentes no maciços dos Tambores, aldeia de Chãs, do concelho de Vila Nova de Foz Côa.


Seu pai Henrique Patrício Pinto Balsemão nasceu no dia 9 de Setembro de 1897 na cidade mais alta de Portugal - O filho Francisco nasceu em Lisboa no dia 1 de Setembro de 1937, vai para 85 anos – Mas as suas raízes paternais assentam naquela cidade.

CONVITE E HOMENAGEM AO DR. FRANCISCO PINTO BALSEMÃO

  

Daí a razão pela qual o mês de Setembro, até seja o mais indicado para lhe prestarmos a nossa singela homenagem, como uma das personalidades relevantes do nosso distrito, pela sua valiosa prestação no domínio da comunicação social, além de outras áreas e atividades, onde igualmente se tem distinguido em prol da democracia e da cultura.

Indubitavelmente, sem  o semanário Expresso, o jornalismo português teria ficado mais pobre, muitas noticias não teriam sido publicadas e muitas pessoas teriam ficado ignoradas, umas vezes criticadas, outras promovidas - isto para já não falar nos destinos da política -  

O Expresso nasceu em 1973, na chamada primavera Marcelista, ou chamar-lhe-ia o Advento do 25 de Abril – Por esse tempo, o autor destas linhas encontrava-se  em São Tomé. Depois de uma experiência, bem amarga pela vida da roça  (para onde fui estagiar como técnico agrícola) era então operador no ERSTP e correspondente de uma revista de Angola, a Semana Ilustrada" - Nessa altura, já tinha plena consciência do que era o bisturi  e até dos calabouços da PIDE e dos seus brutais mimos.

Sim, além do contributo que já, dera, antes do 25 de Abril, com a criação do jornal de referência que é o Expresso, avançou, na década de 1990 com a criação do primeiro canal privado de televisão, contribuindo para o pluralismo e enriquecimento da democracia portuguesa

 António dos Santos Aguiar Gouveia -  - Um dos autarcas da nossa região, aqui nascido e criado, em 1944-01-01,  que mais tempo esteve à frente dos destino da Câmara Municipal de V. N. de Foz Côa,1985-2001 – 16 anos  - ao qual se devem as principais obras estruturantes do concelho – Reencontrámo-lo, ontem na sua cidade natal, tendo-o convidado a participar na celebração do Equinócio do Outono, no próximo dia 23, pelas 08 horas

Tendo ainda exercido os cargos  de Coordenador da Ação Integrada de Base Territorial Turismo e Património no Vale de Côa e de  provedor da Santa Casa da Misericórdia local – Um dos autarcas, condecorado  com a Ordem do Mérito - grau de Comendador por Cavaco Silva




Na celebração do solstício do Verão, do passado dia 21 de Junho, prestamos homenagem ao Prof. Adriano Vasco Rodrigues – Arqueólogo, Etnógrafo e Historiador, 94 anos - Referência emblemática no distrito da Guarda, que, por motivos de saúde, se fez representar pela sua filha Miriam Rodrigues, na companhia de seu amado esposo. https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2022/06/celebracao-ao-solsticio-do-verao-chas.html

Todavia, já ali estivera por várias vezes: uma das quais na homenagem que prestámos à poetiza Maria da Assunção Carqueja, a sua saudosa esposa  

 Ocorreu em 23 de Setembro de 2014, na celebração do equinócio do Outono, na homenagem que então prestamos à poetiza Maria da Assunção Carqueja,   à saudosa  e sua muito querida esposa, antiga diretora   do Centro de Docência Científica do Instituto de Investigação Científica de Angola. Metodóloga, e, posteriormente, Técnica Científica da União Europeia na área da Filosofia da Schola Europaea.https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2014/09/equinocio-do-outono-celebrado-num-dia.html


“Este, meus amigos, é um ato de iminente cultura popular! Isto é um modo de sentir, aquilo que, de mais vivo e mais puro existe na Terra e pode ser compreendido por todos os homens! “ Palavras do saudoso poeta, Manuel Daniel - Neste local  em Setembro de 2020 - https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2020/09/equinocio-do-outono-celebracao-22-09-20.html

 Poeta, dramaturgo, jornalista e advogado, homem culto e humanista, talento  multifacetado e de rara sensibilidade, autor de uma vasta obra literária, natural de Meda, concelho limítrofe  do termo desta aldeia, figura muito querida e prestigiada  na nossa região, atualmente invisual, residente em V.N. de Foz Côa, desde há vários anos, onde  casou, exerceu advocacia e continuou a dedicar-se à causa pública.


