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terça-feira, 19 de julho de 2022

Dom Manuel António – Nos santuários dos Templos do Sol, em 2015 - O Bispo da Diocese de São Tomé e Príncipe, renunciou ao cargo, após 15 anos de missão no arquipélago das Ilhas Verdes do Equador

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista  - C 

Dom Manuel António, Bispo da Diocese de São Tomé e Príncipe –, renunciou ao cargo, após 15 anos de missão no arquipélago - Sendo substituído interinamente, por Dom António Pedro, Bispo auxiliar de Luanda, Angola

D. Manuel António Mendes dos Santos, natural da pequena aldeia de São Joaninho, concelho de Castro Daire, distrito de Viseu. Devotado Pastor e também o homem de fina sensibilidade teológica e poética, autor de vários livros de poesia, renunciou ao cargo, após 15 anos de missão no arquipélago

Distinta figura da igreja católica, também  muito admirada e conhecida no nosso distrito, tendo participado na celebração do Equinócio do Outono, na manhã de 23 de setembro de 2015, junto ao altar da Pedra da Cabeleira de Nª Srª, em Chãs, de V. N. de Foz Côa, depois de me ter recebido na sua residência em S. Tomé  e ter participado no encerramento da exposição, que apresentei nos finais de Julho de 2015, no Centro Cultural Português, intitulada Sobreviver nos Mar dos Tornados e Tubarões,  38 dias à deriva numa piroga

Pormenores e imagens da visita emhttps://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2015/09/equinocio-do-outono-festejado-hoje-no.html https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2015/09/equinocio-do-outono-2015-chas-foz-coa.html

A visita, a este  santuário rupestre,  embora norteada por espírito académico ou curiosidade científica, mas  também de fina sensibilidade religiosa e poética, multirracial e  multicultural,   indubitavelmente, um magnífico exemplo de coragem e de tolerância  pelo  respeito e defesa dos valores patrimoniais da nossa mais recuada  ancestralidade, quer de matriz mística, cultural ou histórica. 

Tendo sido recebido pelo então Presidente do nosso município, Gustavo Duarte, encontro que decorreu de forma cordial, calorosa e muito franca. Oportunidade para uma variada e interessantíssima troca de impressões: desde os temporais aos religiosos.   Dom Manuel manifestou-se muito satisfeito pela celebração daquele evento, que, em sua opinião, justifica ser apoiado e divulgado. E também muito bem impressionado do que pôde observar nas visitas que fez à Erva Moira e Museu do Côa. Falou também dos seus livros e da sua missão pastoral em S. Tomé. 

No final da receção, houve uma troca presentes: D. Manuel dos Santos, foi presenteado por duas importantes obras publicadas pelo município e duas garrafas do mais afamado vinho generoso do Mundo, que é o do Douro. De parte do distinto vigário da igreja de S. Tomé e Príncipe, a oferta do seu mais recente livro de poemas 

Eis as breve mas calorosas e significativa palavras, de José Lebreiro, membro da Foz Côa Friends Associação  um dos mais assíduos e ativos participantes nas celebrações dos equinócios e Solstícios:

 "Quero manifestar a minha alegria e o dom que tive hoje em partilhar com Dom Manuel estes momentos. Bem-haja, Dom Manuel por aquilo que me enriqueceu. É um dom ouvir! É um dom  interiorizar a sua palavra: o Senhor  toca no mais íntimo de cada um de nós. Tocou-me e quero-lhe agradecer! E quero  manifestar-lhe  a minha alegria de hoje aqui estar. De o ter conhecido, tal como o Jorge o conheceu, em São Tomé e que se estabelceram, entre vós,  esses  laços fortes!...

Continue, seja onde for! Porque, seja onde for, nós estaremos também consigo! A partir de hoje, seremos mais uma ovelha do seu rebanho!

Bem-haja, Dom Manuel 

Mudanças na Diocese de São Tomé e Príncipe

O Papa Francisco aceitou, no passado dia 13 de julho, a renúncia do Bispo de São Tomé e Príncipe e nomeou D. António Lunguiek Pedro Bengui como Administrador Apostólico.

