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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

RUI VELOSO - ANOS 80 - No dia da Rádio - Breve entrevista pouco antes de um espectáculo no Coliseu de Lisboa

Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Antigo repórter da Rádio Comercial - Breve entrevista ao ídolo do Norte,  - Mas  também do resto do país: pois quem é  que não conhece a sua voz e não gosta de ou ouvir cantar?



RUI VELOSO – ANOS 80 – MEU TRIBUTO À VOZ MAIS POPULAR DO NORTE  NO DIA MUNDIAL DA RÁDIO   -  A BREVE ENTREVISTA QUE ME CONCEDEU MOMENTOS ANTES DE ATUAR NO ESPETÁCULO DO COLISEU EM LISBOA – “O rock é uma componente essencial da minha música” – Declarou-me. Mas naquela noite ia tocar quase todas as baladas dos seus discos, músicas calmas Frisando que “as pessoas têm a mania que as músicas rápidas é que são as boas, não sei porquê”. 





APROVEITO PARA TRANSCREVER A POSTAGEM, QUE LHE DEDIQUEI, ENTRE OUTRAS NESTE SITE, EM NOVEMBRO DE 2010

COM ESTE TÍTULO: - PARABÉNS RUI VELOSO - EM TERRAS INTEIRAS DE PIMBAS, EM QUE TODOS SE IMITAM, CONTINUAS A SER ÚNICO NA ARTE DE CANTAR E DE SER MÚSICO À  TUA MANEIRA http://www.vida-e-tempos.com/2010/11/parabens-rui-veloso-em-terras-inteiras.html


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O Rui Veloso é único no seu género musical e na sua pessoa. É uma espécie de cometa onde as estrelas se confundem umas com as outras. É este o panorama sob a abóbada do nosso pequeno firmamento que se ergue no estreito retângulo à beira-mar plantado. Nasceu a 30 de Julho de 1957, em Lisboa, mas ainda foi bebé ( com três meses) para o Porto. Não tem nada de Lisboeta. É um típico tripeiro: no falar e no à-vontade de comunicar: os lisboetas são mais sisudos e convencidos. Não quer dizer que sejam todos assim: mas o faduncho triste e a indolência dos mouros do sul têm bastantes dessemelhanças da garra e vivacidade dos lusitanos ou celtas do Norte. Herda do signo Leão as melhores qualidades e virtudes. A determinação, o talento e a generosidade. Simples e ao mesmo tempo nobre de carácter. Completou agora 30 anos de carreira, mas eu desejo-lhe que toque e cante mais trinta. Por muitas Primaveras bonitas que apetecem viver, mesmo dos dias que "tão depressa brilham como depressa estão a chover". Que viva ainda por muitas mais. Não sou um fã da música rock. Mas gosto de o ouvir cantar e apreciei muito o seu "Chico Fininho," antes de ele ser mais uma "estrela no céu". Claro, das que verdadeiramente cintilam e brilham!


Sem dúvida, no começo dos anos 80, foi uma grande pedrada nos convencionalismos do charco. Dos convencidos que inovavam mas repetiam-se e imitavam-se até ao enfado. Era uma música que trazia uma nova lufada e incarnava simultaneamente uma personagem da nova geração, que, desiludida, já dos políticos e, para curtir a falta de guita nas algibeiras, despontava para as "curtes" ou "speeds". Marcou o começo de um período e um outro estilo. E o pronúncio dos shoppings e dos grandes centros comerciais que desertificam a cidade, a massificam e desumanizam ainda mais, os alvores do flagelo dos ácidos que corroem e matam como a "estricnina". E (com a sua "camponesa") até do abandono dos campos. Ele meio agarotado meio romântico de um tempo pós exageros revolucionários, pós mazelas e fascismos da guerra colonial e prenúncio dos democratismos fingidos e hipócritas. Que parece jamais ter sarado. Aliás, se agravaram com a peste dos mercado global e dos liberalismo selvagens. .Que cada vez mais se reflete nos bairros da fome, da merda, da solidão e da miséria. E que então parecia já rever-se no próprio intérprete. Que o denunciava meio a sério meio a brincar. Talvez com mais eficácia das então já estafadas e comprometidas baladas militantes.

Ele também escorreito e magro, afável e carinhoso, popular e desprendido, simpático e meio matreiro, amigo do seu amigo mas sempre ele mesmo ("por mais amigos que tenha, sinto-me sempre sozinho") com o mesmo olhar e sem vaidades. Hoje está um bocadinho mais cheiinho. Mas é ainda a voz e imagem emblemáticas do eterno Rui das baladas, canções e músicas inimitáveis! O sentir e as preocupações da juventude do pós 25 de Abril e das atuais. gerações. Cujas letras e o canto, vão sendo apreciadas e lembradas pelos que agora - tal como ele - já são pais. Num meio quase submerso e invadido pelo género pimba, cujo amolecimento pseudo-romântico, com resquícios de provincianismo piegas parece difícil de curar, ele aí está, o Rui Veloso, igual a si próprio, ainda a cintilar, tal como dantes, com a mesma alegria e matriz como principiou, tal como a estrela da manhã, ao raiar no horizonte. Igual no seu brilho mas sempre o despontar de uma nova alvorada. Sem porém lograr ocultar as duras realidades sociais da vida que a matizam. Ele continua a ser a estrela brilhante da noite ou da manhã que ao mesmo tempo que traz o brilho, alegria; é ainda aquela que é o bordão do pastor e atenta vigia



