SIC DE PINTO BALSEMÃO 08-01-2001- De Parabéns - Entrevista antes da fundação –SIC Notícias nasceu a 8-01-2001 Expresso 06-01-1973 Um bravo de aplauso e outro de preocupação « Jornalista despedido por alertar em primeiríssima mão atos de má gestão no BPN.
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Também somos da mesma opinião: - A grande incógnita está na era pós Balsemão
A história dos canais privados, em Portugal, desde a aprovação da lei até ao inicio das emissões, teve os seus episódios e protagonistas – Ao recordar-se esse tempo, um dos nomes, que ressalta, imediatamente, sobretudo para quem acompanhou de perto as discussões e polémicas, à volta desta questão, é o de Francisco Pinto Balsemão – Sem dúvida, o grande pioneiro dos media em Portugal, antes e depois da Revolução de Abril. E contnua a ser quem lidera o grupo mais poderoso da Comunicação Social Portuguesa, ombreando com os mais importantes grupos internacionais.
BALSEMÃO: Defendia, que o grupo mais bem posicionado para a concessão de um cana privado de televisão, era o que ele liderava.
Já lá vão uns anos decorridos, à volta da discussão da nova lei da Comunicação social, que, depois de aprovada, viria a permitir a concessão de canais televisivos a grupos privados. Na corrida, estava o Grupo liderado por Pinto Balsemão, Proença de Carvalho e a Igreja Católica – As concessões viriam a ser atribuídos, ao Grupo Impresa, de Balsemão, que arranca com as emissões da SIC, em Outubro de 1992, constituindo-se como o 1º canal de televisão privada em Portugal. E à Igreja católica, que, começa as suas emissões, em Fevereiro de 1993, sob a sigla de Televisão Independente ( TVI), que, naquela altura tinha o nome de "4" por ser a 4ª rede nos canais de televisão portugueses.
BALSEMÃO O PRINCIPAL DOS PROTAGONISTAS NA HISTÓRIA DAS TELEVISÕES PRIVADAS
Naturalmente que, a ser atribuída a concessão de canais de televisão a grupos privados, Francisco Balsemão, pese o facto de ter sido primeiro-ministro e cofundador de um partido, era quem, à partida reunia mais créditos para chamar a si esse justificado direito e responsabilidade. Esta era pois um dos argumentos de peso que jogava a seu favor. Todavia, conquanto os dois Governos de Cavaco, liderados pela AD, obtivessem a maioria absoluta, o processo foi-se arrastando e levou algum tempo a que passasse das intenções à prática.
Nesse interregno – já não nos ocorre em que data – na altura em que trabalhávamos como repórter na Radio Comercial-RDP – pessoalmente tomámos a iniciativa de nos dirigir à redação do semanário Expresso, que era ainda ali próximo da rotunda do Marquês Pombal, parta ouvir Francisco Pinto Balsemão, acerca deste candente assunto - É parte do registo que aqui lhe deixamos neste vídeo
A TEMPERA DE UM NATIVO SERRA DA ESTRELA

Pinto Balsemão tem a têmpera do granito da Guarda - Seu pai Henrique Patrício Pinto Balsemão nasceu no dia 9 de Setembro de 1897 na cidade mais alta de Portugal - O filho Francisco nasceu em Lisboa no dia 1 de Setembro de 1937 - Tal como seu pai é um nativo virgiano. Ambos nasceram em dias ímpares mas ele prefere o número par. "Quando posso, arranco com os meus projetos num dia 6: o Expresso começou a 6, o PSD foi anunciado num dia 6, a Caras saiu num dia 6. A SIC Notícias só não iniciou as emissões a 6 porque era um sábado. Não sou supersticioso, mas, se puder ser a 6, é."JN - Acho que faz bem - É assim que se contrariam os enguiços: ao número seis só faltam, dois tracinhos: um de cada lado para tomar a forma de cifrão
Diz Henrique Monteiro, que "O Expresso Quando foi lançado, em 1973, existia censura prévia, os partidos políticos eram proibidos (apenas um grupo tinha assento no Parlamento), havia guerras em Angola, Moçambique e Guiné para onde eram mandados rapazes de todo o país, o PIB per capita, a preços que podem ser comparados (preços constantes) era metade do valor atual, o número de pessoas empregadas era muito mais baixo (porque havia muito menos empregos e a população ativa era menor), além de que o país"Expresso por mais 40 anos. ParabénsTambém somos da mesma opinião: - A grande incógnita está na era pós Balsemão
Depois dele, poderá suceder o mesmo que à Fundação Gulbenkiam, com Azeredo Perdigão - Vão acabando com tudo, só não acabam com a administração

UM JORNAL QUE COMEÇOU COM ALGUM CHEIRO A MANJERICÃO
Foi através do semanário Expresso que chegaram os primeiros cheiros a manjerico - Antes disso, só se fosse a bosta de boi da censura e da repressão. O cheiro dos cravos, viria um ano depois. - Entretanto, "após sucessivas desilusões, os deputados da Ala Liberal, foram abandonando a Assembleia. Sá Carneiro foi o primeiro, em 1973, com a famosa expressão "É o fim!", seguindo-se-lhe vários outros. Passaram à oposição, nomeadamente através de artigos publicados no jornal Expresso, fundado por Pinto Balsemão em Janeiro de 1973. Os esforços dos "liberais" terão tido o efeito de desacreditar a experiência marcelista junto de largos sectores das classes médias portuguesas"
O Expresso também já foi melhor do que é atualmente - Essa Primavera também já lá vai. Nem veio para ficar. Nem para anteceder dias melhores. - Não vou aqui escalpelizar essa análise: está à vista de quem o lê. Mas o futuro ainda vai ser pior: a dita A Tirania da Comunicação denunciada por Ignacio Ramonet, cada vez refina e diaboliza ainda mais os métodos dos media da atualidade.
