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quinta-feira, 17 de março de 2011

EQUINÓCIO DA PRIMAVERA 2011 MOMENTOS DE REFLEXÃO SOBRE A CATÁSTROFE NUCLEAR E TERRAMOTO DO JAPÃO, COM POESIA JAPONEZA,AO NASCER DO SOL, ALDEIA DE CHÃS




















Ao soprar o vento leste,
Exalem seu perfume,
Oh flores da ameixieira!
Mesmo longe do seu mestre,
Não se esqueçam da Primavera.

Suguwara-no-Michizane , século IX,
poema escrito às suas amadas ameixoeiras,
pouco antes da sua morte















.”Para quem viaja ao encontro do sol,

é sempre madrugada”

Matsuô Bashô (1644-1694).....

O PAÍS DO SOL NASCENTE ESTÁ ENSOMBRADO PELO QUE JÁ SOFREU E PELO QUE AINDA PODERÁ VIR A SOFRER - A TERRA ONDE O SOL NASCE MAIS CEDO - DE ORIENTE PARA OCIDENTE - DEPOIS DE ILUMINAR O PACÍFICO, ESTÁ DE LUTO:

O JAPÃO TREMEU E FOI VARRIDO PELA DEVASTAÇÃO DAS ÁGUAS E PAIRA AGORA SOBRE A SUA ATMOSFERA UMA HECATOMBE NUCLEAR, CUJA NUVEM RADIOACTIVA SE ESTENDE AGORA POR OUTRAS ÁREAS E PAÍSES.
.Para quem viaja ao encontro do sol,

NÓS QUEREMOS ESTAR SOLIDÁRIOS, COM O SOFRIMENTO, NAS HORAS GRAVES QUE AGORA VIVE...

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O ACTOR JOÃO CANTO E CASTRO VAI ESTAR PRESENTE COM A SUA VIOLA DE CORDAS OU VIOLINO - COM SONS QUE NOS FARÃO AINDA DESLUMBRAR MAIS E FAZER REFLECTIR SOBRE OS FENÓMENOS DE MÃE-NATUREZA

A cerimónia tem início às 07.00 horas da manhã, momento em que o sol atravessa a gruta da Pedra da cabeleira de Nossa Senhora - Com a participação do actor Canto e Castro e Jorge Carvalho.

MOMENTOS DE MÚSICA(violino), DE POESIA E DE DE REFLEXÃO SOBRE A AMEAÇA NUCLEAR QUE PAIRA SOBRE O JAPÃO E QUE SE ESTENDE JÁ A OUTROS PAÍSES, APÓS O VIOLENTO TERRAMOTO E O DEVASTADOR TSUNAMI OCORRIDO NO JAPÃO A 11 DE MARÇO - COM A LEITURA DE POESIA DE POETAS JAPONESES E DE CASIMIRO DE BRITO, O AUTOR PORTUGUÊS, COM UMA VASTA OBRA INSPIRADA NA POESIA DOS GRANDES CLÁSSICOS DO JAPÃO





Lembramos que há fenómenos naturais que ultrapassam a vontade humana e que são imprevisíveis, mas há outros que são o resultado das agressões ao meio-ambiente. O terramoto e o tsunami que devastou grandes áreas da costa japonesa, ocorreram como sinal de que o planeta está vivo e que ainda não se transformou numa massa inerte, como a Lua. Porém, a explosão de várias centrais nucleares, construídas em sítios altamente sísmicos, é algo sobre que importa reflectir, com urgência e especial atenção.

 
Se , por um lado, nesses produtos da moderna tecnologia se obtém energia dita limpa, por outro, poderão resultar tragédias que causarão o pavor e a morte a partes ao até a todo o planeta. Quais as consequências e que alternativas, para que não aconteçam as tragédias que estão a contaminar grandes áreas, além do próprio Japão e a colocar em risco de vida as suas populações? - Essa é uma questão que, a Comissão da Celebração do Equinócio, nos Templos do Sol, propõe a todos quantos queiram participar no referido evento.

