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quinta-feira, 4 de junho de 2026

Solsticio do Verão 21-06-2026 - Chãs- Foz Côa - A celebração ocorre desde o adro da igreja, às 18.30 até 20H 45, junto ao calendário solar pré-histórico alinhado com os raios do pôr-do-sol a perderem-se num dos pontos distantes da colina oposta ao planalto do Maciço dos Tambores, sobranceiro ao maravilhoso Vale da Ribeira Centeira, afluente do Rio Côa.




Jorge Trabulo Marques - Jornalista e Coordenaador e Dinamizador das Celebrações  -  De manhã, ao nascer do sol, é celebrado  em Stonehenge, no condado de Wilshire, Inglaterra, e,  ao pôr do sol, desde 2003, nos Tambores-Mancheia - aldeia de Chãs, com momentos de poesia e, se possivel, abrilhantado por momentos musicais., sim, desde que nos seja concedido o apoio que solsicitamos ao município  de V. N. de Foz Cõa, a que pertence a freguesia de Chãs

Evento que tem contado, algumas vezes,   com o apoio do Município Foz-coense e a Junta de Freguesia local -Nomeadamente, por António Lourenço e Teresa Marques e pelos ex- Presidentes Gustavo de Sousa Duarte  e depois por João Paulo Lucas Donas Botto Sousa, atual  Presidente do conselho diretivo da Fundação Côa Parque ·um entusiasta destas celebrações -  Bem como do amável e da inexcedível e habitual colaboração de António Lourenço, José Lebreiro, Agostinho Soares, Carlos Palma, assim como da excelente colaboração fotográfica de Adriano Ferreira e de Pedro Daniel. 




O solstício de verão é o momento em que o Sol atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do Equador, em junho no hemisfério norte, e em dezembro no hemisfério sul.- O termo "solstício" vem do Latim solstitius que significa "ponto onde a trajetória do sol aparenta não se deslocar.



O solstício de verão de 2026 ocorre a 21 de junho (domingo) em Portugal, marcando oficialmente o início do verão. No  hemisfério norte, o dia do solstício do verão é o dia mais longo do ano.Vai ser celebrado na Pedra do Sol, também conhecida como a Pedra do Solstício, com  a já tradicional cerimónia mística, junto a um dos calendários pré-históricos, que estão alinhados com o inicio das estações do ano

Esta   é uma das mais surpreendentes maravilhas herdadas das antigas civilizações do megalitismo, dos raríssimos calendários solares, que ainda persistem da pré-história – Um dos um dos templos solares do  fabuloso “Stonhenge Português” – De recordar que, o  cristianismo usou muitos dos antigos locais sagrados, erguidos por civilizações pré-históricas, para construir sobre eles igrejas, as quais estão direcionadas justamente no sentido de nascente poente, tal como estão os antigos  calendários solares


O início das  cerimónias evocativas do Solstício de Verão estão agendadas para as 18.30, com o desfile do cortejo alegórico druida, que partirá, do adro da aldeia, até ao local das celebrações – As festas em sudação ao dia maior do ano, pretendem evocar antigas tradições ligadas aos ciclos da Natureza e ao culto solar

                   

Assista ao pôr-do-sol no Solstício do Verão, junto a um gigantesco bloco de granito,    de forma  esférica, com 3 metros de diâmetro, situado sobranceiro ao Castro do Curral da Pedra e na vertente da margem esquerda do magnífico Vale da Ribeira Centieira, lugar da Mancheia - Tambores, zona integrada no perimetro do Parque Arqueológico do Vale do Côa, onde observará um raro fenómeno natural e cultural que se supõe ter origem no período megalítico ou na cultura pré-céltica.