D. Manuel António Mendes dos Santos, tinha sido nomeado bispo diocesano de São Tomé e Príncipe, desde 1 de Dezembro de 2006, pelo Papa Bento XVI, assumindo as funções no dia 18 de março de 2007, fazendo parte da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe. Sacerdote claretiano desde 1985, um olhar atento e uma voz amiga do povo são-tomense, um “veterano” de África e destas ilhas, que já conhecia desde Dezembro de 1993 .

D. Manuel António dos Santos de 62 anos, como titular, encarou a diocese de São Tomé e Príncipe, como um desafio a vencer a julgar pelas vicissitudes vividas pelo povo santomense que vão desde a pobreza, às seitas que se aproveitam da fragilidade das famílias pobres e a resistência das comunidades na aceitação de líderes pastorais.

Justificando a sua renúncia, Manuel António dos Santos, considera que "ser bispo em São Tomé e Príncipe não é fácil, porque é uma diocese e é também um país" e como resultado "o bispo é que acaba por ser o centro da igreja" e uma "figura muito solicitada" que está "sempre em movimento contínuo" para encontros, viagens e outras atividades.

Previa ficar 10 anos e acabou por se alongar por 15 - Mas, como se compreenderá, os anos pesam e a paciência  humana não é  infinita - Sobretudo, quando, a par da palavra do evangelho,  se deseja também fazer obra social e faltam os recursos económicos  -

Declarou que “foram 15 anos, sete meses e meio que estive nomeado bispo de São Tomé" e "começo por agradecer todo o carinho, todo o acolhimento que sempre senti, todo o calor humano com que sempre fui acolhido nesta terra", sublinhou Manuel António dos Santos.

O ex-líder da igreja católica em São Tomé e Príncipe, afirmou que durante a sua missão procurou "ser pastor de São Tomé" e até adquiriu a nacionalidade são-tomense para se sentir verdadeiramente "identificado com esse povo".

"Além disso é uma diocese com muitas dificuldades e exige do bispo o empenho para pensar o presente e o futuro da diocese e a verdade é que chegou o momento em que eu estava a sentir-me profundamente cansado [...] nos últimos tempos já me sentia com dificuldades em sentir ânimo para continuar", afirmou Manuel António dos Santos.

Contudo, explicou que desde que foi nomeado há quinze anos que definiu a meta máxima de 10 anos para o exercício da função, mas que acabou por se prolongar um pouco mais - Referem noticias divulgadas 

 Dom Manuel António Mendes do Santos,  já havia lançado um aviso aos seus paroquianos, há precisamente um ano, através de uma nota pastoral, no final da missa de domingo,  apelando à colaboração de todos,  veiculada pela Rádio Jubilar e divulgada pela Voz do Vaticano.

Noutros tempos, a diocese de São Tomé, teve fama e grandeza, abrangendo Angola, Moçambique e toda a bacia do Golfo da Guiné, até 1842, constituída sui iure a 31 de Janeiro de 1533 pelo Papa Clemente VII por desmembramento da Arquidiocese do Funchal

Agora, as preocupações, a par da ação religiosa, vão para as ações  sociais da Igreja, “no combate à pobreza e às necessidades e carências crónicas de boa parte da população».

Vista do vale - junto ao castro do Curral da Pedra

Como é do conhecimento público, embora a igreja católica, seja o culto predominante nas Ilhas Verdes do Equador, naquele que é considerado um dos países africanos mais estáveis e democráticos, tanto os cristãos, quanto muçulmanos, convivem pacificamente; incorporando características de crenças nativas africanas, a pandemia veio agravar as dificuldades das populações mais carenciadas, em todo o mundo - E o papel da igreja católica, tem sido relevante, por via de doações à disponibilização de estruturas, distribuição de vale-refeição e confeção de máscaras doadas gratuitamente

Tendo recordado  que “os nossos missionários, já antes da independência criaram várias escolas primárias, tanto em S. Tomé como no Príncipe. Criaram a Escola de Artes e Ofícios, que teve um papel importante neste pais, e estiveram também na fundação do Liceu Nacional 

 A igreja serve refeições quentes a crianças e a idosos, em vários lugares. Para nós a população dos idosos  e das crianças, são muito vulneráveis. Por exemplo, fundei o Banco de Leite, tentando, em Portugal, angariar leite, papas lácteas, etc. para distribuir por São Tomé e Príncipe, de modo a melhorar  a sua qualidade alimentícia. Não se pode chegar a todos, infelizmente,  mas temos tido capacidade de oferecer leite às nossas crianças, na Casa dos Pequeninos, e , até, fazendo-o chegar  às crianças, no Príncipe - Mesmo através de outras instituições. 

