Jorge Trabulo Marques - Autor da descobertas e dinamizador dos eventos
Celebração do Equinócio do Outono 23-09-2026 às 08 H- Templos-do-Sol - Em Chãs- De V. N de Foz Côa E ao por do sol às 19H -Associe-se a estas maravilhas megalíticas no maciço dos Tambores - Frente ao alinhamento sagrado da Pedra da Cabeleira de Nª Srª e da Pedra do Caranguejo - Ancestrais calendários solares de antiquíssimas civilizações, que orientavam as suas vidas pelos ciclos das estações do ano.
Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador -
O enorme penedo está orientado no sentido nascente poente, possui uma gruta em forma de semiarco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada no seu eixo no momento em que o Sol se ergue no horizonte, proporcionando uma imagem invulgar
A observação do alinhamento solar decorre, entre as 08.00 e 08.30, no lugar de Quebradas-Tambores, num rochoso planalto sobre o Vale da Ribeira de Piscos, em cujo curso se situam alguns dos principais núcleos de gravuras rupestres classificados como Património da Humanidade. Num local agreste mas encantador - Longe do habitual bulício urbano, em perfeita comunhão com a Natureza e com os olhos postos numa das mais esplendorosas imagens solar
| Num dos floridos equinócios da Primavera junto ao Castro Curral da Pedra |

O Equinócio de outono em 2026 ocorre em Portugal a 23 de setembro à 01h04. O equinócio de outono (assim como o equinócio de primavera) é o momento em que nenhum dos hemisférios da Terra está inclinado em direção ao Sol nem para longe dele. Como resultado, o Sol fica sobre o equador celeste, dando a ambos os hemisférios quase a mesma quantidade de luz solar.
O Equinócio de outono em 2025 Ocorre em 22 de setembro , no hemisfério norte, marcando o início oficial da estação. No hemisfério sul, o próximo equinócio de outono será no próximo ano, em 20 de março de 2026.
Vamos saudá-lo às 08.00 horas no Templo Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nª Srª,com momentos de poesia associados a esplendorosos momentos de luz no momento em que os raios solares do nascer do sol, atravessam a gruta do majestoso calendário pré-histórico

Se as condições atmosféricas o permitirem, os participantes "poderão ali viver momentos de raro esplendor, alegria e misticismo, tal como, em tempos idos, os antepassados, que ali se fixaram, os teriam vivido, quando ali celebravam e saudavam os seus ídolos. Num local Sagrado de cura, cruzado pelas energias bem-fazejas terrestres, que os homens da era da pedra lascada edificaram, cultuaram e veneravam com o seus ritos ancestrais - 40º 59´ 39.94" N - 7º 10´ 35-46" W
Aproveitando, ao mesmo tempo, tal como temos feito em eventos anteriores, para recordar ou destacar esta ou aquela figura que nos pareça digna de ali lhe ser prestada a nossa singela homenagem, com ou sem a sua presença.
Pedra da Cabeleira. É o nome da pedra grande através de cuja fenda se vê o sol nascer nos equinócios. Excluímos a lenda da «cabeleira que Nossa Senhora aí deixou» por ser uma adaptação recente do nome original à religião católica popular. Como a fenda da pedra serve para ver, nos equinócios, o nascer do sol, Cabeleira é uma corrupção de qabal awra [lê-se: cabalaura] em que qabal (do acádico) significa «no meio, mediano, posição ao meio», e awra (do cananita e hebraico) «aurora, nascer do sol». Portanto qabal awra significou literalmente «posição ao meio do nascer do sol», isto é, «posição do nascer do sol ao meio» do ano, «posição mediana do nascer do sol», sendo os equinócios a posição do sol «ao meio» do seu aparente percurso celeste." - Moisés Espírito Santo - Mais pormenores em -
Se quer reviver a mesma imagem que os nossos ancestrais veneravam, o mesmo esplendor solar contemplado pelos povos, que se abrigavam nas cabanas ou por entre as concavidades das rochas, em estreita convivência com a natureza e conhecedores de muitos dos seus segredos, não deixe de estar presente, entre as O8.OO e O8.3O, dia 23, em mais um ato evocativo, no Monte dos Tambores, onde será assinalada a entrada do Equinócio do Outono.Associe-se, pois, à renovação de mais um Ciclo do Planeta Terra, no Hemisfério Norte. Não perca a rara oportunidade.
O Sol, quando nasce, é para todos. Mas existem, no entanto, lugares especiais, onde o seu brilho é como que abençoado e santificado, marca realmente toda a diferença! - Algo tão extraordinário e mágico na sublimidade da sua ascensão, que não deve ser desperdiçado, nem por um instante!

