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quarta-feira, 24 de maio de 2023

Caso Maddie – Pistas a Christian Brueckner?!... Visto numa perspetiva mediúnica - Escrevi em 2008 e 2012 “QUEM RAPTOU E MATOU, NÃO VIVIA LONGE de Madeleine McCann – Não para abuso sexual mas para adoção, dadas as semelhanças com uma criança falecida de um casal da mesma nacionalidade – O golpe deu fiasco por demasiado brado e o recurso não podia ser outro senão o de se silenciar a vítima e dar-se sumiço ao corpo.

  Jorge Trabulo Marques  - sob pseudónimo de Luís de Raziell - 

CASO MADDIE VISTO NUMA  PERSPECTIVA  EXTRA-SENSORIAL - Pelo que  nada mais se poderá acrescentar ou  declarar 

Não há crimes perfeitos mas sim investigações imperfeitas. (..) Disse-o na altura do seu desaparecimento: Madeleine McCann, está desaparecida desde 3 de maio de 2007, quando sumiu de um apartamento do resort algarvio onde dormia com os irmãos enquanto os pais jantavam naquela área.  - Ia completar 4 anos.- Julgo que bateram à porta e, quando abriu, foi raptada com a promessa de que ia ser levada para junto dos pais. E depois de seguida nasalmente anestesiada - Fiquei muito impressionado com a minha percepção intuitiva quando vi a noticia e, naquela noite, me pus a reflectir 


 Creio que o adolescente Rui Pedro foi traído por intuitos  diferentes -  A que me refiro em  https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2011/11/tributo-ao-desaparecido-rui-pedro-o.html

A noticia volta a ser manchete nos média, 16 anos depois  do desaparecimento da infeliz criança Madeleine McCann – Mas, a verdade, é que, já o ano passado, em  22/04/2022 , o jornal O Globo dava conta de uma noticia divulgada pelo "The Sun", de que, “após uma longa investigação por autoridades em Portugal, Alemanha e Reino Unido, agora há evidências potencialmente cruciais que podem resolver o mistério do desaparecimento da menina britânica Madeleine McCann.”

Referindo, que, “uma fonte próxima à investigação disse que Brückner permaneceu "impassível" com o anúncio e continuou negando ter "qualquer coisa a ver com o desaparecimento de Maddie". Ele está atualmente preso na Alemanha por estuprar uma cidadã americana de 72 anos em 2005, na Praia da Luz, em Portugal, a mesma onde Madeleine foi vista pela última vez, e por acusações de tráfico de drogas. https://oglobo.globo.com/mundo/sete-evidencias-que-fazem-de-christian-bruckner-principal-suspeito-pelo-desaparecimento-de-madeleine-mccann-25484964 

Entretanto, agora é dada a noticia de “A Polícia Judiciária de Portugal retomou nesta terça-feira as investigações a respeito do desaparecimento de Madeleine McCann. Dez investigadores, acompanhados de integrantes dos Bombeiros da região de Silves, estiveram na Barragem do Arade, no sul do país. Policiais alemães da BKA e ingleses da Scotland Yard, que terão funções de observação.

A Barragem do Arade está a cerca 50 quilômetros do último local onde a britânica, então com 4 anos, foi vista em 2007. As autoridades montaram um posto de comando na área, com o propósito de coordenar a nova operação de buscas no local https://sicnoticias.pt/especiais/caso-maddie---10-anos/2023-05-22-Caso-Maddie-quem-e-Christian-Brueckner--Que-indicios-existem-contra-o-alemao--1a070384

UM VIOLADOR ASSUMIDO NUNCA FICA DEPRIMIDO E ATÉ GOZA SE PUDER SOMAR MAIS ALGUNS IMAGINÁRIOS OU FICTÍCIOS CRIMES AO CURRÍCULO DOS  QUE COMETEU - Não era o caso - Julgo que, quem a raptou era para  superar a falta da falecida filha -  Bateram à porta e, quando a criança, a veio abrir  nem sequer gritou - Disseram-lhe que ia ser levada para junto dos pais. Julgo que depois foi anestesiada via nasal  - E quem o fez percebia da matéria. – Quando o crime foi badalado, não se importaram de vir despistar  -Pois o criminoso, geralmente, volta sempre ao local do crime.  Esta foi a minha perceção  - Falível como qualquer perceção extrassensorial – A advinhação está fora do alcance humano. 

