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quinta-feira, 17 de abril de 2025

NAUFRÁGIO DO TITANIC HÁ 113 ANOS – -Tributo poético de um náufrago sobrevivente de há 50 anos -.De quem viveu 38 dias e noites a fio o sufoco aflitivo das ondas às 1496 vidas que pareceram perdidas nas profundezas das gélidas águas

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista - e antigo navegador solitário em canoas


O naufrágio ocorreu na fatídica noite de 14 de Abril de 1912, durante sua viagem inaugural, entre Southampton, na Inglaterra, e Nova York, nos Estados Unidos, com 2208 pessoas a bordo. após o choque com um iceberg no Oceano Atlântico, afundando-se duas horas e quarenta minutos depois, já na madrugada do dia 15 de abril, provocando  a morte de 1 496, havendo quem registe 1517, transformando-o em um dos piores desastres da história da navegação




TAMBÉM EU FUI UM NÁUFRAGO

Náufragos do desespero!
das inumeráveis viagens inacabadas,
dos inarráveis rumos que foram traçados
e dramaticamente, riscados,
abruptamente destroçados, 
afundados no torvelinho das águas!..

Tal como vós, também um dia parti de um porto,
de um indistinto porto tracei meu rumo,
perdi-me, voguei errabundo, fui náufrago!...
Vivi todas as  sensações e emoções do mundo,
como só talvez as  viva intensamente 
quem se abra de corpo aberto
e coração fundido à pulsação
desse plangente limite,
viscoso, movediço, sorvente!
-  Na tumultuosa e erma vastidão! 




  Naufraguei!...
Vi-me ignorado  de toda a palavra,
irradiado do próprio sonho,
felizmente resisti  e sobrevivi!
Náufragos, irmãos meus!
Afinal, irmãos de todos os homens,
de todos os seres e de todas as coisas! 
Ricos ou pobres - O sufoco do mar não os distingue,
engole-os e traga-os a todos por igual.

Tal como vós, ó náufragos do Titanic,
 fiz da minha frágil piroga
não a mansão luxuosa 
mas o mesmo lar no grande mar!...
e, através das suas ondas,
rugidoras de presságios,
se não tive a  vossa sorte,
quantas vezes naveguei e aspirei,
em cada espuma,
em cada noite cerrada,
em erma bruma,
um perfume salgado de morte!...

Jorge Trabulo Marques


Perdida  nas brumas do  tempo e das trevas... 
Longe vai a noite centenária e impiedosa, sombria e mortal da tragédia!
Que atormentou e sepultou o mais luxuoso navio do mundo  - o lendário Titanic.
No seu percurso inaugural de Inglaterra à América.
A quatro dias de viagem, em águas calmas do Atlântico, muito  afastadas do  Ártico,  
mas subitamente transformadas em aragens de afrontosas ameaças e de arrepio!
Semeadas por  flutuantes e perigosos icebergues,
cujo brilho azulado a  noite ofusca sob límpido mas negro céu.
 Em latitudes onde a Primavera tarda, é fria 
e tem,  da cor da fuligem, o sinistro véu!
- Porém, eu, náufrago, sobrevivente
em atribulados mares de outras paragens,
por natural associação às longas horas
que por mim foram vividas,
ainda diviso, debaixo da treva e do assombro  da ímpia noite sideral
o perfil do luxuoso e imponente navio
que, sulcando o mar em imprudente marcha veloz, vai embater e raspar
nas gélidas arestas de  enorme bloco de gelo,
sofre duro rombo a estibordo, e, desamparado,
 perde-se para sempre e naufraga!
- Consequência de monstruoso temporal, casuais fatalidades ou flagelos inevitáveis?!..
 Oh, não,  nada o salvará!... Os caprichos do destino são incontornáveis,  
porém, mais graves e propensas serão ainda as ameaças,
quando, às adversidades,  ao incerto e obscuro,
se junta a  negligência, a vaidade e a insensatez!..
.

Pelo telégrafo surgem avisos e alarmes vários
 a que  não se dá crédito. Aumenta-se até a velocidade
 para se apressar e festejar a chegada -.
Às 23h40, do dia 14 de Abril de 1912, com o navio a navegar  
a 640 km dos Grandes Bancos da Terra Nova,  "os vigias do mastro, 
Frederick Fleet e Reginald Lee, 
avistaram um iceberg bem em frente do navio". 
Quando o sino de alerta do alto toca três vezes a rebate, já é tarde!.
- Por isso, haverá maior culpado que a mente humana
quando  despreza e descura
as  hostis e adversas   forças da Natura?!..



 
Todavia, evoco o vosso sofrimento, ó lúgubre navio e lágrimas choradas!
Vivendo a incerteza  e angústia, ainda não sarada, daqueles meus longos e penosos dias,
 cujo lastro  tenho bem presente  na alma  ferida por longas e tormentosas noites de vigílias,
vejo-vos e  ouço-vos, corações atormentados! Escuto  os ais e os gritos aflitos,
as desolações que se afundam! -  Nitidamente descortino,
no tropel confuso da tragédia humana que vos enlutou,  
 e, sob a  capa da mais gélida e sideral atmosfera, 
o imenso poço que vos submergiu e afundou!
Ouço os vossos soluços e claramente  vos revejo e situo ó  almas  perdidas!  
Através da luz sombria que ficou  memorizada nos meus olhos, 
das muitas imagens que a minha retina em desvairadas tempestades fixou,
ainda consigo descobrir,  já engalfinhada  por mãos de terríveis  sacrilégios,
 a majestosa e  iluminada esfinge que vos transportava,  
agora enxague e ferida por  um dos enormes escolhos vítreos 
que boiavam soltos, que tragicamente a romperam e traíram
e que não tardará a desvanecer-se...
 - Qual sopro de vela que flutua acesa e depois se afunda e apaga

