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terça-feira, 3 de abril de 2018

FINIS PATRIAE -Portugal roubado e vendido por vendilhões e traidores- - Faltam-nos patriotas com a garra de Guerra Junqueiro: “depois de Nun'Álvares, um herói e um santo, foi uma sucessão de intrigantes mesquinhos, de maus doidos, ou de egoístas vulgares. A grande herança do herói esmagou os seus descendentes” - Resta-nos ir caçar borboletas!


Falam os Hospitais:
Tossi, tossi, pulmões desfeitos,
Em vielas lôbregas sem ar!
Nos dormitórios faltam leitos...
Tossi, pulmões, nos largos peitos,
Tossi, que a Morte quer jantar!


Morrei de fome, no abandono,
Mendigos trôpegos, senis...
E invejai, não o rei no trono,
Mas os cães grandes que têm dono
E as feras más que têm covis!.
..


13/10/2016  Portugal tem maior incidência de tuberculose do que o resto da Europa ...

COM OS MELHORES NEGÓCIOS NAS MÃOS ALHEIAS -  E O INTERIOR DE PORTUGAL, QUEIMADO E DESPOVOADO – O QUE RESTA AOS PORTUGUESES? 


"Crianças rotas, sem abrigo...
A enxerga é pobre e a roupa é leve...
Quarto sem luz, mesa sem trigo...
Quem é que bate no meu postigo?
    - A Neve!

A usura rouba a luz e o ar
E o negro pão que a gente come...
Inverno vil... Parou o tear...
Quem vez sentar-se no meu lar?
    - A Fome!!~


16/05/2017 Quase 2,6 milhões de portugueses em risco de pobreza


LEMBRANDO A OBRA E A CORAGEM DO POETA GUERRA JUNQUEIRO -  EM TEMPO DE VENDILHÕES E TRAIDORES DA PÁTRIA  - Diz em Finis Patrie, que depois de Nun'Álvares, um herói e um santo, foi uma sucessão de intrigantes mesquinhos, de maus doidos, ou de egoístas vulgares. A grande herança do herói esmagou os seus descendentes


Falam Condenados:
"Faminto, nu, sem mãe, sem leito,
    Roubei um pão.
Quem vai além de farda e de grã-cruz ao peito?
    - Um ladrão!
Todos os crimes da Desgraça
    Em mim reúno.
Quem vai além tirado a parelhas de raça?
    - Um gatuno!""




HORAS DE LUTA. HORAS DE COMBATE – GUERRA JUNQUEIRO


"Depois de caçar tiranos
Vamos caçar borboletas!"

“A sociedade portuguesa está organizada para o mal. Não é já o mal esporádico e fortuito, em casos isolados que rapidamente se combatem. Não; é o mal colectivo, o mal em norma de vida, o mal em sistema de governo. Os poderes funcionam deliberadamente, com um fim: produzir o mal. Porquê e para quê? Porque o mal são eles e querem conservar-se. Um regímen corrupto só na corrupção subsiste. Mantém-se na corrupção, como alguns bacilos na porcaria. O seu ódio ao bem é fundamental e orgânico.
A filosofia da vida dum tal regime é a filosofia do porco: devorar” [ibidem]

"Então o povo que deixa prostituir a consciência, roubar os direitos, vilipendiar a história, o povo cobarde que não defende a honra, quer defender a camisa?
Que lha levem, com o último pão, os últimos andrajos! Que ruja de frio, que estoire de fome! A fome é como o fogo: abrasa e depura. Os que aviltam gozando, só se regeneram sofrendo. Não venham libras, venham desastres. Sobre a nossa infâmia chovam calamidades e tormentos" [ibidem]

Guerra Junqueiro
, in Horas de Luta (Livraria Lello) e Horas de Combate(Livraria Chardron)  https://portuga-coruche.blogs.sapo.pt/534908.html


É negra a terra, é negra a noite, é negro o luar.
Na escuridão, ouvi! há sombras a falar: 

(...) Uma Voz na Treva:

Já Deus, coveiro de colossos, 
Ó Portugal, ó maldição!,
Dia e noite martela a tumba onde os teus ossos
Na cripta do silêncio eterno dormirão!

 Com fúria doida, ó vento, escarvas
 Na poeira triste.... Em vão, em vão!
Tudo é morto! Na terra há unicamente larvas,
E a luz que fosforeja ainda é podridão!