DOM MANUEL DOS SANTOS – ORIUNDO DE UMA  HUMILDE FAMÍLIA BEIRÂ

“Sou da Beira, de facto: de São Joaninho de Castro Daire, distrito de Viseu. Sou o 5º de nove filhos, vivos ainda, graças a Deus.

Aos 11 anos fui para o seminário de Resende, do seminário de Lamego. Saí de lá aos 18 anos para entrar na Congregação dos Missionários Claretianos; ordenado padre, em 1985, na minha terra, por Dom António Xavier Monteiro, que era então o Bispo de Lamego,

Após a minha ordenação, fiquei a trabalhar nos Carvalhos, durante 9 anos. Em Novembro de 1993, vim para África; estive um mês em Luanda e “aterrei” em 6 de Janeiro de 94 nas terras de São Tomé. Foi então que pela primeira vez pisei o território são-tomense. Impressionou-me, na altura, logo o verde desta Ilha: de facto, era um verde tão intenso, que, um ano e meio depois, quando regressei a Portugal,   vi que não havia comparação possível, com os verdes desta terra..

Cinco dias depois, acabei por ir para Roma, onde regressei a Portugal, tendo sido escolhido  Vigário Provincial, às comunidades claretianas:

 Nessa qualidade, continuei a visitar constantemente São Tomé, e, em 2007, vim então para aqui, como Bispo de São Tomé e Príncipe.





Vem aí a Festa de Nª Sª de Assunção “Tocam os sinos da torre da igreja, Há rosmaninho e alecrim pelo chão. Na nossa aldeia que Deus a proteja! Vai passando a procissão”

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista 







Vem aí o 15 de Agosto, da minha aldeia mas também de muitas mais -  O  feriado mais desejado de Nª Srª de Assunção,  vivamente  festejado nas mais diversas aldeias e vilarejos de Portugal - É o dia da tradicional Festa em honra de Nossa Senhora de Assunção, mas ao qual também já se associaram festas em honra de outras santas, com nomes diferentes.


Até porque, sendo um dos quatro feriados católicos, também o é nacional e há que aproveitar a benesse de calhar a meio do mês mais gostoso do ano, com o regresso dos emigrantes, em força para matarem saudades da sua santa-terrinha - Outros, porém, quis o destino  que já não voltassem vivos

Depois de dois anos das limitações impostas pela Covid-19, espera que os momentos de calorosa alegria e fraternidade, voltem a expandir-se no adro da igreja e a manifestar a sua religiosidade na tradicional procissão pelas ruas da aldeia.
Nossa Senhora de Assunção - vem aí o 15 de Agosto -– Desde as mais famosas, em Santo Tirso e Vila Flor (Vilas Boas) à da misteriosa aldeia de Chãs, Douro-Guarda , onde a santa tem cabeleira na pedra, até à longínqua Alhandra (Estado de Paraíba) no sul do Brasil, com missas, procissões e ” shows religiosos”

 

domingo, 17 de julho de 2022

Incêndios num Portugal arder! – Não se limpa o mato à volta das casas, das aldeias, bermas dos caminhos e estradas! - Que se espera?!... Faça-se cumprir a lei! - Erro ter-se acabado com as brigadas florestais por vigilantes - A mira dos subsídios, a piromania e dias abrasivos incendeiam o país - Se a população rural está envelhecida, o que faz o poder local para a livrar da ameaça incendiária?... O cenário dos campos em Espanha, em grande parte é bem diferente


JORGE TRABULO MARQUES - JORNALISTA 

Diz a lei, que, "em caso de impossibilidade de notificação postal ou pessoal do destinatário, a Câmara Municipal procede à notificação por edital, no qual será fixado o prazo máximo de 10 dias úteis, para proceder à gestão de combustível do prédio, em cumprimento voluntário do dever de limpeza do terreno". 
- As aldeias e vilas do país profundo, estão desertificadas e envelhecidas e vai sendo difícil arranjar quem trabalhe na lavoura  - Além de que, muitos que o podem fazer, também não se mostram muito disponibilizados a vergar a mola. Se houver um subsídio à mão ou de um pardeeiro ardido, para quê ir fazer calos nas mãos... 