Alinhamento sagrado que parece desafiar as leis do equilibro e da gravidade, tal a acentuada inclinação e aparente frágil base de apoio, ergue-se alpendrado sobre uma enorme laje que descai em forma de altar - Destacando-se, silenciosa e majestosamente, no requebro do alto de um vasto maciço rochoso, conhecido pelos penhascos dos Tambores na vertente granítica do fértil e maravilhoso vale da Ribeira da Centeeira. A mesma linha de água que, depois de correr de sul para Norte e penetrar a leste no apertado e íngreme canhão das ladeiras dos picos, vai desaguar ao Côa, junto à foz da qual se situam um dos mais belos núcleos das gravuras paleolíticas do Vale SagradoOutro alinhamento, no dia 23 de Setembro, pode ser observado ao pôr do sol - Depois das 19 horas às 19 26 03 horas
O primeiro dia do Outono, no maciço dos Tambores, pode ainda ser contemplado junto ao altar que eu batizei de Pedra do Caranguejo, que é de facto a configuração que toma um outro megálito, na mesma área, encimado na laje, cuja base é atravessada pelos raios solares do pôr do sol.
Uma das anteriores observações, foi presenciada por um grupo de estudiosos e entusiastas pelos chamados lugares de poder, . António Oliveira, Eng Informático; António Filipe , de Coimbra; Leandro Batista, Terapeuta, Teresa, Engª Geotécnica
Não tinham relógios nem calendários, como hoje os temos, mas nem por isso deixavam de saber quando uma estação terminava e outra começava. Erguiam enormes blocos ou aproveitam-se de outros já existentes e adaptavam-nos para as suas observações astronómicas. Fazendo deles, além de verdadeiros monumentos, também os seus locais de culto e de cura. Muitos caíram no esquecimento ou foram destruídos. Porém, outros, ainda subsistem em vários pontos do Globo: o mais famoso é Stonehenge e, em Portugal, os templos do sol, no maciço dos Tambores, aldeia de Chãs, onde são celebrados os ciclos do ano e evocados, tempos idos.They had no clocks or calendars, as we have today, but nonetheless failed to tell when one season ended and another began. Stood huge blocks or take advantage of other existing and adapted them to their astronomical observations. Making them but true monuments, also their places of worship and healing. Many fell by the wayside or been destroyed. However, others remain in various parts of the world: the most famous is Stonehenge, and Portugal, the temples of the sun, the mass of the Drums, Chãs village, where they celebrated the cycles of the year and evoked bygone days.
Maravilhas do Megalítico, em Chãs. de Foz Côa e Celorico da Beira: o Chapéu de Deus no Maciço dos Tambores, uma das majestosas heranças megalíticas dos povos que ali se fixaram . Tal como terá acontecido, com o Penedo do Sino, também conhecido como Pedra Sineira, impressionante bloco de granito com formato de cogumelo situado em Lavandeira, no concelho de Celorico da Beira

Pedra Chapéu de Deus - Maciço dos Tambores
IGUAIS OU MUITO PARECIDAS - Monumentais megálitos, encontram-se em diferentes locais da região, de Portugal, da Europa ou do mundo - Não são o resultado de mera obras da natureza, de frutos de acaso e que nem sempre estão ao alcance da compreensão geral ou mesmo arqueológica.
Com o decorrer dos séculos e milénios, é perfeitamente compreensível, que a vasta e diversificada herança megalítica ou de períodos anteriores ou posteriores, por via da erosão provocada pelos agentes mecânicos, químicos e biológicos viesse a fazer desaparecer, a destruir, alterar ou alisar a sua estrutura interna ou externa, dificultando o estudo da sua verdadeira origem e construção.
Não são meras obras da Natureza e do acaso: é dito que o misticismo deste local encontra-se associado às 54 sepulturas antropomórficas observadas em torno deste enorme Penedo, que evidenciam a ocupação humana da região desde o período romano ao medieval. Vem descobrir este místico Penedo, num lugar histórico e em equilíbrio com a natureza!
Mas, no essencial, o maravilhoso s espólio que perdurar, se se proceder à atenta comparação da sua presença parcial ou completa noutros locais, dificilmente o observador ou investigador mais atento, poderá deixar de ir ao encontro de conclusões acertadas ou menos desvirtuada