Mas que castelo sobranceiro
 Ao mar profundo erguendo estão?...
É reduto d'heróis, que em transe derradeiro
Querem bater-se com as feras bravas


..«Lei dos despejos» de Cristas continua a agravar rendas mento das rendas desgasta famílias, afirma Associação dos Inquilinos… Rendas altas, inquilinos sem direitos, despejos  O LIBERALISMO SELVAGEM – SEM IDEAIS - SÓ OLHA AOS CIFRÕES   - Os casinos, a banca, os seguros, os hospitais privados,  a EDP, a empresa mais lucrativa nacional, em mãos alheias - Quando algum  realizador português, pretender realizar um filme, dificilmente encontrará apoio de nenhuma fundação ou empresa sob orientação do ultraliberalismo global

BRANQUEARAM A DÍVIDA AOS CALOTEIROS QUE NOS COMPRARAM O PATRIMÓNIO COM O NOSSO DINHEIRO


Em 29/11/2011 -  a dívida de Angola a Portugal totalizava 1,04 mil milhões de euros, anunciou o ministro das Finanças angolano, citado hoje pela agência - Nunca mais de falou  - Angola dívida a Portugal soma eur1,04 mil milhões - Expresso.pt




A Fundação tem recrutado para a sua Administração gente oriunda da vida política e "banqueiros" (melhor seria dizer gestores bancários): Isabel Mota, Teresa Gouveia, Marçal Grilo, André Gonçalves Pereira, Artur Santos Silva, Diogo Lucena, Rui Vilar. Nenhum destes gestores tem a menor sensibilidade ou currículo académico na área cultural." Gulbenkian- uma nota - Crítico

ALGUMA VEZ ISTO ACONTECERIA COM AZEREDO PERDIGÃO VIVO? -


Entrevista que me concedeu um homem dedicado e honrado

Fundação Gulbenkian vai sair do negócio do petróleo. Quem são os chineses que querem comprar o petróleo da Gulbenkian ..... Gulbenkian prepara-se para abandonar negócio do petróleo > TVI2

Falam Estátuas d'Heróis:
Ó raça triste, ó raça espúria
De miseráveis sem valor!
Sob o azorrague e sob a injúria,
É de comédia a vossa fúria,
É de entremez a vossa dor!


Vergonha ignóbil! O que importa
Contra um Leopardo a indignação,
Se consentis que à vossa porta
A Liberdade seja morta,
Estrangulada por um cão?!

Que admira enfim que uma pantera
De garras d’aço e olhar sombrio
Coma, num bom jantar de fera,
Um povo podre, que tolera
Os dentes maus dum cão vadio?!






Pois esse povo agonizante, 
Quando revive para a história,
E vai, frenético e radiante,
Saudar a estátua do gigante
Cantor da sua eterna glória,



Deita a fugir, (como é fictícia 
Vossa bravura, homens venais!) 
Vendo um corcunda, que imundícia! 
E um rei d'espadas (de polícia) 

Com quatro esbirros, nada mais!..

E ousais falar, bocas impuras,
Em glória, em honra, em pátria, em Deus!
E ousais erguer das sepulturas
Nossas hercúleas armaduras,
Chatins! chatins! pigmeus! pigmeus!




A RESTAURAÇÃO DA BAIXA LISBOETA  - Onde já se torna difícil encontrar uma ementa da cozinha portuguesa 

 E certamente o mesmo estará acontecer no Porto e noutras cidades. Se o português quiser estabelecer-se, debate-se com mil dificuldades. Não lhe resta outra solução que ficar no desemprego ou arrumador de carros.
Se quiser emigrar para Angola, tem de fazer sociedade tipo cambalacho, com mafiosos locais,  de outro modo não se safa. E, aqui, em Portugal, é capaz de haver esquemas semelhantes (com mafiosos no poder local ou central) para privilegiar  negócios estrangeiros. Instalam-se por todo o lado e vão deixando os mercados tradicionais às moscas. 
(...)
Dizei, portões, dizei, cevados, 
Que resta enfim da nossa glória? 
Que é da altivez? - Jogou-se aos dados... 
Que é do estandarte? - Ei-lo em bocados... 
Que é da nação? - Morreu na história!

Do imenso império extraordinário
Só aos ladrões ficou defeso
O espaço triste e necessário
Onde o Bretão erga um Calvário
E cuspa, rindo, o seu desprezo!

E o povo? Inerte. E o rei? À caça.
Quem é que impera? O Deus Milhão...
Ah! Como é bom em tumba escassa,
Longe do Sol que vê tal raça,
Dormir, dormir na escuridão!...

Mas nem no túmulo cativos,
Dormimos bem!... Repouso atroz!...
Porque, ante os lances aflitivos,
Nós afinal somos os vivos,
E os mortos pútridos sois vós!

Sois vós os mortos ambulantes,
Tristes autómatos de pé,
Articulando por instantes,
Ocas palavras vacilantes,
Gritos sem dor, juras sem fé!

Lobos, abutres, corvos, hienas,
Panteras, linces e chacais,
Monstros vorazes de gangrenas,
Lúculos ímpios das obscenas
Larvadas carnes sepulcrais;




Vinde em tropel, em chusma, em bando,
Vinde às centenas e aos milhões,
Para o banquete miserando
Dum povo morto, fermentando
Numa estrumeira d'abjecções!


Monturo d'almas!... Excrementos
De tal baixeja e vilania,
Que nos esgotos mais nojentos
Fariam volvos truculentos
Ânsias de peste e d'agonia!

Quem paga a factura - Não é o Catroga nem o Mexia mas o Pagode. Luz mais cara a cada três meses

Catroga vai ganhar eur 45 mil por mês.....Catroga: "Se representasse o Estado não teria aceite...eduardo. por apenas 45 mil pentelhos por mês....Um salário desta natureza é mais ou menos pornográfico".....