Ele continua a ser a estrela brilhante da noite ou da manhã que ao mesmo tempo que traz o brilho, alegria; é ainda aquela que é o bordão do pastor e atenta vigia

Com pena minha, não o tenho acompanhado nos seus concertos mas sei que continua a ser a mesma pessoa. Romântico, risonho, folgazão e desprendido quanto baste. Já não há canções de amor capazes de durarem um dia ou uma noite inteira. Curte uma trip de beijos e depressa fareja outra na esquina. Não vai nos ácidos mas gosta de um bom Porto doce e fininho. E, tal como o chico, conhece à distância os tripados da Ribeira. O seu olhar e o sorriso - onde ainda há muita ternura, bondade e franqueza - não o desmentem. Elevou-se e popularizou-se no panorama musical português - e até já foi distinguido com uma das mais altas condecorações -, no entanto, nem por isso o estrelato lhe subiu à cabeça e lhe modificou a sua maneira de ser. Os egoísmos e a falsa modéstia não moram no rosto dele. O Rui é do melhor que o nosso Genuíno Povo tem.

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Conheci-o, pela primeira vez, em 1980. Como o tempo passa!… Ainda o estou a ver a chegar a uma estação de rádio, acompanhado do David Ferreira: ia ser entrevistado pelo Júlio Isidro, creio que no programa da Grafonola Ideal. Depois vi-o no programa televisivo “Febre de Sábado de Manhã. Por essa altura, tive oportunidade de falar com ele. E também mais vezes: uma das quais, a poucos dias do seu casamento: encontrei-o, já não sei a onde e teve a amabilidade de me mostrar a sua nova casa: era para os lados da Avenida da República. Ainda a estava por mobilar. Mas agora já há uns anos que não o vejo pessoalmente. Espero que um dia calhe. Para lhe dar um grande abraço: mas que, desde já,  aqui já lhe envio, com os desejos de mais canções, de boa música e muitas felicidades e alegrias - para ele, para os que acompanham e os que ouvem e admiram. Que os longínquos astros o continuem a iluminar e a propiciar muitos amigos e admiradores e que nunca se sinta sozinho: senão na letra da canção mas não no sentimento, nas suas qualidades artísticas, nas daqueles que o acompanham, na sua extraordinária sensibilidade e talento, nada falte ao seu generoso coração.





Rui Veloso - Site Oficial - Entrada......Rui Veloso mostrou 30 anos de carreira em concerto.






“CONSTRUINDO A PAZ NAS MENTES DOS HOMENS E MULHERES” - “A RÁDIO É UMA FERRAMENTA PODEROSA” –DIZ EM SUA MENSAGEM ANTÓNIO GUTERRES - 13 DE FEVEREIRO, DIA MUNDIAL DA RÁDIO, DECLARADO PELA UNESCO EM 2011 - NESTA 8ª EDIÇÃO, A UNESCO CELEBRA O TEMA “DIÁLOGO, TOLERÂNCIA E PAZ” “BUILDING PEAC IN THE MINDS OF MEN AND WOMEN”

Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Antigo Repórter da Rádio Comercial-RDP

O Secretário-Geral das Nações Unidas. Em sua mensagem, de hoje, declara que a rádio é uma ferramenta poderosa. Mesmo no mundo atual das comunicações digitais, o rádio atinge mais pessoas do que qualquer outra plataforma de mídia.


Para a UNESCO,  “o dia marca um tempo em que as pessoas em todo o mundo celebram as rádios e como elas moldam nossas vidas. Rádio nos informa, transforma e nos une. Reúne pessoas e comunidades de todas as origens para promover um diálogo positivo para a mudança. Mais especificamente, o rádio é o meio perfeito para combater os apelos à violência e à disseminação de conflitos, especialmente em regiões potencialmente mais expostas a tais realidades.

Com base nisso, o Dia Mundial da Rádio 2019 celebrará o tema “Diálogo, Tolerância e Paz”. 

As transmissões que fornecem uma plataforma para o diálogo e o debate democrático sobre questões, como a migração ou a violência contra as mulheres, podem ajudar aumentar a conscientização entre os ouvintes e inspirar a compreensão de novas perspetivas na preparação de ações positivas.

A programação de rádio também pode criar tolerância e superar as diferenças que separam os grupos, unindo-os sob objetivos e causas comuns, como garantir a educação para os filhos ou abordar questões de saúde locais.

Com o espírito de celebrar o Dia Mundial da Rádio 2019, um evento aberto ao público acontecerá na sede da UNESCO na quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019, das 11:00 às 16:00. Duas estações de rádio estarão transmitindo ao vivo, incluindo a Rádio Unesco, uma estação de rádio temporária dedicada ao Dia Mundial da Rádio. Além disso, um total de 10 “Workshops de Velocidade” serão oferecidos para que todos tenham experiência prática em produção de rádio. O registro é obrigatório epode ser feito aqui .

Junte-se a nós neste Dia Mundial da Rádio 2019 para celebrar o impacto da rádio na busca de um mundo mais pacífico e tolerante. https://translate.google.com/translate?hl=pt-PT&sl=en&u=https://en.unesco.org/events/world-radio-day-2019&prev=search

World Radio Day Message from UN Secretary-General, Mr António Guterres





 A rádio é uma ferramenta poderosa.
Mesmo no mundo atual das comunicações digitais, o rádio atinge mais pessoas do que qualquer outra plataforma de mídia.
Ele transmite informações vitais e aumenta a conscientização sobre questões importantes.
E é uma plataforma pessoal e interativa onde as pessoas podem expor suas opiniões, preocupações e queixas.Rádio pode criar uma comunidade.
Para as Nações Unidas, especialmente nossas operações de manutenção da paz, o rádio é uma forma vital de informar, reunir e capacitar pessoas afetadas pela guerra.
Neste Dia Mundial do Rádio, vamos reconhecer o poder do rádio para promover o diálogo, a tolerância e a paz.
Obrigado.

