Jorge Trabulo Marques - Coordenador e dinamizador do evento, desde há mais de duas décadas
Solstício do Verão 21 de Junho 2026 - A celebrar em Chãs, de Foz Côa, no Stonehenge Português, um dos alinhamentos sagrados ali existentes - Calendários solares alinhados com o nascer ou pôr-do-sol do 1º dia dos ciclos das estações do ano - os Solstícios e Equinócios - Vivendo momentos de grande alegria e espiritualidade. que nos fazem recordar ou transportar à incomparável beleza e monumentalidade da herança megalítica das sociedades neolíticas, harmonizadas às festividades dos ciclos astronómicos, com a agricultura e a fertilidade
Pudendo, não deixe de se associar a esta maravilha megalítica alinhada com os raios solares da despedida do dia maior do ano no Hemisfério Noite

Como já vai sendo habitual, o convite é dirigido não só à população da aldeia, do concelho e da região, mas também a estudiosos, investigadores, aos adoradores do sol e a todos aqueles que se interessem em aprofundar o passado histórico e cultural destas terras, em celebrar os ciclos da natureza, as tradições e os seus cultos ancestrais.
Trata-se de um imponente bloco granítico de forma arredondada, com três metros de diâmetro e a configuração do globo solar e da esfera celeste, que se supõe ter sido posto de observação astronómico e local de culto por antigos povos que habitaram a área -Desde o neolítico e calcolítico, civilizações de que existem abundantes vestígios - Porém, observado de perfil voltado a ponte, o referido monumento assume a estranha forma de um curioso busto humano.
O sol, ao pôr-se a vários quilómetros no horizonte - na margem oposta ao vale, sobranceiro ao monte dos Tambores, estende os seus raios em perfeito alinhamento com a crista de uma gigantesca estrutura megalítica e no mesmo enfiamento de um pequeno círculo cavaco na rocha, proporcionando uma imagem de raro esplendor e signifi
A cerimónia decorre no lugar de Quebradas-Tambores, num planalto sobre o Vale da Ribeira de Piscos, em cujo curso se situam alguns dos principais núcleos de gravuras rupestres classificados como Património da HumanidadeMARAVILHA DE UM PORTUGAL DE MISTÉRIOS E DE VALIOSA HERANÇA ANCESTRAL- É umas das enormes pedras que os povos da pré-história terão erguido para celebrar o dia maior do ano, cultuar os seus deuses, num dos cruzamentos ou veios da Terra, que os radiestesistas classificam de pontos nodais, com propriedades telúricas, energéticas ou talvez mesmo curativas.
VÁRIOS INVESTIGADORES TÊM-SE DESLOCADO PROPOSITADAMENTE AO LOCAL, ASSISTIDO ÀS CELEBRAÇÕES E PRESTADO OS SEUS CONTRIBUTOS CIENTÍFICOS
Tom Graves, o autor “Agulhas de Pedra, A Acupunctura, da Terra”, que se tem notabilizado pela publicação de obras que procuram dar respostas e abrir novos caminhos para a investigação no campo da radiestesia aplicada à arqueologia, veio da Austrália para ali fazer os seus estudos - O conceituado escritor inglês defende que os lugares sagrados não foram escolhidos, pelos antigos povos, por obra do acaso. Concluiu que são centros para os quais muitas das linhas de água convergem umas com as outras e também com os centros padrões de linhas acima do solo, à semelhança do que acontece com as artérias do corpo humano
Alinhamento sagrado com os Equinócios da Primavera e do Outono

O Solstício de Verão 2026, o dia mais longo do ano para o Hemisfério Norte, o tão desejado, vai ser celebrado a partir das 18 h 30, desde o adro da igreja da aldeia em direção aos monumentais calendários pré-históricos, com o tradicional cortejo celta, composto por personagens envergando túnicas brancas, representando o papel dos lendários sacerdotes druidas, lembrando os seus antigos rituais ou tradições, ação evocativa esta abrilhantado pelo grupo de Gaiteiros Tok d'gaita de Miranda do Douro.
O evento tem contado com o inestimável apoio da Câmara Municipal de V. N. de Foz Côa, além do que se espera vir a ser prestado pela Junta de Freguesia
A freguesia de Chãs, tal como o nome indica, deriva de chã, povoado plano situado no topo de um monte - E assim terá sido esta a localização das primeiras casas que lhe deram o nome, erguidas nos pontos de confluência de vários caminhos romanos, que, surgindo, em pequenas quintas dispersas pelas partes mais férteis dos vales e áreas mais planas dos vários requebros e quebradas, onde se vai perder um dos extremos da meseta ibérica, com o decorrer do tempo se foram aglutinando e aproximando, formando um único povoado, denominado Chãs.