Monturo d'almas!... Excrementos
De tal baixeja e vilania,
Que nos esgotos mais nojentos
Fariam volvos truculentos
Ânsias de peste e d'agonia!



Não há latrina que suporte
Tão baixo e cínico jantar!
Seu cheiro pútrido é tão forte,
Que a campa, estômago da Morte,
Era capaz de o vomitar!


Famílias vão ter a eletricidade mais cara da Europa
....Electricidade vai ficar mais cara?...Um milhão de clientes com terceiro aumento... Consumidor já paga custos da supervisão dos serviços de gás e 


Vede lá, pois, corvos funéreos,
Que orgia opípara de rei!
Goelas sinistras de Tibérios,
Roucos glutões de cemitérios,
Comei! comei! comei! comei!

O garfo e a faca, o dente e a presa,
Cravai, cravai nesse festim!
Comei, limpai de todo a mesa!
Que nem suspeita d'impureza
Dessas carcaças reste enfim!

E em vez da raça digerida
Por ventre podres d'urubus,
Que dê a terra erva homicida,
Com mais nobreza para a vida,
Com mais direito ao ar e à luz!

E, por padrões assinalados
De tantas glórias imortais,
Basta que o ferro dos arados
Encontre um dia entre os silvados
Blocos dos nossos pedestais! 





A PROPÓSITO DO ULTIMATUM

À Inglaterra
(Fragmento)

Ó cínica Inglaterra, ó bêbeda impudente,
Que tens levado, tu, ao negro e à escravidão?
Chitas e hipocrisia, evangelho e aguardente,
Repartindo por todo o escuro continente
A mortalha de Cristo em tangas d'algodão.

Vendes o amor ao metro e a caridade às jardas,
E trocas o teu Deus a borracha e marfim,
Reduzindo-lhe o lenho a c'ronhas d'espingardas,
Convertendo-lhe o sangue em pólvora e bombardass,
Transformando-lhe o sangue em aguarrás e em gim!

Se é verdade ser o povo que faz os governos, não é menos verdade que a fraqueza dos príncipes e ministros, entibia as energias dos povos. Éramos a mesma gente quando, levados pela mão de Pombal, contínhamos em respeito essa própia Inglaterra que, umas dezenas de anos depois, nos dava Beresford como procônsul.- Guerra Junqueiro - Finis Patriae - Nautilus-FIS-UC-PT



FALTAM-NOS HOMENS DESTE TÊMPERA 

 Abílio Manuel Guerra Junqueiro nasceu em Freixo de Espada à Cinta a 17 de setembro de 1850. Fez os estudos os preparatórios no Liceu de Bragança e frequentou o curso de Teologia da Universidade de Coimbra durante dois anos. Compreendendo que não tinha vocação para a vida religiosa, transferiu-se para o curso de Direito daquela universidade, concluindo-o em 1873. Ainda durante o curso de Direito, começou a manifestar notável talento poético, sendo considerado um dos nomes mais promissores da nova geração de poetas portugueses da época. Em 1868, publicou o opúsculoO Aristarco Português e a obra Baptismo de Amor. Sendo antimonárquico, manifestou as suas ideias republicanas em 1873, publicando o poemeto À Hespanha Livre, em que celebrou a proclamação da república espanhola. Em 1874, publicou A Morte de D. João, obra que obteve um enorme sucesso, recebendo apreciações críticas de escritores de grande renome como Camilo Castelo Branco e Joaquim Pedro de Oliveira Martins. Em Coimbra, começou a sua carreira literária promissora como redator do jornal literário A Folha. Transferindo-se posteriormente para Lisboa, foi colaborador de jornais políticos e artísticos, como o jornal A Lanterna Mágica. Entrou para o funcionalismo público e tornou-se secretário-geral do governador civil dos distritos de Angra do Heroísmo e de Viana do Castelo. Em 1878, foi eleito deputado pelo círculo de Macedo de Cavaleiros, nunca deixando de se dedicar, entretanto, à literatura. Publicou, em 1879, a obra A musa em Férias, que reúne grande parte das suas poesias. Faleceu em Lisboa a 7 de julho de 1923.

Guerra Junqueiro teve um papel extremamente importante no cenário cultural de Portugal. Foi classificado o "Victor Hugo português" devido à sua importância e foi considerado, por muitos, o maior poeta social português do século XIX. Recebeu o reconhecimento de escritores contemporâneos importantes, como Eça de Queirós, que o considerou "o grande poeta da Península", como Sampaio Bruno, que viu nele o maior poeta da contemporaneidade, e como Teixeira de Pascoais, que o classificou "um poeta genial". Fernando Pessoa também manifestou a sua admiração por Guerra Junqueiro, classificando Pátria uma obra "superior aos Lusíadas". Da mesma forma, Miguel de Unamuno, escritor espanhol, também considerou-o "um dos maiores poetas do mundo".
A sua obra poética aborda temas sociais que refletem o panorama da sociedade portuguesa dos finais do século XIX e do início do século XX. O anticlericalismo e o ataque à burguesia corrupta são temas marcantes da obra de Guerra Junqueiro, que apresenta um profundo descontentamento com a decadência de Portugal e com postura do rei Dom Carlos e de toda a dinastia Bragança face ao destino do país. Considerava que Portugal estava entregue a uma monarquia que indiferente ao desenvolvimento do país, e desprovida de moral, porquanto entregue aos interesses ingleses. Junqueiro considerava, portanto, que o país havia entrado numa decadência moral e que só poderia se reerguer quando conseguisse redefinir a sua própria identidade, através da revolução moral.