Não me surpreenderia, até, que, no superego de um cadastrado, com a bitola de Christian Brueckner, queira até dar-se ao desplante ou ao luxo de se arvorar em autor de um caso tão mediatizado para  sentir  ainda mais adrenalinado no seu foro de violador, baralhando os investigadores  - Pessoalmente, por razões profissionais,  conheço bem as mentes dos mais perigosos criminosos de Portugal "Quando mato alguém fico um bocado deprimido

Exprimo-me, não tanto na qualidade de analista mas sobretudo como espiritualista e numa perspectiva intuitiva e mediúnica. Recuso-me porém a apontar seja quem for. Até porque a mediunidade não é o reflexo de uma vontade determinada ou de uma visão absolutamente certa e infalível: é uma propensão, é uma faculdade, mas falível como qualquer outra. Mas é muito importante.

"Ás vezes vejo o seu corpo a ser levado para um local afastado e ermo; mas também (e com mais nitidez, vendo-a a ser enterrado num dos jardins de uma vivenda  da Praia da Luz." - E  também acredito, que,  dia virá, em que, do lado do além, seus olhos possam servir de farol à descoberta dos seus restos mortais. 



Tal como já referi na primeira postagem, sobre este caso a nova investigação a que se está a proceder, peca por tardia - O que começa torto, torto acaba. Quando podiam ter apanhado o criminoso (os)   deixaram de o (os) perseguir. Agora é tarde - Nem os restos mortais são reconhecíveis Depois de terem cá vindo uns quantos soldados, vieram agora uns quantos policias, boa ideia: os nossos jornais também estão necessitados de mais histórias e nós precisamos de desanuviar.

 
Sou um dos  adeptos da radiestesia. Apercebi-me dessa faculdade, em Santo Tirso, nos meus tempos de estudante na Escola Agrícola. Um dos meus professores era vedor e, numa aula prática no campo,  sugeriu para que os alunos experimentassem a varinha. Eu fui um dos poucos em que a mesma vergou.  Foi através dessa faculdade,  que eu  passei a experimentá-la para outros fins: o primeiro teste que fiz, foi com o rapto de Aldo Moro. A que me refiro mais adiante. Testei as minhas faculdades fazendo passar um pêndulo sobre um mapa da cidade de Roma. E creio que não me enganei.  O presidente do Partido Democrata Cristão, Aldo Moro, sequestrado na manhã de 16 de Março de 1978, foi encontrado morto com 11 tiros no porta-malas de um carro em Roma, 55 dias depois. Fiz o teste numa carta da Praia da Luz e conclui  que, Maddie, havia sido morta e que o seu cadáver se encontrava enterrado naquela área. Dessa minha experiência (que eu classifiquei de mística) dei conhecimento ao Director do Jornal Região Sul

OS RADIESTESISTAS (CONHECIDOS POR VEDORES OU VIDENTES), PODEM FAZER DESCOBERTAS - NÃO APENAS DE VEIOS DE ÁGUAS 

Os radiestesistas aplicam a sua sensibilidade - através de pêndulos, varetas e forquilhas, entre outros instrumentos - para captar nascentes de água e outras energias da terra, podendo mesmo detetar  doenças no corpo humano -; os videntes (baseados na mesma sensibilidade, servem-se da sua intuição - numa espécie de linguagem subtil e vibratória dos sentidos. E nem sempre precisam de estar nos lugares. Fazendo passar um pêndulo por um mapa, associado um estado de elevada concentração mental ou espiritual, poderão dar-lhes as indicações que procuram. Claro que, o facto de um vedor, poder detectar uma nascente de água, tal não signfica que seja capaz de detectar outras coisas. Nem todos os músicos tocam os mesmos instrumentos ou o mesmo tipo de música.

 A radiestesia é uma ciência, muito antiga, que se explica através de manuais mas só possível de ser exercida por algumas sensibilidades.  É um dom que nasce com a pessoa. tal como o dom da voz ou da arte. Sacerdotes druídas e cientistas da antiguidade, seguiam essas práticas

HOJE O CORPO DA POBRE CRIANÇA JAZ TRANQUILO DEBAIXO DA TERRA E O SEU ESPÍRITO VOA COMO AVE SOLITÁRIA PELO INFINITO DOS CÉUS...




