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Minha colaboração ativa e voluntária, em defesa das Gravuras Rupestres do Vale do Côa e seu património natural, em milhares de fotografias e de variadíssimos artigos no jornal ECÔA, sem esperar qualquer compensação monetária ou contrapartida ,que nunca tive.
Acompanhei e fotografei as manifestações a favor da defesa das gravuras, assim como as visitas oficiais que decorreram naquele período.: desde o Rei de Espanha Juan Carlos, Jorge Sampaio, António Guterres Mário Soares, Manuel Maria Carrilho, Ferro Rodrigues, Jorge Coelho, Carlos Carvalhas do PCP, Príncipe Hans-Adam II do Liechtenstein - Entre outras personalidades.
.O Vale do Côa é
considerado "o mais importante sítio com arte rupestre paleolítica de ar livre
O sítio arqueológico divide-se em dois eixos fluviais principais: 30
quilómetros ao longo do rio Côa - Faia, Penascosa, Quinta da Barca, Ribeira de
Piscos, Canada do Inferno - e 15 quilómetros pelas margens do rio Douro
Em 3 de Março de 1995, num fim de semana, em plena polémica
sobre a barragem no rio Côa, que ameaçava submergir as gravuras rupestres encontradas no
ano anterior, o então secretário-geral do PS, fazia a sua primeira visita ao
Vale do Côa, e depois dos técnicos da UNESCO se terem igualmente pronunciado
pela sua defesa, : tendo declarado que, se estivesse no governo, já teria mandado
suspender as obras da barragem, sublinhando que o seu receio é chegar demasiado
tarde.
Em outubro de 1995, António Guterres é eleito sem maioria mas, que, no entanto, viria conseguir cumprir os quatro anos de legislatura. Caso único na história dos Governos constitucionais portugueses
Em Janeiro de 1996, António Guterres, ordena a suspensão dos trabalhos de construção da barragem de Foz Côa, empreendimento que iria submergir o maior núcleo de arte rupestre paleolítica de ar livre conhecido até então. A medida visava, em primeiro lugar, esclarecer a dimensão e importância científica e patrimonial dos painéis rupestres identificados até à data — “num quadro de serenidade e rigor científico” —
Em 10 de Agosto de 1996 é inaugurado o Parque Arqueológico do Vale do Côa, são estabelecidos circuitos de visita aos núcleos rupestres, constituídas equipas de investigação para actuar no terreno, construídos centros de acolhimento a visitantes, produzida legislação apropriada, em suma, foram criadas todas as infra-estruturas técnicas, científicas e humanas necessárias para dar cumprimento e justificar a decisão política tomada em prol da salvaguarda deste património.Em 2 de Dezembro de 1998, a Arte Rupestre do Vale do Côa é, inscrita na Lista de Património Mundial da UNESCO como testemunho excepcional do génio criativo da humanidade. E, o então PM António Guterres, desloca-se de novo a V. N de Foz Côa e a visitar as gravuras, onde é é saudado e recebido de forma muito calorosa
Como uma imensa galeria ao ar livre, o Vale do Côa apresenta mais de 1.200 rochas, distribuídas por 20 mil hectares de terreno com manifestações rupestres, sendo predominantes as gravuras paleolíticas, executadas há mais de 25.000 anos, e distribuídas por quatro concelhos: Vila Nova de Foz Côa, Figueira de Castelo Rodrigo, Pinhel e Mêda
Meus Parabéns – Aos arqueológos e técnicos auxiliares. Aos Jovens da Escola Secundária Adão Carrapatoso de Foz Côa e seus professores, que estiveram unidos numa luta e objetivo comum: defender um dos maiores tesouros da Humanidade

Há pelo menos 80 mil anos os humanos já andavam pelo Vale do Côa "Arqueólogos e outros especialistas internacionais apresentaram no Museu do Côa as últimas descobertas no que toca à arte rupestre. Thierry Aubry representou a equipa da casa para falar de mais uma rocha com “gravuras animadas” e de um “buraco” que faz recuar a ocupação humana do vale. Já sabíamos que os neandertais por lá tinham passado, mas não sabíamos que o tinham feito tão cedo.
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