“DEUS QUER, O HOMEM SONHA E OBRA NASCE” – F. PESSOA - O REENCONTRO, HÁ 3 ANOS, COM O PASTOR E O POETA, D. MANUEL DOS SANTOS, BISPO DA DIOCESE DE STP, QUE ACALENTA UM BELO SONHO: –Bem. Se eu tivesse dinheiro – mas é preciso, de facto, muito dinheiro - gostaria de ver neste pais um grande parque escolar, com escola, desde o pré-escolar, escola primária, escola secundária, um ensino técnico profissional - Eventualmente, até, algum Instituto superior ou assim. E também, sobretudo, uma escola de formação de professores, que era muito importante que aqui se fizesse. Estão a dar-se passos nesse sentido”

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise 




NÃO HÁ ACASOS, MAS CIRCUNSTÂNCIAS INSCRITAS COMO QUE NO  LIVRO DO DESTINO  QUE OS PROPORCIONAM   - Creio que foi justamente o que precedeu o reencontro, há 3 anos, com o amado filho de São Joaninho de Castro Daire, distrito de Viseu. “Sou o 5º de nove filhos, vivos ainda, graças a Deus.

Desde que se acalente um bom pensamento, às vezes, nem  há como deixar que o acaso cumpra o seu papel - Sim, fazia parte das minhas intenções, ao voltar de novo a S. Tomé, reencontrar-me com D Manuel dos Santos - E, e assim aconteceu  - Tinha acabado de sair da audiência concedida pelo Primeiro-Ministro, Patrice Trovoada, quando deparo, caminhando no mesmo passeio, mas no sentido posto ao meu,  com Dom Manuel dos Santos, com o mesmo sorriso amigo, que lhe é natural, estampado num rosto que está sempre disponível para corresponder, com a sua palavra amiga ou mesmo para ele a ir ao encontro de quem a precisa – Seja às crianças, velhos ou novos, mulheres ou homens – Ele é a imagem emblemática, admirada e respeitada da igreja católica em S. Tomé e Príncipe, que, não obstante o crescendo de outros credos, que vieram diversificar o panorama religioso nestas ilhas, sob as mais diversas e aguerridas fórmulas, ainda continua a ser a fé seguida pelo grosso da população -  Notei que ia  apressado e, pelo que me confidenciava,  com a agenda preenchida, dada a aproximação da sua viagem para Portugal.  

Mesmo assim, tomei a liberdade de o convidar para um cafezinho e dois dedos de diálogo,  tendo tido ele a gentileza de me encaminhar a uma esplanada, muito simpática, próxima do nosso casual reencontro - E, nestas coisas, como ele é um excelente comunicador,  acabou por me dar a honra e o prazer de ali nos sentarmos, ainda durante mais um bocadinho do inicialmente previsto, naquela surpreendente manhã ensolarada e brilhante  - Falámos de muitas coisas, tendo-o acompanhado até à sua residência, situada numa rua de chalés mas também de passagem para casebres mais humildes - Muito movimentada, ali muito perto da Igreja de Nossa Senhora da Conceição e dos mercados tradicionais ao ar livre.

Na  verdade, o sacerdócio da  Igreja católica, em S, Tomé e Príncipe, além de ser ainda  o principal credo abraçado pela população, em termos de espiritualidade  e de fé, continua a ter  um papel muito relevante, nestas maravilhosas ilhas do Equador,  tanto  no domínio da solidariedade e assistência social, através de jardins de infância, entre as quais a Casa dos Pequeninos, da Caritas,  como ao nível da  educação  - “os nossos missionários, já antes da independência criaram várias escolas primárias, tanto em S. Tomé como no Príncipe. Criaram a Escola de Artes e Ofícios, que teve um papel importante neste pais, e estiveram também na fundação do Liceu Nacional.

“Estamos nessa fase de transição, de passar o testemunho para o Ministério da Educação de Portugal. Para além disso, temos outras escolas e vários jardins de infância . Portanto, continuamos a ter um papel importante na educação”

Declarações de D. Manuel dos Santos, numa das entrevistas que me concedeu, em S. Tomé, em Agosto de 2015  – Esta é uma das questões que o leva de novo a Portugal, para encetar várias diligências, numa estadia duas semanas – Sim, porque, os fundos da igreja, são escassos e há que dar prioridade à sobrevivência dos mais carenciados  - Sem descurar  os problemas da Educação

Foi justamente, por esse facto, que foram assinados, dois protocolos de cooperação a nível da educação pelos Ministros da Educação e Ciência de Portugal Nuno Crato e o seu homólogo são-tomense Olinto Daio. – E, a avaliar pelas palavras, que agora lhe ouvimos, é provável que, durante a sua estadia, algumas das suas diligências sejam junto do Ministério da Educação, do atual governo

Isto porque, não obstante a escassez de recursos financeiros, Dom António dos Santos, não perdeu de vista um dos seus maiores sonho”, tal como no-lo afirmou na mesma entrevista, que nos concedeu. Se me pergunta: então que grande sonho é que teria com a Educação em São Tomé?

