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sábado, 12 de março de 2016

FOZ CÔA - ADEGA COOPERATIVA ARROMBADA E POSSIVELMENTE ASSALTADA - PORTAS ARREBENTADAS E JANELAS FRANQUEADAS - IMAGEM DE DESLEIXO E ABANDONO

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A Adega Cooperativa de Vila Nova de Foz Côa foi arrombada, através de uma das portas traseiras, que dá acesso aos armazéns, laboratório, cubas, entre outros serviços e, possivelmente, objecto de assalto e de roubo.
Ontem, ao fim de tarde, por volta das 18.00, o autor deste blogue e um dos sócios desta instituição vitivinícula, ao visitarmos o local, para nos inteiramos do estado de abandono, em que presumíamos que a mesma se encontrasse, deparamos com uma das portas rebentadas (conforme documentam as imagens) e, aberta, uma das janelas.
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Já nos encontramos em Lisboa, ainda pensámos alertar as autoridades da inconcebível situação, mas tínhamos que regressar à capital, onde residimos, aproveitando o transporte de pessoa amiga, pelo que não nos foi possível efectuarmos tal diligência. Apelamos, pois, a quem de direito para que tome as devidas providências.Contamos, no entanto, que o sócio da adega, que nos acompanhou, logo que lhe seja possível, dê conhecimento da ocorrência à GNR.

O Armazém está à mão de semear - Se ainda não foi objecto de roubo, pelos menos existe uma abertura que permite o saque - O aspecto é de verdadeira desolação e abandono. Quem espreite pela porta de vidro da entrada para o escritório, pode ver correspondência amontoada no chão
No seguimento da actualização deste blogue, podemos acrescentar que já telefonámos ao Posto da GNR de V. Nova de Foz Côa, ao qual transmitimos a observação que fizemos, no local, ao fim da tarde. de ontem. Atendeu-nos o Agente Pinto, que ficou de comunicar a ocorrência ao superior hierárquico..

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Nas traseiras, existem máquinas expostas às intempéries, garrafões e grades de garrafas abandonadas - Além de outros utensílios.
Urge fazer um levantamento do seu espólio e encarregar alguém, suficientemente idóneo e responsável, que zele pelo que ainda resta do esforço e do suor de centenas de agricultores, muitos dos quais, com as suas vidas, completamente arruinadas, já que não lhe foram pagas as suas colheitas - única forma de prover ao sustento pessoal e do seu agregado familiar
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EDITAL AFIXADO NA PORTA DE VIDRO DO ESCRITÓRIO









DECLARADA A INSOLVÊNCIA POR TRÊS ANOS PARA QUE A NOVA DIRECÇÃO REABILITASSE A ADEGA COOPERATIVA DE VILA NOVA DE FOZ CÔA MAS SÓ CONTRIBUÍRAM AINDA MAIS PARA O SEU AFUNDAMENTO
Segundo apuramos, bastaria que, os responsáveis pela direcção da adega, pagassem os juros aos credores – à volta de 100 mil euros – Mas nem isso fizeram.
Existia vinho nas cubas e milhares de garrafas, mas manifestaram-se incapazes de promover à sua venda. E nem sequer pagaram a todos os sócios que depositaram as suas colheitas, em 2009, e tinham os cheque em seu poder mas não lhe deram conhecimento. Como se já não bastassem as falcatruas da gestão de Azevedo e companheiros, endividando a adega, não pagando a credores e nem aos aos associados, ainda por cima, só faltava mais esta: os que lhe fecharam as portas: nem ao menos se dignaram enviar um simples postal para levantarem o que lhe era devido.
O único dado novo é que, alguns dos elementos que estiveram ligados à última direcção, em vez de pugnarem pelo funcionamento da sua secção de vendas, formaram uma empresa e abriram uma outra loja, logo em frente
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ENCERRAMENTO DO PROCESSO DE INSOLVÊNCIA EM 15-10-2010 MAS AS CHAVES DAS INSTALAÇÕES SÓ FORAM ENTREGUES NO FINAL DO ANO.
Conforme refere o edital , que se encontra afixado na porta do escritório, a decisão do processo foi determinada por sentença proferida a 15/10/2010
Efeitos de encerramento. Os credores da insolvência podem exercer os seus direitos contra o devedor que não as constantes do plano de insolvência,
constituindo para o efeito título executivo a sentença homologatória de plano de pagamentos, bem como a sentença homologatória do plano de insolvência, conforme art.233ª, nº1, al.c) do C.I.R.E.

