Jorge Trabulo Marques - Jornalista
O arranque da série de atividades intitulada ”Alda nas Escolas”, no âmbito das celebrações do centenário de nascimento de Alda Espírito Santo (30.04.1926-30.04.2026), decorreu, na em São Tomé, na escola Maria de Jesus, cuja patrona é a mãe da poetisa e Combatente da Liberdade, com a participação em massa dos alunos, com declamação de poemas da homenageada e músicas inspiradas nos seus poemas.

ALDA- Duas sílabas numa só palavra - Acrescida do apelido divino " do Espírito Santo - Nome da Inesquecível Musa, a Mui Amada e Grande Mãe das Ilhas Maravilha - A Grande Inspiradora Poetiza da liberdade e da Beleza! A Grande Irmã da Dor e do Amor e do sentimento amargo e mui dolorido sofrimento ancestral de um Povo - Quem esquecerá o seu rosto?
Alda Graça do Espírito Santo - Centenário do nascimento da Grande Mátria Santomense - 30 de Abril de 1926 – Faleceu em Angola 9 de Março de 2010
O ano de 2026 assinala o Centenário de Alda Espírito Santo (1926 -2010), figura maior da história cultural e política de São Tomé e Príncipe, e dos Cinco, e referência incontornável das literaturas africanas em português. Insigne figura da “Geração de Cabral”, Alda Espírito Santo foi poetisa, professora, militante, deputada e ministra da Educação e Cultura, Alda Espírito Santo deixou um legado multifacetado que une o compromisso cívico, a palavra poética, e a construção nacional.
Não partiu para o exilio mas, mesmo sob a vigilância da antiga policia politica (PIDE) nem por isso deixou de usar a palavra, os seus versos, como a voz mais ativa e interveniente pelo seu Povo - Considerada, por isso, como expoente máximo do nacionalismo são-tomense, pós independência. Alda Graça, morreu em Angola para onde foi evacuada por razões de saúde. Morreu na terra dos seus compatriotas de luta pela independência nacional, como Mário Pinto de Andrade. Um dos nomes de Angola que Alda Graça muitas vezes citou nas suas intervenções públicas.
A celebração do seu centenário pretende reconhecer a amplitude dessa herança – política, educativa, literária, social e simbólica – e promover um diálogo entre as diferentes dimensões da sua atuação: a escritora que deu voz à nação nascente, a mulher que defendeu a igualdade e a dignidade humana, e a cidadã que fez da cultura um instrumento de libertação e de futuro. Ao revisitar a sua obra e o seu percurso, este centenário convida a uma reflexão sobre o papel da mulher africana na luta anticolonial, sobre a força da palavra como instrumento político e pedagógico e sobre a permanência dos ideais de emancipação, justiça e solidariedade que atravessam a sua escrita.
Celebrar o centenário de Alda Espírito Santo é mais do que homenagear uma poetisa: é reconhecer uma das consciências fundadoras de São Tomé e Príncipe e de toda a África de língua portuguesa. Mulher de ação e de pensamento, de palavra e de gesto, Alda Espírito Santo soube unir, como poucas, a criação literária, o compromisso político e a pedagogia da esperança. A sua vida foi um contínuo diálogo entre o poético e o político, entre a sala de aula e a praça pública, entre o sonho de libertação e o trabalho quotidiano pela dignidade.
Com esta comemoração, pretende-se afirmar Alda Espírito Santo como património vivo da memória e da imaginação nacional, símbolo de uma geração que fez da poesia uma forma de resistência e da educação uma política de esperança, através das seguintes Linhas Temáticas: 1. Palavra e Pátria: A construção simbólica da nação; 2. Mulher, Educação e Cidadania; 3. Literatura, Política e Utopia; 4. Memória, Arquivo e Património Cultural; 5. Alda Espírito Santo e a Geração da Libertação; 6. Genealogias da Escrita no Feminino e Heranças de Resistência; 7. Da Palavra ao Futuro: Educação, Juventude e Políticas Culturais;
A Organização convida os interessados em participar dessa comemoração a enviar um resumo da sua intervenção (250-300 palavras), para o email: 100aldaesanto@gmail.com. Mais informações sobre o programa, modalidades de participação e submissão de propostas podem ser consultadas
Não partiu para o exilio mas, mesmo sob a vigilância da antiga policia politica (PIDE) nem por isso deixou de usar a palavra, os seus versos, como a voz mais ativa e interveniente pelo seu Povo - Considerada, por isso, como expoente máximo do nacionalismo são-tomense, pós independência. Alda Graça, morreu em Angola para onde foi evacuada por razões de saúde. Morreu na terra dos seus compatriotas de luta pela independência nacional, como Mário Pinto de Andrade. Um dos nomes de Angola que Alda Graça muitas vezes citou nas suas intervenções públicas.
Lá no «Água Grande» a caminho da roça
negritas batem que batem co’a roupa na pedra.
Batem e cantam modinhas da terra.
Cantam e riem em riso de mofa
histórias contadas, arrastadas pelo vento.
Riem alto de rijo, com a roupa na pedra
e põem de branco a roupa lavada.
As crianças brincam e a água canta,
brincam na água felizes…
Velam no capim um negrito pequenino.
E os gemidos cantados das negritas lá do rio
ficam miúdos lá na hora do regresso…
Jazem quedos no regresso para a roça.
(Poesia negra de expressão portuguesa, 1953)
Fevereiro
Alda Graça do Espírito Santo
Nasceu a 30 de abril de 1936 , na cidade de São Tomé, capital do Arquipélago de São Tomé e Príncipe, Alda Neves da Graça do Espírito Santo. Filha de uma professora primária e de um funcionário dos Correios, ainda nova faz seus primeiros estudos em São Tomé. 1940: Em meados de 1940, muda-se com a família para o norte de Portugal, anos depois a família muda-se para Lisboa onde Alda inicia seus estudos universitários. 1950: No início dessa década, morando em Lisboa com a família, Alda Espírito Santo faz contato com alguns dos importantes escritores e intelectuais que viriam a ser os futuros dirigentes dos movimentos de independência das colônias portuguesas de África, como Amílcar Cabral, Mário Pinto de Andrade, Agostinho Neto, Francisco José Tenreiro, entre outros. A casa de sua família, no número 37 da Rua Actor Vale, funciona como local de encontros do CEA (Centro de Estudos Africanos). Os encontros regulares na casa de Alda promoviam palestras sobre temas diversos como Linguística, História e também sobre a consciência cultural e política acerca do colonialismo, do assimilacionismo e da defesa do colonizado. Excerto de Vidas Lusófonas - Alda Espirito Santo
Combatente da luta pela independência nacional, poetisa, considerada expoente máximo do nacionalismo são-tomense, pós independência. Alda Graça, morreu em Angola para onde foi evacuada desde a última semana por razões de saúde. Morreu na terra dos seus compatriotas de luta pela independência nacional, como Mário Pinto de Andrade. Um dos nomes de Angola que Alda Graça muitas vezes citou nas suas intervenções públicas. – Excerto deAlda Graça do Espírito Santo


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