expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

João Paulo II em Portugal -1982 Dias de Emoção e de fé - E a interpretação do 3º SEGREDO DE FÁTIMA por um filósofo português formado pela Universidade de Diara, Samatra – Diz que não é o FIM DO MUNDO MAS A PASSAGEM PARA OUTRA FASE DA TERRA”

Jorge Trabulo Marques - Jornalista 


O Dr. Jaime Taveira dos Santos Rufino, formado em filosofia experimental pela Universidade de Diara, Samatra, antigo professor da instrução primária, do curso secundário e cursos técnicos, que, durante vários anos viveu em Moçambique, onde chegou a ser o representante da Santa Casa da Misericórdia,  prestou-me uma interessante interpretação   sobre o 3º Segredo de Fátima, naquele mesmo ano em que João Paulo II  esteve em Portugal  - Ouça e reflita nas suas palavras e nos sons emotivos, com que abro este vídeo

Um ano após os disparos do turco Ali Agca, João Paulo II veio à Cova da Iria reconhecer publicamente a sua convicção de que houve uma intercessão de Nossa Senhora de Fátima na sua recuperação.

A devoção à oração do Rosário e a preocupação com as “ameaças” ao mundo foram outros temas centrais das intervenções de João Paulo II, que proferiu uma oração de Consagração a Nossa Senhora, a 13 de maio, na qual deixou, entre outras, a seguinte invocação: “Da guerra nuclear, de uma autodestruição incalculável e de toda espécie de guerra, livrai-nos!”

Na Cova de Iria, viria a ser vítima de um novo ataque contra a sua vida, perpetrado pelo espanhol Juan Fernández Krohn, padre tradicionalista que usava um punhal.

Ao despedir-se do país, o Papa disse que “Fátima é sempre nova para quem repete a subida à Serra de Aire e procura penetrar, cada vez mais fundo, nos mistérios da Mensagem de Nossa Senhora, ‘a toda vestida de branco’, nas Aparições de 1917 aos três Pastorinhos”.

João Paulo II voltou a Portugal em 1991, passando, inevitavelmente, pelo Santuário de Fátima, nos dias 12 e 13 maio; durante quatro dias, proferiu 12 intervenções e enviou ainda uma carta, desde a Cova da Iria, aos bispos católicos da Europa, que preparavam uma assembleia especial do Sínodo dos Bispos, dedicada ao Velho Continente.

A 12 e 13 maio de 2000, já com um estado de saúde debilitado, João Paulo II regressou a Portugal, para presidir à beatificação dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto.

O texto relativo ao Segredo de Fátima (uma mensagem anunciada por Nossa Senhora aos Pastorinhos em julho de 1917 e escrita por Lúcia na década de 40 do século XX)

O QUE DIZIA O 3º SEGREDO DE FÁTIMA? “que, .embora abordasse o extermínio de todo o clero católico, a profecia foi tratada pelo Vaticano apenas como a salvação por interferência divina ao atentado que o papa sofreu na Praça de São Pedro, em 13 de maio de 1981, e, um ano depois, no santuário de Fátima

Um desses pontos era o da Conversação da Rússia! Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz; se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará”, assim registrou Irmã Lúcia, falecida em 2005, nas suas ‘Memórias’.

Para assinalar a celebração dos 100 anos da aparição de Nossa Senhora em Fátima, que ocorreu no dia 13 de Julho de 1917, o santuário de Fátima recebeu uma peregrinação com cerca de 90 fiéis oriundos de vários países da ex-União Soviética está em Fátima.

DADOS HISTÓRICOS - Em 13 de maio de 1917, por volta do meio-dia, as crianças rezavam no pasto, junto do seu gado, quando foram surpreendidas por um forte clarão. Prestes a fugirem, viram flutuando sobre uma pequena árvore uma santa “mais brilhante que o Sol”. Ao se aproximarem, Virgem Maria teria lhes dito que deveriam orar pelo mundo e voltar àquele lugar todo dia 13 para receber três profecias sagradas.

A história parece quase repetir-se: do Segredo de Fátima do qual não se tem falado, mas já se escreveu: No dia 6 de abril de 1917, os Estados Unidos declararam guerra contra os alemães e seus aliados. Um grande volume de soldados, tanques, navios e aviões de guerra foram utilizados. Em pouco tempo, as tropas alemãs e austríacas foram derrotadas. Em novembro de 1918, o armistício de Compiègne acertou a retirada dos alemães e a rápida vitória da Tríplice Entente

Em 24 de fevereiro de 2022, a Rússia lançou uma invasão militar em larga escala contra a Ucrânia, um de seus países vizinhos a sudoeste, marcando uma escalada acentuada para um conflito que começou em 2014. Vários analistas chamaram a invasão de a maior invasão militar na Europa desde a Segunda Guerra Mundial

É dito que “a Igreja revelou as duas partes do segredo pouco após a sua entrega. Intituladas respetivamente de “A visão do inferno” e “O imaculado

O imaculado coração de Maria”, descreviam a destruição das almas pecadoras e uma súplica à Rússia para que se convertesse à Virgem Maria. Do contrário, os erros dessa nação trariam guerras para o mundo e perseguições aos cristãos.