   
É noite de Lua Nova! Noite mais propensa 

ao surgimento dos indiscifráveis mistérios
 que, a  rompê-los ou a desvendá-los - Em redor 
não há claridade alguma. Não se enxerga nada.
- O mar é a imensa planície escura mas tranquila.
A noite é gélida mas aparentemente pacífica e calma.
Os habituais ventos que sopram em noites frias e aziagas, 
parece terem-se apaziguado  ou feito algumas tréguas - Não uivam!
Não há nevoeiros compactos, coalhados de densa maresia, que se enfiam
 pelas narinas, têm o sabor do sal, toldam ainda mais a vista e quase sufocam.
Quem espreitar pelas vigias, não descobrirá os brumosos  novelos que lembram fantasmas, 
as leitosas névoas ensanguentadas que ofuscam o sol poente ou antecedem as noites de agoiro, 
o tumulto das tempestuosas marés que tudo envolvem e arrastam.
O céu está descoberto e estrelado! Não há sinais 
de  cerrados tectos ou sinistras  e fúnebres abóbadas!
 Haverá, no entanto,  sortilégios, esconjuros  e temíveis perigos
de que  há noticia mas que se negligenciam e ignoram.




As eternas constelações aparentemente fixas,

fazem o seu giro no firmamento. O sol ilumina outros cantos da Terra 
e, quem vai no interior  do faustoso paquete, espera que, no dia seguinte,
volte acordar  sob a grande luz cósmica  - Esta volte a raiar do fundo das águas!
- O céu é escuro mas não  espesso.  Prevalece, contudo,  o brilho rutilante das estrelas, 
que, por tão longínquas, vão manter-se indiferentes e alheias ao drama e ao infortúnio  
do mais tenebroso caleidoscópio, que, a horas nocturnas e malditas, caladas e surdas,
vai desenrolar-se sob a frieza do mais inesperado  e horrível presságio - Em cenário
desolador  e árido, que ondula rumorejante, quase silencioso, mas escuro e gelado!  



Eu, que sozinho voguei sob noites equatoriais povoadas de assombro e trevas

e habituei  meus olhos e  meu  instinto 
a ver o  que as sombras e nevoeiros nocturnos ocultam ou encobrem,
mesmo à distância do espaço e do tempo,
claramente ainda diviso  o pronúncio sinistro das mais trágicas horas de luto!... 
 Distingo o perfil  inconfundível de esbelto  e moderno navio - O seu  vulto!
Através dele  o casco e as  linhas aprimoradas que lentamente se afundam e suspiram, 
que lentamente soçobram e  asfixiam,  que lentamente mergulham, vergam e se  revolvem
na líquida massa negra azulada, movediça, ondulada e informe,

coalhada de pedaços de gelo do mesmo icebergue, que depois de lhe deferir 
duro golpe fatal, ali mesmo o vai sepultar!... Com idêntica crueldade e gélido  brilho 
ao que espelham as mortuárias águas!... O mesmo que é reflectido
do sideral firmamento, no qual as estrelas continuam silenciosas mas rutilam.

 

Vejo-o e distingo-o, como se aquela noite de tragédia 
se  fixasse no éter para sempre,
perpetuada  na atmosfera vítrea  da amortalhada imensidade! 
Espelhada no rosto dos astros - No calendário programado 
dos grandes naufrágios do mar ! - Afrontosa crueldade
marítima, cuja hora idêntica ainda hoje perpassa
clarissima pela minha mente, 
tantas vezes a vivi e a revivo
 desde a infância na memória!

EVOCAÇÃO COMPLETA  EM  -  MEMORY OF THE TITANIC  WRECK - A Singela Homenagem de quem viveu o sufoco aflitivo das ondas




Completam-se hoje 113 anos que  o navio Titanic se afundou. O navio na noite de 14 de Abril de 1912 chocou contra um ‘iceberg’ e desapareceu na madrugada do dia 15. Estavam a bordo 2207 pessoas onde apenas 706 sobreviveram
O Titanic media 270 metros de comprimento, 53 de altura e um peso de quase 50.000 toneladas, capaz de navegar a uma velocidade máxima de 22,5 nós, a cerca de 25 quilômetros por hora. Foi capitaneado por Edward Smith, um experiente marinheiro da White Star que já havia pilotado o Olympic, um navio similar ao Titanic.
 A viagem inaugural foi no dia 10 de Abril onde partiu de Southampton, em Inglaterra, rumo a Nova Iorque. Quatro dias depois, perto da ilha de Terra Nova, no Canadá, o Titanic choca contra um ‘iceberg’. 

Na noite de 14 de abril o navio é “rasgado” a estibordo por um bloco de gelo. No dia 15, desaparece. - Os destroços do Titanic foram encontrados em Setembro de 1985 pela expedição franco-americana chefiada por Robert Ballard, a 3797 metros de profundidade.

Destroços do Titanic condenados a  desaparecer no fundo dos abismos – Em 2012, um estudo dizia que, dentro de 14 anos, a corrosão provocada por uma  bactéria estava  a consumir os restos do navio a uma velocidade fora do normal

SÓ QUEM CONHECE NOS OLHOS O TERROR DA VIOLÊNCIA DO  MAR OU  O SUFOCO  E A AFRONTA DAS ÁGUAS SALGADAS,  NA  GARGANTA, PODERÁ AVALIAR QUÃO DUROS SÃO OS MOMENTOS DÉ AGONIA OU DE INCERTEZA

Passei por essa terrível experiência, na minha travessia, a bordo de  uma minúscula e frágil piroga de S. Tomé à Ilha do Príncipe, na noite em que , ao adormecer a canoa me precipitou  na amalgama de uma rodopiante negra  massa líquida.