Bem. Se eu tivesse dinheiro – mas é preciso, de facto, muito dinheiro -  gostaria de ver neste pais um grande parque escolar, com escola, desde o pré-escolar, escola primária, escola secundária, um ensino técnico profissional  - Eventualmente, até, algum Instituto superior ou assim. E também, sobretudo, uma escola de formação de professores, que era  muito importante que aqui se fizesse. Estão a dar-se  passos nesse sentido – Para mim, de facto,  é algo fundamental. Já  que, se um país quer acreditar no futuro, quer construir o futuro, tem de começar pela educação


Video   Entrevista concedida em Agosto de 2015  - Dada pelo Sacerdote e Poeta 

“A Casa dos Pequeninos, está a dar os primeiros passos, graças aos técnicos da Cooperação Portuguesa que acreditaram neste projeto,  porque por detrás das Obras há sempre pessoas concretas, palavras de Dom Manuel dos Santos, na altura do Natal

E, pelos vistos, a generosidade, mesmo com pouco dinheiro, pode operar verdadeiros prodígios ou milagres - Já lá vão alguns anos que  as palavras, que a seguir, vou reproduzir, foram proferias, mas continuam atuais: “Com 150 euros é possível garantir casa, alimentação, vestuário e educação a cada uma das crianças acolhidas pela instituição administrada pertencente à Cáritas de São Tomé e Príncipe

Mauro foi encontrado a gatinhar na estrada por um casal de turistas, que o levaram para a esquadra. A polícia não sabe quem são os seus pais e desconhece o dia em que nasceu.

O Quinzinho estava junto da mãe quando esta foi levada para o hospital em coma alcoólico. Hoje cresce normalmente, mas durante algum tempo recusava todos os alimentos que lhe davam.

Chamam-lhe Mantorras, mas ainda não tem nome no Registo Civil. O pai morreu e a mãe tem problemas mentais.

Estas são as histórias, breves e dramáticas, de algumas das crianças acolhidas na «Casa dos Pequeninos», administrada pela Cáritas de São Tomé e Príncipe.




   “QUEM SOU?"

“Sou da Beira, de facto: de São Joaninho de Castro Daire, distrito de Viseu. Sou o 5º de nove filhos, vivos ainda, graças a Deus.

Aos 11 anos fui para o seminário de Resende, do seminário de Lamego. Saí de lá aos 18 anos para entrar na Congregação dos Missionários Claretianos; ordenado padre, em 1985, na minha terra, por Dom António Xavier Monteiro, que era então o Bispo de Lamego,

Parou ao lado do Sr. Bispo e da sua  casa para uma fotografia
Após a minha ordenação, fiquei a trabalhar nos Carvalhos, durante 9 anos. Em Novembro de 1993, vim para África; estive um mês em Luanda e “aterrei” em 6 de Janeiro de 94 nas terras de São Tomé. Foi então que pela primeira vez pisei o território são-tomense. Impressionou-me, na altura, logo o verde desta Ilha: de facto, era um verde tão intenso, que, um ano e meio depois, quando regressei a Portugal,   vi que não havia comparação possível, com os verdes desta terra..
- Jorge Marques – E os perfumes!...

– Dom Manuel dos Santos - Bem, os perfumes... Eu, como nasci no meio da montanha, no meio do tojo, das urzes, não me impressionaram, porque, lá também há perfumes muito intensos! Eu fui criado, no meio do campo! Sempre trabalhei no meio do campo, mas, sobretudo, o verde desta terra, de facto, impressionou-me muito.

Cinco dias depois, acabei por ir para Roma, onde regressei a Portugal, tendo sido escolhido  Vigário Provincial, às comunidades claretianas:

 Nessa qualidade, continuei a visitar constantemente São Tomé, e, em 2007, vim então para aqui, como Bispo de São Tomé e Príncipe.


São Tomé – D. Manuel António Mendes – O Bispo das Beiras que abraçou o coração das Ilhas Verdes



D. Manuel António Mendes dos Santos, bispo diocesano de São Tomé e Príncipe, desde 1 de Dezembro de 2006, fazendo parte da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe. Sacerdote claretiano desde 1985, um olhar atento e uma voz amiga do povo são-tomense, um “veterano” de África e destas ilhas, que já conhece desde Dezembro de 1993 .


Natural da Beira Alta, da pequena aldeia de São Joaninho, concelho de Castro Daire, distrito de Viseu. De origem humilde, o 5º de uma família de nove irmãos, ainda 


MAS O PAÍS DO POETA E PASTOR, DOM MANUEL DOS SANTOS, É TAMBÉM EM S. TOMÉ R PRÍNCIPE - DESDE DEZEMBRO DE 2006 - NAS ILHAS ONDE TEM DESENVOLVIDO AÇÃO SACERDOTAL MERITÓRIA





A CORAGEM DE SER DISCÍPULO DE CRISTO EM QUALQUER LUGAR OU MOMENTO - Ave Maria Cheia de Graça – Cantada por Dom Manuel dos Santos– Pedra dos Poetas, Tambores, Chãs – No Equinócio do Outono, em 2015