Ídolos rochosos que transmitem ciência, saberes e misticismo ancestral perdido ou sensivelmente apegado no tempo, mesmo assim perpetuado em majestosos monumentos megalíticos de Pedra - É o que sucede nos maciços dos Tambores e Mancheia, no termo da freguesia de Chãs, concelho de V. N de Foz Côa,

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| solstício 2008 |

No Maciço dos tambores, até à presente data, foram descobertos sete alinhamentos: Pedra da Cabeleireira de Nª Senhora, atravessada pelos raios solares do nascer do sol nos Equinócios; a Pedra do Solstício, alinhada com o pôr do sol do Solstício do Verão; "As Portas do Sol, alinhada com o nascer do sol do Solstício do Inverno e o pôr do sol do Verão; Pedra Phallus Impudicus, alinhada com o nascer do sol do Solstício do Inverno ;a Pedra da Ursa Maior com as sete fossetes, alinhada com os Equinócios e com simbologia ou enquadramento com Ursa Maior e a Pedra Caranguejo, atravessada pelos raios solares do pôr do sol dos equinóciosAntiquíssimas civilizações, que,
embora não dispondo dos instrumentos científicos da atualidade, nem por isso
deixavam de orientar as suas vidas através
dos ciclos das estações da natureza e do ano.
E de erguer gigantescos megálitos, alguns dos quais, configurando bustos de seres humanos, de falos e animais, onde se situam vários calendários pré-históricos, reportados neste site
As imagens que lhe mostramos, identificam, pois, alguns magníficos exemplos, dos vários alinhamento sagrados ou calendários solares, que ainda se encontram em várias partes do mundo
– Diz o texto o seguinte: “ o ancestral guardião chamado também o Guerreiro mostra olhos, boca, nariz ... São misteriosos megálitos, de origem até agora desconhecidos o lugar é formado por rochas gigantescas de milhões de anos que se caracterizam por formas particulares de rara beleza se apresentam em uma atmosfera sugestiva em uma planície entre as Montanhas Peloritani e os Nebrodi, na província de Messina.

Andando pelo caminho que está tocando aqueles enormes blocos de pedra calcária, estão os símbolos da fertilidade: o Menir, masculino e feminino, entre os quais o nascer do sol é observado. Mais adiante estão o Mamute e o Rosto, pedra de expressivo perfil humano. Mais ao norte, você pode ver a Águia, cujo pico parece indicar a presença de uma necrópole. No centro do planalto, há os dois megálitos mais enigmáticos: a deusa Orante, um perfil de mulher em posição de oração, tão perfeita que é difícil acreditar que seja apenas obra da natureza. Ao observar com cuidado, você pode ver as mãos juntas, o longo véu, o rosto e o halo. Alinhado à deusa, existe a Grande Rocha e no espaço entre estas duas você pode ver o pôr do sol.

No platô há também numerosos Mehir, testemunho de uma antiga necrópole; o Cubburi, monumentos funerários de pedra transformados e usados pelos pastores. Todos esses depoimentos imóveis parecem supor que esse território, em uma posição estratégica, teria sido um lugar sagrado, onde rituais ligados ao ciclo de estrelas e solstícios foram desenvolvidos ...Extraido de https://www.facebook.com/eduar.cerna.9/media_set?set=a.2011817499050791&type=3
Antiquíssimas civilizações, que,
embora não dispondo dos instrumentos científicos da atualidade, nem por isso
deixavam de orientar as suas vidas através
dos ciclos das estações da natureza e do ano.
E de erguer gigantescos megálitos, alguns dos quais, configurando bustos de seres humanos, de falos e animais, onde se situam vários calendários pré-históricos, reportados neste site
As imagens que lhe mostramos, identificam, pois, alguns magníficos exemplos, dos vários alinhamento sagrados ou calendários solares, que ainda se encontram em várias partes do mundo
– Diz o texto o seguinte: “ o ancestral guardião chamado também o Guerreiro mostra olhos, boca, nariz ... São misteriosos megálitos, de origem até agora desconhecidos o lugar é formado por rochas gigantescas de milhões de anos que se caracterizam por formas particulares de rara beleza se apresentam em uma atmosfera sugestiva em uma planície entre as Montanhas Peloritani e os Nebrodi, na província de Messina.
– Diz o texto o seguinte: “ o ancestral guardião chamado também o Guerreiro mostra olhos, boca, nariz ... São misteriosos megálitos, de origem até agora desconhecidos o lugar é formado por rochas gigantescas de milhões de anos que se caracterizam por formas particulares de rara beleza se apresentam em uma atmosfera sugestiva em uma planície entre as Montanhas Peloritani e os Nebrodi, na província de Messina.