Posteriormente fiz outras aventuras,  de S. Tomé à Nigéria, em 12 dias, - E, ainda nesse mesmo ano, a tentativa da  travessia da Ilha de Ano Bom ao Brasil,  junto à qual fui largado de um pesqueiro americano, que me conduzira, desde S. Tomé  até às suas proximidades,  para apanhar a grande corrente equatorial. e que acabaria por se saldar em 38 longos dias, grande parte dos quais ao sabor das correntes e dos ventos.

 Tratando-se da época das chuvas, altura em que se registam as grandes tempestades, deu-se o facto do pesqueiro,  por duas vezes, ter sido  assolado por violentos temporais. Face a tais ocorrências, o comandante do Barco chamou-me à câmara do comando e convidou-me a trabalhar a bordo e abandonar a canoa: tendo recusado, não tive outra alternativa senão de ser descido, por um dos guindastes,  com a canoa para o mar,

Só que, no ponto onde fui largado,  quer os ventos como as correntes, em vez de me levarem para a Oeste, puxavam-me para  Norte. Vendo que já havia canoas que se aproximavam de mim  para se apoderarem do meus mantimentos,  nao tive outra alternativa, senão navegar nessa direção, com vista a regressar a S. Tomé e tentar a travessia noutra oportunidade,  sob pena de ser roubado, dadas as extremas carências que então ali se observavam, naquela que então era a ilha mais abandonado do mundo, com apenas uma ligação anual com o resto da Guiné Equatorial,


Então sob o  reinado de terror de Francisco Macias Nguema, que chegou a tecer elogios públicos a Hitler, forçando  a fuga de um terço da .população, tendo sido apeado através de um golpe de Estado, em 3 de Agosto de 1979, pelo  sobrinho Teodoro Obiang,  atual   do presidente, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, 

 Ano-Bom, uma pequena ilha e província da Guiné Equatorial, localizada no Atlântico Sul, a 350 km da costa oeste do continente africano e 180 km a sudoeste da ilha de São Tomé (São Tomé e Príncipe - A ilha constitui a pequena Província de Annobón, uma das sete províncias da Guiné Equatorial. https://pt.wikipedia.org/wiki/Ano-Bom

Nesse medo dia, e em plena noite, as condições climatéricas agravaram-se: um tornado, vindo do sul, fez-me alijar da maior parte dos alimentos e  água potável, perder o remo principal e um leme, que lhe havia adaptado, além de outros objectos, deixando-me a canoa,praticamente desgovernado .Na manhã seguinte, improvisei um remo, com pedaços da cobertura e de um barrote, mesmo assim, era-me extremamente difícil navegar 

 O que então se passou, desde aquela horrível noite, é inimaginável para quem nunca tenha vivido  tão difícil provação  - Parcialmente já  foi descrito neste site, através dos registos que pude fazer para um gravador e de várias fotografias, graças a um contentor de plástico onde pude salvaguardar o diário gravado e os registos fotográficos. 
 Dia 34º  - Deitado no fundo da canoa...Não tenho comida... Sinto uma grande dureza no estômago - Este o titulo da postagem, que pode ser lida, com a indicação de outros linkes em  Dia 34º - Deitado no fundo da canoa...Não tenho comida... Sinto uma grande dureza no estômago

Então sob o  reinado de terror de Francisco Macias Nguema – da independência, em 1968, a sua derrubada, em 1979, que  forçou a fuga de um terço da .população e ficou conhecido de maneira polêmica por ter elogiado publicamente a figura de Adolf Hitler, que, o golpe de Estado em Guiné Equatorial uem 3 de agosto de 1979, logorou afastar pelo  sobrinho, atual   do presidente, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo,



A fraqueza é imensa e deixa-me bastante debilitado. Tenho-me mantido num profundo silêncio - Foi um  dos dias em que não meti nada à boca e  falei muito pouco para o meu gravador.

 Somente ao fim da tarde, tive a coragem de abrir o meu baú (um contentor de plástico do lixo), onde o preservo da violência do mar e senti vontade de dizer algumas palavras.  Remeti-me a um profundo e resignado mutismo: sem lágrimas mas também sem nenhuma alegria. Sem desespero mas possuído de uma enorme angustia a perturbar-me a alma.  Com o sentimento de um enorme desconforto, em todos os aspetos: sem poder dormir, cheio de fome e no meio de um mar bravio, fortemente batido pelas vagas.




quinta-feira, 10 de abril de 2025

O argentino Jorge Mário Bergoglio, nos comandos da Igreja Católica, desde 13 de Março de 2013, mas que deverá resignar do cargo ainda este ano. Tem os dias contados - Os 88 anos pesam demasiado, face à debilidade da sua saúde - O Cardeal Tolentino Mendonça, autor de Nenhum Caminho Será Longo", na calha a suceder ao Papa Francisco Assim o desejo -


Jorge Trabulo Marques -

BIOGRAFIIA DO PAPA FRANCISCO

Jorge Mario Bergoglio nasceu em Buenos Aires, capital argentina no dia 17 de Dezembro de 1936, filho de emigrantes piemontese, numa família de origem italiana, e licenciou-se em Química.
Com 22 anos, iniciou o seu noviciato na Companhia de Jesus, primeiro no Chile e depois em Buenos Aires, onde, em 1963, terminou o curso de Filosofia.
Em 2013 foi eleito Papa da Igreja Católica e Chefe de Estado do Vaticano com o nome de Francisco I, após a abdicação do Papa Bento XVI.
É o primeiro papa nascido no continente americano, o primeiro pontífice não europeu em mais de 1200 anos e também o primeiro papa jesuíta da Históri




Antes de seguir carreira religiosa, Bergoglio formou-se engenheiro químico. Escolheu depois o sacerdócio, quase uma década após perder um pulmão por uma doença respiratória e de deixar seus estudos de química, ingressando em um seminário no bairro de Villa Devoto.

Em março de 1958, entrou no noviciado da Companhia de Jesus, congregação religiosa dos jesuítas, fundada no século XVI."