O Pastor e Poeta - A coragem de ser discípulo de Cristo em qualquer lugar ou momento, com fé e alegria e sem preconceitos - Momentos de esplendor e de magnífico exemplo pastoral na vida do Bispo de São Tomé - Manhã de sol de 23 de Setembro, 2015, pouco depois da celebração do Equinócio do Outono, na Pedra da Cabeleira de Nª Srª, no Monte dos Tambores, aldeia de Chãs - Finalmente, 500 anos depois - Um Bispo, ordenado pela Diocese de Lamego, teve a coragem de romper com velhos preconceitos religiosos, impostos por um antigo Bispo de Lamego, que, em 1563, "regulando-se por preconceitos de antigos concílios, estatue: "defendemos e mandamos que com as procissões nam vam a outeiros, nem penedos, mas somente a igreja, ou hermida ou se faz ho officio divino." Refere Leite de Vasconcelos, em Religiões da Lusitânia, frisando, "posto que este e outros anathemas nem sempre produziram effeito, como se prova com a persistência das tradições. e posto que a igreja em certos casos, consciente ou inconscientemente, santificou alguns monumentos, - não se pode negar que não raro por esse motivo diversos dólmens perderam o prestígio tradicional. também que "O egoísmo humano não respeitou as crenças das eras passadas; as relíquias dos defuntos ei-las dispersas ao vento, ou constituindo exemplares de estudo nos laboratórios dos sábios; ninguém mais tornou a ter uma lágrimas de dó para com os que tão heroicamente lutaram pela vida, e nos legaram a herança da civilização –





“São Tomé, 12 abril 2014 (Ecclesia) - O Bispo de São Tomé e Príncipe, D. Manuel António dos Santos, que assumiu como prioridade pastoral “em primeiro lugar as crianças” num país muito jovem em que 40 por cento da população tem menos de 15 anos.

“Quando me perguntam digo sempre que a prioridade são as crianças porque este país está cheio de crianças e por vezes dói muito a forma como são tratadas e o modo de vida em que vivem algumas”, conta D. Manuel António dos Santos em entrevista à Agência ECCLESIA.

O bispo de São Tomé e Príncipe, que em sua casa com a ajuda da sua irmã cria duas crianças, depara-se com “muitos casos dramáticos” e dá o exemplo de uma criança que chegou à Cáritas de São Tomé “com 9 meses e apenas 2,3 quilos de peso” Agência Ecclesia - São Tomé e Príncipe: Crianças são 
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(…) D. Manuel António Mendes dos Santos, CMF, é o seu bispo diocesano desde 1 de Dezembro de 2006, fazendo parte da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe. Sacerdote claretiano desde 1985, é, de facto, um “veterano” de África. Como ele próprio nos revela, a «Diocese não é extensa territorialmente, mas é plena de desafios, não apenas pastorais, mas acima de tudo sociais e de integração». Com uma visão antropológica coerente e de largo espectro, atenta e preocupada, D. Manuel conhece bem o terreno, as suas gentes e agentes, as forças em acção, não abdicando nunca de intervir e exercer o direito de opinião, dentro da esfera das suas competências e deveres. E é uma voz ouvida. Ou não fosse, afinal, o responsável máximo da mais importante, senão única, entidade nacional com acção política e social, através principalmente da Cáritas (fundada em 1981) – o braço da Diocese neste quadro de apoio aos pobres, carenciados, órfãos, idosos, desintegrados, às vítimas das conjunturas político-económicas que devastam África, que recebe também algum apoio de ONG’s de matriz católica, bem como de outras.


Um comunicador nato  - Todos os dias no Facebook 
D. Manuel António Mendes dos Santos, CMF, é o seu bispo diocesano desde 1 de Dezembro de 2006, fazendo parte da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé e Príncipe. Sacerdote claretiano desde 1985, é, de facto, um “veterano” de África. Como ele próprio nos revela, a «Diocese não é extensa territorialmente, mas é plena de desafios, não apenas pastorais, mas acima de tudo sociais e de integração». Com uma visão antropológica coerente e de largo espectro, atenta e preocupada, D. Manuel conhece bem o terreno, as suas gentes e agentes, as forças em acção, não abdicando nunca de intervir e exercer o direito de opinião, dentro da esfera das suas competências e deveres. E é uma voz ouvida. Ou não fosse, afinal, o responsável máximo da mais importante, senão única, entidade nacional com acção política e social, através principalmente da Cáritas (fundada em 1981) – o braço da Diocese neste quadro de apoio aos pobres, carenciados, órfãos, idosos, desintegrados, às vítimas das conjunturas político-económicas que devastam África, que recebe também algum apoio de ONG’s de matriz católica, bem como de outras. – Excerto de uma interessante entrevista ao O Clarim, em 26/06/2015  - À conversa com D. Manuel António Mendes dos Santos ...



terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

IMVF - 30 ANOS POR UMA NOBRE CAUSA - É A ONG MAIS ANTIGA , DEVOTADA E ATIVA EM S. TOMÉ E PRÍNCIPE - Instituto Marquês de Valle Flôr - Dedicação, Generosidade e Esforço de Abnegada e Humanitária Cooperação ao Serviço do Povo de São Tomé e Príncipe – IMVF - Fundado em 1951, com o estatuto jurídico de Fundação. – Completa três décadas em prol da solidariedade social das maravilhosas Ilhas Verdes do Equador

JORGE TRABULO MARQUES - JORNALISTA - INFORMAÇÃO E ANÁLISE 




EXEMPLO DEVOTADO E DIGNIFICANTE DE BEM SERVIR O POVO-IRMÃO DE S. TOMÉ E PRÍNCIPE – HÁ 3O ANOS - PELO INSTITUTO MARQUÊS DE VALLE FLOR - DESEJANDO QUE SEJA UMA OPORTUNIDADE PARA SER UMA EFEMÉRIDE JUSTAMENTE RECORDADA E ASSINALADA 
 