Andando pelo caminho que está tocando aqueles enormes blocos de pedra calcária, estão os símbolos da fertilidade: o Menir, masculino e feminino, entre os quais o nascer do sol é observado. Mais adiante estão o Mamute e o Rosto, pedra de expressivo perfil humano. Mais ao norte, você pode ver a Águia, cujo pico parece indicar a presença de uma necrópole. No centro do planalto, há os dois megálitos mais enigmáticos: a deusa Orante, um perfil de mulher em posição de oração, tão perfeita que é difícil acreditar que seja apenas obra da natureza. Ao observar com cuidado, você pode ver as mãos juntas, o longo véu, o rosto e o halo. Alinhado à deusa, existe a Grande Rocha e no espaço entre estas duas você pode ver o pôr do sol.
No platô há também numerosos Mehir, testemunho de uma antiga necrópole; o Cubburi, monumentos funerários de pedra transformados e usados pelos pastores.
“Há muito tempo, houve um evento catastrófico. Tudo na terra mudou. Um grupo de gigantes (10-12 pés de altura mais ou menos) com crânios alongados queriam arrumar tudo novamente... não restavam muitos deles... mas se dirigiram aos lugares de poder na terra e começaram a construir megálitos de. Pedra que recativaram a rede da terra com a esperança de que retornará uma nova era dourada. Estudar isso é fascinante mas, a verdadeira razão é também queremos criar uma idade de ouro e queremos entender como eles estavam usando pedras para aproveitar a energia natural da terra. Então podemos usar essas tecnologias para nos tornar felizes a todos novamente. É a fusão do velho e o novo. É a fusão da ciência e da espiritualidade. E é a fusão do sagrado e da diversão. Esse é o projeto céu na terra. Os gigantes deixaram monumentos e registros de como eles se viam em todo o mundo em pedra. Este é no colorado
LUGARES DE PODER, ENERGIA E PURIFICAÇÃO FÍSICA E ESPIRITUAL
Local mágico, pleno de história e de misticismo, dos tais lugares da terra onde a beleza e o esplendor solar podem repetir-se à mesma hora e com a mesma imagem contemplativa de há vários milénios pelos povos que habitaram a área.
l UM DOS MUITOS VESTIGIOS POR MIL DESCOBERTO


“Na anta da Cunha·Baixa (Mangualde), a que me referi a cima, Pág.71, encontrei um objecto de granito, com a conformação indicada na figura 73: o objecto tem de comprimento 1m,20 e de maior largura om,20, apresentando ao longo uma serie de sulcos feitos com toda a regularidade; estava deitado à entrada da camara. Não me parece fácil determinar precisamente o uso d'este objecto. Nunca vi outro igual, conquanto tenha encontrado dentro das antas pedras mais ou menos compridas e irregulares, que talvez lá não fossem postas sem especial intuito I. Num livro do sr. Joly s vem o desenho de um objecto que represento na fig. 74, o qual não deixa de ter alguma parecença com o de cima, embora talvez seja muito menor, e de outra substância; o A. denomina-o registre-se de comptes, Inclino-me a crer que o objecto Cunha-Baixa representa um troféu, designado os sulcos

De facto, a avaliar pelos vestígios arqueológicos, já estudados, o maciço dos Tambores, é um importantíssimo livro aberto da pré-história: sobranceiro a um dos mais belos e férteis vales da hidrografia do Vale do Côa, ali se refugiaram povos muito antigos, nomeadamente do neolítico, calcolítico, da idade do ferro e do bronze, que, aproveitando os naturais abrigos, as cavernas abertas nos enormes megálitos, as concavidades e grutas dos encastelados afloramentos, ali implantaram os seus acampamentos, valendo-se de grotescas lascas e pedras soltas, de cujas construções ainda prevalecem abundantes vestígios -
Assim, como Tom Graves: o radiestesista e escritor inglês,
vindo
expressamente da Austrália, onde reside, para ali confirmar a sua teoria de que «Em toda a parte existe uma intersecção entre as pessoas e o lugar – e o lugar também
tem as suas escolhas.» E, no fundo, cremos ter sido também, este, um dos princípios seguidos por Moisés Espírito Santo , Professor Catedrático Jubilado da Universidade Nova de Lisboa, com o qual trouxe à luz do conhecimento, novos dados e revelações, verdadeiramente espantosas, que não constam na Historia de Portugal, facultando-nos um interessantíssimo estudo interpretativo da toponímia da área -