TROCARAM-SE LIMPADORES DO MATO E CANTONEIROS POR VIGILANTES - Eram bem mais eficientes e preventivos - Não se consta que fizessem greves durante os incêndios.

O Estado tinha as brigadas florestais, que eram os trabalhadores que faziam a manutenção ao longo do ano e, depois, na época dos incêndios, eram os primeiros a avançar porque conheciam o terreno, tinham materiais, viaturas, etc., e tinham também os guardas florestais. Agora temos vigilantes de telescópios ou de drones. Só que, quando o fogo pega, este não espera que o vão combater

Diz noticia - “Fogo destrói solar centenário e toda a história de uma família –“ O  que não diz é que estava encaixado de mato à volta – Ainda por cima,  a negligência do proprietário atira-se aos bombeiros.

Domingos Calvão estava na propriedade quando o fogo chegou, pelo telhado, e saiu de lá apenas com um retrato antigo, a preto e branco, da sua mãe, umas calças e uma lanterna. Tudo o que tinha na mão. - DN

O que esperam os donos das casas que nem sequer limpam o mato em redor das suas casas? – Que sejam os bombeiros a ocuparem-se dessa elementar obrigação?.... Basta transpor a fronteira de Portugal para Espanha, ou vice-versa, por via área ou terrestre, para constatar que o dito jardim à beira-mar plantado, dominado pelo caciquismo parasita, tem mais semelhanças com a negligência dos países africanos ou do terceiro mundo, que com o resto da Europa  - Descendentes de selvagens  pastores de Viriato,  que os romanos se viram gregos para domesticar, tendência agravada mais tarde com a expansão colonial, assim parece persistir a mentalidade ancestral dos chamados lusitanos. 

ESPANHA HÁ MUITO DEFENDEU  A PRESERVAÇÃO FLORESTAL - Política Florestal na Espanha desenvolve através de um programa florestal, conforme definido no Painel Intergovernamental sobre Florestas das Nações Unidas em 1997, tendo os principais objectivos contribuir para o desenvolvimento rural da silvicultura manter e melhorar o estado de conservação as montanhas e seu potencial económico.

Vista áerea de costa portuguesa 

Espanha limpa as florestas, Portugal cultiva o mato A devastação  incendiária vai continuar porque há subsídios na mira para sacar  e a industria dos incêndios  para alimentar - Um pais arder porque  ninguém quer limpar o mato à volta das casas,  imersas por arvoredo e capinzal,  nem as bermas das estradas e proprietários, absentistas, esperam que seja o Estado a encher-lhes os cofres – Os madeireiros, que empregam mão-de-obra precária e mal paga, agora falam em postos de trabalho que não promovem

ERRO TER-SE ACABACABADO COM AS BRIGADAS FLORESTAIS   -  A tarefa foi entregue à GNR conta, que,  com cerca de 500 guardas-florestais ao serviço, têm como missão, não limpar mas  fiscalizar e investigar os ilícitos nos domínios florestal, caça e pesca.

Como é sabido, a  ação do homem no meio ambiente tem sido a principal causa  da destruição da vegetação. Dentre elas, o fogo é, provavelmente, o maior responsável pela devastação em todo o território nacional, e dependendo da intensidade das queimadas, a destruição pode ser total  e irreversível, ou prejudicar o crescimento e outras características silvicas e pastoris

Epidemia incendiária na mira do subsidio fácil – Há aldeias cercadas de mato que podem desaparecer numa noite – Quem viaje por qualquer linha de comboio ou através das estradas e caminhos, facilmente se aperceberá de que, a qualquer momento, pode deparar com incêndio pela frente ou ao seu lado   – Inadmissível que nem as fábricas cumpram a lei da limpeza do mato à sua volta  - Até centrais de distribuição de eletricidade

 O que diz a lei - Os matos à volta das habitações, armazéns, oficinas ou de outras instalações devem ser limpos até pelo menos 50 metros de distância.