Além da CARITAS  de São Tome e Príncipe  (CSTP) inicialmente edificada como Organização-Não Governamental (ONG) com o contributo de inúmeros cidadãos santomense, destaca-se  IMVAF – INSTITUTO MARQUÊS VALE FLOR
Fundado em 1951, com o estatuto jurídico de Fundação.  – Completa  três década em prol da solidariedade social  das maravilhosas Ilhas Verdes do Equador


Existem, em STP,  várias ONG, cuja atividade passa praticamente despercebida, pois, de um modo geral, o trabalho voluntarioso destas organizações, quando bem intencionado, é feito mais próximo das populações desprotegidas de que a pensar nos holofotes da ribalta dos media.

Naturalmente, cada uma  vai fazendo o que pode, mas, pelo que me é possível depreender, há, no entanto, aquelas, em que, seu generoso e solidário esforço, de tão profícua utilidade se revelar,  que   é  difícil passar despercebido: é o caso da cooperação prestada pelo Instituto Marquês Valle Flor, cuja atividade, mereceu especial atenção pelo  Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, aquando da sua visita oficial a S. Tomé, nomeadamente, quando se deslocou ao Hospital Ayres Menezes, a que nos referiremos mais à frente. Para já, importa aqui referir a noticia, que aqui transcrevo, como muito gosto.


“O Presidente do Conselho de Administração do IMVF, Paulo Telles de Freitas e o Administrador Executivo e Diretor de Projetos do IMVF, Ahmed Zaky foram recebidos pelo recém-empossado Primeiro-Ministro de São Tomé e Príncipe, Jorge Bom Jesus, durante uma missão de trabalho ao arquipélago são-tomense, que decorreu entre 28 de janeiro e 1 de fevereiro de 2 019 ” – Este interessante encontro passou despercebido nos media: por um feliz acaso, pude descobrir a informação no facebook https://www.facebook.com/imvfongd/ depois, no site oficial do IMVF -
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"Na sequência desse encontro, a comitiva do IMVF foi recebida pela Ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades de São Tomé e Príncipe, Elsa Pinto, tendo-lhe sido manifestada a total disponibilidade do IMVF para continuar a promover o fortalecimento da cooperação com o país, sobretudo nas áreas da saúde, educação e formação profissional




Decorreram também reuniões com o Ministro da Saúde, Edgar Naves, com a Ministra da Educação e do Ensino Superior, Julieta Rodrigues, com o Ministro do Trabalho, Solidariedade, Família e Formação Profissional, Adlander Matos e com o Ministro do Planeamento, Finanças e Economia azul, Osvaldo Vaz, bem como com o Embaixador Luís Gaspar da Silva na Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe.



Acompanhar e avaliar a implementação dos projetos em curso e perspetivar novas ações de cooperação para os próximos anos foram os principais propósitos desta missão de trabalho ao arquipélago são-tomense.

De salientar também que, durante essa semana, decorreram no país as missões médicas no âmbito do Saúde para Todos – Rumo à Sustentabilidade nas especialidades de Gastroenterologia, Otorrinolaringologia, Imagiologia, bem como na área de Administração Hospitalar, com a realização de consultas, intervenções cirurgias, e ações de formação teórico-práticas.

Além dos programas de apoio nos setores da saúde e educação, de destacar que o IMVF iniciou em janeiro de 2019, em São Tomé e Príncipe, um projeto na área da governança e das políticas públicas em segurança alimentar."





PRESIDENTE PORTUGUÊS LOGROU FURAR O PROTOCOLO E VISITAR O HOSPITAL CENTRAL EM S. TOMÉ  


Marcelo Rebelo de Sousa, naturalmente que bem informado da dura realidade santomense, não quis deixar de ver,  com os seus olhos,  o que ia por  lá no único hospital de S. Tomé, já que os diversos edifícios hospitalares que existiam nas roças,  do tempo colonial, há muito deixaram de funcionar,  são meros esqueletos de ruínas


Na visita que então efetuou  ao Hospital Dr. Ayres de Menezes, para conhecer, no local, um exemplo da cooperação portuguesa na área da saúde em São Tomé e Príncipe, acompanhado pela Ministra da Saúde santomense, Maria de Jesus Trovoada, tendo então percorrido  os serviços de imagiologia, onde é exercida telemedicina, e o Bloco operatório deste que é o principal complexo hospitalar de São Tomé e Príncipe.


Eis o que então foi dito pela RTP  - “Marcelo fura programa e visita hospital em São Tomé e Príncipe: Não estava no programa oficial, mas o Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, fez questão de visitar um hospital em São Tomé e Príncipe, montado por Portugal.

“Uma visita fora de horas e fora do programa: Marcelo foi ao Hospital, tendo declarado: “eu sou muito teimoso: tenho de ir ao  hospital!… E, de facto, vi e fiquei muito impressionado”  - Sim, felizmente com o esforço da  magia de tele-medicina paga pelo Estado Português  




DE RECORDAR A VISITA QUE, O PRESIDENTE, EVARISTO CARVALHO, FEZ À SEDE DO IMVF –  Aquando a “renovação  do “Projecto Saúde para Todos”
A visita ocorreu, em – Esta era a noticia dada pelo jornal Téla Nón:
“O Chefe de Estado São-tomnese, que visitou na manhã de quinta – feira a sede do Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF), em Lisboa, tomou conhecimento de forma detalhada do trabalho que o IMVF tem desenvolvido no país, nos últimos 29 anos, em parceria com o Estado são-tomense e com a sua sociedade civil.