 " Continuamos a ser perseguidores das preocupações que ocuparam os homens primitivos”: “E aqui estamos: a interrogarmo-nos a nós próprios, a saber quem somos, o que queremos! O que fazemos!...” Palavras do poeta invisual, jornalista, advogado e dramaturgo, Manuel Daniel, na sua expressiva alocução, em resposta ao poemas lidos e aos elogios preferidos na auspiciosa manhã do primeiro dia do Outono, no maciço granítico do planalto dos Tambores e Mancheia, onde termina a meseta ibérica, com os seus monumentais e majestosos penhascos e enigmáticos megalíticos, seus ancestrais postos de observação astronómica e locais de culto.


As celebrações dos equinócios da Primavera e do Outono, bem como do  Solstício do Verão,  no “Stonehenge Português”, nos Templos do Sol do Maciço dos Tambores, arredores da aldeia de Chãs, do concelho de Vila Nova de Foz Côa, distrito da Guarda, já se impuseram, naturalmente, no calendário das festividades dos ciclos das estações do ano, como uma redescoberta dos saberes ancestrais esquecidos, num retorno à terra, às mais genuínas tradições do homem com a Natureza, da qual tanto se vai divorciando.


Conquanto não tendo ainda o mesmo eco mediático do Stonehenge, em Inglaterra, creio, que, quem conhecesse um e outro, não trocaria a tranquilidade e a beleza deste local pelo ruído e a confusão onde afluem várias dezenas de milhares de pessoas num só dia – Tal como poderá constatar através dos linkes que lhe envio do blogue onde têm sido divulgados

Pois é, justamente, num  destes lugares e  num mês muito especial da sua vida, em que completa 85 anos  - na qualidade de autor e dinamizador destes eventos, que têm contado com o apoio da junta de freguesia e do município fozcoense – que  tomei a liberdade de  convidar Francisco Pinto Balsaão, convite que já lhe dirigi através da sua secretária, sim,  a dar-nos o  prazer de partilhar do mesmo esplendor e alegria da celebração do Equinócio do Outono, que vai decorrer no próximo dia 23 de Setembro,  com início às 08.00 horas, no Santuário Rupestre da Pedra da cabeleira de Nº Srª, majestoso monumento megalítico, pré-histórico, cuja graciosa gruta é atravessada pelos raios dos nascer do sol.

 

Calendários solares, estes, também já visitados por uma expedição de jornalistas da Associação da Imprensa Estrangeira, em 2007, além de reportagens por parte dos principais canais da televisão portuguesa – RTP, SIC e TVI – E pelas mais diversas personalidades, algumas das quais aqui já homenageadas – Visto também ser esta uma das intenções das nossas celebrações: associar ao esplendor solar, momentos musicais e de poesia, bem como lembrar ou destacar figuras cujas vidas se tenham destacado a nível regional ou nacional.


Não esquecendo,Tom Graves, autor do livro Acupunctura da Terra e Adriano Vasco Rodrigues - quem primeiro se debruçou sobre a importância do Santuário Rupestre da Pedra da cabeleira de Nª Srª, bem como a Sá Coixão - a que o nosso concelho deve o levantamento da carta arqueológico dos principais sítios de reconhecido interesse, bem como importantes escavações.

Mas também outros especialistas, de reconhecido mérito e prestígio, ali estiveram. Refiro-me ao astrónomo Máximo Ferreira ao sociólogo, Moisés Espírito Santo. Cujas observações, no plano interpretativo da toponímia da área, nos disponibilizou


Um é a   Pedra do Sol ou Pedra do Solstício, - enorme monólito em forma de esfera; https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2021/06/solsticio-do-verao-2021-recebido-em.html

O outro, é o Santuário Rupestre da Cabeleira de Nossa Senhora, apontado aos equinócios da Primavera e do Outono, classificado, há vários anos, pelo historiador Adriano Vasco Rodrigues, como antigo local de culto do crânio e de sacrifícios, e, posteriormente, em 2002, pelo autor destas linhas, como um verdadeiro calendário astronómico primitivo. A que se seguiria a descoberta da Pedra do Sol, apontado ao pôr-do-sol do dia maior do ano.

