Jorge Trabulo Marques
1º Dezembro 1640- Dia da Restauração da Independência Feriado Nacional, que o. PSD/CDS quiseram acabar -Luis Montenegro, ausente ? Ele lá saberá porquê
O dia 1 de Dezembro é o feriado civil mais antigo ainda em vigor, desde a segunda metade do século XIX. Foi comemorado também durante a Primeira República e o Estado Novo.
Até que, em 2012, o Governo social-democrata do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho determinou o fim deste feriado a partir de 2013.
Três anos depois de o calendário português ter perdido quatro feriados, o Governo liderado por António Costa, veio repor em 5 de Janeiro de 2016, os extintos feriados nacionais e religiosos, retirados a 1 de Janeiro de 2013, data em que o calendário português perdia quatro feriados: dois religiosos e dois civis.
Do lado dos feriados religiosos, estavam em causa o dia em que se celebra o Corpo de Deus e o 1 de Novembro, dia de Todos os Santos. Do lado dos feriados civis, o dia 5 de Outubro, data que assinala a Implantação da República, e o 1.º de Dezembro, que marca a Restauração da Independência. Todos voltaram a integrar a lista de feriados
As comemorações do dia 1 de dezembro de 1640, decorreram na Praça dos Restauradores, em Lisboa, com a cerimónia oficial de uma homenagem aos heróis da restauração e um desfile nacional de bandas filarmónicas.
Apraz-me recordar uma das facetas dos portugueses e da sua história: a profunda ligação ao mar e à descoberta de novos mundos ao mundo: dos intrépidos navegadores portugueses em frágeis caravelas.
Poema que me foi dedicado pela poetiza Agripina Costa Marques, esposa do poeta António Ramos Rosa * * * * * * * *
É na ampla latitude em que te encontras:
Tu que na vida és ávido.
Tua exigência extrema não tem comum medida
com esquemas intermédios;
não pode acomodar-se à vida por metade.
Tudo ou nada. E a vida se te impõe
em intensidade e risco, na vertingem do abismo:
porque tocas o abismo quando o fruis
em inultrapassável densidade;
quando já nada pode separar-te
dos soltos elementos; a voz da tua voz.
Um só furor; a mesma plenitude.
Uma só descoberta: quanto em ti próprio és
toda a potência cósmica em desmesura.
Na dimensão do excesso a vida em ti se cumpre.
Mareante nostálgico da aventura ancestral,
em gesta solitária ( e os rudimentares aprestos
que te bastam em teu despojamento
- superando-te ante adversas forças)
ao recriares em ti o “mundo novo”
buscas ainda do instante o último limite.
Agripina Costa Marques
12.08.94

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