Na ocasião Evaristo Carvalho celebrou a renovação por mais 4 anos do Programa Saúde para Todos. Cerca de 4 milhões de euros, vão garantir a continuidade das acções do projecto em São Tomé e Príncipe
O Chefe de Estado São-tomnese, que visitou na manhã de quinta – feira a sede do Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF), em Lisboa, tomou conhecimento de forma detalhada do trabalho que o IMVF tem desenvolvido no país, nos últimos 29 anos, em parceria com o Estado são-tomense e com a sua sociedade civil.
Na ocasião Evaristo Carvalho celebrou a renovação por mais 4 anos do Programa Saúde para Todos. Cerca de 4 milhões de euros, vão garantir a continuidade das acções do projecto em São Tomé e Príncipe.


Uma nota enviada pelo Instituto Marquês de Valle Flôr à redacção do Téla Nón, dá conta que o Presidente da República, salientou a importância dos projectos do IMVF para o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe e para a melhoria da qualidade de vida da população são-tomense.

Na visita a sede do Instituto Marquês de Valle Flôr, o Chefe de Estado, manifestou-se em casa. «Ao estar por baixo do tecto deste Instituto, sinto que estou perfeitamente em São Tomé. Já conhecia bem este Instituto, as suas acções começaram há já 30 anos, e sempre fui acompanhando o trabalho em São Tomé, nas áreas da Educação, Saúde, entre outras, portanto é uma felicidade estar hoje em Lisboa, na sede do Instituto», declarou Evaristo Carvalho.


Paulo Freitas, Presidente do Conselho de Administração do IMVF, realçou a honra de receber o Presidente do país onde a ONGD, actua marca presença desde 1988. «Esta é uma casa que respira África, e que respira São Tomé desde a sua nascença. São praticamente 30 anos de colaboração entre o Instituto e São Tomé, com muitos sucessos, reconhecidos a nível nacional e internacional, envolvendo sectores chave como a Saúde, Educação, Segurança Alimentar e Desenvolvimento Rural, Água e Saneamento Básico, pelo que, ao longo dos anos, o Instituto continua a ser parceiro na cooperação com São Tomé e Príncipe», afirmou Paulo Freitas.

(..) O IMVF é uma Fundação portuguesa de direito privado, que tem como missão a promoção do desenvolvimento sustentável, particularmente nos países de língua portuguesa.Abel Veiga / Fonte Instituto Marquês de Valle Flôr https://www.telanon.info/politica/2017/05/11/24385/pr-celebrou-a-renovacao-do-projecto-saude-para-todos/






Hospital Ayres de Menezes já tem telemedicina  -9 de Março de 2011
Por Téla Nón  - O Instituto Marquês de Valle Flor e a cooperação portuguesa, foram os responsáveis pela tecnologia que está a melhorar a prestação de cuidados médicos e ao mesmo tempo a formação do pessoal clínico são-tomense.
A plataforma instalada no hospital Ayres de Menezes pelo Instituto Marquês de Valle Flor, em parceria com a Fundação Portugal Telecom, oferece aos pacientes são-tomenses o acompanhamento médico em 20 especialidades. Os médicos especialistas portugueses vão interagir com os clínicos são-tomenses, em matéria de consultas, realizações de exames e na administração do tratamento aos pacientes.
A plataforma instalada, pode funcionar 24/24 horas. «Pode ser utilizada no campo da tele-consulta, trazendo doentes por exemplo do foro da cardiologia fazendo eco grafia, e tendo o cardiologista do outro lado (em Portugal), assim como radiologia, enviando imagens ediscutindo imagens, etc», explicou Celeste Alves, técnica portuguesa.- EXCERTO DE  https://www.telanon.info/sociedade/2011/03/09/6483/hospital-ayres-de-menezes-ja-tem-telemedicina/



Instituto Marquês de Valle Flôr homenageia Doutora Julieta da Graça Pinto do Espírito Santo

17-DEZ. 2008 - Primeira médica são-tomense, Julieta do Espírito Santo, deixou o mundo dos vivos no dia 2 de Janeiro de 2008, aos 86 anos de idade. Considerada como mãe da enfermagem são-tomense devido ao papel desempenhado na formação dos quadros de saúde do arquipélago, Julieta do Espírito Santo, foi homenageada terça-feira pelo instituto marquês de Valle Flôr, entidade para qual trabalhou a partir de 1995, através da colocação de um busto no jardim do Ministério da Saúde.Após a formação em medicina e cirurgia pela faculdade de medicina da universidade de Coimbra-Portugal, em 1955 Julieta do Espírito Santo, regressou três anos depois para a sua terra natal, para nunca mais dela sair.

Dedicou grande parte da sua via ao trabalho abnegado em prol da melhoria das condições de vida das populações, sobretudo no domínio da saúde. O Presidente da República Fradique de Menezes que marcou presença no acto de apresentação do busto da médica colocado no jardim do ministério da saúde. No interior do edifício também vinga uma fotografia de Julieta do Espírito Santo mesmo no centro do átrio principal. - EXCERTO Abel Veiga https://www.telanon.info/sociedade/2008/12/17/737/instituto-marques-de-valle-flor-homenageia-doutora-julieta-da-graca-pinto-do-espirito-santo-2/







«Saúde para todos» em São Tomé e Príncipe: histórias de voluntariado e muita dedicação

15/06/2015 -O livro Saúde Para Todos: 25 anos ao serviço de São Tomé e Príncipe não é apenas a história de um programa de desenvolvimento na área da Saúde, premiado e reconhecido internacionalmente. São várias histórias, feitas de voluntariado e muita dedicação. Paulo Freitas, médico internista e presidente do Instituto Marquês de Valle Flôr, percorre 25 anos de memórias de coopera ção com São Tomé e Príncipe.



