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quinta-feira, 12 de março de 2009

JOSÉ MANUEL RIBEIRO - O FOTÓGRAFO DA AGÊNCIA REUTERS QUE ENVIA IMAGENS PARA TODO O MUNDO - TAMBÉM ELE JÁ FOTOGRAFOU OS TEMPLOS DO SOL DOS TAMBORES -

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José Manuel Ribeiro/Reuters - é um dos mais prestigiados fotógrafos portugueses. - Foi o primeiro repórter a divulgar a imagem da Pedra da Cabeleira, para todo o mundo - através da Agência Reuters . 

Ocorreu no Equinócio do Outono, de 2006? Nessa manhã, o tempo esteve cinzento, não facilitou o seu trabalho, não proporcionou a tão desejada imagem do sol a atravessar a cripta do referido templo sacrificial 

Mesmo assim, as suas fotografias, foram publicadas em vários órgãos internacionais? Posteriormente, já lá voltou, e, de facto, dessa vez, a luz brilhou com todo o seu esplendor? E vimos que a sua satisfação foi duplamente conseguida: belíssimas fotos e a alegria de participado num momento único, de rara beleza!

«É dos profissionais que sabe aproveitar sempre o ângulo mais original. Estamos-lhes muito reconhecido. Aqui ficam algumas imagens dos momentos em que ele foi o fotografado - e também o link do site onde , uma das suas fotografias ( do Equinócio 2006) se juntou às de celebrações de outros importantes monumentos. Aqui deixamos o registo da nossa singela homenagem

A vida de andarilho não te permite estares em todo lado ao mesmo tempo - Mas sempre que possas e queiras dar-nos o prazer da tua presença, serás sempre bem-vindo


"Sente-se realizado com o trabalho de agência, onde trabalha exclusivamente com máquinas digitais. José Manuel Ribeiro salienta a importância dos mais recentes e rápidos formatos de fotografia, que o mercado editorial exige cada vez mais
Estudou no Instituto Português de Fotografia e frequentou a Escola Superior de Belas- -Artes de Lisboa, embora nunca tenha concluído este curso. José Manuel Ribeiro, fotógrafo da agência noticiosa Reuters, passou por inúmeras publicações (“Público”, revista “Época”, entre outras) e também pela Lusa, mas acaba por ingressar na agência internacional, onde se encontra desde 1996 e descobre a sua verdadeira paixão
". .Meios & Publicidade: Fotografia digital, técnica de futuro

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quarta-feira, 11 de março de 2009

PROF.ADRIANO VASCO RODRIGUES - PRIMEIRO INVESTIGADOR A IR AO ENCONTRO DA DESCOBERTA DA HERANÇA DOS TEMPLOS DO SOL E DO VALE MARAVILHA - No seu estudo publicado em 1982, sobre a História Remota de Meda.

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A primeira referência do imponente megálito, que sugere a existência de um antigo culto solar e posto de observação astronómico, foi feita por Adriano Vasco Rodrigues, no seu estudo publicado em 1982, sobre a História Remota de Meda., de cuja investigação aqui transcrevemos, com a devida vénia, um pequeno excerto: “Também na freguesia de Chãs, que foi outrora anexa de Longroiva e agora pertence ao concelho de Vila Nova de Foz Côa, localizei, a curta distância da povoação, na Lapa de Nossa Senhora, no interior de um penedo com forma de crânio, um nicho contendo algo que parece a pintura de uma cabeleira humana”

“O penedo tem o seu assento sobre uma vasta superfície rochosa granítica. A face poente está desbastada como uma enorme testa. Na parte interior rasga-se uma abertura com cerca de um metro de diâmetro, que dá entrada para uma espaçosa câmara com o exterior por outra abertura rasgada na face ocidental.”

“No tecto desta câmara notam-se manchas avermelhadas de uma pintura de ferro parecendo resultarem de uma pintura destruída pela erosão produzida pela corrente de ar, estabelecida pelas duas entradas.”..