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Ainda passamos pelas instalações da Cooperativa dos Olivicultores de V.N. de Foz Côa, mas não deparamos com qualquer anormalidade - A cooperativa laborou normalmente na última colheita, sob a direcção do Eng. Patrício e já possibilitou aos agricultores que pudessem levantar o seu azeite. Tivemos conhecimento de que tudo tem feito para defender os interesses dos associados . Congratulamos-nos pelo esforço
O único facto a lamentar - segundo entretanto nos foi comunicado - é que, as actas e outros documentos desta cooperativa, relacionados com a gestão do Eng. Fernando de Azevedo, Dr. Saldanha e Sr. Adriano, que dirigiam as duas cooperativas (vinho e azeite), terão desaparecido.
Depois do disco rígido da Adega Cooperativa, ter sido encontrado na rua, veio a saber-se que também a contabilidade, actas e demais documentos da Cooperativa dos Olivicultores. levou sumiço.
Outra fonte informou-nos, porém, que, algumas dessas actas, bem como as da Adega, se encontram averbadas aos processos que decorrem no Tribunal. Se assim for, e se estiverem lá todas, o que se deseja é que a justiça cumpra a sua função.
Na verdade, o que nos deixou chocado - mas não surpreendido - foi realmente o abandono a que se encontram as instalações da instituição que chegou a ser uma das mais importantes adegas cooperativas do Douro - Atente-se no aparente contra-senso ou no oportunismo: encerra-se uma secção de vendas e abre-se, logo em frente, uma outra - praticamente pelas mesmas pessoas que estiveram à frente da última direcção.
Não foi nada que nos surpreendesse. Pois já havíamos manifestado a nossa preocupação, na postagem ADEGA COOPERATIVA DE FOZ CÔA - COVEIROS ENCERRAM-LHE AS PORTAS E CENTENAS DE AGRICULTORES VÃO FICAR A ARDER... -
Eis alguns excertos
"DECLARADA A FALÊNCIA NO TRIBUNAL JUDICIAL DE V. NOVA DE FOZ CÔA, RECOMENDARIA TALVEZ O BOM SENSO (NÃO SEI SERÁ MESMO ESSE ATÉ O PROCEDIMENTO LEGAL) QUE SELASSE AS PORTAS OU MUDASSE DE FECHADURAS ATÉ NOMEAR COMISSÃO LIQUIDATÁRIA.
" VAMOS ENTREGAR A ADEGA AO TRIBUNAL... NÓS QUEREMOS QUE NÃO FIQUE LÁ DINHEIRO NOS COFRES" "QUEM QUISER IR LEVANTAR O DINHEIRO, PAGAMOS-LHES E TEM QUE SER NOS PRÓXIMOS DIAS; OS QUE NÃO APARECEREM, O PROBLEMA É DELES!" - Justificação dada, recentemente, a quem esperava que a direcção da Adega se dignasse enviar ao menos um simples ofício.



Transferiram a secção de vendas de sítio. Andaram por lá a vender e a oferecer as melhores reservas de garrafas, como quiseram e lhes apeteceu - (a mim ainda me ofereceram uma garrafita, obrigado). Não criaram um site na Internet para promoção dos produtos, por forma a darem conhecimento dos relatórios (elaboram-os?) e prestarem informações aos associados e ao público. Resta saber qual o destino que teve o produto das vendas que fizeram.