mas cada um de nós é uma ilha e quase não nos apercebemos do que se passa nas proximidades. Às vezes, nem na proximidade mais próxima que é a redacção onde trabalhamos.Vem isto a propósito de um email que recebi de um amigo, também ele jornalista. Dava-me a conhecer um artigo publicado no Jornal de Negócios, em 24 de Novembro passado, a propósito do que se passa no BPN. O artigo é assinado pelo jornalista Camilo Lourenço (1ªfoto), ex-director da revista Exame, onde ele relata as circunstâncias em que foi despedido pelo Dr.Balsemão, na sequência de uma notícia publicada em primeiríssima mão nessa revista, em 2001, onde se alertava para actos de má gestão no BPN.
Logo após a publicação dessa notícia, que fez a manchete dessa edição da Exame,
Dias Loureiro conversou com Pinto Balsemão e a revista teve um novo director algum tempo depois. A revista pediu desculpa ao BPN e a vida continuou a sorrir a todos, menos ao jornalista despedido, é claro.Sete anos passados, sabemos quem tinha razão e sabemos quem enganou, aldrabou, manipulou e quem encobriu tudo isso. O que se passou no BPN, e também no BPP, não será obra de um homem só, mas de um grupo que se conluiou para lucrar de modo ilícito com o dinheiro dos incautos depositantes.
Mas as águas estão separadas. Hoje, só continua enganado quem quer. Balsemão beneficiou injustamente da imagem do “bom patrão”, do empresário que respeitava o critério jornalístico e que não se imiscuía nos conteúdos dos órgãos de que era proprietário e administrador.
Uma mentira alimentada pelo próprio, ainda hoje, quando se autoproclama “jornalista”. Pois, não consta que o Dr. Balsemão tencione agora readmitir o jornalista que injustamente despediu ou, sequer, pedir-lhe desculpa.Pena é que estas situações continuem rodeadas pela penumbra silenciosa do medo e da reverência que os jornalistas prestam a Balsemão. - Extrado de Balsemão O Bom Patrão
Luta final opõe PS "queimado" a PSD em "ziguezague"
José Sócrates está queimado. Os truques do velho ilusionista estão vistos e revistos, já não pegam”. O diagnóstico foi assinado ontem à noite pelo militante número um do PSD. Ao lado de Passos Coelho num jantar-comício em Coimbra, Pinto Balsemão teceu algumas das críticas mais ásperas de toda a campanha para as legislativas do próximo domingo
Não esperem melhores dias. O panorama é generalizado - vai das ditaduras aos chamadas democracias - onde o liberalismo faz ainda mais estragos que no fascismo e até, sob o ponto de vista económico, que no ideário nazi - O monopolismo e o super-controlo dos media, condiciona o pluralismo e a liberdade de informação, e, por este andar, não tarda, que, a própria Internet, leve um grande murro no estômago.
(17 Nov 2012) "O papel da Internet e das redes sociais na configuração do espaço público foi hoje questionado num debate em Coimbra, tendo o empresário Pinto Balsemão admitido a necessidade de limitar o que for “desinformação”.
“As redes sociais vieram agravar este fenómeno”, disse o antigo primeiro-ministro, ao intervir numa conferência subordinada ao tema “Democracia, novos media/novos poderes”, uma iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Coimbra e da Fundação Bissaya Barreto."Pinto Balsemão admite que será necessário "limitar desinformação
"Na internet há rumores que nunca são confirmados”.?!.. E nos jornais? -"grande parte das notícias "são rumores perigosíssimos"
13 maio 2011 "Francisco Pinto Balsemão afirmou, quinta-feira, num jantar do Clube Português de Imprensa (CPI) que, actualmente, grande parte das notícias "são rumores perigosíssimos" "provenientes de pessoas que se acovardam".
O presidente do grupo Impresa, que foi homenageado pelo CPI no ano em que comemora 30 anos de existência, acrescentou que as fontes jornalísticas cada vez mais "não gostam de dar a cara" e "inventam factos"Grande parte das notícias "são rumores perigosíssimos