Os responsáveis, , que detenham terrenos e lotes destinados à construção, são obrigados a manter os terrenos e lotes referidos, limpos e isentos de vegetação ou outros detritos que possam de alguma forma gerar combustível, suscetível de produzir incêndios ou causar insalubridade, maus odores, pragas e/ou degradação ambiental do local e áreas confinantes.

b) As copas das árvores e dos arbustos devem estar distanciadas no mínimo 5 m da edificação) No estrato arbóreo a distância entre copas das árvores deve ser no mínimo de 4 m, devendo estar desramadas em 50 % da sua altura até que esta atinja 8 m, altura a partir da qual a desramação deve alcançar no mínimo 4 m acima do solo;

1 - Não é permitido manter árvores, arbustos, silvados ou sebes pendentes sobre a via pública que estorvem a livre e cómoda passagem e impeçam a limpeza urbana.

2 - Nos taludes de corte, compete aos responsáveis pelos terrenos a realização da sua limpeza.

Em caso de impossibilidade de notificação postal ou pessoal do destinatário, a Câmara Municipal procede à notificação por edital, no qual será fixado o prazo máximo de 10 dias úteis, para proceder à gestão de combustível do prédio, em cumprimento voluntário do dever de limpeza do terreno.

É  um facto, indubitável, que, com as profundas alterações climatéricas, devido às agressões da poluição, tudo se conjuga para que a devastação incendiária seja galopante: até porque, cortar as árvores dá muito trabalho, pelo que, nestas coisas, a criminosa indústria incendiária ou através de mentes perversas, está sempre a salvo, menos as vidas que são apanhadas pelas labaredas


De facto, Portugal,  está arder em variadíssimos pontos de Norte Sul -  As profundas alterações climáticas, com a China e a Índia a poluir drasticamente a atmosfera para exportarem toda a gama de  quinquilharias para o ocidente, por via do liberalismo selvagem que permite que as fábricas europeias sejam instaladas onde  não se respeitam nem os mais elementares direitos humanos nem as mais básicas normas ambientais - Para depois nos invadirem com o seu comércio e esmagarem  o comércio local e destroçarem o meio ambiente.

O que diz a lei - Os matos à volta das habitações, armazéns, oficinas ou de outras instalações devem ser limpos até pelo menos 50 metros de distância.

Os responsáveis,  que detenham terrenos e lotes destinados à construção, são obrigados a manter os terrenos e lotes referidos, limpos e isentos de vegetação ou outros detritos que possam de alguma forma gerar combustível, suscetível de produzir incêndios ou causar insalubridade, maus odores, pragas e/ou degradação ambiental do local e áreas confinantes.

b) As copas das árvores e dos arbustos devem estar distanciadas no mínimo 5 m da edificação;c) No estrato arbóreo a distância entre copas das árvores deve ser no mínimo de 4 m, devendo estar desramadas em 50 % da sua altura até que esta atinja 8 m, altura a partir da qual a desramação deve alcançar no mínimo 4 m acima do solo;

1 - Não é permitido manter árvores, arbustos, silvados ou sebes pendentes sobre a via pública que estorvem a livre e cómoda passagem e impeçam a limpeza urbana.

2-taludes de corte, compete aos responsáveis pelos terrenos a realização da sua limpeza.

Em caso de impossibilidade de notificação postal ou pessoal do destinatário, a Câmara Municipal procede à notificação por edital, no qual será fixado o prazo máximo de 10 dias úteis, para proceder à gestão de combustível do prédio, em cumprimento voluntário do dever de limpeza do terreno.

ELITES RUINS E O POVO PASMADO POR FALTA DE LIDERANÇAS SÉRIAS E RESPONSÁVEIS


"As elites de Portugal são elites estrangeiradas e que se comportam em Portugal quase como elites coloniais"  (..) são famílias que vieram instalar-se em Portugal. A primeira grande leva que ainda hoje domina a economia portuguesa, veio no tempo do Marquês de Pombal, que quis desenvolver a indústria em Portugal, porque não encontrou no nosso país, as pessoas capazes de dirigir estas empresas. E então teve de recorrer a estrangeiros para virem implantar a indústria. Mas depois houve uma segunda leva” – Diz Fonseca de Almeida -   autor do livro “As Elites de Portugal -  Inadaptação, Crise e Desafios - reconhece que estas “

Eu diria que não existem elites portuguesas; quanto muito, eu diria que há contra elites portuguesas. As pessoas que procuram ascender à liderança do País, com esforço, com trabalho, com dedicação mas estão afastadas do poder.