Durante o acto evocativo, serão lidos poemas japoneses , alusivos à Primavera, já manchada pelo drama actual vivido nas Terras do Sol Nascente


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A CELEBRAÇÃO DA PRIMAVERA, ASSINALADA POR MOMENTOS DE POESIA E DE REFLEXÃO SOBRE A AMEAÇA NUCLEAR QUE PAIRA SOBRE O JAPÃO E QUE SE ESTENDE JÁ A OUTROS PAÍSES.

 
Primavera é recebida, domingo, dia 20, ao nascer do sol, no recinto amuralhado do Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora, em Vila Nova de Foz Côa.

A cerimónia tem início às 07.00 horas da manhã, momento em que o sol atravessa a gruta do enorme penedo
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Durante o acto evocativo serão lidos poemas de autores japoneses e do português Casimiro de Brito, o poeta luso que mais se debruçou e inspirou, sobre os clássicos da poesia japonesa.
 
Pretende-se com esta acção, reflectir sobre a ameaça nuclear que paira sobre o Japão e se estende já a outras regiões do globo.
A catástrofe surgiu na sequência do violento sismo, que ocorreu no Japão, no passado dia 11 de Março e que originou um devastador tsnunami.


O templo sacrificial, orientado no sentido nascente-poente, ergue-se no alto de um maciço rochoso, próximo de um antigo castro, no perímetro do Parque Arqueológico e a curta distância da Pedra do Solstício.
Tem a forma de um gigântico crânio, atravessado, na sua base, por uma gruta em forma de semi-arco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada pelo seu eixo no preciso momento em que o Sol nasce.
 
Situa-se nos arredores da aldeia de Chãs, no monte dos Tambores, cenário mítico, e já habitual, para assinalar a entrada da estação mais florida do ano


A Comissão Organizadora da Celebração dos Equinócios e do Solstício do Verão, à semelhança das anteriores festividades, pretende celebrar os ciclos da Natureza, evocando antigas tradições desapreciadas dos povos que ali viveram. E ao mesmo tempo recolher contributos científicos, multidisciplinares, para um melhor aprofundamento do passado histórico e místico daquela área.

 
A iniciativa conta com o apoio especial da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, (um obrigado de muito apreço ao seu Presidente, Sr. Eng. Gustavo Duarte(sem a sua compreensão era-nos muito difícil fazer esta festa - pois, em termos monetários, foi a única instituição que nos apoiou; ainda a colaboração dos proprietários dos sítios, onde se localizam os monumentos, (Dr. Teresa Marques e Fernando José); Junta de Freguesia de Chãs; Associação Cultural, Desportiva e Recreativa de Chãs(António Lourenço - incansável desde a primeira hora ele e Amélia Lourenço); Quinta CALCATERRA - Agroturismo em Mêda, Dr. Filipe Montinho e a Engª Ulrique Motinho - Desejamos as melhoras ao Eng. Moutinho- E igualmente uma palavra de reconhecimento aos nossos amigos do BLOGUE Foz-Côa Friends - Nomeadamente, João Pala e Maurício Lobreiro e o Pof. José Ribeiro. E, á agora, em meu nome pessoal, o agradecimento à prestimosa colaboração de todos os restantes elementos da Comissão Organizadora, Fernando Baltazar, Silvério Baltazar , Jacinto, e outros..


