Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Organizador das celebrações nos alinhamentos sagrados desde 2002
A próxima celebração do Equinócio do Outono, é dia 23, com momentos poéticos e evocação à memória do Dr José Azeredo Perdigão, 37 anos na presidência da Fundação Gulbenkian, bem como de sua esposa Madalena Maria Madalena de Azeredo Perdigão, outro rosto, Criativo, Dinamizador, Tutelar e Mítico da Gulbenkian - Uma das maiores e mais importantes fundações da Europa e do mundo
A voz de José Azeredo Perdigão - Tributo à sua memória do jornalista que o entrevistou e o que vai recordar na celebração do equinócio do Outono, dia 23 do corrente, às 08 horas, num dos alinhamentos sagrados dos templos-do-sol, em chãs, de V. N. de foz Côa. quatro dias depois de passarem 130 anos do seu nascimento
Fundação Gulbenkian - Azeredo Perdigão – 1896-1993 Recordando a voz e o homem na 1ª pessoa –“Administração da Fundação Gulbenkian, absorve-me toda a minha atividade... Hoje a minha vida é esta cadeira, onde estou sentado” - “Eu não sou velho, sou antigo!... Que é uma coisa diferente.
Associe-se à maravilha do Olho de Hórus no Equinócio do Outono 23-09-2026 às 08 horas. Um dos símbolos mais fascinantes da mitologia egípcia - A contemplar num dos altares dos Templos-do-Sol, arredores da aldeia de Chãs. de V. N. de Foz Côa erguido no Maciço dos Tambores, onde termina a Meseta Ibérica e principia o reino do xisto - A que uma lenda cristã, passou a chamar de Pedra da Cabeleira de Nª Sra, por ali ter deixado os cabelos gravados durante a sua fuga para o Egito
Local mágico, pleno de história e de misticismo, dos tais lugares da terra onde a beleza e o esplendor solar podem repetir-se à mesma hora e com a mesma imagem contemplativa de há vários milénios pelos povos que habitaram a área: longe do habitual bulício urbano, em perfeita comunhão com a Natureza e com os olhos postos numa das mais esplendorosas imagens solares
E, se tocar um instrumento musical, não deixe de o levar para melhor sentir - corporal e espiritualmente - a intrínseca beleza do fenómeno astronómico proporcionado pelo nascer do sol no majestoso alinhamento sagrado. Sim, confiantes de que as condições atmosféricas o permitam: as nuvens não ofusquem os raios solares que atravessam o semiarco da sua gruta marca o início do Outono no Hemisfério Norte.
Este é, pois, um dos alinhamentos sagrados, erguidos nas proximidades, das muralhas de um antigo castro, que se situa no ponto mais proeminente do granítico planalto do maciço dos Tambores e Mancheia, no qual termina a Meseta Ibérica e começa o reino do xisto e se localiza um dos principais núcleos de gravuras rupestres classificados como Património da Humanidade. - O Núcleo de gravuras da Ribeira dos Piscos
O monumental megálito do Olho de Hórus, conhecido por Pedra da Cabeleira de Nª Srª, está orientado no sentido nascente poente, possui uma gruta em forma de semiarco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada no seu eixo no momento em que o Sol se ergue no horizonte, proporcionando uma imagem invulgar -Situa-se num pardo ermo de um impressionante afloramento granítico, conhecido por Tambores, numa vasta área de abundantes vestígios pré-históricos, entre os quais avulta o Castro do Curral da Pedra
Antigas civilizações, “entendiam que os locais de poder eram curativos, davam vigor, e geralmente é uma experiência particular. Locais especiais nos ajudam a que possamos reconstruir um momento de plenitude, onde nosso espírito se abre, sentindo abarcar o mundo
Ídolos rochosos que transmitem ciência, saberes e misticismo ancestral perdido ou sensivelmente apegado no tempo, mesmo assim perpetuado em majestosos monumentos megalíticos de Pedra - É o que sucede nos maciços dos Tambores e Mancheia, no termo da freguesia de Chãs, concelho de V. N de Foz Côa,
Artista João Canto e Castro.
E, quando, a Virgem Maria se retirou, que os seus cabelos teriam ficado gravados na rocha, aonde tinha encostado a cabeça " No entanto, para o saudoso Prof. Moisés Espírito Santo, o significado deste símbolo de uma pintura rupestre que ali existe no topo de um nicho à entrada do lado direita deste alinhamento sagrado, teria mesmo o significado de símbolo solar.