domingo, 1 de abril de 2018

Em dia Pascal, Canto ao Meu Deus! Ao Meu Sol, Espelho de Deus e Fonte da Vida - Meu Deus! Meu Sol!... Vim Para Vos Adorar e Não Para de Vós Me Despedir


EM DIA PASCAL  - CANTO AO MEU DEUS E AO MEU SOL  - À HORA D'ELE SE PÔR, VIM PARA O ADORAR E NÃO D'ELE ME DESPEDIR  - CANTO A DEUS E À ABENÇOADA TERRA DO MEU TORRÃO NATAL E AO SOL QUE, LÁ DO  ALTO, ME ILUMINOU E ME VIU NASCER E CRESCER.





Pedra do Sol Cabeleira de Nª Srª 40º 59´ 39.94" N - 7º 10´ 35-46" W








Canto a Deus,
à terra e o sol que me viu nascer


A sós, em perfeita harmonia comigo próprio e com os astros,
longe do bulício da cidade, longe de tudo, do tumulto da vida e do mundo,
aspirando os odores de terra, das flores e das fragas,
canto o vosso cântico, ó Senhor Deus, meu Sol eterno!
Não, não estou só. Neste sítio tão calmo, de solidão e de espaço.
Tudo é igual a mim. Sou tudo o que me rodeia.
A abóbada do ar que me cobre. A luz que cai do alto e unge os meus olhos.
A pedra que piso e me faz pulsar o peito da adolescência perdida.
A débil névoa que me envolve e me transfigura.
Tudo habita em mim e eu habito o coração de tudo .
Oh, aqui, onde me encontro, não há tempo nem lugar definidos,
tudo é assombro, esplendor,
tudo faz parte do mesmo Deus,
tem a matriz do Criador,
só há eternidade, eternidade!


Canto o vosso cântico, ó Pai Sol. Ó Deus eterno!
Glória a  Vós, nas Alturas,  ó Divino  Astro!
Sois o deus mais Antiquíssimo do cosmos! A Essência
que  precedeu  a  própria existência! O Clarão
que iluminou o seu próprio caminho
quando tudo, antes, era um mar de trevas
e nele existia a noite mais escura e eterna, 
tudo era confuso e turvo,  um imenso vazio,
e, no turbilhão desse vazio, desse tempestuoso caos,
apenas reinava a solidão de um  mar infindo,
a infinita escuridão!

(...) 
Oh, desce,
desce amada luz!
Desce, pura, e impregnada de beleza!
Pois sempre que me prendo pelo teu fascínio,
todo o meu ser se transcende,
eleva-se à tua altura e é já divino!


(...) Oh abençoada terra natal!
Ó tu, sacro chão das minhas raízes, que tanto me atrais!
Só tu, que me gerastes, sabes o que eu sei dos teus segredos!
Sim, conheço, muitos deles, como a palma das minhas mãos!
Conheço, por exemplo, os teus silenciosos caminhos,
e, por entre eles, o perfume incomparável 
das amendoeiras e das giestas, em flor,
que, por tão inebriante, me deleita e delicia, até ao êxtase!
Sim, sempre que posso, lá estou!
Sou o habitual caminheiro que peregrina,
que não desiste de caminhar,
inebriado e sem destino, por ermas ladeiras e penhascos!
Calcorreio veredas e atalhos, subo e desço as fragas,
ou simplesmente vagueio, vagueio
como um sonâmbulo, perco-me!
Sinto a vertigem das alturas
e dos largos espaços! 


Oh, a maravilha das criptas, das abóbadas e arcadas,
das esferas e estátuas de santuários e catedrais
de tantas daquelas fantásticas fragas,
com formas tão estranhas, tão bizarras!
Gigantescos penedos,
que já, em criança, me fascinavam, eu admirava,
sentava-me e escorregava no seu musgo,
eram o meu assombro, o meu espanto,
quando, pelo meio delas,

descalço, deambulava,

Excerto  de um longo poema - Jorge Trabulo Marques

Pedra do Sol Cabeleira de Nª Srª 40º 59´ 39.94" N - 7º 10´ 35-46" W



Se estivesse na minha aldeia, no dia de hoje, não deixaria de visitar este e outros locais, onde, desde o principio deste século, pude descobrir vários ,calendários pré-históricos – Naturalmente que relacionados, tanto como o  principio das estações do ano, como de locais de culto.