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O TESTEMUNHO DA PRESENÇA CULTURAL
DO HOMEM PRÉ-HISTÓRICO, NESTAS TERRA,
- POR ADRIANO VASCO RODRIGUES,

Natural de Longroiva e Professor na Universidade Portucalense, em Gaia, acedendo a um nosso pedido, amavelmente nos enviou uma breve resenha, a partir das suas pesquisas e das suas investigações, de quase uma vida dedicada à causa do património histórico e cultural destas terras e das suas gentes, e cujo texto, que muito nos honra e que muito lhe agradecemos, aqui transcrevemos:

.“O território delimitado pelos concelhos de Meda e de Vila Nova de Foz Côa é de comprovada antiguidade, oferecendo por vezes surpresas e imprevistos arqueológicos. Há mais de 50 anos que venho estudando a Pré-História desta região, tendo em 1956 encontrado testemunhos da presença do Homem do Paleolítico, num abrigo conhecido por Gruta do Cavalinho, onde estava representada a gravura de um cavalo. Esta gruta situa-se perto da Ribeira Teja, na freguesia do Poço do Canto, Meda. Outros testemunhos da arte paleolítica vieram juntar-se a este, principalmente no Vale do Côa e mais a norte do Douro e Vale do Sabor.


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Em 1957, tive oportunidade de estudar a fraga conhecida com o nome da Cabeleira de Nossa Senhora, que classifiquei como santuário pré-histórico, integrado cronologicamente na revolução neolítica। Pelas suas características sugere a existência de um culto ao crânio, característico, na Península Hispânica, da transição do Paleolítico para o Neolítico, segundo o Prof. Pericot. A identificação com uma entidade feminina, que sofreu consagração à Virgem Maria, acompanhada de lenda popular, sugere um culto inicial à Deusa Mãe, símbolo da fertilidade.

O início da agricultura está ligado ao culto da Deusa Mãe, privilegiando a germinação das plantas. Foi trazido do Médio Oriente para o Ocidente peninsular pelos primeiros povos agricultores.


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O início da agricultura está ligado ao culto da Deusa Mãe, privilegiando a germinação das plantas. Foi trazido do Médio Oriente para o Ocidente peninsular pelos primeiros povos agricultores.

Junto deste santuário localizei uma pequena cavidade em forma de concha, que poderá ter servido para recolha de sangue proveniente de sacrifícios. Em frente de uma das entradas do abrigo interior daquela fraga, havia uma pedra quadrangular, com 1,5 m. de lado, em forma de arco, que se adaptava perfeitamente, deixando uma abertura suficiente para permitir a entrada dos raios solares..


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O jornalista Jorge Trabulo Marques, natural das Chãs, do concelho de Vila Nova de Foz Côa, que meritoriamente tem pesquisado toda esta área, levantou o problema de se tratar de um calendário solar, tendo o homem pré-histórico aproveitando este monumento natural e adaptando-o, como se comprovou pela presença da pedra, que atrás referi। Esta hipótese não foi levantada despropositadamente, pois está comprovado por testemunhos de períodos coevos em que foram levantados calendários relacionados com a marcação de solstícios de Verão e de Inverno। O culto ao Sol é fundamental nas sociedades primitivas e o conhecimento do calendário das estações para poderem fazer as sementeiras। O culto à Deusa Mãe e ao Sol dos primeiros agricultores está relacionado।

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Também já num tempo pré-histórico mais próximo dos nossos dias, temos o exemplo de Stonehenge, convidando à observação do Sun rose e do summer solstice. Na Irlanda, o túmulo chamado New Grange, mostra uma abertura pela qual entra a luz solar no dia do solstício de Inverno percorrendo a câmara até à sua parede final.

Poderei citar muitos mais testemunhos da riqueza pré-histórica da região, os quais localizei através das minhas prospecções, entre eles, necrópoles, grutas, abrigos, castros e dos mais representativos a Estátua-menhir de Longroiva, representando um homem, possivelmente um caçador, acompanhado pelo mesmo equipamento do homem encontrado na geleira do Tirol, em Setembro de 1991, entre a Itália e a Suíça, conhecido por Ossi.