Tanto se falou - e até à exaustão - que o caso acabou por desinteressar a opinião pública e queimar-se a si próprio. É lamentável que assim seja: que a comunicação social use a notícia apenas enquanto ela é espectáculo: enquanto as emoções andam à flor da pele. Depois, passa-se a outro assunto e tudo aquilo que era um frenesim neurótico e desenfreado, com os microfones, as câmaras de televisão e máquinas fotográficas atropelarem-se, cai no esquecimento - São assim os novos tempos.


Também não fui insensível às notícias e ao caso - Prendeu-me especialmente a atenção e ocupou-me muitas vezes o pensamento - e não apenas quando via as primeiras páginas dos jornais ou os noticiários nas televisões. A vidência e a percepção extra-sensorial não é uma coisa que se possa comandar ao sabor da nossa vontade; no entanto, mercê de certas circunstâncias ou ambiente criado à volta, tais fenómenos podem ser facilmente despertados - Julgo que o caso da pobre criança inglesa me propiciou algumas vezes esses estados de espírito. Quer nos meus sonhos quer em estados de vigília - E, neste caso, isso acontece-me geralmente a horas tardias e já sob um certo cansaço

(..) Bom, mas então vou transcrever alguns desses registos. Baseadas em percepções que, desde os primeiros dias em que se começou a falar do desaparecimento de Madeleine, sempre me iluminaram e intuíram para a morte da pobre criança. Pois nunca me passou pela mente que fossem os pais 



Caro Senhor : José Mateus Moreno
Devo dizer-lhe que nada tenho a ver com a informação que foi prestada por um  anónimo a um jornal inglês.
Eu dirigi-me a vários jornais desde o dia 12 de Maio - mas não mandei mapa algum. Foi-me pedido pelo vosso jornal, mas, como sabe,  não lhe enviei qualquer registo dessa natureza

Sim, eu estou convicto que o corpo foi degolado e enterrado - A primeira impressão que eu tive foi que o teriam enterrado num jardim e à beira de uma vivenda, tal como disse numa das minhas mensagens; mas também já cheguei a ter a percepção que foi num lugar ermo. Mas quem está a enviar a mensagem (penso que não o faz por mera distracção) ainda não abriu totalmente o jogo - para já, eu começo a pensar que é uma primeira manobra de diversão - Mas o caminho é esse; não é outro: o de que a pobre criança foi morta. 

 
 De: jorgevale@
    Para: "news" news@sky.com
      Cc:
    Data: Fri, 18 May 2007 03:17:00 -0300
 Assunto: En:O Rapto de Ma deleine  McCan na visão de um Vidente
Data: Fri, 18 May 2007 03:17:00 -0300
Assunto: En:O Rapto de Ma deleine McCan na visão de um Vidente
Visão de um vidente no rapto de Madeleine McCan
(...)Acho que é um desperdício de tempo investigar o Russo. Ele não tem nada a ver com o caso.

(..)Eu poderia apontar-vos aqui vários exemplos das minhas vidências, mas não é essa a minha intenção. Acho que não vale a pena procurar outros rastos. Vejo apenas duas pessoas envolvidas no rapto: uma mulher e um homem A mulher bate à porta e a menina vai abri-la. Ao entrar diz-lhe que a vai levar à mãe. 

Pega na criança e passa-lhe um anestesiante e depois mete-a num saco de mão e parte. Lá fora, está um carro onde é colocada e transportada para uma vivenda situada fora da área. Chegados à vivenda(alugada previamente), é posta numa cave. Não para ser utilizada para fins sexuais mas para a adoptarem, dadas as semelhanças com (...).

 Durante os primeiros dias foi alimentada e cuidada pela (...). Mas as coisas complicaram-se e, neste momento é muito difícil que ainda esteja viva - aliás, eu bem desejaria que estivesse viva, mas a imagem que eu agora tenho, soa-me a trágico! Depois de estrangulada e morta, vejo o seu corpo a ser levado para um local ermo, e aí enterrado. Ainda não me dei ao trabalho de sondar um mapa da área( aliás, também o não tenho) pois com um pêndulo talvez pudesse localizar o sítio. 

Aquando do sequestro pelas Brigadas Vermelhas,de Aldo Moro, Presidente da Democracia Cristã, em Itália, fiz essa experiência e cheguei à conclusão que não me tinha enganado. Mas estava muito longe para dar o meu contributo e lhe poder valer. Acabou morto. 

