O solstício de verão é o momento em que o Sol atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do Equador, em junho no hemisfério norte, e em dezembro no hemisfério sul.- O termo "solstício" vem do Latim solstitius que significa "ponto onde a trajetória do sol aparenta não se deslocar.
Esta é uma das mais surpreendentes maravilhas herdadas das antigas civilizações do megalitismo, dos raríssimos calendários solares, que ainda persistem da pré-história – Um dos um dos templos solares do fabuloso “Stonhenge Português” – De recordar que, o cristianismo usou muitos dos antigos locais sagrados, erguidos por civilizações pré-históricas, para construir sobre eles igrejas, as quais estão direcionadas justamente no sentido de nascente poente, tal como estão os antigos calendários solares
O início das cerimónias evocativas do Solstício de Verão estão agendadas para as 18.30, com o desfile do cortejo alegórico druida, que partirá, do adro da aldeia, até ao local das celebrações – As festas em sudação ao dia maior do ano, pretendem evocar antigas tradições ligadas aos ciclos da Natureza e ao culto solar
Assista ao pôr-do-sol no Solstício do Verão, junto a um gigantesco bloco de granito, de forma esférica, com 3 metros de diâmetro, situado sobranceiro ao Castro do Curral da Pedra e na vertente da margem esquerda do magnífico Vale da Ribeira Centieira, lugar da Mancheia - Tambores, zona integrada no perimetro do Parque Arqueológico do Vale do Côa, onde observará um raro fenómeno natural e cultural que se supõe ter origem no período megalítico ou na cultura pré-céltica.
Os calendários solares, aqui existentes, fazem parte dos chamados alinhamentos sagrados, com a mesma orientação de muitas igrejas da antiguidade, ou, recuando ainda mais no tempo, tal como outros observatórios pré-históricos, que ainda perduram em várias partes do mundo - São locais de cura, atravessados por linhas ou energias geodésicas especiais, que os saberes e a experiência de antigas civilizações, que viviam em estreita ligação com a Natureza, escolheram para seu benefício próprio e, ali, se dirigirem às suas divindades. De referir que as duas vertentes do vale são atravessadas pela falha sísmica do “graben" de Longroiva, nome de antiga vila de origem celta ,a que a freguesia de Chãs, já pertenceu, e onde existe uma das mais antigas estâncias termais do país.

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O maciço dos Tambores, Quebradas e Mancheia a curta distância da aldeia de Chãs, é uma vez mais o cenário mítico para assinalar a entrada das estações do ano. Excetuando o Inverno, que é o tempo em que o frio se instala e os dias se tornam cinzentos e frios - o local já entrou definitivamente no calendário mediático das principais celebrações evocativas, com o objetivo de saudar a Mãe-Natureza, indo ao encontro das mais antigas tradições e cultos medievos dos vários povos, de cuja passagem por estas áreas e na região, e, por ventura, numa boa parte do nosso país, sim, dos quais, legamos as nossas raízes étnicas e culturais mais profundas.
Alinhamento com os equinócios no santuário rupestre da Pedra da Cabeleira de Nª Srªa

Celebração do Equinócio do Outono – 22-09-20 – Chãs – Foz Côa- Com a presença do poeta Manuel Daniel - Falecido, meses depois, em Janeiro de 2021 - Natural de Meda, residente, desde há vários anos, em V.N. de Foz Côa - Advogado, escritor, jornalista, poeta, dramaturgo, autor de 40 peças de teatro, nomeadamente para crianças, 20 das quais ainda inéditas

Pelas 20।45 horas, os participantes na ação podem testemunhar a passagem dos raios solares sobre o eixo da Pedra do Solstício, numa imagem de grande simbolismo histórico e místico - Trata-se de um imponente bloco granítico de forma arredondada, com três metros de diâmetro e a configuração do globo solar e da esfera celeste, que se supõe ter sido posto de observação astronómico e local de culto por antigos povos que habitaram a área -Desde o neolítico e calcolítico, civilizações de que existem abundantes vestígios
Ergue-se sobranceiro ao maravilhoso Vale da Ribeira Centeeira, em cujo curso, a jusante, se situam as gravuras dos Piscos, um dos principais núcleos da arte rupestre paleolítica, Património da Humanidade.
O sol, ao pôr-se a vários quilómetros no horizonte - na margem oposta ao vale, sobranceiro ao monte dos Tambores, estende os seus raios em perfeito alinhamento com a crista de uma gigantesca estrutura megalítica e no mesmo enfiamento de um pequeno círculo cavaco na rocha, proporcionando uma imagem de raro esplendor e significado
Só quem se encontre no local, e nos momentos em que os raios solares atravessarem de extremo a extremo o eixo da curiosa câmara, poderá ter a plena consciência de estar perante a revelação de uma fabulosa visão, de um verdadeiro hino à Natureza! – à Terra, aos Céus, ao Cosmos| Sua filha e esposo - 21-06-2022 |
| Adriano V Rodrigues 2014 |
Na celebração do solstício do Verão, do passado dia 21 de Junho, prestamos homenagem ao Prof. Adriano Vasco Rodrigues – Arqueólogo, Etnógrafo e Historiador, 94 anos, que, por motivos de saúde e da sua avançada idade, se fez representar por sua filha e esposo -
Foi este prestigiado investigador, o primeiro a debruçar-se sobre o estudo da Pedra da Cabeleira, nos anos 50, que classificou como local de culto ou de sacrifícios - Referência emblemática no distrito da Guarda, que, por motivos de saúde, se fez representar pela sua filha Miriam Rodrigues, na companhia de seu amado esposo
Foi ele quem trouxe à luz do conhecimento científico os primeiros contributos do Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora, a que já nos referimos em postagens anteriores - Sem os quais, dificilmente teríamos sido entusiasmados a desvendar os segredos, que a dita pedra ainda guardava| A Margarida e o Rui - dois brilhantes músicos - |
A participação de Dom Manuel dos Santos, Bispo da Diocese de S. Tomé e Príncipe, na celebração do Equinócio do Outono, na manhã de 23 de Setembro 2015, junto ao altar da Pedra da Cabeleira de Nª Srª, embora norteada por espírito académico ou curiosidade científica, sim, sendo ele possuidor de elevada formação religiosa mas também de fina sensibilidade poética, multirracial e multicultural, é, indubitavelmente, um magnífico exemplo de coragem e de tolerância pelo respeito e defesa dos valores patrimoniais da nossa mais recuada ancestralidade, quer de matriz mística, cultural ou histórica. https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2015/09/equinocio-do-outono-2015-chas-foz-coa.html
“Na anta da Cunha·Baixa (Mangualde), a que me referi a cima, Pág.71, encontrei um objecto de granito, com a conformação indicada na figura 73: o objecto tem de comprimento 1m,20 e de maior largura om,20, apresentando ao longo uma serie de sulcos feitos com toda a regularidade; estava deitado à entrada da camara. Não me parece fácil determinar precisamente o uso d'este objecto. Nunca vi outro igual, conquanto tenha encontrado dentro das antas pedras mais ou menos compridas e irregulares, que talvez lá não fossem postas sem especial intuito I. Num livro do sr. Joly s vem o desenho de um objecto que represento na fig. 74, o qual não deixa de ter alguma parecença com o de cima, embora talvez seja muito menor, e de outra substância; o A. denomina-o registre-se de comptes, Inclino-me a crer que o objecto Cunha-Baixa representa um troféu, designado os sulcos







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