O terceiro segredo, “O atentado ao papa”, foi revelado só em 2000, a pedido de João Paulo 2º.


A pedofilia deve ser combatida e julgada mas veja-se o resultado: Seis mil participações em 10 anos e, afinal, os casos julgados, praticamente contam-se pelos dedos.

u abraço solidário e espiritual aos sacerdotes, que estão sofrendo, em silêncio, inocentemente tão vil e odiosa campanha em Portugal - Também me senti ultrajado e chocado, com tão vil e odiosa e descarada campanha pela media sensacionalista e não sou padre – Por via de provocações, do febril mimetismo dos media


Sou jornalista há mais de 50 anos, Entrevistei dezenas de prostitutos, chulos e prostitutas, incluindo as jovens crianças, além de entrevistas à nata do crime, além de centenas de entrevistas a figuras públicas, em todos os sectores da sociedade para um canal de rádio - Fiz manchetes, no Tal & Qual, num tempo em que ainda era tabu falar de sexo, com diferentes personalidades, incluindo Amália e um líder parlamentar, sobre a primeira relação sexual - Fui o primeiro repórter a denunciar a corrupio de pedofilia do Parque Eduardo VII - Tenho ainda cassetes que dariam para vários dias de reprodução e não me apercebi que os sacerdotes fossem os únicos a serem rotulados de devassos e provocadores – A pedofilia deve ser combatida e julgada mas veja-se o resultado: Seis mil participações em 10 anos e, afinal, os casos que são julgados, praticamente contam-se pelos dedos.

 

 





 

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Aniversário de Jorge Amado - O escritor brasileiro natural da Bhaía - 06-08-1922 - Faleceu aos 87, neste mesmo mês, em 06-08- 2001 - "

 Por Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador - 








Jorge Amado, nasceu a 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, no distrito de Ferradas, município de Itabuna, sul do Estado da Bahia. Foi um dos mais premiados e populares escritores brasileiros. Autor de  uma vasta obra, privilegiando a Bahia como cenário de suas narrativas, cativou o público com suas histórias que foram largamente adaptadas para a televisão.


BOMBA DE HIROXIMA -" Um crime terrível não só para a população japonesa mas contra a Humanidade!.." Mas que estranha coincidência! - Entrevista concedida no dia 6 de Agosto de 1981, Ironia do destino - Iria falecer 21 anos depois, no dia 6 de Agosto de 2001, aos 89 anos, a 4 dias de completar 69 anos. No dia em que passavam 56 anos sobre o lançamento da bomba de Hiroshima lançada no dia 6 de agosto de 1945

Excerto de uma das várias entrevistas que me concedeu 

Eis como ele me recorava essa trágica data  Jorge Amado: passam hoje 36 anos sobre o lançamento da bomba atómica sobre Hiroxima. Na altura o Jorge Amado, teria os seus?... Quantos anos?..

- Eu tinha 33 anos.
 "Eu me recordo perfeitamente. Foi durante a guerra; foi lançada sobre o Japão! No momento em que já não havia absolutamente necessidade de que a bomba atómica fosse lançada, a guerra estava ganha pelos aliados, foi um crime! Um crime terrível não só para a população japonesa mas contra a Humanidade!... Não havia absolutamente nenhuma necessidade de lançar a bomba atómica naquele momento sobre o Japão: o Japão já estava vencido."

BOMBA DE HIROXIMA -" Um crime terrível não só para a população japonesa mas contra a Humanidade!.."



- Jorge Amado: passam hoje 36 anos sobre o lançamento da bomba atómica sobre Hiroxima. Na altura o Jorge Amado, teria os seus?... Quantos anos?..

JA – Eu tinha 33 anos.
JTM – Recorda-se?....Tem alguma lembrança, dessa data, dessa data, tão trágica para a Humanidade?
JÁ – Eu me recordo perfeitamente. Foi durante a guerra; foi lançada sobre o Japão! No momento em que já não havia absolutamente necessidade de que a bomba atómica fosse lançada, a guerra estava ganha pelos aliados, foi um crime! Um crime terrível não só para a população japonesa mas contra a Humanidade!... Não havia absolutamente nenhuma necessidade de lançar a bomba atómica naquele momento sobre o Japão: o Japão já estava vencido.