Mas, em relação, à pobre Madeleine, acho que as autoridades, não vão precisar da minha ajuda.. Infelizmente... Caso tivessem seguido os movimentos (..) poderiam lá ter ido. Pois, um dos seus percursos diários conduziria, inevitavelmente, ao esconderijo para onde a criança foi raptada. Por isso, a fazer fé na minha visão, a grande culpada moral do crime creio que é a (..). não se conformou de ter ficado sem a (...) - a menina dos seus olhos. Viu aquele casal com três filhos e uma menina muito parecida e vai de aliciar (..) a fazerem o rapto - Imaginando que, como era parecida, que passaria facilmente despercebida no seu convívio. Porém, tudo se complicou. nunca lhes passou pela cabeça que a situação pudesse tomar tamanhas proporções (...) Só que agora faltam as provas materiais do crime

(..) Ás vezes vejo o seu corpo a ser levado para um local afastado e ermo; mas também (e com mais nitidez, vendo-a a ser enterrada num dos jardins de uma vivenda.

Médium e Vidente

Vara de Deus

Para: "director" director@(.....)







terça-feira, 23 de maio de 2023

Eduardo Lourenço – Nasceu neste dia - 23 de Maio de 1923, em S. Pedro de Rio Seco, concelho de Almeida - O maior ensaísta da língua portuguesa e grande pensador contemporâneo - "Ainda não somos um grande mundo unido como devíamos ser " - Confessou-me numa das várias entrevistas que vou recordar

                                                        Jorge Trabulo Marques - Jornalista  -, Há mais videos a editar




 Eduardo Lourenço , um dos  mais distintos ensaístas  portugueses e  pensadores do século XX., na  entrevista que me concedeu,  há 4 anos, falou-me de Vergilio Ferreira e da sua imensa saudade do seu grande amigo: tínhamos encontros e repensávamos o mundo”   Ainda não somos um grande mundo unido como devíamos ser " - Entre outras das suas afirmações, designadamente do afastamento da Inglaterra da União Europeia, que então começava a desenhar-se .



Sem dúvida, um dos mais relevantes nomes da sociedade contemporânea – Natural de uma pequena aldeia da Beira Interior e tornou-se senhor do mundo, marcando o pensamento ao longo de mais de 50 anos, sobretudo no pós-25 de abril. - Nasceu a 23 de Maio de 1923, em S. Pedro de Rio Seco, concelho de Almeida, distrito da Guarda. É o filho mais velho (de sete) de Abílio de Faria, oficial do Exército, e de Maria de Jesus Lourenço. Frequenta a Escola Primária na sua terra natal. Depois ingressa no Liceu da Guarda e termina os seus estudos secundários no Colégio Militar em Lisboa. Frequenta o Curso de Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra onde conclui a Licenciatura no dia 23 de Julho de 1946, com uma Dissertação com o título O Sentido da Dialéctica no Idealismo Absoluto. Primeira parte.

Começou a distinguir-se em Coimbra, aquando da sua licenciatura em Ciências Histórico-Filosóficas, concluída em 1946. Na cidade do conhecimento, encontra um ambiente aberto a reflexão.
Prossegue a sua formação académica com um estágio na Universidade de Bordéus, em 1949, e torna-se embaixador da cultura portuguesa nas universidades de Hamburgo e Heidelberg (entre 1953 e 1955) e na Universidade de Montpellier (de 1956 a 1958).
É docente durante um ano na Universidade Federal da Bahia, como professor convidado de Filosofia, e passa a viver em França, em 1960.
Fixou residência em Vence, cinco anos mais tarde, e foi reitor na Universidade de Grenoble, de 1960 a 1965. Tornou-se professor jubilado em Nice, em 1988, um ano antes se tornar conselheiro cultural junto da Embaixada Portuguesa em Roma, até 1991. Em 1999, passa a ocupar o cargo de administrador não executivo da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Influenciado por nomes como Husserl, Kierkegaard, Nietzsche, Heidegger, Sartre, Dostoievski, Franz Kafka ou Albert Camus, Eduardo Lourenço desenvolveu pensamentos sobre o existencialismo, sem nunca se deixar levar por correntes teóricas e ideologias.
Ao longo da sua vida, que perdura, Eduardo Lourenço publicou livros, ensaios e pensamentos. Crítico e ensaísta literário, virado predominantemente para a poesia, colecionou prémios, dos quais se destacam o bem recente Prémio Pessoa (em 2011), a Ordem de Santiago da Espada (1981) o Prémio Europeu de Ensaio Charles Veillon, Prémio Camões (1996), Cavaleiro da Legião de Honra de França (2002), Prémio Vergílio Ferreira (2001), Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura (2008), além de diversos doutoramentos honoris causa.