Desde o neolítico a outros períodos posteriores e ocupações, nomeadamente, pelos tão lendários celtas e cétiberos, aproveitando-se dos seus abrigos naturais , das suas cavernas e de outros sítios privilegiados, sepultando ali os seus mortos, e cultuando e adorando os seus deuses.

Sim, pelos tais famosos povos dos vasos e dos mágicos bosques, que também por ali andaram nos tempos em que aquelas fragas se florestavam de carrascos, sobreiros e carvalhos, e, por isso, se acredita que aaqui teriam exercido os seus ritos, nomeadamente ao Deus Sol: com festividades que coincidiriam com as mudanças ocorridas na natureza, exteriorizando, assim, o seu forte enraizamento às suas tradições campestres e à terra, ao ambiente que os rodeava e às suas crenças, neste caso com a data em que o Deus Sol atinge o seu máximo esplendor, as flores vão ao rubro com as suas cores; em que em todos e em tudo se expande de alegria, plenitude, fertilidade e abundância

Estas celebrações, não visam a apologia de  qualquer culto de especifico, seja pagão ou religioso, seja que culto for: -  Pretende-se, isso sim, que promovam o reencontro e o convívio humano, que se afirmem como genuínas manifestações populares,  de uma alegre e festiva comunhão   com aquele fantástico cenário natural - E, se possível, de louvor e de fé, imbuído nos mais nobres valores espirituais e lúdicos: sejam no evocar tradições antiquíssimas caídas no esquecimento, seja nos valores de que, cada crença, julga ser seguidora e defensora.

Prof Moisés E. Santo

 

Cada peregrino participa de acordo com os seus credos e sentimentos: para abrilhantar o evento, já ali contámos com a participação de  escolas  de dança e ballet, por grupos de gaiteiros e de concertinas, duetos de violinistas

E também com a presença de várias personalidades: nomeadamente do Bispo da Diocese de S. Tomé e Príncipe https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2015/09/equinocio-do-outono-2015-chas-foz-coa.html   ….   https://www.youtube.com/watch?v=FsTo8Qy_e2k

E  de António Ponces de Carvalho, que  teve a amabilidade de  calorosamente nos surpreender com  poemas diretamente lidos do magnifico livro, Campo de Flores, de João Deus, bem como poemas cantados por sua esposa https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2019/09/celebrado-o-equinocio-do-outono-23-09.html


sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Santa Comba , Foz Côa – Encerramento da Exposição Sobreviver no Mar dos Tornados e Tubarões 38 dias à deriva numa piroga

 JORGE TRABULO MARQUES 


ABRAÇO DE AGRADECIMENTO – A todos quantos me deram a honra e o prazer da sua presença na minha exposição, apresentada em Santa Comba, Vila N. de Foz Côa, de 19 a 23 de Agosto, intitulada "Sobreviver no Mar dos Tornados e Tubarões 38 dias à deriva numa piroga – Tal como já tive oportunidade de referir, trata-se de uma exposição, composta por uma série de fotografias e outros documentos das minhas aventuras em 
pirogas de São Tomé, iguais às dos pescadores nativos, escavadas em troncos de árvores, de experiências marítimas solitárias vividas no vasto Golfo da Guiné inaugurada no Padrão dos Descobrimentos em Março de 1999, e posteriormente no salão da junta de freguesia de Foz Côa e num dos espaços do Município da Guarda, bem como numa escola secundária na Amadora – Posteriormente, em 2015, foi exposta no Centro Cultural Português, em S. Tomé, expressando um dos exemplos: de que se vence quando não se perde a fé e a força de vontade ou se luta por um propósito nobre e não se cruzam os braços

