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sábado, 7 de novembro de 2026

São Tomé e Principe atrai visitas de turistas e empresários portugueses em busca de mão-de-obra mas a pobreza persiste. E Portugal o país onde o custo de vida se agrava. Com rendas de casa a preços cada vez mais incomportáveis.

                                                            Jorge Trabulo Marques - Jornalista

São Tomé e Principe atrai visitas de turistas e empresários portugueses em busca de mão-de-obra mas a pobreza persiste. E Portugal o país onde o custo de vida se agrava. Com rendas de casa a preços cada vez mais incomportáveis.

O Grupo Cândido José Rodrigues (CJR), uma empresa portuguesa do setor da construção civil e obras públicas, conduziu um processo de recrutamento em São Tomé e Príncipe para contratar entre 50 e 100 profissionais. Tendo uma área ajardinada de um dos hotéis da capital encheu-se de jovens à procura de uma oportunidade de trabalho em Portugal.



RENDAS EM PORTUGAL - INCOMPORTÁVEIS As rendas habitacionais atingiram os €10,17 por m2, mais 10,2% que no segundo trimestre de 2025. Em Lisboa o valor aproxima-se dos €18 por m2

A subida do valor das rendas habitacionais acelerou no segundo trimestre do ano e o valor mediano da renda dos novos contratos de arrendamento em Portugal passou pela primeira vez os €10 por metro quadrado (m2), segundo os dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Portugal é o 7.º país da UE onde mais se sente o aumento do custo de vida. Dois em cada três perderam poder de compra A subida dos preços da energia e dos combustíveis está a pesar no orçamento das famílias. Segundo um inquérito do Banco Europeu de Investimento, 68% dos portugueses afirmam ter perdido significativamente poder de compra no último ano, acima da média europeia de 60%.


Nestes últimos anos, o fenómeno da emigração são-tomense acentuou-se l, "as saídas do país aumentaram mais de 100%" desde 2020 e, por exemplo, "só em 2023, 24.156 pessoas deixaram o território nacional". E , Portugal, tem sido o destino preferencial.

O grande problema é depois habitação: 20/12/2024 — Imigrantes em situação de vulnerabilidade financeira acabam por ocupar ilegalmente espaços privados ou camarários, sujeitos depois a despejo 29/07/2025 — São Tomé e Príncipe está disponível para pagar viagens de regresso aos são-tomenses desalojados

Mas a verdade é, que, a vida da maioria dos portugueses, também não tem melhorado. Sendo Portugal é o 7.º país da UE onde mais se sente o aumento do custo de vida.

Caixa Geral de Depósitos (CGD) registou lucros recorde de 1,434 mil milhões de euros até setembro, o que corresponde a um aumento de 2,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O banco atingiu o maior volume de negócios de sempre.

São Tomé e Principe - Ilhas Maravilhas onde a pobreza persiste Atrai visitas de turistas e empresários em busca de mão-de-obra mas a juventude  tem sido forçada a imigrar





O CAPITALISMO MUNDIAL OCUPOU E PERVERTEU TODAS AS INSTITUIÇÕES -  ACONTECE EM PORTUGAL E EM TODA A PARTE  -

Noutro tempo, arrendava-se uma casa para toda a vida e a preço acessível, hoje, só a prazo e quem é que o pode fazer?!... Quem é que pode pensar em casar, sabendo que não tem garantias nenhumas nem de emprego nem de proteção à família?! – Com leis  que apenas privilegiam os senhorios, os especuladores e oportunistas, o  patronato, os banqueiros e os poderosos! - É a tal coisa: com todo o acerto, e oportunisticamente, bem diz o banqueiro  Ulrich: "Se os sem-abrigo aguentam porque é que nós não aguentamos? .


“Mas que se terá passado para o liberalismo se ter tornado tão odiado?” – Pergunta quem responde: -  “A resposta é simples e não é nova. Foi pervertido. O liberalismo foi colonizado por indivíduos sem escrúpulos, para quem a liberdade económica só é boa se lhe encher os bolsos. São os mesmos que aplaudem a liberdade económica, mas correm a pedir auxílio estatal quando rebentam com um banco (Lehman Brothers ou…BPN).”  A perversão do liberalismo– O mais recente exemplos é o caso BES. 


Como já alguém escreveu, "o triunfo dos ditadores é a consequência de três falências: falência da filosofia, falência da religião e falência do capitalismo democrático, com as suas mentiras, delongas e invejas"  

Bocas de um Banqueiro e de um PM -Diz o do BPI «Se o país aguenta mais austeridade? Ai aguenta, aguenta!». Montenegro pede a manifestantes pela habitação que “não sejam egoístas— O País aguenta mais austeridade? Ai aguenta, aguenta!" Bocas  de Fernando Ulrich, então presidente executivo do Banco BPI, em .30 de outubro de 2012 afirmou  que o país tem de aguentar mais austeridade e mostrou-se "chocado" com "pessoas com responsabilidade" que querem levar Portugal para a situação da Grécia. 

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