O POVO CONTINUA MERGULHADO NO EXPEDIENTE DO CHICO ESPERTO  E DA ILETRÍCIA  PELA CONTRA-CULTURA  TELENOVESCA - DO SENSACIONALISMO E DA ENCENAÇÃO 
 
Foi sempre povo a lutar por Portugal “mesmo quando elites nos falharam", disse  Marcelo Rebelo de Sousa, nas comemorações do 10 de Junho de 2016, palavras que se enquadram na denúncia desta obra, que, aliás, conhece, visto ter estado presente, numa sessão de autógrafos do autor, na Feira do Livro, Braga - O Presidente da República, afirmou que  foi o povo, a arraia miúda, quem nos momentos de crise, soube compreender os sacrifícios e privações em favor de um futuro mais digno e mais justo. O povo, sempre o povo, a lutar por Portugal. Mesmo quando algumas elites - ou melhor, as que como tal se julgavam - nos falharam, em troca de prebendas vantajosas, de títulos pomposos, meros ouropéis luzidios, de autocontemplações deslumbradas ou simplesmente tiveram medo de ver a realidade e de decidir com visão e sem preconceitos”




Espetáculo Televisivo estimula a mente dos pirómanos e dos políticos de terra queimada para promoverem a sua demagogia

"Verão de 2005, o país a arder, e a cobertura dos incêndios não descolava dos ecrãs: era uma questão de “share incendiário”, como lhe chamou Eduardo Cintra Torres num artigo de opinião divulgado no “Público”. Os canais generalistas chegaram a sentar-se para tentar um acordo sobre o tempo dado à cobertura. E o então ministro da Administração Interna, António Costa, sublinhava as “diferenças da cobertura dos incêndios noutros países: menos duração, menos chamas”.

NÃO BASTA LEGISLAÇÃO PARA CONDENAR OU ENCLAUSURAR OS  PIRÓMANOS MANÍACOS – Estes são apenas parte do problema: porque também haverá quem os ateia para ganhar dinheiro  e até com fins políticos de arranjar argumentos para verberar ódios, calúnias e  acusações.

sábado, 16 de julho de 2022

Onda de calor desespera e mata – Em Portugal já provocou, entre 7 e 13 de julho, 238 óbitos

Ainda não chegaram os incêndios, de Julho de 2017, que se veem nas imagens, que assolaram vastas áreas da aldeia, do concelho e redondezas, mas as altas temperaturas, que têm ascendido acima dos 40º , têm causado muitos cansaços físicos e alterações comportamentais e psicológicas



Depreende-se que tenha sido o caso de Felismina de Jesus Martins, aos 76 anos, em circunstâncias, que surpreenderam e chocaram profundamente, não apenas os familiares mais próximos, como os já poucos habitantes da freguesia, questão que as autoridades vão procurar averiguar

O seu corpo, depois de autopsiado, foi ontem velado, com serviço religioso, tendo o seu funeral se realizado pelas 18 horas.
Ao seu marido, Silvério Marques e aos seus filhos, as minhas mais sentidas e fraternas condolências, com os votos de que consigam superar tão sofridos e tristes momentos. .

Referem as noticias, que Portugal registou um excesso de mortalidade entre 7 e 13 de julho correspondente a 238 óbitos, atribuídos à onda de calor que se verifica no continente nos últimos dias, anunciou esta quinta-feira a Direção-Geral da Saúde (DGS).

“Neste caso concreto, este excesso pode ser atribuído à onda de calor. De facto, temos tido nos últimos dias temperaturas extremas muito elevadas, quer as máximas, quer as mínimas, e por um período bastante prolongado”, disse a diretora-geral da Saúde à agência Lusa.