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terça-feira, 10 de março de 2009

PRIMAVERA 2009 - A CELEBRAÇÃO NOS TEMPLOS DO SOL - MACIÇO DOS TAMBORES - CHÃS- FOZ CÔA

CELEBRAÇÃO DO EQUINÓCIO DA
PRIMAVERA,
DIA 20 DE MARÇO, AOS NASCER DO SOL
DAS 07.00.ÀS 7.30.

NA ALDEIA DE CHÃS, FOZ CÔA, JUNTO AO TEMPO SACRIFICIAL DA PEDRA DA CABELEIRA, LUGAR DOS TAMBORES



O Equinócio Da Primavera vai ser assinalado, no próximo dia 20, entre as 07.00 e a 07.30 da manhã, frente ao portal de um antigo santuário rupestre, em Chãs, conhecido por Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora. O convite é dirigido não só á população da aldeia, do concelho e da região, mas também a estudiosos, investigadores, aos adoradores do sol e de todos aqueles que se interessem em aprofundar o passado histórico e místico desta região, em celebrar os ciclos da natureza, as tradições e os seus cultos ancestrais.

O enorme penedo, orientado no sentido nascente-poente, possui uma gruta em forma de semi-arco, com cerca da 4,5 metros de comprimento e sensivelmente a mesma altura, é iluminada no centro, no momento em que o Sol nasce. Situa-se num dos pontos destacados de um planalto rochoso. Um impressionante afloramento granítico, conhecido por Tambores, com abundantes vestígios pré-históricos, entre os quais avulta o Castro do Curral da Pedra .A curta distância de dois dos principais núcleos de gravuras paleolíticas do Parque Arqueológico: a Ribeira dos Piscos e Quinta da Barca.

É um local mágico, pleno de história e de misticismo, dos poucos lugares da terra onde a beleza e o esplendor solar se podem repetir à mesma hora e com a mesma imagem contemplativa de há vários milénios pelos povos que habitaram a área. O que se espera venha a ocorrer, se as condições atmosféricas o permitirem, durante os vários minutos em que a cripta do enorme penedo é atravessado pelos raios solares da manhã



Estes megálitos, são conhecidos por alinhamentos sagrados, remontam ao período megalítico e existem em várias partes do mundo, mas sobretudo na Europa. Sendo o mais famoso o o “Stonehenge. Muitos destas gigantes estruturas estão em perfeito alinhamento com os corpos celestes, especialmente com os Equinócios e os Solstícios - Perpetuam memórias de verdadeiros calendários astronómicos, que antigas civilizações elegeram como especiais locais de culto – Vários estudiosos, que visitaram os templos megalíticos dos Tambores, em Chãs, conferem-lhes significado e importância e comparam-os a alguns dos mais curiosos monumentos que ainda subsistem. As televisões já deram a conhecer o lugar e algumas Agências Internacionais também já se lhe referiram e divulgaram as suas imagens.


Jorge Trabulo Marques – da Comissão Organizadora das Festas do Equinócio e do Solstício


segunda-feira, 9 de março de 2009

VAMOS CELEBRAR O EQUINÓCIO DA PRIMAVERA - SANTUÁRIO RUPESTRE DA PEDRA DA CABELEIRA - TAMBORES CHÃS - FOZ CÕA - TEMPLOS DO SOL

























PEDRA DA CABELEIRA DE NOSSA SENHORA
EM CHÃS, CELEBRA EQUINÓCIO DA PRIMAVERA,
DIA 20 DE MARÇO, AO NASCER DO SOL
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planalto do maciço dos Tambores, a curta distância da aldeia de Chãs, é uma vez mais o cenário mítico para assinalar a entrada das estações do ano. Exceptuando o Inverno, que é o tempo em que o frio se instala e os dias se tornam cinzentos e frios - o local já entrou definitivamente no calendário mediático das principais celebrações evocativas, com o objectivo de saudar a Mãe-Natureza, indo ao encontro das mais antigas tradições e cultos medievos dos vários povos, de cuja passagem por estas áreas e na região, e, por ventura, numa boa parte do nosso país, sim, dos quais, certamente legamos as nossas raízes étnicas e culturais mais profundas.