Diz o distinto investigador - Moisés Espírito Santo - "Visitei o monte dos Tambores para observar o calendário rupestre e dei particular atenção aos nomes dos sítios e das pedras que constituíram o calendário. Vou interpretá-los neste artigo"
"Tambores é nome do monte onde encontramos o calendário rupestre. Tambores é uma corrupção fonética do vocábulo cananita e hebraico tabor que, literalmente, significa «umbigo» e, metaforicamente, «centro da terra, parte mais elevada da terra, umbigo da terra», quer dizer, um monte sagrado. Jerusalém é classificada de «umbigo da Terra» (Ezequiel 38:12). Também existiu na Palestina (antiga Fenícia) um monte Tabor onde o Antigo Testamento (Juizes, 9:38, Deuteronómio 33:19)"
Natural de Longroiva e Professor na Universidade Portucalense, em Gaia, acedendo a um nosso pedido, amavelmente nos enviou uma breve resenha, a partir das suas pesquisas e das suas investigações, de quase uma vida dedicada à causa do património histórico e cultural destas terras e das suas gentes, e cujo texto, que muito nos honra e que muito lhe agradecemos, aqui transcrevemos:
.“O território delimitado pelos concelhos de Meda e de Vila Nova de Foz Côa é de comprovada antiguidade, oferecendo por vezes surpresas e imprevistos arqueológicos. Há mais de 50 anos que venho estudando a Pré-História desta região, tendo em 1956 encontrado testemunhos da presença do Homem do Paleolítico, num abrigo conhecido por Gruta do Cavalinho, onde estava representada a gravura de um cavalo. Esta gruta situa-se perto da Ribeira Teja, na freguesia do Poço do Canto, Meda. Outros testemunhos da arte paleolítica vieram juntar-se a este, principalmente no Vale do Côa e mais a norte do Douro e Vale do Sabor.
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O início da agricultura está ligado ao culto da Deusa Mãe, privilegiando a germinação das plantas. Foi trazido do Médio Oriente para o Ocidente peninsular pelos primeiros povos agricultores.
Junto deste santuário localizei uma pequena cavidade em forma de concha, que poderá ter servido para recolha de sangue proveniente de sacrifícios. Em frente de uma das entradas do abrigo interior daquela fraga, havia uma pedra quadrangular, com 1,5 m. de lado, em forma de arco, que se adaptava perfeitamente, deixando uma abertura suficiente para permitir a entrada dos raios solares..
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O jornalista Jorge Trabulo Marques, natural das Chãs, do concelho de Vila Nova de Foz Côa, que meritoriamente tem pesquisado toda esta área, levantou o problema de se tratar de um calendário solar, tendo o homem pré-histórico aproveitando este monumento natural e adaptando-o, como se comprovou pela presença da pedra, que atrás referi। Esta hipótese não foi levantada despropositadamente, pois está comprovado por testemunhos de períodos coevos em que foram levantados calendários relacionados com a marcação de solstícios de Verão e de Inverno। O culto ao Sol é fundamental nas sociedades primitivas e o conhecimento do calendário das estações para poderem fazer as sementeiras। O culto à Deusa Mãe e ao Sol dos primeiros agricultores está relacionado।

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“Na anta da Cunha·Baixa (Mangualde), a que me referi a cima, Pág.71, encontrei um objecto de granito, com a conformação indicada na figura 73: o objecto tem de comprimento 1m,20 e de maior largura om,20, apresentando ao longo uma serie de sulcos feitos com toda a regularidade; estava deitado à entrada da camara. Não me parece fácil determinar precisamente o uso d'este objecto. Nunca vi outro igual, conquanto tenha encontrado dentro das antas pedras mais ou menos compridas e irregulares, que talvez lá não fossem postas sem especial intuito I. Num livro do sr. Joly s vem o desenho de um objecto que represento na fig. 74, o qual não deixa de ter alguma parecença com o de cima, embora talvez seja muito menor, e de outra substância; o A. denomina-o registre-se de comptes, Inclino-me a crer que o objecto Cunha-Baixa representa um troféu, designado os sulcos