Mas a celebração Pascal, que é também um evento com raízes aos cultos pagãos da  Primavera, já a fizemos no dia indicado pela astronomia - Sim a igreja católica celebra hoje o dia de Páscoa – Depois do dia de Natal, é o segundo dia santo mais importante da religião cristã. Porém, enquanto as festividades natalícias, são  em dias fixos do calendário, o mesmo não sucede com a celebração da Páscoa, que é calculada para coincidir com o primeiro domingo a seguir à primeira lua cheia da Primavera, no hemisfério norte, ou do Outono, no hemisfério sul.

A simbologia cristã define-a como sendo a passagem da morte para a vida,  incorporada na Ressurreição de Jesus de Nazaré, que havia sido morto na cruz, ou seja, comporta o significado da vitória da luz sobre as trevas, do que fere e mata a vida,  um tempo de reflexão para uma nova vida de acordo com os princípios da doutrina de Cristo – Mas este é, também, de certo modo  um remoto significado pagão, a cujas origens, quer as festividades natalícias, quer as pascais, entroncam em antiquíssimos princípios, muito mais anteriores  ao nascimento e da morte de Jesus Cristo, relacionados com as festividades dos  ciclos da natureza: o Natal ocorre na mesma semana do Solstício do Inverno e a Páscoa, só raramente coincide com a mesma semana do Equinócio da Primavera (referem estudiosos, que só de duzentos em duzentos anos, porque se convencionou fixara sua data com o calendário lunar após a entrada desta estação  - De algum modo, para mostrar  algum aparente distanciamento  dos ancestrais cultos pagãos.

Pois, segundo é referido por estudiosos  " muito antes da Páscoa ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera.

A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isto muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade. A palavra "páscoa" – do hebreu "peschad", em grego "paskha" e latim "pache" – significa "passagem", uma transição anunciada pelo equinócio de primavera (ou vernal), que no hemisfério norte ocorre a 20 ou 21 de março e, no sul, em 22 ou 23 de setembro.

De fato, para entender o significado da Páscoa cristã, é necessário voltar para a Idade Média e lembrar dos antigos povos pagãos europeus que, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – em inglês, Easter quer dizer Páscoa.

Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres.
Os pássaros estão cantando, as árvores estão brotando. Surge o delicado amarelo do Sol e o encantador verde das matas.

A celebração de Ostara comemora a fertilidade, um tradicional e antigo festival pagão que celebra o evento sazonal equivalente ao Equinócio da primavera.
Algumas das tradições e rituais que envolvem Ostara incluem fogos de artifícios, ovos, flores e coelho.

Ostara representa o renascimento da terra, muitos de seus rituais e símbolos estão relacionados à fertilidade. Ela é o equilíbrio quando a fertilidade chega depois do inverno. É o período que a luz do dia e da noite têm a mesma duração. Ostara é o espelho da beleza da natureza, a renovação do espírito e da mente. Seu rosto muda a cada toque suave do vento. Gosta de observar os animais recém-nascidos saindo detrás das árvores distantes, deixando seu espírito se renovar.

Ostara foi cristianizada como a maior parte dos antigos deuses pagãos.


Os símbolos tradicionais da Páscoa vêm de Ostara. Os ovos, símbolo da fertilidade, eram pintados com símbolos mágicos ou de ouro, eram enterrados ou lançados ao fogo como oferta aos deuses. É o Ovo Cósmico da vida, a fertilidade da Mãe Terra.
Ostara gosta de verde e amarelo, cores da natureza e do sol.
O Domingo de Páscoa é determinado pelo antigo sistema de calendário lunar, que coloca o feriado no primeiro Domingo após a primeira lua cheia ou seguindo o equinócio.
A Páscoa foi nomeada pelo deus Saxão da fertilidade Eostre, que acompanha o festival de Ostara como um coelho, por esta razão, o símbolo do coelho de páscoa na tradição cristã. O coelho é também um símbolo de fertilidade e da fortuna.
A Páscoa foi adaptada e renomeada pelos cristãos, do feriado pagão Festival de Ostara, da maneira que melhor lhe convinha na época assim como a tradição dos símbolos do Ovo e do Coelho. Excrto de 
https://www.recantodasletras.com.br/artigos/2174048


NÃO HÁ NINGUÉM QUE, AO CONTEMPLAR OS MAJESTOSOS  MEGALÍTICOS, LHE FIQUE INDIFERENTE 


 O autor destas linhas, caminha para estes penhascos,  desde criança, desde o tempo em que ali ia levar a marmita ao pastor que guardava o gado da Quinta do Muro, sobranceira ao Vale, onde era caseiro o seu pai – Desde aí, sempre teve a convicção de que deveriam existir por ali uns mistérios por decifrar. Pelos visto, não me enganei com a minha intuição e as minhas atentas observações.

 Há quem pense que o mundo da luz e do conhecimento só começou com a descoberta da electricidade. Mas os que assim pensam estão enganados. O homem existe há milhões de anos! E, por conseguinte, desde há muito que que ele aprendeu a aperfeiçoar as suas técnicas de sobrevivência, a conviver  com a natureza,  e a conhecer-lhe muitos dos seus segredos, que, certamente, se foram perdendo à medida que se foi divorciando do seu contacto.