JTM – No entanto, há quem pense o contrário; há quem diga que foi realmente uma maneira de  resolver o conflito!
JA -  Não acredito. Foi a fórmula de querer mostrar a superioridades, que, naquele momento os Estados Unidos, com aquela arma, passariam a ter para as negociações no após  guerra

JTM – Já que, ambos os blocos, as possuem: pois há também quem defenda que é uma maneira de se respeitarem mutuamente, de evitarem a guerra: o que é que pensa, Jorge Amado, a esse respeito?
JÁ – Eu sou pelo desarmamento: eu acho que a guerra se evita não tendo armas; se nós estamos  nós os dois, aqui  e não temos armas, é mais difícil que nos matemos de que você estiver aí com vários revólveres  e eu com armas brancas e revólveres, mais facilmente nos mataremos.

Eu acho que essa coisa das armas, incluindo as armas atómicas,  é um negócio sujo: é um negócio sujo, porque, por um lado envolve dinheiro, e não é uma maneira de chegar dinheiro à custa da morte!    À custa da desgraça dos demais!... E é realmente um crime!... Esta coisa dos grupos antagónicos de nações, se equilibram e isto evita a guerra, eu acho extremamente discutível!... Eu acho que isso  nos coloca sempre no perigo da guerra! Diante do perigo da guerra!... Eu acho que, se os homens que dirigem as nações, tivessem mais sentido de humanismo, pensassem mais na humanidade de que nos seus interesses pequenos e mesquinhos, nós teríamos o desarmamento - não é o desarmamento geral –que colocaria a guerra muito mais distante e muito mais difícil. É isso que eu penso.

JTM  - Haver paz sem se recorrer à existência de armas?
JA – Eu acho que sim; que haverá, realmente, no dia em que se deixar de recorrer às armas.

JTM – Acredita que, num futuro próximo ou distante, essas armas que são uma ameaça à Humanidade,
possam deixar de existir? Que sejam postas de lado, uma vez para sempre?
JA -  Eu sou otimista em relação ao futuro da humanidade; eu acredito no homem: o homem, apesar de tudo, evolui e marcha para diante e que chegará o dia em que, realmente, a humanidade  deixará de lado, todas essas armas  e que os homens do futuro pensarão: como foi possível esse acumular de armas! Que loucura! Deu na humanidade e nos homens! Nos dirigentes dos países, para que se ameaçasse a humanidade, com essas armas tão terríveis!... Note que não é o povo de nenhum país que deseja as armas: são sempre os grupos dirigentes, aqueles que estão no poder!... Os povos não desejam as armas, muito menos  as armas atómicas! Os povos desejam viver em paz! Tranquilamente, trabalhando.

JTM – Mas, a corrida ao armamento, parece cada vez mais aguerrida! As aramas aparecem cada vez mais aperfeiçoadas!... Como ver isto?
JA – Eu vejo, sempre como um perigo para a humanidade! Eu vejo como uma desgraça!... É uma desgraça e um crime! – É isso que eu penso.

JTM – A nível mundial, que é que, Jorge Amado, acha que devia ser feito para que as nações depusessem as armas e não apostassem nessas forças diabólicas? E que podem, de um momento para o outro destruírem a existência do homem na Terra?
JA – Eu acho que devia ser feito aquilo que a sua rádio está fazendo, mas a nível mundial! Por todos! Uma campanha contra as armas atómicas e contra todas as armas!... Uma campanha mundial de todos os homens, pelo desarmamento!... Mas não uma campanha feita com interesse desse ou daquele grupo, não: uma campanha que fosse de todos os homens e no interesse, sim,  da humanidade e não desta ou daquela superpotência, deste ou de outro grupo de nações!... Mas pela Humanidade!

JTM – Jorge Amado, falou da Humanidade mas os escritores também têm um importante papel na humanidade!
JA – Com certeza: os escritores, os artistas, sobretudo os cientistas, porque sabem que uma guerra atómica seria a destruição da vida sobre a Terra: não apenas da vida humana mas de toda a vida sobre a Terra! … Todos nós temos essa obrigação, é nosso dever! Todos nós: a luta contra  a corrida armamentista! A luta contra as armas atómicas!

JTM – Já agora, uma última pergunta, sobre o mesmo assunto: já alguma vez, Jorge Amado, nos seus livros abordou esta questão ou pensa abordá-la futuramente?

JA – Eu abordei essa questão, em inúmeros artigos! Em conferências! Em discursos no Parlamento, quando fui deputado… De todas as maneiras, lutando contra as armas atómicas, e, de certa maneira, eu diria que os meus livros refletem o desejo de Paz da Humanidade! 

Mesmo  que eu não tenha tido nenhum tema em nenhum deles, a luta contra as armas atómicas, porém, os meus livros refletem a luta do homem por uma vida melhor e de paz e uma vida mais feliz.