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Vários órgãos de comunicação social - nacionais e estrangeiros, já ali se deslocaram, - Alguns
Associação da Imprensa estrangeira, em Portugal, chegaram mesmo a colaborar na festa do solstício - imagem ao lado. - Uma palavra de muito apreço para o jornalista da RTP. Jorge Esteves - Que, para ali estar nas manhãs do Equinócio, quase não dorme - O trabalho dele, no distrito, tem sido valiosíssimo
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Diversos investigadores têm-se debruçado sobre o estudo dos dois monumentos megalíticos: - Um apontado aos Equinócios e o outro ao Solstício do Verão. Desde o historiador Prof. Adriano Vasco Rodrigues, que foi quem primeiro classificou a Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora, como local de culto ou de sacrifícios, remontando ao período "da transição do paleolítico para o neolítico", ao arqueólogo Prof. António Sá Coixão, outro dos historiadores e investigadores que, à semelhança de Vasco Rodrigues, tem desenvolvido um trabalho notabilíssimo nos concelhos de Foz Côa e Meda. Por sua vez, o Prof. Moisés Espírito Santo autor da Sociologia das Religiões, deslocou-se, por duas vezes, ao local, tendo oferecido à Comissão Organizadora, um importante estudo da toponímia da área envolvente, concluindo que alguns dos nomes se relacionam com o culto do sol. Outro dos entusiastas pelos dois calendários pré-históricos, tem sido o astrónomo MÁXIMO FERREIRA, que também já ali dirigiu em visita de estudo. O director da Revista Altitude, Lima Garcia poeta, docente, um homem de cultura,, já ali nos leu alguns dos seus belos poemas e traçou-nos o seu ponto de vista histórico sobre o distrito e esta zona. Quem veio propositadamente da Austrália, com o objectivo de fazer um levantamento sobre dos sítios, de Radiestesiafoi o Autor de Agulhas de Pedra - A Acupunctura da Terra - Tom Graves Mas, já agora, não queremos deixar de nos referir às duas visitas que Mila Simõesde Abreu, ali fez. A última das quais levando vários arqueólogos e estudantes do programa ERASMO, a que já nos referimos noutro post. A Mila é uma referência incontornável na defesa do Vale Sagrado, Se não fosse a sua coragem e determinação, o Côa, era mais uma albufeira, igual a tantas outras, e, por sinal, na área mais rica do seu vale - património arqueológico, paisagístico e agrícola. À curiosidade da Mila não pode passar nada despercebido.


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Quanto à colaboração dos arqueólogos do Parque Arqueológico do Vale do Côa - Foz Côa, registamos com o agrado o facto de terem sido os primeiros investigadores a juntarem-se às primeiras celebrações. Pena que não tivessem continuado. Em todo o caso, compareceram no momento em que não tivemos apoios de mais ninguém.
O nosso objectivo, não é apenas evocar o passado, recuperar tradições esquecidas , mas aprofundar o conhecimento arqueológico e histórico da área, contar com os contributos de vários saberes, e, obviamente, a opinião dos técnicos do PAVC, é muito importante - Ainda, há bem pouco tempo, lhes entreguei, para estudo, um minúsculo amuleto em osso, encontrado próximo da Pedra da Cabeleira, que os maravilhou - E também já lhe dei alguns objectos de cerâmica e percutores.
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Impressionados pela tragédia que se abateu sobre o Japão, com o fortíssimo terramoto do dia 11 de Março, seguidos por um devastador tsunami, lembramo-nos, pois, de dedicar aquele momento do sol a atravessar a gruta do calendário pré-histórico, com a leitura de poesia de inspiração japonesa, aos milhares de vítimas, que perderam a vida por força de tão violento e brutal fenómeno da natureza.Radiação aumenta na central e pode obrigar ao uso de sarcófago de betão 
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- Até porque a mais bela poesia, de inspiração haikai (e pena é que a dediquemos por força de tão horrível tragédia) é a dos grandes poetas japoneses, nomeadamente a inspirada na Primavera, cujos poemas assentam na simplicidade, coesão e no culto da natureza, apelando à imaginação do leitor..

JÁ NADA PODERÁ SER COMO DANTES - VÁRIAS VILAS E CIDADES FORAM COMPLETAMENTE ARRASADAS E RISCAS DO MAPA . A PRIMAVERA VAI FLORIR, ONDE A VAGA DA DEVASTAÇÃO, NÃO CHEGOU MAS AS FLORES DAS CEREJEIRAS, NÃO VÃO ENCHER DO MESMO ENCANTO OS SORRISOS E OS PAIS DAS CRIANÇAS


LEITURA DE POEMAS DE ALGUNS POETAS JAPONESES – MAS, SOBRETUDO, DE CASIMIRO DE BRITO, O POETA ALGARVIO QUE TEM UMA VASTA OBRA INSPIRADA NA POESIA DOS GRANDES POETAS JAPONESES


Contamos ler alguns poemas de autores japoneses e de Casimiro de Brito, o poeta português que mais se debruçou e inspirou na poesia do sol nascente – O país mais a leste, no mapa mundi, para lá do qual se estende o vasto pacífico –

Um antigo provérbio japonês defende que os poemas apenas se deixam encontrar por quem os merece. Quis o caso que agora fossemos ao encontro, justamente de um acaso que acabaria por marcar a obra poética de Casimiro de Brito – Mas , é tal coisa, nada surge por mero caso.


