Jorge Trabulo Marques
Inserido na XLIV edição das Festas da Amendoeira em Flor, o Desfile Etnográfico/Alegórico volta a dar palco à identidade, à criatividade e às tradições do concelho de Vila Nova de Foz Côa.
Associações, coletividades, freguesias, escolas, bairros e grupos de cidadãos são convidados a participar com carros alegóricos ou grupos apeados, inspirados na história, cultura popular, património, usos e costumes do nosso território.
VENHAM VER A MARAVILHA FLORIDA - "É assim que agora estão os montes da minha aldeia – em Chãs. E também os vales e muitas das encostas em todo o concelho de Vila Nova de Foz Côa, e em outras terras desta região do Alto Douro, também conhecida pela terra quente: nomeadamente, algumas freguesias de Meda, Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta e de Figueira de Castelo Rodrigo, em Barca d’ Alva. – Diz o poeta, Joaquim Trabulo, meu estimando primo, autor de livro "Por Veredas do Vale do Côa- Roteiro de Chãs" – E - "Chás de Foz Côa – A Sua História e a Sua Gente", de cujo livro extraio estes versos Já viram as lindas amendoeiras floridas,
No meu Alto Douro, onde elas são mais queridas?
São alvas, tão branquinhas ou de tons rosados,
Com o seu doce aroma por todos os lados!
Elas campeiam pelas veigas e pelas serras,
E enchem de magia e beleza as nossas terras!
Qual graça etérea e meiga das crianças,
Trazem-nos alegrias, trazem-nos esperanças.
Anunciam a risonha e fresca Primavera,
São encantamento, são sonho, são quimera!
Vão vê-las! São tão belas como estrelas!
São espetáculo, são deslumbramento. Vão vê-Las!
Como ali é pródiga e boa mãe Natureza!...
Depois, tange o sino as Trindades – o povo reza.
Mui reconhecido, agradece e louva o Senhor:
Pela saúde, pela paz, pela fortuna, pelo amor.
Nas tardes de Fevereiro e Março, nas tardes fagueiras,
Que belas que são as floridas amendoeiras
Versos de Joaquim Trabulo – extraídos do livro
Por Veredas do Vale do Côa – Roteiros de Chãs,
Também floresce no planalto e nas ladeiras daquela que já foi vila e sede de concelho entre 1298 e 1855. Era constituído pelas freguesias da vila e de Castelo Melhor. Tinha, em 1801, 1 206 habitantes – Atualmente, esta freguesia, com uma área de 54,51 km² de área, apenas conta com 386 habitantes – Também aqui a desertificação vai galopando no chamado país profundo -
Estas festividades, além proporcionarem a tradicional festa da natureza florida, que antecipa a Primavera, é também motivo de atração para os milhares de visitantes que aqui acorrem – Em qualquer das 17 freguesias do concelho de Vila Nova de foz Côa, é possível admirar encantadores panoramas de amendoeiras floridas Numa das imagens, e ao centro, o meu saudoso padrinho de batismo, e meu primo, Eg. José Trabulo, que casou em Almendra e aki chegou a ser Presidente de Junta desta freguesia.
Refere o historial do município, que “Almendra, topónimo nitidamente árabe, quererá dizer-nos que teve, em certo período da história, fixação daquela gente infiel aos ideais cristãos? Qual o topónimo da terra antes da presumível influencia árabe? Talvez nunca o saibamos!
As origens de Almendra devem remontar à Idade do Ferro. O que é hoje a área envolvente da Igreja Matriz, deve ter-se constituído como núcleo fortificado no I milénio antes de Cristo. Numa área para Norte da mesma Igreja, no denominado «Chão do Morgado», consta ali ter existido um castelo ou fortificação que muitos dizem ser medieval ou tardo-medieval (a exemplo do castelo de Foz Côa). Muitos vestígios de pedra de aparelho, fragmentos de tégula, imbrices e dolium, certificam ali a existência de uma provável «Villa Romana» senão de uma «vicus». Outros vestígios de Villae romanas ou simples casais encontram-se espalhados pelo termo de Almendra.
(...)Em 960, o Castelo de Almendra pertencia a D. Chama ou Châmoa que o entregou à Condessa Mumadona, sua tia, fundadora do convento vimaranense. No século seguinte, em 1059, o castelo de Almendra continuava ainda a pertencer ao mesmo mosteiro. Nos fins do século XII muda de proprietário, surgindo, em 1183, entre os bens da Ordem Militar do Pereiro, numa Bula do Papa Lúcio III.No século seguinte, por volta de 1270, Almendra já era vila e foi doada a D. Gil Martins, pai de D. Martim Gil, mais tarde alferes-mor de D. Dinis. Referencias obtidas do site da Câmara Municipal de V. Nova de Foz Côa, a cujo concelho pertence






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