Entre outras referências do importante estudo que nos ofereceu, disse: "Visitei o monte dos Tambores para observar o calendário rupestre e dei particular atenção aos nomes dos sítios e das pedras que constituíram o calendário. O que vou expor não consta nos livros de História de Portugal onde notamos uma crassa ignorância e uma verdadeira fobia quanto à cultura dos nossos antepassados lusitanos
E, referindo-se, ao Maciço dos Tambores, sublinhou “Tambores «é o nome do monte onde encontramos o calendário rupestre. Tambores é uma corrupção fonética do vocábulo cananita e hebraico tabor que, literalmente, significa «umbigo» e, metaforicamente, «centro da terra, parte mais elevada da terra, umbigo da terra», quer dizer, um monte sagrado. Jerusalém é classificada de «umbigo da Terra» (Ezequiel 38:12).
Também existiu na Palestina (antiga Fenícia) um monte Tabor onde o Antigo Testamento (Juizes, 9:38, Deuteronómio 33:19) situa um santuário hebraico e sobre o qual Jesus se transfigurou perante alguns discípulos (Mateus 17:1-9). O monte dos Tambores, em Foz-Coa, foi um santuário lusitano/fenício ao Sol, como vamos ver” – Excertos das suas palavras.
Equinócio do Outono 23-09-2026 - Momento em que a Terra é iluminada pelo Sol de igual forma no hemisfério sul como no hemisfério norte - , vai ser celebrado, no próximo dia 23, entre as 08.00 e as 08.30 da manhã, frente ao portal de um antigo santuário rupestre, em Chãs, concelho de V. N de Foz Côa, conhecido por Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora, com momentos de música, de poesia e uma cerimónia religiosa alusiva à bênção dos frutos
Se quer reviver a mesma imagem que os nossos ancestrais veneravam, o mesmo esplendor solar contemplado pelos povos, que se abrigavam nas cabanas ou por entre as concavidades das rochas, em estreita convivência com a natureza e conhecedores de muitos dos seus segredos, não deixe de estar presente, entre as O8.OO e O8.3O, dia 23, em mais um acto evocativo, no Monte dos Tambores, onde será assinalada a entrada do Equinócio do Outono.
Não tinham relógios nem calendários, como hoje os temos, mas nem por isso deixavam de saber quando uma estação terminava e outra começava. Erguiam enormes blocos ou aproveitam-se de outros já existentes e adaptavam-nos para as suas observações astronómicas. Fazendo deles, além de verdadeiros monumentos, também os seus locais de culto e de cura. Muitos caíram no esquecimento ou foram destruídos. Porém, outros, ainda subsistem em vários pontos do Globo: o mais famoso é Stonehenge e, em Portugal, os templos do sol, no maciço dos Tambores, aldeia de Chãs, onde são celebrados os ciclos do ano e evocados, tempos idos.
Alinhamento da Pedra Carangueijo ao pôr do sol - Nos Equinócios
São conhecidos por alinhamentos sagrados, remontam ao período megalítico e existem em várias partes do mundo, mas sobretudo na Europa. Sendo o mais famoso o Stonehenge. Muitos destas gigantes estruturas estão em perfeito alinhamento com os corpos celestes, especialmente com os Equinócios e os Solstícios - Perpetuam memórias de verdadeiros calendários astronómicos, que antigas civilizações elegeram como especiais locais de culto – No maciço dos Tambores
Durante a ocupação romana da Península Ibérica (Lusiânia e Galécia), os cultos orientais expandiram-se por todo o império. O culto à deusa egípcia Ísis e a Serápis chegou ao atual território português. Vestígios arqueológicos — como inscrições epigráficas, estatuetas e amuletos descobertos em cidades romanas como Olisipo (Lisboa), Bracara Augusta (Braga) e Scallabis (Santarém) — comprovam que as populações locais integraram divindades egípcias nos seus rituais religiosos diários há dois mil anos.
É recordado por Joaquim Trabulo, filho do irmão de minha mãe, Acácio Trabulo, no seu livro"Por Veredas do Vale do Côa - Roteiros de Chãs, acerca da origem da chamada Pedra da Cabeira de Nª Sra, cuja gruta em forma de semiarco é atravessada pelos raios solares do nascer do sol no 1º dia dos Equinócios do Outono e da Primavera, " que o lugar do santuário rupestre parece conter uma certa magia e um certo segredo! (...)