Pelos vistos, Casimiro de Brito, tinha mesmo que ser inspirado por uma circunstância fortuita mas especial: diz um estudo sobre a sua poesia: “aos vinte anos, quando seguia o curso English by Radio, da BBC, o jovem Casimiro de Brito é seleccionado para passar uma temporada de aperfeiçoamento da língua num colégio em Londres. Na capital britânica, partilhou um quarto com um professor de Estudos Orientais — um acaso que viria a marcá-lo decisivamente. Aí, contactou pela primeira vez com a poesia chinesa e japonesa, deixando-se permear pela condensação e pela beleza enigmática

Poesia que ele não hesita em afirmar: "conheci uma poética que hoje considero a mais bela de todos os tempos (comparável só as nossas cantigas de amigo); entrei num campo de trabalho como eu gosto, a longo prazo, para sempre; entrei na vida (física, mental, sensível) de um ser celestial, a minha amiga japonesa, enfim, coisas bonitas que mudaram o meu caminho. Nunca mais deixei de respirar essa poesia e, sobretudo, nunca mais deixei de pensar (e de fazer) que é preciso conhecer mais do que a nossa tradição poética (Faria, 2006"

"Efectivamente, quase cinquenta anos e quarenta livros depois, Brito continua fiel às musas orientais, em particular às japonesas. Ao longo do seu trabalho de escritor, cultivou o haiku, elaborou homenagens a autores do sol nascente (Brito, 1985: 184), e acalenta ainda o projecto de recolher 1500 poemas traduzidos numa obra intitulada Livro dos Haiku. Casimiro de Brito

Levantamos casas para o amor
cidades bombardeamos para a morte
Plantamos a seara para o amor
racionamos o trigo para a morte
Florimos atalhos para o amor
rasgamos fronteiras para a morte
Escrevemos poemas para o amor
lavramos escrituras para a morte
o amor e a morte
somos
(Brito, 1995: 43).

A ideia de dedicarmos a celebração do equinócio à situação do Japão, surgiu-me, ao consultar o correio digital e ao deparar com uma mensagem do Shingo Munakata- que, embora em meia dúzia de linhas, exprime a sua inquietação.
Trata-se de um jogador de futebol japonês, que esteve um mês em minha casa, na sua viagem de trânsito do Brasil para a sua pátria. Quis um acaso que nos conhecêssemos, quando ele fazia um treino na Alameda Dom Afonso Henriques, em Lisboa, e eu também andava por ali a dar umas corridas, o que, aliás, é já uma prática habitual para os moradores da vizinhança.
Suspendeu a viagem porque manifestou desejo de jogar em Portugal e queria que eu fizesse algumas diligências, a pedido da empresa de Pélé, com a qual me pôs em contacto, ao saber que eu era jornalista e que o poderia ajudar, tendo falado com Kako, antigo jogador da selecção brasileira, que trabalha na agência do grande ídolo canarino. Como não sou a pessoa entendida nestas coisas futebolísticas, o Shingo, ainda chegou a passar uma declaração a um dos agentes da especialidade. Só que, as contratações de Janeiro de 2010 (pois foi nessa altura) já estavam no fim do prazo. E não lhe restou outra alternativa, de que retomar a viagem para o Japão.Shingo Munakata – Wikipédia,

---------- Forwarded message ----------
From: munakata shingo <>
oi jorge tudu bem?? como esta voce???
eu to aqui japao to jogando, mais voce viu terremoto???
nao creditar assimmm...

to bem meu amigo.

manda e-mail meu pae de portogal.....
abraco.