A ascensão religiosa de Jorge Mario Bergoglio coincidiu com um dos períodos mais obscuros da Argentina: a ditadura militar que governou o país entre 1976 e 1982. Ele foi acusado de retirar proteção de sua ordem a dois jesuítas que foram sequestrados clandestinamente pelo governo militar por fazerem trabalho social em bairros de extrema pobreza. Ambos os padres sobreviveram a uma prisão de cinco meses.

Jorge Trabulo Marques -Meus resgistos fotográficos ao autor de “Nenhum Caminho Será Longo”, “Rezar de Olhos abertos”, entre outras obras de inspiração poética e religiosa, numa sessão de autógrafos em junho de 2015 na Feira do Livro de Lisboa.

José Tolentino Mendonça é natural de Machico, zona leste da ilha da Madeira, onde nasceu em 1965, sendo que a família se mudou pouco depois para Angola.


É referido que " a revolução de 1974 e consequente independência da colónia africana trouxe-os de volta à Madeira, indo a família morar no forte de São João Baptista, na ponta leste da baía de Machico, que durante anos foi residência de um grupo de retornados de África.
José Tolentino Mendonça ingressou no seminário, no Funchal, aos 11 anos, iniciando assim um percurso que o fez sacerdote e arcebispo, mas também poeta e professor, humanista e homem de cultura, desempenhando funções de arquivista e bibliotecário da Santa Sé.

A 01 de setembro, o Papa Francisco anunciou, após o ‘Angelus’, que Tolentino de Mendonça seria criado cardeal em 05 de outubro, juntando-se aos outros atuais cardeais portugueses José Saraiva Martins, Manuel Monteiro de Castro, Manuel Clemente e António Marto, os dois últimos com direito de voto num eventual conclave para a eleição do Papa, tal como sucederá com o próprio.

BIOGRAFIIA DO PAPA FRANCISCO






 

terça-feira, 8 de abril de 2025

CHÃS- DE Foz Côa – Meu Torrão Sagrado de minerais de TERRAS RARAS e SANTUÁRIOS-PRÉ-HISTÓRICOS Já citados nas inquirições de Dom Dinis -Rochas eruptivas das Châs (Vila Nova de Foz Côa) e o seu interesse à prospecção de minerais de terras raras”Estudo realizado em 1952, por J.M. Cotelo Neiva e F.L. Faria, chamava à atenção da sua importância

                            Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador



Os antepassados destas terras, conheciam o poder curativo e energético das rochas e dos sítios mais bem expostos- O meu desejo é que não venham a ser profanados Terras Raras: - Indispensáveis a telemóveis, computadores portáteis e foguetões 

É reconhecido, desde há muitos séculos, não apenas  o emprego das plantas medicinais, como também o maravilhoso uso  terapêutico  das pedras e cristais de cura, pelos seus surpreendentes benefícios  de harmonização e cura, no que também é definido como  medicina energética.

Especialistas, ligados às ciências exotéricas, defendem que estes centros de culto, que geralmente se apresentam  em  forma de círculo ou amuralhados, como é o caso da Pedra da Cabeleira ,  são locais de cura, atravessados por  linhas ou energias geodésicas  especiais, que os saberes e a experiência de antigas civilizações, que viviam em estreita ligação com a Natureza, escolheram para seu benefício próprio e, ali,  se dirigirem às suas divindades. .

Tal como apontam vários estudos, A radioatividade pode ser nociva ao organismo humano, dependendo da intensidade ou da duração da exposição. Esse perigo já é bem conhecido. Mas o fenômeno também pode trazer importantes benefícios. Entre as aplicações pacíficas da energia nuclear estão, hoje, várias práticas médicas (como o tratamento do câncer e o diagnóstico de doenças) e pesquisas científicas (na bioquímica, na agricultura, na ecologia), além da produção de energia elétrica

Sim, não terá sido por acaso que, os homens do neolítico, mesmo anteriores à era do ferro e do cobre, do calcolítico, ali se abrigaram, elegeram as rochosas ladeiras e penhascos do planalto de Chãs, como verdadeiros santuários. 

Erguendo os seus calendários solares, em recintos ou em sítios privilegiados, autênticos locais de cura, de benfazejas influências energéticas - É que, se a emissão dos  gases radioativos, provenientes das rochas radioativas, que ali existem, poderão ser nefastas, , nomeadamente no interior de casas de granito, através do radão, quando não devidamente arejadas, o mesmo poderá não suceder ao ar livre – São as tais benfazejas  influências telúricas  


Estes alguns do muitos vestígios encontrados naquela área, que nos transportam desde o neolítico aos nossos dias

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Estudo realizado em 1952, por J.M. Cotelo Neiva e F.L. Faria,  chamava à atenção da sua  importância- - O investigador Tom Graves, o autor das “Agulhas de Pedra – A Acupunctura da Terra veio da Austrália, em outubro de 2008, par aqui fazer também importantes pesquisas 

Rochas Eruptivas das Chãs (Vila Nova de Foz Côa) e seu Interesse para a Prospecção de Minerais das Terras Raras. -J. M. Cotelo Neiva ; F. Limpo de Faria )

O estudo de 11 páginas, documentado com várias fotografias a preto e branco e alguns gráficos foi elaborado, em 1952, por J.M.Cotelo Neiva e F.Limpo de Faria, em 1952, sob o título: “Rochas eruptivas das Châs (Vila Nova de Foz Côa) e o seu interesse- para a prospecção de minerais de terras raras

Resumo: Um granito bi-mica-porfirítico, granito ortósico alcalino I. 4. 1.3, de química engadinítica, encontra-se em Chãs (Vila Nova de Foz Côa). Nesta rocha aflora uma biotita-sienita II 5.2.3, de química opdalítica e com afinidade natronsienítica. Cruzando o biotita-siienito existe um sienito-pegmatito I (II). 5. (1) 2. (2) 3 de um possível químico granítico plagioclásio mas com grandes afinidades com magmas nordmarkítico-pulaskíticos e natronsieníticos.