Este planeta está cheio de lugares especiais, que foram reconhecidos  como lugares sagrados ao longo de milénios e milénios. Fátima, em Portugal, embora mais recente, é um desses fenómenos! 

Vejam-se as mundialmente famosas estátuas da Ilha da Páscoa, enigmáticas figuras gigantes  com os olhos voltados aos céus, ou ainda, nos Andes,  a não menos impressionante Porta do Sol, presume-se que da cultura Asteca, expressando a mais estreita aliança e união do espírito com a matéria - Isto para já não falar  das ruinas de Stonehenge, sobre as quais, investigadores de todos os domínios, se continuam a interrogar, sem, contudo, encontrarem as respostas que os satisfaçam.

Ou, então, que dizer das famosas pirâmides do Egipto, do culto do sol que  o Faraó Akenaton (1358-1388. a.C.). estimulou, como o primeiro credo monoteísta de que se tem conhecimento. E, tantos outros imponentes altares do género e com idêntico sentido,  nas Américas,  Europa, China, Índia, em vários pontos  do  mundo!

A minha relação com a penedia dos Tambores e Quebradas, começou muito cedo. Palmilhei as suas canadas e atalhos, muitas vezes em criança, e  até descalço, quando os meus pais eram caseiros na Quinta do Muro( que fica, quase lá ao fundo da depressão, debruçada sobre a Ribeira - hoje, em ruínas), e donde eu partia, vindo lá de baixo, com a marmita pela mão, subindo as íngremes penedias para  levar o almoço ao  pastor da Quinta, quando ele, por estas bravias encostas,  guardava o gado.

Cedo, então, aprendi, não só a conhecer pelos seus nomes, muitos destes penedos e morros, muitas das curiosas pedras que compõem esta vasta fortaleza natural, como também a reconhecer-lhes as suas singularidades. E este penedo foi, justamente, um dos enomes megálitos que me chamou atenção, mal o vi pela primeira vez:  não tanto pela sua curiosa esfericidade, mas sobretudo  pelo estranho círculo cavado na rocha

Entretanto, até que eu começasse a fazer outras conjunturas, passaram-se muitos anos. Porém, um dia,   na sequência da descoberta do calendário solar no Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora, e  um ano depois, quando eu me encontrava,  naquele local para assistir a mais um pôr-do-sol no Solstício do Verão, e prosseguir com as minhas observações, veio-me à lembrança a imagem da curiosa pedra esférica. 

Abandonei aquele espaço amuralhado e, como que levado também por um certo espírito premonitório ou de pura intuição, fui ver o que realmente ali se passava.

 Faltavam menos de quinze mintos para o sol pousar, lá longe, sobre a cordilheira, na outra margem da ribeira. À primeira vista a ideia era a de o que o sol ia pousar fora do meio da curvatura da pedra. Mesmo assim esperei. Esperei e acertei em pleno! Fiquei radiante! – É inolvidável o momento!

Mal queria acreditar na imagem que tinha perante os meus olhos. Peguei na máquina fotográfica e fiz as primeiras fotografias. Nos dias seguintes voltei lá a fazer novas observações para acompanhar o percurso da declinação solar. E o mesmo fiz nos meses que se seguiram. Até que, por fim, dois anos depois das duas descobertas, decidi  tornar público o meu encantamento, de modo a que pudesse ser partilhado a quem aqui quisesse deslocar-se, como um dos espantosos legados da Humanidade.

Em 21 de Junho de 2004 o tempo não nos ajudou muito. Eram meia dúzia de jovens da aldeia e alguns técnicos do PAVC. Choveu nesse dia e só nos derradeiros instantes, e em jeito de despedida,  o astro-rei nos saudou. No ano seguinte, em 2005, resolvi convidar, a aspensas minhas,  um grupo de  gaiteiros de Miranda e tornar ainda mais solene e mágico o esplendoroso momento. Mesmo assim, não foi muita gente mas penso que foi um momento muito bonito e que dificilmente deixará de ser recordado na retina de todos quantos o puderam contemplar – pois o tempo em que o fenómeno ocorre é muito escasso! Duas televisões captaram imagens e espalharam a notícia.

Jorge Trabulo Marques
Junho 2006

PORMENORES DA CELEBRAÇÃO EM 22 DE JUNHO DE 2014

Solstício do Verão celebrado com um pôr-do-sol magnífico, ritual celta ...


4 -

A   PEDRA DA CABELEIRA DE Nª Srª-  ATRAVESSA NA SUA BASE DE APOIO, POR UMA GRUTA EM FORMA DE SEMI-ARCO, É OUTRO DOS ALINHAMENTOS SOLARES - CALENDÁRIO ASTRONÓMICO E LOCAL DE CULTO 


Começou por ser estudada, em 1957, pelo Pro. Adriano Vasco Rodrigues, que a classificou como santuário pré-histórico, integrado cronologicamente na revolução neolítica. Pelas suas características sugere a existência de um culto ao crânio, característico, na Península Hispânica, da transição do Paleolítico para o Neolítico, segundo o Prof. Pericot. A identificação com uma entidade feminina, que sofreu consagração à Virgem Maria, acompanhada de lenda popular, sugere um culto inicial à Deusa Mãe, símbolo da fertilidade.