Hipotecadas ou vendidas milhares de garrafas, não se sabe como. E outras terão, certamente, desapreciado. Tal o desleixo em que os armazéns se encontravam, sem uma vigilância eficaz e, porventura, com chaves copiadas – sabe-se lá por quem; com portas franqueadas e acessíveis, tanto quanto nos pareceu, quase ao deus dará, sim, não é de excluir que , das suas avultadas reservas, que ali fotografei, pouco mais restem que uma sombra da herança (dos milhões de garrafas) que, Abílio Pereira, lá deixara, quando foi eleito para a Direcção da Casa do Douro

Negociaram-se créditos com empresas espanholas fantoches, sem se preocuparem conhecer minimamente a sua credibilidade.
Perderam-se ou extraviaram-se mais uns quantos milhares ou milhões de euros em operações desastrosas.
Estou em crer que se se contasse todo o historial das “façanhas”do dito artista, não chegaria um livro.
COMO SE NÃO BASTASSEM AS TRAPAÇAS INFLIGIDAS POR AZEVEDO EM COLHEITAS QUE NÃO FORAM PAGAS, E QUE TANTOS TRANSTORNOS JÁ PROVOCARAM NA VIDA DOS ASSOCIADOS E SUAS FAMÍLIAS, AGORA SURGE A DECISIVA MACHADADA:

ESTES QUE, AGORA ESTÃO DE DEBANDADA, DERAM-LHE A ESTOCADA FINAL E VÃO FAZER-LHE O ENTERRO, COM REGISTO DE CRUCIFICAÇÃO, EM PLENO TRIBUNAL PARA SACUDIREM RESPONSABILIDADES, COMO JUDAS FEZ A CRISTO - JÁ QUE, A SENTENÇA DAS MALFEITORIAS, DIFICILMENTE ALGUMA VEZ SERÁ DADA

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RECORREM A UM PROCESSO DE INSOLVÊNCIA; HIPOTECAM MILHARES DE GARRAFAS PARA NADA – FOI APENAS MAIS UMA FORMA DE LHE PROLONGAREM O ÓBITO- TRÊS ANOS E MEIO COM PERDÃO DE JUROS; DOZE A UMA TAXA FIXA DE 3% – AOS SÓCIOS 500 EUROS POR PIPA NO ACTO DA ENTREGA DO CARTÃO - FOI TUDO BALELA.
Os sucessores da desastrosa direcção liderada por Azevedo, Saldanha e Adriano, moveram diligências junto da banca para que esta perdoasse os 10 mil de contos de juros que a Adega estava a contrair, todos os meses. Lograram esse perdão, por três anos e uma taxa fixa de 3%..Foi apresentado um pedido de insolvência ao Tribunal da Comarca de Foz Côa, nos termos do Código da Insolvência e da Recuperação de Empresas, com o objectivo de imprimir "novo rumo e retomar a confiança e a credibilidade, junto dos associados, fornecedores, banca e clientes".

Houve milhares de garrafas que tiveram de ser hipotecadas – afirmações feitas a um punhado de associados da Adega Cooperativa, numa reunião de esclarecimento, que teve lugar no salão da Junta de Freguesia de Chãs, em que também participei. A mesma explicação foi prestada, noutras reuniões que decorreram, junto dos associados, na sede do concelho e noutras freguesias.
.PROMETERAM PAGAR O VINHO GENEROSO E NÃO PAGARAM A TODOS - MAS O IVP GARANTIU-LHES A GUITA.
OS POUCOS AGRICULTORES, QUE SE VÊEM NA IMAGEM AO LADO - NUMA DAS SESSÕES, PROMOVIDAS NAS VÁRIAS FREGUESIAS - , EMBORA JÁ COM OS BOLSOS ARDER, LÁ OS OUVIRAM COM ATENÇÃO, MAS SABE-SE LÁ PORÉM COM QUE MÁGOA E DESCRENÇA NA ALMA.

Foi assegurado aos agricultores, que a sua Adega ia poder ganhar novo fôlego e retomar a sua actividade. Que não iam ser pagas as colheitas em atraso, aos associados, mas, pelo menos, era-lhes dada a garantia de receberem 500 euros por pipa, logo que fizessem a entrega do cartão do benefício, sendo a restante importância paga, por transferência bancária, no princípio do ano seguinte, através do Instituto do Vinho do Douro e Porto.
Esta foi a forma encontrada - diziam nessas reuniões - de ”salvarem a adega” e a incutirem confiança nos sócios O dinheiro não seria disponibilizado pelo referido organismo, que serviria apenas como mero garante para o cumprimento da sua entrega. Além disso, foi ainda sublinhado de que a Cooperativa ia poder dispor dos serviços de um enólogo, enviado gratuitamente pelo Ministério da Agricultura, graças ao envolvimento da Câmara Municipal"
Tudo não passou de meras promessas

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