As rochas de composição sienítica apresentam alanita e esfeno radioativos que também podem ser radioativos. Podemos admitir logicamente que a monazita ocorre nessas rochas. O estudo desta região é muito interessante devido ao aparecimento de minerais de terras raras.

 “Sabemos que no subsolo deste concelho se exploram com êxito, desde a pré-história, procurando o chumbo, o ouro, o estanho e algum ferro. A mina de chumbo dos areais, de Longroiva, é citada por Plínio. Também nesta freguesia há estanho. (...) A riqueza mineira da região foi atractivo para vários povos. 

A idade do bronze e a do ferro estão aqui marcadas com nitidez. Durante a última guerra mundial, extraiu-se, intensamente, o volfrâmio, particularmente no Picarrão em Longoiva. Prospecções da Junta de Energia Nuclear, revelaram a presença de urânio no concelho" -In "Terras da Meda, Natureza, Cultura e Património, de Adriano Vasco Rodrigues - De referir que a aldeia de Chãs, pertenceu a Longroiva, até 1888. E que as minas dos Areais, dividem o termo de Chãs, com o de Longoiva

Fiz referência ao estudo  de  em Maio de 20113  https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2013/05/terras-raras-ouro-ou-petroleo-do-seculo.html




O estudo prossegue, fazendo detalhada análise  às diversas rochas investigadas, de que nos abstemos de transcrever, pois não é esta a intenção desta postagem, mas chamar atenção da sua importância na atualidade - E, no fundo, dar eco às suas conclusões, que recomendam uma investigação ainda mais aprofundada - Pois, o citado trabalho de 11 páginas  a4, termina por dizer, justamente o seguinte: Impõe-se o estudo cuidado desta região pelo interesse que as terras raras e os minerais radioativos oferecem como recursos energéticos.
”.

Dado o su caráter, iminentemente científico, citaremos apenas a parte introdutória e as conclusões- O citado estudo começa por referir que os "Trabalhos de campo, que desde há alguns anos vimos efectuando de colaboração com o engenheiro Norberto Múrias de Queiróz, para o estudo de jazigos de sulfuretos do Norte de Portugal, levaram-nos à região das Chãs. no concelho de Vila Nova de Foz Côa, distrito da Guarda.

Além de sua importância geológica, a alanita possui importância económica devido à sua associação com elementos de terras raras. Estes elementos são cruciais na produção de vários produtos de alta tecnologia, incluindo eletrónica e tecnologias de energias renováveis. Consequentemente, o estudo da alanita e sua distribuição contribui tanto para a pesquisa geológica quanto para a compreensão de recursos minerais críticos.


A cerca de 12 quilómetros a Sul-Sudoeste de Vila Nova de Foz Côa há uma pequena estrada  que cruza com a estrada nacional próximo à Quinta dos Areais e leva à povoação de Chãs.

Esta estrada corta, próximo à estrada nacional, o contacto do xisto  com o granito porfiróide de duas micas e, a meio para Chãs, o contacto do granito com o sienito biotitico. Esta rocha ainda se observa junto à povoação.


Vídeo registado de véspera - dia 20 de Junho 2013 ao pôr do sol







O templo sacrificial, orientado no sentido nascente-poente, ergue-se no alto de um maciço rochoso, próximo de um antigo castro, no perímetro do Parque Arqueológico e a curta distância da Pedra do Solstício.

Tem a forma de um gigântico crânio, atravessado, na sua base, por uma gruta em forma de semi-arco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada pelo seu eixo no preciso momento em que o Sol nasce.


Estes alguns do muitos vestígios encontrados naquela área, que nos transportam desde o neolítico aos nossos dias
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Espantoso achado, encontrado nos Tambores  – pelo autor deste blogue – Denota faltar-lhe uma parte e a ponta - J. Leite de Vasconcelos, em Religiões da Lusitânia, designa um parecido, de troféu




“Na anta da Cunha·Baixa (Mangualde), a que me referi a cima, Pág.71, encontrei um objecto de granito, com a conformação indicada na figura 73: o objecto tem de comprimento 1m,20 e de maior largura om,20, apresentando ao longo uma serie de sulcos feitos com toda a regularidade; estava deitado à entrada da camara. Não me parece fácil determinar precisamente o uso d'este objecto. Nunca vi outro igual, conquanto tenha encontrado dentro das antas pedras mais ou menos compridas e irregulares, que talvez lá não fossem postas sem especial intuito I. Num livro do sr. Joly s vem o desenho de um objecto que represento na fig. 74, o qual não deixa de ter alguma parecença com o de cima, embora  talvez seja muito menor, e de outra substância; o A. denomina-o registre-se de  comptes, Inclino-me a crer que o objecto Cunha-Baixa representa um troféu, designado os sulcos


O Saudoso poeta Manuel Daniel,  vitima da Covid, na Pedra dos Poetas, anos depois , numa homenagem ao poeta Fernando Assis Pacheco 



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Estes ainhamentos sagrados, remontam ao período megalítico e existem em várias partes do mundo, mas sobretudo na Europa. Sendo o mais famoso o o “Stonehenge. Muitos destas gigantes estruturas estão em perfeito alinhamento com os corpos celestes, especialmente nos
 equinócios e solsticios 
 Perpetuam memórias de verdadeiros calendários astronómicos, que antigas civilizações elegeram como especiais locais de culto – Vários estudiosos, que visitaram os templos megalíticos dos Tambores, em Chãs, conferem-lhes significado e importância e comparam-os a alguns dos mais curiosos monumentos que ainda subsistem do período  megálitos, conhecidos por alinhamentos sagrados, em várias partes do mundo, mas sobretudo na Europa. Sendo o mais famoso o o “Stonehenge. 