O início da agricultura está ligado ao culto da Deusa Mãe, privilegiando a germinação das plantas. Foi trazido do Médio Oriente para o Ocidente peninsular pelos primeiros povos agricultores - Refere o investigador num estudo editado pelo Município de Meda, a cujo concelho, chegou a pertence, a freguesia de Chãs, em que se localizam os referidos monumentos megalíticos. 

Há quem pense que o mundo da luz e do conhecimento só começou com a descoberta da electricidade. Mas os que assim pensam estão enganados. O homem existe há milhões de anos! E, por conseguinte, desde há muito que que ele aprendeu a aperfeiçoar as suas técnicas de sobrevivência, a conviver  com a natureza,  e a conhecer-lhe muitos dos seus segredos, que, certamente, se foram perdendo à medida que se foi divorciando do seu contacto.

Este planeta está cheio de lugares especiais, que foram reconhecidos  como lugares sagrados ao longo de milénios e milénios. Fátima, em Portugal, embora mais recente, é um desses fenómenos! 

Vejam-se as mundialmente famosas estátuas da Ilha da Páscoa, enigmáticas figuras gigantes  com os olhos voltados aos céus, ou ainda, nos Andes,  a não menos impressionante Porta do Sol, presume-se que da cultura Asteca, expressando a mais estreita aliança e união do espírito com a matéria - Isto para já não falar  das ruinas de Stonehenge, sobre as quais, investigadores de todos os domínios, se continuam a interrogar, sem, contudo, encontrarem as respostas que os satisfaçam
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Ou, então, que dizer das famosas pirâmides do Egipto, do culto do sol que  o Faraó Akenaton (1358-1388. a.C.). estimulou, como o primeiro credo monoteísta de que se tem conhecimento. E, tantos outros imponentes altares do género e com idêntico sentido,  nas Américas,  Europa, China, Índia, em vários pontos  do  mundo!

A minha relação com a penedia dos Tambores e Quebradas, começou muito cedo. Palmilhei as suas canadas e atalhos, muitas vezes em criança, e  até descalço, quando os meus pais eram caseiros na Quinta do Muro( que fica, quase lá ao fundo da depressão, debruçada sobre a Ribeira - hoje, em ruínas), e donde eu partia, vindo lá de baixo, com a marmita pela mão, subindo as íngremes penedias para  levar o almoço ao  pastor da Quinta, quando ele, por estas bravias encostas,  guardava o gado.

Cedo, então, aprendi, não só a conhecer pelos seus nomes, muitos destes penedos e morros, muitas das curiosas pedras que compõem esta vasta fortaleza natural, como também a reconhecer-lhes as suas singularidades. E este penedo foi, justamente, um dos enomes megálitos que me chamou atenção, mal o vi pela primeira vez:  não tanto pela sua curiosa esfericidade, mas sobretudo  pelo estranho círculo cavado na rocha
Vendo que essa concavidade era muito  plana, muito direitinha e circular, numa rocha tão irregular,  depreendi que tal só poderia  ser obra do homem e não devido à acção da natureza, tal como algumas lagaretas que por ali existem, mas com canal de saída e contornos diferente, facto que despertou, desde então, a minha curiosidade.

Entretanto, até que eu começasse a fazer outras conjunturas, passaram-se muitos anos. Porém, um dia,   na sequência da descoberta do calendário solar no Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora, e  um ano depois, quando eu me encontrava,  naquele local para assistir a mais um pôr-do-sol no Solstício do Verão, e prosseguir com as minhas observações, veio-me à lembrança a imagem da curiosa pedra esférica. Abandonei aquele espaço amuralhado e, como que levado também por um certo espírito premunitório ou de pura intuição, fui ver o que realmente ali se passava.

 Faltavam menos de quinze mintos para o sol pousar, lá longe, sobre a cordilheira, na outra margem da ribeira. À primeira vista a ideia era a de o que o sol ia pousar fora do meio da curvatura da pedra. Mesmo assim esperei. Esperei e acertei em pleno! Fiquei radiante! – É inolvidável o momento!

Mal queria acreditar na imagem que tinha perante os meus olhos. Peguei na máquina fotográfica e fiz as primeiras fotografias. Nos dias seguintes voltei lá a fazer novas observações para acompanhar o percurso da declinação solar. E o mesmo fiz nos meses que se seguiram. Até que, por fim, dois anos depois das duas descobertas, decidi  tornar público o meu encantamento, de modo a que pudesse ser partilhado a quem aqui quisesse deslocar-se, como um dos espantosos legados da Humanidade.

Em 21 de Junho de 2004 o tempo não nos ajudou muito. Eram meia dúzia de jovens da aldeia e alguns técnicos do PAVC. Choveu nesse dia e só nos derradeiros instantes, e em jeito de despedida,  o astro-rei nos saudou. No ano seguinte, em 2005, resolvi convidar, a aspensas minhas,  um grupo de  gaiteiros de Miranda e tornar ainda mais solene e mágico o esplendoroso momento. Mesmo assim, não foi muita gente mas penso que foi um momento muito bonito e que dificilmente deixará de ser recordado na retina de todos quantos o puderam contemplar – pois o tempo em que o fenómeno ocorre é muito escasso! Duas televisões captaram imagens e espalharam a notícia.