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Pedras que não são apenas pedas- têm hitsória e transmitem energia. Erguem-se em lugares especias da Terra; são locais ernergéticos e   de pruificação mental e física 

Os calendários solares,  aqui existentes, fazem parte dos chamados alinhamentos sagrados, com a mesma orientação de muitas igrejas da antiguidade, ou,  recuando ainda mais no tempo, tal como outros observatórios pré-históricos, que ainda perduram em várias partes do mundo - São locais de cura, atravessados por  linhas ou energias geodésicas  especiais, que os saberes e a experiência de antigas civilizações, que viviam em estreita ligação com a Natureza, escolheram para seu benefício próprio e, ali,  se dirigirem às suas divindades. De referir que as duas vertentes do vale são atravessadas pela falha sísmica do “graben" de Longroiva, nome de antiga vila de origem celta ,a que a freguesia de Chãs, já pertenceu, e  onde existe uma das mais antigas estâncias termais do país. 


Tom Graves - Autor do livro  AGULHAS DE PEDRA – A ACUMPUCLTURA DA TERRA –  já percorreu os templos do sol e áres cirundantes, tendo-as até mapeada através de um interessante estdo que depois teve a fentilza de nos oferecer e eneviar 

 Deslocou-se da Austrália, expressamente para estudar os dois alinhamentos. E concluiu que ambos os monumentos se se situam em sítios para onde convergem vários veios de água. Graves, defende que os lugares sagrados são centros para os quais muitas das linhas de água convergem umas com as outras e também com os centros padrões de linhas acima do solo, à semelhança do que acontece com as artérias do corpo humano.

  

 Pastor José Júlio: actualmente é o único pastor dos Tambores - Houve um tempo em que havia mais de uma dúzia e dormiam nas cabanas. Esse tempo já lá vai. Mesmo assim continua a ser uma vida muito difícil. Tem colaborado, todos os anos: levando o seu rebanho para o recinto da Pedra da Cabeleira, nos Equinócios ou emprestando-nos um borreguinho para o  cortejo druida no Solstício do Verão - Desta vez, o borrego, de tão meio  era, que rapidamente se tornou  numa autêntica mascote. E fosse lá alguém a dizer que ia para a faca!... Não houve nenhum dos sacerdotes ou sacerdotisas que não resistisse à tentação de o pegar ao colo.

 . O maciço dos Tambores, Quebradas e Mancheia a curta distância da aldeia de Chãs, é uma vez mais o cenário mítico para assinalar a entrada das estações do ano. Excetuando o Inverno, que é o tempo em que o frio se instala e os dias se tornam cinzentos e frios - o local já entrou definitivamente no calendário mediático das principais celebrações evocativas, com o objetivo de saudar a  Mãe-Natureza, indo  ao encontro das mais antigas tradições e cultos medievos dos vários povos, de cuja passagem por estas áreas e  na região, e, por ventura, numa boa parte do nosso país, sim, dos quais, legamos as nossas raízes étnicas e culturais  mais profundas.

 


Alinhamento com os equinócios no santuário rupestre da Pedra da Cabeleira de Nª Srªa

Celebração do Equinócio do Outono – 22-09-20 – Chãs – Foz Côa- Com a presença do  poeta Manuel Daniel - Falecido, meses depois, em Janeiro de 2021 - Natural de Meda, residente, desde há vários anos, em V.N. de Foz Côa - Advogado, escritor, jornalista, poeta, dramaturgo, autor de 40 peças de teatro, nomeadamente para crianças, 20 das quais ainda inéditas 

“No fundo, com tudo isto, nós queremos interrogar o Universo para saber quem somos e o que fazemos aqui. Em todo este esforço à volta da contemplação do sol, do fenómeno da vida e dos movimentos dos astros, em tudo isto há uma interrogação latente: que é o homem que se está a perguntar a si mesmo, quem é ele e o que faz sobre a terra. Queremos saber através destas celebrações, ainda que o não pensemos, a nossa total identidade” Poeta  Manuel Daniel,

Pelas 2045 horas, os participantes na ação podem testemunhar a passagem dos raios solares sobre o eixo da Pedra do Solstício, numa imagem de grande simbolismo histórico e místico - Trata-se de um imponente bloco granítico de forma arredondada, com três metros de diâmetro e a configuração do globo solar e da esfera celeste, que se supõe ter sido posto de observação astronómico e local de culto por antigos povos que habitaram a área -Desde o neolítico e calcolítico, civilizações de que existem abundantes vestígios

Ergue-se sobranceiro ao maravilhoso Vale da Ribeira Centeeira, em cujo curso, a jusante, se situam as gravuras dos Piscos, um dos principais núcleos da arte rupestre paleolítica, Património da Humanidade.