Diversos investigadores têm-se debruçado sobre o estudo dos dois monumentos megalíticos: - Um apontado aos Equinócios e o outro ao Solstício de Verão.

Desde o historiador Prof. Adriano Vasco Rodrigues, que foi quem primeiro classificou a Pedra da
Adriano Vasco Rodrigues
Cabeleira de Nossa Senhora, como local de culto ou de sacrifícios, remontando ao período "da transição do paleolítico para o neolítico", ao arqueólogo Prof. António Sá Coixão, outro dos historiadores e investigadores que, à semelhança de Vasco Rodrigues, tem desenvolvido um trabalho notabilíssimo nos concelhos de Foz Côa e Mêda.

Por sua vez, o Prof. Moisés Espírito Santo autor da Sociologia das Religiões, deslocou-se, por duas vezes, ao local, tendo oferecido à Comissão Organizadora, um importante estudo da toponímia da área envolvente

Dom Manuel António – Nos santuários dos Templos do Sol, em 2015 - O então Bispo da Diocese de São Tomé e Príncip

Outro dos entusiastas pelos dois calendários pré-históricos, tem sido o astrónomo, Máximo Ferreira que também já ali se dirigiu em visita de estudo.

O diretor da Revista Altitude, Lima Garcia poeta, docente, um homem de cultura, também nos leu alguns dos seus belos poemas e traçou-nos o seu ponto de vista histórico sobre o distrito e esta zona.

O SOLSTÍCIO DO INVERNO - NAS PORTAS DOS TEMPLOS DO SOL - NO PLANALTO DOS TAMBORES - DESCOBERTO, OBSERVADO E ESTUDADO POR ALBANO CHAVES - Já conhecíamos os alinhamentos com os Equinócios da Primavera e do Outono e o Solstício do Inverno - única dúvida que havia, finalmente foi desfeita



Quem veio propositadamente da Austrália com o objetivo de fazer um levantamento sobre esta área e os monumentos pré-históricos, especialista de Radiestesia, foi Tom Graves, autor do livro "Agulhas de Pedra - A Acupunctura da Terra"

TOM GRAVES, AUTOR DO LIVRO AGULHAS DE PEDRA – A ACUMPUCLTURA DA TERRA – JÁ ESTEVE NOS TEMPLOS DO SOL


Tom Graves, o autor “Agulhas de Pedra, A Acupunctura, da Terra”, que se tem notabilizado pela publicação de obras que procuram dar respostas e abrir novos caminhos para a investigação no campo da radiestesia aplicada à arqueologia, veio da Austrália, em Outubro de 2008, para ali fazer os seus estudos -

 O conceituado escritor inglês defende que os lugares sagrados não foram escolhidos, pelos antigos povos, por obra do acaso. Concluiu que são centros para os quais muitas das linhas de água convergem umas com as outras e também com os centros padrões de linhas acima do solo, à semelhança do que acontece com as artérias do corpo humano.

Graves considera que só é possível ir ao encontro das verdadeiras raízes da história e da compreensão dos fenómenos naturais através da chamada linguagem vibratória dos sentidos. “Em toda a parte” - diz o conhecido rediestesista - existe uma interacção entre as pessoas e o lugar – e o lugar também tem as suas escolhas.»

De igual modo, assim terá pensado, o Prof. Moisés Espírito Santo - uma das figuras mais prestigiadas no estudo da sociologia das religiões e de levantamentos toponímicos. O Professor Catedrático e Jubilado da Universidade Nova de Lisboa, já por duas vezes, se deslocou ao Monte dos Tambores. No estudo que ofereceu à Comissão das Celebrações nos Templos do Sol, disse, nomeadamente, o seguinte: 

“Visitei o monte dos Tambores para observar o calendário rupestre e dei particular atenção aos nomes dos sítios e das pedras que constituíram o calendário” E fez esta curiosa interpretação:

“O que vou expor não consta nos livros de História de Portugal onde notamos uma crassa ignorância e uma verdadeira fobia quanto à cultura dos nossos antepassados lusitanos
। Os historiadores e arqueólogos procuram fazer-nos crer que os lusitanos eram uma horde de selvagens, atrasados e ignorantes, quando foram o povo que «durante mais tempo se opôs aos romanos», segundo Estrabão” - E coloca esta pergunta: “Porquê são assim ignorados pelos historiadores os nossos antepassados? Porque eram libertários e ciosos da sua independência e cultura, e porque se opuseram aos colonizadores”.Ver mais pormenores em DO PROF.MOISÉS ESPÍRITO SANTO, ASSOCIA NOMES SOLARES À TOPONÍMIA DOS DOS TAMBORES,


Pedra da Ursa Maior nos Templos do Sol – Outra maravilha da pré-história no Maciço dos Tambores – Com dupla face – De um lado a cabeça de um gigantesco animal; do outro um leque alinhado com os quatro pontos cardeais, tendo no extremo norte, e na sua base,  insculpidos os sete petroglifos  representando a  mítica constelação estelar - O mesmo monumento denota estar também alinhado com o pôr-do-sol no Equinócios.  



NA FACE  VOLTADA A POENTE - "focinho" dirigido a nascente) APOIADA EM CUNHAS DE PEDRA DO LADO NORTE - VEJA AS SEMELHANÇAS COM A IMAGEM DA URSA MAIOR - CHINESA 

O investigador inglês,  Tom Graves, a quem já dei conhecimento, por e-mail,  desta descoberta, por certo que não deixará de concluir que não estava equivocado na sua perceção, quando o encaminhei para junto desta pedra – Foi em Outubro de 2008. Pareceu-me que foi das pedras que mais o intrigou. Ele fez fotografias e registou as coordenadas. Fizeram-se vários conjunturas mas nenhuma nos levou a  tal possibilidade. Mas, finalmente, parece haver momentos luminosos.

