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terça-feira, 29 de setembro de 2026

Andorinhas Amiguinhas do peregrino da Luz na Terra e no Mar- Pousam-me no quarto e fazem ninho no beiral de minha casa na aldeia e adoram escutar música mística....

                              Andorinhas Amiguinhas do peregrino da Luz. . O vídeo assim o documenta


                                                                       Testemunho em vídeo

Andorinhas Amiguinhas do peregrino da Luz.
Pousam-me no quarto e fazem ninho no beiral de minha casa
na aldeia e adoram escutar música mística....



As andorinhas, alegres viuvinhas, pousam e acasalam
tranquilamente alpendoradas na sala e no meu quarto
Andorinhas da minha alma, quer cedinho, de manhãzinha,
quando vou à minha aldeia, partilhamos o mesmo teto!
quer em dia luminoso ou ao fim de uma tarde calminha
continuais a ser a minha única companhia.





Desde a Primavera, que tão alegremente nos anunciam,
continuam a ser alegria dos campos e o trinado dos beirais!
Enquanto não chegar o Setembro e o tempo das vindimas
para emigrardes para outros distantes e exóticos espaços,
todos os dias, ali vos ouço chilrear com intraduzível alegria!
Tão queridas me pareceis, que, por vezes, me fazeis lembrar
o mítico milagre de santo Antoninho, apregoando o sermão
aos cardumes, que correriam a escutá-lo
de cabeça fora da água, ante o pasmo
dos povos locais fazendo-me recuar
àqueles solitários e longos dias
quando perdido vogava
numa frágil e tosca piroga
no mar das tempestades
e das podres calmarias
com toda a gama e sorte
de múltiplos e variados peixinhos
atrás da popa da canoa ou lado a lado!

Toninhas, golfinhos, douradas e ate os peixitos zebrados
quando se soltavam da barriga dos tubarões vorazes!
Além dos bandos das aves que iam sobrevoando o mar
ou que à hora nostálgica do crepúsculo iam à proa pernoitar.
E, por vezes, até as baleias, se erguiam, com borrifos inesperados!
E tudo isto, por qual razão?
Pela tão elementar verdade,
de que era e sou também seu irmão!
Por esta tão singular virtude do Universo:
de que, tudo o que vive no mar ou pisa a Terra ou tem asas,
voando na abóbada azul clarinha ou na cinza imensa dos céus,
não é obra do acaso mas filhos divinos do mesmo eterno Deus!

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