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Em cerimónia simples, mas de expressivo simbolismo, pendor místico e histórico, a saudação à entrada da Primavera - a mais desejada e florida estação do ano - vai ser assinalada, no próximo dia 20, entre as 07.00 e a 07.30 da manhã, frente ao portal do antigo altar sacrificial do santuário rupestre, conhecido por Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora, com momentos de música e poesia, bem-dizendo e festejando os dias primaveris e gloriosos que se anunciam.


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O enorme penedo, orientado no sentido nascente-poente, possui uma gruta em forma de semi-arco, com cerca da 4,5 metros de comprimento e sensivelmente a mesma altura, que é iluminada pelo seu eixo, no momento em que o Sol nasce। E é, justamente, esse momento, esplendoroso, que poderá ser uma vez mais observado. Graças as duas colaborações fundamentais: à compreensão dos proprietários dos terrenos circundantes, onde os dois megálitos se localizam (a Pedra do Solstício e a Pedra do Equinócio), nas pessoas da médica Teresa Marques e do seu marido, Fernando José Baltazar), bem como da inestimável colaboração de António Lourenço, da Junta de Freguesia de Chãs, bem como outras boas vontades: nomeadamente, Silvério Baltazar, Fernando Baltazar e Jacinto Lucas....












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Como já vai sendo habitual, o convite é dirigido não só à população da aldeia, do concelho e da região, mas também a estudiosos, investigadores, aos adoradores do sol e a todos aqueles que se interessem em aprofundar o passado histórico e cultural destas terras, em celebrar os ciclos da natureza, as tradições e os seus cultos ancestrais? E, de facto, vários especialistas, de reputada craveira, já por ali passaram e nos deram valiosos contributos? Desde Adriano Vasco Rodrigues - quem primeiro se debruçou sobre a importância do referido monumento, a Sá Coixão - a que o nosso concelho deve o levantamento da carta arqueológico dos principais sítios de reconhecido interesse, bem como importantes escavações? Aos técnicos do Parque Arqueológico, que nos acompanharam nos primeiros eventos e cuja Directora do PAVC, Alexandra Lima, já nos garantiu disponibilidade de cooperação।

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Mas também outros especialistas, de reconhecido mérito e prestígio, ali estiveram। Refiro-me ao astrónomo Máximo Ferreira ao sociólogo, Moisés Espírito Santo. Cujas observações, no plano interpretativo da toponímia da área, nos disponibilizou, já um curiosíssimo artigo, que contamos publicar numa das próximas edições de O Fozcoense. Além da presença destas figuras, que nos deram valiosos testemunhos, também já ali esteve o escritor e radiestesista, Tom Graves - Um conceituado investigador inglês, que vive na Austrália, e que se deslocou, de tão longe, para, expressamente, estudar e conhecer aqueles monumentos megalíticos, assim como outros vestígios arqueológicos existentes. E, na verdade, pelo que pudemos constar, ao acompanharmos-lo, durante os três dias em que nos honrou com a sua visita, surpreendeu-nos com interessantíssimas análises e descobertas Mas, para nossa satisfação, também já outros reputados estudiosos, nos manifestaram o desejo da sua colaboração - tais como Mila Simões de Abreu (a tão popular heroína do Côa, docente da UTAD e, actualmente, convidada na famosa Universidade de Cambridge), bem como, Fernando Coimbra, da Universidade Conimbricense. Claro que todos estes meritórios contributos, são motivo de regozijo para nós. No entanto, estamos abertos a todas as opiniões, sejam elas quais forem, de modo a fazer-se luz sobre um passado, todo ele ainda envolto em muitas brumas e mistérios.

Jorge Trabulo Marques - Da Comissão Organizadora.
Texto a publicar na edição de 15 de Março – no jornal O Fozcoense


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