Já há algum tempo que não tinha notícias dele, porém, hoje, ao consultar o correio digital, deparei com uma mensagem que muito me comoveu, cujo conteúdo aqui reproduzo, a par de de uma das suas fotografias: no clube brasileiro CaxiasFutebol Clube

Ele tivera o início de uma carreira auspiciosa. Chegara a ser uma das mais notáveis vedetas do sub-20. Depois jogou em Espanha, Alemanha e no Brasil, mas a morte de sua mãe, haveria de se reflectir profundamente no seu desempenho em campo. Joga actualmente no Japão, mas longe de ser a vedeta que foi. No Brasil ainda chegou a ser apresentado como um craque Caxias apresenta japonês Mukanakta .Porém, longe do seu país e ainda muito sentido pela perda da sua amada mãe, não se enquadrou
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terça-feira, 15 de março de 2011

EQUINÓCIO DA PRIMAVERA 2011 – MONTE DOS TAMBORES – CHÃS – FOZ CÔA - AO NASCER SOL NO PORTAL DE UM DOS CALENDÁRIOS MAIS ANTIGOS DO HOMEM




 

FAÇA DA PRIMEIRA MANHÃ DA PRIMAVERA A MAIS BELA ALVORADA DA SUA VIDA - TEMPLOS DO SOL - MONTE DOS TAMBORES - CHÃS - V. NOVA DE FOZ CÔA - 07.00 HORAS - SE NÃO PUDER LÁ IR VEJA O VÍDEO SEGUINTE - AGUARDE UM BOCADINHO E DESLUMBRE-SE
















Amáveis filhos do Sol!
Vós, que venerais o brilho da sua fecunda imagem,
E vedes na redentora luz, que vos ilumina
o verbo, a voz primordial, a fonte divina,
o alento, o fulgor da vossa inspiração,
o fim, o recomeço, o ciclo da vida,
eis, perante os vossos olhos
a ígnea coroação,
o brilho fecundo!
O sublime esplendor
dos sagrados raios,
do mais belo símbolo do Mundo!
Vê-de, pois, como é bela e santa a Natureza
e quão belo e santo é o sentimento,
maravilhoso é o infinito,
quando os corações, as almas,
profundamente, puras e límpidas,
extasiadas, contemplam
a sua infinita grandeza!
Jorge Trabulo Marques

sábado, 5 de março de 2011

EQUINÓCIO DA PRIMAVERA 20 DE MARÇO 2011 NOS TEMPLOS DO SOL MONTE DOS TAMBORES CHÃS, FOZ CÔA: CELEBRE CONNOSCO O ESPLENDOR DUMA MANHÃ INESQUECÍVEL


Venha celebrar connosco o esplendor da manhã mais desejada do ano: o início da estação das flores. A entrada dos raios solares, às 07.00 horas, através da misteriosa cripta de um dos calendários mais primitivos da Humanidade.
Vale a pena contemplar a magia de uns momentos, verdadeiramente únicos, de grande sublimidade e rara beleza, respirar o ar fresco da manhã, inebriar-se com os perfumes das giestas, os aromas e as fragrâncias que se desprendem e elevam da terra, dos musgos e das pedras à medida que o orvalho vai sendo filtrado pela radiosa luz matinal - Receber a energia solar, vibrátil e gloriosa, do astro amigo e purificador - Na hora sua hora ascensional, mais radiante, mais sublime e apoteótica.

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Aproveite pois a oportunidade de ter um Domingo diferente e inesquecível - Se puder não deixe de participar e partilhar connosco a alegria de uma festividade, que os transportará aos mais recuados tempos da história, tal como ali foi vivida pelos povos que ali se fixaram e saudaram o início do ciclo da fertilidade, da renovação e da harmonia – trevas e luz, a noite e o dia, em perfeita equidade – Sinta essa felicidade, celebrando, com a natureza em flor, o verdadeiro esplendor da Primavera.


 






 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

LUIS DE MATOS - O MENINO FADISTA QUE EU CONHECI NA GRANDE NOITE DE FADO – Cresceu e, com a sua voz, fez-se um grande artista

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Jorge Trabulo Marques  - Jornalita



O Luís de Matos era assim um miúdo... quando eu o conheci no Coliseu dos Recreios e contou aos ouvintes da estação de rádio(onde eu trabalhava) as suas aspirações e os seus lindos sonhos .. Cresceu, fez-se adulto e a sua voz foi-se também modelando com a idade. Desde aquele dia, nunca mais nos vimos. Todavia, uma coisa nele julgo que nunca mudou: um certo ar de inocência, a graça e a alma de um verdadeiro fadista de gema: de um talento que nasceu e cresceu para o fado.É o que eu descubro quando o vejo e o ouço cantar através dos seus vídeos.