BIOGRAFIA -  Jorge Amado nasceu a 10 de agosto de 1912, na fazenda Auricídia, no distrito de Ferradas, município de Itabuna, sul do Estado da Bahia. Filho do fazendeiro de cacau João Amado de Faria e de Eulália Leal Amado.
Com um ano de idade, foi para Ilhéus, onde passou a infância. Fez os estudos secundários no Colégio Antônio Vieira e no Ginásio Ipiranga, em Salvador. Neste período, começou a trabalhar em jornais e a participar da vida literária, sendo um dos fundadores da Academia dos Rebeldes.
Publicou seu primeiro romance, O país do carnaval, em 1931. Casou-se em 1933, com Matilde Garcia Rosa, com quem teve uma filha, Lila. Nesse ano publicou seu segundo romance, Cacau.
A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba em várias partes do Brasil. Seus livros foram traduzidos para 49 idiomas, existindo também exemplares em braile e em formato de audiolivro.
Jorge Amado morreu em Salvador, no dia 6 de agosto de 2001. Foi cremado conforme seu desejo, e suas cinzas foram enterradas no jardim de sua residência na Rua Alagoinhas, no dia em que completaria 89 anos.  -  Mais pormenores em http://www.jorgeamado.org.br/?page_id=75


GLAUBER ROCHA “Um grande amigo meu, um amigo fraterno, meu irmão e um homem extremamente importante dentro da cultura do nosso país: dentro da cultura brasileira, dentro da cultura de Portugal, do mundo da língua portuguesa, pois que é um cineasta! E um escritor que tem realizado uma obra da mais alta importância!... Além de mais, é um homem extremamente lúcido na sua maneira de pensar, que tem lutado sempre ao lado do povo, contra os inimigos do Povo! Sempre ao lado dos interesses mais nobres da humanidade! Contra aqueles, exatamente, que querem a guerra, a opressão e a miséria! Os filmes de Glauber Rocha, são todos eles um elogio do Homem, do ser humano.”


BOMBA ATÓMICA EM HIROXIMA - "Eu me recordo perfeitamente. Foi durante a guerra; foi lançada sobre o Japão! No momento em que já não havia absolutamente necessidade de que a bomba atómica fosse lançada, a guerra estava ganha pelos aliados, foi um crime! Um crime terrível não só para a população japonesa mas contra a Humanidade!... Não havia absolutamente nenhuma necessidade de lançar a bomba atómica naquele momento sobre o Japão: o Japão já estava vencido."


Depois do 25 de Abril. Jorge Amado, deslocou-se várias vezes a Portugal: vindo, nomeadamente, de Paris, onde passava algumas temporadas, sobretudo na década de 80, numa fase, literariamente,  ainda muito ativa – Não era que gostasse mais de viver na Europa de que no Brasil; o motivo não era esse mas a falta de privacidade e o necessário isolamento, que não conseguia encontrar na sua cidade natal, onde era constantemente solicitado     - Nascido em Tabuna,  a 10 de Agosto de 1912, Estado da Baía, e, em cujas terras,  havia também de falecer:  Em Salvador, 6 de Agosto de 2001

Confessou-me que adorava o nosso país:   deliciar-se com a sua gastronomia, admirava o artesanato do Minho  (nomeadamente o da cerâmica),  as belezas naturais, o nosso sol,  nosso clima, a simpatia das nossas gentes, onde contava com  bons amigos, alguns dos quais, fonte de inspiração, como personagens nas suas obras: é o caso, por exemplo, de Nuno Lima de Carvalho, diretor da Galeria de Arte do casino Estoril

Tanto ele, como Zélia Gattai, sua esposa, deram-me o prazer de me concederem várias entrevistas, que aguardo no meu arquivo. Uma das quais feita por ocasião do Congresso de Escritores Portugueses, em 1988 (creio que o 2º), ou seja, dois anos antes da assinatura do então já  polémico acordo ortográfico – Obviamente, que o tema não deixou de vir à baila,  gerando acaloradas discussões, tal como, de resto, ainda hoje continua a suscitar, - Mais à frente o registo em vídeo dessa interessante entrevista



terça-feira, 9 de agosto de 2022

Mário Cesariny – Nasceu neste dia em 10 de Agosto de 1922 - O Poeta e pintor - Foi repórter surrealista num dia das marchas de Lisboa

 

Jorge Trabulo Marques - Jornalista 

Saudades do POETA E PINTOR MÁRIO CESARINY – Nasceu neste dia há 99 anos –Diálogo Surrealista no distante dia dos anos 80, em que ambos fizemos reportagem no desfile das Marchas Populares de Lisboa., num inesperado diálogo com a empregada de Natália Correia no emblemático Botequim, sobre as criancinhas de mãos ruidas por ratazanas na humilde casa de uma jovem mãe-cabo-verdiana, entre outras surpresas.