O sol, ao pôr-se a vários quilómetros no horizonte - na margem oposta ao vale, sobranceiro ao monte dos Tambores, estende os seus raios em perfeito alinhamento com a crista de uma gigantesca estrutura megalítica e no mesmo enfiamento de um pequeno círculo cavaco na rocha, proporcionando uma imagem de raro esplendor e significado

Só quem se encontre no local,  e nos momentos em que os raios solares atravessarem de extremo a extremo o eixo da curiosa câmara, poderá ter a plena consciência de estar perante a revelação de uma fabulosa visão, de um verdadeiro hino à Natureza! – à Terra, aos Céus, ao Cosmos
Sua filha e esposo - 21-06-2022
Adriano V Rodrigues 2014

 Na celebração do solstício do Verão, do passado dia 21 de Junho, prestamos homenagem ao Prof. Adriano Vasco Rodrigues – Arqueólogo, Etnógrafo e Historiador, 94 anos, que, por motivos de saúde e da sua avançada idade, se fez representar por sua filha e esposo -  

Foi este prestigiado investigador, o primeiro  a debruçar-se sobre o estudo  da Pedra da Cabeleira, nos anos 50, que classificou  como local de culto ou de sacrifícios -  Referência emblemática no distrito da Guarda, que, por motivos de saúde, se fez representar pela sua filha Miriam Rodrigues, na companhia de seu amado esposo

Foi ele quem trouxe à luz do conhecimento científico os primeiros contributos do Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora, a que já nos referimos em postagens anteriores - Sem os quais, dificilmente teríamos sido entusiasmados a desvendar os segredos, que a dita pedra ainda guardava


A Margarida e  o Rui  - dois brilhantes músicos -

A participação de Dom Manuel dos Santos, Bispo da Diocese de S. Tomé e Príncipe, na celebração do Equinócio do Outono, na manhã de 23 de Setembro 2015,  junto ao altar da Pedra da Cabeleira de Nª Srª, embora norteada por espírito académico ou curiosidade científica, sim, sendo ele possuidor de  elevada formação religiosa mas  também de fina sensibilidade poética,  multirracial e  multicultural,  é, indubitavelmente, um magnífico exemplo de coragem e de tolerância  pelo  respeito e defesa dos valores patrimoniais da nossa mais recuada  ancestralidade, quer de matriz mística, cultural ou histórica.  https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2015/09/equinocio-do-outono-2015-chas-foz-coa.html

Espantoso achado, encontrado nos Tambores  – pelo autor deste blogue – Denota faltar-lhe uma parte e a ponta - 



Na anta da Cunha·Baixa (Mangualde), a que me referi a cima, Pág.71, encontrei um objecto de granito, com a conformação indicada na figura 73: o objecto tem de comprimento 1m,20 e de maior largura om,20, apresentando ao longo uma serie de sulcos feitos com toda a regularidade; estava deitado à entrada da camara. Não me parece fácil determinar precisamente o uso d'este objecto. Nunca vi outro igual, conquanto tenha encontrado dentro das antas pedras mais ou menos compridas e irregulares, que talvez lá não fossem postas sem especial intuito I. Num livro do sr. Joly s vem o desenho de um objecto que represento na fig. 74, o qual não deixa de ter alguma parecença com o de cima, embora  talvez seja muito menor, e de outra substância; o A. denomina-o registre-se de  comptes, Inclino-me a crer que o objecto Cunha-Baixa representa um troféu, designado os sulcos

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