São Tomé e Príncipe tem hoje o melhor indicador de Saúde da África Subsariana, mas nem sempre foi assim. Há um quarto de século havia apenas uma mão cheia de boa vontade. O Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF), uma organização não governamental para o desenvolvimento que realiza ações de ajuda humanitária e cooperação em diversas áreas nos países de expressão portuguesa, deu o impulso que faltava. A aventura está agora retratada em livro, ao longo de mais de 200 páginas.



Paulo Freitas, médico internista e presidente do IMVF, é o pivô do programa de Saúde e do livro. É ele que conta a história e enquadra as dezenas de depoimentos de quem ajudou a transformar um modelo falido de Saúde numa referência. “Este é um livro diferente sobre Cooperação em Saúde, desde logo porque não tem um autor, mas centenas, que foram os obreiros de um dos melhores programas de cooperação em saúde, reconhecido nacional e internacionalmente”, sublinha o médico



Mas esta é também uma obra inacabada, como são todas as que o IMVF empreende. “É um novelo onde se vai sempre puxando o fio”, diz. E, ao puxar o fio, puxa também gente. A proximidade com que o trabalho é feito no terreno faz com que sejam as pessoasa procurar o projeto. Cada vez há mais braços para puxar este e outros novelos, garante

A aventura começou há precisamente 28 anos, tantos quantos tinha na altura o jovem médico Paulo Freitas quando desembarcou em São Tomé. Chegou sem objetivos traçados, mas resolvido a dar rumo à instituição fundada pela sua bisavó, a marquesa de Valle Flôr. Rumou a Mé-Zochi, onde estava implantado o único hospital que funcionava na ilha, o Hospital Monte Café. E encontrou o rumo que procurava.



“Era um hospital falido. O modelo de Saúde do país também estava falido. Primeiro, foi preciso encontrar financiamento; depois, atuar na prevenção e recuperar os centros de saúde do distrito”, explica, acrescentando que, atualmente, a rede já cobre todo o território nacional.



Mas Paulo Freitas não embarcou sozinho nesta epopeia. Contou com o espírito empreendedor de outro médico que chegara um ano antes, Ahmed Zaky, de nacionalidade egípcia. “Juntos, iniciámos o projeto de Saúde Mé-Zochi”, conta. Estávamos em 1988. Ahmed Zaky continua ainda hoje no Instituto Marquês de Valle Flôr como diretor de projetos. - Excerto de  https://justnews.pt/artigos/saude-para-todos-em-sao-tome-e-principe-historias-de-voluntariado-e-muita-dedicacao#.XGIVgbjgrIU

Artigo (pode ser lida na íntegra AQUI) publicado na edição de abril de LIVE Medicina Interna. 



OBJETIVOS E HISTÓRICO DO IMVF - Fundado em 1951, o IMVF – Instituto Marquês de Valle-Flôr é uma ONGD com o estatuto jurídico de Fundação. É uma entidade privada, sem fins lucrativos, reconhecida como instituição de utilidade pública. A sua missão é a promoção do desenvolvimento socioeconómico e cultural nos países de língua portuguesa. Membro de várias redes que dão voz ao sector das ONG, como a Plataforma Portuguesa das ONGD, faz parte ainda do Centro Português de Fundações e do European Foundation Centre. A sua sede localiza-se em Lisboa, com representações e escritórios em Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.


O seu objectivo principal é a realização de programas de Cooperação para o Desenvolvimento, de Educação para o Desenvolvimento e de Ajuda Humanitária. Desde a sua fundação, o Instituto tem vindo a desenvolver projectos e outras iniciativas nos Países de Língua Portuguesa, estando desde o ano 2000 presente em todos eles. Toda a sua actividade rege-se por um trabalho em prol da equidade social, política, económica e de género, procurando a inclusão social dos grupos mais vulneráveis das sociedades e pela gestão e execução dos projectos com rigor. Além disso, promove a valorização do espírito de parceria, trabalhando em estreita colaboração com parceiros locais, nacionais e internacionais e com os próprios beneficiários dos projectos.


Na prossecução dos projectos o IMVF dá especial atenção à sustentabilidade das acções, envolvendo, capacitando e responsabilizando as comunidades beneficiárias dos projectos e alcançando assim uma cooperação mais eficaz. Nesse sentido, procura valorizar os recursos humanos locais, através da contratação de pessoal técnico local e do reforço permanente das suas competências, estimulando a fixação de quadros.

O objectivo do IMVF para o futuro passa por fortalecer o desenvolvimento socioeconómico em espaço lusófono através de projectos sustentáveis desenvolvidos em parceria com os seus beneficiários. Pretende ainda reforçar a sua intervenção em países como Timor-Leste e Moçambiqu https://cesa.rc.iseg.ulisboa.pt/index.php/dicionario-da-cooperacao/Glossary-1/I/IMVF-%e2%80%93-Funda%c3%a7%c3%a3o-Instituto-Marqu%c3%aas-de-Valle-Fl%c3%b4r-268/