Independência de Portugal – Reconhecida pela Bula Manifestis Probatum em 23 de Maio pelo Papa Alexandre III – Há 844 anos - Efeméride histórica muito especial para o mundo de expressão lusíada

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador 

Esta bula papal reconheceu a validade do Tratado de Zamora, assinado a 5 de Outubro de 1143 em Zamora, pelo rei de Leão, e por D. Afonso Henriques, que declarou o Condado Portucalense independente do Reino de Leão, e D. Afonso Henriques, o seu soberano.

O Condado Portucalense era um pequeno território pertencente ao Reino de Leão, que o rei deste cedera, juntamente com a mão da sua filha, D. Teresa, a D. Henrique de Borgonha, um cavaleiro francês que veio ajudar o monarca leonense na luta contra os muçulmanos.

Juntos, D. Teresa e D. Henrique tiveram um filho, D. Afonso Henriques. Quando D. Henrique faleceu, a viúva, D. Teresa, herdou o Condado.

Já desde 1128 que D. Afonso Henriques acreditava que o Condado Portucalense devia ser independente. No entanto, a sua mãe, aconselhada pela nobreza galega e pelo seu novo marido, também galego, não acreditava nesta possibilidade, sendo contra ela.

Incitado e encorajado pela nobreza e pelo clero portucalenses, D. Afonso Henriques travou contra a mãe a batalha de São Mamede (1128), vencendo-a. Tornou-se então conde e estabeleceu duas prioridades: Tornar independente o condado; Conquistar território aos sarracenos, que ocupavam ainda uma boa parte da Península Ibérica.

 

domingo, 21 de maio de 2023

V. N. de Foz Côa – Comemora hoje o seu feriado municipal, assinalando os 723 anos sobre a concessão do foral Dionisino - Atribuído pelo Rei D. Dinis, no dia 21 de Maio de 1299, em Portalegre

Concedido à então Aldeia Nova, nome da povoação que existia  em redor da Torre do Castelo, ao que parece, hoje o único testemunho visível das muralhas com que, em tempos idos, erguera  a sua arcaica defesa, e que o régio alvará, a partir daquela data, passaria a designar por Vila Nova, devido à sua situação geográfica

  Hoje, é uma data histórica da elevação da então Aldeia Nova, a Vila Nova de Foz Côa – O foral foi-lhe atribuído pelo Rei D. Dinis, no dia 21 de Maio de 1299 – Já lá vão mais de sete séculos – Em 1920, segundo o jornal “Notícias de Foz Côa, a sede da então vila, contava com 897 casas, 800 famílias, no Pocinho, 42 casas e 42 famílias, na Veiga. Monte, quintas e arredores, o censo apontava para 44 casas e 36 famílias.

Mais tarde, ser-lhe-iam ainda outorgados dois forais: um deles , ainda no tempo de D. Dinis, em Lisboa, 24 de julho de 1314; outro, já no reinado de D. Manuel I, em 16 de Junho de 1514 – justamente o monarca que mandou edificar a igreja matriz, que veio substituir o templo de Santa Maria de Aldeia.

Apesar disso, defende Amândio César, que só O. João 1 a elevará à categoria de Vila. O que explica, ainda em sua opinião, que,  tanto no Pelourinho, como na Igreja, se veja do primeiro soberano da 1 ª Dinastia: a flor-de-lis

Por isso, caso talvez para se perguntar: qual dos forais terá assumido maior importância em termos de municipalismo?

A este respeito, é ainda o próprio escritor Amândio citando Alfredo Pimenta, refere que, no passado sempre o foral  foi “ criador do regime municipal", muitas vezes sancionador de situações preexistentes ,  as quais "se poderiam definir "como diplomas que  continham leis particulares por que os concelhos  se regiam, e que visavam principalmente matéria tributária, ainda que às vezes sob a aparência de matéria criminal, e os privilégios das  populações.”. Um dado que o leva a pensar que "D. Dinis foi o fundador da futura vila, remontando a história das concelhias, muito longe".