Segundo Graça Freitas, quando se analisa a mortalidade observada num determinado período com a mortalidade que seria esperada se não houvesse essa onda, há mais óbitos, o que “não quer dizer que essas mortes fossem evitáveis”


Ainda não chegaram os incêndios, de Julho de 2017, que se veem nas imagens, que assolaram vastas áreas da aldeia, do concelho e redondezas, mas as altas temperaturas, que têm ascendido acima dos 40º , têm causado muitos cansaços físicos e alterações comportamentais e psicológicas


Depreende-se que tenha sido o caso de Felismina de Jesus Martins, aos 76 anos, que pôs termo à vida, em circunstâncias, que surpreenderam e chocaram profundamente, não apenas os familiares mais próximos, como os já poucos habitantes da freguesia, questão que as autoridades vão procurar averiguar

O seu corpo, depois de autopsiado, foi ontem velado, com serviço religioso, tendo o seu funeral se realizado pelas 18 horas.
Ao seu marido, Silvério Marques e aos seus filhos, as minhas mais sentidas e fraternas condolências, com os votos de que consigam superar tão sofridos e tristes momentos. .

Referem as noticias, que Portugal registou um excesso de mortalidade entre 7 e 13 de julho correspondente a 238 óbitos, atribuídos à onda de calor que se verifica no continente nos últimos dias, anunciou esta quinta-feira a Direção-Geral da Saúde (DGS).

“Neste caso concreto, este excesso pode ser atribuído à onda de calor. De facto, temos tido nos últimos dias temperaturas extremas muito elevadas, quer as máximas, quer as mínimas, e por um período bastante prolongado”, disse a diretora-geral da Saúde à agência Lusa.

Segundo Graça Freitas, quando se analisa a mortalidade observada num determinado período com a mortalidade que seria esperada se não houvesse essa onda, há mais óbitos, o que “não quer dizer que essas mortes fossem evitáveis”

sexta-feira, 15 de julho de 2022

Vila Nova de Foz Côa - Queda de Avião de combate a incêndios na margem esquerda do douro, numa das encostas de uma vinha de castelo Melhor, freguesia de Vila Nova de Foz, provoca a morte do Piloto

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista 


O avião, que combatia o incêndio nos arredores do Predo, concelho de Moncorvo, distrito de Bragança, despenhou-se, pelas 20 horas, numa operação de reabastecimento nas águas do Douro, 
Ao local, acorreu um grupo de Bombeiros de Vila Nova de Foz Côa, que, segundo informações que pudemos recolher, encontraram o corpo já sem vida por entre os destroços da aeronave, destruída pela queda e devastada e queimada pelo fogo que se seguiu.

Fonte da Proteção Civil, refere que se trata de um avião anfíbio Fire Boss, que era pilotado por um piloto de nacionalidade portuguesa, único ocupante do avião anfíbio Fire Boss.

O piloto terá perdido o controlo do avião depois de se ter abastecido com água no rio Douro na zona de Castelo Melhor.

O Presidente da República e o primeiro-ministro lamentam a morte de um piloto português na queda de um avião de combate a incêndios, esta sexta-feira, em Vila Nova de Foz Côa.

“É uma notícia muito muito triste. Era alguém ainda relativamente muito jovem, tinha servido a Força Aérea. Estava no combate ao incêndio em Torre de Moncorvo. É uma perda que choca a todos”, declarou o Presidente da República, à CMTV., que apresentou as condolências à família enlutada, tal como o PM. António Costa.

Também, o Presidente do Município de Foz Côa, João Paulo Lucas, se referiu ao trágico acidente que vitimou o jovem piloto de 30 anos, tendo apresentado igualmente as suas condolências à família enlutada.

Diz a imprensa, que "O desastre desta sexta-feira, que provocou a primeira vítima mortal no combate aos incêndios desta semana, surge numa altura em que as chamas estavam a acalmar em Portugal continental, depois de uma semana em que não deram tréguas. Nos últimos sete dias, 187 pessoas ficaram feridas (93 civis e 90 operacionais) e 865 pessoas foram retiradas das suas casas.

Só esta semana, os incêndios florestais consumiram mais de 25 mil hectares de floresta, elevando o total de área ardida em 2022 para mais de 39.550 hectares. Os dados, ainda provisórios, foram compilados pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). É a maior área ardida desde 2017 – a 15 de Julho de 2017 tinham sido consumidos pelas chamas 74.340 hectares, após o incêndio de Pedrógão Grande, um dos maiores de sempre em Portugal.