Não esquecendo, Tom Graves, autor do livro Acupunctura da Terra e Adriano Vasco Rodrigues - quem primeiro se debruçou sobre a importância do Santuário Rupestre da Pedra da cabeleira de Nª Srª, bem como a Sá Coixão - a que o nosso concelho deve o levantamento da carta arqueológico dos principais sítios de reconhecido interesse, bem como importantes escavações.
Mas também outros especialistas, de reconhecido mérito e prestígio, ali estiveram. Refiro-me ao astrónomo Máximo Ferreira ao sociólogo, Moisés Espírito Santo. Cujas observações, no plano interpretativo da toponímia da área, nos disponibilizou
Para bem da existência humana, o nosso planeta é contemplado com muitos desses privilegiados lugares, onde, dir-se-ia, até as pedras falam, e através delas se pode escutar a voz de Deus!
Nos dias de hoje, para muita gente, talvez já não seja fácil tal perceção, porém, no passado, quando os homens viviam em estreita ligação com a Natureza, de que dependia a sua própria sobrevivência, eles compreendiam o maravilhoso, e sabiam-no interpretar, muito bem.
Penso que foi o que nestes amplos e maravilhosos espaços, teriam feito os antigos povos, que aqui se fixaram, ao tirarem partido da enorme riqueza e fertilidade do magnífico vale, sobranceiro, escolhendo a fabulosa fortaleza granítica, que aqui se ergue, aproveitando-se dos seus abrigos naturais , das suas cavernas e de outros sítios privilegiados, sepultando ali os seus mortos, e cultuando e adorando os seus deuses.
Desde o neolítico a outros períodos posteriores e ocupações, nomeadamente, pelos tão lendários celtas e cétiberos, sim, pelos tais famosos povos dos vasos e dos mágicos bosques, que também por ali andaram nos tempos em que aquelas fragas se florestavam de carrascos, sobreiros e carvalhos, e, por isso, se acredita que ali teriam exercido os seus ritos, nomeadamente ao Deus Sol: com festividades que coincidiriam com as mudanças ocorridas na natureza, exteriorizando, assim, o seu forte enraizamento às suas tradições campestres e à terra, ao ambiente que os rodeava e às suas crenças, neste caso com a data em que o Deus Sol atinge o seu máximo esplendor, as flores vão ao rubro com as suas cores; em que em todos e em tudo se expande de alegria, plenitude, fertilidade e abundância

A participação de Dom Manuel dos Santos, Bispo da Diocese de S. Tomé e Príncipe, na celebração do Equinócio do Outono, na manhã de 23 de Setembro 2015, junto ao altar da Pedra da Cabeleira de Nª Srª, embora norteada por espírito académico ou curiosidade científica, sim, sendo ele possuidor de elevada formação religiosa mas também de fina sensibilidade poética, multirracial e multicultural, é, indubitavelmente, um magnífico exemplo de coragem e de tolerância pelo respeito e defesa dos valores patrimoniais da nossa mais recuada ancestralidade, quer de matriz mística, cultural ou histórica. https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2015/09/equinocio-do-outono-2015-chas-foz-coa.html
Espantoso achado, encontrado nos Tambores – pelo autor deste blogue – Denota faltar-lhe uma parte e a ponta -
“Na anta da Cunha·Baixa (Mangualde), a que me referi a cima, Pág.71, encontrei um objecto de granito, com a conformação indicada na figura 73: o objecto tem de comprimento 1m,20 e de maior largura om,20, apresentando ao longo uma serie de sulcos feitos com toda a regularidade; estava deitado à entrada da camara. Não me parece fácil determinar precisamente o uso d'este objecto. Nunca vi outro igual, conquanto tenha encontrado dentro das antas pedras mais ou menos compridas e irregulares, que talvez lá não fossem postas sem especial intuito I. Num livro do sr. Joly s vem o desenho de um objecto que represento na fig. 74, o qual não deixa de ter alguma parecença com o de cima, embora talvez seja muito menor, e de outra substância; o A. denomina-o registre-se de comptes, Inclino-me a crer que o objecto Cunha-Baixa representa um troféu, designado os sulcos

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