Desta vez, na freguesia de Santa Comba, na sequência de uma iniciativa que me ocorreu espontaneamente, sem prévio agendamento, com o intuito de poder mostrá-la, especialmente aos emigrantes, que no mês de Agosto regressam ao seu torrão natal para matar saudades e retemperar forças para o resto do ano - Sim, porque , também eu fui um dos habitantes destas terras que cedo deixou o lar onde nasceu – Aos 12 anos como marçano em Lisboa, e, desde os 18 anos aos 30 em S. Tomé e parte do serviço militar em Angola. Tal como tantos outros que hoje guardam episódios de vida, recordações de dias difíceis, ousaram enfrentar sacrifícios e as mais inesperadas adversidades

Aqui expresso, pois, uma vez mais o meu sincero agradecimento a todos quantos me honraram com a sua presença - Nomeadamente , à Presidente da Junta de Freguesia, de Santa Comba, Paula Abreu, por me ter dado a oportunidade de apresentar esta minha exposição, num dos salões da sua autarquia, bem como à Presidente da Assembleia Adelaide Vicente e outros membros da autarquia, José Ramos, mais conhecido por Zé da Torrinha e da Sandra Sousa, que igualmente me prestaram a sua generosa colaboração

O meu Bem-haja, igualmente, às amáveis e honrosas presenças do Ex-Presidente da CM de Foz Côa, atual deputado na AR, Gustavo Duarte e dos sacerdotes José Fonseca e Diogo Martinho, bem como de Agostinho Soares, e, por último António Lourenço, Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de V. N. de Foz Côa, antigo Presidente da Junta de Freguesia de Chãs, a minha aldeia, ao longo de 32 anos, que teve a gentileza de me ajudar a transportar os quadros na sua viatura. Além de Manuel Martins, a sua mãe Olimpia Martins, entre outras simpáticas presenças, que muito me alegraram com as suas amistosas palavras – Estou certo que outras pessoas aqui teriam vindo se lhes tivesse dado prévio conhecimento, o que não sucedeu por se tratar apenas de um exposição de mero e espontâneo simbolismo.

 

Os objetivos dessas minhas travessias foram vários: antes de mais, o fascínio que o mar exerceu em mim, desde o primeiro dia que desembarquei, do velho Uíje, ao largo da baía azulinha da linda cidade de São Tomé; o desejo de me encontrar a sós com a solidão e a vastidão do oceano e, de perante esse cenário, de me poder interrogar, ainda mais de perto, sobre a presença e os mistérios de Deus. Mas também por outras razões de carácter histórico-científico e humanitário. Tais como: evocar a rota da escravatura, ao longo da grande corrente equatorial, lembrar esses ignominiosos tempos do comércio de escravos e chamar atenção para esse grave problema que, sob as mais diversas formas, continua afetar a existência muitos seres humanos, na atualidade. Demonstrar a possibilidade de antigos povos africanos terem povoado as ilhas, situadas naquele imenso Golfo, muito antes dos nossos navegadores, ali terem chegado, contrariamente ao que defendem as teses coloniais, que dizem que as ilhas estavam completamente desabitadas - E a verdade é que, entretanto, já foram encontradas antigas cartas em arquivos, do tempo dos árabes que provam, justamente, esses contactos com povos que, de há muito, ali viviam.

Contribuir para a moralização de futuros náufragos, à semelhança de Alan Bombard. Segundo este investigador e navegador solitário francês, a maioria das vítimas morre por inação, por perda de confiança e desespero, do que propriamente por falta de recursos, que o próprio mar pode oferecer. Era justamente o que eu também pretendia demonstrar - Navegando num meio tão primitivo e precário, levando apenas alimentos para uma parte do percurso e servindo-me, unicamente, de uma simples bússola, sem qualquer meio de comunicar com o exterior, tinha, pois, como intenção, colocar-me nas mesmas condições que muitos milhares de seres humanos que, todos os anos, ficam completamente desprotegidos e entregues a si próprios - Porém, quis o destino que fosse mesmo esta a situação que acabasse por viver. E, felizmente, também quis a minha boa estrelinha e, creio, com ajuda de Deus, que pudesse resistir a tantos dias de angústia, de sobressaltos e de incerteza. Já se passaram vários anos, porém, essa minha experiência ainda está muito presente na minha memória – E duvido que algum náufrago, alguma vez possa esquecer os seus longos momentos de abandono e de infortúnio -