Portanto, poder-se-á concluir, na opinião de Amândio César (grande homem de letras, que em sua vida tão grande afeição mostrara por estas terras, das quais tanto se orgulhava de ter  algumas raízes familiares e com quem tive o grato prazer de conviver), que "Vila Nova de Foz Côa possuía três forais, dos quais dois antigos e o terceiro novo, datado depois da carta régia de 22 de Novembro de 1497, que constitui a reforma manuelina, baliza da distinção entre o primeiro  e o segundo

Posto isto, pode mesmo dizer-se que, entre os vários forais concedidos, o de 21 de Maio de 1299, outorgado por D. Dinis, na cidade Alentejana, é realmente o mais significativo para a vida do nosso Município, uma vez que é, de facto, o ponto de partida ou o primeiro reconhecimento µpúblico de uma terra acerca da qual muito haveria a esperar - o que significa que as presentes comemorações têm toda a pertinência.

Pelos vistos. já milénios atrás. não se enganaram os homens da Pré-história ao procurarem refúgio nalguns dos seus vales e ao elegerem muitas das suas pedras xistosas para perpetuarem a sua arte ou glorificarem os seus deuses. E, naturalmente, não se enganaram muitos outros povos que por aqui passaram ou se fixaram ao longo dos séculos - desde os tempos mais recuados até aos primórdios da nacionalidade.

Sim, de facto, logo que Portugal se fundou e conquistou as suas fronteiras, estas terras não escaparam à atenção dos monarcas portugueses, que também acreditaram no seu futuro, concedendo-lhe não um, mas vários forais - isto porque confiaram nas suas gentes e nas potencialidades do seu clima e do seu solo.

É também referido por estudiosos, que,  ao longo do século XVI, teve Vila Nova de Foz Côa uma demanda com o concelho vizinho de Moncorvo quanto aos direitos de passagem da barca do Douro. Este não foi, todavia, o único conflito em que se viu envolvida, dado que em 2 de Janeiro de 1551, publicou-se uma sentença contra a câmara por se opor à entrada em correição do corregedor da comarca, sem para tal ter privilégios. A administração civil era exercida por um ouvidor, 2 juizes ordinários, 2 vereadores, 2 tabeliães, 2 almotacés, escrivães, alcaide, meirinho da ouvidoria, capitão e sargentos-mores com duas companhias de ordenanças e uma de auxiliares sujeitas à praça de Almeida.

Em 1708 eram senhores da Vila os Condes de Portimão. Os marqueses de Abrantes possuíram também um morgado em Vila Nova de Foz Côa.

O século XIX foi particularmente violento em Foz Côa. Questões religiosas e políticas estiveram no despoletar dessas situações. Acrescente-se ainda que Vila Nova de Foz Côa viu nascer ao longo deste período um grupo de homens de qualidades invulgares, com projecção a nível nacional e que muitas das vezes combateram em partidos diferentes. Recorde-se o vintista José Joaquim Ferreira de Moura, o miguelista Joaquim José de Campos Abreu e Lemos, o setembrista Francisco António de Campos, 1º Barão de Vila Nova de Foz Côa e o cabralista António Joaquim Marçal, isto para citar apenas alguns, que passado mais de um século, ainda hoje é difícil falar sem tomar algum partido.

O concelho de Vila Nova de Foz Côa, beneficiando do desaparecimento de outros concelhos na região, viria finalmente, em 1872, a ganhar os contornos que ainda hoje o caracterizam.

 

terça-feira, 16 de maio de 2023

O Solstício do Verão 2023 – É celebrado dia 21 de Junho no Maciço dos Tambores, aldeia de Chãs, de Vila Nova de Foz Côa. Com o tradicional cortejo druida e momentos de poesia, ramos de flores e muito brilho e alegria

Jorge Trabulo Marques - Jornalista e Coordenaador do Evento -  De manhã, ao nascer do sol, é celebrado  em Stonehenge, no condado de Wilshire, Inglaterra, e,  ao pôr do sol, desde 2003, nos Tambores-Mancheia - aldeia de Chãs, abrilhantado pelo grupo de Gaiteiros  Tok d'gaita de Miranda do Douro.
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Evento que tem contado com o apoio do Município Foz-coense e a Junta de Freguesia local, a cujas entidades, desde já agradecemos o renovado patrocínio., que contamos nos seja concedido -Nomeadamente ao  Presidente João Paulo Lucas Donas Botto Sousa, um entusiasta destas celebrações - tal como o seu antecessor, Gustavo Sousa Duarte,  ao qual também devemos vários apoios- Além da Junta de Freguesia,  bem como do amável e da inexcedível e habitual colaboração de António Lourenço, José Lebreiro, Agostinho Soares, Carlos Palma, assim como da excelente colaboração fotográfica de Adriano Ferreira e de Pedro Daniel. 