De facto, a avaliar pelos vestígios arqueológicos, já estudados, o maciço dos Tambores, é um importantíssimo livro aberto da pré-história: sobranceiro a um dos mais belos e férteis vales da hidrografia do Vale do Côa, ali se refugiaram povos muito antigos, nomeadamente do neolítico, calcolítico, da idade do ferro e do bronze, que, aproveitando os naturais abrigos, as cavernas abertas nos enormes megálitos, as concavidades e grutas dos encastelados afloramentos, ali implantaram os seus acampamentos, valendo-se de grotescas lascas e pedras soltas, de cujas construções ainda prevalecem abundantes vestígios -
Ali sepultaram os seus mortos, cultuaram os seus deuses, ergueram sagrados altares, que tanto podiam servir como locais de culto e de sacrifícios, como de espantosos observatórios astronómicos. - Assim o testemunham os vários alinhamentos sagrados, já descobertos - direcionados com o fim e o inicio de cada estação do ano - Assim o testemunha o olhar maravilhado de todos aqueles que têm assistido às nossas festas e celebrações, junto desses mesmos altares.
E, assim, o tem comprovado, a especial atenção, dispensada por vários investigadores e estudiosos: nomeadamente, Adriano Vasco Rodrigues, o primeiro investigador a debruçar-se sobre o estudo da Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora; bem como das monografias (Chãs - de Foz Côa e "Por Veredas do Vale do Côa), de Joaquim Manuel Trabulo)dos achados (punhal em bronze) do Eng. Paulo Almeida); dos valiosos contributos dos arqueólogos, Sá Coixão e Gonçalves Guimarães, que, igualmente, desde há vários anos, se têm debruçado sobre o estudo desta área - Além das observações do astrónomo Máximo Ferreira – , que já ali se deslocou por duas vezes, assim como Mila Smões e das visitas de arqueólogos do Parque Arqueológico do Vale do Côa, no perímetro do qual os vários monumentos megalíticos, se encontram localizados - De recordar, particularmente, as escavações levadas a cabo, nas Quebradas, na mesma área, relativamente perto da Pedra da Cabeleira, por António Faustino de Carvalho Carvalho, A. F. (1999) - Os sítios de Quebradas e de Quint Faltava-nos um especialista em Arqueoastronomia mas também já contamos com os seus valiosos estudos - é o Dr. Albano Chaves. http://www.vida-e-tempos.com/2012/03/1-solsticio-do-inverno-nos-templos-do.html
| Adriano Vasco Rodrigues |
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| "Eu sou a Luz do Mundo, diz o Senhor" |
tem as suas escolhas.» E, no fundo, cremos ter sido também, este, um dos princípios seguidos por Moisés Espírito Santo , Professor Catedrático Jubilado da Universidade Nova de Lisboa, com o qual trouxe à luz do conhecimento, novos dados e revelações, verdadeiramente espantosas, que não constam na Historia de Portugal, facultando-nos um interessantíssimo estudo interpretativo da toponímia da área -
Diz o distinto investigador - Moisés Espírito Santo - "Visitei o monte dos Tambores para observar o calendário rupestre e dei particular atenção aos nomes dos sítios e das pedras que constituíram o calendário. Vou interpretá-los neste artigo""Tambores é nome do monte onde encontramos o calendário rupestre. Tambores é uma corrupção fonética do vocábulo cananita e hebraico tabor que, literalmente, significa «umbigo» e, metaforicamente, «centro da terra, parte mais elevada da terra, umbigo da terra», quer dizer, um monte sagrado. Jerusalém é classificada de «umbigo da Terra» (Ezequiel 38:12). Também existiu na Palestina (antiga Fenícia) um monte Tabor onde o Antigo Testamento (Juizes, 9:38, Deuteronómio 33:19)"
O TESTEMUNHO DA PRESENÇA CULTURAL DO HOMEM PRÉ-HISTÓRICO, NESTAS TERRA, - POR ADRIANO VASCO RODRIGUES,
Natural de Longroiva e Professor na Universidade Portucalense, em Gaia, acedendo a um nosso pedido, amavelmente nos enviou uma breve resenha, a partir das suas pesquisas e das suas investigações, de quase uma vida dedicada à causa do património histórico e cultural destas terras e das suas gentes, e cujo texto, que muito nos honra e que muito lhe agradecemos, aqui transcrevemos:
.“O território delimitado pelos concelhos de Meda e de Vila Nova de Foz Côa é de comprovada antiguidade, oferecendo por vezes surpresas e imprevistos arqueológicos. Há mais de 50 anos que venho estudando a Pré-História desta região, tendo em 1956 encontrado testemunhos da presença do Homem do Paleolítico, num abrigo conhecido por Gruta do Cavalinho, onde estava representada a gravura de um cavalo. Esta gruta situa-se perto da Ribeira Teja, na freguesia do Poço do Canto, Meda. Outros testemunhos da arte paleolítica vieram juntar-se a este, principalmente no Vale do Côa e mais a norte do Douro e Vale do Sabor.
.Em 1957, tive oportunidade de estudar a fraga conhecida com o nome da Cabeleira de Nossa Senhora, que classifiquei como santuário pré-histórico, integrado cronologicamente na revolução neolítica। Pelas suas características sugere a existência de um culto ao crânio, característico, na Península Hispânica, da transição do Paleolítico para o Neolítico, segundo o Prof. Pericot. A identificação com uma entidade feminina, que sofreu consagração à Virgem Maria, acompanhada de lenda popular, sugere um culto inicial à Deusa Mãe, símbolo da fertilidade.
O início da agricultura está ligado ao culto da Deusa Mãe, privilegiando a germinação das plantas. Foi trazido do Médio Oriente para o Ocidente peninsular pelos primeiros povos agricultores.