Faleceu aos 84 -Tive oportunidade e o prazer de ser amigo de Mário Cesariny de Vasconcelos, de ter partilhado com ele variadíssimos e inesquecíveis momentos de agradável convívio, com um dos mais singulares poetas pintores e do surrealismo português - "Passados 12 anos, sobre a sua morte - "é uma voz que ainda ecoa" e o seu surrealismo uma revolta que ainda não perdeu o sentido” - Entre os amigos mais chegados, a sua presença continua tão forte quanto antes. Como naqueles tempos passados em redor de uma mesa de café a falar de literatura, de política, de arte, de tudo.



Sempre certeiro onde quer que chegasse, a sua palavra Cesariny, era capaz de mudar a temperatura de uma sala, sobretudo de pensar fora da caixa porque ele nunca soube o que era estar dentro dela" In Observador. CESARINY ADMIRAVA O ESPÍRITO AVENTUREIRO DAS MINHAS ARRISCADAS TRAVESSIAS EM FRÁGEIS PIROGAS E EU ADMIRAVA-O POR SER UM POETA DE CORPO E ESPÍRITO INTEIRO

E também apreciava os meus apontamentos insólitos de reportagens e entrevistas na extinta Rádio Comercial RDP - Um dia haveria de ser ele a substituir o repórter com a empregada de Natália Correia, deslindando segredos, de almoços e jantares, no lendário Botequim e em sua casa e outras revelações - Quem haveria de imaginar tão inesperado acaso!

Mário Cesariny de Vasconcelos, nasceu em Lisboa, a 9 de Agosto de 1923 — faleceu nesta mesma cidade, no dia 26 de Novembro de 2006 - Poeta e pintor, considerado o principal representante do surrealismo português, além de antologista, compilador e historiador (polémico) das atividades surrealistas em Portugal.

OS POETAS NÃO MORREM... MÁRIO CESARINY - É UM DELES!  - Oh Meu Cesariny! Como o tempo corre? Como a vida foge! - E, todavia, até parece que foi ontem! 

Cesariny já não faz parte dos vivos.
Morreu ontem ás 5, 30 da manhã, em sua casa!
Ainda o estou a ver…
Quando à mesma hora desceu a avenida da Liberdade
Em madrugada fria de Dezembro

Madrugada já perdida
No silêncio do tempo.
Esquecida na memória dos dias.
Boina na cabeça.
Grossa gabardina de gola alta, cingida ao corpo,
Cascol escuro enrolado ao pescoço.
Defendiam – no da frieza húmida da noite.
Andar calmo e discreto.
Não de alguém que por ali deambulasse, sem destino

Ou por ali derivasse, sem propósito, nem rumo definidos 

(............) 

Meu Caro Cesariny:
Como sabe, na vida há um tempo para tudo:
Há-o para o amor, a sensualidade, a poesia - para tudo
há o tempo que o homem quiser fazer enquanto for vivo.
E, também, após a morte! – há um tempo para o repouso absoluto!
- Este agora é o seu tempo! O do indomável guerreiro
ter também o justo descanso! – O do luminoso poeta ,
ao descer, lentamente, à Terra, que o criou,
subir, em espírito e, talvez também, em corpo inteiro,
imediatamente ao Céu!


E, quanto a mim, amigo:
o meu tempo, pelo menos, por agora,
a estas tardias horas da madrugada,
em que a memória de novo me faz recuar
àquela fria noite de Dezembro,
é a de um longo momento de sentida emoção:
- tão só para recordar o belo poema,
os lindos versos, ditos palavra a palavra,
que tive o privilégio de gravar,
tal qual acabavam de ser criados,
por um inesperado poeta que, ali,
imerso em nevoeiro e névoa, quase irreal,
os dizia, com a mesma expressão
sublime e sagrada de quem diz uma oração!
(jtm)
Lisboa, 27 de Novembro de 2006

Publicado integralmente em https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2008/11/os-poetas-nao-morrem-mario-cesariny-e.html

 

segunda-feira, 25 de julho de 2022

Poetiza Agripina Costa Marques, de Parabéns - “É importante viver no presente cada etapa da vida. As pessoas de idade tem de aproveitar o tempo que estão a viver – Agora só me apetece ler…

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista

De Parabéns, está hoje a poetiza Agripina Costa Marques, com os seus  93 anos, ainda tranquilos e felizes  -  A mulher que foi a grande paixão do poeta António Ramos Rosa. Aliás, ambos enamorados e amados reciprocamente - “É importante viver no presente cada etapa da vida. As pessoas de idade tem de aproveitar o tempo que estão a viver – Agora só me apetece ler e viver o momento presente…” - E é assim que tem procurado ocupar o seu tempo, segundo pudemos constatar na recente visita, que nos concedeu, num amável e caloroso diálogo, se bem que limitada a uma cadeira de rodas, mas procurando ocupar a mente, sempre que possível, vivendo o momento presente de cada dia e até os acontecimentos da própria atualidade, ao mesmo tempo que vai dando uma olhadela aos belos espaços que se descobrem para além da janela do seu quarto, ornado com flores e algumas belas memórias

E o dia do seu aniversário, pelos que nos confessou nos telefonema que lhe fizemos, foi vivido com muita alegria, tendo recebido ramos de flores e muitos beijinhos da filha e sobrinha.