 . O maciço dos Tambores, Quebradas e Mancheia a curta distância da aldeia de Chãs, é uma vez mais o cenário mítico para assinalar a entrada das estações do ano. Excetuando o Inverno, que é o tempo em que o frio se instala e os dias se tornam cinzentos e frios - o local já entrou definitivamente no calendário mediático das principais celebrações evocativas, com o objetivo de saudar a  Mãe-Natureza, indo  ao encontro das mais antigas tradições e cultos medievos dos vários povos, de cuja passagem por estas áreas e  na região, e, por ventura, numa boa parte do nosso país, sim, dos quais, legamos as nossas raízes étnicas e culturais  mais profundas.

O solstício do Verão, 2023, no Hemisfério Norte, ocorre em Portugal, dia 21 de junho às 14h58. Este é o dia mais longo do ano no hemisfério norte. Vai ser festejado, ao pôr-do-sol, com música celta, louvores e rituais às forças da natureza, numa zona castreja, em Chãs, concelho de Foz Côa, com a já tradicional cerimónia mística, junto a um dos calendários pré-históricos, que estão alinhados com o inicio das estações do ano 




O solstício de verão é o momento em que o Sol atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do Equador, em junho no hemisfério norte, e em dezembro no hemisfério sul.- O termo "solstício" vem do Latim solstitius que significa "ponto onde a trajetória do sol aparenta não se deslocar.


Esta   é uma das mais surpreendentes maravilhas herdadas das antigas civilizações do megalitismo, dos raríssimos calendários solares, que ainda persistem da pré-história – Um dos um dos templos solares do  fabuloso “Stonhenge Português” – De recordar que, o  cristianismo usou muitos dos antigos locais sagrados, erguidos por civilizações pré-históricas, para construir sobre eles igrejas, as quais estão direcionadas justamente no sentido de nascente poente, tal como estão os antigos  calendários solares

O início das  cerimónias evocativas do Solstício de Verão estão agendadas para as 18.30, com o desfile do cortejo alegórico druida, que partirá, do adro da aldeia, até ao local das celebrações – As festas em sudação ao dia maior do ano, pretendem evocar antigas tradições ligadas aos ciclos da Natureza e ao culto solar

Alinhamento com os equinócios no santuário rupestre da Pedra da Cabeleira de Nª Srªa

Celebração do Equinócio do Outono – 22-09-20 – Chãs – Foz Côa- Com a presença do  poeta Manuel Daniel - Falecido, meses depois, em Janeiro de 2021 - Natural de Meda, residente, desde há vários anos, em V.N. de Foz Côa - Advogado, escritor, jornalista, poeta, dramaturgo, autor de 40 peças de teatro, nomeadamente para crianças, 20 das quais ainda inéditas 

“No fundo, com tudo isto, nós queremos interrogar o Universo para saber quem somos e o que fazemos aqui. Em todo este esforço à volta da contemplação do sol, do fenómeno da vida e dos movimentos dos astros, em tudo isto há uma interrogação latente: que é o homem que se está a perguntar a si mesmo, quem é ele e o que faz sobre a terra. Queremos saber através destas celebrações, ainda que o não pensemos, a nossa total identidade” Poeta  Manuel Daniel,

Pelas 20।45 horas, os participantes na ação podem testemunhar a passagem dos raios solares sobre o eixo da Pedra do Solstício, numa imagem de grande simbolismo histórico e místico - Trata-se de um imponente bloco granítico de forma arredondada, com três metros de diâmetro e a configuração do globo solar e da esfera celeste, que se supõe ter sido posto de observação astronómico e local de culto por antigos povos que habitaram a área -Desde o neolítico e calcolítico, civilizações de que existem abundantes vestígios

Ergue-se sobranceiro ao maravilhoso Vale da Ribeira Centeeira, em cujo curso, a jusante, se situam as gravuras dos Piscos, um dos principais núcleos da arte rupestre paleolítica, Património da Humanidade.