"Sabemos que no antigo Egipto do concelho de Longroiva, que abrangia esta zona até ao Côa, existiu uma povoação chamada Izeda. Nas inquirições de D. Dinis, a descrição do julgado de Longroiva diz o seguinte: "Dizem as testemunhas de Longronha e Muxagata e Izeda e outros lugares que o herdamento do Temple tragem tudo por honra" (...) Ora, Pinho Leal, no seu dicionário Corográfico, diz que "Ized"a (...) também pode ser derivada de Isidis e cujo culto se propagou por quase todo o mundo, sendo também adoptado pelos Suevos"
Isis chegou a ser considerada no mundo romano a imagem da deusa universal; e em sua honra celebraram-se mistérios iniciáticos e grandes festas públicas. Para os egípcios era a deusa da fertilidade e os gregos compararam-na a Frodite, a protetora do amor. Isis casou com Osiris, seu irmã, tendo resultado desse casamento um filho - Hórus, o terceiro membro da trindade egípcia."
(...) O lugar do Santuário Rupestre da Pedra de Nº Sra, que se ergue sobre uma laje de um recinto circular amurado com 150 metros de perímetro, tendo-lhe sido dado o nome de uma lenda cristã, de que "durante a fuga de Nª Srª para o Egipto, ao passarem pelo maciço dos Tambore, num acalorado dia de Verão, descansaram debaixo dessa lapinha. E, quando, a Virgem Maria se retirou, os seus cabelos ficaram gravados na rocha, aonde tinha encostado a cabeça " -Sim, de uma pintura rupestre que ali existe no topo de um nicho à entrada do lado direita deste alinhamento sagrado.
O primeiro dia do Outono, no maciço dos Tambores, pode ainda ser contemplado junto ao altar que eu batizei de Pedra do Caranguejo, que é de facto a configuração que toma um outro megálito, na mesma área, encimado na laje, cuja base é atravessada pelos raios solares do pôr do sol.
Uma das anteriores observações, foi presenciada por um grupo de estudiosos e entusiastas pelos chamados lugares de poder, . António Oliveira, Eng Informático; António Filipe , de Coimbra; Leandro Batista, Terapeuta, Teresa, Engª Geotécnica
LUGARES DE PODER, ENERGIA E PURIFICAÇÃO FÍSICA E ESPIRITUAL
Este um dos sete alinhamentos existentes no planalto do Maciço dos Tambores e suas vertentes, , sobranceiro ao maravilhoso e férti vale da Ribeira Centeeira, onde termina a Meseta Ibérica da pedra granítica e principia o reino xisto.
Até à presente data, foram descobertos sete alinhamentos: Pedra da Cabeleireira de Nª Senhora, atravessada pelos raios solares do nascer do sol nos Equinócios; a Pedra do Solstício, alinhada com o pôr do sol do Solstício do Verão; "As Portas do Sol, alinhada com o nascer do sol do Solstício do Inverno e o pôr do sol do Verão; Pedra Phallus Impudicus, alinhada com o nascer do sol do Solstício do Inverno ;a Pedra da Ursa Maior com as sete fossetes, alinhada com os Equinócios e com simbologia ou enquadramento com Ursa Maior e a Pedra Caranguejo, atravessada pelos raios solares do pôr do sol dos equinócios
Não são meras obras da Natureza - Mas ancestral herança dos povos que ali se fixaram e de que ainda persistem abundantes vestígios, quer de utensílios, quer de abrigos como das mais variadíssimos sinais da sua presença-
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| solstício 2008 |
De facto, a avaliar pelos vestígios arqueológicos, já estudados, o maciço dos Tambores, é um importantíssimo livro aberto da pré-história: sobranceiro a um dos mais belos e férteis vales da hidrografia do Vale do Côa, ali se refugiaram povos muito antigos, nomeadamente do neolítico, calcolítico, da idade do ferro e do bronze, que, aproveitando os naturais abrigos, as cavernas abertas nos enormes megálitos, as concavidades e grutas dos encastelados afloramentos, ali implantaram os seus acampamentos, valendo-se de grotescas lascas e pedras soltas, de cujas construções ainda prevalecem abundantes vestígios -
Ali sepultaram os seus mortos, cultuaram os seus deuses, ergueram sagrados altares, que tanto podiam servir como locais de culto e de sacrifícios, como de espantosos observatórios astronómicos. - Assim o testemunham os vários alinhamentos sagrados, já descobertos - direcionados com o fim e o inicio de cada estação do ano - Assim o testemunha o olhar maravilhado de todos aqueles que têm assistido às nossas festas e celebrações, junto desses mesmos altares.

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