Sim, por vontade própria, Agripina Marques da Costa, vive recolhida numa residência social da Santa Casa da Misericórdia, em Belém, a Residencia Faria Mantero,  aquela que foi uma estrela que se ofuscou durante uma vida, para que uma outra maior se agigantasse ou brilhasse ainda mais

Alcançar a harmonia é ser possuído
da percepção de um não conf
inamento.
Todo o horizonte aberto é libertador .
Assim a Natureza na imediata evidência.
Em só sabê-la presente. No simples
acto de estar. Mas olhá-la em demora
é absorver no interior do ser
a própria génese libertadora. Activo
envolvimento no mesmo processo.
À dilatação do espaço se associa o Eu
a ponto de nele se poder dissolver
antes de se recuperar na sua integridade


Do livro INSTANTES. PERMANÊNCIA
De Agripina Costa Marques

Esposa do poeta António Ramos Rosa –1924-2013 - Ambos meus bons amigos, que muitas vezes me deram o prazer de me receber em sua casa – Ambos admiravam o espirito das minhas ousadas aventuras marítimas nas frágeis pirogas no Golfo da Guiné - Ambos me dedicaram lindos poemas –

Costuma dizer-se, que, por detrás de um grande homem, está uma grande mulher – Foi justamente o que se passou com este apaixonado casal  - António Ramos Rosa, era, na verdade, um poeta de corpo inteiro – Uma simples palavra, que ouvisse pronunciar e de que gostava, era o bastante para arrancar dali um poema. Pude testemunhar essa espontânea inspiração. Tendo-me confiado, vários dos seus originais manuscritos para os passar a letra de imprensa, assim como me ter oferecido seis poemas para o projeto de um livro, que acompanharia fotos minhas, com textos de Oliveira Marques e Lídia Jorge,  que ainda não cheguei a editar, por culpa de uma editora que me reteve  o projeto seis anos, tendo acabado por lho retirar.

Agripina Costa Marques – Sem dúvida, uma mulher de grande sensibilidade, que não ficava atrás da sensibilidade poética do  seu querido marido, mas, que,  de algum modo, se deixou eclipsar para que ele pudesse ainda mais brilhar. Possuidora de uma bela voz, tendo mesmo gravado alguns fados de Coimbra, acompanhada à guitarra de Carlos Paredes  - Não chegaram a ser editados mas deixados unicamente em cassete.

Também ela autora de belos poemas, entre os quais, Ciclos, Fragmentos, Idades, que, segundo, já foi sublinhado, se inscrevem justamente na categoria desses livros que, pela sua rareza, reinventa a literatura e a poesia.

De seu nome completo, Agripina Jacinta Costa Marques Ramos Rosa, Nasceu em Lisboa, em Julho de 1929 , trabalhou como tradutora para as Publicações Europa-América e dirigiu o sector de exportações e importações numa empresa sedeada na mesma cidade. Revela-se nos anos noventa do século passado como poeta. A sua primeira obra Rotações (1991), tem como coautores Carlos Poças Falcão e António Ramos Rosa, seu companheiro de vida desde 1963. Seguem-se O Centro Inteiro (1993), em colaboração com António Magalhães e Ramos Rosa. No mesmo ano a escritora publicou ainda Instantes. Permanência (1993; com 2ª ed. em 2004) dando corpo a uma obra literária que passa por Diário Intermitente (1996), Ciclos, Fragmentos, Idades (1998), Sonhos (2000, com 2ª ed. em 2001) e Morada Recôndita (2012).

António Ramos Rosa - "Destacado poeta e crítico português nascido em Faro em 1924. Foi militante do MUD (Movimento de União Democrática) e conheceu a prisão política. Trabalhou como tradutor e professor, tendo sido um dos diretores de revistas literárias como Árvore e Cassiopeia. O seu primeiro livro de poesia, O Grito Claro, foi publicado em 1958. A sua obra poética ultrapassa os cinquenta títulos. É ainda autor de ensaios, entre os quais se salienta A Poesia Moderna e a Interrogação do Real (1979-1980). Em 1988 foi distinguido com o Prémio Pessoa. Faleceu em 23 desetembro de 2013.