Oh!..Como o tempo passa!... Era ainda o rapazinho, uma criança... Tinha 13 anitos. Mas já era uma estrela numa qualquer longínqua constelação. Naquela altura, parece que ainda não sabias bem se haverias de escrever o Luís com s ou com z: optaste pelo s. Acho bem. O z significa ziguezague. Não tem nada a ver contigo. O s é o símbolo da Sabedoria, da palavra Sagres, donde partiu Portugal às descobertas e, Sebastianismo, o rei jovem, aventureiro e destemido, que queria alargar as fronteiras deste pequeno retângulo, conquistado aos mouros e aos castelhanos. Mas pequeno demais para quem via no mar e nos céus todo o espaço da sua liberdade. Eu já disse o mesmo em relação a outro nome grande do nosso país.





E, tu Luís, tendo sido, de algum modo, caldeado pela maresia do Tejo, que é um autêntico braço de mar, pois bem: o s em Luís é o que se ajusta melhor à tua personalidade. De alguém em que o sonho, mais de que um projecto, é uma forma de estar e de alimento espiritual e artístico na sua vida. Não és Vaz nem Camões, mas és o Luís de Matos!

Luís de Matos, nasceu no ano de 1976. Julgo que sob a influência do dragão chinês e dos elementos terra e o fogo. Só assim é que a sua voz assume o calor e a melodia das verdadeiras raízes dos lugares onde nasceu e das fontes, das águas que lhe mataram a sede e em que se banhou. E do sol e dos espaços que o viram nascer e crescer.

Ainda estou a ver-te e o ouvir-te cantar, como se fosse agora. Que linda voz de rouxinol!... Tanta gente em pé a baterem-te as palmas!... O Coliseu estremeceu com tamanhas revoadas quando ali cantaste pela primeira vez, naquela grande noite do fado... Oh, e quantos aplausos não recebeste no momento em que era sagrado o grande vencedor na classe dos juvenis!

Luís: não sei se te recordarás, quando me aproximei de ti com o microfone ligado a um pequeno gravador.. Mas a noite era de muitas estrelas no céu e tu eras das mais brilhantes. Ouvias e sentias o calor dos aplausos, porém, o teu coração e a tua imaginação, deviam estar em fermente sublimidade e apoteose, longe de tudo e de todos. Estavas certamente noutra galáxia...Não poderias estar atento a tudo...

No entanto, se, com um pouco de esforço de memória, recuares no tempo, talvez possas lá ir ... Não àquela noite em si, ao seu tamanho e brilho: pois fora demasiado grande e calorosa, para ires buscar tantas lembranças. Mas algo em que possas entrever um ou outro pormenor menos difuso, que acaso tivesse ficado retido nos teus olhos... Quem sabe...Até porque, naquela altura, não eram assim tantos os repórteres e muito menos as estações de rádio ou de televisão.

E até os jornais... houve uns que desapareceram e houve outros que entretanto apareceram. Talvez o leque de opções fosse maior de que hoje: pois, nos ias de hoje, são todos mais ou menos parecidos, não apenas ideologicamente como na forma como abordam as notícias e os acontecimentos. Todos são sensacionalistas e, antes, as águas estavam mais ou menos separadas; apenas o fazia o jornal do crime. É a tal coisa... vivemos na era de um certo vazio das ideologias, longe dos que amam e querem preservar o que há de mais genuíno nas tradições das gentes e dos lugares onde nasceram... Vai sendo cada vez mais uma luta titânica e inglória... Os tempos são mais propensos aos egoísmos e a um desenfreado materialismo, que não se compadece com os verdadeiros sentimentos e a forma de se ser autêntico.Mas há que não desistir e lutar. Pois, só assim, a vida tem o seu verdadeiro significado ou sentido.