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O início da agricultura está ligado ao culto da Deusa Mãe, privilegiando a germinação das plantas. Foi trazido do Médio Oriente para o Ocidente peninsular pelos primeiros povos agricultores.




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O início da agricultura está ligado ao culto da Deusa Mãe, privilegiando a germinação das plantas. Foi trazido do Médio Oriente para o Ocidente peninsular pelos primeiros povos agricultores.Junto deste santuário localizei uma pequena cavidade em forma de concha, que poderá ter servido para recolha de sangue proveniente de sacrifícios. Em frente de uma das entradas do abrigo interior daquela fraga, havia uma pedra quadrangular, com 1,5 m. de lado, em forma de arco, que se adaptava perfeitamente, deixando uma abertura suficiente para permitir a entrada dos raios solares..
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O jornalista Jorge Trabulo Marques, natural das Chãs, do concelho de Vila Nova de Foz Côa, que meritoriamente tem pesquisado toda esta área, levantou o problema de se tratar de um calendário solar, tendo o homem pré-histórico aproveitando este monumento natural e adaptando-o, como se comprovou pela presença da pedra, que atrás referi। Esta hipótese não foi levantada despropositadamente, pois está comprovado por testemunhos de períodos coevos em que foram levantados calendários relacionados com a marcação de solstícios de Verão e de Inverno। O culto ao Sol é fundamental nas sociedades primitivas e o conhecimento do calendário das estações para poderem fazer as sementeiras। O culto à Deusa Mãe e ao Sol dos primeiros agricultores está relacionado।

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Também já num tempo pré-histórico mais próximo dos nossos dias, temos o exemplo de Stonehenge, convidando à observação do Sun rose e do summer solstice. Na Irlanda, o túmulo chamado New Grange, mostra uma abertura pela qual entra a luz solar no dia do solstício de Inverno percorrendo a câmara até à sua parede final.
Poderei citar muitos mais testemunhos da riqueza pré-histórica da região, os quais localizei através das minhas prospecções, entre eles, necrópoles, grutas, abrigos, castros e dos mais representativos a Estátua-menhir de Longroiva, representando um homem, possivelmente um caçador, acompanhado pelo mesmo equipamento do homem encontrado na geleira do Tirol, em Setembro de 1991, entre a Itália e a Suíça, conhecido por Ossi.
Poderei citar muitos mais testemunhos da riqueza pré-histórica da região, os quais localizei através das minhas prospecções, entre eles, necrópoles, grutas, abrigos, castros e dos mais representativos a Estátua-menhir de Longroiva, representando um homem, possivelmente um caçador, acompanhado pelo mesmo equipamento do homem encontrado na geleira do Tirol, em Setembro de 1991, entre a Itália e a Suíça, conhecido por Ossi.















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