O sol, ao pôr-se a vários quilómetros no horizonte - na margem oposta ao vale, sobranceiro ao monte dos Tambores, estende os seus raios em perfeito alinhamento com a crista de uma gigantesca estrutura megalítica e no mesmo enfiamento de um pequeno círculo cavaco na rocha, proporcionando uma imagem de raro esplendor e significado

Só quem se encontre no local,  e nos momentos em que os raios solares atravessarem de extremo a extremo o eixo da curiosa câmara, poderá ter a plena consciência de estar perante a revelação de uma fabulosa visão, de um verdadeiro hino à Natureza! – à Terra, aos Céus, ao Cosmos
Sua filha e esposo - 21-06-2022
Adriano V Rodrigues 2014

 Na celebração do solstício do Verão, do passado dia 21 de Junho, prestamos homenagem ao Prof. Adriano Vasco Rodrigues – Arqueólogo, Etnógrafo e Historiador, 94 anos, que, por motivos de saúde e da sua avançada idade, se fez representar por sua filha e esposo -  

Foi este prestigiado investigador, o primeiro  a debruçar-se sobre o estudo  da Pedra da Cabeleira, nos anos 50, que classificou  como local de culto ou de sacrifícios -  Referência emblemática no distrito da Guarda, que, por motivos de saúde, se fez representar pela sua filha Miriam Rodrigues, na companhia de seu amado esposo

Foi ele quem trouxe à luz do conhecimento científico os primeiros contributos do Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora, a que já nos referimos em postagens anteriores - Sem os quais, dificilmente teríamos sido entusiasmados a desvendar os segredos, que a dita pedra ainda guardava

TOM GRAVES, AUTOR DO LIVRO AGULHAS DE PEDRA – A ACUMPUCLTURA DA TERRA – JÁ ESTEVE NOS TEMPLOS DO SOL

 Deslocou-se da Austrália, expressamente para estudar os dois alinhamentos. E concluiu que ambos os monumentos se se situam em sítios para onde convergem vários veios de água. Graves, defende que os lugares sagrados são centros para os quais muitas das linhas de água convergem umas com as outras e também com os centros padrões de linhas acima do solo, à semelhança do que acontece com as artérias do corpo humano.

A Margarida e  o Rui  - dois brilhantes músicos -

A participação de Dom Manuel dos Santos, Bispo da Diocese de S. Tomé e Príncipe, na celebração do Equinócio do Outono, na manhã de 23 de Setembro 2015,  junto ao altar da Pedra da Cabeleira de Nª Srª, embora norteada por espírito académico ou curiosidade científica, sim, sendo ele possuidor de  elevada formação religiosa mas  também de fina sensibilidade poética,  multirracial e  multicultural,  é, indubitavelmente, um magnífico exemplo de coragem e de tolerância  pelo  respeito e defesa dos valores patrimoniais da nossa mais recuada  ancestralidade, quer de matriz mística, cultural ou histórica.  https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2015/09/equinocio-do-outono-2015-chas-foz-coa.html

 Espantoso achado, encontrado nos Tambores  – pelo autor deste blogue – Denota faltar-lhe uma parte e a ponta - J. Leite de Vasconcelos, em Religiões da Lusitânia, designa um parecido, de troféu




“Na anta da Cunha·Baixa (Mangualde), a que me referi a cima, Pág.71, encontrei um objecto de granito, com a conformação indicada na figura 73: o objecto tem de comprimento 1m,20 e de maior largura om,20, apresentando ao longo uma serie de sulcos feitos com toda a regularidade; estava deitado à entrada da camara. Não me parece fácil determinar precisamente o uso d'este objecto. Nunca vi outro igual, conquanto tenha encontrado dentro das antas pedras mais ou menos compridas e irregulares, que talvez lá não fossem postas sem especial intuito I. Num livro do sr. Joly s vem o desenho de um objecto que represento na fig. 74, o qual não deixa de ter alguma parecença com o de cima, embora  talvez seja muito menor, e de outra substância; o A. denomina-o registre-se de  comptes, Inclino-me a crer que o objecto Cunha-Baixa representa um troféu, designado os sulcos