 

 

sexta-feira, 22 de julho de 2022

Maria Barroso – Encontro em Moscovo de Mário Soares com Mikhail Gorbachev e o casal Sakharov - Momentos que emocionaram, ambos os dois. - O que veio a suceder depois do afastamento do líder soviético e na atualidade, com Putin, não creio que hoje os surpreenderia

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista  - Leia a entrevista e outros pormenores deste post

Moscovo - Mário Soares, por entre  Gorbachev e Carlos Fino


Impressões de Maria Barroso, sobre o encontro do Presidente da República Portuguesa, Mário Soares e o Presidente da URSS, Mikhail Gorbachev, em Moscovo, no dia 20 de maio de 1991 - Ambos se emocionaram - E o que diriam hoje, com o seu afastamento, se fossem vivos e com o que se passa na atualidade?... - Estou certo que não se surpreenderiam, mesmo com a visão optimista, que então nutriam. - Pormenores mais à frente


NÃO HÁ BRUXAS OU BRUXOS QUE POSSAM VALER A AMBICIOSOS CZARES OU A OUTROS QUE TAIS

As reformas de Mikhail Gorbachev, vieram ao encontro de um sonho tornado realidade para milhões ou "a maior catástrofe geopolítica do século XX" para Putin” que, pelos vistos, avaliar pela devastação que vai pela Ucrânia, quererá recuperar o império perdido. Mas a vida na Terra, pese as ameaças que pairam e têm pairado ao longo dos tempos, não se vai esgotar com vaidades ou desmedidas ambições, pelo contrário, até costuma ser mais breve ou temporária e penalizadora para os que atentam contra a sua Ordem Natural ou Universal - Pois ninguém é mais poderoso que o Divino Criador. - Não creio que esse caminho seja duradouro ou de uma grande reta a perder de vista. É noticiado de que há um círculo de bruxas, envolvidas por capuzes e túnicas, que fazem rezas misturadas com slogans políticos de apoio a Vladimir Putin – Com frases destas: “Que venha com grandeza, o poder da Rússia, que guie o caminho de Vladimir Putin de forma correta por meio de minha reza. Respire, Mãe Terra, abraçando a Rússia por todos os lados" Grigori Rasputin, foi o bruxo eleito conselheiro de Alexandra, a esposa do último czar – Acabou por ter o desfecho de vida que cultivou: foi assassinado em São Petersburgo, em 16 de dezembro de 1916, até por membro da família imperial, que ele tanto paparicou.

Breve entrevista, em vídeo, que, Maria Barroso, me concedeu, no final do lançamento do livro “Tratado da Grandeza dos Jardins em Portugal de Miguel Esteves Cardoso, António Homem-Cardoso e Hélder Carita, pretexto para se falar do seu gosto pelos jardins, sítios repousantes que convidam à reflexão e à calma!... Que é uma coisa, que todos precisamos, tanto!

DO QUE VIU NA ENTÃO URSS - “É uma realidade do Estado das antípodas da nossa!... Mas é sempre curioso conhecer um povo diferente do nosso! Tentar apreender a sua maneira de sentir e de estar!... É difícil quando há uma barreira quase intransponível da língua… Mas, de qualquer maneira, é sempre uma experiência interessante "

"Sabe!…Eu tenho uma visão otimista das coisas! Tenho muita confiança no futuro! Que vamos ter um mundo de paz e de tranquilidade, finalmente! … Daqui a um tempo!... Não será para já!... Mas tenho muita fé que isso aconteça!..." Impressões que recolheu, quer do conhecimento da realidade “ de um mundo diferente do nosso”, quer dos encontros que o seu marido teve com Gorbatchov e, particularmente, com o casal Andrei Sakharov , que considerou “extremamente emocionante!


Gostei muito de os conhecer ele tinha uma paixão pela personalidade de Sakharov, tinha lido alguns dos seus livros!... Tinha-me servido, muitas vezes dos seus textos, como argumento para expor aquilo que eu pensava e sentia em relação ao sistema. Mikhail Gorbachev, considerado uma das figuras mais importantes da segunda metade do século XX,. responsável pelo movimento de democratização denominado perestroika (reforma), que conduziu à democratização do país e à descentralização da sua economia, gerando um movimento imparável que provocou a queda do comunismo no Leste europeu, o desmembramento da URSS (em 1991) e a introdução de uma nova ordem mundial para o fim da guerra-fria e pela retirada das tropas soviéticas do Afeganistão. Galardoado com um grande número de prémios, incluindo o Prémio Nobel da Paz, foi amplamente elogiado por seu papel pelo fim da Guerra Fria, pela redução dos abusos de direitos humanos na União Soviética e por sua tolerância tanto à queda dos governos socialistas do leste europeu quanto à reunificação da Alemanha No dia 25 de dezembro de 1991, Mikhail Gorbachev demite-se de presidente da União Soviética, cargo criado pelo próprio no ano anterior, e entrega os seus poderes, códigos nucleares incluídos, ao presidente da Rússia Boris Ieltsin. Este tinha acordado, duas semanas antes, com os homólogos eslavos, a independência da Ucrânia e da Bielorrússia e a criação da Comunidade de Estados Independentes.