Presumo  que se trate do culto e da  sinalização da Ursa Maior - A pedra, vista de poente para nascente, assemelha-se a uma cabeça levantada aos céus, enquanto a Ursa Menor, costuma ser simbolizada como a ursa voltada de cabeça para baixo. A orientação pelas estrelas é um dos métodos naturais tão antigos, como a própria humanidade. E  a Ursa maior é  uma das constelações  mais conhecidas em todas as civilizações e que mais facilmente se identifica no céu.

"ROCHAS ERUPTIVAS  DE ENTRE MURÇA E FREIXO DE NUMÃO E A OCORRÊNCIA DE MINERAIS DAS TERRAS RARAS"

Curiosamente, Freixo de Numão e Murça - freguesias do Concelho de V.N. de Foz Côa, onde existem importantes vestígios do calcolítico ao Romano, que o arqueólogo Sá Coixão, trouxe à luz  - foram igualmente motivo de estudo pelos mesmos investigadores, publicado em 1952 - Temos connosco também a fotocópia, mas vamos apenas transcrever algumas das linhas introdutórias.


"A estrada que de Freixo de Numão vai para Murça (distrito da Guarda) atravessa um afloramento de granito porfiroide de duas micas no qual se encontram encraves homogéneos de grandes dimensões.
Tivemos ocasião de colher amostras relativamente frescas destas rochas, que nos permitiram o seu estudo e o reconhecimento  de minerais de terras raras"  - Este estudo, de 8 páginas,  é igualmente documentado com vários gráficos e fotografas a preto e branco

O TEMPOS SÃO OUTROS  - MAS A IMPORTÂNCIA DOS MINERAIS É INTEMPORAL

Era ainda criança mas jamais me esqueço da exploração do volfrâmio e do chumbo nas minas situadas no termo da minha aldeia - Quer nas Trecadas - minas de chumbo - quer nos Tambores - creio que do volfrâmio. Era uma autêntica loucura. Ainda revejo as mulheres com as peneiras na lavagem do minério e o trágico acidente, junto ao Castelo Velho, do irmão do sr. António Baltazar, natural de Santa Comba, nos seus gritos lancinantes, entalado debaixo de uma enorme pedra. E depois a ser levado numa padiola até aos areais. O único carro, que então existia, era o da Quinta da Veiga. Mas o proprietário da Quinta, recusou-se a levá-lo ao hospital de Foz Côa, alegando que o sujava com o sangue.





Foi transportado numa besta, porém, quando lá chegou, já estava morto, era tarde demais. Lembro-me, também, do meu pai e outras pessoas da minha aldeia, a carregarem os cavalos e machos para levar o minério  para além  Douro. Todo esse tempo, já lá vai. Os tempos agora são outros mas a importância dos recursos minerais, para fins pacíficos, dada a sua utilização nas chamadas novas tecnologias, impõe-se cada vez mais - E, Portugal, não pode desperdiça-los.


FOZ CÔA TEM O MELHOR DE TUDO: GRAVURAS RUPESTRES ÚNICAS NO MUNDO, TERRAS RARAS - POIO A MAIOR EXPLORAÇÃO  DA EUROPA, AMÊNDOAS, VINHO AZEITE DE SABORES E CORES INEGUALÁVEIS - E TEMPLOS DO SOL!

Já me referi a este assunto, neste blogue, então site, em Maio de 2013 -  Numa altura, em que não se falava desse minério, se não a partir de 2016 – E, agora, com novas noticias
-  
Imag Net  Mas tenho comigo algumas destas pedras  - 
A DGEG, que, em 2016,  definiu 11 campos de pesquisa, em função das expectativas das empresas requerentes de direitos de prospeção: Agra, Sepeda - Barroso - Alvão, Covas do Barroso-Barroso-Alvão, Murça, Almendra, Penedono, Amarante - Seixoso-Vieiros, Massueime, Gonçalo-Guarda-Mangualde, Segura e Portalegre.

POIO DE FOZ CÔA 

Foz Côa tem a maior exploração e reserva de pedra do poio da Europa e, pelos vistos, enormes potencialidade das chamadas  terras raras, em Chãs, Murça e Freixo de Numão - Os estudos foram elaborados em 1952, por J.M. Cotelo, Professor da Universidade de Coimbra e F. Limpo de Faria, Engenheiro do Serviço de Fomento Mineiro - a que nos referimos mais adiante.

Na noticia da SIC, não foi referido o nome de Chãs, nas Quebradas e Maciço granítico dos Tambores, onde ainda são viseis a céu aberto várias minas para exploração de chumbo e de volfrâmio, que  eu pude presenciar  na minha adolescência – Todavia, a a importância da área é  bem conhecida por investigadores, desde a última guerra mundial.  – Pormenores mais adiante

26 Abril, 2019 O Governo Português, noticiava que ia lançar, em Maio, um concurso público para a emissão de licenças de prospeção, pesquisa e exploração de lítio. As áreas de Gonçalo, Almendra e Massueime, três das onze identificadas com potencial de extração pela Direção-Geral de Energia e Geologia.

Trata-se de uma área próxima de Gonçalo (Guarda), que tem cinco pedidos de pesquisa e um investimento previsto de 685 mil euros; de uma zona em Almendra (Vila Nova de Foz Côa), para onde há sete pedidos de prospeção e um investimento previsto de 419 mil euros; e de outra no lugar identificado por Massueime, que tem apenas um pedido de pesquisa e um investimento estimado de 60 mil euros. Ao todo, a DGEG identificou onze zonas identificadas com ocorrência de mineralizações de lítio, concentradas sobretudo no centro e norte do país. No total, estas áreas geraram 31 pedidos para prospeção e pesquisa que, a serem atribuídos, poderão representar um investimento superior a 3,5 milhões de euros. https://ointerior.pt/regiao/distrito-da-guarda-com-tres-zonas-de-grande-potencial-de-litio/


O lítio pode ser a energia do futuro - e há abundância em Portugal

 O século XX foi o século do petróleo, suporte da transformação da humanidade no fim do milénio. Mas o petróleo tem o fim anunciado. Abundante em Portugal, será o lítio o “petróleo” do futuro no nosso país? 