E agora, como há mais gente empenhada, e até há o apoio da própria autarquia local e  da Câmara,  estou plenamente convencido que o grande passo para a sua divulgação, está dado. O que eu só espero e peço aos deuses e às divindades que aqui, nestas fragas e nestes espaços, foram adoradas e reconhecidas pelas suas benesses, por parte dos povos que aqui se abrigaram, continuem a conferir-lhe a mesma suprema protecção, por forma a que se possa perpectuar para sempre a sua original beleza.
Jorge Trabulo Marques
Junho 2006
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Celebração do equinócio da Primavera - 20 de Março de 2018 



Benfica vence Vitória de Guimarães 2- 0 – Jonas o artista do circo dá barriga à equipa minhota em Sábado de Aleluia – E é que estava na baliza Miguel Silva - Resultado em sábado de aleluia que deixa a torcida encarnada entusiasmada para festejar o folar pascal e sonhar com altos voos da águia

 Jorge Trabulo Marques – Fotojornalismo - Colaboração especial em Footballdream~ https://www.facebook.com/search/top/?q=footballdream



BENFICA ENGRAVIDA O VITÓRIA DE GUIMARÃES  COM ESPADA DE JONAS, O GENIAL GOLEIRO BRASILEIRO  -  Uma vez mais a meter dois petardos no galinheiro do adversário onde logo de seguida foi buscar a pelota para melhor acalorar os abraços  da rapaziada da equipa e a euforia da torcida nas bancadas




.O Guimarães parecia até vir disposto a contrariar as aspirações da estratégia de Rui Vitória e até chegou a pregar um susto aos encarnados quando a equipa visitante festejou um golo, que o vídeo-árbitro anulou. Mas a verdade é que, em campo, uma vez mais, havia um Jonas à solta para desfeitear qualquer veleidade adversária – E foi justamente o que aconteceu, com o endiabrado brasileiro a marcar um penalti já nos descontos do fim da primeira parte.
O segundo golo surge ao 78´ ,pós cruzamento de Jiménez, oportunamente aproveitado pelo genial Jonas.

MIGUEL SILVA – UM GUARDA-REDES COM LUGAR NA SELEÇÃO NACIONAL

De salientar a extraordinária exibição de João Miguel Silva – Nele tudo é perfeito, tanto na estatura e altura, como na rapidez dos voos com que cobre as bolas que lhe procuram fuzilar o reduto – Salvou o Vitória de derrota mais pesada: sofreu um penalti indefensável e o segundo golo por ter sido marcado com malabarismo circenses pelo mesmo artista.


Sem dúvida, um guarda-redes, com qualidades excecionais, que pode perfeitamente desempenhar o papel de Rui Patrício – Sem com isto pretender diminuir os dotes de Rui Patrício, a quem, em boa parte, se ficou a dever o título europeu da seleção portuguesa, mas não desmerecer o aparecimento de novos talentos – E com que nível! 
Tal é o caso do nativo de Santa Eufémia de Prazins, Guimarães, nascido em 4 de Julho de 1995, ou seja, com a bonita idade a caminho dos 23 anos.

Assim sendo, com este resultado, a 28ª jornada coloca o Benfica na liderança do campeonato, com mais um ponto que o F.C.Porto, que só joga na segunda-feira- O Sporting descarrila em Braga por 1-0 e afasta-se ainda mais dos encarnados e dragões, que agora passam a liderar a luta, passo a passo, do ambicionado do troféu,- oMas atenção: a vindima só termina ao lavar dos cestos e ainda há muito cacho por vindimar

ECOS DA IMPRENSA   "Pistolas' e magia mexicana colocam águias a 'dormir' na liderança"  -"Desengane-se quem pense que o Vitória de Guimarães chegou à Luz sem um plano delineado. A equipa orientada por José Peseiro mostrou que estudou bem a 'lição' e ainda fez 'tremer' as bancadas da Luz, com um golo de Raphinha, que acabou anulado por fora-de-jogo assinalado ao atleta (23').


Os vimaranenses não se desorganizavam, não permitiam que o adversário saísse em progressão, fechando muito bem os espaços, principalmente, nas alas, impedindo que os encarnados pusessem o pé no acelerador.
No entanto, em cima do intervalo, o esférico acabou por bater no braço de João Aurélio e o Benfica beneficiou de uma grande penalidade. Sem vacilar, o Jonas converteu a oportunidade e carimbou o 1-0 para os encarnados.
O tento em cima do intervalo 'desmoralizou' a equipa de Peseiro que entrou menos organizada na segunda metade do duelo, concedendo mais espaços para o adversário jogar, sobretudo na zona defensiva, com o Benfica a aproveitar para aumentar a pressão. – Excerto de https://www.noticiasaominuto.com/desporto/983963/pistolas-e-magia-mexicana-colocam-aguias-a-dormir-na-lideranca