O mundo está à beira de uma nova Guerra Fria", afirma Gorbachev 08/11/20148 de novembro de 2014.08/11/20148 de novembro de 2014

Ao participar dos festejos dos 25 anos da queda do Muro de Berlim, ex-líder soviético critica políticas adotadas pelo Ocidente desde o fim do bloco comunista e fala em "quebra de confiança" com a Rússia.

Em visita a Berlim para participar das comemorações dos 25 anos da queda do Muro, o último líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev, criticou duramente neste sábado (08/11) as políticas implementadas pelos países ocidentais desde o fim do bloco soviético.

"O mundo está à beira de uma nova Guerra Fria. Muitos dizem até que ela já começou", declarou Gorbachev, ao comentar a tensa situação atual envolvendo rebeldes pró-Rússia no leste da Ucrânia

Mikhail Gorbachev pede a Putin que deixe o poder agora - Dez 2011

O homem forte da Rússia, Vladimir Putin, deve deixar o poder “agora” em vista dos protestos sem precedentes contra seu regime, declarou neste sábado o ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev. https://veja.abril.com.br/mundo/mikhail-gorbachev-pede-a-putin-que-deixe-o-poder-agora/

 “Putin, um homem perigoso.” Como Mário Soares via o líder do Kremlin em 2015  - Num dos seus últimos artigos para a VISÃO, onde era colunista, o ex-Presidente da República alertava para o perigo e a imprevisibilidade de Vladimir Putin, já por causa da Ucrânia. Sete anos depois, o ensaio de Mário Soares ganha nova atualidade

Maria de Jesus Simões Barroso Soares foi uma atriz, professora e ativista política e social portuguesa, tendo sido uma das fundadoras do Partido Socialista, na Alemanha, em 1973. Foi primeira-dama de Portugal de 1986 a 1996, esposa do presidente Mário Soares

Atriz, declamadora e ativista política portuguesa, Maria Barroso Soares, foi primeira-dama de Portugal de 1986 a 1996, como esposa do presidente Mário Soares

Nasceu a 2 de maio de 1925, na Fuseta, em Olhão, e faleceu a 7 de julho de 2015 na cidade de Lisboa. Iniciou a sua atividade teatral na Universidade, enquanto aluna de Ciências Histórico-Filosóficas. Integrou depois a Companhia Amélia Rey Colaço-Robles Monteiro, interpretando papéis em peças como Frei Luís de Sousa (1944), Antígona (1946), A Casa de Bernarda Alba (1948) e O Segredo (1964). Foi afastada dos palcos por razões que se prendiam com a sua oposição ao regime do Estado Novo. Casou em 1949 com Mário Soares, ele próprio um antissalazarista. Passou a dedicar-se à direção do Colégio Moderno e à política, nomeadamente ao Partido Socialista, em cujas listas foi repetidamente eleita deputada. No cinema, participou num dos títulos emblemáticos do Cinema Novo português: Mudar de Vida (1966), e em diversos filmes de Manoel de Oliveira, entre os quais Benilde Ou a Virgem Mãe (1975), Amor de Perdição (1979) e Le Soulier de Satin (O Sapato de Cetim, 1985).


Mário Soares, de seu nome completo Mário Alberto Nobre Lopes Soares, nasceu em Lisboa, em 7 de Dezembro de 1924, filho de João Lopes Soares e de Elisa Nobre Soares. Político de profissão e vocação, co-fundador do Partido Socialista, a 19 de abril de 1973, o percurso de Mário Soares inicia-se nos grupos de oposição ao Estado Novo, atividades que levariam o governo de Salazar a deportá-lo para São Tomé[1], onde permaneceu até o governo de Marcello Caetano lhe permitir o exílio em França[2]. No processo de transição democrática subsequente ao 25 de abril de 1974 afirma-se como líder partidário no campo democrático, sendo ainda Ministro de alguns dos governos provisórios. Em seguida foi Primeiro-Ministro dos I, II e IX governos constitucionais, acompanhando o processo de construção de políticas sociais pré-adesão às Comunidades Europeias. Foi Presidente da República durante dois mandatos, entre 1986 e 1996 - Desde os tempos de estudante universitário foi um activo resistente à ditadura. Iniciou então um longo e persistente combate que o levou a estar presente e activo na organização da oposição democrática ao salazarismo. – Mais pormenores da sua biografia em http://www.fmsoares.pt/mario_soares/ e h - ttps://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_Soares