Além dos jazigos minerais de espodumena, petalite, ambligonite e lepidolite, como no caso português, o lítio também pode ser extraído de lagos salgados, nomeadamente dos Himalaia e dos Andes (Chile, Argentina e Bolívia). É aliás neste triângulo andino que se concentram 75% das reservas conhecidas.

É referido por especialistas, que a exploração do Coltan, lítio, terras-raras e água, são os investimentos do futuro – E com este apelativo convite:

"Quer investir seu dinheiro assegurando o futuro de filhos e netos? Procure pelo coltan, lítio, terras-raras e água. Os dois primeiros, coltan e lítio, até que alguma prospeção prove o contrário, não existem no Brasil. Mas os dois últimos, terras-raras e água, há em abundância no nosso país, e são raros em muitos outros.

As maiores reservas mundiais do coltan - 75% - ficam em Bandulu na República Democrática do Congo (vale lembrar que existem "dois Congos" - a República Democrática do Congo e a vizinha, República do Congo). O coltan, que tem como um de seus componentes o tântalo, vem sendo denominado de "rei da era digital". Não existe aparelho eletrônico sem ele. Sua exploração não é ordenada e não raras vezes é retirado junto com muito sangue dos mineradores-aventureiros. É a guerra mais mortífera do planeta que quase ninguém comenta. Nessa região estão instaladas aproximadamente 5.000 empresas de todas as nacionalidades - nenhuma de brasileiros. https://www.campograndenews.com.br/colunistas/em-pauta/coltan-litio-terras-raras-e-agua-os-investimentos-do-futuro

Dos 46 requerimentos para a atividade de prospeção e pesquisa na Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG), 30 visam o lítio como substância mineral principal, envolvendo um investimento de 3,8 milhões de euros para o período inicial de contrato - dois a três anos - e uma área total de 2.500 quilómetros quadrados.Esta corrida ao lítio levou o Governo a avançar com uma "alteração da forma como são dadas as concessões Minerais - Lítio português na mira dos investidores com acelerar da .

ESTE O TEXTO QUE PUBLIQUEI NESTE SITE EM MAIO DE 2013




Foz Côa tem a maior exploração e reserva de pedra do poio da Europa e, pelos vistos, enormes potencialidade das chamadas  terras raras, em Chãs, Murça e Freixo de Numão - Os estudos foram elaborados em 1952, por J.M. Cotelo, Professor da Universidade de Coimbra e F. Limpo de Faria, Engenheiro do Serviço de Fomento Mineiro - a que nos referimos mais adiante.




  Quem diria que, nos rochedos onde se situam os Templos do Sol e áreas adjacentes, poderiam existir minerais, tão ou mais importantes que o ouro ou o petróleo – De resto, a sua exploração, nomeadamente na China, responsável por 97% da produção mundial, dadas as restrições impostas à sua exportação, constituem tema premente, de acesa polémica e discussão, na atualidade – Isto pelo fato das   chamadas “terras raras” serem fundamentais na fabricação de produtos com tecnologia de ponta, tais como “ iPhones e outros telefones celulares, iPads, computadores, televisores,  em materiais de alta resistência usados em motores de aviões e cápsulas de foguetões, etc. 

ESTADOS UNIDOS JÁ PENSAM EXPLORAR AS TERRAS RARAS NA LUA

À falta de alternativas, os americanos já encaram, seriamente, a possibilidade de as trazerem da lua - "Os EUA começaram a procurar metais de terras raras na Lua por meio das sondas espaciais GRAIL-A e GRAIL-B que foram colocadas em órbita pela NASA. Segundo programa do voo, os dois aparelhos irão girar simultaneamente à volta da Lua, investigando a sua estrutura geológica.  EUA procuram metais de terras raras na Lua


EXPLORAR, NÃO AGREDIR  MAS PRESERVAR


As agressões à mãe-natureza são frequentes - A China, argumenta a defesa do meio-ambiente.
 

Pedereira a céu aberto - Santa Comba-Foz Côa


















E o pior que poderia suceder a um dos mais selvagens e bem preservados afloramentos graniticos da pensínsula ibérica, se fosse devassado à semelhança das pedreiras. .Claro que é possível conjugar as duas coisas, assim queira a vontade e a sensibilidade humana. Tanto mais que a exploração deste minério, cinge-se a pequenos filões. Ainda há por lá vestigios das minas de vulfrámio, passam praticamente despercebidos. 

Em todo o caso, é um aspeto a não descurar - Pois, o que se tem visto é que,  onde existem explorações mineiras, nestas, salvo raras exceções, cometem-se  as mais desprezíveis agressões à natureza e à sua harmonia. 

É o que se está a ver com uma pedreira, recentemente  aberta, entre o termo de Chãs e Santa Comba. Vedada por arame farpado, mais parecendo um campo de concentração - Onde se vêm enormes blocos de granito e  profundas crateras a céu aberto, entre possantes máquinas, sem, todavia, ali existir uma tabuleta a assinalar quem é o empreiteiro e o respetivo licenciamento - Pelo que pudemos constatar, em terrenos comprados por uma pechincha, fazendo crer que iam destinar-se a mera exploração de avestruzes - Claro, com a cabeça enterrada na areia. É de louvar a exploração dos recursos minerais - E temos alguns bons exemplos em Foz Côa. Mas que se respeite, minamente o meio-ambiente e que tragam também beneficios para as comunidades, onde são explorados - Afinal, quem lá trabalha?!...