Mas, tu, ó Luís, continua a cantar os teus fados, ao jeito da tua voz e como tu sabes. Não fujas nunca ao teu sentir, ao que te vai na alma e canta!... Canta, como tu sabes, sem te preocupares com as modas ou imitações... Pois, só assim, serás digno de ti próprio e daqueles que gostam de te ouvir cantar o fado - Estes são, pois, os meus desejos sinceros: os votos de que o sonho jamais deixe de comandar o teu destino e o verdadeiro sentido da tua vida.
Que o Grande Foco, Força Criadora te Ilumine e te Proteja
Luís de Raziell

Vidente Vara de Deus
Pseudónimo artístico e espiritual
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DADOS BIOGRÁFICOS DO FADISTA LUÍS DE MATOS - OBTIDOS NA WEB


A suprema criação musical, e a mais pura forma de comunicação e expressão da cultura portuguesa. O Fado é e será sempre um ícone na expressão nacional.

O Fado é, na sua essência e objectivo, a emoção. Emoções universais que atingem o coração de qualquer ser humano onde quer que se encontre.
Luís Matos é a expressão de uma nova geração do Fado.
Luís Filipe A. Matos, nasceu em Lisboa, em S. Sebastião da Pedreira.
Alfacinha de gema, desde muito novo começou a tomar o gosto pelo canto e o Fado piscou-lhe o olho.
Com apenas 12 anos e depois de muito já ter cantado em colectividades e associações de bairros, começa a cantar em diversas casas de Fado de Lisboa, tais como “Adega Machado”, “Adega Mesquita”, “Tímpanos”, “Luso”, “Severa”… e para seu contentamento muitas das vezes com o prazer da companhia e amizade do saudoso Fernando Maurício.
Em 1989, passado apenas 1 ano desde os primeiros passos como fadista, concorreu e venceu a Grande Noite do Fado na categoria de juvenis. Obviamente e, apesar de ser um jovem, começava-se a pensar que começara ali uma nova etapa da sua curta carreira, porém, por motivos pessoais, em 1990, afasta-se completamente do meio artístico, dedicando-se apenas aos estudos.

Mas algo mais forte e porque o fado lhe “corria nas veias” regressou, passados 14 anos, mais concretamente em 2004, numa mera brincadeira entre amigos, numa colectividade de Cultura e Recreio, onde decorria uma noite de Fados.

Finalmente e a partir desse dia, nada mais o parou e o certo é que em 2005, volta a concorrer à Grande noite do Fado no Teatro São Luís, organizada pela Casa da Imprensa e volta a ganhar, mas na categoria de seniores.
Dono de uma voz limpa e de um estilo muito próprio, tem actuado em grandes palcos de norte a sul do país bem como em diversos países espalhados pela Europa. Da sua carreira faz também parte a sua prestação num musical, em que recordava dois consagrados fadistas, (Amália Rodrigues e Fernando Maurício).
Durante estes anos fez parte do elenco do restaurante “Os Ferreiras”, assim como do “Solar do Tomás” actuando ainda em algumas das casas de fado mais conhecidas como “Marquês da Sé”. Luís Matos é hoje um dos cantores residentes da casa de fado “A Tipóia” e da “Adega Mesquita”.
Fadista de profissão, ou “…de corpo e alma” como ele mais gosta de ser referido, começa a tirar frutos do seu esforço com a gravação deste que é o seu 2º trabalho. Com este cd, tenta impor a sua presença no vastíssimo mosaico da canção nacional e concerteza que, com as reconhecidas capacidades e talento que tem, aliado à sua total dedicação e saudável ambição, atingirá todas as metas que a si próprio prometeu.
Com a edição de “Espelho da Alma” traduz o amor que sente mas que seria impossível de exprimir apenas por palavras.
A voz de Luís Matos é “O Espelho da Alma” e da sua paixão pela música, demonstrando a sua essência como fadista.
Luis Matos - Espelho da alma
1. Quanto mais coração bates
2. O Fado, a guitarra e eu
3. Deixem-me ser
4. Louco de saudade
5. Rezando pedi por ti
6. O Fado que trago em mim
7. Os meus cinco sentidos
8. Daqui a dois dias
9. Quero tanto aos olhos teus
10. És tu
11. Os búzios
12. Guitarra Portuguesa